foi também centrif ugado por 10 minutos a 2500 rpm e 4 0C. A
seguir, descartou-se o sobrenadante e o pellet foi então ressuspenso em
500 µl de meio de cult ivo PBS (Irvine Scientif ic) para finalmente ser
dividido e estocado em 2 microtubos de 1.5 ml cada, contendo cada um
dos tubos 250 µl da suspensão celula r e 750 µl de Trizol LS Reagent
(Invitrogen, Carlsbad, CA, USA), resu ltando em um volume total de 1 ml
em cada tubo. Por meio de agitação ma nual, foi realizada a lise celular
do material contido em cada microtubo e rapidamente armazenado a -800
C, até a realização da extração de RNA.
A presença e isolamento das células da granulosa foram
confirmados através de visualização por microscópio ótico invertido
(Coleman® ST-302L, Brasil), e veri ficada sua vitalidade através da
coloração por Trypan Blue (Trypanblau®, Merck, Whitehouse Station, NJ,
USA).
É importante ressaltar também que todos os cuidados foram
tomados para evitar c ontaminação no material estudado. Toda a equipe
utilizou luvas estéreis e o material de consumo como tubos e pipetas
eram livres de RNAse e estéreis. O ma terial foi sempre mantido sobre
gelo para que se pudesse evitar a degradação do RNA durante os
passos descritos anteriormente.
41
4.8. Expressão do gene da aromatase
A expressão quantitativa do gene da aromatase (CYP19A1), ou
seja, a quantificação da expressão dos níveis de RNA mensageiro da
aromatase em relação ao gene da ß-actina, nas células da granulosa
luteinizadas murais das mulheres in cluídas no estudo foi analisada pelo
método de PCR em tempo real quantitativo, como descrito a seguir.
4.8.1. Extração de RNA
O RNA total das células da granul osa foi extraído utilizando-se o
Trizol LS Reagent® (Invitrogen). O pr ocedimento foi realizado de acordo
com o protocolo do fabricante. Br evemente, depois do descongelamento,
as amostras, que já haviam sido previamente armazenadas em Trizol LS
Reagent, foram então homogeneizadas e mantidas à temperatura
ambiente por 5 minutos. A cada t ubo foi então adicionad o 0,2 ml de
clorofórmio (Merck, Whitehouse Station, NJ, U SA). Após homogenização
e incubação à temperatura ambiente por 3 minutos, o material foi
centrifugado a 13.000 rpm por 15 minutos a 4
0C. O sobrenadante foi
aspirado e transferido a um novo t ubo contendo 0,5 ml de isopropanol
(Merck). Após homogenização, o mate rial foi incubado “overnight” a -
200C.
No próximo dia, após descongelam ento, o material de cada tubo
foi submetido à centrifugação por 30 minutos a 13.000 rpm e 4 0C, o
42
sobrenadante foi então descartado e ao “pellet” foi adicionado 1 ml de
etanol 75% (Merck) para lavagem e após secagem completa do etanol,
ao pellet em cada tubo foi adicionada 20 µl de água livre de RNAse e
estocado a -800C.
A integridade do RNA foi verificada através de eletroforese em gel
de agarose a 1% corada com brometo de etídio. (Figura 2)
Figura 2 – Eletroforese em gel de agarose de amostras de RNA de células da
granulosa luteinizadas murais de mulheres com endometriose submetidas a técnicas de
reprodução assistida. Banda s 18S e 28S referentes às subunidades ribossomais
intactas.
4.8.2. Síntese de cDNA
Para a síntese de cDNA foi usado o kit High capacity cDNA
archive kit (Applied Biosystems, Los Angeles, CA) associado à enzima
enzima inibidora de RNAse (RNasin Plus®, Promega, Wisconsin, MD,
USA). O procedimento realizado para cada amostra conforme as
instruções e orientações contidas no kit.
Após a síntese de cDNA, que resultou em um volume final de 20 µl
de cDNA, o mesmo foi aliquotado (5 µl cada) e estocado a -200C.
18S
28S
43
4.8.3. PCR quantitativa em tempo real (qRT-PCR)
A reação de qRT-PCR foi realiz ado com as amostras de cDNA de
células da granulosa murais das mulher es incluídas no presente estudo,
previamente armazenadas a -800C. Foram utilizados os reagentes do tipo
SYBR Green PCR Core reagents (Applie d Bio-systems, Foster City, CA)
com análise de curva de dissociação e o sistema de detecção ABI
Sequence Detection System 5000 (Perkin-Elmer Applied Biosystems, Los
Angeles, CA). Todos os experimentos referentes a cada paciente foram
realizados em duplicata e os dados normalizados em relação ao gene
endógeno da β-actina. As sequênc ias de interesse fo ram amplificadas
utilizando-se os seguintes “primers” (Invitrogen, Carlsbad, CA, USA):
Para o gene da aromatase CYP19A1:
- (Forward) (FW): 5’CCTTgCCAATAgTgTCATCC3’
- (Reverse) (RV) 5’TAgCCTggTTCTCTggTgTg 3’
Para o gene endógeno β-actina:
- (Forward) (FW):5’ TCgTgATggACTCCggTgAC3’
- (Reverse) (RV): 5’CgTggTggTgAAgCTgTAg3’
A sequência dos primers foi defin ida através do software Gene
Runner (Hastings softwares Inc, Ne w York, NY, USA), seguindo-se as
recomendações para a PCR em tempo real.
44
4.8.4. Amostras de referência
Diluições seriadas de uma am ostra de placenta humana de uma
mulher hígida com gestação a termo foram utilizadas para a realização
da curva padrão e essa amostra ta mbém foi usada como amostra de
referência. A escolha da placenta como amostra de referência foi pelo
fato de ser um órgão conhecido pela ex pressão da aromatase e pelo fato
de já ter sido usada previamente por outros pesquisadores (ACIÈN et al.,
2007).
Houve porém a necessidade de se utilizar uma outra amostra de
referência, que foi o própr io grupo controle do pr esente estudo, pois a
placenta apresentou uma expressão da aromatase muito elevada em
comparação com as células da granulosa murais, que representaram
portanto uma amostra de referência mais fidedigna.
O cálculo da normalização da expre ssão gênica ao gene endógeno
e cálculo da expressão gênica relati va foi realizado pelo método 2
-∆∆Ct
conforme fórmula a seguir: (Ct=threshold cycle)
∆Ct= Ct (CYP19A1) - Ct β-actina;
∆∆Ct= ∆Ct amostra de interesse - ∆Ct amostra de referência.
2
-∆∆Ct = formula utilizada para quantificação da expressão relativa do
gene da aromatase em realação ao gene da β-actina, usando como
amostra de referência a placenta ou as células da granulosa do grupo
controle do presente estudo (LIVAK et al., 2001).
45
Os cálculos estão representados detalhadamente em cada amostra
do estudo no ANEXO I.
4.9. Análise Estatística
Para o cálculo amostral, foi usado o programa encontrado no
website: http://www.lee.dante.br/ pesquisa/amostragem/amostra.html O
valor considerado para o cálculo amostral foi a média do desvio-padrão
do Ct em ambos os grupos, a qual foi 2,884 (controle 2,836 e
endometriose 2,933). Para uma difer ença de 15% entre os grupos e
nível de significância de 5%, seriam necessárias 09 pacientes para cada
grupo.
O programa usado para cálculo dos dados das pacientes e da RT-
PCR (PCR em tempo real) foi o GraphPad Prism 3.0 (GraphPad Software
Inc., San Diego, CA, USA). Para a análise dos dados do HOC, foi
utilizado o teste T não pareado em todas as comparações.
Com relação à análise dos dados da RT-PCR, quando foram
comparados dois grupos, foi usado o teste de Mann-Whitney e, quando
realizada a comparação simultânea ent re os três grupos, o teste de
Kruskal-Wallis com correlação de D unn. Em todos os casos, considerou-
se um nível de significância de 5%(p < 0.05).
46
5. RESULTADOS
A idade das mulheres incluídas no estudo variou de 27 a 40 anos de
idade. Não houve diferença entre os grupos quanto à idade ou
parâmetros do ciclo de hiperestimulação ovariana controlada para
reprodução assistida (Tabelas 1 e 2). A média de idade das mulheres do
grupo controle e endometriose foi 34,73 e 32,64, respectivamente
(p=0,17). Para os outros parâmetro s do ciclo de hiperestimulação
ovariana, as médias encontradas para os grupos controle e endometriose
foram respectivamente: dias de indução, 9,00 vs. 9,08 (p=0,90);
quantidade de gonadotrofinas us adas em unidades, 2502 vs. 2354
(p=0,65); n
0 de folículos puncionados, 11, 18 vs. 11,50 (p=0,87) e n o
oócitos captados, 5,82 vs. 6,83 (p=0,39).
Quanto aos resultados da RT-PCR, as curvas de amplificação e de
dissociação estão representadas nas figuras 4, 5 e 6, respectivamente. O
“Threshold” usado foi de 0,2 e foram realizadas curvas-padrão para
ambos os genes.
A análise do Ct absoluto, ou seja, sem a normalização para o gene
endógeno da β-actina, demonstrou uma dist ribuição gaussiana de seus
valores (com exceção da aná lise da aromatas e no grupo com
endometriose). As médias e medi ana do grupo que não apresentou
distribuição normal, bem como os respectivos desvio-padrões estão
representados na Tabela 3.
Quanto aos valores de Ct para o gene da aromatase após
normalização para o gene endógeno beta-actina, os dados estão
47
representados nas Tabelas 4 e 5. Os valores da tabela 4 representam os
dados calculados utilizando-se a placent a como amostra de referência.
Na tabela 5, no entanto, são demonstrados os dados quando foi utilizada
a média do Ct absoluto do grupo contro le como amostra de referência. O
cálculo da expressão gênica relati va foi calculada pelo método 2 -∆∆ Ct,
conforme descrito na seção Métodos e no ANEXO I.
Não houve diferença entre os grupos controle e endometriose no
que diz respeito à análise quantitativa relativa da expressão do gene da
aromatase (CYP19A1) nas células da granulosa luteinizadas murais
(p=0,5254 e 0,3099, Mann Whitney, quando normalizados à placenta e
grupo controle, respectivamente; vi de Gráfico 1). Na comparação entre
os três grupos (controle, endometri ose mínima/leve e moderada/grave),
também não foi encontrada diferença segundo o teste Kruskal-Wallis com
correlação de Dunn (p=0,4254 quando normalizados à placenta e ao
grupo controle, respectivamente; vide Gráfico 2). A análise comparativa
entre os grupos endometriose leve/m ínima vs. modera da/grave também
foi efetuada e novamente não foi encontrada nenhuma diferença
siginificante entre os grupos (p=0,4318, Mann Whitney, quando
normalizados à placenta e também ao grupo controle).
48
Tabela 1 – Características do ciclo de hiperestimulação ovariana controlada
para FIV ou ICSI de mulheres com fatores tubáreo e/ou masculino de
infertilidade (grupo controle; N=11) quanto à idade, número de dias de indução
ovariana, quantidade de gonadotrofina usada, número de folículos puncionados
e oócitos captados. DP=desvio-padrão.
IDADE
No DIAS DE
INDUÇÃO
QUANTIDADE
GONADOTROFI
NA USADA
N0 FOLÍCULOS
PUNCIONADOS
N0 OÓCITOS
CAPTADOS
01 37 07 4175UI 8 4
02 31 09 2595UI 17 8
03 36 11 3000UI 14 8
04 39 08 2800UI 5 2
05 27 09 2200UI 6 2
06 33 09 1750UI 15 7
07 33 10 1400UI 20 7
08 40 08 2250UI 15 10
09
10
32
36
09
12
1950UI
3300UI
13
5
9
4
11 38 07 2100UI 5 3
Média±
DP
34,73±3,90
9,00±
1,55
2502± 786,3
11,18±5,51
5,82±2,892
49
Tabela 2 – Características do ciclo de hiperestimulação ovariana controlada
para FIV ou ICSI de mulheres com endometriose (todos os estádios, N=12)
quanto à idade, número de dias de indução ovariana, quantidade de
gonadotrofina usada, número de folículos puncionados e oócitos captados.
IDADE
No DIAS DE
INDUÇÃO
QUANTIDADE
GONADOTROFI
NA USADA
N0 FOLÍCULOS
CAPTADOS
N0 OÓCITOS
CAPTADOS
01 35 08 2400UI 10 7
02 34 09 1675UI 13 9
03 30 10 3000UI 7 4
04 36 10 2850UI 13 7
05 28 08 1200UI 10 7
06 37 08 3000UI 21 11
07 34 09 2700UI 8 6
08
C1
C2
32
09
12
2700UI
3450UI
13
12
10
1
09 32 06 1150UI 10 7
10
11
32
29
09
11
2475UI
1650UI
10
11
6
7
Média± DP
32,64±2,87
9,08±
1,56
2354± 755,3
11,50±3,55
6,83± 2,62
Legenda: C1= primeiro ciclo e C2 = segundo ciclo de estimulação ovariana da
paciente n0 08; DP=desvio-padrão.
50
Figura 3 – Gráfico de amplificação por PCR em tempo real de cDNA obtido de
amostras de células da granaulosa murais de mulheres inférteis submetidas à
reprodução assistida. As sequências de interesse para os genes da aromatase
e da β-actina foram amplificadas, para análise da expressão gênica relativa.
Legenda: Delta RN = Variação da fluorescência detectada.
“Cycle number” = número do ciclo de amplificação.
51
Figura 4 - Gráfico da curva de dissociação para o gene da β-actina, obtida por
PCR em tempo real (SYBR Green), de amostras de cDNA de células da
granulosa de mulheres inférteis submetidas à reprodução assistida.
52
Figura 5 - Gráfico da curva de dissociação para o gene da aromatase, obtida
por PCR em tempo real (SYBR Green), de amostras de cDNA de células da
granulosa de mulheres inférteis submetidas à reprodução assistida.
53
Tabela 3 – Níveis absolutos de “Threshold Cycle” (Ct), em duplicata, obtidos por
PCR em tempo real (SYBR Green), para a análise de expressão relativa do
gene da aromatase (CYP19A1), normalizada ao da β-actina, em células da
granulosa luteinizadas murais de mulheres inférteis por fator tubáreo e/ou
masculino (grupo controle) em comparação à mulheres com endometriose
(todos os estádios, ASRM) submetidas a técnicas de reprodução assistida (FIV
ou ICSI). Placenta como amostra de referência.
GRUPO
CONTROLE
Ct
Aromatase
(CYP19A1)
Ct
β-actina
GRUPO
ENDOMETRIOSE
Ct
Aromatase
(CYP19A1)
Ct
β-actina
01 27,6026
27,5947
22,5086
22,5086
01 27,1022
27,3753
24,5945
24,6631
02 26,0095
26,2485
19,9746
20,1802
02 26,6939
26,6903
20,9338
20,9338
03 23,9989
23,9763
20,2362
20,4424
03 30,1604
29,4138
24,6380
24,8973
04 20,8751
20,8211
18,0222
17,6097
04 32,6201
32,5394
24,4042
24,4951
05 26,4174
25,9648
21,5941
21,7820
05 29,7922
30,8459
26,5925
26,3038
06 27,0075
26,6059
21,4559
21,5778
06 30,0930
31,0035
24,3469
23,6951
07 26,2209
26,1272
20,2611
20,3337
07 21,5139
21,7205
19,0755
18,8909
08 29,5236
29,9585
23,6901
24,1536
08
C1
C2
26,5984
26,2491
31,0822
31,1929
21,4029
21,3561
24,0759
24,0364
09
10
30,1310
30,9116
23,3947
23,2563
26,2150
26,1182
21,1645
21,0101
09
10
0
0
28,1726
28,7905
32,9751
33,1153
23,0111
23,6560
11 29,0394
29,4491
23,1049
23,1579
11 27,8934
28,0277
18,5017
18,3280
Média ± DP
26,42± 2,836
21,69± 2,175
Média ± DP
Mediana±DP
26,07 ± 8,503
28,10± 8,503
23,71 ±3,745
PLACENTA
17,209
17,041
20,0306
20,5047
54
Tabela 4 – Valores de expressão gênica relativa obtidos por PCR em tempo
real para o gene da aromatase (CYP19A1) após normalização ao da β-actina,
em células da granulosa murais de mulheres com fatores tubáreo e/ou
masculino, N=11 vs mulheres com endometrios nos graus mínimo/leve (N=5) e
moderado/grave (N=7) submetidas à r eprodução assistida (FIV ou ICSI).
Placenta como amostra de referência.
Ct Aromatase
CYP19
(Normalizado β-
actina)
Pacientes N0
Grupo
Controle
Endometriose
Mínima/Leve
Endometriose
Moderada/Severa
Endometriose
Todos Estadios
01
0,003324
0,003491106
0,003193491
0,003491106
02 0,001705 0,007739467 0,003431607 (C1)
0,000836092 (C2)
0,003431607(C1)
0,000836092(C2)
03 0,009031 0,001227637 0,000151505 0,001227637
04 0,013842 0,00040417 0,00209193 0,00040417
05 0,004994 0,01824127 0,018547904 0,01824127
06 0,002894 0,000000000 0,003193491
07 0,001927 0,007739467
08 0,002005 0,000151505
09 0,005534 0,00209193
10 0,02400 0,018547904
11 0,001636 0,003193491
12 0,000000000
Média ±DP 0,006445±
0,006932
0,006221±
0,007298
0,004709±
0,006900
0,005396±
0,006762
Mediana 0,003324 0,003491 0,002643 0,003193
Legenda: Ct= “Threshold cycle”. C1=1º e C2=2º ciclos de HOC da paciente 02 (endometriose
moderada/severa).
55
Tabela 5 – Valores de expressão gênica relativa obtidos por PCR em tempo
real para o gene da aromatase (CYP19A1) após normalização ao da β-actina,
em células da granulosa murais de mulheres com fatores tubáreo e/ou
masculino; (grupo controle, N=11) vs endometriose nos graus mínimo/leve
(N=5) e moderado/grave (N=7) submetidas à reprodução assistida (FIV ou
ICSI). Como amostra de referência, aqui representado o próprio grupo controle
(média do Ct absoluto).
Ct Aromatase
CYP19
(Normalizado β-
actina)
Pacientes N0
Grupo
Controle
Endometriose
Mínima/Leve
Endometriose
Moderada/Severa
Endometriose
Todos Estadios
01
0,7791
0,8182
4,3471
4,3471
02 0,3997 0,0947 0,8043 (C1)
0,1960 (C2)
0,8043(C1)
0,1960(C2)
03 2,1165 1,8139 0,4903 0,4903
04 3,2442 0,2877 0,7485 0,7485
05 1,1704 4,2752 0,0355 0,0355
06 0,6784 0,0000 0,0000
07 0,4517 0,8182
08 0,4700 0,0947
09 1,2971 1,8139
10 5,6248 0,2877
11 0,3835 4,2752
12
Média ±DP 1,385± 1,609 1,458± 1,710 0,9460±1,534 1,159±1,555
Mediana 0,7288 0,8182 0,4903 0,6194
Legenda: Ct= “Threshold cycle”. C1=1º e C2=2º ciclos de HOC da paciente 02
(endometriose moderada/severa).
56
Gráfico 1 – Expressão gênica relativa, por PCR em tempo real, da aromatase
(gene CYP19A1) em células da granulosa luteinizadas murais de mulheres com
endometriose (todos estádios, N=12) vs. mulheres com fatores tubáreo e/ou
masculino de infertilidade (N=11), submetidas a técnicas de reprodução
assistida. (p>0,05, Mann Whitney). Gráficos representam cálculos quando foram
usadas como amostra de referência: a) placenta e b) média do Ct absoluto do
grupo controle. Ct=”Threshold cycle”
a)
Controle
Endometr
iose
0.00
0.01
0.02
0.03
Expressão Relativa (cDNA) CYP19
b)
Cont
role
End
ometr
iose
0.0
2.5
5.0
7.5
Expressão Relativa (cDNA)
CYP19
57
Gráfico 2 – Expressão gênica relativa, por PCR em tempo real, da aromatase
(CYP19A1) em células da granulosa luteinizadas murais de mulheres com
endometriose vs. controle submetidas a técnicas de reprodução assistida. A
comparação foi realizada entre os grupos (1) controle (fator tubáreo/masculino;
N=11); (2) endometriose leve e mínima (N=5); (3) endometriose moderada e
severa (N=7). (p>0.05, Kruskal-Wallis com correlação de Dunn). Gráficos
representam cálculos quando foram usadas como amostra de referência a)
placenta e b) b) média do Ct absoluto do grupo controle. Ct=”Threshold cycle”.
Controle
Endom
etrio
se min
/lev
e
End
om
etr
iose mod/sev
0.00
0.01
0.02
0.03
Expressão Relativa (cDNA) CYP19
b)
Contro
le
End
om mi
n/lev
Endom mod/s
ev
0.0
2.5
5.0
7.5
Expressão Relativa (cDNA)
CYP19
a)
58
6. DISCUSSÃO
O foco do presente estudo foi a análise da atividade
esteroidogênica nas células da granulosa em mulheres com
endometriose. A análise da enzima ar omatase para esse propósito é
pertinente pelos motivos já descritos: 1) a importância dessa enzima na
célula da granulosa como ponto final da esteroidogênese intrafolicular,
pois é a responsável por converte r os andrógenos a estrógenos, sem os
quais não se conquista a maturação fo licular. E a maturidade folicular é
um dos principais determinantes da qualidade oocitária, já que é
resultado de um complexo processo de sinergismo entre oócito e célula
da granulosa em resposta às gonadotrofinas e ao IGF-1(MITWALLY;
CASPER, 2002; 2004); 2) vários pes quisadores já apontaram defeitos
especificamente na aromatase, na s ua atividade e na expressão de seu
gene, CYP19A1, principalmente nas lesões de endometriose e no
endométrio tópico de mulheres co m endometriose (BULUN et al., 1995;
NOBLE et al., 1996; ZEITOUN; BULUN, 1999; NEME et al., 2001;
BULUN et al., 2002; GURATES et al., 2003; HEILIER et al., 2006). Nas
células da granulosa, um grupo de pesquisadores (HARLOW et al.,
1996), através de estudos in vitro por meio de cultivo de células da
granulosa luteinizadas coletadas em procedimentos de reprodução
assistida, encontraram redução da at ividade da aromatase em mulheres
com endometriose mínima e leve e, posteriormente, encontraram uma
menor sensibilidade dessas células ao LH (CAHILL et al., 2003). Abreu et
al., 2005, como já descrito previament e, através de estudo que usou o
59
mesmo modelo de cultivo de célula s da granulosa em mulheres com
endometriose, também encontrou r edução na atividade da aromatase
quando em níveis basais do cultiv o e no grupo onde foi adicionada
testosterona em sua menor concentração (2 x 10 -6M), mesma usada por
Harlow et al. (1996).
Estes achados associados às evidências de que a endometriose é
uma doença com herança poligênica (D’HOOGHE et al., 2003;
CROSIGNANI et al., 2006), nos estimulou a estudar a expressão do gene
da aromatase no mesmo tecido e pop ulação-alvo, as células da
granulosa luteinizadas murais, aqui não cultivadas, em mulheres com
endometriose submetidas a técnicas de reprodução assistida, por técnica
de PCR em tempo real qua ntitativo. Porém, de acordo com os resultados
obtidos, não foi encontrada diferença ent re os grupos (Gráficos 1,2).
Estes achados podem ter ocorrido devi do a três principais razões: 1) a
alteração da qualidade oocitária nas mulheres com endometriose pode
ocorrer em algum dos pontos da ca scata esteroidogênica ovariana,
porém antes da aromatase (sítio de conversão do C21 a C19). De fato,
estudos in vivo e in vitro sobre as relações hormonais intrafoliculares em
fluido folicular e células da granulosa cultivadas de mulheres submetidas
com ciclos estimulados, apontam par a o fato de que a aromatase é uma
enzima cuja ação se perpetua, me smo quando se têm os efeitos
bloqueadores dos agonistas do GnRH (DOR et al ., 2000; COSTA et al.
2004; SILVA et al., 2008).
Em segundo lugar, exatamente a ação do análogo do GnRH em
ciclos de hiperestimulação ovariana controlada leva à redução dos
60
andrógenos intrafoliculares tanto in vitro quanto in vivo (SILVA et al.,
2008). Esta redução androgênica, que na verdade corresponde à
diminuição do substrato da aromatase, pode induzir a um mecanismo de
“feedback” negativo ou “down-regulatio n” de seus receptors nessas
células, e talvez modificar a maneira como ocorre a expressão de seu
gene nesse tecido e 3) a aromatase par ece sofrer um controle refinado,
provavelmente por via de sinaliz adores moleculares, mecanismo ainda
não compreendido, porém muito pertinente, tendo em vista a importância
fundamental dessa enzim a na determinação de um ambiente pró-
estrogênico intrafolicular.
A existência das “gap-junctions” entre as células da granulosa
(SPEROFF; FRITZ, 2005) e a existência de interação entre células da
granulosa e oócito, recent emente sinalizados através da identificação de
moléculas como o GDF-9 e o BM P-15 (HUTT; ALBERTINI, 2007) são
pistas de que o mecanismo e o processo de foliculogênese pode ser
ainda muito mais complexo e orques trado do que imaginamo s. E, ainda,
que o oócito pode interferir nesse processo.
Os mecanismos de modificaçõ es pós-transcricionais e
epigenéticas são dois outros potentes c andidatos para se tentar explicar
por que a atividade da aromatase pode estar reduzida, mas não sua
expressão gênica, neste tecido-alvo, as células da granulosa em
mulheres com endometriose. Os mecanismo epigenéticos, através das
ligações proteínas-ácidos nucléicos representam um mecanismo de “liga-
desliga” da expressão gênica (NIEMANN et al., 2008) e a endometriose
pode ter um mecanismo epigenético de inibição da expressão gênica nas
61
células da granulosa que ainda se desconhece. As alterações pós-
transcricionais como alterações do re ceptor da aromatase nas células da
granulosa ou alterações bioquímica s em sua molécula que possam
alterar a sua atividade, mas não s ua expressão gênica, é outra hipótese
que precisa ser investigada.
O próximo passo surgirá possive lmente a partir de possíveis
contribuições provenientes dos “micr oarrays” em oócitos e células da
granulosa, bem como o entendim ento do papel de cada subpopulação
(célula da granulosa mural e do cumulus) na tentativa de esclarecer
qual(is) via(s) se encontram mais afetadas nessa enigmática doença.
Obviamente, a endometriose semp re precisará de uma avaliação
particularizada, pois apresenta uma ampla variedade de quadro clínico
(VERCELLINI et al., 2007) e possi velmente um determinado fator ou via
etiopatogência envolvida em um a apresentação da doença pode não
ocorrer em outra. Especialmente s obre a questão da qualidade oocitária,
os graus mínimo e leve parecem ter um comportamento completamente
diferente dos graus moderado e grav e (classificação ASRM), já que
apresentam taxas de infertilidade e de gestação espontânea também
diferentes (D’HOOGHE et al., 2003). Portanto, na endometriose, por seu
aspecto tão heterogêneo e complexo e também por ser uma das mais
onerosas doenças em medicina repr odutiva, o auxílio da biologia
molecular, com uso dos recursos e avanços dos campos de estudo da
genômica e proteômica, se faz fundamental.
O presente estudo, devido às suas limitações, principalmente em
termos de tamanho amostral reduzido e vieses de seleção, não permite
62
que se possa chegar a uma conclusã o consistente s obre o assunto:
“expressão gênica da aromatase nas cé lulas da granulos a em mulheres
com endometriose”, pelo contrário, apenas inicia este capítulo já que não
se tem na literatura pesquisas sobre o tema, e estimula questionamentos
que podem ser respondidos nos próximos estudos.
Como próximos passos ainda , além dos “microarrays”, a
endometriose necessita de estudos compartimentalizados porém com
amostras maiores do que a utilizada no presente estudo. Ainda o estudo
genético populacional através dos polimorfismos de genes-alvo
estratégicos como a aromatase tam bém é uma estrat égia fundamental
para que avancemos em termos de compreensão da doença e
intervenção terapêutica, que no caso da infertilidade e ednometriose,
apesar do importante passo com o adv ento das técnicas de reprodução
assistida, os resultados apres entados ainda são insatisfatórios
(BARNHART et al., 2002).
63
7. CONCLUSÃO
No presente estudo, não foi obse rvada diferença significativa na
expressão do gene da aromatase (C YP19A1) nas células da granulosa
murais luteinizadas de mulheres com endometriose submetidas a
técnicas de reprodução assistida (FIV ou ICSI), analisada através de
PCR real-time quantitativo, quando co mparadas com mulheres sem a
doença.
64
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73
ANEXOS
74
ANEXO I
75
CÁLCULO DA EXPRESSÃO GÊNICA RELATIVA (MÉTODO 2
-∆∆Ct;
LIVAK ET AL., 2001)
O cálculo da normalização da expressão gênica ao gene endógeno
e à amostra de referência foi realizada utilizando-se as fórmulas:
∆Ct= Ct (CYP19A1) - Ct β-actina;
∆∆Ct= ∆Ct amostra de interesse - ∆Ct amostra de referência.
2-∆∆Ct = formula utilizada para quantificação da expressão relativa do gene da
aromatase em realação ao gene da β-actina, usando como amostra de
referência a placenta (Tabelas 1 e 2) ou as células da granulosa do
grupo controle (Tabelas 3 e 4).
76
Ct Comparativo
Paciente
N0
AROMATASE
(CYP19)
Média
DP
β-ACTINA
Média
DP
∆Ct
DP (∆Ct)
∆∆Ct
2-∆∆Ct
01
27,6026
27,599
0,006
22,5086
2,.509
0,000
5,090
0,0000
8,2327
0,0033
27,5947 22,5086
02 26,0095 26,129 0,169 19,9716 20,076 0,148 6,053 0,0252 9,1958 0,0017
26,2485 20,1802
03 23,9989 23,988 0,016 20,2362 20,339 0,146 3,648 0,0108 6,7910 0,0090
23,9763 20,4424
04 20,8751 20,848 0,038 18,0222 17,816 0,292 3,032 0,0433 6,1748 0,0138
20,8211 17,6097
05 26,4174 26,191 0,320 21,5941 21,688 0,133 4,503 0,0600 7,6457 0,0050
25,9648 21,782
06 27,0075 26,807 0,284 21,4559 21,517 0,086 5,290 0,0440 8,4325 0,0029
26,6059 21,5778
07 26,2209 26,174 0,066 20,2611 20,297 0,051 5,877 0,0035 9,0193 0,0019
26,1272 20,3337
08 29,5236 29,741 0,308 23,6901 23,922 0,328 5,819 0,1010 8,9619 0,0020
29,9585 24,1536
09 30,131 30,521 0,552 26,215 26,167 0,068 4,355 0,1547 7,4974 0,0055
30,9116 26,1182
10 23,3947 23,326 0,098 21,1645 21,087 0,109 2,238 0,0107 5,3809 0,0240
23,2563 21,0101
11 29,0394 29,244 0,290 23,1049 23,131 0,037 6,113 0,0427 9,2555 0,0016
29,4491 23,1579
Placenta 17,209 17,125 0,119 20,0306 20,268 0,335 -3,143 0,0632 0,0000 1,000
17,041 20,5047
Tabela 1 – Níveis de Ct (threshold cycle) comparativos entre os genes aroamtase (CYP19A1) e β-actina obtidos por PCR em tempo real , para análise da
expressão gênica relativa em células da granulosa murais de mulheres com fatores tubáreo ou masculino submetidas a técnicas de reprodução assistida.
Placenta como amostra de referência.
77
Ct Comparativo
Paciente
N0
AROMATASE
(CYP19)
Média
DP
β-ACTINA
Média
DP
∆Ct
DP (∆Ct)
∆∆Ct
2-∆∆Ct
01
27,1022
27,239
0,193
24,5945
24,629
0,049
2,610
0,0198
5,7526
0,0185
27,3753 24,6631
02 26,6939 26,692 0,003 20,9338 20,934 0,000 5,758 0,0000 8,9010 0,0021
26,6903 20,9338
03 30,1604 29,787 0,528 24,638 24,768 0,183 5,019 0,1562 8,1621 0,0035
29,4138 24,8973
04 32,6201 32,580 0,057 24,4042 24,450 0,064 8,130 0,0037 11,2728 0,0004
32,5394 24,4951
05 29,7922 30,319 0,745 26,5925 26,448 0,204 3,871 0,2984 7,0136 0,0077
30,8459 26,3038
06 30,093 30,548 0,644 24,3469 24,021 0,461 6,527 0,3135 9,6699 0,0012
31,0035 23,6951
07 21,5139 21,617 0,146 19,0755 18,983 0,131 2,634 0,0192 5,7767 0,0182
21,7205 18,8909
08
C1
26,5984
26,424
0,247
21,4029
21,380
0,033
5,044
0,0311
8,1869
0,0034
26,2491 21,3561
C2 31,0822 31,138 0,078 24,0759 24,056 0,028 7,081 0,0035 10,2241 0,0008
31,1929 24,0364
09 0 0 0 32,9751 33,045 0,099 NA NA NA NA
0 0 0 33,1153
10 28,1726 28,482 0,437 23,0111 23,334 0,456 5,148 0,1994 8,2907 0,0032
28,7905 23,656
11 27,8934 27,961 0,095 18,5017 18,415 0,123 9,546 0,0121 12,6884 0,0002
28,0277 18,328
Placenta 17,209 17,125 0,119 20,0306 20,268 0,335 -3,143 0,0632 0,0000 1,0000
17,041 20,5047
Tabela 2 – Níveis de Ct (threshold cycle) comparativos entre os genes aromatase (CYP19A1) e β-actina obtidos por PCR em tempo real , para análise da
expressão gênica relativa em células da granulosa murais de mulheres com endometriose submetidas a técnicas de reprodução assis tida. Placenta como
amostra de referência. NA= não se aplica (amplificação nula para o gene da aromatase). C1=1º e C2=2º ciclos de HOC paciente 08.
78
Ct Comparativo
Paciente
N0
AROMATASE
(CYP19)
Média
DP
β-ACTINA
Média
DP
∆Ct
DP (∆Ct)
∆∆Ct
2-∆∆Ct
01 27,6026 27,599 0,006 22,5086 22,509 0,000 5,090 0,0000 0,3600 0,7791
27,5947 22,5086
02 26,0095 26,129 0,169 19,9716 20,076 0,148 6,053 0,0252 1,3231 0,3997
26,2485 20,1802
03 23,9989 23,988 0,016 20,2362 20,339 0,146 3,648 0,0108 -1,0817 2,1165
23,9763 20,4424
04 20,8751 20,848 0,038 18,0222 17,816 0,292 3,032 0,0433 -1,6979 3,2442
20,8211 17,6097
05 26,4174 26,191 0,320 21,5941 21,688 0,133 4,503 0,0600 -0,2270 1,1704
25,9648 21,782
06 27,0075 26,807 0,284 21,4559 21,517 0,086 5,290 0,0440 0,5599 0,6784
26,6059 21,5778
07 26,2209 26,174 0,066 20,2611 20,297 0,051 5,877 0,0035 1,1467 0,4517
26,1272 20,3337
08 29,5236 29,741 0,308 23,6901 23,922 0,328 5,819 0,1010 1,0892 0,4700
29,9585 24,1536
09 30,131 30,521 0,552 26,215 26,167 0,068 4,355 0,1547 -0,3753 1,2971
30,9116 26,1182
10 23,3947 23,326 0,098 21,1645 21,087 0,109 2,238 0,0107 -2,4918 5,6248
23,2563 21,0101
11 29,0394 29,244 0,290 23,1049 23,131 0,037 6,113 0,0427 1,3829 0,3835
29,4491 23,1579
Amostra referência
media Ct grupo controle 26,42 2,836 21,69 2,175 4,730 6,3868 0,0000 1,0000
Tabela 3 – Níveis de Ct (threshold cycle) comparativos entre os genes aromatase (CYP19A1) e β-actina obtidos por PCR em tempo real , para análise da
expressão gênica relativa em células da granulosa murais de mulheres com fatores tubáreo ou masculine de Infertilidade (grupo c ontrole) submetidas a
técnicas de reprodução assistida. Amostra de referência = média do Ct do próprio grupo controle (valor absoluto).
79
Ct Comparativo
Paciente
N0
AROMATASE
(CYP19)
Média
DP
β-ACTINA
Média
DP
∆Ct
DP (∆Ct)
∆∆Ct
2-∆∆Ct
01 27,1022 27,239 0,193 24,5945 24,629 0,049 2,610 0,0198 -2,1201 4,3471
27,3753 24,6631
02 26,6939 26,692 0,003 20,9338 20,934 0,000 5,758 0,0000 1,0283 0,4903
26,6903 20,9338
03 30,1604 29,787 0,528 24,638 24,768 0,183 5,019 0,1562 0,2894 0,8182
29,4138 24,8973
04 32,6201 32,580 0,057 24,4042 24,450 0,064 8,130 0,0037 3,4001 0,0947
32,5394 24,4951
05 29,7922 30,319 0,745 26,5925 26,448 0,204 3,871 0,2984 -0,8591 1,8139
30,8459 26,3038
06 30,093 30,548 0,644 24,3469 24,021 0,461 6,527 0,3135 1,7973 0,2877
31,0035 23,6951
07 21,5139 21,617 0,146 19,0755 18,983 0,131 2,634 0,0192 -2,0960 4,2752
21,7205 18,8909
08
C1 26,5984 26,424 0,247 21,4029 21,380 0,033 5,044 0,0311 0,3142 0,8043
26,2491 21,3561
C2 31,0822 31,138 0,078 24,0759 24,056 0,028 7,081 0,0035 2,3514 0,1960
31,1929 24,0364
09 0 0 0 32,9751 33,045 0,099 NA NA NA NA
0 33,1153
10 28,1726 28,482 0,437 23,0111 23,334 0,456 5,148 0,1994 0,4180 0,7485
28,7905 23,656
11 27,8934 27,961 0,095 18,5017 18,415 0,123 9,546 0,0121 4,8157 0,0355
28,0277 18,328
Amostra referência
media Ct grupo controle 26,42 2,836 21,69 2,175 4,730 6,3868 0,0000 1,0000
Tabela 4 – Níveis de Ct (threshold cycle) comparativos entre os genes aromatase (CYP19A1) e β-actina obtidos por PCR em tempo real , para análise da
expressão gênica relativa em células da granulosa murais de mulheres com endometriose submetidas a técnicas de reprodução assis tida. Amostra de
referência = média do Ct do próprio grupo controle (valor absoluto). NA= não se aplica (amplificação nula para o gene da aromat ase). C1=1º e C2=2º ciclos
de HOC paciente 08.
80
ANEXO II
81
82
ANEXO III
83
84
ANEXO IV
85
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
Eu,__________________________________________________________
_____ abaixo assinado, tendo sido devidamente informada, através do
documento “ESCLARECIMENTO AO SU JEITO DA PESQUISA” (anexo 2),
sobre todas as condições da pesquisa chamada “EXPRESSÃO DO GENE DA
AROMATASE EM CÉLULAS DA GRANULOSA DE MULHERES COM
ENDOMETRIOSE SUBMETIDAS A TÉCNICAS DE REPRODUÇÃO
ASSISTIDA”, que tem como pesquis adora responsável a pós-graduanda
Lauriane Giselle de Abreu e como orientador o Prof. Dr. Marcos Felipe Silva de
Sá, docente deste serviço; e conhecendo principalmente o objetivo da pesquisa,
os procedimentos a que serei submetida por causa desta pesquisa, seus riscos
e benefícios, a forma de ressarcimento no caso de eventuais despesas, bem
como a forma de indenização por danos decorrentes do estudo, declaro que
tenho pleno conhecimento dos direitos e das condições descritas abaixo:
1. A garantia de obter resposta a qualquer dúvida sobre os procedimentos que farei
durante a pesquisa, sobre os possíveis riscos que poderei sofrer pela participação
na pesquisa, bem como os benefícios que este estudo poderá trazer;
2. A liberdade de retirar o meu consentime nto e deixar de participar do estudo a
qualquer momento, sem que isso traga prejuízo nenhum ao meu tratamento de
reprodução assistida ou à sua continuidade;
3. A segurança de que não serei identificada e que toda a informação sobre mim e
meu prontuário médico, bem como sobre a minha participação nesta pesquisa
serão confidenciais;
4. O compromisso dos pesquisadores de que serei informada sobre o andamento da
pesquisa, ainda que estes dados possam afetar a minha vontade de continuar
participando do estudo;
5. O compromisso de que serei devidamente acompanhada e que será prestada toda
a assistência necessária a mim durante o tempo em que estiver participando do
estudo, bem como de que será garantida a continuidade do meu tratamento
mesmo após o término da pesquisa.
Declaro, ainda, que concordo inteiramente com as condições que foram
apresentadas e que, livremente, manifesto a vontade de participar do referido
projeto.
Ribeirão Preto, ____ de _______________ de _______.
Assinatura da paciente
86
ESCLARECIMENTO AO SUJEITO DA PESQUISA
1. TÍTULO DA PESQUISA:
“ Expressão do Gene da Aromatase em Células da Granulosa de Mulheres
Com Endometriose Submetidas a Técnicas de Reprodução Assistida”
2. PESQUISADORA RESPONSÁVEL: LAURIANE GISELLE DE ABREU,
CRM/SP NO 111.248 (Doutoranda USP/ RIBEIRÃO PRETO)
Endereço: Av. Bandeirantes no 3900; laboratório de GO 1º. Andar; Hospital
das Clínicas/ FMRP/USP. Ribeirão Preto/SP;Telefones: (16) 3911-
6840;8121-3017.
3. ORIENTADOR: PROFESSOR DOUTOR MARCOS FELIPE SILVA DE
SÁ
Contato: Av. Bandeirantes no. 3900; laboratório de GO 1º. Andar
Hospital das Clínicas/ FMRP/USP. Ribeirão Preto/SP. Telefone: (16)3602-
2231
4. PROMOTORA DA PESQUISA: FMRP/USP. Departamento de
Ginecologia e Obstetrícia. Av. Bandeirantes 3.900; HC 8o
andar.Telefone: (16) 3602-2583
Vimos, por meio deste documento, solicitar sua participação neste estudo.
A endometriose é uma doença causada pela presença de células da
camada interna do útero (endométrio) fora deste local. É uma causa freqüente
de infertilidade em mulheres.
Ainda não se sabe exatamente por que a endometriose causa
infertilidade. Parece que as células da endometriose podem interferir no
amadurecimento do óvulo, dificultando sua fertilização. Tudo indica que esta
interferência ocorre porque a endometriose atrapalha a função do óvulo
prejudicando uma enzima chamada aromat ase. Esta enzima é uma substância
que as células do ovário chamadas células da granulosa produzem para ajudar
na formação dos hormônios que os ovários necessitam. Sem estes hormônios o
óvulo não amadurece.
Este trabalho vai pesquisar se as células da granulosa dos ovários das
mulheres que têm endometriose estão realmente comprometidas e, portanto,
produziriam pouca aromatase.
Existe um gene que é responsável por comandar a produção da
aromatase e é este gene que pode estar com defeito na endometriose.
87
Assim, o objetivo principal deste estudo é saber se existe alguma
alteração na produção da aromatase comandada pelo seu gene nas células da
granulosa das mulheres que têm a doença endometriose.
Desta maneira, estamos propondo este estudo que constará de 2 grupos: (1)
grupo de pacientes sem endometriose e (2) grupo de pacientes com endometriose,
todas submetidas a técnicas de reprodução assistida (FIV - Fertilização in Vitro e
ICSI – Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóide, ou seja, técnica em que se
injeta o espermatozóide dentro do óvulo). No final do estudo, realizaremos a
comparação entre estes dois grupos e checaremos se há diferença na maneira como
a aromatase é produzida pelo seu gene nas células da granulosa.
Participando deste projeto, você receberá o tratamento da mesma forma que
as pacientes que não participam, com todos os exames e recursos disponíveis para
melhor atendê-la. A participação no estudo não causará nenhuma interferência no
seu procedimento de reprodução assistida e, inclusive, você não precisará realizar
nenhum procedimento além daqueles que serão normalmente programados para o
seu processo de reprodução assistida. Isto porque o material que utilizaremos no
estudo é um material que normalmente é desprezado após a coleta e separação do
óvulo. Desta maneira, pretendemos, com o seu consentimento, usar este material
contendo as células da granulosa para pesquisar sua produção de aromatase, como
já foi exposto previamente.
Reforçamos que a importância deste estudo será tentar desvendar um
dos possíveis motivos da infertilidade na endometriose, que é a análise do
funcionamento do óvulo nestas mulheres, através do estudo da aromatase. Os
resultados desta pesquisa poderão no futuro propiciar o desenvolvimento de
procedimentos ou medicamentos que melhorem o tratamento de mulheres
inférteis que têm endometriose.
Informamos que seu nome e seus dados pessoais não aparecerão no
trabalho ou em outro meio de informação, ou seja, o sigilo será mantido.
Além disso, a qualquer momento você poderá solicitar sua saída do
trabalho, se assim desejar, sem nenhum prejuízo à continuação de seu
tratamento neste serviço. Ficamos à disposição para esclarecer todas as
dúvidas que surgirem, inclusive sobre o andamento da pesquisa e seus
resultados.
Atenciosamente,
Os pesquisadores.
88
ANEXO V
89
90
1
PAPER
2
Quantitative aromatase gene expression (CYP19A1) is not altered in
mural lutein-granulosa cells of women with endometriosis
undergoing assisted reproduction techniques – pilot study
Authors:
Lauriane Giselle de Abreu
1
Vanessa da Silva Silveira 2
Carlos Alberto Scrideli3
Ester Silveira Ramos3
Rosana Maria dos Reis3
Rui Alberto Ferriani3
Marcos Felipe Silva de Sa’ 3
1 MD; 2 BS; 3 MD, PhD
Department of Gynecology and Obstetrics, Faculty of Medicine of
Ribeirão Preto, University of São Paulo (USP), Ribeirão Preto, SP, Brazil.
Adress: Avenida Bandeirantes n
o 3.900, Hospital das Clínicas 1st floor,
Laboratório de GO.Monte Alegre, Ribeirão Preto, SP, Brazil. Zip code:
14.149-900.
Corresponding author:
Lauriane Giselle de Abreu, MS, MD.
Email:
[email protected];
[email protected]
3