Abstract
MEOLA, J. Differential gene expression analysis in endometriosis. 2008. 132 p. Tese
(Doutorado) - Faculdade de Medicina de Ri beirão Preto – Departamento de Genética,
Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
Endometriosis is a benign gynecological disease, which presents a multifactorial and complex
etiology, characterized by the pr esence of stromal and glandular endometrium tissue outside
the uterine cavity. Ten to 15% of the female population is affected by the disease with a wide-
ranging symptomatology including pelvic pain and infertility. To clarify the potential
mechanisms involved in the complex physiopat hology of this disease, we analyzed the
differential gene expression profile by subtract ive hybridization in euto pic and ectopic tissue
(peritoneal lesions and ovarian endometriomas) from 17 wome n with endometriosis, in the
early proliferative phase of th e menstrual cycle. We identified 291 genes deregulated in the
endometriotic lesions, considered as candidate genes. For data validation, Real Time PCR
was applied for genes CTGF and SPARC , indicated as overexpr essed; and for genes MYC,
MMP3, IGFBP1 and PAEP, indicated as downregulated in the lesions. Significant differences
in the peritoneal lesions expr ession were obtained for genes SPARC, MYC, IGFBP1, PAEP
and in the ovarian endometriomas for genes MMP3 and PAEP . We suggest that the
deregulation of genes SPARC, MYC, MMP3, IGFBPI and PAEP is responsible for loss of
cellular homeostasis in the endometriotic le sions, contributing for the implantation and
maintenance of the ectopic tissue in the extra- uterine environment. This study provided 291
genes with differential gene e xpression, in peritoneal and ovari an lesions, to the literature
database as candidates for future investigations.
Key-words: Endometriosis, Differential Ge ne Expression, Endometrium, Subtractive
Hybridization, Real Time PCR.
I
NTRODUÇÃO
2
ENDOMETRIOSE
A endometriose é uma doença ginecológica benigna, estrógeno-dependente, bastante
agressiva, que afeta 10 a 15% das mulheres na idade reprodutiva (Thomas e Prentice, 1992;
Yang et al., 2004). É caracterizada pelo crescime nto de estroma e tecido glandular tipo
endométrio fora da cavidade uterina, denom inado endométrio ectópico (Sampson, 1927;
Poliness et al., 2004).
O tecido ectópico é histologicamente seme lhante ao endométrio normal de mulheres
sem endometriose e ao endométrio normal, eutópi co, de mulheres afetadas pela doença. Mas,
tais tecidos diferem entre si bioquímica e fu ncionalmente em numerosas vias, incluindo
receptividade a esteróides, potencial proliferativo e invasivo (Gaetje et al., 1995; Vinatier et
al., 2001; Nap et al., 2004; Viganò et al., 2004; Ulukus et al., 2006). O local mais comum de
implantes endometrióticos é a cavidade pélvica, principalmente o peritônio pélvico. Podem
também ser encontrados nos ovários e septo re to-vaginal, e ocasionalmente no pericárdio,
pleura, fígado, rim, bexiga, cérebro e raramente em homens (Lebovic et al., 2001; Giudice e
Kao, 2004).
Alguns sintomas são característicos desta doe nça, como a dismenorréia (dor pélvica
durante a menstruação), dispaneuria (dor duran te o ato sexual), dor pélvica não cíclica e
infertilidade (Poliness et al. , 2004). A prevalência de e ndometriose entre mulheres
assintomáticas é de 2 a 22%, e em mulheres com dismenorréia é de 40 a 60% (Farquhar,
2000). Além disso, 25 a 50% de mulheres infértei s apresentam endometriose e 30 a 50% de
mulheres com endometriose são inférteis (D´Hooghe et al., 2003). Tais porcentagens variam
de acordo com os critérios de diagnóstico adot ados. Evidências sugerem que esses sintomas
associados com a doença resultam de uma reação inflamatória peritonial local, ocasionada
pelos implantes endometriais ectópicos (Lebovic et al., 2001) que sofrem sangramento cíclico
(Arya e Shaw, 2005).
3
Mecanismos que associam endometriose com infertilidade têm sido sugeridos, como:
(1) distorção da anatomia pélvica devido a ad esões endometrióticas, que poderiam prejudicar
a liberação do oócito ou inibir seu transporte; (2) função peritonial alterada em pacientes com
endometriose devido ao aumento do volume do flui do peritonial, aumento da concentração de
macrófagos ativados, prostaglandi nas, interleucina 1 (IL-1), TNF (tumor necrosis factor ) e
proteases. Tais alterações causariam efeitos adversos no oócito, espermatozóide e embrião
(Birmingham, 2006); (3) falha de implantação devido à redução da expressão endometrial de
α Vβ integrinas (Lessey et al., 1994) e L-selectina em mulheres com endometriose durante a
fase de implantação (Genbacev et al. , 2003). Entretanto, a hipótes e de que a doença causa
infertilidade ou diminui a fecundidade permanece controversa.
O diagnóstico de endometriose inicialmente é feito com a história clínica da paciente.
Entretanto, a sintomatologia variada e sua po bre correlação com a severidade da doença
podem dificultar este diagnóstico (Vercellini et al , 1991). Na maioria dos casos, a
endometriose é cirurgicamente estadiada com ba se na localização, extensão e tipo de lesão
por laparoscopia. Além disso, o diagnóstico fina l é dado pela análise histopatológica da lesão
(Brosens et al., 2004).
A American Society for Reproductive Medicine (1997) organizou e propôs a
classificação da endometriose em quatro estadi os: forma mínima (estadio I), leve (II),
moderada (III) e severa (IV). Tal método é baseado em um sistema de escores unificados nos
quatro estadios, na avaliação percentual e volume das lesões, incluindo a predição sobre a
probabilidade de gravidez após o tratamento. Embora este método de classificação seja
mundialmente aceito, ele pobremente prediz a ch ance de gravidez após terapia, devido à
arbitrariedade na atribuição dos escores, que é feita de acordo com a observação de cada
patologista (Birmingham, 2006).
4
Além desta classificação, morfologicamente os implantes peritoniais e ovarianos
podem ser diferenciados em: lesões vermelhas, negras (azulada ou arro xeada, pregueada), e
brancas (American Society for Reproductive Me dicine, 1997). As lesões vermelhas são mais
agressivas, ativas, elevadas, apresentando hi stologia semelhante ao epitélio eutópico
proliferativo (Nisolle e Donnez, 1997). Além di sso, acredita-se serem mais vascularizadas e
com maior poder invasivo, correspondendo ao pr imeiro estágio de desenvolvimento da
doença. Já as lesões negras, também ativas , correspondem ao estadio mais avançado da
doença. As lesões brancas são menos vascular izadas, inativas, aparecem posteriormente às
lesões negras e apresentam aspecto cicatricial (Nisolle et al., 1993; Brosens, 1994).
Os exames complementares à laparoscopi a incluem a dosagem sorológica do CA 125
e CA 19-9, exames ginecológicos, ultra-sonograf ia transvaginal e a ressonância magnética.
Entretanto, os mesmos não são adequadamente sensíveis e específicos, sendo a laparoscopia,
apesar de onerosa e invasiva, o método dia gnóstico mais confiável (Thomas, 1995; Rosa e
Silva, 2007). A ultra-sonografia transvaginal é confiável na detecção de endometriomas,
contudo, assim como a ressonância magnética, falha em detect ar endometriose ovariana e
peritonial superficiais (Brosens et al, 2004). Embora os antígenos tumorais CA 125 e CA 19-9
sejam detectados em maiores concentrações no soro e no fluido peritonial de pacientes com
endometriose, sendo especificamente correlacionados com a doença, ambos apresentam baixa
sensibilidade (Foster, 2003).
O tratamento adequado deve ser individualizado para cada paciente. A recomendação
para tratamento medicamentoso e/ou cirúrgico de pende da ausência ou pr esença de sintomas,
grau da doença, idade da paciente e sua futura ambição de fertilidade. Geralmente,
recomenda-se o tratamento cirúrgico quando há danos ovarianos e tubários, cistos
endometrióticos, outras doenças ginecológicas associadas, ou quando houver falha na terapia
com drogas. Já a terapia medicamentosa é mais apropriada em casos de doença recorrente ou
5
início de tratamento. Apenas em casos extrem os indica-se a histerectomia (Thomas, 1995). A
terapia com drogas padrão para a endometriose inclui: analgésicos (drogas antiinflamatórias
não esteroidais), contraceptivos orais, agentes androgênicos, progestágenos e
antiprogestogênicos, antigonado trofinas e análogos do GnRH (hormônio liberador da
gonadotrofina) (Mounsey et al , 2006). Tais medicamentos têm alcances variados, mas as
funções são as mesmas, incluindo supressão da atividade ovariana, menstrual e atrofia dos
implantes endometrióticos (Farquhar, 2007). Embora, os tipos de tratamentos sejam variados,
a recorrência da endometriose ocorre em mais de 60% do s casos. Mesmo após terapias
radicais, como a histerectomia, sua recorrência é de 5 a 10% (Arya e Shaw, 2005).
ETIOLOGIA DA ENDOMETRIOSE
Várias teorias têm sido propostas para explicar as várias localizações da endometriose.
São elas:
A teoria da metaplasia celômica, primeira mente descrita em 1919 por Meyer, sugere
que o epitélio celômico possa se transformar, por metaplasia em tecido tipo endométrio. Esta
teoria explicaria a endometriose ovariana e foi estendida para a serosa peritonial, que tem
potencial de proliferação e diferenciação (Vinatier et al., 2001; Arya e Shaw, 2005). Tal teoria
também é atrativa para explicar a ocorrência de endometriose na ausência de menstruação (El
Mahgoud e Yaseen, 1980). Entretan to, alguns fatores contrários devem ser considerados: o
fato que a endometriose ocorre na maioria dos casos quando o endométrio está presente, e
desta forma os homens seriam poupados da doença; a endometriose poderia ocorrer em
qualquer lugar onde os tecidos são derivados de epitélio celômico; se a metaplasia celômica
fosse semelhante à metaplasia comum, a freqüê ncia de endometriose seria maior com a idade
(Vinatier et al., 2001; Nap et al., 2004).
6
A teoria de restos embrionários, proposta por Russel (1899), baseia-se na existência de
células originárias do ducto de Müller com po tencial de desenvolvimento em endométrio
funcionante. Questiona-se tal teoria, pois a di stribuição anatômica da endometriose não se
relaciona com as vias dos ductos de Müller (Nap et al., 2004).
Além disso, acredita-se que essas teorias possam ser vistas como complementares,
pois, metaplasia e crescimento de resí duos Müllerianos podem ser induzidos
experimentalmente por debris menstruais (Fujii, 1991). Tal descoberta corrobora com a teoria
da indução, proposta por Levander e Norman em 1955. Esta teoria, que é uma extensão da
teoria da metaplasia celômica, propõe que o endométrio mens trual degradado libera fatores
endógenos, bioquímicos e imunológicos, que indu zem a metaplasia do epitélio seroso do
ovário e as células serosas do mesotélio, resu ltando em tecido endometrial (Arya e Shaw,
2005).
A teoria da implantação metastática ou teor ia de Sampson (1927) propõe que, durante
a menstruação haja um refluxo de tecido endometrial via tuba uterina para dentro da cavidade
abdominal, onde este tecido poderia implantar. Vários fatores corroboram para esta teoria, que
é a mais aceita para explicar a origem da e ndometriose. São eles:o fluxo menstrual retrógrado
ocorre em 90% das mulheres (Halme et al. , 1984); a presença de células epiteliais
endometriais viáveis no fluido peritonial (Kruitwagen et al. , 1991), ou seja, as células
endometriais têm características de adesão, implantação, cresci mento e angiogênese (Viganò
et al , 2004); e a associação entre fluxo menstr ual obstruído e endometriose (Olive e
Henderson, 1987).
Entretanto, é importante salientar que apenas o refluxo tubário não é suficiente para
estabelecer a doença, po is, 90% das mulheres possuem mens truação retrógrada e apenas 10 a
15% desenvolvem endometriose. Assim sendo, após a disseminação das células menstruais,
alguns estágios são necessários para o estabelecimento e manutenção da doença, como:
7
1) ESCAPE DO SISTEMA IMUNOLÓGICO
Acredita-se que a patogênese da doença está associada com a capacidade das células
endometriais ectópicas de neutra lizar a resposta imune local, de vido a defeitos no sistema de
vigilância imunológica e supressão de células do sistema imune (Lebovic et al. , 2001;
Siristatidis et al. , 2006). Algumas alteraçõ es em mulheres com endometriose têm sido
demonstradas como: a modificação na ex pressão de antígenos do sistema HLA ( human
lymphocyte antigen) de classe I, que são relevant es no reconhecimento imune (Semino et al.,
1995); a diminuição da atividade de NK ( natural killer ) e citotoxicidade contra as células
endometriais ectópi cas (Oosterlynck et al. , 1991); a secreção de fatores como TGF- β
(transforming growth factor) e prostaglandina E2 que inibem as funções dos linfócitos (Hirata
et al., 1994).
2) MECANISMOS DE ADESÃO:
As moléculas de adesão, como integrinas e caderinas, são as principais mediadoras da
adesão célula-célula e célula-matriz celular, e sua expressão é importante para a adesão
celular inicial de tecidos que sofrem descamação (Beliard et al., 1997). Algumas moléculas de
adesão como as integrinas α 2β1, α 3β1, α 4β1, α 5β1 e E-caderina são expressas em lesões
endometrióticas, podendo estar associadas com a doença (Witz, 2003).
3) MECANISMOS DE INVASÃO:
O mecanismo de invasão pelo tecido ectópi co é dependente de metaloproteases da
matriz (MMP) e de seus inibidores teciduais específicos (TIMPs). As MMPs têm funções
importantes no controle de mudanças cíclicas do endométrio, na proliferação e inibição de
crescimento, além disso, são reguladas por estrógeno e progesterona (Rodgers et al., 1994). A
síntese e secreção desregulada de MMPs po r lesões endometrióticas, combinada com
8
aberrantes quantidades de TIMPs no fluido peri tonial, podem alterar o ambiente proteolítico
normal da cavidade peritonial, induzindo um am biente mais agressivo e facilitando a invasão
das células ectópicas (Viganò et al., 2004).
4) MECANISMOS DE APOPTOSE
A morte celular programada, comumente c onhecida como apoptose, é um processo
fisiológico responsável pela manutenção da homeostase celular durante o ciclo menstrual. Ela
elimina as células senescente s da camada funcional do endomé trio uterino durante a fase
secretora tardia do ciclo menstrual, substi tuindo-as por células novas durante a fase
proliferativa do ciclo. Contudo, em mulheres com endometriose a porcentagem de células que
passa por apoptose é menor, indicando que al gumas células podem continuar a exibir
atividades fisiológicas errôneas (Dmowski et al., 2001). Várias moléculas regulam a apoptose
como p53, Bax ( BCL2-associated X protein ) e c-myc ( v-myc myelocytomatosis viral
oncogene homolog) que estimulam a morte celu lar programada, e Bcl-2 ( B-cell
CLL/lymphoma 2) e Bcl-xL (BCL2-like 1) que inibem a apoptose (Sattler et al., 1997; Harada
et al., 2004). O aumento da Bcl-2 já foi demonstrado em pacientes afetadas por Meresman e
colaboradores (2000).
5) NEOVASCULARIZAÇÃO
A vascularização dos implantes endometr ióticos é provavelmente um dos mais
importantes fatores no processo de sobrevivên cia e invasão de outros tecidos. O ambiente
peritoneal é altamente angiogênico e o aument o na atividade e nas quantidades do VEGF-A
(vascular endothelial growth factor ) foi demonstrado no fluido peri tonial e no endométrio de
mulheres com endometriose (Donnez et al., 1998). Além disso, outros fatores angiogênicos,
incluindo interleucinas 1, 6 e 8, EGF ( epidermal growth factors ), IGF ( insulin-like growth
9
factors) e Endo-I são reconhecidamente expressos pelo endométrio eutópico e ectópico em
pacientes com endometriose (Taylor et al., 2001; Laschke e Menger, 2007).
6) PROLIFERAÇÃO DAS CÉLULAS ECTÓPICAS
A endometriose requer estrógeno para con tinuar proliferando e tende a regredir
quando é privada deste hormônio. A aromatase é um a enzima que cataliza a biosíntese de
estrógeno. Considerando que a expressão de arom atase é alta em cistos endometrióticos e
implantes endometriais extra-ovarianos, suge re-se que esta expressão aberrante esteja
envolvida na patogênese da doença, pois é um estímulo de crescimento independente do
ovário (Zeitoun e Bulun, 1999). Junto com hormôni os esteróides, fatores de crescimento
específicos parecem favorecer a proliferaç ão dos implantes endometrióticos (Taylor et al. ,
2001).
Considerando as diferentes origens possíveis, localizações e respostas hormonais, foi
sugerido que a endometriose peritonial, o endometrioma ovariano e os nódulos adenomióticos
do septo reto-vaginal seriam três entidades di stintas com diferentes patogêneses (Nisolle e
Donnez, 1997). Entretanto existem contrové rsias, pois Viganò e colaboradores (2004)
descreveram dados patológicos, cirúrgicos e ep idemiológicos que consistentemente sugeriam
que as lesões peritoniais, ova rianas e profundas constituíam di ferentes expressões de uma
mesma doença, com um único mecanismo patogênico, isto é, a menstruação retrógrada.
Devido às várias teorias apresentadas s obre a patogênese da endometriose e dados
ainda não conclusivos sobre sua origem, sua etiologia é considerada complexa e multifatorial,
sendo que as teorias propostas devem ser complementares e não exclusivas.
10
FATORES DE RISCO, ENDOMETRIOSE E CÂNCER
Alguns estudos sugerem aumento da incidê ncia da endometriose durante a idade
reprodutiva, sendo rara antes da menarca e com tendência a diminuir depois da menopausa
(Houston, 1984). Assim sendo, mulheres com menarca precoce ou menopausa tardia têm risco
aumentado de desenvolver a doença, enquanto que mulheres que fazem uso de contraceptivos
orais apresentam risco diminuído (Farquhar, 2 007). Também se sugere que mulheres com
ciclos menstruais curtos e intensos, ou nulíp aras, tenham maior risco de desenvolver a doença
(Darrow et al. , 1993; Vercellini et al. , 1997; Missmer e Cramer, 2003). Entretanto, outros
fatores de risco como classe social, raça, alto índice de massa corpórea, uso de álcool, tabaco
e cafeína são considerados pouco consistentes (Viganò et al., 2004).
Acredita-se que a endometriose tenha tendênc ia familial, poligênica e multifatorial,
sendo observado maior risco da doença, de 5 a 8%, em mulheres com histórico familiar
positivo em parentes de primeiro grau (Bisc hoff e Simpson, 2004). Além disso, estudos de
ligação e em gêmeos têm identificado vários genes candidatos com potencial biológico
plausível envolvido com a suscetibilidade para a doença, como genes supressores tumorais
(PTEN - phosphatase and tensin hom olog, TP53 - tumor protein p53 ), receptores de
estrógeno, progesterona e andrógeno entre ou tros (Giudice e Kao, 2004). Outros genes
polimórficos vêm sendo associados à endometriose como GALT (galactose-I-phosphato
uridly transferase ), NAT2 (N-acetyl transferase 2 ), CYP1A1 (cytochrome P450 1A1 ) e
GSTM1 (glutathione-S-transferase M1) (Bischoff e Simpson, 2004).
Há também relatos de algumas alterações genômicas detectadas por CGH
(comparative genomic hybridization ) e CGH array em pacientes com endometriose, que
poderiam estar associadas ao desenvolvimento da doença (Gogusev et al., 1999; Gogusev et
al., 2000; Guo et al., 2004). O microambiente ovariano e o ambiente peritonial podem estar
também relacionados a essas alterações (Koninckx et al., 1998).
11
Embora alguns dados sugiram aumento de ri sco de câncer ovariano em mulheres com
endometriose, as evidências biológicas que confirmem a presença da doença como condição
pré-neoplasica são insuficientes. Enquanto a endometriose exibe alguns aspectos de
malignidade tais como aumento de cresci mento, vascularização e invasão tecidual,
características tumorais como expansão monoclonal e anomalias genéticas, permanecem
indefinidas. (Viganò et al. , 2006). Achados histológicos indicam uma associação entre
endometriose e carcinoma de células claras de ovário e carcinoma endometrióide (Vercellini
et al., 1993). Estima-se que 1% dos cas os de endometriose está re lacionado ao câncer, e que
88,4% dos casos de câncer relacionados à e ndometriose são carcinomas, enquanto apenas
11,6% são sarcomas (Heaps et al., 1990). Estudos experimentais em camundongos indicam os
genes Pten e K-ras (v-Ha-ras Harvey rat sarcoma viral oncogene homolog ) como envolvidos
no desenvolvimento de endometriose e/ou carcino ma endometrióide ovariano (Dinulescu et
al., 2005).
TÉCNICAS DE DETECÇÃO DE EXPRESSÃO GÊNICA DIFERENCIAL EM ENDOMETRIOSE
Alguns estudos visam detectar o perfil de expressão gênica diferencial em lesões
endometrióticas, bem como nos tecidos eutópi cos de mulheres com e sem endometriose.
Eyster e colaboradores ( 2002) usaram a técnica de microarray para comparar endométrio
eutópico e implantes endometrióticos de três pacientes na fase proliferativa do ciclo
menstrual, identificando genes do citoesque leto e com funções no sistema imune como
diferencialmente expressos. Outra publicação comparou o perfil de expressão em endométrio
eutópico de mulheres com e sem endometriose na fase s ecretora do ciclo menstrual,
identificando moléculas como interleucinas (IL)-1 β e IL-G, TNF e VEGF como desreguladas
na endometriose (Giudice et al. , 2001). Paralelamente a este trabalho, Kao e colaboradores
compararam o endométrio eutópico de mulheres com e sem endometriose, mas na “janela de
12
implantação” (2003). Neste trabalho, os dados foram divididos em três grupos: grupo 1, onde
os genes que são superexpressos normalmente na “janela de implantação” encontram-se
menos expressos em mulheres com endometri ose; grupo 2, onde genes normalmente menos
expressos têm expressão aumentada em mulheres com a doença; e grupo 3, onde genes menos
expressos no tecido normal têm expressão aind a menor no tecido eutópi co das pacientes com
endometriose. Outra publicação descreveu o perfil de expressão co mparando endometriose
ovariana com tecido eutópico das mesmas pacientes nas fases proliferativa e secretora do
ciclo menstrual (Arimoto et al. , 2003). Matsuzaki e colaboradores (2005) compararam
endométrio normal de mulheres sem endometr iose com lesões endometrióticas profundas
também nas fases proliferativa e secretora. Esses trabalhos utilizaram a técnica de microarray
de cDNA, o que representa um problema, pois os microarrays tipicamente usam chips
comerciais fabricados com out ras finalidades que não estudos direcionados à doença em
investigação (Bischoff e Simpson, 2004). Para lelamente, os genes analisados são pré-
determinados, dificultando o screening completo e característico das lesões.
Técnicas de screening que poderiam contornar este prob lema incluem as bibliotecas
de SH ( Subtraction Hybridization ), as bibliotecas de SAGE ( Serial Analysis of Gene
Expression), RDA ( Representational Difference Analysis ) entre outras (J iang e Fisher, 1993;
Hubank e Schatz, 1994; Velculescu et al., 1995). As bibliotecas de hibridação subtrativa são
bibliotecas de cDNAs deriva das de dois grupos celulares distintos, onde um deles é
representado em excesso durante a hibridação subtrativa. Tal técnica permite isolar cDNAs
que são representativos apenas de um dos dois grupos an alisados (Taylor et al. , 2002). A
técnica de RaSH ( Rapid Subtraction Hybridization), descrita por Jiang e colaboradores
(2000), é uma metodologia simplificada de hibridaç ão subtrativa, que consiste na digestão
enzimática de cDNAs de dupla fita em pequ enos fragmentos, ligados a adaptadores e
amplificados por PCR, seguido de incubação dos fragmentos de PCR tester com excesso de
13
fragmentos driver para hibridação e subtração. Hu e colaboradores (2006) usaram a
metodologia de hibridação subtrativa para compar ar o perfil de expressã o gênica entre tecido
ectópico de lesões peritoniais e tecido eutópico das mesmas mulheres nas fases proliferativa e
secretora do ciclo menstrual. Eles identific aram 14 possíveis candi datos com importante
função na patogênese da endometriose.
Mudanças na expressão gênica em dete rminado momento são determinantes em
processos fisiológicos normais e anormais . Explicar os mecanismos relacionados à
fisiopatologia complexa da endometriose, buscando esclarecer o perfil da expressão gênica e a
função de genes envolvidos em tais fenômenos, permitiria elucidar o ambiente molecular das
lesões endometrióticas. Futuramente, novos mar cadores moleculares podem ser identificados,
permitindo um diagnóstico menos invasivo e possíveis terapêuticas. Neste trabalho,
investigamos o perfil de expressão gênica diferencial entre lesões endometrióticas (peritoniais
e ovarianas) e endométrio eutópico das mesmas pacientes, na fase proliferativa inicial do ciclo
menstrual.
O
BJETIVOS
15
O objetivo principal deste trabalho é analisar a expressão gênica diferencial em lesões
endometrióticas peritoniais e ovarianas e em tecido eutópico das mesmas pacientes, pela
técnica de RaSH.
Os objetivos intermediários foram:
(1) analisar o perfil de expressão em lesões endometrióticas e em endométrio eutópico de
pacientes com diagnóstico confirmado de endometriose;
(2) identificar genes candidatos relacionados à fisiopatologia da doença;
(3) comparar o padrão de expressão dos genes selecionados em lesões peritoniais e
endometriomas ovarianos.
M
ATERIAL E MÉTODOS
17
Este estudo foi desenvolvido no Laboratório de Genética Molecular e Citogenética
Molecular Humana, do Departamento de Genétic a da Faculdade de Me dicina de Ribeirão
Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-US P, Brasil), em colaboração com o serviço de
Reprodução Humana do Departamento de Gine cologia e Obstetrícia da FMRP-USP, com o
Grupo de Bioinformática da FMRP-USP, e com apoio dos laboratórios de Genética Molecular
e Bioinformática da Fundação Hemocentro e de Oncologia Pediátrica do Departamento de
Pediatria e Puericultura da FMRP-USP. O proj eto foi aprovado pelo Comitê de Ética em
Pesquisa (CEP) do Hospital das Clínic as da FMRP-USP, processo HCRP n o 11736/2004
(Anexo A). Todas as pacientes pa rticipantes da pesquisa assinaram o termo de consentimento
livre e esclarecido.
CASUÍSTICA
Foram selecionadas 28 pacientes, que preencher am os seguintes critérios de inclusão:
pacientes em idade reprodutiva (18 a 40 anos), no início da fase proliferativa do ciclo
menstrual (dias 5-8), apresentando ciclos mens truais regulares e sem história de uso de
qualquer tipo de terapia hormonal nos últimos seis meses antes da coleta. O estadio da
endometriose foi determinado de acordo com a classificação da American Society for
Reproductive Medicine (American Society for Reproductive Medicine, 1997).
As pacientes foram divididas em dois grupos: grupo controle, com onze pacientes sem
diagnóstico de endometriose e/ou infertilidade, encaminhadas ao serviço pelo Ambulatório de
Planejamento Familiar com indicação para la queadura tubária; grupo afetado, com dezessete
pacientes com diagnóstico de endometriose, sendo que, dez pacientes foram encaminhadas ao
serviço para laparoscopia pe lo Ambulatório de Dor Pélv ica e Endoscopia (AGDE) com
indicação de dor pélvica, e sete foram encaminhadas pelo Ambulatório de Infertilidade
Conjugal do HCFMRP-USP com indicação de infertilidade.
18
AMOSTRAS
As biópsias de endométrio das pacientes do grupo controle (n=11) foram coletadas
utilizando Cureta de Novak.
As biópsias de endométrio eutópico (n= 17) e ectópico (n=17) das pacientes com
diagnóstico de endometriose foram coletadas por laparoscopia. Das dezessete biópsias de
endométrio ectópico, oito eram lesões peritoniai s (4 vermelhas e 4 negras), sendo quatro em
estadio II, duas em estadio III e duas em estadio IV, e nove corresponderam a lesões
ovarianas (endometrioma ovariano) em estadios III (2) e IV (7). A confirmação diagnóstica
foi feita após análise histopatológica de toda s as amostras. As amostras foram armazenadas
em freezer a -80
0C após tratamento com criopreservador Tissue-Teck® O.C.T. Compound
(Sakura Finetek USA. Inc., Torrance, CA).
ISOLAMENTO DO RNA TOTAL
As amostras foram lavadas em so lução de PBS (1x) (NaCl 8,50g/L; Na 2HPO4
1,11g/L; Na 2HPO4.12H2O 2,81g/L; KH 2PO4 0,20g/L pH7,0) para retirar o criopreservador
dos tecidos. Em seguida, extraiu-se R NA total (50mg de tecido) com TRIZOL ® Reagent
(Invitrogen Life Technologies , Paisley,UK) de acordo com as instruções do fabricante. A
integridade do RNA foi analisada por eletrofo rese. As concentrações de RNA total foram
medidas em espectrofotômetro a densidade óptica de 260nm. O RNA permaneceu
armazenado à -80
0C para procedimentos posteriores.
RÁPIDA HIBRIDAÇÃO SUBTRATIVA DE CDNA (RASH)
Os procedimentos da técnica de RaSH adotados neste trabalho seguiram a
metodologia descrita por Jiang e colaboradores (2000). Foram construídas duas bibliotecas de
hibridação subtrativa de cDNA denominadas de RHENDN e RHENEN. Na biblioteca
19
RHENDN, o tester é o cDNA obtido do pool de RNA do tecido eutópico, enquanto que, na
RHENEN, utilizou-se o RNA do tecido ectópico como tester. Seis amostras pareadas foram
escolhidas aleatoriamente para a construção das bibliotecas , sendo, seis de endométrio
ectópico (3 lesões ovarianas e 3 peritoniais) e seis de endo métrio eutópico das mesmas
pacientes. O protocolo está brevemente descrito abaixo:
Síntese do cDNA
A partir do pool de 25 µg de RNA total, utilizando mesma concentração de cada
amostra, sintetizamos cDNAs de dupla fita utilizando 200U da enzima SuperScriptTM II
Reverse Transcriptase (Invitrogen Life Technologies , Paisley, UK), 1x First Strand Buffer
(Invitrogen Life Technologies, Paisley, UK), 200 µM de cada dNTP, e 0,5 µg de oligo(dT) 12-
18 (Invitrogen Life Technologies, Paisley, UK) , para síntese da primeira fita. Para a síntese da
segunda fita, foram utilizados 10U de E. coli DNA ligase ( Invitrogen Life Technologies ,
Paisley, UK) e 40U de E. coli DNA Polymerase I ( Invitrogen), 2U de E.coli RNase H
(Invitrogen Life Technologies , Paisley, UK), 200 µM de cada dNTP, 1x Second Buffer
(Invitrogen Life Technologies , Paisley, UK). O gene ACTB (actin beta) foi amplificado por
PCR, a partir do cDNA sintetizado, para aval iar a qualidade da síntese. Os cDNAs foram
extraídos por fenol/clorofórmio (1:1) e precipitado com etanol.
Digestão Enzimática com MboI e Ligação dos Adaptadores
Os cDNAs foram digeridos com 20U da enzima de restrição MboI ( Invitrogen Life
Technologies, Paisley, UK) por 1 hora a 37 0C, e em seguida extrairam- se os fragmentos pelo
método fenol/clorofórmio (1:1), precipitados com etanol. Os fragmentos foram ligados com
20 µM dos adaptadores XDPN-14 - 5’ CTGATCACTCGAGA - 3’e XDPN-12- 5’GATC
TCTCGAGT3’, usando 1x T4 DNA Ligase Buffer (Invitrogen Life Technologies , Paisley,
20
UK), 9U T4 DNA Ligase (Invitrogen Life Technologies , Paisley, UK), e a mistura incubada a
140C overnight.
PCR e Purificação dos Produtos
Para checar a ligação aos ad aptadores e amplificar o cDNA digerido, este foi diluído
com LoTE (3mM Tris-HCL, pH 7,5; 0,2 mM EDTA pH 7,5) ( Invitrogen Life Technologies ,
Paisley, UK), em um volume final de 100µL; e 2µL do cDNA foram amplificados com 10µM
do primer XDPN-18 - 5’CTGATCACTCGAGAGATC3’ (complementar aos adaptadores),
1U de Taq DNA Polymerase (Invitrogen Life Technologies , Paisley, UK), 200 µM de cada
dNTP, 1x Taq Buffer (Invitrogen Life Technologies , Paisley, UK). Foram realizadas 20
reações de PCR nestas condições, e em seguida os produtos foram misturados e purificados
por fenol/clorofórmio e precipitados com etanol.
Todos estes procedimentos foram realizados para o cDNA obtido do pool de RNA
tanto do tecido eutópico como do tecido ectópico.
Digestão do teste
Foram digeridos 10 µg do tester (eutópico ou ectópico) com 20U da enzima XhoI
(Invitrogen Life Technologies , Paisley, UK) por 6h à 37 °C. O produto foi extraído com
fenol/clorofórmio e precipitado com etanol.
Hibridação Subtrativa
Na construção da biblioteca RHENDN, 100 ηg do tester (eutópico) foram misturados
com 5 µg do driver (ectópico). Assim como na RHENEN, 100 ηg do tester (ectópico) foram
misturados com 5µg do driver (eutópico). Foram ad icionados à mistura tester/driver, 16,6 µl
da Solução de Hibridação (0,5M de NaCl; 50mM de Tris/HCl; SDS 0,2%; formamida 40%).
21
Após denaturação a 100 0C por 5 minutos, a solução foi incubada a 42 0C por 48 h. Em
seguida, a mistura da hibridação foi extraída por fenol/clorofórmio, precipitada com etanol e
diluída em LoTE.
Ligação ao plasmídeo pZErO® -1 e Transformação Bacteriana
Três microlitros da solução de hibridação foram ligados à 1 µg do plasmídeo pZErO
® -
1 ( Invitrogen Life Technologies , Paisley, UK), previamente digerido com a enzima de
restrição XhoI, e a soluçnao incubada a 16 0C por 3 horas. Em seguida, realizamos a
eletroporação a 2,5 V, 25 µFD e 200 OHMS para transformação das bactérias competentes
One Shot® Top 10 Eletrocomp ™ E. coli (Invitrogen Life Technologies , Paisley, UK) com 2
µL dos plasmídeos recombinantes.
Screening das Colônias e Análise por Seqüenciamento
As colônias foram randomicamente seleci onadas e amplificadas por PCR com os
primers M13 forward - 5’CATTTTGCTGCCGGTC3’ e M13 reverse –
5’CAGGAAACAGCTATGACC3’ para a confir mação do inserto. Após confirmação, o
produto foi seqüenciado no MegaBaceTM 1000 (Amesham Biosciences, Piscataway, NJ, USA )
utilizando DYEnamic ET Dye Terminator Sequencing Kit ( Amesham Biosciences,
Piscataway, NJ, USA), segundo as normas do fornecedor.
ANÁLISES POR BIOINFORMÁTICA
As seqüências obtidas foram analisadas pelos softwares Phred (Ewing et al. , 1998;
Ewing e Green, 1998) e Phrap (Green, 1996) utilizando os seguintes padrões: phred cutoff de
0,09, cross_match versão 0,990319, minmatch 10, minscore 20; e foram aceitas seqüências
com o mínimo de 100pb com qualidade. Após estas análises, as se qüências de melhor
22
qualidade foram submetidas ao programa de alinhamento blast (Altschul et al., 1990). Estas
comparações foram feitas contra os bancos de dados: do genoma mitocondrial humano
(blastn, evalue=1e-05), genoma de bactérias ( blastn, evalue=1e -30), seqüências do fungo
Saccharomyces ( blastn, evalue=1e-30), proteínas ribossomais ( blastx, evalue=1e-30), RefSeq
humano (blastn, evalue=1e-30), seqüências do UniGene (blastn, evalue=1e-25), ESTs humanas
(blastn, evalue=1e-20), nr humano ( blastx, evalue=1e-20), e nr não humano ( blastx, evalue=1e-
15 ).
A partir dos resultados do blast, apenas com o banco obtido de RefSeq, (seqüências de
referência) foram selecionadas as seqüências que no alinhamento apresentavam no mínimo
90% do comprimento da seqüência alvo. Devido ao critério de seleção adotado, os genes
selecionados do blast podem ser considerados homólogos às seqüências encontradas nas
bibliotecas. Assim, estes genes foram categorizados quanto suas funções em processos
biológicos, função molecular e component e celular de acordo com os termos do Gene
Ontology (GO) (http://www.geneontology.org).
Além disso, para encontrar associações fe itas entre dados na literatura sobre
endometriose e os genes obtidos nas bibliotecas, usamos o programa de busca de acesso
público PDQ wizard v.0.1 Searching PubMed (Grimes et al. , 2006) disponível on line
(http://www.gti.ed.ac.uk/pdqwizard
).
VALIDAÇÃO DOS DADOS DA RASH POR PCR EM TEMPO REAL
Para validar os dados de expressão gênica diferencial obtidos pela metodologia de
hibridação subtrativa de cDNA, ap licamos a técnica de PCR em tempo real para seis genes.
Para a seleção dos genes consideramos: quantas vezes suas seqüências foram obtidas, e sua
função relacionada à etiologia da do ença. Os genes selecionados foram: SPARC (secreted
protein, acidic, cysteine-rich – 10 vezes) e CTGF (connective tissue growth factor – 7 vezes)
23
encontrados como superexpressos no endométrio ectópico; e os genes PAEP (progestagen-
associated endometrial protein – 126 vezes) , IGFBP1 (insulin-like growth factor binding
protein 1 – 6 vezes) , MMP3 (matrix metallopeptidase 3 – 23 vezes) e MYC (v-myc
myelocytomatosis viral oncogene homolog – 2 vezes) encontrados como menos expressos no
endométrio ectópico.
Um micrograma de RNA total de cada amos tra foi transcrito reversamente usando o
High Capacity cDNA Archive Kit (A pplied Biosystems, Warrington, UK) segundo as
instruções do fabricante. Das 45 amostras totais coletadas, 44 (10 de endométrio controle, 17
de tecidos eutópicos e 17 de t ecidos ectópicos) foram analisadas para a quantificação relativa
da expressão dos genes selecionados no aparelho ABI PRISM TM 7500 Sequence Detection
Systems (Applied Biosystems, Warrington, UK). Uma das amostras de endométrio controle foi
escolhida aleatoriamente como calibrador da reação. As reações foram executadas utilizando
o sistema TaqMan® Gene Expression Assays (TaqMan® MGB probes, FAM™ dye-labeled)
da Applied Biosystems . As sondas e os primers para os genes PAEP (Hs01046125_m1),
CTGF (Hs00170014_m1), IGFBP1 (Hs00236877_m1), MMP3 (Hs00968308_m1), SPARC
(Hs00277762_m1), MYC (Hs00153408_m1) e GAPDH (g lyceraldehyde-3phosphate
dehydrogenase) (Hs99999905_m1, controle endógeno) foram obtidos usando Assay-on-
Demand™ Gene Expression Products (App lied Biosystems, Warrington, UK) . Para testar a
eficiência das sondas e primers na reação de amplificação dos genes foram construídas curvas
de calibração a partir de dilu ições seriadas (não diluído, 10 -1, 10-2 e 10 -3), em triplicata, do
cDNA obtido por pool de quantidades iguais de todas as amostras. A curva-padrão foi
construída a partir da curva de calibraçã o. Foram consideradas as curvas-padrão com slope
entre -3,6 e -3,1. As figuras 1 e 2 representam, respectivamente, a curva de calibração e curva-
padrão construídas para o gene MMP3.
24
A PCR em tempo real foi realizada para cada amostra em duplicata seguindo as
seguintes condições: 10 µL do TaqMan® Universal PCR Master Mix (2x) ( Applied
Biosystems, Warrington, UK), 1 µL do TaqMan® Gene Expression Assay Mix (20X) (Applied
Biosystems, Warrington, UK) e 9 µL de cDNA diluído (diluição de 1/50) em volume final de
2 0µL reação. As condições da reação foram 50º C por 2 minutos, então 95ºC por 10 minutos,
seguidos de 40 ciclos a 95ºC por 15 segundos e 60ºC por 1 minuto.
O nível de expressão para os genes anal isados foi calculado para cada amostra de
acordo com o método de 2 -∆∆CT (ou 2-Ct), descrito previamente no Applied Biosystems User
Bulletin # 2 (PN 4303859) ( Applied Biosystems, Warrington, UK ) e citado na literatura
(Schmittgen et al., 2000; Livak and Schmittgen, 2001). O GAPDH (controle endógeno) e o
calibrador foram usados como normalizadores para os cálculos do 2-∆∆CT.
25
Figura 1: Curva de calibração para o gene MMP3. Foi colocada a fluorescência
da amplificação versus o número de ciclos da PCR.
Fonte: ABI PRISM
TM 7500 Sequence Detection Systems ( Applied Biosystems,
Warrington, UK).
Figura 2: Curva-padrão do gene MMP3 indicando um slope de – 3,1.
Fonte: ABI PRISM TM 7500 Sequence Detection Systems ( Applied
Biosystems, Warrington, UK).
26
ANÁLISE ESTATÍSTICA
A variável expressão gênica foi transformada pelo log 10. A transformação logarítmica
foi necessária, pois não foi atendida uma das suposições (linearidade) feitas em análises
empregando-se os modelos lineares. Estas an álises especificam que a média condicional
E(y⏐x = x 0) da variável resposta y dado o valor x 0 do vetor preditor x, é linear em x 0. A
aplicação dos modelos lineares pode ser es tendida supondo-se que uma transformação
apropriada da variável respos ta dada por t(y), em que E {t(y)⏐x}, seja linear em x, na função
t(y) = β0 + βTx + ε, para β0 e βT desconhecidos. O termo ε (erro aleatório) é independente de x
e tem média zero (Cook and Weisberg, 1994).
As análises estatísticas foram realizadas no software SAS 2003 (2002-2003, SAS
Institute Inc., Cary, NC, USA). Aplicamos o Teste T não pareado para comparar as médias de
expressão dos genes obtidas entre: (1) endométri o controle de mulheres sem endometriose e
endométrio eutópico de mulheres com endome triose, e (2) tecido ectópico peritonial e
ectópico ovariano. Usou-se o Teste de T pareado para comparar as médias de expressão dos
genes obtidas entre: (3) tecido eutópico e ectópico (lesões peritoniais + endometrioma
ovariano), (4) tecido eutópico e ectópico de pa cientes com lesões peritoniais, e (5) tecido
eutópico e ectópico de pacientes com lesões ovarianas. T odos os testes foram realizados
conforme os procedimentos GLM. Além disso, foram feitas análises de correlação pelo PROC
CORR entre os níveis de expressão gênica obtid os nos tecidos ectópicos com o estadiamento
das lesões. Análises com P < 0,05 foram consideradas significantes.
R
ESULTADOS
28
BIBLIOTECAS DE HIBRIDAÇÃO SUBTRATIVA DE CDNA (RASH)
Após a confecção das bibliotecas, 768 cl ones foram obtidos para a biblioteca
RHENDN, dos quais 627 eram seqüências de qualidade, categorizadas como: mitocondrial
(176), EST do fungo Saccharomyces (0), UniGene (4), outros não redundantes (1), ribossomal
(16), EST Humano (8), bactérias (2) (dados sumarizados tabela I - Anexo B), e RefSeq (420).
Já para a RHENEN, obteve-se 1056 clones, dos quais 712 tinham qualidade e foram
classificadas como: mitocondrial (39), EST do fungo Saccharomyces (3), UniGene (21),
outros não redundantes (1 ), ribossomal (136), EST Humano (18), bactérias (4) (dados
sumarizados na tabela I - Anexo B), e RefSeq (490). As seqüências listadas como
mitocondrial, EST do fungo Saccharomyces, bactérias, e outros não redundantes foram
consideradas como contaminantes.
Das 910 RefSeq, 109 foram excluídas das análises como falso-positivas (tabela II -
Anexo C), pois apareceram em ambas as bi bliotecas. Assim, após a seleção das RefSeq que
apresentaram no mínimo 90% de homol ogia com a seqüência alvo do alinhamento,
permaneceram: 345 RefSeq para a biblioteca RHENDN e 380 para a RHENEN. Estas
seqüências estão sumarizadas na tabela III (aba ixo), que representa os genes superexpressos e
os menos expressos no tecido ectópico co mparado com o eutópico de mulheres com
endometriose.
29
Tabela III: Estão representados abaixo os genes superexpressos e menos expressos no tecido ectópico em relação ao eutópico de m ulheres com
endometriose, localização cromossômica, alterações cromossômicas e referências relacionadas à endometriose.
GENES SUPEREXPRESSOS
N◦ Acesso Descrição Símbolo
Número de
Seqüências
Localização
Cromossômica
Alterações
Genomicas CGH
(Gogusev et al.,
1999; Gogusev et
al., 2000)
Referencias
Genes x
Endometriose
NM_015381
family with sequence similarity 19 (chemokine
(C-C motif)-like), member A5 FAM19A5 1 22q13.32
NM_013349
neuron derived neurotrophic factor NENF 1 1q32.3 Ganho 1q
NM_153005
RIO kinase 1 (yeast) RIOK1 1 6p24.3 Ganho 6p
NM_002510
glycoprotein (transmembrane) nmb GPNMB 1 7p15
NM_005973
papillary renal cell carcinoma (translocation-
associated) PRCC 1 1q21.1 Ganho 1q
NM_000671
alcohol dehydrogenase 5 (class III), chi
polypeptide (ADH5) ADH5 1 4q21-q25
NM_004899
brain and reproductive organ-expressed
(TNFRSF1A modulator) BRE 2 2p23.2
NM_019054
family with sequence similarity 35, member A FAM35A 1 10q23.2
NM_015393
DKFZP564O0823 protein DKFZP564O0823 1 4q13.3-q21.3
Continua
30
Continuação
NM_001008215
hypothetical protein MGC52110 MGC52110 1 2q11.2
NM_006886
ATP synthase, H+ transporting, mitochondrial F1
complex, epsilon subunit ATP5E 1 20q13.32
NM_001012506
coiled-coil domain containing 66 CCDC66 1 3p14.3
NM_001011655
transmembrane protein 44 TMEM44 1 3q29
NM_018255 elongation protein 2 homolog (S. cerevisiae) ELP2 1 18q12.2
NM_014188
SSU72 RNA polymerase II CTD phosphatase
homolog (S. cerevisiae) SSU72 1 1p36.33
NM_001037163
hypothetical protein LOC84792 MGC12966 1 7p22.1
NM_006493
ceroid-lipofuscinosis, neuronal 5 CLN5 1 13q21.1-q32
Montagna et
al., 2007.
NM_005578
LIM domain containing preferred translocation
partner in lipoma LPP 1 3q28
NM_006572
guanine nucleotide binding protein (G protein),
alpha 13 GNA13 1 17q24.3 Ganho 17q
NM_005114
heparan sulfate (glucosamine) 3-O-
sulfotransferase 1 HS3ST1 1 4p16
NM_001039591
ubiquitin specific peptidase 9, X-linked USP9X 1 Xp11.4
NM_006196 poly(rC) binding protein 1 PCBP1 1 2p13-p12
NM_170740
aldehyde dehydrogenase 5 family, member A1
(succinate-semialdehyde dehydrogenase) ALDH5A1 1 6p22.2-p22.3 Ganho 6p
NM_012420
interferon-induced protein with tetratricopeptide
repeats 5 IFIT5 1 10q23.31
NM_001032383
polyglutamine binding protein 1 PQBP1 1 Xp11.23
NM_014924
KIAA0831 KIAA0831 1 14q22.3
NM_002165
inhibitor of DNA binding 1, dominant negative
helix-loop-helix protein ID1 1 20q11
31
Continuação
NM_022484
transmembrane protein 168 TMEM168 1 7q31.32 Ganho 7q
NM_015932 proteasome maturation protein POMP 1 13q12.3
NM_003014
secreted frizzled-related protein 4 SFRP4 1 7p14.1
NM_020122
potassium channel modulatory factor 1 KCMF1 1 2p11.2
NM_203330
CD59 molecule, complement regulatory protein CD59 1 11p13
NM_182810
activating transcription factor 4 (tax-responsive
enhancer element B67) ATF4 1 22q13.1
NM_001386
dihydropyrimidinase-like 2 DPYSL2 1 8p22-p21
NM_138786
transmembrane 4 L six family member 18 TM4SF18 1 3q25.1
NM_021999
integral membrane protein 2B ITM2B 1 13q14.3
NM_012072
CD93 molecule CD93 1 20p11.21
NM_002795
proteasome (prosome, macropain) subunit, beta
type, 3 PSMB3 1 17q12 Ganho 17q
NM_000712
biliverdin reductase A BLVRA 1 7p14-cen
NM_001007224
GTPase, IMAP family member 6 GIMAP6 1 7q36.1 Ganho 7q
NM_033429
calmodulin-like 4 CALML4 1 15q23
NM_015972
polymerase (RNA) I polypeptide D, 16kDa POLR1D 1 13q12.2
NM_003375
voltage-dependent anion channel 2 VDAC2 1 10q22
NM_015190
DnaJ (Hsp40) homolog, subfamily C, member 9 DNAJC9 1 10q22.2
NM_002970
spermidine/spermine N1-acetyltransferase SAT1 1 Xp22.1
32
Continuação
NM_001025368
vascular endothelial growth factor A VEGFA 1 6p12 Ganho 6p
García-Manero
et al., 2007.
NM_015483
kelch repeat and BTB (POZ) domain containing
2 KBTBD2 1 7p14.3
NM_017747
ankyrin repeat and KH domain containing 1 ANKHD1 1 5q31.3
NM_014267
chromosome 11 open reading frame 58 C11orf58 1 11p15.1
NM_007236
calcium binding protein P22 CHP 1 15q13.3
NM_001031684
splicing factor, arginine/serine-rich 7, 35kDa SFRS7 1 2p22.1
NM_016085
chromosome 2 open reading frame 28 C2orf28 1 2p23.3
NM_003302
thyroid hormone receptor interactor 6 TRIP6 1 7q22 Ganho 7q
NM_020121
UDP-glucose ceramide glucosyltransferase-like 2 UGCGL2 1 13q32.1
NM_004568
serpin peptidase inhibitor, clade B (ovalbumin),
member 6 SERPINB6 1 6p25 Ganho 6p
NM_003994
KIT ligand KITLG 1 12q22
Osuga et al.,
2000.
NM_003336
ubiquitin-conjugating enzyme E2A (RAD6
homolog) UBE2A 1 Xq24-q25
NM_000466
peroxisome biogenesis factor 1 PEX1 1 7q21.2 Ganho 7q
NM_002078
golgi autoantigen, golgin subfamily a, 4 GOLGA4 1 3p22-p21.3
NM_006694
jumping translocation breakpoint JTB 1 1q21 Ganho 1q
NM_002399 Meis homeobox MEIS2 1 15q14
NM_016282
adenylate kinase 3 AK3 1 9p24.1-p24.3
NM_000019
Homo sapiens acetyl-Coenzyme A
acetyltransferase 1 ACAT1 1 11q22.3-q23.1
33
Continuação
NM_005803
flotillin 1 FLOT1 1 6p21.3 Ganho 6p
NM_002484
nucleotide binding protein 1 (MinD homolog, E.
coli) NUBP1 1 16p13.13
NM_004938
death-associated protein kinase 1 DAPK1 1 9q34.1
NM_016299
heat shock 70kDa protein 14 HSPA14 1 10p13
NM_001967
eukaryotic translation initiation factor 4A,
isoform 2 EIF4A2 1 3q28
NM_001539
DnaJ (Hsp40) homolog, subfamily A, member 1 DNAJA1 1 9p13-p12
NM_000107
damage-specific DNA binding protein 2, 48kDa DDB2 1 11p12-p11
NM_000184
hemoglobin, gamma G HBG2 1 11p15.5
NM_198530
matrix-remodelling associated 7 MXRA7 1 17q25.1-q25.2 Ganho 17q
NM_001514
general transcription factor IIB GTF2B 1 1p22-p21
NM_003199
transcription factor 4 TCF4 1 18q21.1
NM_005066
splicing factor proline/glutamine-rich
(polypyrimidine tract binding protein associated) SFPQ 1 1p34.3
NM_006636
methylenetetrahydrofolate dehydrogenase
(NADP+ dependent) 2, methenyltetrahydrofolate
cyclohydrolase MTHFD2 1 2p13.1
NM_001001522
transgelin TAGLN 1 11q23.2
Kyama et al.,
2006
NM_018222
parvin, alpha PARVA 1 11p15.3
NM_000378
Wilms tumor 1 WT1 1 11p13
Matsuzaki et
al., 2006.
NM_016107
zinc finger RNA binding protein ZFR 1 5p13.3
34
Continuação
NM_018025
G patch domain containing 1 GPATCH1 1 19q13.11
NM_006169
nicotinamide N-methyltransferase NNMT 1 11q23.1
NM_006324
craniofacial development protein 1 CFDP1 1 16q22.2-q22.3
NM_020154
chromosome 15 open reading frame 24 C15orf24 1 15q14
NM_019048
asparagine synthetase domain containing 1 ASNSD1 1 2p24.3-q21.3
XM_943856
PREDICTED: hypothetical protein LOC648185,
transcript variant 1 LOC648186 1
NM_020532
reticulon 4 RTN4 1 2p16.3
NM_001031700
chromosome 4 open reading frame 18 C4orf18 1 4q32.1
NM_152280
synaptotagmin XI SYT11 1 1q21.2 Ganho 1q
NM_001204
bone morphogenetic protein receptor, type II
(serine/threonine kinase) BMPR2 1 2q33-q34
NM_032784
R-spondin 3 homolog (Xenopus laevis) RSPO3 1 6q22.33 Ganho 6q
NM_001568
eukaryotic translation initiation factor 3, subunit
6 48kDa EIF3S6 1 8q22-q23
NM_014236
glyceronephosphate O-acyltransferase GNPAT 1 1q42 Ganho 1q
NM_001293
chloride channel, nucleotide-sensitive, 1A CLNS1A 1 11q13.5-q14
NM_004162
RAB5A, member RAS oncogene family RAB5A 1 3p24-p22
NM_002696
polymerase (RNA) II (DNA directed)
polypeptide G POLR2G 1 11q13.1
NM_053025
myosin, light chain kinase MYLK 1 3q21
NM_022488
ATG3 autophagy related 3 homolog (S.
cerevisiae) ATG3 1 3q13.2
35
Continuação
NM_002667
phospholamban PLN 1 6q22.1 Ganho 6q
NM_002222
inositol 1,4,5-triphosphate receptor, type 1 ITPR1 1 3p26-p25
NM_004277 solute carrier family 25, member 27 SLC25A27 1 6p11.2-q12 Ganho 6p
NM_017599
vezatin, adherens junctions transmembrane
protein VEZT 1 12q22
NM_001025079
CD47 molecule CD47 1 3q13.1-q13.2
NM_017680
asporin ASPN 1 9q22
NM_002072
guanine nucleotide binding protein (G protein), q
polypeptide GNAQ 1 9q21
NM_003349
ubiquitin-conjugating enzyme E2 variant 1 Kua-UEV 1 20q13.2
NM_001037637
basic transcription factor 3 BTF3 1 5q13.2
NM_005084
phospholipase A2, group VII (platelet-activating
factor acetylhydrolase, plasma) PLA2G7 1 6p21.2-p12 Ganho 6p
NM_182490
zinc finger protein 227 ZNF227 1 19q13.32
NM_022059
chemokine (C-X-C motif) ligand 16 CXCL16 1 17p13
NM_002300
lactate dehydrogenase B LDHB 1 12p12.2-p12.1
NM_020313
cytokine induced apoptosis inhibitor 1 CIAPIN1 1 16q13-q21
NM_016047
splicing factor 3B, 14 kDa subunit SF3B14 1 2pter-p25.1
NM_198178
microphthalmia-associated transcription factor MITF 1 3p14.2-p14.1
NM_199189
matrin 3 MATR3 1 5q31.2
NM_001020658
pumilio homolog 1 (Drosophila) PUM1 1 1p35.2
36
Continuação
NM_153000
adenomatosis polyposis coli down-regulated 1 APCDD1 1 18p11.22
NM_001015881
TSC22 domain family, member 3 TSC22D3 1 Xq22.3
NM_006003
ubiquinol-cytochrome c reductase, Rieske iron-
sulfur polypeptide 1 UQCRFS1 1 19q12-q13.1
NM_001031713
chromosome 6 open reading frame 79 CCDC90A 1 6p24.3-p23 Ganho 6p
NM_001839
calponin 3, acidic CNN3 1 1p22-p21
NM_001039367
ATPase, H+ transporting, lysosomal 31kDa, V1
subunit E1
ATP6V1E1 1 22q11.1
NM_001008897
t-complex 1 TCP1 2 6q25.3-q26 Ganho 6q
NM_015291
DnaJ (Hsp40) homolog, subfamily C, member 16 DNAJC16 2 1p36.1
NM_006197
pericentriolar material 1 PCM1 2 8p22-p21.3
NM_206839
mortality factor 4 like 1 MORF4L1 2 15q24
XM_942776
PREDICTED: synaptopodin 2, transcript variant
3 SYNPO2 2
NM_016091
eukaryotic translation initiation factor 3, subunit
6 interacting protein EIF3S6IP 2 22q
NM_006628
cyclic AMP phosphoprotein, 19 kD ARPP-19 2 15q21.2
NM_138290
Rap2-binding protein 9 RPIB9 2 7q21.12 Ganho 7q
NM_198467
round spermatid basic protein 1-like RSBN1L 2 7q11.23 Ganho 7q
NM_003850
succinate-CoA ligase, ADP-forming, beta subunit SUCLA2 2 13q12.2-q13.3
NM_001748
calpain 2, (m/II) large subunit CAPN2 2 1q41-q42 Ganho 1q
NM_002264
karyopherin alpha 1 (importin alpha 5) KPNA1 2 3q21
37
Continuação
NM_002023
fibromodulin FMOD 2 1q32 Ganho 1q
NM_018374
transmembrane protein 106B TMEM106B 2 7p21.3
NM_013236
ataxin 10 ATXN10 2 22q13.31
NR_001564
X (inactive)-specific transcript XIST 2 Xq13.2
NM_004990
methionine-tRNA synthetase MARS 2 12q13.2
NM_000454
superoxide dismutase 1, soluble (amyotrophic
lateral sclerosis 1 (adult) (SOD1) SOD1 2 21q22.11
NM_001001395
LIM domain only 3 (rhombotin-like 2) LMO3 2 12p12.3
NM_001039618 CREB/ATF bZIP transcription factor CREBZF 2 11q14
NM_007168
ATP-binding cassette, sub-family A (ABC1),
member 8 ABCA8 2 17q24 Ganho 17q
NM_000177
gelsolin (amyloidosis, Finnish type) GSN 2 9q33
NM_002738
protein kinase C, beta 1 PRKCB1 2 16p11.2
NM_013448
bromodomain adjacent to zinc finger domain, 1A BAZ1A 2 14q12-q13
NM_173473
chromosome 10 open reading frame 104 C10orf104 2 10q22.1
NM_213674
tropomyosin 2 (beta) TPM2 2 9p13.2-p13.1
NM_013254
TANK-binding kinase 1 TBK1 2 12q14.1
NM_005506
scavenger receptor class B, member 2 SCARB2 2 4q21.1
NM_001031679
methionine sulfoxide reductase B3 MSRB3 2 12q14.3
NM_199511
coiled-coil domain containing 80 CCDC80 2 3q13.2
38
Continuação
NM_013234
eukaryotic translation initiation factor 3, subunit
12 EIF3S12 2 19q13.2
NM_020338 zinc finger, MIZ-type containing 1 ZMIZ1 2 10q22.3
NM_138957
mitogen-activated protein kinase 1 MAPK1 2 22q11.21
XM_371853
PREDICTED: similar to 60S ribosomal protein
L27a LOC389435 2
NM_001615
actin, gamma 2, smooth muscle, enteric ACTG2 2 2p13.1
NM_001001894
tetratricopeptide repeat domain 3 TTC3 3 21q22.2
NM_005724
tetraspanin 3 TSPAN3 3 15q24.3
NM_206876
protein phosphatase 1, catalytic subunit, beta
isoform PPP1CB 3 2p23
NM_015375
receptor interacting protein kinase 5 RIPK5 3 1q32.1 Ganho 1q
NM_000943
peptidylprolyl isomerase C (cyclophilin C) PPIC 3 5q23.2
NM_000700
annexin A1 ANXA1 3 9q12-q21.2
NM_002802
proteasome (prosome, macropain) 26S subunit,
ATPase, 1 PSMC1 3 14q32.11
NM_014585
solute carrier family 40 (iron-regulated
transporter), member 1 SLC40A1 3 2q32
NM_000426
laminin, alpha 2 (merosin, congenital muscular
dystrophy) LAMA2 3 6q22-q23 Ganho 6q
NM_006513
seryl-tRNA synthetase SARS 3 1p13.3-p13.1
NM_014367
chromsome 3 open reading frame 28 C3orf28 3 3q21.1
NM_003756
eukaryotic translation initiation factor 3, subunit
3 gamma, 40kDa EIF3S3 3 8q24.11
NM_004684
SPARC-like 1 (mast9, hevin) SPARCL1 4 4q22.1
39
Continuação
NM_004064
cyclin-dependent kinase inhibitor 1B (p27, Kip1) CDKN1B 4 12p13.1-p12
Matsuzaki et
al., 2001.
NM_012134
leiomodin 1 (smooth muscle) LMOD1 4 1q32 Ganho 1q
NM_002345
lumican LUM 4 12q21.3-q22
NM_001780
CD63 molecule CD63 4 12q12-q13
NM_022138
SPARC related modular calcium binding 2 SMOC2 4 6q27 Ganho 6q
NM_201442
complement component 1, s subcomponent C1S 4 12p13
NM_001743
calmodulin 2 (phosphorylase kinase, delta) CALM2 4 2p21
NM_006360
PCI domain containing 1 (herpesvirus entry
mediator) PCID1 4 11p13
NM_003295
tumor protein, translationally-controlled 1 TPT1 4 13q12-q14
NM_002166
inhibitor of DNA binding 2, dominant negative
helix-loop-helix protein ID2 5 2p25
NM_004048
beta-2-microglobulin B2M 5 15q21-q22.2
Somigliana et
al., 2001.
NM_201348
proline/arginine-rich end leucine-rich repeat
protein PRELP 5 1q32 Ganho 1q
NM_001018020
tropomyosin 1 (alpha) TPM1 5 15q22.1
NM_004537
nucleosome assembly protein 1-like 1 NAP1L1 5 12q21.2
NM_003333
ubiquitin A-52 residue ribosomal protein fusion
product 1 UBA52 6 19p13.1-p12
NM_014624
S100 calcium binding protein A6 S100A6 7 1q21 Ganho 1q
NM_001901
connective tissue growth factor CTGF 7 6q23.1 Ganho 6q
Flores et al.,
2007.
NM_006098
guanine nucleotide binding protein (G protein),
beta polypeptide 2-like 1 GNB2L1 9 5q35.3
40
Continuação
NM_003118
secreted protein, aci dic, cysteine-rich
(osteonectin) SPARC 10 5q31.3-q32
NM_033138
caldesmon 1 CALD1 17 7q33 Ganho 7q
NM_001613
actin, alpha 2, smooth muscle, aorta ACTA2 29 10q23.3
380
GENES MENOS EXPRESSOS
N◦ Acesso Descrição Simbolos
Número de
Seqüências
Localização
Cromossomica
Alterações
Genomicas CGH
(Gogusev et al.,
1999; Gogusev et
al., 2000)
Referencias
Genes x
Endometriose
NM_032940
polymerase (RNA) II (DNA directed)
polypeptide C, 33kDa POLR2C 1 16q13-q21
NM_181472
CKLF-like MARVEL transmembrane domain
containing 7 CMTM7 1 3p22.3
NM_002568
poly(A) binding protein, cytoplasmic 1 PABPC1 1 8q22.2-q23
NM_014300
SEC11-like 1 (S. cerevisiae) SEC11A 1 15q25.3
NM_018509
leucine rich repeat containing 59 LRRC59 1 17q21.33
NM_015330
SPECC1-like SPECC1L 1 22q11.23 Perda 22q
NM_080821
chromosome 20 open reading frame 108 C20orf108 1 20q13.2
NM_001014795
integrin-linked kinase ILK 1 11p15.5-p15.4
NM_005907
mannosidase, alpha, class 1A, member 1 MAN1A1 1 6q22
XM_934318
PREDICTED: similar to eukaryotic translation
initiation factor 3, subunit 8 LOC653352 1
41
Continuação
NM_012426
splicing factor 3b, subunit 3, 130kDa SF3B3 1 16q22.1
NM_001002292
G protein-coupled receptor 177 GPR177 1 1p31.3 Perda 1p
NM_144570
chromosome 16 open reading frame 34 HN1L 1 16p13.3
NM_006601
prostaglandin E synthase 3 (cytosolic) PTGES3 1 12q13.3
NM_004047
ATPase, H+ transporting, lysosomal 21kDa, V0
subunit b ATP6V0B 1 1p32.3 Perda 1p
NM_000715
complement component 4 binding protein, alpha C4BPA 1 1q32
NM_006022
TSC22 domain family, member 1 TSC22D1 1 13q14
NM_207307
chromosome 3 open reading frame 25 C3orf25 1 3q21.3
NM_002423
matrix metalloproteinase 7 (matrilysin, uterine) MMP7 1 11q21-q22
Bruner-Tran et
al., 2006.
NM_003754
eukaryotic translation initiation factor 3, subunit
5 epsilon, 47kDa EIF3S5 1 11p15.4
NM_001797
cadherin 11, type 2, OB-cadherin (osteoblast) CDH11 1 16q22.1
NM_014064
chromosome 9 open reading frame 32 C9orf32 1 9q34.11 Perda 9q
NM_014306
chromosome 22 open reading frame 28 C22orf28 1 22q12 Perda 22q
NM_001005335
heterogeneous nuclear ribonucleoprotein L HNRPL 1 19q13.2
NM_175932
proteasome (prosome, macropain) 26S subunit,
non-ATPase, 13 PSMD13 1 11p15.5
NM_001428
enolase 1, (alpha) ENO1 1 1p36.3-p36.2 Perda 1p
NM_030767
AT-hook transcription factor AKNA 1 9q32 Perda 9q
NM_145729
mitochondrial ribosomal protein L24 MRPL24 1 1q21-q22
NM_003720
Down syndrome critical region gene 2 DSCR2 1 21q22.3
42
Continuação
NM_022075
LAG1 homolog, ceramide synthase 2 (S.
cerevisiae) LASS2 1 1q21.2
NM_002950
ribophorin I RPN1 1 3q21.3
NM_000088
collagen, type I, alpha 1 COL1A1 1 17q21.33
NM_003564
transgelin 2 TAGLN2 1 1q21-q25
NM_001012663
solute carrier family 3 (activators of dibasic and
neutral amino acid transport), member 2 SLC3A2 1 11q13
NM_003580
neutral sphingomyelinase (N-SMase) activation
associated factor NSMAF 1 8q12-q13
NM_022762
required for meiotic nuclear division 5 homolog
B (S. cerevisiae) RMND5B 1 5q35.3
NM_019894
transmembrane protease, serine 4 TMPRSS4 1 11q23.3
NM_001001998
exosome component 10 EXOSC10 1 1p36.22 Perda 1p
NM_000942
peptidylprolyl isomerase B (cyclophilin B) PPIB 1 15q21-q22
NM_198334
glucosidase, alpha; neutral AB GANAB 1 11q12.3
NM_001017402
laminin, beta 3 LAMB3 1 1q32
NM_021729
vacuolar protein sorting 11 homolog (S.
cerevisiae) VPS11 1 11q23
NM_015070
zinc finger CCCH-type containing 13 ZC3H13 1 13q14.12
NM_031457
membrane-spanning 4-domains, subfamily A,
member 8B MS4A8B 1 11q12.2
NM_002117
major histocompatibility complex, class I, C HLA-C 1 6p21.3
Kusume et al.,
2005.
NM_000597
insulin-like growth factor binding protein 2,
36kDa IGFBP2 1 2q33-q34
Tang et al.,
1994.
NM_005204
mitogen-activated protein kinase kinase kinase 8 MAP3K8 1 10p11.23
NM_004078
cysteine and glycine-rich protein 1 CSRP1 1 1q32
43
Continuação
NM_004394
death-associated protein DAP 1 5p15.2
NM_173728
Rho guanine nucleotide exchange factor (GEF)
15 ARHGEF15 1 17p13.1
NM_001669
arylsulfatase D ARSD 2 Xp22.3
NM_005168
Rho family GTPase 3 RND3 2 2q23.3
NM_000362
TIMP metallopeptidase inhibitor 3 (Sorsby
fundus dystrophy, pseudoinflammatory) TIMP3 2 22q12.3 Perda 22q
NM_006816
lectin, mannose-binding 2 LMAN2 2 5q35.3
NM_016057
coatomer protein complex, subunit zeta 1 COPZ1 2 12q13.2-q13.3
NM_001733
complement component 1, r subcomponent C1R 2 12p13
NM_152927
copine I CPNE1 2 20q11.22
NM_003321
Tu translation elongation factor, mitochondrial TUFM 2 16p11.2
NM_006801
KDEL (Lys-Asp-Glu-Leu) endoplasmic
reticulum protein retention receptor 1 KDELR1 2 19q13.3
NM_004356
CD81 molecule CD81 2 11p15.5
NM_000358
transforming growth factor, beta-induced, 68kDa TGFBI 2 5q31
Arimoto et al.,
2003.
NM_003355
uncoupling protein 2 (mitochondrial, proton
carrier) UCP2 2 11q13
NM_002467
v-myc myelocytomatosis viral oncogene
homolog (avian) MYC 2 8q24.21
Johnson et al.,
2005.
NM_006701
thioredoxin-like 4A TXNL4A 2 18q23
NM_052886
mal, T-cell differentiation protein 2 MAL2 2 8q23
NM_014764
DAZ associated protein 2 DAZAP2 2 12q12
44
Continuação
NM_015343
dullard homolog (Xenopus laevis) DULLARD 2 17p13
XM_932704
PREDICTED: similar to 60S ribosomal protein
L29 (Cell surface heparin binding protein HIP) LOC643433 1
NM_016395
protein tyrosine phosphatase-like A domain
containing 1 PTPLAD1 2 15q22.2
NM_001540
heat shock 27kDa protein 1 HSPB1 2 7q11.23
El-Ghobashy et
al., 2005
NM_004285
hexose-6-phosphate dehydrogenase (glucose 1-
dehydrogenase) H6PD 1 1p36 Perda 1p
NM_001034850
family with sequence similarity 134, member B FAM134B 1 5p15.1
NM_005347
heat shock 70kDa protein 5 (glucose-regulated
protein, 78kDa) HSPA5 2 9q33-q34.1 Perda 9q
NM_014372
ring finger protein 11 RNF11 2 1pter-p22.1 Perda 1p
NM_177967
UBA domain containing 2 UBAC2 2 13q32.3
NM_015331
nicastrin NCSTN 2 1q22-q23
NM_001349
aspartyl-tRNA synthetase DARS 2 2q21.3
NM_001001481
ubiquitin-conjugating enzyme E2W (putative) UBE2W 2 8q21.11
NM_002425
matrix metallopeptidase 10 (stromelysin 2) MMP10 2 11q22.3
NM_001469
X-ray repair complementing defective repair in
Chinese hamster cells 6 (Ku autoantigen, 70kDa) XRCC6 2
22q13.2-
q13.31 Perda 22q
NM_007355
heat shock protein 90kDa alpha (cytosolic), class
B member 1 HSP90AB1 3 6p12
NM_057164
collagen, type VI, alpha 3 COL6A3 3 2q37
NM_005040
prolylcarboxypeptidase (angiotensinase C) PRCP 3 11q14
NM_003128
spectrin, beta, non-erythrocytic 1 SPTBN1 3 2p21
45
Continuação
NM_005727
tetraspanin 1 TSPAN1 3 1p34.1 Perda 1p
NM_002797
proteasome (prosome, macropain) subunit, beta
type, 5 PSMB5 3 14q11.2
NM_006732
FBJ murine osteosarcoma viral oncogene
homolog B FOSB 2 19q13.32
NM_020130
chromosome 8 open reading frame 4 C8orf4 3 8p11.2
NM_001940
atrophin 1 ATN1 3 12p13.31
NM_014713
lysosomal-associated pr otein transmembrane 4
alpha LAPTM4A 3 2p24.1
NM_001101
Homo sapiens actin, beta ACTB 4 7p15-p12
NM_002087
granulin GRN 3 17q21.32
NM_014679
centrosomal protein 57kDa CEP57 1 11q21
NM_175744
ras homolog gene family, member C RHOC 4 1p13.1 Perda 1p
NM_005566
lactate dehydrogenase A LDHA 4 11p15.4
NM_001002235
serpin peptidase inhibitor, clade A (alpha-1
antiproteinase, antitrypsin), member 1 SERPINA1 6 14q32.1
NM_000596
insulin-like growth factor binding protein 1 IGFBP1 6 7p13-p12
Klemmt et al.,
2006
NM_001961
eukaryotic translation elongation factor 2 EEF2 7 19pter-q12
NM_002422
matrix metallopeptidase 3 (stromelysin 1,
progelatinase) MMP3 23 11q22.3
Uzan et al.,
2004
NM_000518
hemoglobin, beta HBB 25 11p15.5
NM_001018049
progestagen-associated endometrial protein PAEP 126 9q34 Perda 9q
Cornillie et al.,
1991.
345
46
Portanto, foram identificados 191 genes supe rexpressos e 100 genes menos expressos.
Além disso, estão destacadas nesta tabela, as referências na literatura que previamente
associaram os genes encontrados com a doença, bem como, suas localizações cromossômicas
e em quais destas regiões, já foram encontrada s, por CGH, alterações genômicas em lesões
endometrióticas.
A tabela IV (anexo D) apresenta a ca tegorização dos gene s encontrados nas
bibliotecas quanto suas participações em processos biológicos. Esses genes foram
relacionados a 283 processos biológicos diferentes.
VALIDAÇÃO POR PCR EM TEMPO REAL
Para a validação da RaSH foram selecionados dois genes ( CTGF e SPARC) indicados
como superexpressos e quatro genes (MYC, MMP3, IGFBP1 e PAEP) como menos expressos
no endométrio ectópico. Todas as análises de PCR aplicadas aos seis genes validaram os
dados encontrados pela metodologia RaSH nas bibliotecas. Estes resu ltados, indicados nas
figuras por (3), podem ser observados nas figuras 3, 4 e 5.
Também estão representados nestas figuras os demais dados de quantificação relativa,
segundo o método 2 -∆∆CT (ou 2-Ct), observados para as e xpressões gênicas analisadas nos
diferentes tecidos estudados, assim como, estão indicados por * quais destas diferenças foram
significativas. Não detectamos correlação significativa entre os níveis de expressão obtidos no
endométrio ectópico e o estadiamento da doença.
47
Figura 3: Dados da PCR em tempo real para os genes CTGF e SPARC apontados como superexpressos pela RaSH no
endométrio ectópico. NE= endométrio controle (n=10), EU = e ndométrio eutópico (n=17), EC = endométrio ectópico (n=17,
peritonial + ovariana), EC_P = ectópico pe ritonial (n=8), EC_O = ectópico ovariano (n=9), EU_P = eutópico de pacientes
com lesão peritonial (n=8) e EU_O = eutópico de pacientes com lesão ovariana. Os números em parênteses foram usados para
indicar as comparações entre: (1) NE x EU, (2) EC_P x EC _O, (3) EU x EC, (4) EU_P x EC_P e (5) EU_O x EC_O. As
comparações marcadas por * apresentaram diferença significativa com P ≤ 0,05.
(1) (3) (4) (5) (2)
(1) (3)* (4)* (5) (2)*
48
Figura 4: Dados da PCR em tempo real para os genes MYC e MMP3 apontados como menos e xpressos pela RaSH no
endométrio ectópico. NE= endométrio controle (n=10), EU = e ndométrio eutópico (n=17), EC= endométrio ectópico (n=17,
peritonial + ovariana), EC_P = ectópico pe ritonial (n=8), EC_O = ectópico ovariano (n=9), EU_P = eutópico de pacientes
com lesão peritonial (n=8) e EU_O = eutópico de pacientes com lesão ovariana. Os números em parênteses foram usados para
indicar as comparações entre: (1) NE x EU, (2) EC_P x EC _O, (3) EU x EC, (4) EU_P x EC_P e (5) EU_O x EC_O. As
comparações marcadas por * apresentaram diferença significativa com P ≤ 0,05.
(1) (3) (4)* (5) (2)
(1) (3)* (4)[ (5)* (2)
49
Figura 5: Dados do RT-PCR em tempo real para os genes IGFBP1 e PAEP apontados como menos expressos pela RaSH no
endométrio ectópico. NE= endométrio controle (n=10), EU = e ndométrio eutópico (n=17), EC = endométrio ectópico (n=17,
peritonial + ovariana), EC_P = ectópico pe ritonial (n=8), EC_O = ectópico ovariano (n=9), EU_P = eutópico de pacientes
com lesão peritonial (n=8) e EU_O = eutópico de pacientes com lesão ovariana. Os números em parênteses foram usados para
indicar as comparações entre: (1) NE x EU, (2) EC_P x EC _O, (3) EU x EC, (4) EU_P x EC_P e (5) EU_O x EC_O. As
comparações marcadas por * apresentaram diferença significativa com P ≤ 0,05.
(1) (3) (4)* (5) (2)*
(1) (3)* (4)* (5)* (2)
D
ISCUSSÃO
51
Buscando elucidar o perfil de expressão gênica nas lesões endometrióticas e identificar
genes que estejam envolvidos com esta doe nça complexa, vários trabalhos envolvendo a
técnica de microarranjos foram realizados (Giudice et al., 2001; Eyster et al., 2002; Lebovic
et al., 2002; Arimoto et al. , 2003; Kao et al., 2003; Absenger et al., 2004; Matsuzaki et al.,
2004; Matsuzaki et al. , 2005; Kato et al. , 2006; Wu et al. , 2006; Flores et al. , 2007). A
aplicação desta técnica no estudo da endomet riose é problemática, pois são usados chips
comerciais fabricados para outras finalid ades que não estudos direcionados à doença
(Bischoff e Simpson, 2004), somando-se o fato dos genes analisados serem pré-determinados,
não permitindo o screening completo e característico das lesões.
Assim, as bibliotecas de hibridação subtrativas são técnicas de screening que
contornam este problema. A biblioteca de hibr idação subtrativa rápida (RaSH) isola genes
diferencialmente expressos, incluindo novos gene s e transcritos raros. Além disso, apresenta
vantagens em relação às demais técnicas de hibridação subtrativa, pois simplifica os passos de
hibridação e subtração. Além de ser eficient e na subtração diminuindo os falso-positivos,
pode ser realizada de fo rma menos onerosa (Jiang et al., 2000). Hu e colaboradores (2006)
aplicaram a técnica de hibridação subtrativa de fase sólida usando beads magnéticos em
endométrios eutópico e ectópico de mulheres com endometriose peritonial, nas fases
proliferativa e secretora do cicl o menstrual. No presente trabalho, foram analisados também
endométrios eutópico e ectópico de mulheres com endometriose, entretanto, selecionamos
pacientes na fase proliferativa inicial do ci clo menstrual, incluindo lesões peritoniais e
ovarianas. Já que o perfil de expressão gênica é variável com as fases do ciclo menstrual, a
escolha de uma fase específica do ciclo, bem como a seleção de amostras pareadas é
fundamental para homogeneização das variações cíclicas e individuais.
A metodologia RaSH foi eficiente em detectar transcritos diferencialmente expressos,
pois obtivemos 1339 seqüências de qualidade, que após rigorosas seleções e classificações
52
resultaram em 291 genes indicados como desregulados, sendo 191 superexpressos e 100
menos expressos nas lesões (Tabela III). Embora a técnica tenha sido eficiente em detectar
diferenças na expressão gênica, ela possui cer ta limitação. Nem todas as seqüências de cDNA
comuns podem ser completamente removidas após a subtração (Hu et al. , 2006). Uma
maneira de detectar esses falso-positivos é realizar duas bibliotecas: inicialmente o tester é
avaliado como tester, a seguir ele passa a ser usado como driver. Seguindo este princípio,
construímos duas bibliotecas: RHENEN ( tester=ectópico X driver=eutópico) e RHENDN
(tester=eutópico x driver=ectópico), que indicaram 13% de seqüências falso-positivas entre as
Refseq.
Procurando comparar os genes encontrados no presente trabalho com dados descritos
na literatura, encontramos 17 genes que já foram associados à endometriose, como por
exemplo MYC, MMP3,IGFBP1,CTGF e PAEP, e 274 genes que ainda não foram estudados
na doença, e que portanto são alvos pa ra análises futuras, entre eles o SPARC. Além disso,
comparando as localizações cromossômicas dos genes obtidos com as regiões que apresentam
alterações genômicas detectadas previamente em lesões endometrióticas por CGH, 36 genes
superexpressos e 16 genes menos expressos estava m em regiões de ganho e perda de material
genômico, respectivamente (Tabela III). Entre estes genes, encontram-se o PAEP em região
de perda 9q e CTGF em região de ganho 6q. Já foi demonstrado que alterações genômicas em
pacientes com endometriose podem estar associadas ao desenvolvimento da doença (Gogusev
et al. , 1999; Gogusev et al. , 2000), o que poderia justifi car alguns dados de expressão
diferencial encontrados.
Alguns eventos são necessários para o estabe lecimento da endometr iose, tanto para a
implantação como para manutenção do tecido ectópico. Tais eventos são: fluxo menstrual
retrógrado seguido de escape do sistema imune pelas células endometrióticas, adesão,
invasão, proliferação celular, inibição de apoptose, angiogênese, produção local de estrógenos
53
e resposta à lesão (Nap et al., 2004). A desregulação de genes que estejam envolvidos com
estes processos pode levar ao estabelecimento e sobrevivência dos implantes endometrióticos.
Portanto, após o agrupamento dos genes diferencialmente expressos quanto a sua participação
em processos biológicos (Anexo D), relacionamos 283 processos diferentes, dos quais os mais
relevantes para a doença foram: angiogênese (2 genes), adesão celular (18), motilidade celular
(14), proliferação celular (18), resposta de defesa (7), processos do sistema imune (13),
proteólise (17), regulação do cres cimento celular (4), resposta à lesão (9), remodelamento
tecidual (3), comunicação celular (49), diferenc iação celular (24) e morte celular programada
(15).
Para a validação das bibliotecas subtrativas foram selecionados os genes CTGF e
SPARC encontrados como superexpressos e os genes PAEP, IGFBP1, MMP3 e MYC
encontrados como menos expressos no endométrio ectópico. Além de analisar os dados nas
12 amostras utilizadas para a construção das bibliotecas, ampliamos o número amostral para
44 (10 endométrios controles de mulheres sem endometriose, 17 tecidos eutópicos e 17
tecidos ectópicos de mulheres com endometri ose, sendo 8 peritoniais e 9 ovarianas) com o
intuito de estabelecer possível envolvimento dos genes com a doença.
Todos os genes validaram as diferenças de expressão detectadas pelas bibliotecas.
Entretanto, estas diferenças fo ram significativas entre os grupos de endométrio eutópico e
ectópico (todas as lesões) apenas para os genes SPARC, MMP3 e PAEP. Quando as análises
foram feitas separando-se o grupo de lesões peritoniais dos endometriomas ovarianos e
comparando-os com seus tecidos autólogos, difere nças significativas na s lesões peritoniais
foram obtidas para os genes SPARC, MYC, IGFBP1, PAEP e nos endometriomas ovarianos
para os genes MMP3 e PAEP. Além disso, os genes SPARC e IGFBP1 mostraram diferenças
significativas de expressão, quando comparamos as lesões peritoniais com as ovarianas.
Provavelmente, o agrupamento das lesões tenha mascarado diferenças de expressão que são
54
características específicas dos locais onde as lesões se formam. Assim, as diferenças
observadas entre o endométrio eutópico e as le sões endometrióticas de pacientes afetadas
podem ser explicadas como conseqüência direta dos diferentes ambientes endócrinos, como o
fluido peritonial e o microambiente intra-ovaria no das lesões, em relação ao ambiente intra-
uterino (Koninckx et al., 1998).
O SPARC é uma proteína matricelular anti-adesiva que media as interações entre a
matriz extracelular e as célul as (Bradshaw e Sage, 2001). Tal gene está envolvido em vários
processos biológicos incluindo remodelamento tecidual, adesão ce lular, angiogênese,
proliferação, migração e invasão tumoral (Bradshaw e Sage, 2001; Kato et al., 2001, Framson
e Sage, 2004). A superexpressão do SPARC já foi associada a diminuição de E-caderina em
melanoma aumentando o potenci al invasivo do tumor (Smit et al. , 2007), ao aumento de
motilidade celular em câncer de mama devido suas propriedades anti-adesivas (Briggs et al.,
2002; Campo Mcknight et al., 2006) e estimulação do VEGF em células endoteliais levando
ao aumento de angiogênese (Kato et al., 2001). Além disso, foi demonstrado que o SPARC
tem efeito de regulação positiva sobre CTGF, e este por sua vez responde ao SPARC por
feedback negativo (Zhou et al., 2006). O CTGF é um membro da família das CCN ( Cyr61,
CTGF, NOV), que parece estar envolvido em diversas funções celulares como a proliferação,
adesão, migração, apoptose, produção da matriz extracelular, desenvolvimento embrionário,
diferenciação tecidual, angiogê nese, cicatrização, além de estar associado com várias
patologias como fibrose, inflamação e crescimento tumoral (Lau e Lam, 1999; Moussad e
Brigstock, 2000; Rageh et al. , 2001). Absenger e colaborador es (2004) detectaram um
aumento de expressão do CTFG no endométrio eutópico de p acientes com endometriose em
relação ao endométrio c ontrole, por técnica de microarrays. Posteriormente, também foi
detectada uma superexpressão deste gene em le sões endometrióticas induzidas em modelo
animal (Flores et al., 2007). Embora diferenças significativas entre os endométrios eutópico e
55
ectópico tenham sido detectadas apenas para o SPARC, é provável que a expressão alterada
destes dois genes permita o estabelecimento e manutenção dos implantes endometrióticos, por
regularem mecanismos de invasão e angiogênese.
O desarranjo da matriz extracelular é um evento normal e essencial para o
desenvolvimento embrionário, morfogênese, reprodução, reabsorção e remodelamento
tecidual. As MMPs e seus inibidores (TIMPs ) têm participação essencial neste evento
(Nagase e Woessner, 1999). Embora a expre ssão endometrial das MMPs e TIMPs seja
regulada ciclicamente (Goffin et al., 2003), perfis alterados de e xpressão têm sido detectados
em tecidos de endométrio ectópico e eutópico de pacientes com endometriose, o que pode ser
resultado da falta de resposta à progesterona encontrada em mulheres com esta doença. Tal
deficiência de resposta pode estar associada com a falh a na supressão das MMPs e
consequentemente invasão do tecido endometrial em locais extra-uterinos (Bruner-Tran et al.,
2002). Gilabert-Estellés e colaboradores (2003) encontraram uma maior expressão da MMP-3
em tecido endometrial eutópico de mulheres com endometriose que no endométrio controle.
Além disso, detectaram uma menor atividade proteolítica em endometrioma ovariano, como
resultado da superexpressão do TIMP-I. Cont udo, Uzan e colaboradores (2004) detectaram
uma maior expressão da MMP-3 no endométrio normal de mulheres sem endometriose em
relação ao eutópico de paci entes com endometriose. Além disso, mostraram uma maior
expressão desta metaloproteínase em endome triose colo-retal, qua ndo comparada a lesões
peritoniais e endometrioma ovariano. Neste trabalho, encontramos uma menor expressão do
gene MMP3 em lesões endometrióticas, o que pode indicar uma menor atividade invasiva das
lesões por já estarem localmente estabelecidas.
A superexpressão do MYC pode levar tanto à proliferação celular como à apoptose
(Thompson, 1998). A indução da morte celular pr ogramada por este gene está relacionada
com a liberação do citocromo c (Juin et al., 1999). A superexpressão do gene anti-apoptótico
56
BCL-2 ( B-cell lymphoma/leukaemia-2 ) protege as células da ação do MYC por bloquear a
liberação do citocromo c (Wagner et al., 1993; Yang e Korsmeyer, 1996), mas não tem efeito
na sua ação proliferativa (Hoffman e Liebermann, 1998). Já o BAX ( BCL2-associated X
protein), membro pró-apoptótico da família bcl- 2, estimula a morte celular por liberar o
citocromo c e consequentemente induzir o MYC (Mitchell et al. , 2000). No endométrio
eutópico de mulheres com endometriose, já foram descritas tanto a diminuição de células
apoptóticas (Braun et al. , 2002) como a superexpressão do BCL-2 e a repressão do BAX
(Meresman et al. , 2000). Apesar disso, Johnson e colaboradores (2005) encontraram uma
maior expressão do MYC no endométrio eutópico de mulheres com endometriose, em relação
ao endométrio de mulheres normais. Embora os dados sobre a regulação e funções associadas
à expressão do MYC sejam controversos na literatura, é possível que a baixa expressão deste
gene em lesão endometriótica seja resultado da perda de estimulação de apoptose pela via de
regulação MYC, BCL-2 e BAX alterada nas lesões endometrióticas.
O IGF-I ( insulin-like growth factor-I ) e o IGF-II estão presentes no endométrio
humano, e são potentes indutores de prolifer ação e crescimento em cultura de células
endometriais (Giudice et al., 2003; Irwin et al., 1993). Estes fatores são regulados pela família
de insulin-like growth factor binding proteins (IGFBPs), sendo que o IGFBP-1 atua como
inibidor do IGF-I (Adashi, 1995) . Algumas funções como supr essão tumoral, indução de
apoptose e diminuição da proliferação celular foram associadas ao aumento de expressão do
IGFBP-1 em câncer de próstata e de mama (Ngo et al., 2003; Subramanian et al., 2007). Foi
detectada uma menor expressão deste gene em fluido folicular de pacientes com endometriose
moderada e severa (Cunha-Filho et al. , 2003), um aumento de expressão no endométrio
eutópico de babuínos com endometriose em relação ao endométrio normal (Kim et al., 2007)
e uma expressão reduzida em lesões endometri óticas quando comparada com tecido eutópico
de pacientes com endometriose (Klemmt et al., 2006). Além disso, aumento de IGF-I e IGF-II
57
foi detectado no fluido peritonial de pacientes com endometriose (Giudice et al., 1994). Esses
dados da literatura apóiam os resultados de desregulação do IGFBP1 encontrados no presente
trabalho, e reforçam a idéia de que a expressão alterada do sistema IGF na endometriose pode
ser um dos fatores responsáveis pelo crescimento do tecido ectópico.
O PAEP codifica a glicodelina, uma glicopro teína com diversas funções como
imunossupressão (Rachmilewitz et al. , 2003), contracepção (Oehninger et al ., 1995),
diferenciação celular e supressão tumoral (Kämäräinen et al., 1997; Koistinen et al., 2005).
Considera-se que a expressão desta glicoprot eína é mais freqüente em carcinoma ovariano
bem diferenciado, sendo mais expressa em esta dios tumorais inicia is e associada a um
prognóstico favorável (Mandelin et al., 2003). Alguns trabalhos têm associado a expressão da
glicodelina e suas funções com doenças gineco lógicas malignas e benignas, dentre elas a
endometriose (Cornillie e t al ., 1991; Horowitz et al. , 2001). As lesões endometrióticas
apresentam menor grau de diferenciação ou re tardo neste processo, em relação ao tecido
eutópico de mulheres com endometriose (Nisolle et al., 1995; Klemmt et al., 2006). Abrao e
colaboradores (2003) também associaram lesõ es endometrióticas me nos diferenciadas com
estadios III e IV da doença. Kao e colabora dores (2003) encontraram menor expressão de
glicodelina em tecido eutópico de mulheres co m endometriose na fase secretora do ciclo
menstrual, quando comparado ao endométrio eu tópico de pacientes sem endometriose. Neste
trabalho, detectamos uma menor expressão do PAEP em lesões endometrióticas do que no
endométrio eutópico, o que poderia ser um indí cio de perda de diferenciação nas lesões,
relacionada à perda de função da glicodelina.
Portanto, a desregulação dos genes SPARC, MYC, MMP3, IGFBPI e PAEP causariam
perda da homeostase celular nas lesões endom etrióticas, contribuindo para a implantação e
sobrevivência do tecido ectópico no ambiente extra-uterino. Consideramos que análises de um
58
número maior de amostras são necessárias, bem como testes para determinar funções gênicas
nas lesões para caracterização de sua participação no desenvolvimento da doença.
O endométrio eutópico e ectópico de mulheres com endometriose compartilham
alterações que não são encontradas no endométrio eutópico de mulheres sem endometriose, o
que corrobora a idéia de que este endométrio a lterado, ao cair na cavidade peritonial, tem um
potencial inicial de desenvolver a endometrio se (Sharpe-Timms, 20 01). Entretanto, no
presente trabalho, quando o grupo controle fo i comparado ao endométrio eutópico de
pacientes com endometriose, nenhuma difere nça significativa foi encontrada nos genes
estudados. Um número maior de amostras deve ser analisado para que esses resultados sejam
conclusivos.
Os dados discordantes da lit eratura devem-se primeirament e às diferentes fases do
ciclo menstrual analisadas. Em segundo lugar, aos diferentes tipos de lesões avaliadas, e por
fim às diferentes técnicas utilizadas na inves tigação da endometriose. As três variantes, de
maneira geral, são consideradas responsáveis pelos resultados inconclusivos sobre o tema.
Em resumo, este projeto disponibilizou ao banco de dados da literatura 291 genes
candidatos com expressão gênica desregulada na fase proliferativa inicial do ciclo menstrual
em lesões endometriótricas peritoniais e ovarianas. Os genes SPARC, MYC, MMP3, IGFBP1
e PAEP devem ser analisados em um número maio r e mais diversificado de amostras, pois
podem estar envolvidos com mecanismos de implantação e manutenção dos implantes
endometrióticos. A investigação futura desses genes poderá contribuir para a elucidação da
fisiopatologia da endometriose.
C
ONCLUSÕES
60
1) A técnica RaSH foi eficiente em detectar expressão diferencial entre os tecidos
eutópico e ectópico da pacientes com endometriose.
2) Foram identificados como candidatos 291 genes desregulados nas lesões
endometrióticas: 191 superexpressos e 100 menos expressos.
3) Entre os genes selecionados após a análise comparativa de expressão nos tecidos
eutópico e ectópico, e após validação por técnica de PCR em tempo real, o gene
SPARC foi superexpresso e os genes MYC, MMP3, IGFBP1 e PAEP menos expressos
nas lesões.
4) Diferenças significativas de expressão nas lesões peritoniais foram obtidas para os
genes SPARC, MYC, IGFBP1, PAEP ; e nos endometriomas ova rianos para os genes
MMP3 e PAEP.
5) Os genes SPARC e IGFBP1 mostraram diferenças significativas de expressão, quando
comparamos as lesões peritoniais com as ovarianas.
6) Sugerimos que os genes SPARC, MYC, MMP3, IGFBP1 e PAEP estejam envolvidos
com mecanismos de implantação e manutenção dos implantes endometrióticos.
7) Nossos resultados sugerem que as diferenças observadas entre o endométrio eutópico
e as lesões endometrióticas de pacientes afetadas pela endometriose são conseqüências
dos diferentes ambientes endócrinos desses tecidos.
R
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A
NEXOS
74
ANEXO A
75
ANEXO B
Tabela I: Seqüências contaminantes e demais classificações (Ribossomal, EST Humana e
UniGene)
MITOCONDRIAL
N◦ Acesso Descrição RHENDN RHENEN
J01415
Human mitochondrion, complete genome 176 39
176 39
EST LEVEDURA
N◦ Acesso Descrição RHENDN RHENEN
T36983
T36983 EST102025 Saccharomyces cerevisiae cDNA 3' end.
1/95 1
T38386
T38386 EST103859 Saccharomyces cerevisiae cDNA 3' end.
1/95 2
0 3
UNIGENE
N◦ Acesso Descrição RHENDN RHENEN
CN484301
tgnl|UG|Hs#S19724297 hw45c10.y2 Human primary human
ocular pericytes. Unamplified (hw) Homo sapiens cDNA clone
hw45c10 5', mRNA sequence /clone=hw45c10 /clone_end=5'
/gb=CN484301 /gi=46565805 /ug=Hs.268803 /len=618 1
XM_498557
tgnl|UG|Hs#S21593118 PREDICTED: Homo sapiens
LOC440123 (LOC440123), mRNA /cds=p(1,363)
/gb=XM_498557 /gi=51471158 /ug=Hs.585252 /len=2284 1
AK074908
tgnl|UG|Hs#S4806911 Homo sapiens cDNA FLJ90427 fis, clone
NT2RP3000481, highly similar to Homo sapiens
RanBP7/importin 7 mRNA /gb=AK074908 /gi=22760659
/ug=Hs.523470 /len=3781 1
BX641108
tgnl|UG|Hs#S16819761 Homo sapiens mRNA; cDNA
DKFZp779O0231 (from clone DKFZp779O0231)
/gb=BX641108 /gi=34365429 /ug=Hs.5724 /len=3994 1
DB275414
tgnl|UG|Hs#S29666869 DB275414 UTERU3 Homo sapiens
cDNA clone UTERU3000431 5', mRNA sequence
/clone=UTERU3000431 /clone_end=5' /gb=DB275414
/gi=83216722 /ug=Hs.586927 /len=570 1
BG254392
tgnl|UG|Hs#S3226548 602368978F1 NIH_MGC_91 Homo
sapiens cDNA clone IMAGE:4477195 5', mRNA sequence
/clone=IMAGE:4477195 /clone_end=5' /gb=BG254392
/gi=12764208 /ti=44312233 /ug=Hs.536415 /len=1174 1
BU177744
tgnl|UG|Hs#S4753448 AGENCOURT_7984442 NIH_MGC_72
Homo sapiens cDNA clone IMAGE:6166598 5', mRNA
sequence /clone=IMAGE:6166598 /clone_end=5'
/gb=BU177744 /gi=22691728 /ti=158177112 /ug=Hs.581964
/len=873 1
AK126809
tgnl|UG|Hs#S16885895 Homo sapiens cDNA FLJ44859 fis,
clone BRALZ2003330 /gb=AK126809 /gi=34533443
/ug=Hs.293884 /len=1790 1
continua
76
continuação
BM141654
tgnl|UG|Hs#S3994991 if24c05.x1 Melton Normalized Human
Islet 4 N4-HIS 1 Homo sapiens cDNA clone IMAGE:5677424
3', mRNA sequence /clone=IMAGE:5677424 /clone_end=3'
/gb=BM141654 /gi=17151719 /ug=Hs.571918 /len=543 1
AJ318805
tgnl|UG|Hs#S4013186 AJ318805 Homo sapiens adipose tissue
Homo sapiens cDNA clone 2040, mRNA sequence /clone=2040
/gb=AJ318805 /gi=18141682 /ug=Hs.86538 /len=5223 2
CR749357
tgnl|UG|Hs#S21592430 Homo sapiens mRNA; cDNA
DKFZp779K1237 (from clone DKFZp779K1237)
/cds=p(249,1814) /gb=CR749357 /gi=51476439 /ug=Hs.239818
/len=3237 1
BG832050
tgnl|UG|Hs#S3617992 602765051F1 NIH_MGC_42 Homo
sapiens cDNA clone IMAGE:4907125 5', mRNA sequence
/clone=IMAGE:4907125 /clone_end=5' /gb=BG832050
/gi=14179637 /ti=45245335 /ug=Hs.588885 /len=848 1
CR604926
tgnl|UG|Hs#S21297145 full-length cDNA clone
CS0DF038YH05 of Fetal brain of Homo sapiens (human)
/gb=CR604926 /gi=50485733 /ug=Hs.197922 /len=1566 2
AL831995
tgnl|UG|Hs#S4623373 Homo sapiens mRNA; cDNA
DKFZp451J163 (from clone DKFZp451J163) /gb=AL831995
/gi=21732534 /ug=Hs.268675 /len=5411 1
AB014581
tgnl|UG|Hs#S1090801 Homo sapiens mRNA for KIAA0681
protein, partial cds /cds=p(1,1618) /gb=AB014581 /gi=3327175
/ug=Hs.300863 /len=4323 1
NM_001025
tgnl|UG|Hs#S1727727 Homo sapiens ribosomal protein S23
(RPS23), mRNA /cds=p(94,525) /gb=NM_001025 /gi=71772514
/ug=Hs.567333 /len=3325 1
AY283618
tgnl|UG|Hs#S15730155 Homo sapiens hypothetical protein
mRNA, complete cds /cds=p(72,4766) /gb=AY283618
/gi=30908949 /ug=Hs.136102 /len=6409 1
AL833852
tgnl|UG|Hs#S4621549 Homo sapiens mRNA; cDNA
DKFZp761G0111 (from clone DKFZp761G0111)
/cds=p(1,1197) /gb=AL833852 /gi=21739329 /ug=Hs.477921
/len=4792 2
AB007940
tgnl|UG|Hs#S1244987 Homo sapiens mRNA for KIAA0471
protein, partial cds /cds=p(284,1525) /gb=AB007940
/gi=3413903 /ug=Hs.495391 /len=6834 1
CA437837
tgnl|UG|Hs#S6143167 UI-H-DH0-aur-e-06-0-UI.s1
NCI_CGAP_DH0 Homo sapiens cDNA clone UI-H-DH0-aur-e-
06-0-UI 3', mRNA sequence /clone=UI-H-DH0-aur-e-06-0-UI
/clone_end=3' /gb=CA437837 /gi=24802257 /ug=Hs.159204
/len=691 1
AF146796
tgnl|UG|Hs#S2333428 Homo sapiens sodium dependent
phosphate transporter isoform NaPi-IIb mRNA, complete cds
/cds=p(36,2105) /gb=AF146796 /gi=6910977 /ug=Hs.479372
/len=4135 1
AL050204
tgnl|UG|Hs#S1570007 Homo sapiens mRNA; cDNA
DKFZp586F1223 (from clone DKFZp586F1223) /gb=AL050204
/gi=4884443 /ug=Hs.28540 /len=1655 1
4 21
OUTRAS NÃO REDUNDANTES
N◦ Acesso Descrição RHENDN RHENEN
XP_519919
PREDICTED: exostosin 1 [Pan troglodytes] 1
77
Continuação
AAL31950
CDH1-D [Gallus gallus] 1
1 1
RIBOSSOMAL
N◦ Acesso Descrição RHENDN RHENEN
NM_021104
Homo sapiens ribosomal protein L41 (RPL41), transcript variant
1, mRNA 1
NM_000991
Homo sapiens ribosomal protein L28 (RPL28), mRNA 2
NM_000967
Homo sapiens ribosomal protein L3 (RPL3), transcript variant 1,
mRNA 3
NM_007104
Homo sapiens ribosomal protein L10a (RPL10A), mRNA 6
NM_000988
Homo sapiens ribosomal protein L27 (RPL27), mRNA 4
NM_001015
Homo sapiens ribosomal protein S11 (RPS11), mRNA 8
NM_000989
Homo sapiens ribosomal protein L30 (RPL30), mRNA 10
NM_0010350
06
Homo sapiens ribosomal protein L17 (RPL17), transcript variant
2, mRNA 3
NM_000979
Homo sapiens ribosomal protein L18 (RPL18), mRNA 1
NM_000981
Homo sapiens ribosomal protein L19 (RPL19), mRNA 4
NM_000971
Homo sapiens ribosomal protein L7 (RPL7), mRNA 1
NM_001025
tgnl|UG|Hs#S1727727 Homo sapiens ribosomal protein S23
(RPS23), mRNA /cds=p(94,525) /gb=NM_001025 /gi=71772514
/ug=Hs.567333 /len=3325 18
NM_000970
Homo sapiens ribosomal protein L6 (RPL6), mRNA 10
NM_022551
Homo sapiens ribosomal protein S18 (RPS18), mRNA 3
NM_000987
Homo sapiens ribosomal protein L26 (RPL26), mRNA 1
NM_001012
Homo sapiens ribosomal protein S8 (RPS8), mRNA 6
NM_000661
Homo sapiens ribosomal protein L9 (RPL9), mRNA 4
NM_001007
Homo sapiens ribosomal protein S4, X-linked (RPS4X), mRNA 1
U09953
gp|U09953|1323733|E3F957CA13F7BFEF ribosomal protein L9
[Homo sapiens] 10
AL049597
gp|AL049597|10443242|28AB564EA6F7F504 dJ612B15.1
(novel protein similar to 60S ribosomal protein L17 (RPL17))
[Homo sapiens] 4
AB007158
gp|AB007158|3088342|E6A62203E15257C1 ribosomal protein
S23 [Homo sapiens] 1 21
BC000606
tn|BC000606|AAH00606|5C859DBA21287948 Similar to
ribosomal protein L14.[Homo sapiens] 1
L07287
gp|L07287|292435|049D53AB5F7B46B6 ribosomal protein L26
[Homo sapiens] 2 4
L16558
gp|L16558|307388|A6EEB4DFC83C6F96 ribosomal protein L7
[Homo sapiens] 3
U76609
gp|U76609|1658578|1D1E47A337A71ADC ribosomal L5
protein [Homo sapiens] 1
M90054
gp|M90054|337580|E9F238D9F8CA0D67 ribosomal protein L3
[Homo sapiens] 6
78
Continuação
BC000802
tn|BC000802|AAH00802|E9CE3CBD59524F81 Similar to
ribosomal protein S9.[Homo sapiens] 1
AF348700
tn|AF348700|AAK31162|2FE469F736571002
(UBA52)Ubiquitin A-52 residue ribosomal protein fusion
product 1 (Fragment).[Homo sapiens] 5
X69391
gp|X69391|36138|3E209D02DFF365D9 ribosomal protein L6
[Homo sapiens] 7
16 136
EST HUMAN
N◦ Acesso Descrição RHENDN RHENEN
CR736145
CR736145 Homo sapiens library (Ebert L) Homo sapiens cDNA
clone IMAGp998K151889 ; IMAGE:767750 5', mRNA
sequence 1
BG620235
602618512F1 NIH_MGC_79 Homo sapiens cDNA clone
IMAGE:4732082 5', mRNA sequence 1
BI003963
PM0-HN0078-150201-006-h03 HN0078 Homo sapiens cDNA,
mRNA sequence 2
CN359804
17000600087525 GRN_PRENEU Homo sapiens cDNA 5',
mRNA sequence 1
DB013855
DB013855 TESOP2 Homo sapiens cDNA clone TESOP2002507
5', mRNA sequence 1
CA445375
UI-H-ED0-axn-c-09-0-UI.s1 NCI_CGAP_ED0 Homo sapiens
cDNA clone UI-H-ED0-axn-c-09-0-UI 3', mRNA sequence 1
CV394835
QV3-CT0556-041000-370-f06 CT0556 Homo sapiens cDNA,
mRNA sequence 1
DA274667
DA274667 BRCOC2 Homo sapiens cDNA clone
BRCOC2001106 5', mRNA sequence 1
CX753754
AGENCOURT_41387044 NIH_MGC_281 Homo sapiens cDNA
clone IMAGE:7779333 5', mRNA sequence 2
CB216464
NISC_nq05d07.y1 NICHD_HS_Ut2 Homo sapiens cDNA clone
IMAGE:5938212 5', mRNA sequence 1
BF678057
602085103F1 NIH_MGC_83 Homo sapiens cDNA clone
IMAGE:4249321 5', mRNA sequence 1
BX091607
BX091607 Soares_testis_NHT Homo sapiens cDNA clone
IMAGp998F024495 ; IMAGE:1837825, mRNA sequence 1
AW956406
EST368476 MAGE resequences, MAGD Homo sapiens cDNA,
mRNA sequence 1
AI056701
oy53e02.x1 NCI_CGAP_Brn23 Homo sapiens cDNA clone
IMAGE:1669562 3' similar to contains Alu repetitive element;,
mRNA sequence 2
CA446906
UI-H-ED1-axv-o-23-0-UI.s1 NCI_CGAP_ED1 Homo sapiens
cDNA clone UI-H-ED1-axv-o-23-0-UI 3', mRNA sequence 1
CV347023
MR2-CI0127-051200-009-g03 CI0127 Homo sapiens cDNA,
mRNA sequence 1
BX118116
BX118116 Soares placenta Nb2HP Homo sapiens cDNA clone
IMAGp998K21214 ; IMAGE:143756, mRNA sequence 1
AL521622
AL521622 Homo sapiens NEUROBLASTOMA COT 10-
NORMALIZED Homo sapiens cDNA clone CS0DB003YG18 5-
PRIME, mRNA sequence 1
BP417704
BP417704 Homo sapiens small intestine Homo sapiens cDNA
clone HIE00750r 3', mRNA sequence 2
CV341138
MR0-GN0025-250800-001-a03 GN0025 Homo sapiens cDNA,
mRNA sequence 1
CB853216
UI-CF-FN0-agd-o-24-0-UI.s1 UI-CF-FN0 Homo sapiens cDNA
clone UI-CF-FN0-agd-o-24-0-UI 3', mRNA sequence 1
79
Continuação
AV747712
AV747712 NPC Homo sapiens cDNA clone NPCCPH06 5',
mRNA sequence 1
8 18
BACTÉRIA
N◦ Acesso Descrição RHENDN RHENEN
U00096
Escherichia coli K-12 MG1655 complete genome 2 4
2 4
207 222
80
ANEXO C
Tabela II: Seqüências consideradas como falso-positivas
RefSeq
N◦ Acesso Descrição
Símbolo RHENDN RHENEN
NM_147780
cathepsin B
CTSB
9 1
NM_001002
ribosomal protein, large, P0
RPLP0
8 1
NM_021034
interferon induced transmembrane protein 3 (1-
8U)
IFITM3
2 1
XM_934326
PREDICTED: similar to eukaryotic translation
initiation factor 3, subunit 8, transcript variant 16
LOC653352
2 1
NM_002775
protease, serine, 11 (IGF binding)
PRSS11
1 1
NM_013230
CD24 molecule
CD24
1 1
XM_937409
PREDICTED: zinc finger protein 516
ZNF516
1 1
NM_005016
poly(rC) binding protein 2
PCBP2
1 2
NM_005801
putative translation initiation factor
SUI1
1 2
NM_002567
prostatic binding protein
PBP
1 2
NM_003746
dynein, cytoplasmic, light polypeptide 1
DNCL1
1 2
NM_005004
NADH dehydrogenase (ubiquinone) 1 beta
subcomplex, 8, 19kDa
NDUFB8
1 3
NM_000090
collagen, type III, alpha 1
COL3A1
5 3
NM_021103
thymosin, beta 10
TMSB10
3 4
NM_001009
ribosomal protein S5
RPS5
3 5
NM_002489
NADH dehydrogenase (ubiquinone) 1 alpha
subcomplex, 4, 9kDa
NDUFA4
1 7
NM_021109
thymosin, beta 4, X-linked
TMSB4X
1 8
NM_001021
ribosomal protein S17
RPS17
2 9
NM_000998
ribosomal protein L37a
RPL37A
1 10
45 64
81
ANEXO D
Tabela IV: Classificação dos genes superexpressos e menos expressos quanto suas funções em processos biológicos.
PROCESSO BIOLÓGICO G ENES SUPEREXPRESSOS Q UANTIDADE G ENES MENOS EXPRESSOS QUANTIDADE
positive regulation of MAPKKK cascade NENF 1 0
cellular homeostasis
PRKCB1, SLC40A1, CLN5, CLNS1A,
TPT1, PLN 6 MYC 1
ATP synthesis coupled proton transport ATP6V1E1, ATP5E 2 ATP6V0B 1
DNA ligation 0 XRCC6 1
DNA recombination SFPQ 1 XRCC6 1
DNA repair SFPQ 1 XRCC6 1
DNA replication CTGF, NAP1L1 2 0
ER to Golgi vesicle-mediated transport 0 KDELR1 1
ER-associated protein catabolism UBA52 1 0
NLS-bearing substrate import into nucleus KPNA1 1 0
Notch receptor processing 0 NCSTN 1
RNA splicing SFRS7, SFPQ 2 SF3B3 1
Wnt receptor signaling pathway SFRP4, RSPO3 2 0
actin filament polymerization GSN 1 0
continua
82
continuação
actin filament severing GSN 1 0
activation of JNK activity 0 PTPLAD1 1
activation of MAPK activity 0 CD81 1
acute-phase response 0 SERPINA1 1
amino acid metabolism ATF4 1 0
amino acid transport 0 SLC3A2 1
amyloid precursor protein catabolism 0 NCSTN 1
anaerobic glycolysis LDHB 1 LDHA 1
angiogenesis VEGFA, CTGF 2 0
anion transport VDAC2 1 0
anti-apoptosis ANXA1, TPT1, CIAPIN1 3 HSPB1, HSPA5 2
antigen processing and presentation 0 HLA-C 1
apoptosis BRE, DAPK1, CIAPIN1 3 DAP, C8orf4, MYC 3
asparagine biosynthesis ASNSD1 1 0
aspartyl-tRNA aminoacylation 0 DARS 1
autophagy ATG3 1 0
axon guidance
UBA52 1 0
83
continuação
axonogenesis S100A6 1 0
barbed-end actin filament capping GSN 1 SPTBN1 1
behavior 0 FOSB 1
blood coagulation GNAQ, CD59 2 0
calcium ion homeostasis TPT1 1 0
calcium ion transport ITPR1, PLN, TPT1 3 SLC3A2 1
carbohydrate metabolism PPP1CB 1 SLC3A2, H6PD, GANAB 3
cell adhesion
CD47, CTGF, KITLG, SCARB2, LPP,
PARVA, VEZT, TRIP6, CFDP1,
GPNMB, LAMA2, CD93 12
TGFBI, LAMB3, TSPAN1,
COL6A3, CDH11, ILK 6
cell cycle arrest CDKN1B 1 MYC 1
cell division PPP1CB 1 TXNL4A, SPECC1L 2
cell growth 0 SLC3A2 1
cell migration
VEGFA, TRIP6, CXCL16, GNA13,
UBA52, CTGF, LAMA2 7 0
cell motility
ANXA1, TPM1, CTGF, TSPAN3,
GNA13, CALD1, CDKN1B, TRIP6,
CXCL16, VEGFA, UBA52, LAMA2 12 HSPB1, TSPAN1 2
cell proliferation
MITF, CDKN1B, S100A6, TSPAN3,
CFDP1, KITLG, ANXA1, VEGFA,
GPNMB, BMPR2, PPP1CB, NAP1L1 12
TGFBI, GRN, MYC, TSPAN1,
ILK, CD81 6
cell-cell adhesion CD93, VEZT, CTGF 3 CDH11 1
cell-cell signaling
S100A6, ALDH5A1, UBA52, MAPK1,
GNAQ 5 GRN
1
84
continuação
cell-matrix adhesion CD47, TRIP6,CTGF 3 ILK 1
cellular lipid metabolism GNPAT 1 0
central nervous system development ALDH5A1 1 ATN1 1
ceramide metabolism 0 NSMAF 1
chemotaxis CXCL16, MAPK1 2 CMTM7 1
chloride transport CLNS1A 1 0
chromatin modification MORF4L1 1 0
ciliary or flagellar motility 0 HLA-C 1
circulation' CLNS1A, PLN 2 0
collagen catabolism' 0 MMP3, MMP7, MMP10 3
collagen fibril organization LUM 1 0
complement activation, classical pathway C1S 1 C4BPA, C1R 2
development ID1, ID2, CFDP1, MITF 4 PAEP, FOSB 2
dopamine metabolism ALDH5A1 1 0
endocytosis RAB5A 1 0
entry of virus into host cell 0 CD81 1
epidermis development CTGF
1 COL1A1, LAMB3 2
85
Continuação
ethanol oxidation ADH5 1 0
ether lipid biosynthesis GNPAT 1 0
fatty acid biosynthesis 0 PTGES3 1
fatty acid metabolism GNPAT 1 0
female gamete generation USP9X 1 0
focal adhesion formation TRIP6 1 0
folic acid and derivative biosynthesis MTHFD2 1 0
gamma-aminobutyric acid catabolism ALDH5A1 1 0
gamma-aminobutyric acid metabolism ALDH5A1 1 0
gluconeogenesis ATF4 1 0
glucose metabolism 0 H6PD 1
glycogen metabolism PPP1CB 1 0
glycolysis 0 ENO1 1
heme catabolism BLVRA 1 0
hemopoiesis KITLG 1 0
homophilic cell adhesion 0 CDH11 1
immune response
B2M, IFIT5, POMP, CD59, C1S ,
TBK1 6 HLA-C, C4BPA 2
86
Continuação
immune system process
IFIT5, MITF, B2M, CXCL16, POMP,
KITLG, C1S, TBK1, CD59, CD93 10 HLA-C, CD81, C4BPA 3
induction of apoptosis MAPK1 1 0
induction of positive chemotaxis VEGFA 1 0
inflammatory response ANXA1, PLA2G7, C1S 3 SERPINA1, C4BPA 2
innate immune response TBK1, C1S 2 C4BPA, C1R 2
integrin-mediated signaling pathway CD47 1 ILK 1
intra-Golgi vesicle-mediated transport 0 COPZ1 1
intracellular protein transport KPNA1 1 KDELR1, COPZ1 2
intracellular signaling cascade PRKCB1, SH2B3 2 0
ion transport ATP6V1E1, ITPR1, ATP5E, SLC40A1 4 ATP6V0B 1
iron ion homeostasis SLC40A1 1 MYC 1
iron ion transport SLC40A1 1 0
keratinocyte differentiation ANXA1 1 0
lipid biosynthesis 0 LASS2 1
lipid catabolism PLA2G7 1 0
lipid metabolism ANXA1 1 CPNE1 1
lymphocyte chemotaxis CXCL16 1 0
87
Continuação
mRNA catabolism, nonsense-mediated decay 0 EXOSC10 1
mRNA metabolism PCBP1 1 0
mRNA polyadenylation 0 PABPC1 1
mRNA processing 0 HNRPL 1
mRNA stabilization' 0 PABPC1 1
macrophage activation CD93 1 0
membrane protein ectodomain proteolysis 0 NCSTN 1
metabolism BLVRA, SUCLA2, GNPAT, ALDH5A1 4 ARSD, MAN1A1 2
methionyl-tRNA aminoacylation MARS 1 0
mitochondrial transport SLC25A27 1 UCP2 1
mitosis 0 TXNL4A 1
morphogenesis SLC40A1 1 0
muscle contraction PLN, CALD1 2 0
muscle development LAMA2, TAGLN 2 TAGLN2, COL6A3 2
negative regulation of anti-apoptosis RTN4 1 0
negative regulation of apoptosis VEGFA 2 0
negative regulation of axon extension RTN4 1 0
88
Continuação
negative regulation of caspase activity 0 HSPA5 1
negative regulation of cell adhesion 0 TGFBI 1
negative regulation of cell proliferation GPNMB, CDKN1B 2 0
negative regulation of gene expression,
epigenetic CREBZF 1 0
negative regulation of transcription CREBZF, ID1, ID2 3 0
nervous system development SOD1, VEGFA, DPYSL2, ITM2B 4 0
nitric oxide transport 0 HBB 1
nuclear mRNA splicing, via spliceosome SFRS7, SFPQ, SF3B14 3 TXNL4A, SF3B3 2
nucleosome assembly NAP1L1 1 0
nucleotide-excision repair DDB2 1 0
one-carbon compound metabolism MTHFD2 1 0
organ morphogenesis KITLG, GNPAT 2 0
ossification SPARC 1 CDH11 1
oxygen transport HBG2 1 HBB 1
pentose-phosphate shunt 0 H6PD 1
peptide cross-linking ANXA1 1 0
peptidoglycan metabolism 0 MMP3, MMP7, MMP10 3
89
Continuação
peroxisome organization and biogenesis PEX1 1 0
phagocytosis CD93 1 0
phosphate transport 0 COL1A1, COL6A3 2
phosphatidylinositol biosynthesis 0 CD81 1
phosphoinositide metabolism 0 CD81 1
phospholipase C activation GNAQ 1 0
positive regulation of B cell proliferation 0 CD81 1
positive regulation of anti-apoptosis BRE 1 0
positive regulation of cell migration TRIP6 1 0
positive regulation of cell proliferation
VEGFA, NAP1L1, CDKN1B, S100A6,
PPP1CB 5 GRN, MYC, CD81, ILK 4
positive regulation of enzyme activity 0 NCSTN 1
positive regulation of fibroblast proliferation S100A6 1 0
positive regulation of gluconeogenesis ARPP-19 1 0
positive regulation of glucose import ARPP-19 1 0
positive regulation of nitric oxide
biosynthesis 0 HBB, HSP90AB1 2
positive regulation of transcription UBA52 1 0
positive regulation of translation
0 PABPC1 1
postreplication repair UBE2A 1 0
90
Continuação
posttranslational protein folding UGCGL2 1 0
potassium ion transport CHP 1 0
prostaglandin biosynthesis 0 PTGES3 1
protein amino acid ADP-ribosylation GNAQ 1 0
protein amino acid glycosylation UGCGL2 1 RPN1, MAN1A1 2
protein amino acid phosphorylation
BMPR2, PRKCB1, DAPK1, TBK1,
RIPK5, MYLK, MAPK1 7 ILK, MAP3K8 2
protein biosynthesis
EIF3S6, EIF4A2, UBA52, EIF3S3,
MARS, SARS, EIF3S12, EIF3S6IP 8
DARS, EEF2, TUFM, EIF3S5,
MRPL24 5
protein catabolism PSMC1 1 0
protein complex assembly 0 DARS, SF3B3 2
protein import into nucleus, translocation 0 CEP57 1
protein kinase C activation GNB2L1 1 0
protein kinase cascade DAPK1 1 0
protein localization 0 CD81 1
protein modification UBA52 1 0
protein processing 0 NCSTN 1
protein repair MSRB3 1 0
protein retention in ER 0 KDELR1 1
91
Continuação
protein transport PEX1, RAB5A, ATG3 3 KDELR1, LMAN2, VPS11 3
protein ubiquitination UBA52, ATG3 2 0
proteolysis
CAPN2, C1S, PSMB3, USP9X,
UBE2A, UBA52 6
C1R, MMP3, MMP7, MMP10,
PRCP, SEC11A, TMPRSS4,
PSMB5, NCSTN, RNF11, C4BPA 11
proton transport ATP6V1E1, ATP5E 2 UCP2, ATP6V0B 2
rRNA processing 0 EXOSC10 1
receptor mediated endocytosis CXCL16 1 0
regulation of DNA recombination KPNA1 1 0
regulation of Rho protein signal transduction 0 ARHGEF15 1
regulation of apoptosis TPT1, RTN4 2 0
regulation of cell adhesion LAMA2 1 TGFBI
1
regulation of cell growth CTGF, MORF4L1 2 IGFBP1, IGFBP2 2
regulation of cell migration LAMA2 1 0
regulation of cell volume CLNS1A 1 0
regulation of embryonic development LAMA2 1 0
regulation of heart contraction TPM1 1 0
regulation of muscle contraction TPM1 1 0
regulation of progression through cell cycle VEGFA, S100A6 2 FOSB 1
92
Continuação
regulation of synaptic plasticity UBA52 1 0
regulation of transcription factor activity' CREBZF 1 0
regulation of translation PUM1, PCID1, RSBN1L 3 0
regulation of translational initiation EIF4A2, EIF3S3 2 HSPB1, EIF3S5 2
response to DNA damage stimulus BRE 1 0
response to hypoxia VEGFA 1 0
response to oxidative stress SOD1 1 0
response to stimulus RSPO3 1 TGFBI, TIMP3 2
response to stress MAPK1, ATF4 2 0
response to unfolded protein DNAJA1, HSPA14 2 HSPB1, HSP90AB1 2
response to virus CREBZF, TBK1 2 0
response to wounding
CTGF, PLA2G7, GNA13, C1S,
ANXA1, CD59, GNAQ 7 SERPINA1, C4BPA 2
sensory perception of sound ITM2B, MITF 2 COL1A1 1
septin ring assembly NUBP1 1 0
seryl-tRNA aminoacylation SARS 1 0
signal peptide processing 0 SEC11A 1
skeletal development BMPR2, PRELP 2 COL1A1 1
93
Continuação
small GTPase mediated signal transduction RAB5A, CHP 2 RND3, PTPLAD1, RHOC 3
smooth muscle contraction CNN3 1 0
spliceosome assembly 0 TXNL4A 1
succinyl-CoA metabolism SUCLA2 1 0
succinyl-CoA pathway SUCLA2 1 0
superoxide metabolism SOD1 1 0
synaptic transmission MAPK1 1 0
tRNA processing SARS 1 0
telomere maintenance 0 PTGES3 1
tetrahydrofolate metabolism MTHFD2 1 0
transcription from RNA polymerase II
promoter BTF3, GTF2B, ELP2 3 TSC22D1, POLR2C 2
transcription initiation GTF2B 1 0
translational elongation 0 TUFM 1
translational initiation EIF3S12 1 0
tricarboxylic acid cycle SUCLA2 1 0
tryptophan transport 0 SLC3A2 1
tubulin folding
TCP1 1 0
94
Continuação
ubiquitin cycle UBE2A, Kua-UEV, BRE 3 UBE2W 1
ubiquitin-dependent protein catabolism USP9X, PSMB3, UBE2A 3 PSMB5 1
vasculogenesis VEGFA 1 0
vesicle-mediated transport GOLGA4 1 CPNE1 1
visual perception CLNS1A, LUM 2 TGFBI, TIMP3 2
epithelial cell differentiation WT1, VEGFA 2 PAEP 1
epithelial cell proliferation CDKN1B, VEGFA 2 GRN 1
I-kappaB kinase/NF-kappaB cascade TBK1 1 PTPLAD1 1
melanocyte differentiation MITF 1 0
protein folding
PPIC, TCP1, DNAJA1, DNAJC9,
DNAJC16, POMP, HSPA14 7
PPIB, HSPB1, PTGES3,
HSP90AB1 4
regulation of cell cycle
CDKN1B, S100A6, WT1, VEGFA,
BMPR2 5 MYC, FOSB 2
regulation of cell differentiation MITF, GNAQ 2 0
regulation of epithelial cell proliferation CDKN1B, VEGFA 2 GRN 1
regulation of growth UBA52, CTGF, MORF4L1 3 IGFBP1, IGFBP2 2
tissue remodeling SPARC, CTGF 2 CDH11 1
actomyosin structure organization and
biogenesis CNN3 1 0
adaptive immune response C1S 1 C4BPA 1
antigen processing and presentation of
endogenous peptide antigen via MHC class I' B2M 1 HLA-C 1
95
Continuação
cell communication
MITF, BRE, CHP, PRKCB1, S100A6,
FMOD, ID1, TRIP6, SFRP4, GNA13,
NENF, KITLG, ITPR1, CALM2,
DAPK1, TBK1, ANXA1, VEGFA,
DPYSL2, ALDH5A1, UBA52,
BMPR2, GNB2L1, CD47, SPARC,
CTGF, CD59, RAB5A, MAPK1,
PPIC, RSPO3, GNAQ
32
RHOC, IGFBP1, ARHGEF15,
PTGES3, MS4A8B, RND3,
NCSTN, MYC, ILK, PTPLAD1,
HSPA5, CD81, TIMP3, CEP57,
GRN, NSMAF, GPR177
17
cell cycle
WT1, UBA52, CDKN1B, S100A6,
MAPK1, PPP1CB, CALM2, ANXA1,
VEGFA, BMPR2, 10
TXNL4A, SPECC1L, PSMD13,
MYC, FOSB 5
cell cycle process
CDKN1B, S100A6, WT1, VEGFA,
BMPR2, PPP1CB 6 TXNL4A, PSMD13, MYC, FOSB 4
cell death
MITF, BRE, CFDP1, ITM2B, DAPK1,
ANXA1, RTN4, VEGFA, TPT1,
TSC22D3, MAPK1
11 DAP, MYC, HSPA5, HSPB1 4
cell differentiation
SFRP4, MITF, BRE, S100A6, CLN5,
WT1, CFDP1, GNA13, ITM2B,
DAPK1, ANXA1, RTN4, VEGFA,
TPT1, UBA52, CTGF, TSC22D3,
MAPK1, GNAQ 19
DAP, MYC, HSPA5, HSPB1,
PAEP 5
cell morphogenesis
S100A6, CFDP1, GNA13, RTN4,
VEGFA, UBA52, CTGF, MORF4L1 8 IGFBP1, IGFBP2, SLC3A2, ILK 4
cell surface receptor linked signal
transduction ANXA1, CD59 2 0
cell-substrate adhesion TRIP6, CD47, CTGF 3 ILK 1
chemical homeostasis
PRKCB1, SLC40A1, CLN5, TPT1,
PLN 5 MYC 1
death
MITF, BRE, CFDP1, ITM2B, DAPK1,
ANXA1, RTN4, VEGFA, TPT1,
TSC22D3, MAPK1
11 DAP, MYC, HSPA5, HSPB1 4
defense response PLA2G7, C1S, TBK1, ANXA1, CD59 5 SERPINA1, C4BPA 2
double-strand break repair via
nonhomologous end joining 0 XRCC6 1
96
Continuação
electron transport
BLVRA, UQCRFS1, PCM1, RSPO3,
ALDH5A1 5 0
embryonic development
VEZT, GNA13, VEGFA, BMPR2,
LAMA2, GNAQ 6 GRN 1
fibroblast growth factor receptor signaling
pathway 0 CEP57 1
generation of precursor metabolites and
energy SLC25A27 1 0
G-protein coupled receptor protein signaling
pathway CALM2, GNAQ, GNA13, C1S 4 0
induction of apoptosis by extracellular
signals DAPK1 1 TIMP3, DAP 2
long-term strengthening of neuromuscular
junction UBA52 1 0
negative regulation of progression through
cell cycle WT1 1 0
negative regulation of transcription factor
activity ID1, ID2 2 0
negative regulation of transcription from
RNA polymerase II promoter MEIS2 1 FOSB 1
nucleobase, nucleoside, nucleotide and
nucleic acid metabolism DPYSL2, AK3 2 0
positive regulation of 1-phosphatidylinositol
4-kinase activity 0 CD81 1
positive regulation of I-kappaB kinase/NF-
kappaB cascade TBK1 1 GPR177, RHOC 2
positive regulation of peptidyl-tyrosine
phosphorylation 0 CD81 1
positive regulation of transcription from
RNA polymerase II promoter ATF4 1 0
positive regulation of transcription, DNA-
dependent 0 XRCC6 1
97
Continuação
positive regulation of vascular endothelial
growth factor receptor signaling pathway VEGFA 1 0
programmed cell death
MITF, BRE, CFDP1, ITM2B, DAPK1,
ANXA1, RTN4, VEGFA, TPT1,
TSC22D3, MAPK1
11 DAP, MYC, HSPA5, HSPB1 4
protein amino acid N-linked glycosylation
via asparagine 0 RPN1 1
protein ubiquitination during ubiquitin-
dependent protein catabolism 0 RNF11 1
regulation of cell proliferation
MITF, CDKN1B, S100A6, CFDP1,
ANXA1, VEGFA, GPNMB, BMPR2,
PPP1CB, NAP1L1
10 MYC, ILK, CD81, GRN 4
regulation of cyclin-dependent protein kinase
activity CDKN1B 1 0
regulation of transcription from RNA
polymerase II promoter ID1, TCF4 2 MYC 1
regulation of transcription, DNA-dependent
WT1, LMO3, TSC22D3, PQBP1,
BTF3, CREBZF, GTF2B, MEIS2,
SFPQ, BAZ1A, ANKHD1, ZMIZ1,
ZNF227, ATF4, MITF, MORF4L1 16
ENO1, MYC, TSC22D1, FOSB,
LASS2, AKNA 6
release of cytoplasmic sequestered NF-
kappaB TRIP6 1 0
retrograde vesicle-mediat ed transport, Golgi
to ER 0 COPZ1 1
signal transduction
PPIC, VEGFA, DPYSL2, GNAQ,
ITPR1, KITLG, DAPK1, GNB2L1,
GNA13, S100A6, MAPK1 11
IGFBP1, GRN, NSMAF,
PTGES3, MS4A8B 5
Transcription
WT1, LMO3, PQBP1, BTF3,
CREBZF, POLR2G, SFPQ, PCM1,
BAZ1A, POLR1D, ANKHD1, ZMIZ1,
ZNF227, ATF4, MORF4L1 15 ENO1, TSC22D1, POLR2C 3
transforming growth factor beta receptor
complex assembly FMOD 1 0
transmembrane receptor protein
serine/threonine kinase signaling pathway BMPR2 1 0
98
Continuação
transmembrane receptor protein tyrosine
kinase signaling pathway SPARC 1 TIMP3 1
Transport
HBG2, CLNS1A, SLC25A27,
UQCRFS1, ABCA8, SYT11 6 HBB, PAEP, UCP2, LAPTM4A 4
tricarboxylic acid cycle intermediate
metabolism LDHB 1 LDHA 1
virion attachment, binding of host cell
surface receptor 0 CD81 1
sem função conhecida
MGC52110, TMEM44, CCDC66,
CCDC90A, MGC12966, PRCC,
SSU72, C11orf58, C3orf28,
KIAA0831, FAM19A5, FAM35A,
TMEM168, RPIB9, C10orf104,
CCDC80, XIST 17
FAM134B, C22orf28, RMND5B,
UBAC2, LOC643433,
LOC653352 6
M
ANUSCRITO
SUBMETIDO PARA A FERTILITY AND STERILITY (FNS-S-07-0173)
Elsevier Editorial System(tm) for Fertility and Sterility
Manuscript Draft
Manuscript Number:
Title: Glycodelin expression in normal endometrium without endometriosis, and in eutopic and ectopic tissue
of women with endometriosis.
Article Type: Reproductive Biology
Section/Category: