Results
P roteomic analysis was performed using the Progenesis QI
software (Nonlinear Dyna mics, Newcastle upon Tyne, UK) to profile 595
differentially expressed proteins between the control and e ndometriosis groups.
The results revealed different molecules according to the phase of the
menstrual cycle and stage of disease . Top upregulated molecules included
SETSIP, SRRM 2, CAPS, H2AFV, and SAFB, whereas downregulated
molecules included BPIFB1, FAM184A, SLPI, PIGR, JCHAIN, HLA-A, and LTF.
Among top diseases associated molecules between groups were related to
cancer (p - value of 4.14E -02 - 3.91E-08), according to the analy sis performed
by IPA software (In genuity Pathway Analysis System, Ingenuity Sys tems,
Redwood City, CA, USA). Top upregulated proteins among patientes with
advanced stage of endomeriosis were CHMP4B, DES, EIF3I, CDH13, LIMS1,
HSPA4, HSP90AB1, TUBB, NPM1, MY L6. Those proteins were related t o
metastasis and poor sur vival of several cancer types. CONCLUSION:
CHMP4B, DES, EIF3I, CDH13, LIMS1, HSPA4, HSP90AB1, TUBB, NPM1,
MYL6 are among the top upregulated proteins in patients with advanced stage
of deep intestin al endomeriosis . The present stud y revealed proteins
differentially expressed i n endometriosis as potential biomarkers for the
development of techniques for minimally invasive diagnosis, and potential
therapeutic targets for the disease.
Descriptors: Endometriosis; Biomarker s; Endometriu m; Proteomics; Mass
Spectrometry; Neoplasms.
1. INTRODUÇÃO
______________________________________________________________
2
1. INTRODUÇÃO
1.1 Endometriose
A endometriose é definida pela presença de g lândula e/ou estroma
endometriais fora da cavidade uterina (1). Estima-se que 10 a 15% da
população femin ina em idade fértil seja acometid a pela doença .
Aproximadamente 50% das m ulheres com infertilidade (2) e 62% de
adolescentes com dismenorréia severa podem ser diagnosticadas com
endometriose (3).
O quadro clínico é caracter izado por dismenorréi a, dor pélvica acíclica,
dispareunia de profundidade, alterações intestinais e urinárias cíclicas, e
infertilidade (4). Estima-se uma mé dia de tempo de 7 anos entre o in ício dos
sintomas da endo metriose e seu diagnó stico (5). A doença, de percurso
crônico, resulta em importante prejuízo na qualidade de vida, impacto sócio -
econômico, além de importante problema de saúde pública (6-8).
Diversas teorias são propostas p ara a patogênese da endometriose. A
teoria da menstruaçã o retrógrada (9) é baseada no fato de que o tecido
endometrial seria conduzido através das trompas de Falópio até a ca vidade
peritoneal durante o período menstrual. No entant o esta teoria não é
considerada isoladamente um mecanismo causador da doença , p ois a
menstruação retrógrada é observada em mais de 90% das mulheres (10). A
teoria da metaplasia ce lômica (11) explicaria a transformação de células
totipotentes do mes otélio da cavidade perito neal em células endom etriais, em
resposta ao estímulo de esteróides ovarianos (12). Outras te orias associadas
às anteriores seri am a da disse minação vascular e/ou lin fática das células
endometriais a distância (13); a neoangiogênese envolvida no estabelecimento
e manutenção da endometriose (14, 15) ; a influência d e mecanismos
moleculares e imunológicos do flu ido peritoneal (16-19); a predisposição
genética (20) e a influência dos fatores ambientais (21).
A classificação proposta pela antiga American Fertility Society em 1978 e
revisada em 1985 e 1996 (22) caracterizou a endometriose em quatro estádios
de acordo com a localização e extensão das lesões e aderências visualizadas
3
em cirurgia (Anexo A). Cornillie et al. (1990) classificaram a do ença em
superficial e profunda para lesões menores, ou maiores e iguais a 5mm de
infiltração na superfície peritoneal , respectivamente (23). A endometrio se
profunda é a form a mais agressiva da doença, podendo acometer os ovários,
região retrocervical, o septo retovaginal , o reto, o sigmóide, os ureteres, a
bexiga, ou até envolver linfonodos da região pélvica (24, 25). Nisolle e Donnez
(1997) classi ficaram a endometr iose em três afecções distin tas: a doença
peritoneal, a doença ovariana e a endometriose de septo reto -vaginal.
Atualmente a doença do septo reto -vaginal é considerada quando ocorre o
acometimento profundo do compartimento posterior da pe lve (26). A
endometriose profunda é associada a sintomas mais exuberantes, quando
comparada a doença nas suas formas peritoneal ou ovariana (27, 28) . O
comprometimento intestinal pode ser encontrado em 12% dos casos (29, 30), e
em 90% delas o retossigmóide se encontra acometido (31-33). A endometriose
intestinal apresenta-se associada a sintomas intestinais tais como disquezia e
hematoquezia cíclicas, além de alterações no trânsito intestinal (32), e maior
prejuízo na qualidade de vida (34). Existe uma alta prevalência de morbidade e
complicações relacionadas ao tratamento cirúrgico da endometr iose profunda
intestinal descritas na literatura, tais como f ístulas (0 - 4%), hemorragia (1 -
11%), infecções (1 - 3%), disfunções urinárias (1 – 17%) e intestinais (1 – 15%)
(27).
O diagnóstico definitivo da endom etriose depende da confirmação
histológica das lesões (35), no entanto, pode-se direcionar a suspeita
diagnóstica através do quadro clínico (36). Os exames de imagem como a
ressonância magnética (37) e a ultrassonografia transvaginal com preparo
intestinal possuem boa acurácia para suspeita de casos de endometriose
profunda (38), (39) (40), mas apresentam limitações no diagnóstico das formas
superficiais e iniciais da doença. Existe portanto, um a necessidade no
desenvolvimento de ferramentas para o diagn óstico precoce . A procura por
biomarcadores através de técnicas da era “ômica” tê m sido empregadas nas
pesquisas em endometriose (41), como u m possível caminho para o
diagnóstico precoce da doença. A genômica e a epigenômica trazem
informações relevantes em seus resultados, no entanto a proteômica se
4
correlaciona mais diretamente com os processos funcionais e bi ológicos da
doença (42).
1.2 Proteômica
O termo "proteômica" surgiu em 1990 pela fusão dos termos "proteína" e
"genômica" (43, 44) , e objetiva ao estudo da identificação, carac terização e
quantificação de todas as proteínas de um proteoma.
O estudo de um proteoma é mais desafiador do que a do seqüenciamento
de um genoma , devido às suas diferentes características de expressão,
localização celular, inte rações, modificações pós- translacionais, turnover
funcional e espacial. Estima-se que existam mais de 100.000 formas de
proteínas codificadas por aproximadamente 20.235 genes do genoma humano
(45).
As prot eínas constituem mol éculas diretamente envolvidas em todas as
reações orgânicas dos seres vivos (46). O estudo de suas funções e interações
podem fornecer mais informações sobre uma doença se comparado à análise
genômica, devido à baix a correlação entre o g enótipo e fenóti po nas doenças
(42).
Mudanças na quantificação de determinadas proteínas refletem processos
biológicos específicos ou de doença , que poderiam ser usa das como
biomarcadores, para melh or entendimento dos proce ssos de doença,
diagnóstico precoce, monitorização clínica e desenvolvimento de terapias -alvo
(47), (48).
Técnicas em proteômica t êm sido amplamente aplicadas no estudo de
diversas doenças oncol ógicas (49), auto-imunes (50), infecciosas (51),
inflamatórias (52), (53), cardiovas culares (54), endocrinológicas entre outras
(55).
Fluidos biológicos como p lasma e urina , apesar de serem facilmente
coletadas, apresentam pouca aplic abilidade para ident ificação de
biomarcadores por técnicas proteômicas, devido a alta concentração de
proteínas do plasma, dificultando a identificação de pro teínas de baixo peso
molecular (56). Além disso por estar em distantes da le são a ser estud ada,
5
marcadores específic os da doença estariam presentes em menor proporção
nos fluidos perféricos (57). P or esse motivo , tem sido proposto o estudo de
amostras coletadas próximas à lesão, como por exemplo o endométrio para a
endometriose ou o fluido ascítico no câncer de ovário (56, 58).
As principais técnicas utilizadas em pesquisas sobre proteômica têm sido
a eletroforese bidimensional com suas variantes, e a espectrometria de
massas. Apesar das técnicas em pr oteômica reve larem marcadores em
potencial, poucos têm apre sentado aplicabilidade clínica para o rastreamento
de doenças e seguimento do tratamento (46). O OVA1 foi o primeiro
biomarcador identificado por técnica proteômica e recentemente aprovado pela
Food and Drug Adminis tration (FDA). C onstitui-se em um diagnóstico in vitro
por ensaio indexado multivariado (IVDMIA) , que inclui 5 biomarcadores para
avaliação pré-operatória do risco de câncer de ovário (59).
1.2.1 Eletroforese bidimensional
A elet roforese é uma técnica de separação de proteínas baseada na
migração de moléculas carregadas, numa solução, em função da aplicação de
um campo elétrico (60). A variante bidimensional consiste em separar as
proteínas em duas etapas. Na primeira , é feita a separação por ponto
isoelétrico, através de géis de acrilamida em forma de tiras com PH
imobilizado, e na segunda etapa em função de sua massa molecular (60).
Desvantagens da técnica estão no fato de que a análise é dispendiosa no
tempo, permite a identificação apenas individual de cada vez dos spots em gel,
e não permite o recon hecimento de proteína s com pesos molecular es muito
altos ou muito baixos (46). O grande desafio no estudo da proteômica em géis
está na obtenção de amostras reprodutíveis. As técnicas em ele troforese por
suas limita ções tem sido associadas ou substituídas por técnicas em larga
escala por espectrometria de massas (61), que aliadas ao desenvolvimento de
protocolos mai s apurados no preparo de amostras , tem permitido a
identificação e a quantificação de proteínas de menor abundância envolvidas
nas doenças (62).
6
1.2.2 Espectrometria de massas
O espectrômetro de massa s é u m instrumento analíti co capaz de
converter moléculas neutras em íons na forma gasosa e separá -las de acordo
com a sua razão massa/carga, utilizando para isso campos eletromagnéticos
(Figura 1) . Esse equipamento atua co mo uma balanç a de íons de altíssima
precisão e, em sua gran de maioria, é composto por uma fonte ionizante,
analisadora, e detectora . Como resultado é emitido um gráfico que representa
a intensidade do sinal dos íons, e a razão massa/carga (63).
FONTE: Optonom.com.tr
Figura 1 - Equipamento de espe ctrômetro de massas: composto por uma fonte
ionizante, analisadora, e detectora. O resultado é um gráfico que representa a
intensidade do sinal dos íons, e a razão massa/carga.
Recentemente foram desen volvidas técnicas capazes de ionizar
biomoléculas de alto peso molecular e proteínas. Estas técnicas também são
capazes de alterar o analito de sua fase sólida ou líquida para gasosa, estado
necessário para realização da an álise da espectromet ria de massa s sem
degradá-lo. Tais téc nicas foram denominad as matrix assisted laser desorption
ionization (MALDI) (64) e electron spray ionization (ESI).
Uma variante da técnica de ionização MALDI é a chamada Surface
Enhanced Laser Desoption Ionization – Time of Flight (SELDI-TOF MS), que dá
7
preferência ao es tudo de peptí deos hidrof óbicos de baix o peso molecular
(<10kDa) e permite a análise de amostras com menor quantidade, o que ocorre
comumente em coletas de amostras clínicas (42, 64).
Uma das forças que impu lsiona a proteômica nos dias atuais é o advento
de softwares em bioinformática, que permitem interpretar os dados resultantes
da análise por espectrometria de massas, identificando -se sequências de
peptídeos em bancos de dados de proteí nas. Dois tipos de r esultados são
avaliados, o primeiro us a a informação relati va à massa molecular dos
peptídeos oriundos da digestão enzimática ( Peptide Mass Fingerprint ),
enquanto o segundo faz uso de resultados obtidos pela fragmentação de
peptídeos individuais previamente detectados (65), (66).
1.2.3 Proteômica Shotgun/ Bottom-up
Proteômica "bottom-up" se refere a caracterização de pr oteínas pelo
resultado da fragmentação das mesmas em um conjunto de peptídeos. Quando
aplica-se essa análise a uma mistura complexa de proteínas de uma amostra
biológica, chamamos de proteômica shotgun, termo batizado por Yates pela
sua analogia com o seqüenciamento genômico shotgun (67).
A proteômica shotgun oferece uma análise indireta, através da
comparação dos peptíd eos de uma amostra bi ológica, derivados da
espectrometria de massas, com um espectro de padrão de peptídeos em um
banco de dados (in silico) (46).
As vantagens dessa técnica estão em permitir (46):
- maior precisão, sensibilidade e acurácia dentre as técnicas modernas de
espectrometria de massas;
- avaliação em maior escala, maior reprodutibilidade e menor temp o
comparado às técnicas clássicas em gel de eletroforese;
- maior capacidade de quantificação e detecção das modificações pós
translacionais e de isoformas das proteínas;
- maior capacidade de análise de amostras biológicas com quantidade reduzida
ou escassa.
8
Recentemente novas te cnologias em aparelhos hí bridos tem sido
desenvolvidos com diferentes fontes de fragmentação e ionização óptica ,
contribuindo para melhor acurácia da técnica para misturas complexas de
peptídeos. Pode-se citar os analisador es de massas de bai xa resolução: o
quadrupolo, o ion trap tridimensional ou lin ear; e analisadores de alta
resolução: o tempo de vô o, transformada de Fourier de Ressonância Cíclotron
de Í ons (FT -ICR) e Orbitrap. O Orbitrap tem se demonstrado vantajoso na
rapidez e sensibilida de particular mente par a amostras menor es (46, 68) .
Estudos publicados até hoje em proteômica e endometriose encontraram
limitações em seus resultados devido a baixa reprodutibilidade das técnicas
baseada em géis (46), e da baixa prec isão dos resultados derivados das
análises em espect rometria de massas (67), essas por sua vez restritas pela
quantidade escassa de material que é obtida em amostras biológicas, a
exemplo do endométrio.
A técnica shotgun de espect rometria de massas , aliada a tecnologia de
aparelhos híbridos e softwares de bioinfor mática, traz uma nova proposta de
análise com maior sensibilidade, maior reprodutibilidade, avaliação em larga
escala com precisão e rapidez, e maior potencial em encontrar biom arcadores
em seus resultados (69).
1.3 Proteômica e biomarcadores em endometriose
Os primeiros estudos em endometriose e proteômica tê m publicações
que datam de 2002 com um aumento exponencial nos últimos 10 anos . Os
espécimes biológicos que vem sendo estudados são: plasma (8%), soro (28%),
urina (8%), fluido endometrial (3%) e peritoneal (10%), endométrio eutópico
(30%), endométrio ectópico da lesão de endometriose (8%) e sangue
menstrual (5%) (62). Os estudos têm sido realizados em número p equeno de
pacientes, com resultados preliminares não validados para o uso na prática
clínica (70).
Liu et al. (2015 ) e Nisenblat et al. (20 16) publicaram revisões
sistemáticas s obre diversas categorias de estudos, incluindo proteômica, de
biomarcadores em urina e no soro de mulheres com endometriose (71), (72).
9
Devido à heterogeneidade e ao alto ris co de viés dos estudos in cluídos, a
utilidade clínica dos testes diagnósticos para endometriose permanece incerta.
Nenhum dos biomarcadores avaliados nestas revisões puderam ser avaliados
de forma significativa e houveram e vidências insuficien tes ou de bai xa
qualidade , .
May et al. (2011) e Gupta et al. (2016) publicaram revisões sistemáticas
sobre as alterações endometriais e possíveis biomarcadores nas diversas
categorias de estudos, e concluíram que os estudos em proteô mica do
endométrio i ncluiu um des enho exploratório com núm ero pequeno de
pacientres (56), (73). O endométrio de mulheres com endometriose apresenta
características intrínsecas moleculares (74) , que promovem a so brevivência e
adesão dos focos resultantes da mentruação retrógrada ao peritôneo.
Características moleculares específicas do endométrio de mulheres com
endometriose revelam resp onsividade ao estímu lo hormonal, estímulo a
neoangiogênese e capacidade de inva são , além de desbalanço n a expressão
gênica e da produção de proteínas (75) .
A relativa facilidade na obtenção de biópsias endometri ais na prática
clínica, e sua maior proximidade com o sítio da doença, faz do endométrio uma
potencial ferramenta diagnóstica. A identificação de diferenças na expressão
de proteínas entre mulheres com e sem a doença poderia ser utilizada como
um biomarcad or para a endometrio se . As lesõe s de endometriose profund a
intestinal (endomét rio ectópico) apresentam reação de fibrose e metaplasia
muscular ao redor de seu componente histológico estromal e m
aproximadamente 80% dos casos (76), torn ando a repres entatividade do
componente estromal e glandula r por vezes escasso nas amostras da lesão.
Conseqüentemente o e studo proteômico delas não seria comparável ao do
endométrio tópico (77).
As principais técni cas utilizada s em pesquisas sobre prot eômica e
endometriose têm sido a eletroforese bidimensional e a espectrometria de
massas. O principal desafio no estudo da proteômica é na obtenção de
amostras reprodutíveis. As técnicas de eletrofo rese devido às suas limitações
têm sido substituídas por t écnicas de espectrome tria de massas em larga
escala, que permitiram a identificação e quantificação de proteínas de menor
10
abundância envolvidas em doenças (46). A espectrometria de massas fo i
descrita com vantagens na velocidade, sensib ilidade e especificidade (67). A
proteômica bas eada em espectrometri a de massas tem sido proposta em
vários estudos na área de ginecologia em câncer de ovário, endométrio, colo
de útero e mama, doença trofoblástica gestacional, pré - eclâmpsia,
infertilidade e endometriose (70). Na última década , melhorias nas técnicas de
espectrometria de massas aumentaram a capacidade de análise direta de
amostras complexas, sem a necessidade de tratamento prévio de amostras
(78). A possibilidade do est udo direto das amost ras em espect rômetros de
massas tem oferecido maior precisão, sensibilidade e acurácia para os estudos
em proteômica e biomarcadores (66).
2. OBJETIVO
______________________________________________________________
12
2. OBJETIVO
O presente estudo tem como objetivo, analisar a expressão quantitativa de
proteínas do endométrio eutópico, comparando pacientes com en dometriose
profunda intestinal e g rupo controle, por técni ca shotgun de espectrometria de
massas.
3. MÉTODO
______________________________________________________________
14
3. PACIENTES E MÉTODO
3.1 Local de estudo e pacientes
O estudo foi realizado no Setor de Endometriose da D ivisão de Clínica
Ginecológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo (HC -FMUSP), onde foram recrutadas as
participantes para o grupo com diagnóstico de endo metriose, em co laboração
com as seguintes instituições:
Maternidade Escola Assis Chateaubriand da Universidade Federal do
Ceará (UFC): onde foram recrutadas as participantes para o grupo controle;
Laboratório de Proteômica do Departam ento de Zootecnia da
Universidade F ederal do Ceará (UFC ): onde foram realizadas o preparo
das amostras para análise em espectrometria de massas;
Laboratório de Bioquímica e Química de Proteínas - LBPQ da
Universidade de Brasília (UnB ): onde foram realizada s a análise do perfi l
de proteínas e dos resultados estatísticos.
Laboratório de Imunologia, Instituto do Coração (InCor), do Hospital
das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
(HC-FMUSP): onde foram realzadas análises funcionais dos resultados
obtidos com software de bioinformática.
As pacientes fo ram divididas em dois grupos principais: endometriose
intestinal do retossigmóide (pacientes com confirmação cirúrgica e histoló gica)
e controles saudáveis (pacientes sem endometriose).
As pacientes foram previamente informada s sobre o estudo , e o material
foi coletado após a assinatura do Termo de Co nsentimento Livre e Esclarecido
(Anexos B, C e D ). A coleta das amostras respeitou os princípios éticos,
práticos e de bio ssegurança estipulad os pelo Ministé rio da Saúde e pelas
15
Comissões de Ética em P esquisa com Se res Humanos da s instituições. O
estudo foi aprovado pelos Comitês de Ética das instituições sob os pareceres
de nº 1.015.450/15 e nº 2.257.051/ 17 (Anexos E e F).
3.1.1 Número de paciente estudados
Trata-se de a mostra consecutiva de total de 24 pacientes (grupo caso e
controle), que procederam a cirurgia laparoscópica para endometriose intestinal
no período de Abril de 2015 a Dezembro de 2016; e laqueadura tubária entre
Agosto de 2016 a Março de 2017.
O número total de pacie ntes foi determinado pelo número de
procedimentos cirúrgicos realizados durante o período de tempo estipulad o. A
amostra consecutiva foi validada pela escassez de estudos para c omparação,
impossibilitando outro tipo de análise para obtenção do tamanho da amostra.
3.1.2 Critérios de inclusão
Os critérios de inclusão para o grupo de pacientes com endometriose
foram:
- idade entre 18 e 45 anos;
- endometriose profunda intestinal do retossigmóide comprovada cirúrgica
e histologicamente;
- ciclos menstruais eumenorréicos com o intervalo entre os ciclos variando
de 26 a 34 dias (Bastos, 1994);
- não utilização de terapêutica hormonal nos três meses que antecederem
a cirurgia, incluind o análogos de GnRH, contraceptivos hormonais orais
ou injetáveis, combinados ou progestagênios.
Os critérios de inclusão para as pacientes do grupo controle foram os
mesmos considerados para as pacientes com endometriose, exceto para a
presença da doença. Selecionaram- se mulheres com desejo de esteriliz ação
cirúrgica defini tiva através de laqueadura tubária por videolaparoscopia e
previamente aprovadas para o procedimento, respeitando -se as normas que
16
constam da Lei N°9.263 de 12 de janeiro de 1996, que regula o § 7o do art.226
da Constitutição Federal.
3.1.3 Critérios de exclusão
Os critérios de exclusão para ambos os grupos de pacientes, com
endometriose e controle sem endometriose foram:
- presença de afecção clínica aguda ou crônica ou qualquer patologia,
associada ou não ao endométrio;
- presença de doenças imunológicas, endocrinológicas, ou câncer,
comprovadas por anamnese, exame físico e laboratorial quando
necessário.
No grupo controle sem endometriose, foram exclu ídas ainda pacientes
que apresentassem toda e qualquer ano rmalidade anatômica o u afecção
pélvica durante o procedimento de laqueadura tubárea.
3.1.4 Dinâmica do estudo
Todas as pacientes incluídas resp onderam a um questionário ( Anexo G),
que aval iou a presença dos s intomas típico s da doença (dismenorréia, dor
pélvica crônic a, dispareunia de profundidade, alteração intestinal cíclica,
alteração urinária cíclica e infertilidade), uso de medicações e comorbidades.
Foram realizados exames físico e de imagem (ultrassonografia transvaginal e
/ou ressonância magnética da pelve) de acordo com a indicação clínica.
As pacientes do grupo endometriose apresentavam queixas clínicas da
doença, e exames de imagem que indicavam a presença de endometriose
profunda intestinal do retossigmóide, infiltrando no mínimo a camada muscular
própria intestinal. Indicou -se a cirurgia para os casos de falha do tratamento
clínico.
As pacientes do grupo controle não apresentavam queixas clínicas,
excluiu-se qualquer anormalidade pélv ica após exames de imagem , e
17
apresentavam desejo de esteril ização cirúrgica definitiva por laqueadura
tubária.
Ambos os grupos tiveram coletadas amostras de endométrio tópico no
início das cirurgias,após o procedimento anestésico e sua datação comprovada
histologicamente para a fase do ciclo.
Os dados cirúrgicos foram levantados do prontuário eletrônico, bem como
o estádio da doença pela classificação da American Society for Reproductive
Medicine (ASRM, 1996 ) (Anexo A), r esultado do exame hi stopatológico da
lesão intestinal prof unda da endometriose, e confirmação da fase do ciclo
menstrual.
As amostras foram processadas no Laboratório de Proteômica do
Departamento de Zootecnia da Universidade Federal do Ceará (UFC) e a
análise do perf il de proteínas e dos res ultados estat ísticos no Laboratóri o de
Bioquímica e Química de Proteínas - LBPQ da Universidade de Brasília (UnB).
As análises funcionais dos resultados obtidos com software de bioinformática
foram realizadas no Laboratório de Imuno logia do Instituto do Cor ação (InCor)
do Hospital das Clíni cas da Faculdade de Medicina da Universidade de São
Paulo (HC-FMUSP).
3.2 Coleta de amostras
Foram coletadas biópsias de endométrio tópico de pacientes do grupo
com endometriose profunda intestinal do retossigmóide e do grup o controle no
início das cirurgias com auxílio de catéter de aspiração de 1,5mm de diâmetro
Pipelle de Cornier (CooperSurgical®) e imediatamente congelada s em
nitrogênio líquido, e armazenadas em freezer a -80oC.
3.3 Extração de proteínas
Todas a s amostras de tecido foram submetidas a pesagem, maceração
em nitrogênio líquido e solubilização em solução de tampão de bicarbonato de
trietilamônio 0,02M (TEAB) (Sigma -Aldrich, EUA) na proporção d e 100mg /
18
200ul, contendo inibidor de proteas e (Sigma-Aldrich, EUA) na proporçã o de 1:
1000; pH 8,5. As amostras foram centrifugadas a 9.000g por 15 min para obter
sobrenadante, e o pellet (debris) foi descartado. A quantificação protéica do
sobrenadante foi medida em triplicata através da técnica de Bradford (Bradford,
1976) em micr oplacas. Espécimes de 30ug de proteínas foram selecionados
em tubos de Eppendorf LoBind para digestão das proteínas.
3.4 Digestão de proteínas
As amostras secas em Spe ed Vac® foram ressuspensas em Solução de
TEAB 0,02M, Ureia 8M e DTT (Ditiotreit ol) 0,05M (pH 7,9) e incubadas por 25
minutos a 55°C e 400rpm. Sob abrigo de luz e após resfriamento, foi
adicionada solução de IAA 0,5M (Iodoacetamida) suficiente para atingir
concentração final d e 0,014M e incubou -se nov amente por 40 min a 21°C e
400rpm. Posteriormente foi adicionada Solução de DTT 0,5M para atingir a
concentração final de 0,005M.
As amostras foram diluídas na razão 1:5 com solução de TEAB 0,02M (pH
7,9), considerando a ad ição de solução de CaCl 2 (Cloreto de C álcio) 0,1M
suficiente para atingir a concentração final de 0,001M , e a adição de Tripsina
(Promega) na razão 1:50 (1parte de tripsina para 50 de proteína). Em seguida,
as amostras foram encubadas por 13h a 37°C e 300r pm, e após o perídodo de
digestão e re sfriamento, foi adici onada solução de TFA ( ácido trifluoroacético)
20% para atingir a concentração final de 1%.
3.5 Dessalinização peptídica
Em ponteiras P200, foram contruídas colunas “ home made ” de fase
reversa utilizando discos EmporeTM SPE C18 (Sigma-Aldrich, EUA).
Para o preparo da coluna, foram realizadas sequências de centrifugação a
1.000g por 3 minutos com Metanol 100%, seguido de Solução de Acetonitrila
80% e Ácido Acético 0,5%, e por fim Solução de Ácido Acético 0,5%.
19
Finalmente, as amostras foram adicionadas à coluna, centrifugadas a
900g durante 4 min e dessalinizadas duas vezes com Solução de Ácido acético
0,5% a 1.000g por 3 minuto.
A eluição dos peptí deos foi realizada e m gradiente de Acetonitri la (25%,
50%, 80% e 100%), mantend o a concentração de Ácido Acético a 0,5% nas
soluções, com centrifugações lentas de 600g durante 3 min e eppendorfs de
coleta do tipo LoBind.
A quantificação peptídica p ré-análise por espec trometria de massas foi
realizada através da plataforma QubitTM (Thermo Fisher, EUA) (Figura 2).
Fonte: Myung L, 2017.
Figura 2- Plataforma QubitTM (Thermo Fisher, EUA) para quantificação peptídica.
20
3.6 Espectrometria de massas
As amostras foram analisadas seguindo uma abordagem espectrométrica
de massa label-free de DDA (aquisição dependente de dados) utilizando o
instrumento Orbitrap Elite (Thermo Fisher, EUA) (Figura 3).
FONTE: Thermofischer.com 2019
Figura 3- Espectrômetro de massas hí brido Thermo Scientific O rbitrap Elite ®,
combina o espectrô metro de massas ion trap de dupla pressão com analisador de
massa Orbitrap TM de alto campo. O sistema oferece resolução de alta sensibilidade,
e velocidade de varredura (Thermo Scientific).
21
Foram injetados 3µg da mistura de peptídeos numa coluna com 2cm x
100µm contendo partículas C18, 5µm. Os peptídeos foram eluídos desta
coluna para outra (32cm x 75µm) contendo partículas C18, 3µm e finalmente
eluídas para a fonte de ionizaçã o do espectrômetro d e massa. O gradiente de
eluição foi co mposto de ácido fórmi co a 0,1% e acetonitrila 2 a 35% durante
155 minutos. As frações eluídas gerar am espectros de MS1 a uma resolução
de 120000 entre 300 -1650 m/z. Os doze íons mais abundantes de M S1 com
cargas maiore s do que dois foram automaticamente se lecionados para uma
segunda fragmentação (MS2) por dissociação de colisão de energia mais alta
(HCD) com um controle de ganho automático (AGC) de 1 x 10 6 e exclusão
dinâmica de 10ppm para 90 segundo s. A janela de isola mento HCD
(dissociação co lisional de e nergia) foi definida para 2,0 m/z, com 5x10 4 AGC
(ganho de controle automático), energia de colisão normalizada de 35% e limiar
para detecção de 3000.
3.7 Delineamento experimental e análise dos dados
Os espectros de MS1 foram alinhados de acordo com a área de
intensidade integrada dos picos gerados pelo respectivo íon, utilizando o
software Progenesis QI (Nonlinear Dynamics, Newcastle upon Tyne, UK). A
identificação de proteínas foi realizada utilizando o software PEAKS (versão
7.0; Bioinfo rmatics Solutions, Wa terloo, Ontário, Canadá), que deduz
sequências de fragmentação de informação e pesquisa as bases de dados
National Center for Biotechnology Information (NCBI) e UniProt. A infor mação
de identificaç ão da proteína foi reinse rida no progr ama Progenesis QI e
combinada com dados previamente gerados quantitativamente. A normalização
pela mediana foi conduzida, seguida da análise de variância (anova) e teste t
simples para avaliar a sig nificância estatística em ρ <0,05. Para selecionar os
eventos mais marcantes, a Análise de Componentes Principais (PCA) foi
realizada com o agrupamento pelos valores de k-means (Queiróz et al. 2014).
22
Amostras do endométrio de indivíduos do grupo controle e pacientes com
endometriose foram dividid as em cinco grupos de comparação experimental ,
usando a análise do software Progenesis QI d e acordo com o está dio da
endometriose e a fase do ciclo menstrual:
1) Controle versus endometriose: análise quantitativa de proteínas entre
os dois grupos na comparação geral, não distinguindo entre fase menstrual ou
estádio da doença;
2) Controle na fase proliferativa versus endometriose está dio II na fase
proliferativa;
3) Controle na fase proliferativa versus endometriose estádio IV na fase
proliferativa;
4) Controle na fase secretora versus endometriose está dio II na fase
secretora;
5) Controle na fase secretora versus endometriose est ádio IV na fase
secretora.
Os peptídeos foram considerados significativamente alterados en tre os
dois grupos de amostras para valores de p<0,05 e fold-change ≥1,5.
A análise estatística dos dados clínicos das pacientes de ambos os
grupos foram conduzidos por Teste Exato de Fisher, Teste qui-quadrado de
Pearson e Teste-t.
O programa STRAP (Software Tool for Rapid Annotation of Proteins,
Boston, MA) foi usado para analisar a distribuição de componentes celulares
entre as proteínas de acordo com os termos de ontologia fornecidos pelo GOA
(“Gene Onthology Annotation”), e pareou o resultado das análises com uma
lista de proteínas presentes na base de dados UniProt (Apweiler et al., 2004).
O software Ingenuity Pathway Analysis System (IPA; Ingenuity Systems,
Redwood City, CA, USA ) foi utilizado para análise das proteínas
diferencialmente expressas entre os cinco grupos experimentais, das redes de
interação p rotéica e sua inte rpretação molecular, biológica e funcional. Os
23
valores de p foram calculados usando o teste exato de Fisher , considerados
significativos para p <0,05.
4. RESULTADOS
______________________________________________________________
25
4. RESULTADOS
4.1 Avaliação clínica
Foram incluídas um total de 24 pacientes no estudo. Para o grupo com
endometriose intestinal foram analisadas amostras de endométrio de 14
pacientes. F oram realizadas 43 cirurgias para endome triose intestinal no
período estipulado para as coletas , das quais foram excluídas um total de 27
pacientes não elegíveis aos critérios desse estudo , e outras 2 por
apresentarem quantificação peptídica insuficiente (<3µg da mistura de
peptídeos) para o protocolo de espectrometria de massas (Figura 4).
Para o grupo controle, foram incluídas amostras de endométrio de 14
pacientes, das quais foram excluídas 4 pacientes por quantificação peptítica
mínima insuficiente (<3µg da mistura de peptídeos) para análise shotgun,
resultando em um total de 10 amostras (Figura 4).
Dados clínicos, de fase do ciclo menstrual e está dio de doença (ASRM,
1996) para ambos os grupos estão representados na Tabela 1. Não houveram
diferenças significativas na idade, í ndice de massa corporal e fase do ciclo
menstrual entre os indivíduos. Cinqüenta por cento d as pacientes com
endometriose intestinal profunda foram classificadas no está dio II , e 50% no
estádio IV da doença. Os sintomas relacionados à endometriose (dismeno rréia
severa 0,0% vs 85,7%, dispareunia de profundidade 0,0% vs 57,1%, sintomas
cíclicos intestinais 0,0% vs 50% e infertilidade 0,0% vs 85,7%) diferiram
significativamente entre os grupos controle e endometriose (p <0,05) (Tabela
1).
26
Figura 4- Fluxograma de pacientes do estudo
27
Tabela 1 - Dados clínicos, fase do ciclo menstrual e estádio de doença
das pacientes incluídas no estudo nos grupos controle e endometriose
VARIÁVEL
GRUPO, n (%)
Total P Controle
(n=10)
Endometriose
(n=14)
Idade (anos) ± desvio padrão 33,1 ± 3,6 37,0 ± 5,9 24 0,081
IMC (Kg/m2) ± desvio padrão 25 ± 4,3 24,4 ± 3,6 24 0,731
Infertilidade
Sim 0 (0,0) 7 (87,5) 7 7)
Sim 0 (0,0) 12 (85,7) 12 <0,0013
Não 10 (100,0) 2 (14,3) 12
Dispareunia de profundidade
Sim 0 (0,0) 8 (57,1) 8 0,0062
Não 10 (100,0) 6 (42,9) 16
Dor pélvica acíclica
Sim 0 (0,0) 5 (35,7) 5 0,0532
Não 10 (100,0) 9 (64,3) 19
Sintomas intestinais cíclicos
Sim 0 (0,0) 7 (50,0) 7 0,0192
Não 10 (100,0) 7 (50,0) 17
Sintomas urinários cíclicos
Sim 0 (0,0) 3 (21,4) 3 0,2392
Não 10 (100,0) 11 (78,6) 21
Fase do ciclo menstrual
Proliferativa 5 (50,0) 8 (57,1) 13 0,9992
Secretora 5 (50,0) 6 (42,9) 14
Estádio da Endometriose
(ASRM)
I 0 0 0
II 0 7 7
III 0 0 0
IV 0 7 7
Dados expressos como média ± desvio padrão.
1Teste-t Student.
2Teste exato de Fisher.
3Teste qui-quadrado de Pearson (p<0,05).
28
Continua
4.2 Análise de proteínas
4.2.1 Identificação de proteín as diferencialmente expressas no
endométrio
A análise proteômica do tecido endometrial realizada com o software
Progenesis® (Nonlinear Dynamics, Newcastle upon Tyne, Reino Unido)
resultou em um perfil de 595 prot eínas dife rencialmente expressas entre os
grupos controle e endometriose, nas diferentes fases da doença, e do ciclo
menstrual (fold-change> 1,5, análise de variância p <0,05) (Anexos H, I, J, K,
L - Tabelas S1 a S5).
4.2.2 Análise biológica e funcional das proteínas por softwares de
bioinformática
As tabela 2 apresenta as principais moléculas diferenciais resultantes da
comparação quantitativa de proteínas entre grupos , e os principais processos
associados às mesmas, de acordo com o software IPA.
Tabela 2 - Principais proteínas com expressão aumentada no grupo
endometriose
Proteínas
com
expressão
aumentada
Razão de
expressão
(fold-
change)
Categorias de doenças e de função molecular
SETSIP 3,4
angiogênese, diferenciação de células-tronco
pluripotentes induzidas por proteínas (PIPS) em células
endoteliais, indução da transcrição da expressão da
endotelial-caderina vascular (ve-caderina)
SRRM2 3,3 câncer, splicing de RNAm, endocitose
CAPS 3,0
ligação ao íon cálcio, perda recorrente da gravidez,
metástase do câncer de pulmão, câncer de esôfago,
câncer colorretal, carcinoma endometrial
H2AFV 2,9 câncer de mama, câncer de bexiga
SAFB 2,5 morfologia celular, montagem e organização celular,
desordens do tecido conjuntivo
29
Continua
Conclusão da Tabela 2 - Principais proteínas com expressão aumentada
no grupo endometriose
Proteínas
com
expressão
aumentada
Razão de
expressão
(fold-
change)
Categorias de doenças e de função molecular
CTTN 2,1
sinalização de integrinas, sinalização de endocitose
mediada por clatrina, síntese de espécies reativas de
oxigênio, carcinoma de células escamosas, tumor
gastrointestinal, transporte de moléculas, tumor
geniturinário, tumor malar, migração de células, tumor de
cabeça e pescoço
DYNLL2 2,2 autofagia, homeostase celular, câncer,
HBB 2,0
câncer, processamento de mRNA, endocitose,
degranulação de fagócitos, metabolismo de espécies
reativas de oxigênio, carcinoma geniturinário, câncer
colorretal, transporte de moléculas, carcinoma do trato
genital feminino
CHMP2A 2,0 infecção viral, organização da organela, polimerização
de proteína, homeotase celular, procecssos mitóticos
RBMX 1,9 splicing de mRNA, síndrome auto-imune sistêmica,
polimerização de proteína
FONTE: Software Ingenuity Pathway Analysis System (IPA; Ingenuity Systems,
Redwood City, CA, USA)
A tabela 3 se refere às proteínas diferencialmente expressas de acordo
com a fase do ciclo menstrual e estádio da doença.
Tabela 3 - Principais proteínas com expressão reduzida no grupo
endometriose
Proteínas
com
expressão
reduzida
Razão de
expressão
(fold-
change)
Categorias de doenças e de função molecular
BPIFB1 -39,1 resposta antimicrobiana
FAM184A -29,9 proteína extracelular, função desconhecida
SLPI -16,8
sinalização de receptores de glicocorticóides, câncer,
degranulação de fagócitos, inflamação do trato
gastrointestinal
30
Continua
Continuação da Tabela 3 - Principais proteínas com expressão reduzida
no grupo endometriose
Proteínas
com
expressão
reduzida
Razão de
expressão
(fold-
change)
Categorias de doenças e de função molecular
PIGR -14,0
inflamação de órgão, degranulação de neutrófilos,
migração de leucócitos, glomerulonefrite auto-imune,
crescimento anormal no endométrio, distúrbio
inflamatório crônico, englobamento de células, migração
de células, adesão de células epiteliais
JCHAIN -9,5
câncer, endocitose, inflamação do trato gastrointestinal,
câncer colorretal, tumor geniturinário, migração de
leucócitos, resposta antibacteriana, polimerização de
proteínas, migração de células
HLA-A -5,9
via de sinalização de neuroinflamação, papel de NFAT
na regulação da resposta imune, via de ativação th1 e
th2, via de sinalização de exaustão de células t,
sinalização de pkcθ em linfócitos t, sinalização cd28 em
células t auxiliares, sinalização cdc42, sinalização icos-
icosl em células auxiliares t , crosstalk entre células
dendríticas e células natural killer, diferenciação celular
t-helper, via de apresentação de antígenos, maturação
de fagossomas, comunicação entre células imunes
inatas e adaptativas, desenvolvimento de células b,
câncer, câncer colorretal, câncer genitorunar, doenças
autoimunes sistêmicas, lúpus eritematoso sitêmico,
doenças reumáticas
LTF -5,3
produção de espécies reativas de oxigênio, câncer
gastrointestinal, doença crónica, câncer, lúpus
eritematoso, inflamação do trato gastrointestinal, câncer
colorretal, tumor geniturinário, tumor malar, distúrbio
inflamatório crônico, crescimento de bactérias, resposta
antibacteriana, atraso no início da apoptose do sangue
periférico neutrófilos, doença reumática
SF3A3 -3,9 splicing de RNAm
RUFY2 -3,8
câncer, endocitose, carcinoma geniturinário,
englobamento de células,
31
Conclusão da Tabela 3 - Principais proteínas com expressão reduzida no
grupo endometriose
Proteínas
com
expressão
reduzida
Razão de
expressão
(fold-
change)
Categorias de doenças e de função molecular
IGHG1 -3,7
maturação de células dendríticas, via de sinalização da
IL-7, comunicação entre células imunes inatas e
adaptativas, sinalização autoimune da doença da
tireoide, inflamação do trato gastrointestinal, inflamação
do órgão, ativação do complemento, desordem
inflamatória crônica, síndrome autoimune sistêmica,
migração de células, doença reumática, invasão de
linhagens de células endoteliais, migração de células
mesenquimais
FONTE: Software Ingenuity Pathway Analysis System (IPA; Ingenuity Systems,
Redwood City, CA, USA)
Nas tabelas 4 e 5, as proteínas com diferenciais em sua expressão no
grupo endometriose foram distribuídas de acordo com a fase do ciclo menstrual
e estádio da doença.
32
Tabela 4 - Principais proteínas diferencialmente expressas no grupo
endometriose (estádio II), de acordo com fase do ciclo menstrual
Fase
menstrual
Expressão
aumentada
Razão de
expressão
(fold-
change)
Expressão
reduzida
Razão de
expressão
(fold-
change)
Proliferativa
EEF2 140,3 MUC5AC -72,4
S100P 33,1 FCGBP -42,7
PYGL 7,4 LTF -32,8
HSPA5 6,6 CPM -15,1
GDA 6,3 RPL13 -8,8
KRT8 5,8 SERPINA1 -7,7
VPS29 3,8 SERPINA3 -5,0
HADHA 3,4 ALB -3,0
LTA4H 3,4 CLEC3B -1,6
MGA 3,4 SERPING1 -2,6
Secretora
FLNA 207,2 APOA2 -34,9
EEF1G 129,0 PSMA2 -18,9
RPLP2 125,7 LCP1 -9,4
YBX1 68,4 SAMHD1 -8,9
OGN 43,1 FGA -8,8
RPS3 38,2 CA1 -8,3
NUCKS1 34,2 HPX -7,5
KRT19 33,6 GLRX -4,9
HMGB2 33,2 APOA1 -3,9
USO1 32,2 CAT -3,9
FONTE: Software Ingenuity Pathway Analysis System (IPA; Ingenuity Systems,
Redwood City, CA, USA)
33
Tabela 5 - Principais proteínas diferencialmente expressas no grupo
endometriose (estádio IV), de acordo com fase do ciclo menstrual
Fase
menstrual
Expressão
aumentada
Razão de
expressão
(fold-
change)
Expressão
reduzida
Razão de
expressão
(fold-
change)
Proliferativa
CHMP4B 145,2 PAEP -18,2
DES 72,0 ALB -6,1
MATR3 59,0 APOA4 -2,6
ECH1 58,5 C3 -1,4
EIF3I 53,2
CDH13 49,0
LIMS1 48,2
POTEG 42,3
UBE2F 38,0
CD99 30,2
Secretora
HSPA4 81,6 C3 -131,4
HSP90AB1 61,3 VCP -99,2
SRP14 51,0 DNAJC3 -87,7
TUBB 40,4 PIGR -36,6
SPTB 35,0 CP -15,4
MYL6 34,7 BPGM -6,5
GAPDH 33,3 IGHA2 -4,6
NPM1 28,7 TF -4,2
KRT1 25,2 IGHG1 -4,1
KRT9 10,2 ATP5F1B -2,6
FONTE: Software Ingenuity Pathway Analysis System (IPA; Ingenuity Systems,
Redwood City, CA, USA)
34
O programa STRAP foi utilizado para analisar a distribuição das proteínas
nos diferentes componentes celulares. As proteínas diferencialmente
expressas entre os grupos apresentaram localização preferencial no citoplasma
e no núcleo para proteínas com expressão reduzida na endometriose. Para as
proteínas com expressão aumentada, estas estavam localizadas em sítios
extracelulares de acordo com a análise do software (Gráfico 1).
Gráfico 1 - Comparação entre grupos de proteínas diferencialmente expressas em
endométrio de pacientes com endometriose (categoria por localização celular).
Os resultados foram posteriormente subm etidos à análise com software de
bioinformática Ingenuity Pathway Analysis System (IPA; Ingenuity Systems, Redwood
City, CA, EUA). A análise das vias canônicas das proteínas entre os grupos
endometriose (n = 14) e controle (n = 10) foram realizadas. As via s canônicas mais
importantes do ponto de vista funcional foram relacionadas à sinalização de resposta
de fase aguda, à via de sinalização da homeostase de ferro, sinalização de endocitose
mediada por clatrina, ativação LXR (receptor X hepático) / XR (receptor X) e ativação
de FXR (receptor X farsenóide) / RXR (receptor X retinóide) (Gráfico 2).
35
Gráfico 2 - As vias canônicas mais significativas nas pacientes com endometriose, de
acordo com a análise do software Ingenuity Pathway Analysis (IPA). O gráfico de
barras exibe a porcentagem de proteínas identificadas em cada via funcional. O valor
de p foi calculado usando o teste exato de Fisher (p <0,05).
36
As principais doenças e distúrbios assoc iados às proteínas diferenciais entre os
grupos foram relacionadas ao câncer (39 moléculas, faixa de valor de p 4,14E -02 –
3,91E-08); lesão orgânica e anormalidades (4 6 moléculas, faixa de valor de p 4,45E-
02 - 3,91E-08); e doenças gastrointestinais (25 moléculas, faixa de valor p 4,45E-02 -
3,32E-06). As principais prot eínas tiveram associação funcional com mecanismos de
manutenção celular (22 moléculas, faixa de valor -P 4.45E-02-3.78E-06), montagem e
organização celular (15 moléculas, faixa de valor -P 4.4 5E- 02-7.79E-06), e sistema
imunológico (8 moléculas, intervalo de valores de p 4,06E-02 - 4,46E-04).
A análise de interação molecular foi realizada com o software IPA. As redes
relacionadas às diferentes fases do ciclo menstrual e está dios de endometriose estão
representadas no Anexo M (Tabela S6).
A Figura 5a representa as p rincipais interações de proteínas diferencialmente
expressas no grupo endometriose em comparação ao grupo controle. As figuras 5b e
5c representam a interação de proteínas diferencialm ente expressas na forma grave
da endometriose (está dio IV), nas fa ses me nstruais proliferativa e secretora
respectivamente.
37
CP*
CLU
ALB
AGT
VEGFA
SRSF1
LMNA
BIRC5
CCND1
NUMA1
PCBP1
STIP1
CTSD
RHOA
HSP90B1 FSCN1
C3
IQGAP1 ACTR3
ACTR2
LIMS1COL3A1ERK1/2
PPP2CA
CrebLDL
AktXRCC5
Hsp90
HSP90AA1
VCP
NME1
CTSB
LAMP1 RPL15
NPM1
DNA-PK
PI3K
(complex)
NFkB
(complex) Vegf HMGB1
HSPD1
DESTCR
RPS6 26s
Proteasome
ELANE
JAK1
MYH14
FBLN1*
HSPA8*
HSPA90AB1 CASP10
c
a b
HADH
TCR
ENO1
HSF1
ATP5F1B
MYL6
HSPA8
CFLAR
HSPD1
PDIA6
TURB
ACTB
HBA1/HBA2
CDH1 SERPINA1
LDL
HSPA5
APP
APOH
C3AR1
PARP1C3
CD46
ERK12
IL7
IL17A TLR3
TLR4
IL1B
IL13
IL10IFNG
ITGB2
HSF1
DDAH1
GFBP2
IL7R
TLR3IGF2R
LTF*
ITGB2
ITGAM OSCAR
TNF
TGFB1
CYBAAPOH
HNF1A
AHSG*
SLPI*
miR-146a-5p
(and other miRAs
w/seed GAGAACU)
F3
Complex/Group
Cytokine
Enzyme
G-protein coupled receptor
Growth factor
Ion channel
Kinase
Ligand-dependent nuclear receptor
Other
Peptidase
Phosphatase
Transcription regulator
Transmembrane Receptor
Transporter
Figura 5a - Análise das p rincipais interações de proteínas
diferencialmente express as no grupo endometriose em
comparação ao grupo controle pelo software IPA (IPA;
Ingenuity Systems, Redwood City, CA, EUA ). As proteín as
da rede são mostradas na graduação das cores vermelha e
verde, com base na sua mudança na expressão. A cor
vermelha rep resenta moléculas com expressão aumen tada,
e a cor verde corresponde à expressão reduzida na
endometriose. As formas brancas represent am moléculas
não identificadas na análise, mas que estão associad as à
regulação de algumas das proteínas identificadas. Um a linha
denota ligação entre proteína s. Uma linha pontilhada mostra
uma interação indireta.
38
CP*
CLU
ALB
AGT
VEGFA
SRSF1
LMNA
BIRC5
CCND1
NUMA1
PCBP1
STIP1
CTSD
RHOA
HSP90B1 FSCN1
C3
IQGAP1 ACTR3
ACTR2
LIMS1COL3A1ERK1/2
PPP2CA
CrebLDL
AktXRCC5
Hsp90
HSP90AA1
VCP
NME1
CTSB
LAMP1 RPL15
NPM1
DNA-PK
PI3K
(complex)
NFkB
(complex) Vegf HMGB1
HSPD1
DESTCR
RPS6 26s
Proteasome
ELANE
JAK1
MYH14
FBLN1*
HSPA8*
HSPA90AB1 CASP10
c
a b
HADH
TCR
ENO1
HSF1
ATP5F1B
MYL6
HSPA8
CFLAR
HSPD1
PDIA6
TURB
ACTB
HBA1/HBA2
CDH1 SERPINA1
LDL
HSPA5
APP
APOH
C3AR1
PARP1C3
CD46
ERK12
IL7
IL17A TLR3
TLR4
IL1B
IL13
IL10IFNG
ITGB2
HSF1
DDAH1
GFBP2
IL7R
TLR3IGF2R
LTF*
ITGB2
ITGAM OSCAR
TNF
TGFB1
CYBAAPOH
HNF1A
AHSG*
SLPI*
miR-146a-5p
(and other miRAs
w/seed GAGAACU)
F3
Complex/Group
Cytokine
Enzyme
G-protein coupled receptor
Growth factor
Ion channel
Kinase
Ligand-dependent nuclear receptor
Other
Peptidase
Phosphatase
Transcription regulator
Transmembrane Receptor
Transporter
Figuras 5b - Análise das principais interações de proteínas
diferencialmente expressas na forma grave da
endometriose (estádio IV), e na fase menstrual
proliferativa, pelo software IPA (IPA; Ingenuity Systems,
Redwood City, CA, EUA ). As proteínas da rede são
mostradas na graduação das cores verm elha e verde, com
base na sua mudança na expressão. A cor vermelh a
representa moléculas com expressão aumentada, e a cor
verde corresponde à expressão reduzida na endometriose.
As formas brancas representam moléculas não
identificadas na análise, mas que e stão associadas à
regulação de algumas das proteínas identificada s. Uma
linha denota ligação entre proteínas. Uma linha po ntilhada
mostra uma interação indireta.
39
CP*
CLU
ALB
AGT
VEGFA
SRSF1
LMNA
BIRC5
CCND1
NUMA1
PCBP1
STIP1
CTSD
RHOA
HSP90B1 FSCN1
C3
IQGAP1 ACTR3
ACTR2
LIMS1COL3A1ERK1/2
PPP2CA
CrebLDL
AktXRCC5
Hsp90
HSP90AA1
VCP
NME1
CTSB
LAMP1 RPL15
NPM1
DNA-PK
PI3K
(complex)
NFkB
(complex) Vegf HMGB1
HSPD1
DESTCR
RPS6 26s
Proteasome
ELANE
JAK1
MYH14
FBLN1*
HSPA8*
HSPA90AB1 CASP10
c
a b
HADH
TCR
ENO1
HSF1
ATP5F1B
MYL6
HSPA8
CFLAR
HSPD1
PDIA6
TURB
ACTB
HBA1/HBA2
CDH1 SERPINA1
LDL
HSPA5
APP
APOH
C3AR1
PARP1C3
CD46
ERK12
IL7
IL17A TLR3
TLR4
IL1B
IL13
IL10IFNG
ITGB2
HSF1
DDAH1
GFBP2
IL7R
TLR3IGF2R
LTF*
ITGB2
ITGAM OSCAR
TNF
TGFB1
CYBAAPOH
HNF1A
AHSG*
SLPI*
miR-146a-5p
(and other miRAs
w/seed GAGAACU)
F3
Complex/Group
Cytokine
Enzyme
G-protein coupled receptor
Growth factor
Ion channel
Kinase
Ligand-dependent nuclear receptor
Other
Peptidase
Phosphatase
Transcription regulator
Transmembrane Receptor
Transporter
Figura 5c - Análise das p rincipais interações de proteínas
diferencialmente expressas na f orma grave da
endometriose (estádio IV), e na fase menstrual secr etora,
pelo software IPA (IPA; Ingenuity Systems, Redwood City,
CA, EUA ). As proteínas da rede são mostradas na
graduação das cores vermelha e verde, com base na sua
mudança na expressão. A c or vermelha representa
moléculas com expressão aumentada, e a cor verde
corresponde à expressão reduzida na endometriose. As
formas brancas representam molécul as não identificadas
na análise, mas que estão associadas à regulação de
algumas das proteínas id entificadas. Uma linha denota
ligação entre proteínas. Uma linha pontilhada mostra uma
interação indireta.
40
A análise dos principais genes reguladores das proteínas diferencialmente
expressas na endometriose, para as diferentes fases do ciclo menstrual e
estádios, estão especificadas nos Anexos N, O, P, Q (Tabela S7 a S10)
41
5. DISCUSSÃO
______________________________________________________________
42
5. Discussão
As an álises pro teômicas do endométrio tópico tem sido descritas
recentemente em estudos sobre endometriose. Esses estudos têm demostrado
que a expressão protéica do endométrio tópico está modificada em pacientes
com endometriose (56), (73). A maio ria desses estudos têm utilizado técnicas
de eletroforese e mais recentemente , métodos de espectrometria de massas
com identificação direcionada das proteínas (análises targeted) (62), (75) . Este
estudo piloto foi o primeiro a avaliar diferenças quantitativas na expressão
protéica do endométrio tópico de pacientes com endometriose profunda
intestinal, por m eio de téc nica proteômica shotgun de espectrometria de
massas.
As pr incipais descobertas do nosso estudo foram de que as proteínas
expressas no endométrio tópico de pacientes com endometriose profunda
intestinal mostraram um painel molecular relacionado ao câncer, a maioria das
quais ainda não haviam sido previamente relac ionados à endometriose.
Observou-se que a expressão protéica entre as fases do ciclo menstrual e
estádios da doença apresentou diferenças, mas todas as moléculas foram
comuns em apresentar um painel de proteínas relacionadas ao câncer.
Ao estudarmos as pr oteínas com expressão aumentadas na fase
proliferativa de pacientes com endometriose no estádio II, observamos que o
EEF2 (Eukaryotic Translation Elongation Factor 2) apresentou fold-change de
expressão de 140,3. Esta proteína participa da regulação da sín tese de
proteínas e tem sido descrita na progressão de vários tipos de cânceres (79),
(80). A EEF2 promove a proliferação de células tumorais, maior predisposição
à invasão, metástases e pior prognóstico no câncer de ovário (81) e no câncer
hepatocelular (82). Na mesma fase do ciclo e estadiamento, observamos que a
S100P apresentou fold-change de expressão de 33,1. S100P é uma proteína
de ligação ao cálcio com funções intracelulares e extracelulares. Tem sido
descrita em muitos cânceres e está associada a metástase e a mal prognóstico
(83). Hapangama et al. observou que a expressão de S100P poder ia induzir a
metástase e aumentar a invasividade da celula endometrial, o que poderia
43
explicar sua maior expressão em pacientes com endometriose (84). Além d o
S100P, a HSPA5, KRT8 e MGA foram encontrados com expressão aumentada
nas pacientes com endometriose com fold-change de expressão de 6,6, 5,8,
3,4 respectivamente. Estas têm sido descritas associadas a vários tipos de
cânceres (85), (86), como os de mama, ovário, gástrico , colorretal, fígado e
pulmão (87), (88). Estes achados podem estar relacionados com estud os
anteriores em que a endometriose têm sido associada a um risco au mentado
para câncer de ovário de células claras , e epitelial endometrióide (89). Estudos
também tem descrito uma maior correlação entre endometrios e e câncer de
mama (90).
Considerando as proteínas com expressão aumentadas na fase secretora
de pacientes com endometriose no estádio II, observamos que a FLNA
(Filamina A) apresentou fold-change de expressão de 207,2. Esta proteína está
envolvida em funções de migraç ão celular e adesão, e tem sido descrita como
uma proteína promotora do câncer de mama, câncer melanoma e câncer de
pulmão (91). Esses achados podem corroborar com estudos que têm
correlacionado um maior risco de pacientes com endometriose em desen volver
melanoma cutâneo (92). FLNA também tem sido encontrada com expressão
aumentada em pacientes com câncer do colo do út ero, e ass ociada a
metástase e menor sobrevida (93). Para o mesmo grupo de pacientes, a
EEF1G (Elongation factor) apresentou fold-change de expressão de 129,0.
EEF1G foi descrita como um preditor de mal prognóstico em câncer de mama e
pulmão (94). Adicionalmente à EE1FG, a RPLP2 (proteína r ibossomal, fold-
change de expressão de 129,0 ) tem sido correlacionad a com a presença de
metástases em cânceres do tipo seroso de ovário, maior invasão miometrial em
carcinomas de endométrio, e a maior incidência em carcinomas de mama (95).
A YBX1 (nuclease -sensitive element -binding protein 1 , fold-change de
expressão de 68,4 ) está relacionada a maior resistência a fármacos no
tratamento de tumores e metastases (96). Os níveis séricos de YBX1 já foram
descritos com expressão aumentada em pacien tes com en dometriose
comparado a pacientes controle (97). OGN, RPS3, NUCKS1, KRT19, HMGB2
e USO1 (fold-change de expressão de 43,1, 38,2, 34,2, 33,6 e 32,2
respectivamente) têm sido rel acionados a vários tipos de câncer (98), (88),
44
(99). RPS3 e KRT19 foram descritos em processos de fibrogênese , e HMGB2
em angiogênese (100), (101). A expressão aumentada dessas moléculas em
pacientes com endometriose pode estar relacionada a atividade aumentada de
fibrose, e neoangiogênese já descritas na doença (102), (103).
Dentre as proteínas com expressão reduzida na fase proliferativa de
pacientes com endometriose no estádio II, observamos que a MUC5AC (Mucin-
5AC, fold-change de expressão de -72,4) foi descrita por ter uma expressão
aumentada em adenocarcinoma de cólon, câncer de pâncreas,
colangiocarcinoma e câncer de ovário (104), (105). FCGBP (IgGFc - binding
protein, fold-change de expressão de -42.7), também foi descrita com
expressão reduzida no câncer de cólon (106). LTF (lactotransferrina, fold-
change de expressão de -32.8), foi de scrita associada a cânceres (107),
doença d e Cro hn (108) e expressão reduzida em câncer gástrico (109). LTF
também foi detectada em baixas c oncentrações nos está dios iniciais da
endometriose, em comparação com os está dios mais avançados da doença no
estudo de Polak et al. (110). SERPINA3 (Alpha-1-antichymotrypsin, fold change
de expressão de -5,0), foi descrita em estudo anterior , como uma proteína que
possui expressão aumentada no endométrio em resposta a ação da
gonadrotofina coriônica humana em condições normais. Esta se encontrou com
expressão reduzida em modelos animais com endometriose, o que pode ria
explicar em parte a falha na implantação embrionária das pacientes com
endometriose (111).
A APOA2 (apolipoproteína A-II, fold-change de expressão de -34,9), com
expressão reduzida na fas e sec retora do ciclo menstrual e no estádio II da
endometriose, mostrou-se com expressão reduzida também em pacientes com
câncer de mama (112), e aumentada em câncer de pâncreas (113) . A FGA
(Fibrinogen Alpha Chain , fold-change de expressão de -8,8) tem atividade
envolvida na apo ptose de células de linhagem tumoral e na adesão de
neutrófilos (114), (115), (116) . Sua expressão reduzida encontrada em
pacientes com endometriose no presente estu do po deria estar relacionada a
menor atividade de apoptose , e menor resposta imunológica relacionada à
doença. Este mecanismo já havia sido descrito no processo de falha de
45
reconhecimento do tecido e ndometrial ectópico na cavidade peritonial, levando
ao au mento da tolerância imunológica e persistência dos implantes de
endometriose (56). Zhao et al. publicou um estudo em que identificou o FGA
como um dos potenci ais marcadores em soro de pacientes com endometriose
(117)
Considerando as proteínas com expressão aumentada na fase
proliferativa de pacientes com endometriose no estádio IV, observamos que a
CHMP4B (Charged Multivesicular Body Protein 4b, fold change de expressão
145,9) foi descrita com expressão aumentada em carcinoma hepatocellular
(118). DES (Desmina , fold-change de expressão de 72,0 ), foi relacionada em
estudos associada ao câncer colorretal, câncer hematológico e câncer de
endométrio (119), (120). Foi considerada um marcador de diferenciação
fibromuscular e de células musculares lisas em paci entes com endometriose
profunda em estudo de van Kaam et al. (121). A expressão aumentada dessa
proteína em pacientes deste estu do poderia estar relacionada com o fato das
lesões de end ometriose profunda intestinal apresentarem reação de fibrose e
metaplasia muscular ao redor de seu componente histológico estromal em
aproximadamente 80% dos casos (76). EIF3I (Eukaryotic Translation Initiation
Factor 3, subunit 1, fold-change de expressão de 53,2 ), é altamente express a
em células endoteliais durante a angiogênese embrionária e tumoral, tendo
sido descrita em metástases linfonodais, na invasão do câncer de ovário, na
maior incidência de está dio avançados dos cânceres gástrico e hepatocelular
(122), (123). A expressão aumentada dessa proteína pode estar relacionada
aos achados de Abr ão et al. que constataram que os linfon odos são afetados
por focos de endometriose em pacientes com endometriose intestinal profunda
(124) Quanto mais profunda a lesão intestinal, maior o comprometimento
linfonodal encontrado no estudo (13). Alguns estudos sugeriram que a EIF3I
poderia ser utilizada para terapia -alvo antineoplásica (123). CDH13 (caderina -
13, fold-change de expressão de 49,9 ), é um gene supressor de tumor que
desempenha um papel fundamental na adesão célula -célula. É ex pressa em
células tumorais humanas e demonstrou inibir o potencial invasivo dos
tumores, e reduzir acentuadamente a sua proliferação em alguns trabalhos
(125), (126). Esse achado pode explicar uma maior capacidade de progressão
46
e invasão da endometriose em está dios mais avançados. LIMS1 (LIM and
senescent cell antigen -like- containing do main protein 1, fold-change de
expressão de 42,0 ), está associada à maior incidência tumoral, câncer do
aparelho digestivo, câncer geniturinário, câncer de pulmão, câncer de mama,
câncer endometrial e neoplasia de cabeça e pescoço (127), (128), (129). Sua
expressão aumentada foi associada a está dios mais avançados de neoplasias ,
e a pior prognóstico dos pacientes (130). O LIMS1 é crucial para a adaptação
do tumor às condições de privação de oxigênio -glicose, e tem sido objeto de
estudo como um promissor alvo terapêutico para o tratamento do câncer (131).
A expressão aumentada dessa proteína em está dios mais avançados da
endometriose neste estudo, pode estar relacionada ao mecanismo descrito
anteriormente relacionado ao câncer, bem como uma possibilidade do
desenvolvimento de terapias -alvo. A endometriose foi descrita relacionada ao
aumento do risco de doença inflamatória i ntestinal e outras doenças
inflamatórias e autoimunes (132). O CD99 (antígeno CD99), fold-change de
expressão de 30.2 , foi relacionado a vários tipos de cânceres (133), (134),
(135), doenças inflamatórias inte stinais (doença de Crohn e retocolite
ulcerativa) e doenç a inf lamatória autoimune, mostrando uma correlação
positiva com a atividade da doença (136). O aumento da expressão desta
proteína em pacientes com endometriose do presente estudo está congruente
com a associação anteriormente descrita.
Dentre as proteínas com expressão aumentada na fase secretora de
pacientes com endometriose no estádio IV, observamos que a HSPA4 ( Heat
shock 70 kDa protein 4 , fold-change de expressã o de 81,6 ) fazem parte da
família das proteínas heat shoc k que possuem expressão aumentada em
tecido de carcinoma hepatocelular humano, e foram relacionadas com a
agressividade e pior prognóstico da doença (137), (138). A HSP90AB1 ( Heat
shock protein HSP 90 -beta) fold-change de expressão de 61.3 , pertence a um
grande grupo de moléculas chaperones. Os chaperones mantêm a estabilidade
da proteína após a exposição a vários tipos de estresse celular. Proteínas de
choque térmico são relacionadas a regulação de processos de câncer (139). A
expressão aumentada de HSP90AB1 tem sido descria correlacionada com um
pior prognóstico, proliferação e invasão do câncer gástri co, do melanoma e do
47
câncer de pulmão (140), (141). TUBB (Tubulina) e NPM1 (Nucleofosmina) fold-
change de expressão de 40,4 e 28,7 , estão relacionados com carcinoma
endometrial, bem com o de outros tipos de cânceres como o de colorectal,
mama e ovário (142), (143), (144), (145) . MYL6 (Myosin light polypeptide 6 ),
GAPDH (Glyceraldehyde-3-phosphate dehydrogenase), KRT1 ( Keratin, type II
cytoskeletal 1) e KRT9 (Keratin, type I cytoskeletal 9) fold-change de expressão
de 34,7, 33,3, 25,2 , 10,2 respectivamente. são diferencialmente expressos em
cânceres do trato reprodutivo, fígado e mama (146), (147), (148), (149). O
GAPDH também está relacionado a doenças degenerativas neurológicas (150).
Ao considerarmos as proteínas com expressão reduzida na fase
proliferativa de pa cientes com endometriose no estádio IV, observamos que a
PAEP (glicodelina, fold-change de expressão de -18,2), está associada com
uma maior incidência e freqüência de tumores, tais como de pulmão, câncer de
ovário e de endométrio, câncer de mama , cancer d e pâncreas,
adenocarcinoma e atividade de apoptose (151), (152), (153), (154). Mosbah et
al. publicou um estudo em que níveis de glicodelina foi s ignificativamente maior
em fluido peritoneal e soro de pacientes com endometriose, e correlacionou -se
positivamente com o estádio da doença (155). Os achados do presente estudo
não encontrou resultados semelhantes.
Considerando as proteínas com expressão reduzida na fase secretora de
pacientes com endometriose no estádio IV, observamos que a C3
(complemento C3 , fold-change de expressão de -131.4), está relacionada ao
câncer genitu rinário, câncer de fígado, câncer colorretal, câncer de mama,
câncer hematológico, câncer de mama e ovário, doença reumática, síndrome
autoimune sistêmica e doença de Huntington (156), (157), (158), (159), (160).
C3 foi descrito com expressão aumentada em epitélio endocervical de
mulheres com endometriose profunda e pacientes com infertilidade em alguns
estudos (161), (162). VCP (pr oteína contendo valosina) fold-change de
expressão de -99,2, é um membro da família da proteína AAA + ATPase tipo II.
A VCP atua em diversos processos celulares e tem sido correlacionada
positivamente à proliferação e metástase do câncer colorretal (163). Com isso
o estudo sugeriu que futuramente, a VCP poderia ser alvo de desenvolvimento
48
de terapia-alvo, em que a redução de sua expressão poderia ser usada para o
tratamento do câncer colorretal (163). PIGR (receptor de imunoglobulin a
polimérica) fold-change de expressão de -36.6, é um membro da superfamília
de imunoglobulinas. Sua expressão aumentada está associada a desfechos
clínicos adversos e pior prognóstico em cânceres, t ais como o de câncer de
pulmão, câncer de pâncreas, gastr oesofágico, de ovário, de bexiga e de cólon
(164), (165), (166), (167). A expressão reduzida dessas proteínas em pacientes
com endometriose profunda nos está dios avançados do presente estudo
poderia estar relacionada a um possível melhor prognóstico de alguns dos tipos
de cânceres supracitados.
Os resultados do presente estudo vão de encontro aos diversos estudos
anteriores, em que se demonstrou que o endométrio eutópico de pacientes
com endometriose é alterado (56), (73), podendo-se aventar a hipótese de que
a doença se iniciaria no endométrio eutópico dessas pacientes. Uma maior
expressão do fator de crescimento endotelial vascular em pacientes com
endometriose intestinal profunda hav ia sido constatado em estudo anterior
publicado por Machado et al. (102). May et al. publicaram uma revisão
sistemática sobre potenciais biomarcadores no endométrio eutópico de
pacientes com endometriose (56). Dentre os biomarcadores revisados estavam
os fatores imunológicos, uma maior expressão de fatores de crescimento, e de
adesão celular, bem como de moléculas r elacionadas à neoangiogênese. Tais
fatores en contrados no endométrio eutópico de pacientes com endometriose
coincidem com as características (“ hallmarks”) moleculares dos processos de
câncer que têm sido descritas (168), e muitas delas apresentam vias em
comum com a endometriose . Adicionalmente se encontram , a resistência a
atividade de apoptose, a tolerância imunológica, e maior capacid ade d e
invasão tecidual e potencial metastático (168).
Melin et al. avaliar am um a g rande coorte de mulheres afetadas por
endometriose e vários tipos de cânceres (169). Eles observaram um melh or
prognóstico para câncer de mama e ovár io, mas uma menor taxa de sobrevida
para melanoma maligno (169, 170). Nossos resultados revelaram aumento da
expressão de várias proteínas na endometriose relacionadas a um p ior
49
prognóstico, e metástase em muitos tipos de cânceres. No e ntanto, algumas
moléculas importantes tiveram expressão reduzida em pacientes com
endometriose. Ao exemplo da VCP, PIGR e MUC5AC que estavam reduzidas
nas pacientes com endometriose do presente estudo, foram descritas
associadas ao câncer colorretal , cân cer hepatocelular e colangiocarcinoma
quando encontradas em expressão aumentada, e relacionad as a metástases e
pior prognóstico (163),(167),(171). Esses achados podem explicar as
diferenças na prevalência , e no prognóstico dos diversos cânceres entre
pacientes com endometri ose (170). A endometriose provavelmente representa
uma parte de uma condição sistêmica de d esregulação, predispondo a
paciente ao câncer, a doenças autoimunes e inflamatórias crônicas.
Nossos achados foram os primeiros a empregar técni cas de proteômica
shotgun para analisar proteínas diferencialmente expressas no endométrio
eutópico de pacientes com endometriose intestinal profunda. A espectrometria
de massas vem se tornando uma f erramenta importante em estudos de
endometriose. Sua velo cidade, sensibilidade, precisão e reprodutibilidade são
potencializadas pelo advento de softwares de bioinformática para melhorar a
análise dos dados resultantes. O rastreamento da endometriose por t écnica de
espectometria de massas tem se tornado uma ferr amenta a nalítica
indispensável para a detecção de futuros biomarcadores.
Dos pontos fortes deste estudo , podemos considerar o fato do grupo
controle ter sido selecionado totalmente saudável, excluindo-se qualquer outra
doença pélvica ou clínica. A presenç a de condições clínicas ou de doença
poderiam afetar as análises proteômicas , devido à a lta sensibilidade desse
método. Outra vantagem deste trabalho se deve a seleção homogênea de
casos do grupo end ometriose, apenas com endometriose profunda intestinal ,
excluindo-se outras anormalidades pévicas . Como limitações podemos
considerar o número pequeno de amostras, em se tratando de um estudo piloto
exploratório, necessitando-se portanto de validações futu ras para cada um dos
achados.
A endometriose é uma doença complexa e, conforme revelado neste
estudo, o biomarcador para a doença se encontra futuramente validado em
50
painéis, em detrimento de um biomarcador único. O presente estudo revelou
potenciais bioma rcadores, que precisam ser validados no futuro em estudos
maiores e promissores, para o desenvolvimento de ferramentas diagnósticas
minimamente invasivas e de terapias-alvo para a endometriose.
51
6. CONCLUSÕES
______________________________________________________________
52
6. Conclusões
As proteínas SETSIP, SRRM2, CAPS, H2AFV e SAFB tiveram expressão
aumentada, enquanto que as proteínas BPIFB1, FAM184A, SLPI, PIGR,
JCHAÍNA, HLA -A e LTF tiveram expressão reduzida no endométrio d as
pacientes portadoras de endometriose profunda intestinal.
Os resultados revelaram diferentes moléculas expressas de acordo com a
fase do ciclo menstrual, e o estádio da doença . No entanto, a maioria das
proteínas do presente estudo tiveram o câncer como princ ipal doença
associada.
As proteínas CHMP4B, DES, EIF3I, CDH13, LIMS1, HSPA4, HSP90AB1,
TUBB, NPM1, MYL6 foram as principais que apresentaram expressão
aumentada, e associada a estádios mais avançados da endometriose profunda
intestinal e a cânceres de pior prognóstico.
53
7. ANEXOS
______________________________________________________________
54
Anexo A- Estadiamento da endometriose proposto pela American Society for
Reproductive Medicine em 1996
Estadiamento da endometriose ASRM (1996)
ENDOMETRIOSE 3 cm
PERITÔNIO
Superficial 1 2 4
Profunda 2 4 6
OVÁRIO D
Superficial 1 2 4
Profunda 4 16 20
OVÁRIO E
Superficial 1 2 4
Profunda 4 16 20
OBLITERACAO DO FUNDO DE SACO
POSTERIOR
Parcial Completa
4 40
ADERÊNCIAS 2/3 Envolvidos
OVÁRIO D
Velamentosa 1 2 4
Densa 4 8 16
OVÁRIO E
Velamentosa 1 2 4
Densa 4 8 16
TROMPA D
Velamentosa 1 2 4
Densa 4* 8* 16
TROMPA E
Velamentosa 1 2 4
Densa 4* 8* 16
Estádio I (mínima): 1-5 Estádio II (leve): 6-15
Estádio III (moderada): 16-40 Estádio IV (severa): >40
*Se as fímbrias tubárias estiverem totalmente envolvidas por aderências, mude o escore para 16.
Porcentagem de implantes:
Lesões vermelhas (claras, vermelhas, rosadas, em chama, vesículas): ___%
Lesões brancas (brancas, amareladas, marrons, defeitos de peritônio): ___%
Lesões pretas (pretas, depósitos de hemossiderina, azuis): ___%
Endometriose adicional: _________________________________________
Usar em caso de trompas
e ovários normaisE D
Usar em caso de trompas
e ovários anormaisE D
55
Anexo B - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (gr upo controle
HCFMUSP)
Continua
56
Continuação do Anexo B - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
(grupo controle HCFMUSP)
Continua
57
Continuação do Anexo B - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
(grupo controle HCFMUSP)
Continua
58
Conclusão do Anexo B - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (grupo
controle HCFMUSP)
59
ANEXO C - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (grupo endometriose-
HCFMUSP)
Continua
60
Continuação do A nexo C - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
(grupo endometriose- HCFMUSP)
Continua
61
Continuação do A nexo C - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
(grupo endometriose- HCFMUSP)
Continua
62
Conclusão do Anexo C - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (grupo
endometriose- HCFMUSP)
63
Anexo D - Termo d e C onsentimento Livre e Esclarecido (grupo controle –
UFC)
Continua
64
Conclusão do Anexo D - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (grupo
controle – UFC)
65
Anexo E - Parecer consubstanciado da Comissão de Ética para Análise de
Projetos de Pesquisa (CAPPesq- HCFMUSP)
Continua
66
Continuação do A nexo E - Parecer consubstanciado da Comissão de Ética
para Análise de Projetos de Pesquisa (CAPPesq- HCFMUSP)
Continua
67
Conclusão do Anexo E - Parecer consubstanciado da Comissão de Ética para
Análise de Projetos de Pesquisa (CAPPesq- HCFMUSP)
68
Anexo F - Parecer consubstanciado da Comissão de Ética para Análise de
Projetos de Pesquisa (CAPPesq- UFC)
Continua
69
Continuação do A nexo F - Parecer consubstanciado da Comissão de Ética
para Análise de Projetos de Pesquisa (CAPPesq- UFC)
Continua
70
Continuação do A nexo F - Parecer consubstanciado da Comissão de Ética
para Análise de Projetos de Pesquisa (CAPPesq- UFC)
Continua
71
Conclusão do Anexo F - Parecer consubstanciado da Comissão de Ética para
Análise de Projetos de Pesquisa (CAPPesq- UFC)
Continua
72
Anexo G - Questionário para coleta de dados das pacientes incluídas no
estudo
Continua
73
Continuação do A nexo G - Questionário para coleta de dados d as pacientes
incluídas no estudo
Continua
74
Continuação do Anexo G- Questionário para coleta de dados das pacientes
incluídas no estudo
Continua
75
Conclusão do A nexo G - Questionário para coleta de dados das pacientes
incluídas no estudo
76
Continua
Anexo H
Tabela –S1 Lista de proteínas diferencialmente expressas no
endométrio de mulheres com endometriose (todos os grupos)
Identificação
Progenesis Código UniProt Anova (p-valor) Fold-change
de expressão
P0DME0 SETSIP 0,04 3,47
Q9UQ35 SRRM2 0,02 3,32
Q13938 CAPS 0,0000295 3,04
C9J386 H2AFV 0,03 3
Q15424 SAFB 0,01 2,99
Q14247 CTTN 0,03 2,5
Q96FJ2 DYNLL2 0,05 2,18
Q7Z2K5 HBB 0,03 2,05
O43633 CHMP2A 0,04 2,01
P38159 RBMX 0,02 1,94
A0A0D9SEM4 SRSF4 0,00859 1,87
Q53SS8 PCBP1 0,02 1,85
P11142 HSPA8 0,04 1,82
P38398 BRCA1 0,05 1,8
A0A024R9D7 DECR1 0,05 1,8
B7Z570 SRSF1 0,02 1,78
O43491 EPB41L2 0,02 1,77
P09496-2 CLTA 0,00545 1,76
Q14151 SAFB2 0,02 1,72
F8W1K5 CNPY2 0,05 1,7
P69892 HBG2 0,04 1,7
F8VRV5 DYNLL1 0,00538 1,68
D6RFM3 HNRNPH1 0,03 1,64
E9PP76 CCS 0,05 1,62
C9JL85 MTPN 0,04 1,61
Q14980-2 NUMA1 0,00637 1,6
B4DEA3 RAD23B 0,00123 1,59
P11021 HSPA5 0,05 1,51
Q01105-3 SET 0,04 1,51
Q01082 SPTBN1 0,00869 -1,51
C9JV77 AHSG 0,02 -1,59
Q8NHQ9 DDX55 0,02 -1,59
B7Z4L7 RBM39 0,03 -1,59
P02768 ALB 0,05 -1,6
P21291 CSRP1 0,04 -1,6
Q92599-3 0,01 -1,6
77
Conclusão da Tabela –S1 Lista de proteínas diferencialmente
expressas no endométrio de mulheres com endometriose (todos os
grupos)
Identificação
Progenesis Código UniProt Anova (p-valor) Fold-change
de expressão
Q58FF7 HSP90AB3P 0,04 -1,61
B4E1B2 TF 0,02 -1,62
B3KMK3 NUP155 0,03 -1,63
Q7Z406-2 MYH14 0,00181 -1,64
P01024 C3 0,00766 -1,65
Q9UL89 IGHV1-69 0,02 -1,68
B4DRR0 KRT6A 0,03 -1,73
Q1L857 CP 0,03 -1,75
P00918 CA2 0,02 -1,77
P10323 ACR 0,03 -1,78
B1AHL2 FBLN1 0,04 -1,95
P01625 IGKV4-1 0,05 -2,05
G3V113 UBE2V2 0,0093 -2,12
Q5T985 ITIH2 0,01 -2,31
Q96P66 GPR101 0,05 -2,54
Q9NPP6 IGH 0,000799 -2,9
O14645 DNALI1 0,01 -3,36
Q14508-2 WFDC2 0,02 -3,51
Q16352 INA 0,04 -3,52
B4E3V1 DDAH1 0,00768 -3,75
Q6N094 IGHG1 0,00694 -3,76
Q8WXA3-2 RUFY2 0,05 -3,82
B4DW90 SF3A3 0,05 -3,95
P02788-2 LTF 0,03 -5,32
P16188 HLA-A 0,02 -5,9
P01591 JCHAIN 0,02 -9,53
P01833 PIGR 0,01 -14,03
P03973 SLPI 0,02 -16,83
Q8NB25 FAM184A 0,04 -29,97
Q8TDL5 BPIFB1 0,01 -39,16
FONTE: Software Progenesis QI (Nonlinear Dynamics, Newcastle upon Tyne, UK).
Teste estatístico: análise de variância anova (p <0,05).
78
Continua
Anexo I
Tabela S2 - Lista de proteínas diferencialmente expressas no endométrio de
mulheres com endometriose (estádio II, fase menstrual proliferativa)
Identificação
Progenesis Código UniProt Anova (p-valor) Fold-change de
expressão
B4DRE8 EEF2 0,01 140,32
P25815 S100P 0,04 33,12
E9PK47 PYGL 0,04 7,41
V9HWB4 HSPA5 0,04 6,62
Q9Y2T3 GDA 0,000874 6,36
F8VP67 KRT8 0,05 5,8
Q9UBQ0 VPS29 0,04 3,87
E9KL44 HADHA 0,03 3,44
A0A140VK27 LTA4H 0,02 3,4
B9EGR5 MGA 0,03 3,4
P08727 KRT19 0,00613 3,39
H3BQF1 APRT 0,03 3,37
B4DVU9 HSPA1A/HSPA1B 0,02 3,3
Q9BV28 TUBB3 0,00918 3,28
B3KXN4 WDR1 0,02 3,25
A8K2H4 CTSB 0,03 3,18
B4DPZ4 ARHGAP1 0,00253 3,15
U3KQK0 HIST1H2BN 0,05 3,12
F5GXY2 LDHA 0,02 3,08
P28838 LAP3 0,03 3,01
P46940 IQGAP1 0,04 3
R4GN08 ARPC4 0,05 2,98
A0A286SD59 DDX39B 0,05 2,98
A0A087WYR3 TPD52L2 0,05 2,95
Q5S4N1 DDX3X 0,02 2,9
F8VRP1 CS 0,03 2,86
B7Z268 SSBP1 0,04 2,82
K7EQ86 KIAA0100 0,04 2,67
B4DJQ8 CTSC 0,02 2,61
Q08211 DHX9 0,03 2,55
Q53HU8 VIM 0,01 2,53
A6NH27 ZWINT 0,04 2,52
H7BXZ5 KALRN 0,03 2,5
V9HW31 ATP5F1B 0,02 2,48
F8W180 MYL6 0,04 2,41
F6UXX1 SYNCRIP 0,02 2,41
Q53G76 ACTB 0,00892 2,36
Q15181 PPA1 0,03 2,33
V9HVZ4 GAPDH 0,02 2,32
A0A0U1RRM4 PTBP1 0,04 2,32
B2R7W4 HNRNPR 0,04 2,29
P37802 TAGLN2 0,03 2,29
79
Continua
Continuação da Tabela S2 - Lista de proteínas diferencialmente expressas no
endométrio de mulheres com endometriose (estádio II, fase menstrual
proliferativa)
Identificação
Progenesis Código UniProt Anova (p-valor) Fold-change de
expressão
A0A024R4F1 ENO1 0,01 2,28
Q59GX5 LCP1 0,02 2,25
Q969H8 MYDGF 0,04 2,25
Q5T0R1 CAP1 0,00342 2,2
Q9H799 CPLANE1 0,01 2,2
Q9NUV1 CNDP2 0,03 2,17
F5H823 RAP1B 0,02 2,17
F5H5D3 TUBA1C 0,04 2,16
P09651 HNRNPA1 0,01 2,12
Q96GW1 HSP90B1 0,05 2,08
V9HWK2 VCL 0,00557 2,08
A0A024R5K1 CORO1B 0,04 2,07
E7EMB3 CALM1 0,05 2,06
A8MW50 LDHB 0,03 2,05
Q15019 SEPT2 0,05 2,04
A2A274 ACO2 0,00322 2,02
Q9HAP1 VCP 0,05 2
A8K0G3 AP2B1 0,03 1,99
P09211 GSTP1 0,05 1,99
P30044 PRDX5 0,02 1,99
P52209 PGD 0,02 1,97
P60174 TPI1 0,03 1,95
A0A1B0GVG2 ASAH1 0,05 1,88
B4DLV7 GDI2 0,02 1,86
V9HW62 GLO1 0,02 1,83
K7EM20 YWHAE 0,00982 1,83
B4DY04 YWHAQ 0,01 1,8
O75396 SEC22B 0,05 1,78
A0A0B4J1R6 TKT 0,05 1,78
Q53FF5 NSFL1C 0,04 1,67
Q9H4N8 YWHAH 0,02 1,55
P02753 RBP4 0,00724 -1,7
P25311 AZGP1 0,05 -1,87
A5PL27 CP 0,03 -2,04
A0A0K0Q2Z1 SERPINC1 0,02 -2,04
P02790 HPX 0,02 -2,19
P01861 IGHG4 0,03 -2,19
P15531 NME1 0,04 -2,26
V9HWA9 C3 0,00874 -2,28
Q2F831 YWHAZ 0,00678 -2,35
Q96CD0 FBXL8 0,02 -2,43
V9HWF6 ORM1 0,00803 -2,55
B1AHL2 FBLN1 0,04 -2,59
A0A286YEY4 IGHG2 0,02 -2,62
E9PGN7 SERPING1 0,04 -2,62
Q68DS3 CLEC3B 0,03 -2,66
80
Continua
Conclusão da Tabela S2 - Lista de proteínas diferencialmente expressas no
endométrio de mulheres com endometriose (estádio II, fase menstrual
proliferativa)
Identificação
Progenesis Código UniProt Anova (p-valor) Fold-change de
expressão
B3KS79 SERPINA3 0,02 -5,04
A0A024R6I7 SERPINA1 0,02 -7,76
J3QSB4 RPL13 0,03 -8,78
F8VVI6 CPM 0,0064 -15,09
Q8IX02 LTF 0,04 -32,87
Q9Y6R7 FCGBP 0,00999 -42,71
A7Y9J9 MUC5AC 0,03 -72,44
FONTE: Software Progenesis QI (Nonlinear Dynamics, Newcastle upon Tyne, UK).
Teste estatístico: análise de variância anova (p <0,05).
81
Continua
Anexo J
Tabela S3 - Lista de proteínas diferencialmente expressas no endométrio de
mulheres com endometriose (estágio IV, fase menstrual proliferativa)
Identificação
Progenesis Código UniProt Anova (p-valor) Fold-change de
expressão
Q9H444 CHMP4B 0,000176 145,2
L7RDA5 DES 0,00153 72,02
B4DRS1 MATR3 0,000373 59,05
B4DVS4 ECH1 0,000171 58,52
Q9P1D9 EIF3I 0,0000145 53,28
P55290 CDH13 0,00191 49,03
P48059 LIMS1 0,0000897 48,29
L0R5C4 POTEG 0,00648 42,36
F8WD80 UBE2F 0,00000438 38,07
P14209 CD99 0,00559 30,24
D3DTX7 COL1A1 0,000405 25,14
P15531 NME1 0,00352 21,36
P0C0S5 H2AFZ 0,00214 18,69
O75367 H2AFY 0,00674 17,2
Q16778 HIST2H2BE 0,00149 15,68
B3KRY3 LAMP1 0,00145 14,01
Q5TEC6 HIST2H3PS2 0,00401 13,74
P62913 RPL11 0,000348 12,62
C9J0K6 SRI 0,0034 11,31
D6R9A6 HMGB2 0,01 11,16
A8MTJ3 GNAT3 0,02 10,72
H0YIB4 SRSF9 0,00453 10,67
B5MBZ8 PPP1R7 0,02 10,34
P16401 HIST1H1B 0,01 9,8
H3BRG4 UQCRC2 0,00612 9,54
H7C040 AGR3 0,02 9,53
P43686 PSMC4 0,00989 8,5
Q9BT78 COPS4 0,03 8,11
C9JQ41 CCDC58 0,00473 7,95
Q16777 HIST2H2AC 0,000158 7,74
Q6FGH9 DYNLL1 0,02 7,25
O75369 FLNB 0,02 7,2
A0A140T936 VARS 0,02 6,99
P10412 HIST1H1E 0,03 6,75
P31930 UQCRC1 0,01 6,54
A0A024RDQ0 HSPH1 0,04 6,45
Q6IBG1 MYL9 0,04 6,45
B4E312 TAF15 0,04 6,44
Q5SQT3 H2AFY2 0,04 6,4
A0A087X2D0 SRSF3 0,03 6,4
Q15233 NONO 0,01 6,23
S5DU27 HLA-C 0,03 5,88
A8KAQ5 SNRNP70 0,00943 5,82
P07360 C8G 0,05 5,71
82
Continua
Continuação da Tabela S3 - Lista de proteínas diferencialmente expressas
no endométrio de mulheres com endometriose (estágio IV, fase menstrual
proliferativa)
Identificação
Progenesis Código UniProt Anova (p-valor) Fold-change de
expressão
B4DDR3 API5 0,02 5,68
Q96FJ2 DYNLL2 0,03 5,67
Q7Z4Y4 AK3 0,04 5,64
P38117 ETFB 0,00372 5,56
F8WES2 MTAP 0,00114 5,45
A2A3R6 RPS6 0,03 5,41
H7BZ35 DARS 0,03 5,4
C9JSU1 LRRFIP2 0,04 5,34
A0A024RAE4 CDC42 0,00416 5,26
H3BLU7 AKR7A2 0,03 5,24
Q9UBT2 UBA2 0,01 5,2
P62316 SNRPD2 0,00103 5,11
C9JXB8 RPL24 0,02 5,08
B3KSG0 ISYNA1 0,00622 5,06
A0A140TA33 TNXB 0,02 5,06
B4DZP5 DDB1 0,05 5,01
Q59H57 FUS 0,05 4,95
Q5T7C4 HMGB1 0,04 4,87
Q8WX93 PALLD 0,02 4,85
P55795 HNRNPH2 0,02 4,62
O00264 PGRMC1 0,01 4,61
O14561 NDUFAB1 0,03 4,59
P17987 TCP1 0,03 4,56
C9J712 PFN2 0,04 4,47
B7Z4B7 FHL1 0,006 4,44
Q59FA2 SRSF1 0,00289 4,44
Q9Y265 RUVBL1 0,00323 4,43
A0A0S2Z377 ANXA6 0,02 4,4
J3QL05 SRSF2 0,04 4,38
H0YJB9 RTRAF 0,03 4,36
Q6FHM6 SNU13 0,02 4,35
Q9BSV4 SFPQ 0,00682 4,34
F2Z388 RPL35 0,04 4,3
A6NLN1 PTBP1 0,02 4,28
E9KL35 RACK1 0,01 4,28
K7EL21 CAPS 0,03 4,27
Q6LEE2 PCBD1 0,03 4,24
Q9Y3U8 RPL36 0,04 4,24
P23396 RPS3 0,02 4,23
D6RGI3 SEPT11 0,00855 4,23
H7C233 SUCLG1 0,05 4,14
A0A0S2Z3W7 ITPA 0,02 4,02
E9PCY7 HNRNPH1 0,02 3,99
B4DNM8 P3H1 0,000502 3,99
Q9BTQ7 RPL23 0,03 3,93
83
Continua
Continuação da Tabela S3 - Lista de proteínas diferencialmente expressas
no endométrio de mulheres com endometriose (estágio IV, fase menstrual
proliferativa)
Identificação
Progenesis Código UniProt Anova (p-valor) Fold-change de
expressão
D6W539 HADHB 0,02 3,88
Q59EY4 SEPT7 0,00406 3,86
A0A024QZV0 TXNDC5 0,00436 3,84
P31948 STIP1 0,03 3,8
P49411 TUFM 0,05 3,79
Q53GL5 IDH2 0,03 3,78
J3QLI9 SNRPD1 0,03 3,78
P61160 ACTR2 0,04 3,76
F6RFD5 DSTN 0,02 3,75
Q0VGD6 HNRNPR 0,00591 3,73
F5GYN4 OTUB1 0,03 3,73
V9HW31 ATP5F1B 0,01 3,7
B2R959 HNRNPL 0,02 3,7
Q14568 HSP90AA2P 0,00829 3,7
Q9Y266 NUDC 0,02 3,7
P62241 RPS8 0,04 3,7
Q53XJ5 FKBP2 0,05 3,69
A0A087WUK2 HNRNPDL 0,02 3,69
K7EMD6 SGTA 0,04 3,65
P62318 SNRPD3 0,02 3,65
E5RIW3 TBCA 0,02 3,65
Q8TB01 CKAP4 0,00391 3,63
P35268 RPL22 0,02 3,62
P68363 TUBA1B 0,01 3,61
P20674 COX5A 0,02 3,6
P31939 ATIC 0,03 3,59
A0A024RCM3 DDX39B 0,02 3,58
G8JLA2 MYL6 0,01 3,58
B7ZAR1 CCT5 0,01 3,57
P37108 SRP14 0,05 3,57
Q96CN7 ISOC1 0,03 3,56
V9HVX6 ALDH1A1 0,04 3,55
Q03252 LMNB2 0,01 3,55
B4DZ08 ACO2 0,05 3,54
P29373 CRABP2 0,03 3,5
P30049 ATP5F1D 0,02 3,49
K7EKP1 APOC1 0,05 3,48
B4DY09 ILF2 0,05 3,48
V9HW53 DDAH2 0,05 3,47
O94788 ALDH1A2 0,00383 3,42
Q92688 ANP32B 0,04 3,41
A0A024R8Q1 GAA 0,02 3,41
A0A024R4K3 MDH2 0,03 3,41
B3KSQ7 DBN1 0,04 3,39
B2R5U1 SND1 0,02 3,39
D6R9P3 HNRNPAB 0,04 3,36
84
Continua
Continuação da Tabela S3 - Lista de proteínas diferencialmente expressas
no endométrio de mulheres com endometriose (estágio IV, fase menstrual
proliferativa)
Identificação
Progenesis
Identificação
Progenesis
Identificação
Progenesis
Identificação
Progenesis
Q5CAQ5 HSP90B1 0,04 3,36
P39019 RPS19 0,05 3,34
P50454 SERPINH1 0,00691 3,32
A0A0U4BW16 MYH9 0,02 3,31
P24666 ACP1 0,00142 3,29
B4DUQ1 HNRNPK 0,03 3,29
H3BPC4 UBE2I 0,0078 3,28
B5MCX3 SEPT2 0,00878 3,26
Q71U36 TUBA1A 0,02 3,25
A0A087X0X3 HNRNPM 0,04 3,24
E9PJD9 RPL27A 0,03 3,23
Q08211 DHX9 0,00322 3,22
Q60FE6 FLNA 0,04 3,22
B2R5W2 HNRNPC 0,04 3,22
Q7Z612 RPLP1 0,04 3,2
Q59GL1 SYNCRIP 0,01 3,19
Q9Y3Z3 SAMHD1 0,02 3,18
Q13263 TRIM28 0,05 3,18
Q562R1 ACTBL2 0,03 3,17
E7EX53 RPL15 0,0079 3,17
P62873 GNB1 0,03 3,14
P52209 PGD 0,00144 3,14
Q16762 TST 0,03 3,12
Q53GC7 CAPZA2 0,00273 3,1
F8W1A4 AK2 0,04 3,09
P07437 TUBB 0,02 3,09
V9HWB5 PPA1 0,04 3,08
D6RAW0 UBE2D3 0,00121 3,07
A8K6Y1 PA2G4 0,04 3,06
B8ZZU8 ELOB 0,04 3,05
Q14240 EIF4A2 0,03 3,04
P02461 COL3A1 0,04 3,03
P49458 SRP9 0,04 3,03
P05455 SSB 0,01 3,03
Q96IR1 RPS4X 0,00447 3,01
B4DHX4 GDI1 0,04 3
B7Z972 PCMT1 0,00365 2,99
P63261 ACTG1 0,02 2,97
P07195 LDHB 0,03 2,97
Q9NTK5 OLA1 0,01 2,96
O43396 TXNL1 0,05 2,96
B3KQ51 PPP2CA 0,04 2,94
A0A024RAI1 ACTR3 0,01 2,93
A0A087WTP3 KHSRP 0,03 2,92
B4DPW9 PLS3 0,02 2,92
O60701 UGDH 0,04 2,91
85
Continua
Continuação da Tabela S3 - Lista de proteínas diferencialmente expressas
no endométrio de mulheres com endometriose (estágio IV, fase menstrual
proliferativa)
Identificação
Progenesis
Identificação
Progenesis
Identificação
Progenesis
Identificação
Progenesis
P50395 GDI2 0,00142 2,9
B4E1T4 SFRP4 0,04 2,9
P31942 HNRNPH3 0,02 2,86
A0A0S2Z4G7 NPM1 0,02 2,85
H0YNW5 DUT 0,03 2,84
P28838 LAP3 0,03 2,83
B4DVZ8 LTA4H 0,01 2,82
P50914 RPL14 0,05 2,81
B4DU58 CAPG 0,03 2,79
B4DL49 CTSB 0,03 2,77
P14618 PKM 0,01 2,77
Q9Y490 TLN1 0,02 2,77
B4DDB6 HNRNPA3 0,04 2,76
V9HW41 UBE2N 0,05 2,76
B4DH02 HSPA4 0,05 2,75
Q6IPN6 EEF1A1 0,04 2,74
V9HVZ4 GAPDH 0,03 2,73
P07900 HSP90AA1 0,03 2,73
V9HWE9 GSTP1 0,03 2,72
H3BQZ7 HNRNPUL2-BSCL2 0,02 2,72
P61970 NUTF2 0,02 2,72
A0A024RDF4 HNRNPD 0,02 2,71
B1Q3B3 FTL 0,04 2,69
F8VZ49 HNRNPA1 0,02 2,67
A0A024R4F1 ENO1 0,02 2,66
A4D177 CBX3 0,03 2,65
Q9Y3I0 RTCB 0,04 2,65
B3KTA3 FSCN1 0,03 2,64
B4DKN9 RHOA 0,0079 2,6
P22314 UBA1 0,03 2,6
P27824 CANX 0,04 2,59
Q9UPN1 PPP1CC 0,05 2,59
H0YN26 ANP32A 0,02 2,58
A0A024R3X4 HSPD1 0,02 2,58
F6WIT2 PTPA 0,00964 2,58
B4DX14 ALDH9A1 0,03 2,56
P13639 EEF2 0,04 2,54
P78417 GSTO1 0,03 2,53
Q9H2U2 PPA2 0,02 2,53
A8K7F6 EIF4A1 0,05 2,51
K7EK07 H3F3A/H3F3B 0,00872 2,5
B4DDZ5 HADHA 0,01 2,47
V9HWB9 LDHA 0,05 2,46
X6RJP6 TAGLN2 0,02 2,45
P68402 PAFAH1B2 0,01 2,39
A0A024QYX3 RBM3 0,02 2,38
86
Continua
Conclusão da Tabela S3 - Lista de proteínas diferencialmente expressas no
endométrio de mulheres com endometriose (estágio IV, fase menstrual
proliferativa)
Identificação
Progenesis
Identificação
Progenesis
Identificação
Progenesis
Identificação
Progenesis
B4DNR3 ABHD14B 0,02 2,37
V9HW80 VCP 0,04 2,36
F8W020 NAP1L1 0,04 2,35
D3DQ69 SERBP1 0,05 2,35
A0A1B0GW44 CTSD 0,05 2,34
O95994 AGR2 0,01 2,33
A8K590 ILF3 0,03 2,33
P63208 SKP1 0,03 2,33
P27348 YWHAQ 0,02 2,33
Q2Q9B7 G6PD 0,03 2,32
A0A024R694 ACTN1 0,03 2,31
B7Z3S4 HDAC1 0,02 2,3
A0A024R1U4 RAB5C 0,04 2,28
Q04760 GLO1 0,02 2,27
P62258 YWHAE 0,03 2,2
P63241 EIF5A 0,04 2,16
P13010 XRCC5 0,03 2,14
A4QPB0 IQGAP1 0,03 2,13
Q86V81 ALYREF 0,04 2,11
A0A024R442 DNPEP 0,05 2,1
Q04917 YWHAH 0,03 2,08
E7END7 RAB1A 0,03 2,05
Q6ZN40 TPM1 0,03 2
P61981 YWHAG 0,000772 1,83
V9HWA9 C3 0,03 -1,43
P06727 APOA4 0,02 -2,68
B4DPP6 ALB 0,00686 -6,18
H0Y6A4 PAEP 0,05 -18,22
FONTE: Software Progenesis QI (Nonlinear Dynamics, Newcastle upon Tyne, UK).
Teste estatístico: análise de variância anova (p <0,05).
87
Continua
Anexo K
Tabela S4 - Lista de proteínas diferencialmente expressas no endométrio
de mulheres com endometriose (estádio II, fase menstrual secretora)
Identificação
Progenesis Código UniProt Anova (p-valor) Fold-change de
expressão
A0A087WWY3 FLNA 0,05 207,18
B4DUP0 EEF1G 0,04 129,03
A0A024RCA7 RPLP2 0,00109 125,76
P67809 YBX1 0,00322 68,47
Q7Z532 OGN 0,03 43,16
F2Z2S8 RPS3 0,03 38,27
Q6IA16 NUCKS1 0,03 34,28
P08727 KRT19 0,04 33,6
D6R9A6 HMGB2 0,01 33,24
A0A024RDG1 USO1 0,00676 32,27
H0Y704 ZNF185 0,01 27,89
A0A024QZV0 TXNDC5 0,02 24,95
C9JMJ2 SFRP4 0,02 23,54
P49411 TUFM 0,02 18,89
H0YEG8 NUCB2 0,01 17,13
S4R457 HNRNPK 0,000427 16,55
H0YAG8 ADH5 0,04 16
Q53GL6 RALY 0,02 15,56
B4DLL8 GPNMB 0,02 14,82
A0A0C4DGM1 TPSAB1/TPSB2 0,03 13,7
D6R991 MATR3 0,01 13,49
Q59G24 SUB1 0,02 12,58
B2R4M6 S100A9 0,02 12,27
Q16643 DBN1 0,02 11,75
Q8NDV3 SMC1B 0,04 11,4
Q6NZI2 CAVIN1 0,02 11,36
B4DLP5 TXNDC11 0,04 11,09
B7Z6S8 RPL14 0,02 11,03
Q9Y6R7 FCGBP 0,01 10,52
A0A090N8Y2 PDIA4 0,01 10,29
J3QR68 HP 0,03 9,62
B4DHY1 HNRNPH3 0,03 9,5
Q53EU7 NDRG1 0,02 9,41
B2RTX2 PALLD 0,04 9,25
Q5D6A5 GSTP1 0,03 8,89
P08670 VIM 0,01 8,48
B2R9V7 SOD3 0,03 8,45
B7Z4W4 RAD23B 0,01 8,36
E5RIP1 RPS20 0,0096 8,31
V9HWP0 APCS 0,0098 8,07
J3QLE5 SNRPN 0,02 8,07
P02792 FTL 0,01 8,03
G8JLJ2 SOD2 0,03 8,03
P28072 PSMB6 0,02 7,94
88
Continua
Continuação da Tabela S4 - Lista de proteínas diferencialmente expressas no
endométrio de mulheres com endometriose (estádio II, fase menstrual secretora)
Identificação
Progenesis
Identificação
Progenesis
Identificação
Progenesis
Identificação
Progenesis
A0A087WTP3 KHSRP 0,00711 7,21
Q6NZ44 FTH1 0,000614 7,1
G3V5M2 PNP 0,01 7,1
Q5TA02 GSTO1 0,0043 6,77
Q59FU3 FUBP1 0,03 6,57
E9PPU6 NAGK 0,05 6,41
Q8NAG3 TPM3 0,04 6,38
A0A024R5H0 BANF1 0,03 6,2
A0A024QZJ6 MYH11 0,02 6,2
A7BI36 RRBP1 0,05 6,2
F8VRK0 TUBA1B 0,00612 6,1
E9PB61 ALYREF 0,00617 6,04
H0YDS0 UBQLN1 0,04 6,02
D3DWL0 PLEC 0,04 5,98
P54687 BCAT1 0,00812 5,95
A0A1B0GV06 ASAH1 0,05 5,88
B2R4F3 ARHGDIB 0,04 5,84
B4DLX5 PTPA 0,00342 5,83
B3KY04 KCTD12 0,05 5,76
B4E3Q9 VCL 0,03 5,32
Q96HX0 TUBB4B 0,02 5,3
P67936 TPM4 0,03 5,13
Q0P5N8 TMSB10/TMSB4X 0,03 5,12
Q69YR8 GSN 0,04 5,1
P05787 KRT8 0,02 5,06
K7ELL7 PRKCSH 0,02 5,06
O14950 MYL12B 0,02 5,04
G8JLB6 HNRNPH1 0,04 4,94
Q53FV4 LUM 0,00645 4,73
A0A0J9YXB8 PSAP 0,04 4,62
Q06830 PRDX1 0,00902 4,59
I6L965 KRT18 0,04 4,56
C9JYS8 NONO 0,03 4,53
P08236 GUSB 0,03 4,49
P00747 PLG 0,03 4,45
P63261 ACTG1 0,00656 4,43
A0A024R1A3 UBA1 0,01 4,35
H0YKP3 TPM1 0,05 4,28
O00193 C11orf58 0,04 4,18
Q59FA2 SRSF1 0,01 4,17
B4E1B2 TF 0,21 4,17
O43707 ACTN4 0,03 4,12
F8VPP1 AK2 0,04 4,11
B4DHX4 GDI1 0,05 4,11
P23246 SFPQ 0,07 4,09
A0A0C4DGQ5 CAPNS1 0,04 3,98
P13010 XRCC5 0,01 3,98
89
Continua
Continuação da Tabela S4 - Lista de proteínas diferencialmente expressas no
endométrio de mulheres com endometriose (estádio II, fase menstrual secretora)
Identificação
Progenesis
Identificação
Progenesis
Identificação
Progenesis
Identificação
Progenesis
B4DHR1 CALR 0,04 3,9
K7EMN2 PGD 0,04 3,89
Q5T7C4 HMGB1 0,03 3,84
P60174 TPI1 0,03 3,82
V9HW44 PAFAH1B2 0,01 3,75
B3KQK3 CALU 0,05 3,69
A0A087WXP0 AZU1 0,03 3,67
V9GYG2 AKR1A1 0,05 3,66
P55072 VCP 0,01 3,65
Q6IBN6 CBX1 0,02 3,61
P29966 MARCKS 0,05 3,6
Q09666 AHNAK 0,13 3,57
A8K2H4 CTSB 0,03 3,57
F2Z393 TALDO1 0,04 3,54
Q56G89 ALB 0,01 3,52
Q6EEV6 SUMO4 0,02 3,48
D6RC06 HINT1 0,05 3,41
O95678 KRT75 0,03 3,35
B4E022 TKT 0,03 3,35
A0A024R5Z9 PKM 0,05 3,21
G3V361 CALM1 (includes others) 0,04 3,16
H6VRG1 KRT1 0,02 3,12
A8K6U7 HNRNPUL1 0,04 3,01
E7EX29 YWHAZ 0,05 2,97
P10599 TXN 0,03 2,93
Q9UNU2 C4A/C4B 0,03 2,92
A0A140VK69 GOT1 0,05 2,91
P50395 GDI2 0,04 2,87
Q4JM47 AGR2 0,04 2,86
P62318 SNRPD3 0,03 2,78
A0A0U4BW16 MYH9 0,02 2,75
A0A087WT59 TTR 0,01 2,69
G3V5Z7 PSMA6 0,00882 2,3
P01871 IGHM 0,03 2,25
H0YM50 ANXA2 0,06 2,24
Q09028 RBBP4 0,02 2,24
B2RE56 PPIA 0,02 2,04
P00367 GLUD1 0,18 2
Q68CN4 IGHG1 0,13 1,61
Q8IZI0 HBB 0,84 1,19
A0A1S5UZ07 TLN1 0,69 1,02
A0A087WTT1 PABPC1 0,29 -1,53
A0N071 HBD 0,05 -1,84
A0A024R8S5 P4HB 0,55 -1,93
P27105 STOM 0,03 -2,33
V9HW26 ATP5F1A 0,02 -2,46
B4E216 C3 0,00639 -2,56
90
Continua
Conclusão da Tabela S4 - Lista de proteínas diferencialmente expressas no
endométrio de mulheres com endometriose (estádio II, fase menstrual secretora)
Identificação
Progenesis
Identificação
Progenesis
Identificação
Progenesis
Identificação
Progenesis
O14979 HNRNPDL 0,38 -3,13
V9HVZ4 GAPDH 0,04 -3,5
P04040 CAT 0,05 -3,94
P02647 APOA1 0,09 -3,97
P35754 GLRX 0,00245 -4,94
P02790 HPX 0,01 -7,52
V9HWE3 CA1 0,04 -8,35
P02671 FGA 0,006 -8,87
Q9Y3Z3 SAMHD1 0,2 -8,94
V9HWJ7 LCP1 0,01 -9,47
A0A024RA52 PSMA2 0,04 -18,88
V9GYM3 APOA2 0,00567 -34,97
FONTE: Software Progenesis QI (Nonlinear Dynamics, Newcastle upon Tyne, UK).
Teste estatístico: análise de variância anova (p <0,05).
91
Continua
Anexo L
Tabela S5 – Lista de proteínas diferencialmente expressas no endométrio de
mulheres com endometriose (estádio IV, fase menstrual secretora)
Identificação
Progenesis Código UniProt Anova (p-valor) Fold-change de
expressão
B0AZU6 HSPA4 0,00727 81,61
A8K3W9 HSP90AB1 0,01 61,35
H0YLA2 SRP14 0,03 51,07
Q1KSF8 TUBB 0,04 40,41
Q71VF9 SPTB 0,02 35,02
F8W180 MYL6 0,04 34,74
V9HVZ4 GAPDH 0,01 33,36
P06748 NPM1 0,02 28,73
H6VRG1 KRT1 0,03 25,23
P35527 KRT9 0,01 10,27
E9PF18 HADH 0,01 9,87
A0A024R3X4 HSPD1 0,04 9,32
Q9H7K8 CNDP2 0,03 7,72
E2DRY6 ENO1 0,03 6,8
Q15084 PDIA6 0,15 4,06
Q53T09 XRCC5 0,21 2,05
A0A0K2BMD8 HBA1/HBA2 0,44 1,97
P02768 ALB 0,15 1,71
Q53GK6 ACTB 0,3 1,61
B4DEF7 HSPA5 0,42 1,42
Q14473 HBB 0,06 -2,19
B7Z8B6 ITIH1 0,04 -2,43
V9HW31 ATP5F1B 0,05 -2,66
Q68CN4 IGHG1 0,04 -4,12
P02787 TF 0,02 -4,27
A0A0G2JMB2 IGHA2 0,03 -4,72
Q59GR5 BPGM 0,02 -6,54
A5PL27 CP 0,05 -15,38
P01833 PIGR 0,01 -36,59
X6R9L0 DNAJC3 0,02 -87,71
P55072 VCP 0,02 -99,18
V9HWA9 C3 0,000697 -131,39
FONTE: Software Progenesis QI (Nonlinear Dynamics, Newcastle upon Tyne, UK).
Teste estatístico: análise de variância anova (p <0,05).
92
Continua
Anexo M
Tabela S6 - Redes de interação mais significativas das proteínas
diferencialmente expressas em pacientes com endometriose.
Grupo de
pacientes com
endometriose
Proteínas da
rede de
interação
Total de
proteínas da
rede
Proteínas da
amostra
Doenças e vias
funcionais
Todos
AGT,AHSG,AL
B,APOH,BIRC5,
CCND1,CLU,CP,
CYBA,DDAH1,EL
ANE,F3,FBLN1,H
NF1A,HSF1,HSP
A8,IGF2R,IGFBP
2,IL7R,ITGAM,IT
GB2,JAK1,LMNA,
LTF,MYH14,NUM
A1,OSCAR,PCB
P1,SLPI,SRSF1,
TGFB1,TLR3,TN
F,VEGFA,miR-
146a-5p
20
12
Sinalização e
interação célula-a-
célula,
desenvolvimento e
função do sistema
hematológico, tráfico
de células imunes
BRCA1,CCL5,C
CS,CTDP1,CXC
L1,CXCL8,CYP
1A1,E2F3,EIF4
G1,ELANE,HBB
,HIF1A,HLA-
A,HMGA2,HNR
NPH1,HSPA5,IF
NG,IGFBP3,Imu
noglobulina,JAK
1,KIR,KRT6A,M
TPN,NANOG,O
SCAR,PIGR,PT
GER2,PTGER4,
RAD51,RBBP8,
RNA polimerase
II,SET,TLR3,TP
63,WFDC2
17
11
Resposta Inflamatória, Lesão
do Organismo e
Anormalidades, Câncer
93
Continua
Continuação da Tabela S6 - Redes de interação mais significativas das proteínas
diferencialmente expressas em pacientes com endometriose
Grupo de
pacientes com
endometriose
Proteínas da
rede de
interação
Total de
proteínas da
rede
Proteínas da
amostra
Doenças e vias funcionais
Endometriose,
estádio II, fase
proliferativa
ASAH1,ATP5F1
B,Akt,C3,CD28,
CD3,CS,CTSB,
CTSC,Creb,ELA
NE,ENO1,ERK1
/2,HSP90B1,HS
PA5,IQGAP1,Ig
G,KLK6,LCP1,L
DHB,LDL,MAP3
K7,MUC5AC,M
YD88,NME1,NR
G1,RAP1B,RBP
4,SERPINA1,SE
RPINA3,TCR,T
PI1,VCP,VIM,Y
WHAZ
36
22
Movimento Celular, Câncer,
Doença Gastrointestinal
CALM1,CCL2,C
CL5,CCND1,CD
KN1A,CELF1,C
OL18A1,CXCL1
2,ELAVL1,ERK1
/2,ETV5,FH,GLI
1,GSTP1,HADH
A,HNRNPA1,H
NRNPR,IL15,IL1
B,Jnk,KRT18,K
RT19,KRT8,LD
HA,MGA,NFE2L
2,NOS3,PGD,PI
K3CA,PTBP1,R
PL13,TGFBR2,
TKT,TLR4,TNF
SF10
17
13
Desenvolvimento Celular,
Crescimento Celular e
Proliferação,
Desenvolvimento de
Órgãos
94
Continua
Continuação da Tabela S6 - Redes de interação mais significativas das proteínas
diferencialmente expressas em pacientes com endometriose.
Grupo de
pacientes com
endometriose
Grupo de
pacientes com
endometriose
Grupo de
pacientes com
endometriose
Grupo de
pacientes com
endometriose
Grupo de pacientes com
endometriose
Endometriose,
estádio IV, fase
proliferativa
26s
Proteasome,AC
TR2,ACTR3,Akt
,C3,COL3A1,CT
SB,CTSD,Creb,
DES,DNA-
PK,ERK1/2,FSC
N1,HMGB1,HS
P90AA1,HSP90
B1,HSPD1,Hsp
90,IQGAP1,LA
MP1,LDL,LIMS
1,NFkB
(complexo),NME
1,NPM1,PI3K
(complexo),PPP
2CA,RHOA,RP
L15,RPS6,STIP
1,TCR,VCP,Veg
f,XRCC5
31
24
Comprometimento Celular,
Resposta Inflamatória,
Câncer
AK2,APOA4,Akt
,CBL,CCL22,CC
L3,CCND2,CD3,
CDC42,CXCL11
,CXCR4,ECH1,
EEF2,GRM1,HN
RNPK,IDH2,LD
HB,MAPK14,M
DH2,MYC,NFKB
1,NFKBIA,NFkB
(complex),PA2G
4,PLCG1,PTK2
B,RBL1,RBL2,R
PL22,RPS3,RP
S4X,RUVBL1,T
CR,TUFM,UQC
RC1
17
16
Ciclo Celular,
Desenvolvimento Função
do Tecido Conjuntivo,
Doenças Infecciosas
95
Continua
Continuação da Tabela S6 - Redes de interação mais significativas das proteínas
diferencialmente expressas em pacientes com endometriose
Grupo de
pacientes com
endometriose
Grupo de
pacientes com
endometriose
Grupo de
pacientes com
endometriose
Grupo de
pacientes com
endometriose
Grupo de pacientes com
endometriose
Endometriose,
estádio II, fase
secretora
ANXA2,APOA1,
APOA2,Actin,A
kt,C3,C4A/C4B,
CALR,ERK1/2,F
Actin,FLNA,GS
N,HMGB1,HP,H
PX,IgG,KRT18,
LCP1,LDL,LUM
,MARCKS,MYH
11,MYL12B,NO
NO,OGN,P38
MAPK,PLEC,PL
G,PPIA,PSMB6,
SFPQ,VCL,VIM,
YWHAZ,hemog
lobina
42
27
Função e Manutenção
Celular, Lesão do
Organismo e
Anormalidades, Doença
Cardiovascular
ACTN4,ANXA2,
ARHGDIB,CAL
M1,CASP1,CAS
P14,CCL22,CD1
63,CD28,CELF1
,CXCL11,CXCL
12,CXCL9,ELAV
L1,GPNMB,GU
SB,HNRNPDL,
HNRNPK,IL13,I
L1B,IL2,KHSRP
,LGALS1,MRC1,
MYL12B,PDLIM
1,PKM,PRDX1,
PRKCZ,RHOA,
SRSF1,TF,TMS
B10/TMSB4X,T
P53COR1,ZNF1
85
20
16
Movimento Celular,
Desenvolvimento e
Função do Sistema
Hematológico, Tráfico de
Células Imunitárias
96
Continua
Conclusão da Tabela S6 - Redes de interação mais significativas das proteínas
diferencialmente expressas em pacientes com endometriose
Grupo de
pacientes com
endometriose
Grupo de
pacientes com
endometriose
Grupo de
pacientes com
endometriose
Grupo de
pacientes com
endometriose
Grupo de pacientes com
endometriose
Endometriose,
estádio IV, fase
secretora
ACTB,APOH,A
PP,ATP5F1B,C
3,C3AR1,CASP
10,CD46,CDH1,
CFLAR,ENO1,E
RK1/2,HADH,H
BA1/HBA2,HSF
1,HSP90AB1,H
SPA5,HSPA8,H
SPD1,IFNG,IL1
0,IL13,IL17A,IL1
B,IL7,ITGB2,LD
L,MYL6,PARP1,
PDIA6,SERPIN
A1,TCR,TLR3,T
LR4,TUBB
21
12
Movimento Celular,
Resposta Inflamatória,
Doenças Infecciosas
26s
Proteasome,AL
B,APOH,BPGM,
CEBPB,CFTR,C
LU,CP,CXCL12,
CXCL5,CXCL8,
EIF2AK2,GAPD
H,HBB,Hsp70,I
L15,ITGB2,KRT
1,MBL2,NEIL2,
NFkB
(complexo),NPM
1,PARP1,PIGR,
RNA polimerase
II,SMAD7,TF,TL
R3,TP53,TP63,
VCP,XRCC5,let-
7a-5p,mir-
128,mir-204
19
11
Resposta Inflamatória,
Lesão do Organismo e
Anormalidades, Ciclo
Celular
FONTE: Ingenuity Pathway Analysis (IPA; Ingenuity Systems, Redwood City, CA, USA)
97
Continua
Anexo N
Tabela S7 - Principais genes reguladores das proteínas diferencialmente
expressas em pacientes do grupo com endometriose (fase proliferativa, estádio II)
Gene
regulador Tipo de molécula p- valor de
sobreposição
Proteínas diferencialmente
expressas
mir-122 microRNA 1,11E-06 ARHGAP1,CS,IQGAP1,SEPT2,TPD
52L2,VIM
IL15 citocina 8,26E-06 ENO1,GAPDH,LDHA,PGD,TKT,TPI
1
TCR complexo 9,61E-06 ATP5F1B,CS,CTSB,ENO1,LDHB,N
ME1,SERPINA3,TPI1
MDM4 enzima 1,68E-05 KRT8,SSBP1,VIM
NEIL2 enzima 6,71E-05 ACTB,GAPDH
HNRNPU transportador 6,71E-05 ACTB,GAPDH
SERPINA1 outros 1,31E-04 HSP90B1,HSPA5,VCP
HFE receptor
transmembrana 1,34E-04 HSP90B1,HSPA5
C3AR1 receptor acoplado a
proteína G 3,32E-04 C3,HSPA5
ELANE peptidase 4,64E-04 CTSB,MUC5AC
LDL complexo 5,14E-04 C3,HSP90B1,HSPA5
POLR2A enzima 6,16E-04 ACTB,GAPDH
FH enzima 7,90E-04 LDHA,TKT
ESRRA receptor nuclear
ligante dependente 1,43E-03 LDHA,LDHB
GNA12 enzima 1,46E-03 IQGAP1,VCL,VIM
CDH1 outros 2,58E-03 ACTB,VIM
NR1H4 receptor nuclear
ligante dependente 2,91E-03 LDHA,TPI1
NANOG regulador de
transcrição 3,23E-03 HSPA1A/HSPA1B,SEC22B,YWHAE
SFTPA2 outros 4,76E-03 HSPA5
KDM4B enzima 4,76E-03 VIM
MSX2 regulador de
transcrição 4,76E-03 VIM
KISS1 outros 4,76E-03 GSTP1
IL1B citocina 5,23E-03 C3,LCP1,MUC5AC,SERPINA3
CDKN1A kinase 5,32E-03 CTSB,VIM
CSF1 citocina 6,26E-03 HSP90B1,HSPA5
PPARG receptor nuclear
ligante dependente 6,77E-03 MUC5AC,RBP4
NFE2L2 regulador de
transcrição 6,77E-03 PGD,TKT
Alpha 1
antitrypsin grupo 9,50E-03 CTSB
98
Continua
Continuação da Tabela S7 - Principais genes reguladores das proteínas
diferencialmente expressas em pacientes do grupo com endometriose (fase
proliferativa, estádio II)
Gene
regulador Tipo de molécula p- valor de
sobreposição
Proteínas diferencialmente
expressas
SOX4 regulador de
transcrição 9,50E-03 VIM
mir-940 microRNA 9,50E-03 ARHGAP1
NR1H2 receptor nuclear
ligante dependente 9,50E-03 C3
NOS3 enzima 9,50E-03 GSTP1
TIMP3 outros 9,50E-03 VIM
HNF1A regulador de
transcrição 9,96E-03 ALB,SERPINA1,SERPING1
SMARCA4 regulador de
transcrição 1,01E-02 GAPDH,GSTP1
IL13 citocina 1,04E-02 C3,CTSC,LTA4H,MUC5AC
CTNNB1 regulador de
transcrição 1,18E-02 SERPINA1,SERPINA3,VIM
CACNA1C canal iônico 1,42E-02 ENO1
ZDHHC2 enzima 1,42E-02 VIM
PTPN23 fosfatase 1,42E-02 VIM
WDR5 enzima 1,42E-02 VIM
GAB2 outros 1,42E-02 MUC5AC
mir-124 microRNA 1,42E-02 PTBP1
let-7a-5p (and
other miRNAs
w/seed
GAGGUAG)
microRNA maduro 1,42E-02 VIM
ACE peptidase 1,42E-02 LDHA
CD99 outros 1,42E-02 TUBB3
Lh complexo 1,61E-02 ACTB,ARHGAP1,ARPC4,VCL
miR-122-5p
(miRNAs
w/seed
GGAGUGU)
microRNA maduro 1,71E-02 CS,TPD52L2
IgG complexo 1,76E-02 ASAH1,CTSC,HSPA5
Tnf receptor grupo 1,89E-02 C3
N-cor grupo 1,89E-02 GSTP1
CTNND1 outros 1,89E-02 VIM
DAB2IP outros 1,89E-02 VIM
FOXA2 regulador de
transcrição 1,89E-02 ALB
MTUS1 outros 1,89E-02 VIM
EGFR kinase 1,94E-02 HSPA5,VIM
ELAVL1 outros 2,11E-02 CALM1 (includes others),RPL13
IL6 citocina 2,19E-02 ORM1,SERPINA3
ERVW-1 outros 2,36E-02 HSPA5
SLC9A3R1 outros 2,36E-02 KRT19
99
Continua
Continuação da Tabela S7 - Principais genes r eguladores das proteínas
diferencialmente expressas em pacient es do grupo com endometriose (fase
proliferativa, estádio II)
Gene
regulador Gene regulador Gene
regulador Gene regulador
GPI enzima 2,36E-02 VIM
ATF6 regulador de
transcrição 2,36E-02 HSPA5
FHIT enzima 2,36E-02 VIM
CUL7 enzima 2,36E-02 VIM
MAPK7 kinase 2,36E-02 VIM
SRF regulador de
transcrição 2,46E-02 CAP1,VCL
CXCL12 citocina 2,55E-02 ARPC4,SSBP1
ESR2 receptor nuclear
ligante dependente 2,82E-02 GSTP1
NRG1 fator de crescimento 2,82E-02 MUC5AC
PDE4B enzima 2,82E-02 MUC5AC
CTCF regulador de
transcrição 2,82E-02 MUC5AC
DNAJB6 regulador de
transcrição 2,82E-02 VIM
PPID enzima 2,82E-02 VIM
SF1 regulador de
transcrição 2,82E-02 MYL6
THY1 outros 3,29E-02 VIM
SIN3A regulador de
transcrição 3,29E-02 GSTP1
FGF7 fator de crescimento 3,29E-02 APRT
AREG fator de crescimento 3,32E-02 C3,SSBP1
NEUROG1 regulador de
transcrição 3,32E-02 C3,LCP1
FSH complexo 3,40E-02 ACTB,ARHGAP1,ARPC4,VCL
PADI2 enzima 3,75E-02 VIM
DANCR outros 3,75E-02 VIM
TNF cytokine 4,16E-02 C3,CTSC,MUC5AC,SEC22B,VCL
JAK grupo 4,20E-02 VIM
WWC1 regulador de
transcrição 4,20E-02 VIM
FZD8 receptor acoplado a
proteína G 4,20E-02 VIM
RLIM en 4,20E-02 VIM
TGFB1 enzima 4,62E-02 ALB,SERPINA1,VIM
PPARD receptor nuclear
ligante dependente 4,66E-02 YWHAE
CCAT1 outros 4,66E-02 VIM
100
Continua
Conclusão da Tabela S7 - Principais genes reguladores das proteínas
diferencialmente expressas em pacientes do grupo com endometriose (fase
proliferativa, estádio II)
Gene
regulador Gene regulador Gene
regulador Gene regulador
TGFA fator de crescimento 4,66E-02 MUC5AC
TCF grupo 4,74E-02 SERPINA1,SERPINA3
Nota: O objetivo do p-valor de sobreposição é identificar os reguladores transcricionais que são
capazes de explicar as mudanças observadas na expressão gênica. O p-valor de sobreposição
mede se existe uma sobreposição estatisticamente significativa entre os genes do conjunto de
dados e os genes, que são regulados por um regulador de transcrição. O mesmo é calculado
usando o Teste Exato de Fisher. Significância é atribuída a valores de p <0,01.
101
Continua
Anexo O
Tabela – S8 - Principais genes reguladores das proteínas diferencialmente
expressas em pacientes do grupo com endometriose (fase proliferativa, estádio
IV)
Gene
regulador Tipo de molécula p- valor de
sobreposição
Proteínas diferencialmente
expressas
TCR complex 4,76E-12 AK2,APOA4,ATP5F1B,CTSB,ECH1,E
NO1,FLNA,HSPD1,IDH2,LAMP1,LDH
B,MDH2,NME1,PA2G4,RPL15,RPL22
,RPS3,RPS4X,TUFM,UQCRC1
mir-122 MicroRNA 0,000000253 G6PD,IQGAP1,LMNB2,NUDC,NUTF2
,PKM,PPP2CA,RBM3,SEPT2
HSF1 regulador de
transcrição
0,00000604 CBX3,EIF4A2,HNRNPA3,HSP90AA1,
HSPH1,RAB5C,RPL22,SERPINH1
ADGRG3 receptor acoplado a
proteína G
0,000157 CDC42,RHOA
Lh complexo 0,000255 ACTN1,ACTR2,GNB1,PGRMC1,RAB
1A,RAB5C,STIP1,TLN1,TPM1,TUBA1
A
IL15 citocina 0,000267 ENO1,G6PD,GAPDH,LDHA,PGD,PK
M,RPS6
ESRRA receptor nuclear
ligante dependente
0,000395 COL1A1,LDHA,LDHB
GATA4 regulador de
transcrição
0,00048 COL1A1,COL3A1,DES,MYH9,TPM1
AR receptor nuclear
ligante dependente
0,000572 ACTR3,CKAP4,GDI1,NAP1L1,PLS3
SATB1 regulador de
transcrição
0,000794 ACTG1,ACTN1,CTSD,HSP90AA1,ILF
3,RPLP1
SMAD3 regulador de
transcrição
0,000933 C3,COL1A1,COL3A1,DDB1
HAND2 regulador de
transcrição
0,00104 COL1A1,COL3A1,DES,TPM1
TBX5 regulador de
transcrição
0,00104 COL1A1,COL3A1,DES,TPM1
RUNX1 regulador de
transcrição
0,00116 ALB,MYH9,MYL9
FSH complexo 0,00153 ACTN1,ACTR2,GNB1,PGRMC1,RAB
1A,RAB5C,STIP1,TLN1,TPM1,TUBA1
102
Continua
Continuação da Tabela – S8 - Principais genes reguladores das proteínas
diferencialmente expressas em pacientes do grupo com endometriose (fase
proliferativa, estádio IV)
Gene
regulador Tipo de molécula p- valor de
sobreposição
Proteínas diferencialmente
expressas
DRAP1 regulador de
transcrição
0,0022 GAPDH,HIST1H1B,ILF2
AIF1 outros 0,00227 COL1A1,COL3A1
SF1 regulador de
transcrição
0,00227 COL1A1,MYL6
ELAVL1 outros 0,00283 FLNA,KHSRP,RACK1,RPS6
PRMT1 enzima 0,00316 FTL,HSP90AA1
SIN3A regulador de
transcrição
0,00316 COL1A1,GSTP1
TMPO outros 0,00316 COL1A1,COL3A1
NFE2L2 regulador de
transcrição
0,0041 FTL,G6PD,PGD
CARM1 regulador de
transcrição
0,00418 FTL,HSP90AA1
MYOCD regulador de
transcrição
0,00438 COL1A1,COL3A1,DES,TPM1
SMARCA4 regulador de
transcrição
0,0074 GAPDH,GSTP1,TUBB
HOXA13 regulador de
transcrição
0,00952 ALDH1A1,ENO1
26s
Proteasome
complexo 0,0111 CTSB,CTSD,LAMP1
let-7 microRNA 0,0116 EIF4A1,NAP1L1,PA2G4,PKM
Actin grupo 0,0125 FLNA
F Actin complexo 0,0125 FLNA
GREM1 outros 0,0125 COL1A1
KISS1 outros 0,0125 GSTP1
LAMTOR1 outros 0,0125 RHOA
PACS2 outros 0,0125 HLA-C
TRPV4 canal iônico 0,0125 RHOA
miR-133a-3p
(and other
miRNAs
w/seed
UUGGUCC)
microRNA maduro 0,0125 FSCN1
miR-183-5p
(miRNAs
w/seed
AUGGCAC)
microRNA maduro 0,0125 IDH2
103
Continua
Continuação da Tabela – S8 - Principais genes reguladores das proteínas
diferencialmente expressas em pacientes do grupo com endometriose (fase
proliferativa, estádio IV)
Gene
regulador Gene regulador Gene
regulador Gene regulador
miR-196a-5p
(and other
miRNAs
w/seed
AGGUAGU)
microRNA maduro 0,0125 COL1A1
mir-133 microRNA 0,0125 FSCN1
RBL1 regulador de
transcrição
0,0148 DDB1,PA2G4
GNA12 enzima 0,0211 IQGAP1,PPP1CC,RHOA
ERG regulador de
transcrição
0,0221 APOC1,DBN1,DSTN,FLNB,HMGB1
HNF1A-AS1 outros 0,0233 HIST2H2BE,HMGB2
Alpha 1
antitrypsin
grupo 0,0249 CTSB
CSNK1A1 kinase 0,0249 HNRNPC
DDR1 kinase 0,0249 COL1A1
ELP2 outros 0,0249 HSPA4
MBD2 regulador de
transcrição
0,0249 G6PD
NOS3 enzima 0,0249 GSTP1
NR1H2 receptor nuclear
ligante dependente
0,0249 C3
TAZ enzima 0,0249 CDC42
TSIX outros 0,0249 COL1A1
mir-196 microRNA 0,0249 COL1A1
CXCL12 citocina 0,0275 CANX,HNRNPD,SSBP1
SERPINA1 outros 0,0281 HSP90B1,VCP
AHR receptor nuclear
ligante dependente
0,0334 COL1A1,COL3A1
ACE peptidase 0,0372 LDHA
CACNA1C canal iônico 0,0372 ENO1
HNRNPU transportador 0,0372 GAPDH
IRX1 regulador de
transcrição
0,0372 HIST2H2BE
KAT5 regulador de
transcrição
0,0372 SRSF2
MRTFA regulador de
transcrição
0,0372 MYL9
NEIL2 enzima 0,0372 GAPDH
mir-124 microRNA 0,0372 PTBP1
104
Continua
Conclusão da Tabela – S8 - Principais genes reguladores das proteínas
diferencialmente expressas em pacientes do grupo com endometriose (fase
proliferativa, estádio IV)
Gene
regulador Gene regulador Gene
regulador Gene regulador
mir-665 microRNA 0,0372 KHSRP
AREG fator de
crescimento
0,0396 C3,HIST2H2BE,SSBP1
NANOG regulador de
transcrição
0,0429 COL3A1,HNRNPH1,YWHAE
HDAC1 regulador de
transcrição
0,0478 COL1A1,GSTP1
FOXA2 regulador de
transcrição
0,0492 ALB
HFE receptor
transmembranda
0,0492 HSP90B1
N-cor grupo 0,0492 GSTP1
THBS4 outros 0,0492 COL3A1
Tnf receptor grupo 0,0492 C3
ZBTB7B regulador de
transcrição
0,0492 COL1A1
mir-145 microRNA 0,0492 FSCN1
Nota: O objetivo do p-valor de sobreposição é identificar os reguladores transcricionais que são
capazes de explicar as mudanças observadas na expressão gênica. O p-valor de sobreposição
mede se existe uma sobreposição estatisticamente significativa entre os genes do conjunto de
dados e os genes, que são regulados por um regulador de transcrição. O mesmo é calculado
usando o Teste Exato de Fisher. Significância é atribuída a valores de p <0,01.
105
Continua
Anexo P
Tabela S9 - Principais genes reguladores das proteínas diferencialmente
expressas em pacientes do grupo com endometriose (fase secretora, estádio II)
Gene regulador Tipo de molécula
p- valor de
sobreposiçã
o
Proteínas
diferencialmente
expressas
NFE2L2
regulador de
transcrição 7,01E-10
FTH1,FTL,PGD,PRDX1,
SOD2,TALDO1,TKT
MDM4 enzima 9,82E-07 KRT8,P4HB,SOD2,VIM
CARM1
regulador de
transcrição 2,29E-05 FTH1,FTL,KRT1
IL15 citocina 1,10E-04
GAPDH,PGD,PKM,TAL
DO1,TKT,TPI1
GLI1
regulador de
transcrição 1,87E-04
KRT19,NES,S100A9,TU
FM
TCR complexo 2,53E-04
AK2,CTSB,FLNA,GLUD
1,RPS3,TALDO1,TPI1,T
UFM
BTG2
regulador de
transcrição 3,35E-04 CAT,SOD2
S100A10 outros 8,30E-04 ANXA2,PLG
DNAJB6
regulador de
transcrição 8,30E-04 KRT18,VIM
PRMT1 enzima 1,16E-03 FTH1,FTL
THY1 outros 1,16E-03 NES,VIM
KRT14 outros 2,70E-03 KRT1,KRT18,KRT8
EFNA5 kinase 3,38E-03 KRT1,KRT18,KRT75
CCL5 citocina 3,63E-03 PLEC,PNP,TUBB4B
EFNA4 kinase 3,88E-03 KRT1,KRT18,KRT75
EFNA3 kinase 3,88E-03 KRT1,KRT18,KRT75
ELAVL1 outros 5,34E-03
CALM1 (includes
others),FLNA,KHSRP
GNA12 enzima 5,34E-03 MYH11,VCL,VIM
HNF1A
regulador de
transcrição 5,39E-03
ALB,APCS,APOA2,GOT
1
KDM1A enzima 5,55E-03 HBB,KRT18
SRF
regulador de
transcrição 6,71E-03 MYH11,TUBB4B,VCL
EFNA2 kinase 6,71E-03 KRT1,KRT18,KRT75
EFNA1 outros 7,08E-03 KRT1,KRT18,KRT75
RUNX1
regulador de
transcrição 7,12E-03 ALB,MYH9
SNAI1
regulador de
transcrição 7,12E-03 KRT18,KRT8
Actin grupo 7,54E-03 FLNA
Beta Secretase grupo 7,54E-03 NES
106
Continua
Continuação da Tabela S9 - Principais genes reguladores d as proteínas
diferencialmente expressas em pacientes do grupo com endometrio se (fa se
secretora, estádio II)
Gene regulador Gene regulador Gene
regulador Gene regulador
F Actin complexo 7,54E-03 FLNA
KDM4B enzima 7,54E-03 VIM
MSX2
regulador de
transcrição 7,54E-03 VIM
KISS1 outros 7,54E-03 GSTP1
SUPT16H
regulador de
transcrição 9,81E-03 HNRNPK,KRT8
SSRP1
regulador de
transcrição 9,81E-03 HNRNPK,KRT8
CDKN1A kinase 1,29E-02 CTSB,VIM
Alpha 1
antitrypsin grupo 1,50E-02 CTSB
JINK1/2 grupo 1,50E-02 PLG
SOX4
regulador de
transcrição 1,50E-02 VIM
BCL11A
regulador de
transcrição 1,50E-02 HBB
NR1H2
ligand-dependent
nuclear receptor 1,50E-02 C3
NOS3 enzima 1,50E-02 GSTP1
HEYL
regulador de
transcrição 1,50E-02 MYH11
PAX6
regulador de
transcrição 1,50E-02 KRT1
PIK3C2B kinase 1,50E-02 KRT1
TIMP3 outros 1,50E-02 VIM
APOC3 transportador 1,50E-02 APOA1
let-7 microRNA 1,59E-02 BCAT1,PKM,VIM
TP63
regulador de
transcrição 1,75E-02
FUBP1,GAPDH,KHSRP,
KRT1,TPM1
PRL citocina 1,98E-02 CTSB,KRT19,SAMHD1
OLFM2 outros 2,24E-02 MYH11
NEIL2 enzima 2,24E-02 GAPDH
CACNA1C canal iônico 2,24E-02 ANXA2
ZDHHC2 enzima 2,24E-02 VIM
PTPN23 fosfatase 2,24E-02 VIM
WDR5 enzima 2,24E-02 VIM
HEY2
regulador de
transcrição 2,24E-02 MYH11
PDGFRB kinase 2,24E-02 MYH11
KL enzima 2,24E-02 SOD2
mir-665 microRNA 2,24E-02 KHSRP
107
Continua
Continuação da Tabela S9 - Principais genes reguladores das proteínas
diferencialmente expressas em pacientes do grupo com endometriose (fase
secretora, estádio II)
Gene regulador Gene regulador Gene
regulador Gene regulador
let-7a-5p (and
other miRNAs
w/seed
GAGGUAG) microRNA maduro 2,24E-02 VIM
SP4
regulador de
transcrição 2,24E-02 SOD2
HNRNPU transportador 2,24E-02 GAPDH
TFAP2C
regulador de
transcrição 2,24E-02 SOD2
SMARCA4
regulador de
transcrição 2,41E-02 GAPDH,GSTP1
IL1B citocina 2,47E-02 C3,GUSB,LCP1,SOD2
SATB1
regulador de
transcrição 2,81E-02 ACTG1,GLRX,HBB
ERK1/2 grupo 2,98E-02 C3,CALR,PSMB6
Tnf receptor grupo 2,98E-02 C3
N-cor grupo 2,98E-02 GSTP1
APLN outros 2,98E-02 CAT
CTNND1 outros 2,98E-02 VIM
DAB2IP outros 2,98E-02 VIM
NKX2-3
regulador de
transcrição 2,98E-02 MYH11
HFE
receptor
transmembrana 2,98E-02 TF
BCL2 transportador 2,98E-02 NES
FOXA2
regulador de
transcrição 2,98E-02 ALB
CD69
receptor
transmembrana 2,98E-02 S100A9
SMO
receptor acoplado a
proteína G 2,98E-02 HBB
MTUS1 outros 2,98E-02 VIM
CDKN2A
regulador de
transcrição 3,01E-02 TPM1,VIM
HMG20A
regulador de
transcrição 3,71E-02 KRT18
SLC9A3R1 outros 3,71E-02 KRT19
GPI enzima 3,71E-02 VIM
FHIT enzima 3,71E-02 VIM
CUL7 outros 3,71E-02 VIM
MAPK7 kinase 3,71E-02 VIM
108
Continua
Conclusão da Tabela S9 - Principais genes reguladores das proteínas
diferencialmente expressas em pacientes do grupo com endometriose (fase
secretora, estádio II)
Gene regulador Gene regulador Gene
regulador Gene regulador
TFAP2B
regulador de
transcrição 3,71E-02 SOD2
C3AR1
receptor acoplado a
proteína G 4,44E-02 C3
ESR2
receptor nuclear ligante
dependente 4,44E-02 GSTP1
IL22 citocina 4,44E-02 KRT1
EIF3A outros 4,44E-02 RAD23B
PPID enzima 4,44E-02 VIM
FSH complexo 4,47E-02
GOT1,KRT18,TLN1,TP
M1,VCL
Lh complexo 6,78E-02 KRT18,TLN1,TPM1,VCL
Nota: O objetivo do p-valor de sobreposição é identificar os reguladores transcricionais
que são capazes de explicar as mudanças observadas na expressão gênica. O p-valor
de sobreposição mede se existe uma sobreposição estatisticamente significativa entre
os genes do conjunto de dados e os genes, que são regulados por um regulador de
transcrição. O mesmo é calculado usando o Teste Exato de Fisher. Significância é
atribuída a valores de p <0,01.
109
Continua
Anexo Q
Tabela S10 - Principais genes reguladores das proteínas diferencialmente
expressas em pacientes do grupo com endometriose (fase secretora,
estádio IV)
Gene
regulador
Tipo de
molécula
p- valor de
sobreposição
Proteínas diferencialmente
expressas
HNRNPU transportador 0,00000685 ACTB,GAPDH
NEIL2 enzima 0,00000685 ACTB,GAPDH
HFE receptor de
membrana 0,0000137 HSPA5,TF
C3AR1 receptor acoplado
a proteína G 0,0000342 C3,HSPA5
POLR2A enzima 0,0000636 ACTB,GAPDH
TCR complexo 0,000332 ATP5F1B,ENO1,HADH,HSPD1
SERPINA1 outros 0,000471 HSPA5,VCP
IL15 citocina 0,000481 BPGM,ENO1,GAPDH
SMARCA4 regulador de
transcrição 0,0011 GAPDH,TUBB
LDL complexo 0,00117 C3,HSPA5
ADGRV1 receptor acoplado
a proteína G 0,00154 HBA1/HBA2
CYP2C9 enzima 0,00154 HBA1/HBA2
SFTPA2 outros 0,00154 HSPA5
BCL11A regulador de
transcrição 0,00307 HBB
ELP2 outros 0,00307 HSPA4
NR1H2
receptor nuclear
dependente de
ligante
0,00307 C3
PAX6 regulador de
transcrição 0,00307 KRT1
PIK3C2B kinase 0,00307 KRT1
CACNA1C canal iônico 0,0046 ENO1
FOXA2 regulador de
transcrição 0,00613 ALB
SMO receptor acoplado
a proteína G 0,00613 HBB
Tnf receptor grupo 0,00613 C3
ATF6 regulador de
transcrição 0,00766 HSPA5
ERVW-1 outros 0,00766 HSPA5
IL22 citocina 0,00919 KRT1
SF1 regulador de
transcrição 0,00919 MYL6
CARM1 regulador de
transcrição 0,0122 KRT1
110
Continua
Conclusão da Tabela S10 - Principais genes reguladores das proteínas
diferencialmente expressas em pacientes do grupo com endometriose
(fase secretora, estádio IV)
Gene
regulador Gene regulador Gene
regulador Gene regulador
RARB
receptor nuclear
dependente de
ligante
0,0138 KRT1
TINCR outros 0,0138 KRT1
STAU1 transportador 0,0153 KRT1
TAL1 regulador de
transcrição 0,0153 HBB
EPO citocina 0,0168 TF
HOXA13 regulador de
transcrição 0,0183 ENO1
FGFR2 kinase 0,0198 KRT1
ATM kinase 0,0213 ACTB
CD46 outros 0,0228 C3
KDM1A enzima 0,0228 HBB
CDH1 outros 0,0243 ACTB
RNA
polymerase II complexo 0,0258 HBB
RUNX1 regulador de
transcrição 0,0258 ALB
OSM citocina 0,0273 HSPA5
DRAP1 regulador de
transcrição 0,0318 GAPDH
TP63 regulador de
transcrição 0,0373 GAPDH,KRT1
CSF1 citocina 0,0377 HSPA5
ESR1
receptor nuclear
dependente de
ligante
0,0407 C3
Nota: O objetivo do p-valor de sobreposição é identificar os reguladores transcricionais
que são capazes de explicar as mudanças observadas na expressão gênica. O p-valor
de sobreposição mede se existe uma sobreposição estatisticamente significativa entre
os genes do conjunto de dados e os genes, que são regulados por um regulador de
transcrição. O mesmo é calculado usando o Teste Exato de Fisher. Significância é
atribuída a valores de p <0,01.
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