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Desenvolvimento de modelo experimental de endometriose em ratasArtigo OriginalArtigo OriginalArtigo OriginalArtigo OriginalArtigo Original
Desenvolvimento de modelo experimental de endometriose emDesenvolvimento de modelo experimental de endometriose emDesenvolvimento de modelo experimental de endometriose emDesenvolvimento de modelo experimental de endometriose emDesenvolvimento de modelo experimental de endometriose em
ratasratasratasratasratas
Development of an experimental model of endometriosis in ratsDevelopment of an experimental model of endometriosis in ratsDevelopment of an experimental model of endometriosis in ratsDevelopment of an experimental model of endometriosis in ratsDevelopment of an experimental model of endometriosis in rats
VIVIAN FERREIRA DO AMARAL1; EDUARDO ANDREAZZA DAL LAGO2; WILLIAM KONDO, ACBC-PR3; LUIZ CÉSAR GUARITA-SOUZA4;
JÚLIO CÉSAR FRANCISCO5
RESUMORESUMORESUMORESUMORESUMO
ObjetivoObjetivoObjetivoObjetivoObjetivo : Desenvolver um modelo de endometriose experimental em ratas. MétodosMétodosMétodosMétodosMétodos : Foram utilizadas 30 ratas adultas da
linhagem Wistar. A técnica cirúrgica consistiu em laparotomia mediana com identificação do útero bicorno e ressecção de um
segmento de 2 cm do corno uterino direito. Um retalho de 0,25 cm
2 foi retirado dessa estrutura e suturado na parede abdominal com
a face endometrial voltada para a cavidade peritoneal. As ratas foram divididas aleatoriamente em dois grupos de acordo com o
tempo para a reoperação: grupo 1 (n=15), reoperado em 30 dias, e grupo 2 (n=15), em 60 dias. No momento da segunda
laparotomia os implantes foram avaliados macroscopicamente, ressecados e encaminhados para análise microscópica com colora-
ção hematoxilina-eosina e imunohistoquímica (HEMA, AE1 e AE2). ResultadosResultadosResultadosResultadosResultados : Os implantes se desenvolveram em 83,3 % do
Grupo 1 e 71,4% no Grupo 2. Não houve diferença estatisticamente significativa entre o peso dos animals dos dois grupos. Também
não houve diferença estatisticamente significativa no tamanho da área das lesões induzidas: no Grupo 1 a média foi 0,37 cm
2 e no
Grupo 2, de 0,25 cm 2. Segundo a classificação histológica semi-quantitativa de Keenan (de acordo com a preservação da camada
epitelial de endométrio), o Grupo 1 teve média de 1,9 e o Grupo 2, de 2,4. ConclusãoConclusãoConclusãoConclusãoConclusão: A técnica utilizada para o desenvolvimento
de endometriose em ratas foi satisfatória.
Descritores: Descritores: Descritores: Descritores: Descritores: Endometriose. Ratos. Modelos animais. Endométrio.
Trabalho realizado no Trabalho realizado no Laboratório de Técnica Operatória e Cirurgia experimental da PUCPR- BR.
1. Professora adjunta de Ginecologia na PUCPR e da Pós-graduação em Ciências da Saúde na PUC - PR - BR; 2. Acadêmico de Medicina na PUC
- PR - BR; 3. Mestrando de Ciências da Saúde da PUC - PR - BR; 4. Professor Técnica Operatória e da Pós-graduação em Ciências da Saúde da
PUC - PR - BR; 5. Doutorando em Biotecnologia pela UFPR - BR; Graduação em Farmácia e Bioquímica na PUCPR.
INTRODUÇÃOINTRODUÇÃOINTRODUÇÃOINTRODUÇÃOINTRODUÇÃO
A
endometriose é condição crônica caracterizada pela
presença de tecido endometrial (glândulas e/ou
estroma) fora da cavidade uterina1. Estes depósitos ectópicos
de endométrio são mais comumente encontrados em ová-
rios, peritônio, ligamentos útero-sacros e fundo-de-saco
retovaginal, mas implantes extra-pélvicos também podem
estar presentes2.
A sua prevalência nas mulheres em idade
reprodutiva é estimada em 10%3. Nas com dor pélvica crô-
nica, essa prevalência pode chegar a até 82%4,5 e naque-
las submetidas à investigação por infertilidade, entre 20 e
50%3,6-8.
Várias teorias teem sido sugeridas para explicar
a patogênese desta doença 9. Dentre elas se destacam a
teoria da menstruação retrógrada (teoria da implantação
ou de Sampson) 10, a da metaplasia celômica 11-13 e a dos
restos embrionários14,15; mas nenhuma delas foi capaz de
elucidar completamente a etiopatogenia da doença. Existe
tendência atual em se associar essas teorias entre si e a
outros elementos como fatores imunológicos, hormonais,
genéticos e ambientais.
A endometriose geralmente aparece na idade
reprodutiva, quando as lesões são estimuladas pelos
hormônios ovarianos. Um número significativo de mulhe-
res permanece assintomática. Nas sintomáticas, as mani-
festações dolorosas tendem a ser mais intensas no pré-
menstrual, melhorando após a parada da menstruação. A
dor pélvica, na forma de dismenorréia, é o sintoma mais
comum e não se correlaciona nem com o grau de
endometriose visível16 nem com a profundidade de infiltra-
ção tecidual17,18. Outros sintomas que podem estar presen-
tes são dor lombar, disquesia, dor durante a micção e
dispareunia. Esta, quando profunda, pode ser decorrente
de fibrose dos ligamentos útero-sacros, nodularidade do
septo reto-vaginal, obliteração do fundo de saco e/ou
retroversão uterina. Além disso, a endometriose está asso-
ciada à infertilidade por causa de aderências que distorcem
a anatomia pélvica e causam dificuldade para a liberação
e captura do óvulo. No entanto, a distorção tubária não é a
única causa de infertilidade porque pacientes com
endometriose parecem ter pior reserva ovariana, com pior
qualidade do oócito e do embrião2.
O padrão-ouro para o diagnóstico da
endometriose é a visualização direta da lesão endometrial
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utilizando a via laparoscópica, acompanhada por confir-
mação histológica da presença de pelo menos dois dos se-
guintes achados: macrófagos contendo hemosiderina ou
epitélio, glândulas ou estroma endometrial19.
O tratamento ideal para esta doença ainda não
existe20. As opções disponíveis são medicamentosas, cirúr-
gicas e associação de ambos. A modalidade terapêutica a
ser adotada depende de fatores como o estágio de evolu-
ção da doença, a sintomatologia, a idade da paciente e o
desejo futuro de uma gestação.
O fato de a endometriose necessitar de um mé-
todo invasivo para seu diagnóstico dificulta ou até mesmo
impossibilita a realização de estudos controlados sobre o
comportamento dos implantes de endometriose perante os
diversos medicamentos21. Portanto, um bom modelo expe-
rimental animal é necessário para elucidar o mecanismo
da doença e testar novas drogas terapêuticas. No entanto,
a endometriose ocorre espontaneamente apenas em
primatas, que são muito onerosos para uso experimental22.
Consequentemente, modelos experimentais teem sido cri-
ados cirurgicamente em pequenos animais, tais como coe-
lhos, ratos e camundongos23-28. O modelo murino proposto
por Jones29 em 1984 é o mais amplamente utilizado, uma
vez que a técnica operatória é simples e a maioria dos
implantes tem sucesso, ou seja, a indução da endometriose
é eficaz e reprodutível21.
O objetivo deste trabalho é o desenvolvimento
de um modelo experimental de endometriose em ratas
seguindo a técnica proposta por Jones29.
MÉTODOSMÉTODOSMÉTODOSMÉTODOSMÉTODOS
O estudo foi previamente aprovado pelo parecer
número 80/07 do Comitê de Ética em Pesquisa com Ani-
mais da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-
PR) e seguiu as recomendações do Colégio Brasileiro de
Experimentação Animal (COBEA).
As ratas da linhagem Wistar (
Rattus norvegicus
albinus), adultas e virgens, foram mantidas em gaiolas apro-
priadas com cinco animais, sob controle de temperatura,
umidade e luminosidade do ambiente, e alimentadas com
água e ração ad libitum. Após período de adaptação de
três dias, o procedimento cirúrgico para indução de
endometriose foi realizado.
Durante o período de dezembro de 2007 a janei-
ro de 2008 foram operadas 30 ratas no Laboratório de Téc-
nica Operatória e Cirurgia Experimental da PUCPR. Como
pré-operatório foi instituído jejum nas 12 horas que antece-
deram a operação.
Antes da anestesia os animais foram pesados para
o cálculo da dose anestésica. A anestesia foi realizada com
injeção intraperitonal de 0,2 mL para cada 100 gramas de
peso da mistura de um mililitro de ketamina (50mg/mL)
com um mililitro de xilazina (20 mg/mL).
Após a anestesia, foi utilizado tricótomo elétrico
para a realização da tricotomia da parede abdominal dos
animais que foram então atados à mesa cirúrgica em
decúbito dorsal, com os membros em abdução, e realizada
antissepsia de rotina. A operação iniciou-se com incisão
mediana de 3 cm, a 2 cm acima do púbis do animal.
A operação para o desenvolvimento da lesão
endometriótica foi realizada com base em trabalho publi-
cado29. Para executá-la, identificou-se o útero bicorno e foi
realizada a ligadura dos vasos sanguíneos do corno uterino
esquerdo com fio de vicryl 3-0 (Figuras 1 e 2). Um segmen-
to de 2 cm do terço médio do corno uterino esquerdo foi
então ressecado. Este fragmento foi imerso em soro fisioló-
gico 0,9% a 4º C por cerca de dois minutos e então incisado
longitudinalmente dando origem a um retalho, de onde foi
retirado um segmento de 5 x 5mm (0,25 cm 2). Este frag-
mento foi suturado à parede abdominal do lado direito da
rata utilizando dois pontos simples de mononáilon 6-0, pró-
ximo a um vaso sanguíneo, de modo que a face endometrial
sempre ficasse voltada para a cavidade abdominal (Figura
3). Após checar a hemostasia do corno uterino esquerdo e
promover a limpeza da cavidade abdominal, a parede ab-
dominal foi fechada por planos, sendo o músculo-
aponeurótico com sutura contínua de vicryl 3-0 e a pele
com sutura contínua de mononylon 3-0.
Após a operação, os animais foram encaminha-
dos ao Biotério da PUC-PR, onde permaneceram até a data
da reoperação.
Figura 1Figura 1Figura 1Figura 1Figura 1 - Útero típico de ratos, com aspecto bicorno.
Figura 2Figura 2Figura 2Figura 2Figura 2 - Ressecção de segmento do corno uterino.
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Desenvolvimento de modelo experimental de endometriose em ratas
Reoperação e análise histológicaReoperação e análise histológicaReoperação e análise histológicaReoperação e análise histológicaReoperação e análise histológica
A reoperação foi realizada um mês (Grupo 1) e
dois meses (Grupo 2) após o primeiro procedimento com o
intuito de se comprovar macroscopicamente o desenvolvi-
mento da lesão e de coletar amostra para avaliação
histológica. Após abertura da parede abdominal, as lesões
foram identificadas e suas dimensões, anotadas. Em segui-
da, esses implantes foram ressecados (Figura 4), fixados
em formol a 10% e processados para inclusão em parafi-
na, para posterior análise histológica no Laboratório de
Patologia Experimental da PUC-PR.
As lâminas foram coradas com HE (hematoxilina/
eosina) e analisadas ao microscópio óptico (Olympus;
Melville, NY) para confirmar a presença de tecido
endometrial. A partir dos blocos de parafina procedeu-se a
técnica de Tissue Microarray manual. As lâminas confecci-
onadas foram analisadas em microscópio óptico para loca-
lização das áreas com endométrio. Esse local foi marcado
com caneta. Através do sistema de espelho, a lâmina
marcada foi utilizada para localização da região no bloco
de parafina que, por sua vez, também recebeu marcação.
Foi escolhida a pinça do tipo Punch de biópsia de pele,
com diâmetro de 2 mm, para retirada do fragmento do
bloco de parafina. Para que o material fosse devidamente
localizado, foi confeccionado um mapa. Após a retirada
dos fragmentos de todos os blocos foram confeccionadas
lâminas histológicas utilizando os marcadores HEMA, AE1
e AE2.
A persistência de células epiteliais nos implantes
foi avaliada conforme a classificação proposta por Keenan30,
da seguinte maneira: camada epitelial bem preservada =
escore 3, epitélio moderadamente preservado com infiltrado
leucocitário = escore 2, epitélio mal preservado (apenas
células epiteliais ocasionais) = escore 1, nenhum epitélio =
escore zero.
Os resultados obtidos no estudo foram expres-
sos por médias, medianas, valores mínimos, valores má-
ximos e desvios-padrão ou por frequências e percentuais.
Para a comparação dos grupos em relação às variáveis
quantitativas foi usado o teste t de Student para amostras
independentes ou o teste não-paramétrico de Mann-
Whitney, quando apropriado. Em relação a variáveis no-
minais dicotômicas os grupos foram comparados usando-
se o teste exato de Fisher. Valores de p<0,05 indicaram
significância estatística.
RESULTADOSRESULTADOSRESULTADOSRESULTADOSRESULTADOS
Das 30 ratas operadas, quatro foram a óbito no
período entre a primeira e a segunda operação, sendo três
do Grupo 1 e uma do Grupo 2. No momento da reoperação,
foi realizada análise macroscópica dos sítios de implante
do tecido endometrial e em quatro animais não foi possível
identificar tal tecido (dois animais em cada grupo). Além
disso, em duas ratas do Grupo 2 foi observada a presença
de um abscesso no local do implante. Estes animais foram
considerados como não desenvolvendo a lesão, totalizando
taxa de sucesso de 76,9% (20/26), sendo que discriminan-
do cada Grupo, elas foram de 83,3% no grupo 1 (10/12) e
de 71,4% no Grupo 2 (10/14).
Não houve diferença estatisticamente significati-
va entre o peso médio dos animais do Grupo 1 e 2 (271,6 g
e 260 g, respectivamente; p = 0,147).
Avaliando-se as dimensões da lesão de
endometriose induzida cirurgicamente, não houve diferen-
ça estatisticamente significativa entre os grupos em rela-
ção às variáveis comprimento, largura e área (tabela 1).
Todos os implantes foram submetidos à análise
histológica e não houve diferença entre os dois grupos (Fi-
gura 5).
DISCUSSÃODISCUSSÃODISCUSSÃODISCUSSÃODISCUSSÃO
Os modelos experimentais de endometriose cri-
ados cirurgicamente em pequenos animais são classifi-
Figura 3Figura 3Figura 3Figura 3Figura 3 - Implante de endométrio na parede abdominal.
Figura 4Figura 4Figura 4Figura 4Figura 4 - Implante de endométrio no Grupo 2.
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cados em dois tipos: homólogos e heterólogos. Nos mo-
delos homólogos, o endométrio é obtido do útero do
animal e suturado ou disperso na cavidade peritonial.
No modelo heterólogo, fragmentos endometriais de hu-
manos são injetados em ratas imunodeficientes por via
intraperitonial ou subcutânea. Em ambos, lesões
endometrióticas-símiles, identificadas histologicamente,
são induzidas nos animais.
Embora o uso de modelos em não primatas seja
vantagem com relação ao seu baixo custo e habilidade de
estabelecer lesões endometriótica-símile, esses modelos
teem uma série de desvantagens. As comparações são di-
ficultadas pelo grande número de técnicas experimentais
utilizadas e pelo grande intervalo filogenético entre os não
primatas e os humanos. Mais importante, os não primatas
não têm ciclos menstruais e não desenvolvem endometriose
espontânea. A rata ovula espontaneamente, mas a fase
lútea é mais curta que nos humanos. As lesões
endometrióticas produzidas nas ratas são diferentes das em
humanos, consistindo de cistos que conteem fluido seroso
claro, sem evidência de neoangiogênese31. Apesar dessas
diferenças, os modelos experimentais são de grande im-
portância para o estudo da doença e o teste de novas mo-
dalidades terapêuticas.
A opção deste estudo pelo modelo experimental
com ratas decorreu do baixo custo, do embasamento pré-
vio de literatura e da resistência desses animais às infec-
ções. A técnica descrita por Jones em 1984 29 em modelo
murino é a mais amplamente utilizada na literatura mundi-
al, uma vez que o procedimento cirúrgico é simples e a
maioria dos implantes se desenvolve com sucesso, ou seja,
a indução da endometriose é eficaz e reprodutível21,23. Pode-
se, desta maneira, padronizar o tamanho dos implantes, o
que é indispensável para avaliar a eficácia de novas drogas
terapêuticas.
Neste estudo, das 30 ratas submetidas ao proce-
dimento, quatro foram descartadas pois morreram entre a
primeira e a segunda operações, restando 26 animais para
a análise final. A taxa de sucesso no desenvolvimento
macroscópico da lesão de endometriose foi de 76,9% (20
de 26). Algumas vezes as lesões não são claras o suficiente
para se distinguir do tecido normal adjacente. Isto torna
difícil a determinação da área e do peso das lesões, que
são variantes essenciais no experimento32.
O principal parâmetro analisado neste estudo foi
a área dos implantes. Ao contrário da maior parte dos tra-
balhos, que demonstra estabilidade ou crescimento das le-
sões no intervalo entre a segunda e a terceira operações22,
encontrou-se regressão da área dos implantes (0,37 cm 2
para 0,25 cm2), mas sem diferença estatisticamente signifi-
cativa.
De acordo com a classificação anátomo-patoló-
gica proposta por Keenan30, oito animais apresentaram es-
core zero. Conceitualmente, as lesões desses animais não
poderiam ser consideradas endometriose, uma vez que esta
doença é caracterizada pela presença de tecido glandular
e/ou estromal fora da cavidade uterina. No entanto, inclu-
indo os animais com escore zero, obteve-se média de es-
cores de 1,3 e 1,4 nos Grupos 1 e 2, respectivamente, o
que é semelhante à média dos escores do grupo controle
do estudo de Keenan30.
Muito embora a literatura utilize a expressão
“endometriose experimental”, a rigor, este estudo é de
fragmentos de endométrio normal na parede abdominal
de ratas saudáveis. A verdadeira correlação destes focos
de tecido endometrial com endometriose humana não é
conhecida33. No entanto, a ampla utilização de protocolos
de pesquisa com endometriose experimental em modelos
animais é justificada pelo fato de que a avaliação rigorosa
dos implantes em humanos não é viável, uma vez que os
métodos diagnósticos são invasivos (videolaparoscopia ou
laparotomia).
O desenvolvimento de endometriose experimen-
tal em ratas segundo modelo de Jones foi satisfatório.
Figura 5 -Figura 5 -Figura 5 -Figura 5 -Figura 5 - Fotomicrografia de célula epitelial bem-preservada (ani-
mal do Grupo 2).
Tabela 1Tabela 1Tabela 1Tabela 1Tabela 1 - Comparação das medidas de comprimento, largura e área dos grupos.
VariávelVariávelVariávelVariávelVariável GrupoGrupoGrupoGrupoGrupo n nn nn MédiaMédiaMédiaMédiaMédia MedianaMedianaMedianaMedianaMediana MínimoMínimoMínimoMínimoMínimo MáximoMáximoMáximoMáximoMáximo Desvio padrãoDesvio padrãoDesvio padrãoDesvio padrãoDesvio padrão Valor de p*Valor de p*Valor de p*Valor de p*Valor de p*
Comprimento 1 10 0,72 0,6 0,4 1,1 0,27
2 10 0,57 0,5 0,3 1 0,22 0,190
Largura 1 10 0,51 0,5 0,3 0,8 0,15
2 10 0,41 0,3 0,2 1 0,25 0,165
Área 1 10 0,37 0,32 0,15 0,77 0,18
2 10 0,25 0,15 0,06 0,80 0,22 0,075
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Desenvolvimento de modelo experimental de endometriose em ratas
ABSTRACTABSTRACTABSTRACTABSTRACTABSTRACT
ObjectiveObjectiveObjectiveObjectiveObjective: To develop an experimental model of endometriosis in rats. MethodsMethodsMethodsMethodsMethods: Thirty adult female Wistar rats were used. The
surgical technique consisted of median laparotomy with identification of the bicornuate uterus and resection of a 2-cm segment
of the right uterine horn. A 0.25 cm 2 flap was removed from that structure and sutured to the abdominal wall with the endometrial
side facing the peritoneal cavity. The rats were randomly divided into two groups according to the reoperation date: group 1 (n=15)
was reoperated in 30 days, and group 2 (n=15), in 60 days. On the occasion of the second laparotomy, the implants were evaluated
macroscopically, resected and referred for microscopic analysis with hematoxylin-eosin and immunohistochemical staining (HEMA,
AE1 and AE2). ResultsResultsResultsResultsResults: The implants developed in 83.3 % of group 1 and 71.4% of group 2. There was no statistically significant
difference between the weights of the animals in the two groups. No statistically significant difference was found in the surface area
of the induced lesions: in group 1, the mean was 0.37 cm 2 and in group 2, 0.25 cm 2. According to Keenan’s semiquantitative
histological classification (based on the preservation status of the epithelial layer of the endometrium), the mean for group 1 was 1.9
and for group 2, 2.4. ConclusionConclusionConclusionConclusionConclusion: The technique used for inducing the development of endometriosis in rats was satisfactory.
Key wordsKey wordsKey wordsKey wordsKey words : Endometriosis. Rats. Models, animal. Endometrium.
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AmaralAmaralAmaralAmaralAmaral
Desenvolvimento de modelo experimental de endometriose em ratas 255
Rev. Col. Bras. Cir. 2009; 36(3): 250-255
Recebido em 12/10/2008
Aceito para publicação em 12/12/2008
Conflito de interesses: nenhum
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Amaral VF,
Dal Lago EA, Kondo W, Souza LCG, Francisco JC. Desenvol-
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William Kondo
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