{"paper_id":"46fa6b01-c0c0-4db3-8d4d-eb77a725aaeb","body_text":"LIDIA HYUN JOO MYUNG \n \n \n \n \n \nAnálise de marcadores protéicos no endométrio de mulheres \nportadoras de endometriose profunda intestinal \n \n \n \n \n \n \n \nDissertação apresentada à Faculdade de Medicina \nda Universidade de São Paulo para a obtenção  \ndo título de Mestre em Ciências \n \nPrograma de Obstetrícia e Ginecologia \nOrientador: Prof Dr  Maurício Simões Abrão \n \n \n \n \n \n \nSão Paulo \n2019 \n \n \n \n\n \n \n \nDados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)\nPreparada pela Biblioteca da\nFaculdade de Medicina da Universidade de São Paulo\n©reprodução autorizada pelo autor\nResponsável: Erinalva da Conceição Batista, CRB-8 6755\nMyung, Lidia Hyun Joo\n   Análise de marcadores protéicos no endométrio de\nmulheres portadoras de endometriose profunda\nintestinal / Lidia Hyun Joo Myung. -- São Paulo,\n2019.\n   Dissertação(mestrado)--Faculdade de Medicina da\nUniversidade de São Paulo.\n   Programa de Obstetrícia e Ginecologia.\n   Orientador: Maurício Simões Abrão.\n   Descritores: 1.Endometriose 2.Biomarcadores\n3.Endométrio 4.Proteômica 5.Espectrometria de massas\n6.Neoplasias \nUSP/FM/DBD-187/19\n \n \n \n \n \n\n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n“Feliz aquele que transfere o que sabe, e aprende o que ensina” \nCora Coralina \n \n \n \n \n\n \n \n \nDEDICATÓRIA \n \nAos meus pa is, Duk Jun Myung e Bok Hi Suh , os maiores guerreiros que \nconheci em minha vida. Em suas tenras idades, agarraram -se a uma \noportunidade de vida no Brasil. Dedicaram suas vidas inteiramente aos estudos \nde seus filhos, nos apoiando com o melhor que puderam, incondicionalmente \nem todas as etapas de nossas vidas. Minha mãe entre todos os obstáculos, \nsempre com um sorriso em seu semblante, iluminando a todos ao seu redor. \nTransmitiram-me os valores pelo exemplo, e que norteiam a minha vida e \nminha conduta: digni dade, honestidade, integridade, lealdade, respeito, \nhumildade, eficiência e persistência. \nAos meus irmãos, Viviane e Eduardo , meus companheiros de sangue, muito \nobrigada por estarem ao meu lado desde a nossa infância, os nossos primeiros \npassos e até os nossos últimos dias.  \nÀ minha avó Do Nan Suh , e aos meus tios Daniel e Domingos, nosso esteio \nemocional e material durante os momentos mais difíceis e de necessidade . Em \nmemória de minha tia Sok, minha madrinha espiritual e guerreira, que sempre \nesteve ao meu lado, nos momentos mais difíceis. Confiou no meu potencial, e \nde mim não desistiu até o final de sua vida. Vocês são responsáveis por essa \nvitória conquistada!  \nAo Ruy, meu amado companheiro de vida e de alma , meu esteio espiritual, \nobrigada por me permi tir voar, confiar em mim e respeitar minha missão.  Por \ntodos os anos que vivemos juntos e por não desistir, mesmo com todas as \ndificuldades.  \nAos meus sobrinhos, Lucas e Pedro , que despertam o que há de mais puro \namor dentro de mim.   \nA toda a minha família e amigos, razões do meu viver. Muito obrigada!! \n \n\n \n \n \nAGRADECIMENTOS \n \n \nUm agradecimento especial imensurável ao Professor Doutor Maurício \nSimões Abrão . Meu tutor e padrinho profissional desde os meus primeiros \npassos a esta profissão, sacerdócio abençoado da Medicina. Minha gratidão e \nlealdade eternas a quem foi um dos únicos a não desistir do meu potencial, \nquando dos momentos mais desesperançosos de minha vida. Me apoiou \nquando eu não tinha nada para retribuir em troca. Tornou -se figura inspiradora \ndo meu cr escimento. Mestre e líder, ensinou -me a praticar a M edicina com \neficiência, carinho e cuidado. Dotado de energia e ideais inspiradores, sempre \nbuscando inovar e agregar os que se aproximam, ensina aos seus alunos a \nbeleza e a importância da C iência, e da M edicina Humana Baseada em \nEvidências. Querido Professor, muito obrigada por todas as  oportunidades, \npela paciência e por acreditar no nosso potencial;  \n \nAo Professor Doutor Edmund Chada Baracat pela oportunidade de \naprender, trabalhar e contribuir para a P ós Graduação d a Disciplina de \nObstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São \nPaulo, pelas orientações e  pelo apoio em todas as etapas da Dissertação de \nMestrado;  \n \nAo Professor Doutor Sérgio Podgaec , a quem agradeço pelo apoio e \nincentivo a esse tema de Mestrado, e pelos  inúmeros ensinamentos e \noportunidades;  \n \nAo Professor Doutor Edécio Cunha e à Dra Aline Martins por todo o apoio, \nensinamentos e pela  disponibilidade do tempo dispendido. Agradeço por terem \nsido fundamentais na conclusão deste trabalho; \n \nÀ Dra. Renata Coudry  pela paciência, por compartilhar conhecimento, e por \nter sido papel fundamental na conclusão do tema desta dissertação; \n \n\n \n \n \nAo Professor Doutor Arlindo Moura, Professor Doutor Leonardo Bezerra,  \nDra Julia Bezerra,  Dra Kathiane Lustosa, Dra Raphaela Menoli pela \npaciência e parceria, por compartilharem amostras, análises e conhecimento, e \npor terem sido papel fundamental na conclusão deste trabalho; \n \nÀ Professora Doutora Rosanne Kho , por ser exemplo de competência \nacadêmica, de ensino e pesquisa. Sua presença que ilumina a todos que tem \noportunidade de conhecê-la. Obrigada por compartilhar conhecimento, e por ter \nsido papel fundamental na conclusão do artigo científico deste trabalho; \n \nAos colegas e amigos João Antoni o Dias Júnior , Luiz Flávio Fernandes,  \nPatrick Bellelis , Giuliano Borrelli, Marina Andres, Fernanda Okita, Tácito \nAugusto, Rodrigo Barbosa, Mariana Vieira, Talitha Araújo e todos os outros \nmembros do setor de endometriose pelo incentivo, apoio e parceria . Às \nqueridas Marta Privato, Maricy Rarched, Malu Marin  pelo apoio incondicional \npara as etapas iniciais do Projeto de Pesquisa e preservação das amostras; \n \nÀs pacientes, inspiração de todo o trabalho, a quem assistimos, estudamos e \npesquisamos. Que este trab alho nos inspire a encontrar um tratamento digno \nde que merecem. Meu muito obrigada! \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n\n \n \n \nNORMATIZAÇÃO ADOTADA  \n \nEsta dissertação está de acordo com as seguintes normas, em vigor no \nmomento desta publicação:  \n \nReferências: adaptado de International Committee of Medical Journals Editors \n(Vancouver).  \n \nUniversidade de São Paulo. Faculdade de Medicina. Divisão de Biblioteca e \nDocumentação. Guia de apresentação de dissertações, teses e monografias . \nElaborado por Anneliese Carneiro da Cunha, Maria Julia de A. L. Freddi, Maria \nF. Crestana, Marinalva de Souza Aragão, Suely Campos Cardoso, Valéria \nVilhena. 3a ed. São Paulo: Divisão de Biblioteca e Documentação; 2011.  \n \nAbreviaturas dos títulos dos periódicos de acordo com List of Journals Indexed \nin Index Medicus.  \n \n \n \n \n \n \n\n \n \n \nSUMÁRIO \n \nLista de abreviaturas \nLista de tabelas \nLista de figuras  \nLista de gráficos \nResumo \nSummary \n \n1. INTRODUÇÃO ...............................................................................................2  \n1.1 Endometriose..........................................................................................2  \n1.2 Proteômica .............................................................................................4 \n1.2.1 Eletroforese bidimensional..........................................................5  \n1.2.2 Espectrometria de massas .........................................................6 \n1.2.3 Proteômica Shotgun/ Bottom-up .................................................7 \n1.3 Proteômica e biomarcadores em endometriose  ....................................8 \n \n2. OBJETIVO ....................................................................................................12 \n \n3. PACIENTES E MÉTODO..............................................................................14 \n3.1 Local de estudo e pacientes .................................................................14  \n3.1.1 Número de pacientes estudados ..............................................15 \n3.1.2 Critérios de inclusão .................................................................15 \n3.1.3 Critérios de exclusão ................................................................16 \n3.1.4 Dinâmica do estudo ..................................................................16 \n3.2 Coleta de amostras ..............................................................................17 \n3.3 Extração de proteínas ..........................................................................17 \n3.4 Digestão de proteínas ..........................................................................18 \n3.5 Dessalinização peptídica ......................................................................18 \n3.6 Espectrometria de massas ...................................................................20 \n3.7 Delineamento experimental e análise dos dados .................................21 \n  \n \n\n \n \n \n4. RESULTADOS ..............................................................................................25  \n4.1 Avaliação clínica ...................................................................................25  \n4.2 Análise de proteínas .............................................................................28  \n4.2.1 Identificação de proteínas diferencialmente expressas no \nendométrio.........................................................................................................28 \n4.2.2 Análise biológica e funcional das proteínas por software de \nbioinformática ....................................................................................................28 \n \n5. DISCUSSÃO .................................................................................................42 \n \n6. CONCLUSÕES .............................................................................................52 \n \n7. ANEXOS .......................................................................................................54  \n \n8. REFERÊNCIAS ..........................................................................................112  \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n\n \n \n \n \nLISTA DE ABREVIATURAS \n \nAGC   Automatic Gain Control \nASRM   American Society for Reproductive Medicine \noC    Graus Celsius \nCA   California \nCaCl2   Cloreto de Cálcio \nDDA   Data - Dependent Acquisition \nDTT   Ditiotreitol \nESI    Electron Spray Ionization  \nEUA    Estados Unidos da América \nFDA    Food and Drug Administration \nFT-ICR  Fourier-transform ion cyclotron resonance mass \nspectrometry \nFXR Farnesoid X Receptor \ng    gramas \nGnRH   Gonadotropin-Releasing Hormone \nGOA     Gene Onthology Annotation \nh    Horas \nHCD   Higher-energy Collisional Dissociation \nHCFMUSP  Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da \nUniversidade de São Paulo \nIAA Iodoacetamida \n\n \n \n \nIMC Índice de Massa Corporal \nInCor Instituto do Coração \nIVDMIA   In Vitro Diagnostic Multivariate Index Assay  \nIPA   Ingenuity Pathway Analysis \nkDa    Quilodalton \nKg   Quilogramas \nLBPQ    Laboratório de Bioquímica e Química de Proteínas \nLXR   Liver X Receptors \nm   metros \nmg   miligramas   \nmm    milímetros \nM    Molar \nMALDI   Matrix Assisted Laser Desorption Ionization  \nm/z    Relação massa- carga \nNCBI   National Center for Biotechnology Information \np    Probabilidade de significância \nPCA   Principal Component Analysis \npH    Potencial Hidrogeniônico \nrpm    Rotações por minute \nRX   X Receptor \nRXR   Retinoid X Receptor \nSELDI-TOF MS  Surface Enhanced Laser Desoption Ionization – Time of \nFlight Mass Spectrometry  \n\n \n \n \nSTRAP Software Tool for Rapid Annotation of Proteins \nTEAB   Triethylammonium Bicarbonate \nTFA    Ácido Trifluoroacético \nUFC    Universidade Federal do Ceará  \nUK   United Kingdom \nUnB    Universidade de Brasília  \nV    Volts \nµl   Microlitros \nµm    Micrômetros \n \n \n \n \n \n\n \n \n \nLISTA DE TABELAS \n  \nTabela 1 - Dados clínicos, fase do ciclo menstrual e estádio de doença das \npacientes incluídas no estudo nos grupos controle e endometriose.................27 \n  \nTabela 2 - Principais proteínas com expressão aumentada no grupo \nendometriose.....................................................................................................28 \n \nTabela 3 - Principais proteínas com expressão reduzida no grupo \nendometriose…………………………………………………………..……………..29  \n \nTabela 4 - Principais proteínas diferencialmente expressas no  \ngrupo endometriose (estádio II), de acordo com fase \ndo ciclo menstrual……………………………………………………………………32 \n \nTabela 5 - Principais proteínas diferencialmente expressas no  \ngrupo endometriose (estádio IV), de acordo com fase \ndo ciclo menstrual………………………………………...………………………….33 \n \nTabela S1 - Lista de proteínas diferencialmente expressas no endométrio de \nmulheres com endometriose (todos os grupos)…………………………………..76 \n \nTabela S2 - Lista de proteínas diferencialmente expressas no endométrio de \nmulheres com endometriose (estádio II, fase menstrual proliferativa)…………78 \n \nTabela S3 - Lista de proteínas diferencialmente expressas no endométrio de \nmulheres com endometriose (estágio IV, fase menstrual proliferativa)………..81 \n \nTabela S4 - Lista de proteínas diferencialmente expressas no endométrio de \nmulheres com endometriose (estádio II, fase menstrual secretora)……………87 \n \nTabela S5 - Lista de proteínas diferencialmente expressas no endométrio de \nmulheres com endometriose (estádio IV, fase menstrual secretora)…………..91 \n\n \n \n \n \nTabela S6 - Redes de interação mais significativas das proteínas \ndiferencialmente expressas em pacientes com endometriose………….....……92 \n \nTabela S7 - Principais genes reguladores das proteínas diferencialmente \nexpressas em pacientes do grupo com endometriose (fase proliferativa, estádio \nII)………………………………………………………………………………….……97 \n \nTabela S8 - Principais genes reguladores das proteínas diferencialmente \nexpressas em pacientes do grupo com endometriose (fase proliferativa, estádio \nIV)…………………………………………………………………………………….101 \n \nTabela S9 - Principais genes reguladores das proteínas diferencialmente \nexpressas em pacientes do grupo com endometriose (fase secretora, estádio \nII)……………………………………………………………………………………...105 \n \nTabela S10 - Principais genes reguladores das proteínas diferencialmente \nexpressas em pacientes do grupo com endometriose (fase secretora, estádio \nIV)…………………………………………………………………………………….109 \n \n \n \n \n \n \n \n\n \n \n \nLISTA DE FIGURAS \n \nFigura 1 - Equipamento de espectrômetro de massas: composto por uma fonte \nionizante, analisadora, e detectora.....................................................................6 \n \nFigura 2  - Plataforma Qubit TM (Thermo Fisher, EUA)  para quantifi cação \npeptídica………………………………………………………………………………19 \n \nFigura 3 - Espectrômetro de massas híbrido Thermo Scientific Orbitrap Elite® \n(Thermo Scientific).…………………………………………………………..……...20 \n \nFigura 4 - Fluxograma de pacientes do estudo................................................26 \n \nFigura 5 a - Análise das p rincipais interações de proteínas dife rencialmente \nexpressas no grupo endometriose em comparação  ao grupo controle  pelo \nsoftware IPA (IPA; Ingenuity Systems, Redwood City, CA, \nEUA)…………………………………………………………………………………..37 \n \nFigura 5b - Análise das p rincipais interações de proteínas diferencialmente \nexpressas na forma grave da endometr iose (estádio IV), e na fase menstrual \nproliferativa, pelo software IPA (IPA; Ingenuity Systems, Redwood City, CA, \nEUA)……………………………………………………………………………...…...38 \n \nFigura 5c- Análise das p rincipais interações de proteínas diferencialmente \nexpressas na forma grave da endometriose (está dio IV), e na fase menstrual \nsecretora, pelo software IPA (IPA; Ingenuity Systems, Redwood City, CA, \nEUA)…………………………………………………………………………….……..39 \n \n \n\n \n \n \nLISTA DE GRÁFICOS \n \nGráfico 1- Comparação entre grupos de proteínas diferencialmente expressas \nem endométrio de pacientes com endometriose (categoria por localização \ncelular)...............................................................................................................34 \n \n \nGráfico 2- As vias canônicas mais significativas nas pacientes com \nendometriose, de acordo com a análise do software Ingenuity Pathway Analysis \n(IPA) …………………………………………………………………………………..35 \n \n \n \n\nRESUMO  \n \nMyung, LHJ. Análise de marcadores protéicos no endométrio de mulheres \nportadoras de endometriose  profunda intestinal  [dissertação]. Sã o Paulo: \nFaculdade de Medicina, Universidade de São Paulo; 2019. \n  \nINTRODUÇÃO: A endometriose é doença ginecológica prevalent e, com \nintervalo de tempo longo entre o início dos sintomas e o diagnósti co definitivo. \nA endometriose profunda intestinal se apresenta com sintomas mais severos, e \nmaior morbidade cirúrgica. Um método minimamente invasivo para o \ndiagnóstico precoce se faz necessário, e impediria a progressão para as \nformas mais profundas da doença. Estudos de biomarcadores com técnicas em \nproteômica podem trazer melhor e ntendimento das bases moleculares da \ndoença, possibilidade de diagnóstico precoce, e do desenvolvimento de \nterapias-alvo. OBJETIVO: Comparar o perfil de expressão de proteínas d o \nendométrio tópico entre pacientes saudáveis e com endome triose profunda \nintestinal, por técnica de espectrometria de massas shotgun. MÉTODOS: \nEstudo caso-controle exploratório, com total de 24 pacientes divididas em dois \ngrupos: pacientes com endometrios e profunda intestina l com comprovação \ncirúrgica, e pacient es do grupo controle saúdavel submetidas a cirurgia de \nlaqueadura tubárea. Amostras de endométrio tópico foram obtidas por meio de \nauxílio de catéter de aspiração . As amostras foram submetidas a ext ração, \ndigestão, dessalinização peptídica, e analisadas seguindo uma abordagem de \nespectrometria de massas shotgun, label-free de DDA (aquisição dependente \nde dados), utilizando o instrumento Orbitrap Elite  (Thermo Fisher, EUA ). \nRESULTADOS: a análise prote ômica dos resultados  foi realizada através do \nsoftware Progenesis QI  (Nonlinear Dynamics, Newcastle upon Tyne, UK ), e \nresultou em um painel de 595 proteínas diferencialmente expressas entre os \ngrupos controle e endometriose. Os resultados revelaram diferen tes moléculas \nde acordo com a fase do ciclo menstrual, e o  estádio da doença. As principais \nproteínas com expressão aumentada no grupo de pacientes com endometriose \nincluíram SETSIP, SRRM2, CAPS, H2AFV e SAFB, enquanto moléculas \nreguladas negativamente incluíram BPIFB1, FAM184A, SLPI, PIGR, JCHAÍNA, \n\n \n \n \nHLA-A e LTF. As proteínas diferenciais entre os grupos apresentaram o câncer \ncomo principal doença associada (p - valor de 4,14E-02 – 3,91E-08), de acordo \ncom as análises realizadas pelo software IPA  (Ingenuity Pathway Analysis \nSystem; Ingenuity Systems, Redwood City, CA, USA). As principais proteínas \ncom expressão aumentada nos estádios mais avançados da doença foram \nCHMP4B, DES, EIF3I, CDH13, LIMS1, HSPA4, HSP90AB1, TUBB, NPM1, \nMYL6, e foram descritas relaciona das a metástases e p ior prognóstico de \ndiversos tipos de c ânceres. CONCLUSÃO: CHMP4B, DES, EIF3I, CDH13, \nLIMS1, HSPA4, HSP90AB1, TUBB, NPM1, MYL6 são proteínas com \nexpressão aumentada no endométrio das pacientes portadoras de \nendometriose profunda intestin al em estádios avanç ados. O presente estudo \nrevelou proteínas diferencialmente expressas na endometriose em associação \ncom diversos tipos de cânceres. Os achados constituem  possíveis marcadores \npara o desenvolvimento de técnicas para o  diagnóstico minimamente invasivo, \ne potenciais alvos terapêuticos para a doença. \n \nDescritores: Endometriose; Biomarcadores; Endométrio; Proteômica; \nEspectrometria de massas; Neoplasias. \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n\n \n \n \nSUMMARY  \n \nMyung, LHJ. Analysis of protein markers in the endometrium of wom en with \ndeep intesti nal endometriosis  [dissertation]. São Paulo: “Faculdade de \nMedicina, Universidade de São Paulo”; 2019. \n \nINTRODUCTION: Endometriosis is a prevalent gynecological di sease, with a \nlong time elapsed from onset of symptoms to  definitive diag nosis. Deep \nintestinal endometriosis presents with more se vere symptoms, and gr eater \nsurgical morbidity. A minimally invasive method for early diagnosis becomes \nnecessary and  would prevent pro gression to the deeper presentations of the \ndisease. Studies of biomarkers with proteomics techniques can provide a better \nunderstanding of the molecular basis of the disease, the possibility of early \ndiagnosis, and the development of target ed therapies. OBJECTIVE: To \ncompare the expression of eutopic  endometrial proteins be tween healthy and \ndeep intestinal endo metriosis patients , using a shotgun mass spectrometry \ntechnique. METHODS: An exploratory case -control study with a t otal of 24 \npatients divided in  two groups: patients with intestinal deep endometri osis with \nsurgical c onfirmation, and patients in the healt hy control group subm itted to \ntubal ligation surgery. Eutopic endometrial samples were obtained by aspiration \ncatheter. The samples were submitted to extraction, digestion, peptide desalting \nand ana lyzed using a DDA (data-dependent acquisition) label-free mass \nspectrometry approach by the Orbitrap Elite instrument (Thermo Fisher, USA). \nRESULTS: P roteomic analysis  was performed using the Progenesis QI \nsoftware (Nonlinear Dyna mics, Newcastle upon Tyne,  UK) to profile 595 \ndifferentially expressed proteins between the control and e ndometriosis groups. \nThe results revealed different molecules according to the phase of the \nmenstrual cycle and stage of disease . Top upregulated molecules included \nSETSIP, SRRM 2, CAPS, H2AFV, and SAFB, whereas  downregulated \nmolecules included BPIFB1, FAM184A, SLPI, PIGR, JCHAIN, HLA-A, and LTF. \nAmong top diseases  associated molecules between groups were related to \ncancer (p - value of 4.14E -02 - 3.91E-08), according to the analy sis performed \nby IPA  software (In genuity Pathway Analysis System, Ingenuity Sys tems, \n\n \n \n \nRedwood City, CA, USA). Top upregulated  proteins among patientes with \nadvanced stage of endomeriosis  were CHMP4B, DES, EIF3I, CDH13, LIMS1, \nHSPA4, HSP90AB1, TUBB, NPM1, MY L6. Those proteins were related t o \nmetastasis and poor sur vival of several cancer types. CONCLUSION: \nCHMP4B, DES, EIF3I, CDH13, LIMS1, HSPA4, HSP90AB1, TUBB, NPM1, \nMYL6 are among the top upregulated  proteins in patients with advanced stage \nof deep intestin al endomeriosis . The present stud y revealed proteins \ndifferentially expressed i n endometriosis as potential biomarkers for the \ndevelopment of techniques for minimally invasive diagnosis, and potential \ntherapeutic targets for the disease. \n \nDescriptors: Endometriosis; Biomarker s; Endometriu m; Proteomics; Mass \nSpectrometry; Neoplasms.  \n  \n \n \n\n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n1. INTRODUÇÃO \n______________________________________________________________ \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n\n2 \n \n \n1. INTRODUÇÃO \n \n1.1 Endometriose \n \n        A endometriose é definida pela presença de g lândula e/ou estroma \nendometriais fora da cavidade uterina (1). Estima-se que 10 a 15% da \npopulação femin ina em idade fértil seja acometid a pela doença . \nAproximadamente 50% das m ulheres com infertilidade  (2) e 62% de \nadolescentes com dismenorréia severa  podem ser diagnosticadas com \nendometriose (3).  \n        O quadro clínico é caracter izado por dismenorréi a, dor pélvica acíclica, \ndispareunia de profundidade, alterações intestinais e urinárias cíclicas, e \ninfertilidade (4). Estima-se uma mé dia de tempo de 7  anos entre o in ício dos \nsintomas da endo metriose e seu diagnó stico (5). A doença, de percurso \ncrônico, resulta em importante prejuízo na qualidade de vida,  impacto sócio -  \neconômico, além de importante problema de saúde pública (6-8). \n        Diversas teorias são  propostas p ara a patogênese da endometriose. A  \nteoria da menstruaçã o retrógrada  (9) é baseada no fato de que o tecido \nendometrial seria conduzido através das trompas de Falópio  até a ca vidade \nperitoneal durante o período menstrual. No entant o esta teoria não é \nconsiderada isoladamente um mecanismo causador da doença , p ois a \nmenstruação retrógrada é observada em mais de 90% das mulheres  (10). A \nteoria da metaplasia ce lômica (11) explicaria a  transformação de células \ntotipotentes do mes otélio da cavidade perito neal em células endom etriais, em \nresposta ao estímulo de  esteróides ovarianos (12). Outras te orias associadas \nàs anteriores seri am a da disse minação vascular e/ou lin fática das células \nendometriais a distância (13); a neoangiogênese envolvida no estabelecimento \ne manutenção da endometriose (14, 15) ; a influência d e mecanismos \nmoleculares e imunológicos do flu ido peritoneal (16-19); a predisposição \ngenética (20) e a influência dos fatores ambientais (21). \n        A classificação proposta pela antiga American Fertility Society em 1978 e \nrevisada em 1985 e 1996 (22) caracterizou a endometriose em quatro estádios \nde acordo com a  localização e extensão das lesões e aderências  visualizadas \n\n3 \n \n \nem cirurgia  (Anexo A). Cornillie et al. (1990)  classificaram a do ença em \nsuperficial e profunda para  lesões menores, ou maiores  e iguais a  5mm de \ninfiltração na superfície peritoneal , respectivamente (23). A endometrio se \nprofunda é a form a mais agressiva da doença, podendo  acometer os ovários, \nregião retrocervical, o septo retovaginal , o reto, o sigmóide, os ureteres, a \nbexiga, ou até envolver linfonodos da região pélvica (24, 25). Nisolle e Donnez \n(1997) classi ficaram a endometr iose em  três afecções distin tas: a doença \nperitoneal, a doença ovariana e  a endometriose de septo reto -vaginal. \nAtualmente a doença do septo reto -vaginal é considerada quando ocorre o \nacometimento profundo  do compartimento posterior da pe lve (26). A \nendometriose profunda é associada a sintomas mais exuberantes, quando \ncomparada a doença nas suas formas peritoneal ou ovariana  (27, 28) . O \ncomprometimento intestinal pode ser encontrado em 12% dos casos (29, 30), e \nem 90% delas o retossigmóide se encontra acometido (31-33). A endometriose \nintestinal apresenta-se associada a  sintomas intestinais tais como disquezia e \nhematoquezia cíclicas, além de alterações no trânsito intestinal (32), e maior \nprejuízo na qualidade de vida (34). Existe uma alta prevalência de morbidade e \ncomplicações relacionadas ao  tratamento cirúrgico da endometr iose profunda \nintestinal descritas na literatura, tais como f ístulas (0 - 4%), hemorragia (1 - \n11%), infecções (1 - 3%), disfunções urinárias (1 – 17%) e intestinais (1 – 15%) \n(27). \nO diagnóstico definitivo da endom etriose depende da confirmação \nhistológica das  lesões (35), no entanto, pode-se direcionar a suspeita \ndiagnóstica através do quadro clínico (36). Os exames de imagem como a \nressonância magnética (37) e a ultrassonografia transvaginal com preparo \nintestinal possuem boa acurácia para  suspeita de casos de  endometriose \nprofunda (38), (39) (40), mas apresentam limitações no diagnóstico das formas \nsuperficiais e iniciais da doença. Existe portanto, um a necessidade no \ndesenvolvimento de ferramentas para o diagn óstico precoce . A  procura por \nbiomarcadores através de  técnicas da era “ômica” tê m sido empregadas nas \npesquisas em endometriose  (41), como u m possível caminho  para o  \ndiagnóstico precoce da doença. A genômica e a epigenômica trazem \ninformações relevantes em seus resultados, no entanto a proteômica se \n\n4 \n \n \ncorrelaciona mais diretamente com os processos funcionais e bi ológicos da \ndoença (42). \n \n1.2 Proteômica \n         \n        O termo \"proteômica\" surgiu em 1990 pela fusão dos termos \"proteína\" e \n\"genômica\" (43, 44) , e objetiva ao estudo da identificação, carac terização e \nquantificação de todas as proteínas de um proteoma. \n        O estudo de um proteoma é mais desafiador do que a do seqüenciamento \nde um genoma , devido às suas diferentes características de expressão, \nlocalização celular, inte rações, modificações  pós- translacionais, turnover \nfuncional e  espacial. Estima-se que existam mais de 100.000 formas de \nproteínas codificadas por aproximadamente 20.235 genes do genoma humano  \n(45).  \n        As prot eínas constituem mol éculas diretamente envolvidas em todas  as \nreações orgânicas dos seres vivos (46). O estudo de suas funções e interações \npodem fornecer mais informações sobre  uma doença se comparado à análise \ngenômica, devido à baix a correlação entre o g enótipo e fenóti po nas doenças \n(42). \n        Mudanças na quantificação de determinadas proteínas refletem processos \nbiológicos específicos ou de doença , que poderiam ser usa das como \nbiomarcadores, para melh or entendimento dos proce ssos de doença, \ndiagnóstico precoce, monitorização clínica e desenvolvimento de terapias -alvo \n(47), (48).  \n        Técnicas em proteômica t êm sido amplamente aplicadas no estudo de \ndiversas doenças oncol ógicas (49), auto-imunes (50), infecciosas (51), \ninflamatórias (52), (53), cardiovas culares (54), endocrinológicas entre outras \n(55). \n        Fluidos biológicos como p lasma e urina , apesar de serem facilmente \ncoletadas, apresentam pouca aplic abilidade para ident ificação de \nbiomarcadores por técnicas  proteômicas, devido a alta concentração  de \nproteínas do plasma, dificultando a identificação de pro teínas de baixo peso \nmolecular (56). Além disso por estar em distantes da le são a ser estud ada, \n\n5 \n \n \nmarcadores específic os da doença estariam  presentes em menor proporção \nnos fluidos perféricos  (57). P or esse motivo , tem sido proposto o estudo de \namostras coletadas próximas à lesão,  como por exemplo o endométrio para a \nendometriose ou o fluido ascítico no câncer de ovário (56, 58). \n        As principais técnicas utilizadas  em pesquisas sobre proteômica  têm sido \na eletroforese bidimensional com suas variantes, e a espectrometria de \nmassas. Apesar das técnicas em pr oteômica reve larem marcadores em \npotencial, poucos têm apre sentado aplicabilidade clínica para o rastreamento \nde doenças e seguimento do tratamento (46). O OVA1 foi o primeiro \nbiomarcador identificado por técnica proteômica e recentemente aprovado pela \nFood and Drug Adminis tration (FDA). C onstitui-se em um diagnóstico in vitro \npor ensaio indexado multivariado (IVDMIA) , que inclui 5 biomarcadores para \navaliação pré-operatória do risco de câncer de ovário (59).   \n         \n1.2.1 Eletroforese bidimensional \n \n        A elet roforese é uma técnica de separação de proteínas baseada na \nmigração de moléculas carregadas, numa solução, em função da aplicação de \num campo elétrico (60). A variante bidimensional consiste em separar as \nproteínas em duas etapas. Na primeira , é feita a  separação por ponto \nisoelétrico, através de géis de acrilamida em forma de tiras com PH \nimobilizado, e na segunda etapa em função de sua massa molecular (60).  \n        Desvantagens da técnica estão no fato de que a análise  é dispendiosa no \ntempo, permite a identificação apenas individual de cada vez dos spots em gel, \ne não permite o recon hecimento de proteína s com pesos molecular es muito \naltos ou muito baixos (46). O grande desafio no estudo da  proteômica em géis \nestá na obtenção de amostras reprodutíveis. As técnicas em ele troforese por \nsuas limita ções tem sido associadas ou substituídas por técnicas em larga \nescala por espectrometria de massas (61), que aliadas ao desenvolvimento de \nprotocolos mai s apurados  no preparo  de amostras , tem permitido a \nidentificação e a quantificação de proteínas de menor abundância envolvidas \nnas doenças (62). \n \n\n6 \n \n \n1.2.2 Espectrometria de massas \n \n        O espectrômetro de massa s é u m instrumento analíti co capaz de \nconverter moléculas neutras em íons na forma gasosa e separá -las de acordo \ncom a sua razão massa/carga, utilizando para isso campos eletromagnéticos  \n(Figura 1) . Esse  equipamento atua co mo uma balanç a de íons de altíssima \nprecisão e, em sua gran de maioria, é composto por uma  fonte ionizante, \nanalisadora, e detectora . Como resultado é emitido um gráfico que representa \na intensidade do sinal dos íons, e a razão massa/carga (63). \n \n \nFONTE: Optonom.com.tr \n \nFigura 1 - Equipamento de espe ctrômetro de massas: composto por uma fonte \nionizante, analisadora, e detectora. O resultado é um gráfico que representa a \nintensidade do sinal dos íons, e a razão massa/carga. \n \n        Recentemente foram desen volvidas técnicas capazes  de ionizar \nbiomoléculas de alto peso molecular e proteínas. Estas técnicas também são \ncapazes de alterar o analito de sua fase sólida ou líquida para gasosa, estado \nnecessário para realização da an álise da espectromet ria de massa s sem \ndegradá-lo. Tais téc nicas foram denominad as matrix assisted laser desorption \nionization (MALDI) (64) e electron spray ionization (ESI). \n        Uma variante da técnica de ionização MALDI é a chamada Surface \nEnhanced Laser Desoption Ionization – Time of Flight (SELDI-TOF MS), que dá \n\n7 \n \n \npreferência ao es tudo de peptí deos hidrof óbicos de baix o peso molecular \n(<10kDa) e permite a análise de amostras com menor quantidade, o que ocorre \ncomumente em coletas de amostras clínicas (42, 64).  \n        Uma das forças que impu lsiona a proteômica nos dias atuais é o advento \nde softwares em bioinformática, que permitem interpretar os dados resultantes \nda análise por espectrometria de massas, identificando -se sequências de \npeptídeos em bancos de dados de proteí nas. Dois tipos de r esultados são  \navaliados, o primeiro us a a informação relati va à massa molecular dos \npeptídeos oriundos da digestão enzimática ( Peptide Mass Fingerprint ), \nenquanto o segundo faz uso de resultados obtidos pela fragmentação de \npeptídeos individuais previamente detectados (65), (66). \n \n1.2.3 Proteômica Shotgun/ Bottom-up \n \n         Proteômica \"bottom-up\" se refere a caracterização de pr oteínas pelo \nresultado da fragmentação das mesmas em um conjunto de peptídeos. Quando \naplica-se essa análise a uma mistura complexa de proteínas de uma amostra \nbiológica, chamamos de proteômica shotgun, termo batizado por Yates pela \nsua analogia com o seqüenciamento genômico shotgun (67).  \n        A proteômica shotgun oferece uma análise indireta, através da \ncomparação dos peptíd eos de uma amostra bi ológica, derivados da \nespectrometria de massas, com um espectro de padrão de peptídeos em um \nbanco de dados (in silico) (46).  \n        As vantagens dessa técnica estão em permitir (46): \n- maior precisão, sensibilidade e acurácia dentre as técnicas modernas de \nespectrometria de massas; \n- avaliação em maior  escala, maior reprodutibilidade e menor temp o \ncomparado às técnicas clássicas em gel de eletroforese; \n- maior capacidade de  quantificação e detecção das modificações pós \ntranslacionais e de isoformas das proteínas; \n- maior capacidade de análise de amostras biológicas com quantidade reduzida \nou escassa. \n\n8 \n \n \n        Recentemente novas te cnologias em aparelhos hí bridos tem sido \ndesenvolvidos com diferentes fontes de fragmentação e ionização óptica , \ncontribuindo para melhor acurácia da técnica para  misturas complexas de \npeptídeos. Pode-se citar os analisador es de massas de bai xa resolução: o \nquadrupolo, o ion trap  tridimensional ou lin ear; e analisadores de alta \nresolução: o tempo de vô o, transformada de Fourier de Ressonância Cíclotron \nde Í ons (FT -ICR) e Orbitrap. O Orbitrap tem se demonstrado vantajoso na \nrapidez e sensibilida de particular mente par a amostras menor es (46, 68) . \nEstudos publicados até hoje em proteômica e endometriose encontraram \nlimitações em seus resultados  devido a baixa reprodutibilidade das técnicas  \nbaseada em géis  (46), e da baixa prec isão dos resultados derivados das \nanálises em espect rometria de massas  (67), essas por sua vez restritas pela \nquantidade escassa de material que é obtida em amostras biológicas, a \nexemplo do endométrio.  \n        A técnica shotgun de espect rometria de massas , aliada a tecnologia  de \naparelhos híbridos e softwares de bioinfor mática, traz uma nova proposta de \nanálise com maior sensibilidade,  maior reprodutibilidade, avaliação em larga \nescala com precisão e rapidez, e maior potencial em encontrar biom arcadores \nem seus resultados (69). \n \n1.3 Proteômica e biomarcadores em endometriose \n \n Os primeiros estudos  em endometriose e proteômica tê m publicações \nque datam de 2002 com um aumento exponencial nos últimos 10 anos . Os \nespécimes biológicos que vem sendo estudados são: plasma (8%), soro (28%), \nurina (8%), fluido endometrial (3%) e peritoneal (10%), endométrio eutópico \n(30%), endométrio ectópico da lesão de endometriose (8%) e sangue \nmenstrual (5%) (62). Os estudos têm sido realizados  em número p equeno de \npacientes, com resultados preliminares não validados para o uso na prática \nclínica (70).  \nLiu et al. (2015 ) e Nisenblat et al. (20 16) publicaram revisões \nsistemáticas s obre diversas categorias de estudos, incluindo  proteômica, de \nbiomarcadores em urina e no soro  de mulheres com endometriose  (71), (72). \n\n9 \n \n \nDevido à heterogeneidade e ao alto ris co de viés dos estudos in cluídos, a \nutilidade clínica dos testes diagnósticos para endometriose permanece incerta. \nNenhum dos biomarcadores avaliados nestas revisões puderam ser avaliados \nde forma significativa e houveram e vidências insuficien tes ou de bai xa \nqualidade , .  \nMay et al. (2011) e Gupta et  al. (2016) publicaram revisões sistemáticas \nsobre as alterações endometriais e possíveis biomarcadores nas diversas \ncategorias de estudos, e concluíram que os estudos em proteô mica do \nendométrio i ncluiu um des enho exploratório com núm ero pequeno de \npacientres (56), (73). O endométrio de mulheres com endometriose apresenta \ncaracterísticas intrínsecas moleculares (74) , que promovem a so brevivência e \nadesão dos focos resultantes da mentruação retrógrada ao peritôneo. \nCaracterísticas moleculares específicas do endométrio de mulheres com \nendometriose revelam resp onsividade ao estímu lo hormonal, estímulo a \nneoangiogênese e capacidade de inva são , além de desbalanço n a expressão \ngênica e da produção de proteínas (75) . \nA relativa facilidade na obtenção de biópsias endometri ais na prática \nclínica, e sua maior proximidade com o sítio da doença, faz do endométrio uma \npotencial ferramenta diagnóstica. A identificação de diferenças na expressão \nde proteínas entre mulheres com e sem a doença poderia ser utilizada como \num biomarcad or para a endometrio se . As lesõe s de endometriose profund a \nintestinal (endomét rio ectópico) apresentam reação de fibrose e metaplasia \nmuscular ao redor de seu componente histológico estromal e m \naproximadamente 80% dos casos (76), torn ando a repres entatividade do \ncomponente estromal e glandula r por vezes escasso nas amostras da lesão. \nConseqüentemente o e studo proteômico delas não seria comparável ao do \nendométrio tópico (77). \nAs principais técni cas utilizada s em pesquisas sobre prot eômica e \nendometriose têm sido a eletroforese bidimensional e a espectrometria de \nmassas. O principal desafio no estudo da proteômica é na obtenção de \namostras reprodutíveis. As técnicas de eletrofo rese devido às suas limitações \ntêm sido substituídas por t écnicas de espectrome tria de massas em larga \nescala, que permitiram a identificação e quantificação de proteínas de menor \n\n10 \n \n \nabundância envolvidas em doenças  (46). A espectrometria  de massas fo i \ndescrita com vantagens na velocidade, sensib ilidade e especificidade  (67). A \nproteômica bas eada em espectrometri a de massas tem sido proposta em \nvários estudos na área de ginecologia em câncer de ovário, endométrio, colo \nde útero e mama, doença trofoblástica gestacional, pré - eclâmpsia, \ninfertilidade e endometriose (70). Na última década , melhorias nas técnicas de \nespectrometria de massas aumentaram a capacidade de análise direta de \namostras complexas, sem a necessidade de tratamento prévio de amostras \n(78). A possibilidade do est udo direto das amost ras em espect rômetros de \nmassas tem oferecido maior precisão, sensibilidade e acurácia para os estudos \nem proteômica e biomarcadores (66). \n \n         \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n\n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n2. OBJETIVO \n______________________________________________________________ \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n\n12 \n \n \n2. OBJETIVO \n \n        O presente estudo tem como objetivo, analisar a expressão quantitativa de \nproteínas do endométrio eutópico, comparando pacientes com en dometriose \nprofunda intestinal e g rupo controle, por técni ca shotgun de espectrometria de \nmassas. \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n\n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n3. MÉTODO \n______________________________________________________________ \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n\n14 \n \n \n3. PACIENTES E MÉTODO \n \n3.1 Local de estudo e pacientes \n \n        O estudo foi realizado no Setor de Endometriose da D ivisão de Clínica \nGinecológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da \nUniversidade de São Paulo (HC -FMUSP), onde foram recrutadas as \nparticipantes para o grupo com  diagnóstico de endo metriose, em co laboração \ncom as seguintes instituições: \n \nMaternidade Escola Assis Chateaubriand da Universidade Federal do \nCeará (UFC): onde foram recrutadas as participantes para o grupo controle; \n \nLaboratório de Proteômica do Departam ento de Zootecnia da  \nUniversidade F ederal do Ceará (UFC ): onde foram realizadas  o preparo \ndas amostras para análise em espectrometria de massas; \n \nLaboratório de Bioquímica e Química de Proteínas - LBPQ da \nUniversidade de Brasília (UnB ): onde foram realizada s a análise do perfi l \nde proteínas e dos resultados estatísticos. \n \nLaboratório de Imunologia, Instituto do Coração (InCor), do Hospital \ndas Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo \n(HC-FMUSP): onde foram realzadas análises funcionais dos resultados \nobtidos com software de bioinformática. \n \n        As pacientes fo ram divididas em dois grupos principais: endometriose \nintestinal do retossigmóide (pacientes com confirmação cirúrgica e histoló gica) \ne controles saudáveis (pacientes sem endometriose).  \n        As pacientes foram previamente informada s sobre o estudo , e o material \nfoi coletado após a assinatura do Termo de Co nsentimento Livre e Esclarecido \n(Anexos B, C e D ). A coleta das amostras respeitou os princípios éticos, \npráticos e de bio ssegurança estipulad os pelo Ministé rio da Saúde e pelas  \n\n15 \n \n \nComissões de Ética em P esquisa com Se res Humanos da s instituições. O  \nestudo foi aprovado pelos Comitês de Ética das instituições sob os pareceres \nde nº 1.015.450/15 e nº 2.257.051/ 17 (Anexos E e F). \n \n3.1.1 Número de paciente estudados \n \n        Trata-se de a mostra consecutiva de  total de 24 pacientes (grupo caso e \ncontrole), que procederam a cirurgia laparoscópica para endometriose intestinal \nno período de Abril de 2015 a Dezembro de 2016; e laqueadura  tubária entre \nAgosto de 2016 a Março de 2017.  \n        O número total de pacie ntes foi determinado pelo número  de \nprocedimentos cirúrgicos realizados durante o período de tempo estipulad o. A \namostra consecutiva foi validada pela escassez de estudos para c omparação, \nimpossibilitando outro tipo de análise para obtenção do tamanho da amostra. \n \n3.1.2 Critérios de inclusão \n \n        Os critérios de inclusão para o grupo de pacientes com endometriose \nforam: \n- idade entre 18 e 45 anos; \n- endometriose profunda intestinal do retossigmóide comprovada cirúrgica \ne histologicamente; \n- ciclos menstruais eumenorréicos com o intervalo entre os ciclos variando \nde 26 a 34 dias (Bastos, 1994); \n- não utilização de terapêutica hormonal nos três meses que antecederem \na cirurgia, incluind o análogos de GnRH, contraceptivos hormonais orais \nou injetáveis, combinados ou progestagênios. \n \n        Os critérios de inclusão para as pacientes do grupo controle foram os \nmesmos considerados para as pacientes com endometriose, exceto para a \npresença da doença. Selecionaram- se mulheres com desejo de esteriliz ação \ncirúrgica defini tiva através de laqueadura tubária por videolaparoscopia e \npreviamente aprovadas para o procedimento, respeitando -se as normas que  \n\n16 \n \n \nconstam da Lei N°9.263 de 12 de janeiro de 1996, que regula o § 7o do art.226 \nda Constitutição Federal. \n \n3.1.3 Critérios de exclusão \n \n        Os critérios de exclusão para ambos os grupos de pacientes, com \nendometriose e controle sem endometriose foram: \n- presença de afecção clínica aguda ou crônica ou qualquer patologia, \nassociada ou não ao endométrio; \n- presença de doenças imunológicas, endocrinológicas, ou câncer,  \ncomprovadas por anamnese, exame físico e laboratorial quando \nnecessário.  \n \n        No grupo controle sem endometriose, foram exclu ídas ainda pacientes  \nque apresentassem toda e  qualquer ano rmalidade anatômica o u afecção \npélvica durante o procedimento de laqueadura tubárea. \n \n3.1.4 Dinâmica do estudo \n \n        Todas as pacientes incluídas resp onderam a um questionário ( Anexo G), \nque aval iou a presença dos s intomas típico s da doença  (dismenorréia, dor \npélvica crônic a, dispareunia de profundidade, alteração intestinal cíclica, \nalteração urinária cíclica e infertilidade), uso de medicações e comorbidades. \nForam realizados exames físico e de imagem (ultrassonografia transvaginal e \n/ou ressonância magnética da pelve) de acordo com a indicação clínica. \n        As pacientes do grupo endometriose apresentavam queixas clínicas da \ndoença, e exames de imagem que indicavam a presença de endometriose \nprofunda intestinal do retossigmóide, infiltrando no mínimo a camada muscular \nprópria intestinal. Indicou -se a  cirurgia para os casos  de falha do tratamento \nclínico. \n        As pacientes  do grupo controle não apresentavam queixas clínicas, \nexcluiu-se qualquer anormalidade pélv ica após exames de imagem , e \n\n17 \n \n \napresentavam desejo de esteril ização cirúrgica definitiva por laqueadura \ntubária. \n        Ambos os grupos tiveram coletadas amostras de endométrio tópico no \ninício das cirurgias,após o procedimento anestésico e sua datação comprovada \nhistologicamente para a fase do ciclo. \n        Os dados cirúrgicos foram levantados do prontuário eletrônico, bem como \no estádio da doença  pela classificação da American Society for Reproductive \nMedicine (ASRM, 1996 ) (Anexo A), r esultado do exame hi stopatológico da \nlesão intestinal prof unda da endometriose,  e confirmação da fase do ciclo \nmenstrual. \n        As amostras foram processadas no Laboratório de Proteômica do \nDepartamento de Zootecnia da Universidade Federal do Ceará (UFC)  e a \nanálise do perf il de proteínas e dos res ultados estat ísticos no Laboratóri o de \nBioquímica e Química de Proteínas - LBPQ da Universidade de Brasília (UnB).  \nAs análises funcionais dos resultados obtidos com software de bioinformática \nforam realizadas no Laboratório de Imuno logia do Instituto do Cor ação (InCor) \ndo Hospital das Clíni cas da Faculdade de Medicina da Universidade de São \nPaulo (HC-FMUSP). \n \n \n3.2 Coleta de amostras \n \n        Foram coletadas biópsias de endométrio tópico de pacientes do grupo \ncom endometriose profunda intestinal do retossigmóide e do grup o controle no \ninício das cirurgias com auxílio de catéter de aspiração de 1,5mm de diâmetro \nPipelle de Cornier (CooperSurgical®) e imediatamente congelada s em \nnitrogênio líquido, e armazenadas em freezer a -80oC. \n \n3.3 Extração de proteínas \n \n        Todas a s amostras de tecido foram submetidas a pesagem, maceração \nem nitrogênio líquido e solubilização em solução de tampão de bicarbonato de \ntrietilamônio 0,02M (TEAB) (Sigma -Aldrich, EUA) na proporção d e 100mg / \n\n18 \n \n \n200ul, contendo inibidor de proteas e (Sigma-Aldrich, EUA) na proporçã o de 1: \n1000; pH 8,5. As amostras foram centrifugadas a 9.000g por 15 min para obter \nsobrenadante, e o pellet (debris) foi descartado. A quantificação protéica do \nsobrenadante foi medida em triplicata através da técnica de Bradford (Bradford, \n1976) em micr oplacas. Espécimes de 30ug de proteínas foram selecionados  \nem tubos de Eppendorf LoBind para digestão das proteínas. \n \n3.4 Digestão de proteínas \n \n        As amostras secas em Spe ed Vac® foram ressuspensas em Solução de \nTEAB 0,02M, Ureia 8M e DTT (Ditiotreit ol) 0,05M (pH 7,9) e incubadas por 25 \nminutos a 55°C e 400rpm. Sob abrigo de luz e após resfriamento, foi \nadicionada solução de IAA 0,5M (Iodoacetamida) suficiente para atingir \nconcentração final d e 0,014M e incubou -se nov amente por 40  min a 21°C e \n400rpm. Posteriormente foi adicionada Solução de DTT 0,5M para atingir a \nconcentração final de 0,005M. \n        As amostras foram diluídas na razão 1:5 com solução de TEAB 0,02M (pH \n7,9), considerando a ad ição de solução de CaCl 2 (Cloreto de C álcio) 0,1M \nsuficiente para atingir a concentração final de 0,001M , e a adição de Tripsina \n(Promega) na razão 1:50 (1parte de tripsina para 50 de proteína). Em seguida, \nas amostras foram encubadas por 13h a 37°C e 300r pm, e após o perídodo de \ndigestão e re sfriamento, foi adici onada solução de TFA ( ácido trifluoroacético) \n20% para atingir a concentração final de 1%. \n \n3.5 Dessalinização peptídica \n \n        Em ponteiras P200, foram contruídas colunas “ home made ” de fase \nreversa utilizando discos EmporeTM SPE C18 (Sigma-Aldrich, EUA). \n        Para o preparo da coluna, foram realizadas sequências de centrifugação a \n1.000g por 3 minutos com Metanol 100%, seguido de Solução de Acetonitrila \n80% e Ácido Acético 0,5%, e por fim Solução de Ácido Acético 0,5%. \n\n19 \n \n \n        Finalmente, as amostras  foram adicionadas à coluna, centrifugadas a \n900g durante 4 min e dessalinizadas duas vezes com Solução de Ácido acético \n0,5% a 1.000g por 3 minuto.  \n        A eluição dos peptí deos foi realizada e m gradiente de Acetonitri la (25%, \n50%, 80% e 100%), mantend o a concentração de Ácido Acético a 0,5% nas \nsoluções, com centrifugações lentas de 600g durante 3 min e eppendorfs de \ncoleta do tipo LoBind. \n        A quantificação peptídica p ré-análise por espec trometria de massas foi \nrealizada através da plataforma QubitTM (Thermo Fisher, EUA) (Figura 2). \n \n \nFonte: Myung L, 2017. \nFigura 2- Plataforma QubitTM (Thermo Fisher, EUA) para quantificação peptídica. \n \n \n \n\n20 \n \n \n3.6 Espectrometria de massas \n \n        As amostras foram analisadas seguindo uma abordagem espectrométrica \nde massa label-free de DDA (aquisição dependente de dados) utilizando o \ninstrumento Orbitrap Elite (Thermo Fisher, EUA) (Figura 3).  \n \nFONTE: Thermofischer.com 2019 \nFigura 3- Espectrômetro de massas hí brido Thermo Scientific O rbitrap Elite ®, \ncombina o espectrô metro de massas ion trap de dupla pressão com analisador de \nmassa Orbitrap TM de alto campo. O sistema oferece resolução de alta sensibilidade, \ne velocidade de varredura (Thermo Scientific). \n\n21 \n \n \nForam injetados 3µg da mistura  de peptídeos  numa coluna com 2cm x \n100µm contendo partículas C18, 5µm. Os peptídeos foram eluídos desta \ncoluna para outra (32cm x 75µm) contendo partículas C18, 3µm e finalmente \neluídas para a fonte de ionizaçã o do espectrômetro d e massa. O gradiente de \neluição foi co mposto de ácido fórmi co a 0,1% e acetonitrila 2 a 35% durante \n155 minutos. As frações eluídas gerar am espectros de MS1 a uma resolução \nde 120000 entre 300 -1650 m/z. Os doze íons mais abundantes de M S1 com \ncargas maiore s do que dois foram automaticamente se lecionados para uma \nsegunda fragmentação (MS2) por dissociação de colisão de energia mais alta \n(HCD) com um controle de ganho automático (AGC) de 1 x 10 6 e exclusão \ndinâmica de 10ppm para 90 segundo s. A janela de isola mento HCD \n(dissociação co lisional de e nergia) foi definida para 2,0 m/z, com 5x10 4 AGC \n(ganho de controle automático), energia de colisão normalizada de 35% e limiar \npara detecção de 3000. \n \n3.7  Delineamento experimental e análise dos dados  \n     \nOs espectros de MS1 foram alinhados de acordo com a área de \nintensidade integrada dos picos gerados pelo respectivo íon, utilizando o \nsoftware Progenesis QI (Nonlinear Dynamics, Newcastle upon Tyne, UK). A \nidentificação de proteínas foi realizada utilizando  o software PEAKS (versão  \n7.0; Bioinfo rmatics Solutions, Wa terloo, Ontário, Canadá), que deduz \nsequências de fragmentação de informação e pesquisa as bases de dados \nNational Center for Biotechnology Information  (NCBI) e UniProt. A infor mação \nde identificaç ão da proteína foi reinse rida no progr ama Progenesis QI e \ncombinada com dados previamente gerados quantitativamente. A normalização \npela mediana foi conduzida, seguida da análise de variância (anova) e teste t \nsimples para avaliar a sig nificância estatística em ρ <0,05. Para selecionar os \neventos mais marcantes, a  Análise de Componentes Principais (PCA) foi \nrealizada com o agrupamento pelos valores de k-means (Queiróz et al. 2014). \n\n22 \n \n \nAmostras do endométrio de indivíduos do grupo controle e  pacientes com \nendometriose foram dividid as em cinco grupos de comparação experimental , \nusando a análise do software Progenesis QI d e acordo com o está dio da \nendometriose e a fase do ciclo menstrual: \n1) Controle versus endometriose: análise quantitativa de  proteínas entre \nos dois grupos na comparação geral, não distinguindo entre fase menstrual ou \nestádio da doença; \n2) Controle na fase  proliferativa versus endometriose está dio II na fase \nproliferativa; \n3) Controle na fase proliferativa  versus endometriose estádio IV na fase \nproliferativa; \n4) Controle na fase secretora versus endometriose está dio II na fase \nsecretora; \n5) Controle na fase  secretora versus endometriose est ádio IV na fase \nsecretora. \nOs peptídeos foram considerados significativamente alterados en tre os \ndois grupos de amostras para valores de p<0,05 e fold-change ≥1,5. \nA análise estatística dos dados clínicos das pacientes de ambos os \ngrupos foram conduzidos por Teste Exato de Fisher, Teste qui-quadrado de \nPearson e Teste-t.  \nO programa STRAP (Software Tool for Rapid Annotation of Proteins, \nBoston, MA) foi usado para analisar a distribuição de componentes celulares \nentre as proteínas de acordo com os termos de ontologia fornecidos pelo GOA \n(“Gene Onthology Annotation”), e pareou o resultado das análises com uma \nlista de proteínas presentes na base de dados UniProt (Apweiler et al., 2004).          \nO software Ingenuity Pathway Analysis System (IPA; Ingenuity Systems, \nRedwood City, CA, USA ) foi utilizado para análise das proteínas \ndiferencialmente expressas entre os cinco grupos experimentais, das redes de \ninteração p rotéica e sua inte rpretação molecular, biológica e funcional. Os \n\n23 \n \n \nvalores de p foram calculados usando o teste exato de Fisher , considerados \nsignificativos para p <0,05.  \n\n \n \n \n \n \n \n \n \n4. RESULTADOS \n______________________________________________________________ \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n\n25 \n \n \n4. RESULTADOS \n \n4.1 Avaliação clínica \n \n        Foram incluídas um total de 24 pacientes no estudo.  Para o grupo com \nendometriose intestinal  foram analisadas amostras de endométrio de 14 \npacientes. F oram realizadas 43 cirurgias para endome triose intestinal  no \nperíodo estipulado para as coletas , das quais foram excluídas um total de 27 \npacientes não elegíveis aos critérios desse estudo , e outras 2 por \napresentarem quantificação peptídica insuficiente  (<3µg da mistura de \npeptídeos) para o protocolo de espectrometria de massas (Figura 4).  \n        Para o grupo controle, foram incluídas amostras de endométrio de 14 \npacientes, das quais foram excluídas 4 pacientes por quantificação peptítica \nmínima insuficiente  (<3µg da mistura de peptídeos)  para análise shotgun, \nresultando em um total de 10 amostras (Figura 4). \n        Dados clínicos, de fase do ciclo menstrual e está dio de doença (ASRM, \n1996) para ambos os grupos estão representados na Tabela 1. Não houveram \ndiferenças significativas na idade, í ndice de massa corporal e fase do ciclo \nmenstrual entre os indivíduos. Cinqüenta por cento d as pacientes com \nendometriose intestinal profunda foram classificadas no está dio II , e 50% no \nestádio IV da doença. Os sintomas relacionados à endometriose (dismeno rréia \nsevera 0,0% vs 85,7%, dispareunia de profundidade 0,0% vs 57,1%, sintomas \ncíclicos intestinais 0,0% vs 50% e infertilidade 0,0% vs 85,7%) diferiram \nsignificativamente entre os grupos controle e endometriose (p <0,05) (Tabela \n1). \n \n \n \n \n \n\n26 \n \n \n \n \n \nFigura 4- Fluxograma de pacientes do estudo \n \n \n\n27 \n \n \nTabela 1 - Dados clínicos, fase do ciclo menstrual e estádio de doença \ndas pacientes incluídas no estudo nos grupos controle e endometriose \nVARIÁVEL \nGRUPO, n (%) \nTotal P Controle \n(n=10) \nEndometriose \n(n=14) \nIdade (anos) ± desvio padrão 33,1 ± 3,6 37,0 ± 5,9 24 0,081 \nIMC (Kg/m2) ± desvio padrão 25 ± 4,3 24,4 ± 3,6 24 0,731  \nInfertilidade \n    \nSim 0 (0,0) 7 (87,5) 7 <0,0012 \nNão 10 (100,0) 1 (12,5) 11 \nDismenorréia severa (EVA>7) \n    \nSim 0 (0,0) 12 (85,7) 12 <0,0013 \nNão 10 (100,0) 2 (14,3) 12 \nDispareunia de profundidade \n    \nSim 0 (0,0) 8 (57,1) 8 0,0062 \nNão 10 (100,0) 6 (42,9) 16 \nDor pélvica acíclica \n    \nSim 0 (0,0) 5 (35,7) 5 0,0532 \nNão 10 (100,0) 9 (64,3) 19 \nSintomas intestinais cíclicos \n    \nSim 0 (0,0) 7 (50,0) 7 0,0192 \nNão 10 (100,0) 7 (50,0) 17 \nSintomas urinários cíclicos \n    \nSim 0 (0,0) 3 (21,4) 3 0,2392 \nNão 10 (100,0) 11 (78,6) 21 \nFase do ciclo menstrual \n    \nProliferativa 5 (50,0) 8 (57,1) 13 0,9992 \nSecretora 5 (50,0) 6 (42,9) 14 \nEstádio da Endometriose \n(ASRM) \n   \n \nI 0 0 0  \nII 0 7 7  \nIII 0 0 0  \nIV 0 7 7   \n \nDados expressos como média ± desvio padrão.  \n1Teste-t Student.  \n2Teste exato de Fisher.  \n3Teste qui-quadrado de Pearson (p<0,05). \n \n \n \n\n28 \n \nContinua \n4.2 Análise de proteínas \n \n4.2.1 Identificação de proteín as diferencialmente expressas no \nendométrio \n \nA análise proteômica do tecido endometrial realizada com o software \nProgenesis® (Nonlinear Dynamics, Newcastle upon Tyne, Reino Unido) \nresultou em um perfil de 595 prot eínas dife rencialmente expressas entre os \ngrupos controle e endometriose, nas diferentes fases da doença, e do ciclo \nmenstrual (fold-change> 1,5, análise de variância p <0,05) (Anexos H, I, J, K, \nL - Tabelas S1 a S5).  \n \n4.2.2 Análise biológica e funcional das proteínas por softwares de \nbioinformática \n \nAs tabela 2 apresenta as principais moléculas diferenciais resultantes da \ncomparação quantitativa de proteínas entre grupos , e os principais processos \nassociados às mesmas, de acordo com o software IPA.  \n \nTabela 2 - Principais proteínas com expressão aumentada no grupo \nendometriose \nProteínas \ncom \nexpressão \naumentada \nRazão de \nexpressão \n(fold-\nchange) \nCategorias de doenças e de função molecular \nSETSIP 3,4 \nangiogênese, diferenciação de células-tronco \npluripotentes induzidas por proteínas (PIPS) em células \nendoteliais, indução da transcrição da expressão da \nendotelial-caderina vascular (ve-caderina) \nSRRM2 3,3 câncer, splicing de RNAm, endocitose \nCAPS 3,0 \nligação ao íon cálcio, perda recorrente da gravidez, \nmetástase do câncer de pulmão, câncer de esôfago, \ncâncer colorretal, carcinoma endometrial \nH2AFV 2,9 câncer de mama, câncer de bexiga \nSAFB 2,5 morfologia celular, montagem e organização celular, \ndesordens do tecido conjuntivo  \n\n29 \n \nContinua \nConclusão da Tabela 2 - Principais proteínas com expressão aumentada \nno grupo endometriose \nProteínas \ncom \nexpressão \naumentada \nRazão de \nexpressão \n(fold-\nchange) \nCategorias de doenças e de função molecular \nCTTN 2,1 \nsinalização de integrinas, sinalização de endocitose \nmediada por clatrina, síntese de espécies reativas de \noxigênio, carcinoma de células escamosas, tumor \ngastrointestinal, transporte de moléculas, tumor \ngeniturinário, tumor malar, migração de células, tumor de \ncabeça e pescoço \nDYNLL2 2,2 autofagia, homeostase celular, câncer, \nHBB 2,0 \ncâncer, processamento de mRNA, endocitose, \ndegranulação de fagócitos, metabolismo de espécies \nreativas de oxigênio, carcinoma geniturinário, câncer \ncolorretal, transporte de moléculas, carcinoma do trato \ngenital feminino \nCHMP2A 2,0 infecção viral, organização da organela, polimerização \nde proteína, homeotase celular, procecssos mitóticos \nRBMX 1,9 splicing de mRNA, síndrome auto-imune sistêmica, \npolimerização de proteína \nFONTE: Software Ingenuity Pathway Analysis System (IPA; Ingenuity Systems, \nRedwood City, CA, USA)  \n \n \nA tabela 3  se refere às proteínas diferencialmente expressas de acordo \ncom a fase do ciclo menstrual e estádio da doença. \n \nTabela 3 - Principais proteínas com expressão reduzida no grupo \nendometriose \nProteínas \ncom \nexpressão \nreduzida \nRazão de \nexpressão \n(fold-\nchange) \nCategorias de doenças e de função molecular \nBPIFB1 -39,1 resposta antimicrobiana \nFAM184A -29,9 proteína extracelular, função desconhecida \nSLPI -16,8 \nsinalização de receptores de glicocorticóides, câncer, \ndegranulação de fagócitos, inflamação do trato \ngastrointestinal \n\n30 \n \nContinua \nContinuação da Tabela 3 - Principais proteínas com expressão reduzida \nno grupo endometriose \nProteínas \ncom \nexpressão \nreduzida \nRazão de \nexpressão \n(fold-\nchange) \nCategorias de doenças e de função molecular \nPIGR -14,0 \ninflamação de órgão, degranulação de neutrófilos, \nmigração de leucócitos, glomerulonefrite auto-imune, \ncrescimento anormal no endométrio, distúrbio \ninflamatório crônico, englobamento de células, migração \nde células, adesão de células epiteliais \nJCHAIN -9,5 \ncâncer, endocitose, inflamação do trato gastrointestinal, \ncâncer colorretal, tumor geniturinário, migração de \nleucócitos, resposta antibacteriana, polimerização de \nproteínas, migração de células \nHLA-A -5,9 \nvia de sinalização de neuroinflamação, papel de NFAT \nna regulação da resposta imune, via de ativação th1 e \nth2, via de sinalização de exaustão de células t, \nsinalização de pkcθ em linfócitos t, sinalização cd28 em \ncélulas t auxiliares, sinalização cdc42, sinalização icos-\nicosl em células auxiliares t , crosstalk entre células \ndendríticas e células natural killer, diferenciação celular \nt-helper, via de apresentação de antígenos, maturação \nde fagossomas, comunicação entre células imunes \ninatas e adaptativas, desenvolvimento de células b, \ncâncer, câncer colorretal, câncer genitorunar, doenças \nautoimunes sistêmicas, lúpus eritematoso sitêmico, \ndoenças reumáticas \nLTF -5,3 \nprodução de espécies reativas de oxigênio, câncer \ngastrointestinal, doença crónica, câncer, lúpus \neritematoso, inflamação do trato gastrointestinal, câncer \ncolorretal, tumor geniturinário, tumor malar, distúrbio \ninflamatório crônico, crescimento de bactérias, resposta \nantibacteriana, atraso no início da apoptose do sangue \nperiférico neutrófilos, doença reumática \nSF3A3 -3,9 splicing de RNAm \nRUFY2 -3,8 \ncâncer, endocitose, carcinoma geniturinário, \nenglobamento de células, \n  \n\n31 \n \n \nConclusão da Tabela 3 - Principais proteínas com expressão reduzida no \ngrupo endometriose \nProteínas \ncom \nexpressão \nreduzida \nRazão de \nexpressão \n(fold-\nchange) \nCategorias de doenças e de função molecular \nIGHG1 -3,7 \nmaturação de células dendríticas, via de sinalização da \nIL-7, comunicação entre células imunes inatas e \nadaptativas, sinalização autoimune da doença da \ntireoide, inflamação do trato gastrointestinal, inflamação \ndo órgão, ativação do complemento, desordem \ninflamatória crônica, síndrome autoimune sistêmica, \nmigração de células, doença reumática, invasão de \nlinhagens de células endoteliais, migração de células \nmesenquimais \nFONTE: Software Ingenuity Pathway Analysis System (IPA; Ingenuity Systems, \nRedwood City, CA, USA)  \n \n \nNas tabelas 4 e 5,  as proteínas com diferenciais em sua expressão no \ngrupo endometriose foram distribuídas de acordo com a fase do ciclo menstrual \ne estádio da doença. \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n\n32 \n \n \nTabela 4 - Principais proteínas diferencialmente expressas no  grupo \nendometriose (estádio II), de acordo com fase do ciclo menstrual \nFase \nmenstrual \nExpressão \naumentada \nRazão de \nexpressão \n(fold-\nchange) \nExpressão \nreduzida \nRazão de \nexpressão \n(fold-\nchange) \nProliferativa \nEEF2 140,3 MUC5AC -72,4 \nS100P 33,1 FCGBP -42,7 \nPYGL 7,4 LTF -32,8 \nHSPA5 6,6 CPM -15,1 \nGDA 6,3 RPL13 -8,8 \nKRT8 5,8 SERPINA1 -7,7 \nVPS29 3,8 SERPINA3 -5,0 \nHADHA 3,4 ALB -3,0 \nLTA4H 3,4 CLEC3B -1,6 \nMGA 3,4 SERPING1 -2,6 \nSecretora \nFLNA 207,2 APOA2 -34,9 \nEEF1G 129,0 PSMA2 -18,9 \nRPLP2 125,7 LCP1 -9,4 \nYBX1 68,4 SAMHD1 -8,9 \nOGN 43,1 FGA -8,8 \nRPS3 38,2 CA1 -8,3 \nNUCKS1 34,2 HPX -7,5 \nKRT19 33,6 GLRX -4,9 \nHMGB2 33,2 APOA1 -3,9 \nUSO1 32,2 CAT -3,9 \nFONTE: Software Ingenuity Pathway Analysis System (IPA; Ingenuity Systems, \nRedwood City, CA, USA)  \n \n \n\n33 \n \n \nTabela 5 - Principais proteínas diferencialmente expressas no  grupo \nendometriose (estádio IV), de acordo com fase do ciclo menstrual \nFase \nmenstrual \nExpressão \naumentada \nRazão de \nexpressão \n(fold-\nchange) \nExpressão \nreduzida \nRazão de \nexpressão \n(fold-\nchange) \nProliferativa \nCHMP4B 145,2 PAEP -18,2 \nDES 72,0 ALB -6,1 \nMATR3 59,0 APOA4 -2,6 \nECH1 58,5 C3 -1,4 \nEIF3I 53,2     \nCDH13 49,0     \nLIMS1 48,2     \nPOTEG 42,3     \nUBE2F 38,0     \nCD99 30,2     \nSecretora \nHSPA4 81,6 C3 -131,4 \nHSP90AB1 61,3 VCP -99,2 \nSRP14 51,0 DNAJC3 -87,7 \nTUBB 40,4 PIGR -36,6 \nSPTB 35,0 CP -15,4 \nMYL6 34,7 BPGM -6,5 \nGAPDH 33,3 IGHA2 -4,6 \nNPM1 28,7 TF -4,2 \nKRT1 25,2 IGHG1 -4,1 \nKRT9 10,2 ATP5F1B -2,6 \nFONTE: Software Ingenuity Pathway Analysis System (IPA; Ingenuity Systems, \nRedwood City, CA, USA)  \n \n\n34 \n \n \nO programa STRAP foi utilizado para analisar a distribuição das proteínas \nnos diferentes componentes celulares. As proteínas diferencialmente \nexpressas entre os grupos apresentaram localização preferencial no citoplasma \ne no núcleo para proteínas com expressão reduzida na endometriose. Para as \nproteínas com expressão aumentada, estas estavam localizadas em sítios \nextracelulares de acordo com a análise do software (Gráfico 1). \n \n \n \n \nGráfico 1 - Comparação entre grupos de proteínas diferencialmente expressas em \nendométrio de pacientes com endometriose (categoria por localização celular). \n \nOs resultados foram posteriormente subm etidos à análise com software de \nbioinformática Ingenuity Pathway Analysis System (IPA; Ingenuity Systems, Redwood \nCity, CA, EUA). A análise das vias canônicas das proteínas entre os grupos \nendometriose (n = 14) e controle (n = 10) foram realizadas. As via s canônicas mais \nimportantes do ponto de vista funcional foram relacionadas à sinalização de resposta \nde fase aguda, à via de sinalização da homeostase de ferro, sinalização de endocitose \nmediada por clatrina, ativação LXR (receptor X hepático) / XR (receptor X) e ativação \nde FXR (receptor X farsenóide) / RXR (receptor X retinóide) (Gráfico 2).  \n\n35 \n \n \n \n \n \nGráfico 2 - As vias canônicas mais significativas nas pacientes com endometriose, de \nacordo com  a análise  do software Ingenuity Pathway Analysis (IPA). O gráfico  de \nbarras exibe a porcentagem de proteínas identificadas em cada via funcional. O valor \nde p foi calculado usando o teste exato de Fisher (p <0,05). \n\n36 \n \n \nAs principais doenças e distúrbios assoc iados às proteínas diferenciais entre os \ngrupos foram relacionadas  ao câncer (39 moléculas, faixa de valor de p 4,14E -02 – \n3,91E-08); lesão orgânica e anormalidades (4 6 moléculas, faixa de valor de p  4,45E-\n02 - 3,91E-08); e doenças gastrointestinais (25 moléculas, faixa de valor p  4,45E-02 - \n3,32E-06). As principais prot eínas tiveram associação funcional com mecanismos de \nmanutenção celular (22 moléculas, faixa de valor -P 4.45E-02-3.78E-06), montagem e \norganização celular (15 moléculas, faixa de valor -P 4.4 5E- 02-7.79E-06), e sistema \nimunológico (8 moléculas, intervalo de valores de p 4,06E-02 - 4,46E-04). \nA análise de interação molecular foi realizada com o software IPA. As redes \nrelacionadas às diferentes fases do ciclo menstrual e está dios de endometriose estão \nrepresentadas no Anexo M (Tabela S6). \nA Figura 5a representa as p rincipais interações de proteínas diferencialmente \nexpressas no grupo endometriose em comparação ao grupo controle. As figuras 5b e \n5c representam a interação de proteínas diferencialm ente expressas na forma grave \nda endometriose (está dio IV), nas fa ses me nstruais proliferativa e secretora \nrespectivamente. \n \n \n\n37 \n \n \nCP*\nCLU\nALB\nAGT\nVEGFA\nSRSF1\nLMNA\nBIRC5\nCCND1\nNUMA1\nPCBP1\nSTIP1\nCTSD\nRHOA\nHSP90B1 FSCN1\nC3\nIQGAP1 ACTR3\nACTR2\nLIMS1COL3A1ERK1/2\nPPP2CA\nCrebLDL\nAktXRCC5\nHsp90\nHSP90AA1\nVCP\nNME1\nCTSB\nLAMP1 RPL15\nNPM1\nDNA-PK\nPI3K\n(complex)\nNFkB\n(complex) Vegf HMGB1\nHSPD1\nDESTCR\nRPS6 26s\nProteasome\nELANE\nJAK1\nMYH14\nFBLN1*\nHSPA8*\nHSPA90AB1 CASP10\nc\na b\nHADH\nTCR\nENO1\nHSF1\nATP5F1B\nMYL6\nHSPA8\nCFLAR\nHSPD1\nPDIA6\nTURB\nACTB\nHBA1/HBA2\nCDH1 SERPINA1\nLDL\nHSPA5\nAPP\nAPOH\nC3AR1\nPARP1C3\nCD46\nERK12\nIL7\nIL17A TLR3\nTLR4\nIL1B\nIL13\nIL10IFNG\nITGB2\nHSF1\nDDAH1\nGFBP2\nIL7R\nTLR3IGF2R\nLTF*\nITGB2\nITGAM OSCAR\nTNF\nTGFB1\nCYBAAPOH\nHNF1A\nAHSG*\nSLPI*\nmiR-146a-5p\n(and other miRAs\nw/seed GAGAACU) \nF3\nComplex/Group\nCytokine\nEnzyme\nG-protein coupled receptor\nGrowth factor\nIon channel\nKinase\nLigand-dependent nuclear receptor\nOther\nPeptidase\nPhosphatase\nTranscription regulator\nTransmembrane Receptor\nTransporter\n \n \n \n \n \n \nFigura 5a - Análise das p rincipais interações de proteínas \ndiferencialmente express as no grupo endometriose em \ncomparação ao grupo controle  pelo software IPA (IPA; \nIngenuity Systems, Redwood City, CA, EUA ). As proteín as \nda rede são mostradas na graduação das cores vermelha e \nverde, com base na sua mudança na expressão. A cor \nvermelha rep resenta moléculas com expressão aumen tada, \ne a cor verde corresponde à expressão reduzida na \nendometriose. As formas brancas represent am moléculas \nnão identificadas na análise, mas que estão associad as à \nregulação de algumas das proteínas identificadas. Um a linha \ndenota ligação entre proteína s. Uma linha pontilhada mostra \numa interação indireta. \n \n\n38 \n \n \n \nCP*\nCLU\nALB\nAGT\nVEGFA\nSRSF1\nLMNA\nBIRC5\nCCND1\nNUMA1\nPCBP1\nSTIP1\nCTSD\nRHOA\nHSP90B1 FSCN1\nC3\nIQGAP1 ACTR3\nACTR2\nLIMS1COL3A1ERK1/2\nPPP2CA\nCrebLDL\nAktXRCC5\nHsp90\nHSP90AA1\nVCP\nNME1\nCTSB\nLAMP1 RPL15\nNPM1\nDNA-PK\nPI3K\n(complex)\nNFkB\n(complex) Vegf HMGB1\nHSPD1\nDESTCR\nRPS6 26s\nProteasome\nELANE\nJAK1\nMYH14\nFBLN1*\nHSPA8*\nHSPA90AB1 CASP10\nc\na b\nHADH\nTCR\nENO1\nHSF1\nATP5F1B\nMYL6\nHSPA8\nCFLAR\nHSPD1\nPDIA6\nTURB\nACTB\nHBA1/HBA2\nCDH1 SERPINA1\nLDL\nHSPA5\nAPP\nAPOH\nC3AR1\nPARP1C3\nCD46\nERK12\nIL7\nIL17A TLR3\nTLR4\nIL1B\nIL13\nIL10IFNG\nITGB2\nHSF1\nDDAH1\nGFBP2\nIL7R\nTLR3IGF2R\nLTF*\nITGB2\nITGAM OSCAR\nTNF\nTGFB1\nCYBAAPOH\nHNF1A\nAHSG*\nSLPI*\nmiR-146a-5p\n(and other miRAs\nw/seed GAGAACU) \nF3\nComplex/Group\nCytokine\nEnzyme\nG-protein coupled receptor\nGrowth factor\nIon channel\nKinase\nLigand-dependent nuclear receptor\nOther\nPeptidase\nPhosphatase\nTranscription regulator\nTransmembrane Receptor\nTransporter\n \n \n \n \n \n \nFiguras 5b - Análise das principais interações de proteínas \ndiferencialmente expressas na forma grave da \nendometriose (estádio IV), e na fase menstrual \nproliferativa, pelo software IPA (IPA; Ingenuity Systems, \nRedwood City, CA, EUA ). As proteínas da rede são \nmostradas na graduação das cores verm elha e verde, com \nbase na sua mudança na expressão. A cor vermelh a \nrepresenta moléculas com expressão aumentada, e a cor \nverde corresponde à expressão reduzida  na endometriose. \nAs formas brancas representam moléculas não \nidentificadas na análise, mas que e stão associadas à \nregulação de algumas das proteínas identificada s. Uma \nlinha denota ligação entre proteínas. Uma linha po ntilhada \nmostra uma interação indireta. \n \n\n39 \n \n \nCP*\nCLU\nALB\nAGT\nVEGFA\nSRSF1\nLMNA\nBIRC5\nCCND1\nNUMA1\nPCBP1\nSTIP1\nCTSD\nRHOA\nHSP90B1 FSCN1\nC3\nIQGAP1 ACTR3\nACTR2\nLIMS1COL3A1ERK1/2\nPPP2CA\nCrebLDL\nAktXRCC5\nHsp90\nHSP90AA1\nVCP\nNME1\nCTSB\nLAMP1 RPL15\nNPM1\nDNA-PK\nPI3K\n(complex)\nNFkB\n(complex) Vegf HMGB1\nHSPD1\nDESTCR\nRPS6 26s\nProteasome\nELANE\nJAK1\nMYH14\nFBLN1*\nHSPA8*\nHSPA90AB1 CASP10\nc\na b\nHADH\nTCR\nENO1\nHSF1\nATP5F1B\nMYL6\nHSPA8\nCFLAR\nHSPD1\nPDIA6\nTURB\nACTB\nHBA1/HBA2\nCDH1 SERPINA1\nLDL\nHSPA5\nAPP\nAPOH\nC3AR1\nPARP1C3\nCD46\nERK12\nIL7\nIL17A TLR3\nTLR4\nIL1B\nIL13\nIL10IFNG\nITGB2\nHSF1\nDDAH1\nGFBP2\nIL7R\nTLR3IGF2R\nLTF*\nITGB2\nITGAM OSCAR\nTNF\nTGFB1\nCYBAAPOH\nHNF1A\nAHSG*\nSLPI*\nmiR-146a-5p\n(and other miRAs\nw/seed GAGAACU) \nF3\nComplex/Group\nCytokine\nEnzyme\nG-protein coupled receptor\nGrowth factor\nIon channel\nKinase\nLigand-dependent nuclear receptor\nOther\nPeptidase\nPhosphatase\nTranscription regulator\nTransmembrane Receptor\nTransporter\n \n \n \n \n \n \nFigura 5c - Análise das p rincipais interações de proteínas \ndiferencialmente expressas na f orma grave da \nendometriose (estádio IV), e na fase menstrual secr etora, \npelo software IPA (IPA; Ingenuity Systems, Redwood  City, \nCA, EUA ). As proteínas da rede  são mostradas na \ngraduação das cores vermelha e verde, com base na sua \nmudança na expressão. A c or vermelha representa \nmoléculas com expressão aumentada, e a cor  verde \ncorresponde à expressão reduzida na endometriose. As \nformas brancas representam molécul as não identificadas \nna análise, mas que estão associadas à regulação de \nalgumas das proteínas id entificadas. Uma linha denota \nligação entre proteínas. Uma linha pontilhada mostra uma \ninteração indireta. \n\n40 \n \n \nA análise dos principais genes reguladores das proteínas diferencialmente \nexpressas na endometriose, para as diferentes fases do ciclo menstrual e \nestádios, estão especificadas nos  Anexos N, O, P, Q (Tabela S7 a S10) \n\n41 \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n5. DISCUSSÃO \n______________________________________________________________ \n \n \n \n\n42 \n \n \n5. Discussão \n \nAs an álises pro teômicas do endométrio tópico tem sido descritas \nrecentemente em estudos sobre endometriose. Esses estudos têm demostrado \nque a expressão protéica do endométrio tópico está modificada em pacientes \ncom endometriose (56), (73). A maio ria desses estudos têm utilizado técnicas \nde eletroforese e mais recentemente , métodos de espectrometria de massas \ncom identificação direcionada das proteínas (análises targeted) (62), (75) . Este \nestudo piloto foi o primeiro a avaliar diferenças quantitativas na expressão \nprotéica do endométrio tópico de pacientes com endometriose profunda \nintestinal, por m eio de téc nica proteômica shotgun de espectrometria de \nmassas. \nAs pr incipais descobertas do nosso estudo foram de que as proteínas \nexpressas no endométrio tópico de pacientes com endometriose profunda \nintestinal mostraram um painel molecular relacionado ao  câncer, a maioria das \nquais ainda não haviam sido previamente relac ionados à endometriose. \nObservou-se que a expressão protéica entre as fases do ciclo menstrual e \nestádios da doença apresentou diferenças, mas todas as moléculas foram \ncomuns em apresentar um painel de proteínas relacionadas ao câncer.  \nAo estudarmos as pr oteínas com expressão aumentadas na fase \nproliferativa de pacientes com endometriose no estádio II, observamos que o \nEEF2 (Eukaryotic Translation Elongation Factor 2) apresentou fold-change de \nexpressão de 140,3. Esta proteína  participa da regulação da sín tese de \nproteínas e tem sido descrita na progressão de vários tipos de cânceres  (79), \n(80). A EEF2 promove a proliferação de células tumorais, maior  predisposição \nà invasão, metástases e pior prognóstico no câncer de ovário  (81) e no câncer \nhepatocelular (82). Na mesma fase do ciclo e estadiamento, observamos que  a \nS100P apresentou fold-change de expressão de 33,1. S100P é uma proteína \nde ligação ao  cálcio com funções intracelulares e extracelulares. Tem sido \ndescrita em muitos cânceres e está associada a metástase e a mal prognóstico \n(83). Hapangama et al. observou que a expressão de S100P poder ia induzir a \nmetástase e aumentar a invasividade da celula endometrial, o que poderia \n\n43 \n \n \nexplicar sua maior expressão em pacientes com endometriose (84). Além d o \nS100P, a HSPA5, KRT8 e MGA foram encontrados com expressão aumentada \nnas pacientes com endometriose com fold-change de expressão de 6,6, 5,8, \n3,4 respectivamente. Estas têm sido descritas associadas a vários tipos de \ncânceres (85), (86), como os de mama, ovário, gástrico , colorretal, fígado e \npulmão (87), (88). Estes achados podem estar relacionados com estud os \nanteriores em que a endometriose têm sido associada a um risco au mentado \npara câncer de ovário de células claras , e epitelial endometrióide (89). Estudos \ntambém tem descrito uma  maior correlação entre endometrios e e câncer  de \nmama (90). \nConsiderando as proteínas com expressão aumentadas na fase secretora \nde pacientes com endometriose no estádio II, observamos que a FLNA \n(Filamina A) apresentou fold-change de expressão de 207,2. Esta proteína está \nenvolvida em funções de migraç ão celular e adesão, e tem sido descrita como \numa proteína promotora do câncer de mama, câncer melanoma e câncer de \npulmão (91). Esses achados podem corroborar com estudos que têm \ncorrelacionado um maior risco de pacientes com endometriose em desen volver \nmelanoma cutâneo  (92). FLNA também tem sido encontrada com expressão \naumentada em pacientes com câncer do colo do út ero, e ass ociada a \nmetástase e menor sobrevida (93). Para o mesmo grupo de pacientes, a \nEEF1G (Elongation factor) apresentou fold-change de expressão de 129,0. \nEEF1G foi descrita como um preditor de mal prognóstico em câncer de mama e \npulmão (94).  Adicionalmente à EE1FG, a RPLP2 (proteína r ibossomal, fold-\nchange de expressão de 129,0 ) tem sido correlacionad a com  a presença de \nmetástases em cânceres do tipo seroso de ovário, maior invasão miometrial em \ncarcinomas de endométrio, e a maior incidência em carcinomas de mama  (95). \nA YBX1 (nuclease -sensitive element -binding protein 1 , fold-change de \nexpressão de 68,4 ) está relacionada a maior resistência a fármacos no \ntratamento de tumores e metastases (96). Os níveis séricos de YBX1 já foram \ndescritos com expressão aumentada em pacien tes com en dometriose \ncomparado a pacientes controle (97). OGN, RPS3, NUCKS1, KRT19, HMGB2 \ne USO1 (fold-change de expressão de 43,1, 38,2, 34,2, 33,6 e 32,2 \nrespectivamente) têm sido rel acionados a vários tipos de câncer (98), (88), \n\n44 \n \n \n(99). RPS3 e KRT19 foram descritos em processos de fibrogênese , e HMGB2 \nem angiogênese (100), (101). A expressão aumentada dessas moléculas em \npacientes com endometriose pode estar relacionada a atividade aumentada de \nfibrose, e neoangiogênese já descritas na doença (102), (103). \n Dentre as proteínas com expressão reduzida na fase proliferativa de \npacientes com endometriose no estádio II, observamos que a MUC5AC (Mucin-\n5AC, fold-change de expressão de  -72,4) foi descrita por ter uma expressão \naumentada em adenocarcinoma de cólon, câncer de pâncreas, \ncolangiocarcinoma e câncer de ovário (104), (105).  FCGBP (IgGFc - binding \nprotein, fold-change de expressão de -42.7), também foi descrita com \nexpressão reduzida no câncer de cólon (106).  LTF (lactotransferrina, fold-\nchange de expressão de -32.8), foi de scrita associada a cânceres  (107), \ndoença d e Cro hn (108) e expressão reduzida em câncer gástrico  (109). LTF \ntambém foi detectada em baixas c oncentrações nos está dios iniciais da \nendometriose, em comparação com os está dios mais avançados da doença no \nestudo de Polak et al. (110). SERPINA3 (Alpha-1-antichymotrypsin, fold change \nde expressão de -5,0), foi descrita em estudo anterior , como uma proteína que \npossui expressão aumentada no endométrio em resposta a ação da \ngonadrotofina coriônica humana em condições normais. Esta se encontrou com \nexpressão reduzida em modelos animais com endometriose, o que pode ria \nexplicar em parte a falha na implantação embrionária das pacientes com \nendometriose (111). \n A APOA2 (apolipoproteína A-II, fold-change de expressão de -34,9), com \nexpressão reduzida na fas e sec retora do ciclo menstrual e no estádio II da \nendometriose, mostrou-se com expressão reduzida também em pacientes com \ncâncer de mama  (112), e aumentada em câncer de pâncreas (113) . A FGA \n(Fibrinogen Alpha Chain , fold-change de expressão de -8,8) tem atividade \nenvolvida na apo ptose de células de linhagem tumoral  e na adesão de \nneutrófilos (114), (115), (116) . Sua expressão reduzida encontrada em \npacientes com endometriose no presente estu do po deria estar relacionada a \nmenor atividade de apoptose , e menor resposta imunológica  relacionada à \ndoença. Este mecanismo já havia sido  descrito no processo de falha de \n\n45 \n \n \nreconhecimento do tecido e ndometrial ectópico na cavidade peritonial, levando \nao au mento da tolerância imunológica e persistência dos implantes de \nendometriose (56). Zhao et al. publicou um estudo em que identificou o FGA \ncomo um dos potenci ais marcadores em soro de pacientes com endometriose \n(117) \n Considerando as proteínas com expressão aumentada na fase \nproliferativa de pacientes com endometriose no estádio IV, observamos que a \nCHMP4B (Charged Multivesicular Body Protein 4b, fold change de expressão \n145,9) foi descrita com expressão aumentada em carcinoma hepatocellular \n(118). DES (Desmina , fold-change de expressão de 72,0 ), foi relacionada em \nestudos associada ao câncer colorretal, câncer hematológico e câncer de \nendométrio (119), (120). Foi considerada um marcador de diferenciação \nfibromuscular e de células musculares  lisas em paci entes com endometriose \nprofunda em estudo de van Kaam et al. (121). A expressão aumentada dessa \nproteína em pacientes deste estu do poderia estar relacionada com o fato das \nlesões de end ometriose profunda intestinal apresentarem reação de fibrose e \nmetaplasia muscular ao redor de seu componente histológico estromal em \naproximadamente 80% dos casos (76). EIF3I (Eukaryotic Translation Initiation \nFactor 3, subunit 1, fold-change de expressão de 53,2 ), é altamente express a \nem células endoteliais durante a angiogênese embrionária e tumoral, tendo \nsido descrita em metástases linfonodais, na invasão do câncer de ovário, na \nmaior incidência de está dio avançados dos cânceres gástrico e hepatocelular \n(122), (123). A expressão aumentada dessa proteína pode estar relacionada \naos achados de Abr ão et al. que constataram que os linfon odos são afetados \npor focos de endometriose em pacientes com endometriose intestinal profunda \n(124) Quanto mais profunda a lesão intestinal, maior o comprometimento \nlinfonodal encontrado no estudo (13). Alguns estudos sugeriram que  a EIF3I \npoderia ser utilizada para terapia -alvo antineoplásica (123). CDH13 (caderina -\n13, fold-change de expressão de 49,9 ), é um gene supressor de tumor que  \ndesempenha um papel fundamental na adesão célula -célula. É ex pressa em \ncélulas tumorais humanas e demonstrou inibir o potencial invasivo dos \ntumores, e reduzir acentuadamente a sua proliferação em alguns trabalhos  \n(125), (126). Esse achado pode explicar uma maior capacidade de progressão \n\n46 \n \n \ne invasão da endometriose em está dios mais avançados.  LIMS1 (LIM and \nsenescent cell antigen -like- containing do main protein 1, fold-change de \nexpressão de 42,0 ), está associada à maior incidência tumoral, câncer do \naparelho digestivo, câncer geniturinário, câncer de pulmão, câncer de mama, \ncâncer endometrial e neoplasia de cabeça e pescoço  (127), (128), (129). Sua \nexpressão aumentada foi associada a está dios mais avançados de neoplasias , \ne a pior prognóstico dos pacientes (130). O LIMS1 é crucial para a adaptação \ndo tumor às condições de privação de oxigênio -glicose, e tem sido objeto de \nestudo como um promissor alvo terapêutico para o tratamento do  câncer (131). \nA expressão  aumentada dessa proteína em está dios mais avançados da \nendometriose neste estudo, pode estar relacionada ao mecanismo descrito \nanteriormente relacionado ao câncer, bem como uma possibilidade do \ndesenvolvimento de terapias -alvo. A endometriose foi descrita relacionada ao \naumento do risco de doença inflamatória i ntestinal e outras doenças \ninflamatórias e autoimunes (132). O CD99 (antígeno CD99), fold-change de \nexpressão de 30.2 , foi relacionado a vários tipos de cânceres  (133), (134), \n(135), doenças inflamatórias inte stinais (doença de Crohn e retocolite \nulcerativa) e doenç a inf lamatória autoimune, mostrando uma correlação \npositiva com a atividade da doença (136). O aumento da expressão desta \nproteína em pacientes com endometriose do presente estudo está congruente \ncom a associação anteriormente descrita. \nDentre as proteínas com expressão aumentada na fase secretora de \npacientes com endometriose no estádio IV, observamos que a  HSPA4 ( Heat \nshock 70 kDa protein 4 , fold-change de expressã o de 81,6 ) fazem parte da \nfamília das proteínas heat shoc k que possuem expressão aumentada em \ntecido de carcinoma hepatocelular humano, e foram relacionadas com a \nagressividade e pior prognóstico da doença (137), (138). A HSP90AB1 ( Heat \nshock protein HSP 90 -beta) fold-change de expressão de 61.3 , pertence a um \ngrande grupo de moléculas chaperones. Os chaperones mantêm a estabilidade \nda proteína após a exposição a vários tipos de estresse celular. Proteínas de \nchoque térmico são relacionadas a regulação de processos de câncer  (139). A \nexpressão aumentada de HSP90AB1 tem sido descria correlacionada com um \npior prognóstico, proliferação e invasão do câncer gástri co, do melanoma e do \n\n47 \n \n \ncâncer de pulmão (140), (141). TUBB (Tubulina) e NPM1 (Nucleofosmina) fold-\nchange de expressão de 40,4 e 28,7 , estão relacionados com carcinoma \nendometrial, bem com o de outros tipos de cânceres como o de  colorectal, \nmama e ovário (142), (143), (144), (145) . MYL6 (Myosin light polypeptide 6 ), \nGAPDH (Glyceraldehyde-3-phosphate dehydrogenase), KRT1 ( Keratin, type II \ncytoskeletal 1) e KRT9 (Keratin, type I cytoskeletal 9) fold-change de expressão \nde 34,7, 33,3, 25,2 , 10,2 respectivamente. são diferencialmente expressos em \ncânceres do trato reprodutivo, fígado e mama (146), (147), (148), (149). O \nGAPDH também está relacionado a doenças degenerativas neurológicas (150). \nAo considerarmos as proteínas com expressão reduzida na fase \nproliferativa de pa cientes com endometriose no estádio IV, observamos que a \nPAEP (glicodelina, fold-change de expressão de -18,2), está associada com \numa maior incidência e freqüência de tumores, tais como de pulmão, câncer de \novário e de endométrio, câncer de mama , cancer d e pâncreas, \nadenocarcinoma e atividade de apoptose (151), (152), (153), (154). Mosbah et \nal. publicou um estudo em que níveis de glicodelina foi s ignificativamente maior \nem fluido peritoneal e soro de pacientes com endometriose, e correlacionou -se \npositivamente com o estádio da doença (155). Os achados do presente estudo \nnão encontrou resultados semelhantes. \nConsiderando as proteínas com  expressão reduzida na fase secretora de \npacientes com endometriose no estádio IV, observamos que a C3 \n(complemento C3 , fold-change de expressão de -131.4), está relacionada ao \ncâncer genitu rinário, câncer de fígado, câncer colorretal, câncer de mama, \ncâncer hematológico, câncer de mama e ovário, doença reumática, síndrome \nautoimune sistêmica e doença de Huntington (156), (157), (158), (159), (160). \nC3 foi descrito com expressão aumentada em epitélio endocervical de \nmulheres com endometriose profunda e pacientes com infertilidade em alguns \nestudos (161), (162). VCP (pr oteína contendo valosina) fold-change de \nexpressão de -99,2, é um membro da família da proteína AAA + ATPase tipo II. \nA VCP atua em diversos processos celulares e tem sido correlacionada \npositivamente à proliferação e metástase do câncer colorretal (163). Com isso \no estudo sugeriu que futuramente, a VCP poderia ser alvo de desenvolvimento \n\n48 \n \n \nde terapia-alvo, em que a redução de sua expressão poderia ser usada para o \ntratamento do câncer colorretal  (163). PIGR (receptor de imunoglobulin a \npolimérica) fold-change de expressão de -36.6, é um membro da superfamília \nde imunoglobulinas. Sua expressão aumentada está associada a desfechos \nclínicos adversos e pior prognóstico em cânceres, t ais como o de câncer de \npulmão, câncer de pâncreas, gastr oesofágico, de ovário, de bexiga e de cólon \n(164), (165), (166), (167). A expressão reduzida dessas proteínas em pacientes \ncom endometriose profunda nos está dios avançados do presente estudo \npoderia estar relacionada a um possível melhor prognóstico de alguns dos tipos \nde cânceres supracitados.  \nOs resultados do  presente estudo vão de encontro aos  diversos estudos \nanteriores, em que se demonstrou que o endométrio eutópico de pacientes \ncom endometriose é alterado (56), (73), podendo-se aventar a hipótese de que \na doença se iniciaria no endométrio eutópico dessas pacientes. Uma maior \nexpressão do fator de crescimento endotelial vascular em pacientes com \nendometriose intestinal  profunda hav ia sido constatado em estudo anterior \npublicado por Machado et al. (102). May et al. publicaram uma revisão \nsistemática sobre potenciais biomarcadores no  endométrio eutópico de \npacientes com endometriose (56). Dentre os biomarcadores revisados estavam \nos fatores imunológicos, uma maior expressão de fatores de crescimento, e de \nadesão celular, bem como de moléculas r elacionadas à neoangiogênese. Tais \nfatores en contrados no  endométrio eutópico de pacientes com endometriose \ncoincidem com as características (“ hallmarks”) moleculares dos processos de \ncâncer que têm sido descritas (168), e muitas delas apresentam vias em \ncomum com a endometriose . Adicionalmente se encontram , a resistência a \natividade de apoptose, a tolerância imunológica, e maior capacid ade d e \ninvasão tecidual e potencial metastático (168).   \nMelin et al. avaliar am um a g rande coorte de mulheres afetadas por \nendometriose e vários tipos de cânceres  (169). Eles observaram um melh or \nprognóstico para câncer de mama e ovár io, mas uma menor taxa de sobrevida \npara melanoma maligno (169, 170). Nossos resultados revelaram aumento da \nexpressão de várias proteínas na endometriose relacionadas a um p ior \n\n49 \n \n \nprognóstico, e metástase em muitos tipos de cânceres.  No e ntanto, algumas \nmoléculas importantes tiveram expressão reduzida em pacientes com \nendometriose. Ao exemplo da VCP, PIGR e MUC5AC que estavam reduzidas \nnas pacientes com endometriose  do presente  estudo, foram descritas  \nassociadas ao câncer colorretal , cân cer hepatocelular e colangiocarcinoma \nquando encontradas em expressão aumentada, e relacionad as a metástases e \npior prognóstico  (163),(167),(171). Esses achados podem explicar as \ndiferenças na prevalência , e no prognóstico dos diversos cânceres entre \npacientes com endometri ose (170). A endometriose provavelmente representa \numa parte de uma condição sistêmica de d esregulação, predispondo a \npaciente ao câncer, a doenças autoimunes e inflamatórias crônicas. \nNossos achados foram os primeiros a empregar técni cas de proteômica \nshotgun para analisar proteínas diferencialmente expressas no endométrio \neutópico de pacientes com endometriose intestinal profunda. A espectrometria \nde massas vem se tornando uma f erramenta importante em estudos de \nendometriose. Sua velo cidade, sensibilidade, precisão e reprodutibilidade são \npotencializadas pelo advento de softwares de bioinformática para melhorar a \nanálise dos dados resultantes. O rastreamento da endometriose por t écnica de \nespectometria de massas tem se tornado uma ferr amenta a nalítica \nindispensável para a detecção de futuros biomarcadores.  \nDos pontos fortes deste estudo , podemos considerar  o fato do grupo \ncontrole ter sido selecionado totalmente saudável, excluindo-se qualquer outra \ndoença pélvica ou clínica. A presenç a de condições clínicas ou de doença \npoderiam afetar as análises proteômicas , devido à a lta sensibilidade desse \nmétodo. Outra vantagem deste trabalho se deve a seleção homogênea de \ncasos do grupo end ometriose, apenas com endometriose profunda intestinal , \nexcluindo-se outras anormalidades pévicas . Como limitações podemos \nconsiderar o número pequeno de amostras, em se tratando de um estudo piloto \nexploratório, necessitando-se portanto de validações futu ras para cada um dos \nachados. \nA endometriose é uma doença  complexa e, conforme revelado neste \nestudo, o biomarcador para a doença se encontra futuramente validado em \n\n50 \n \n \npainéis, em detrimento de um biomarcador único.  O presente estudo revelou \npotenciais bioma rcadores, que precisam ser validados no futuro em estudos  \nmaiores e promissores, para o desenvolvimento de ferramentas diagnósticas \nminimamente invasivas e de terapias-alvo para a endometriose. \n \n \n \n \n \n \n\n51 \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n6. CONCLUSÕES \n______________________________________________________________ \n \n \n \n\n52 \n \n \n \n \n6. Conclusões \n \n \nAs proteínas SETSIP, SRRM2, CAPS, H2AFV e SAFB tiveram expressão \naumentada, enquanto que as proteínas  BPIFB1, FAM184A, SLPI, PIGR, \nJCHAÍNA, HLA -A e LTF  tiveram expressão reduzida no endométrio d as \npacientes portadoras de endometriose profunda intestinal. \nOs resultados revelaram diferentes moléculas expressas de acordo com a \nfase do ciclo menstrual, e o estádio da doença . No entanto,  a maioria das \nproteínas do presente estudo tiveram o  câncer como princ ipal doença \nassociada.  \nAs proteínas CHMP4B, DES, EIF3I, CDH13, LIMS1, HSPA4, HSP90AB1, \nTUBB, NPM1, MYL6 foram as principais que apresentaram expressão \naumentada, e associada a estádios mais avançados da endometriose profunda \nintestinal e a cânceres de pior prognóstico. \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n\n53 \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n7. ANEXOS \n______________________________________________________________ \n \n \n \n\n54 \n \n \nAnexo A- Estadiamento da endometriose proposto pela American Society for  \nReproductive Medicine em 1996 \n \n \nEstadiamento da endometriose ASRM (1996) \nENDOMETRIOSE <1cm 1–3 cm > 3 cm \nPERITÔNIO \nSuperficial 1 2 4 \nProfunda 2 4 6 \nOVÁRIO D \nSuperficial 1 2 4 \nProfunda 4 16 20 \nOVÁRIO E \nSuperficial 1 2 4 \nProfunda 4 16 20 \nOBLITERACAO DO FUNDO DE SACO \nPOSTERIOR \nParcial Completa \n4 40 \nADERÊNCIAS <1/3 Envolvido 1/3–2/3 Envolvidos > 2/3 Envolvidos \nOVÁRIO D \nVelamentosa 1 2 4 \nDensa 4 8 16 \nOVÁRIO E \nVelamentosa 1 2 4 \nDensa 4 8 16 \nTROMPA D \nVelamentosa 1 2 4 \nDensa 4* 8* 16 \nTROMPA E \nVelamentosa 1 2 4 \nDensa 4* 8* 16 \n \nEstádio I (mínima): 1-5  Estádio II (leve): 6-15 \nEstádio III (moderada): 16-40 Estádio IV (severa): >40 \n*Se as fímbrias tubárias estiverem totalmente envolvidas por aderências, mude o escore para 16.  \nPorcentagem de implantes: \nLesões vermelhas (claras, vermelhas, rosadas, em chama, vesículas): ___% \nLesões brancas (brancas, amareladas, marrons, defeitos de peritônio): ___%  \nLesões pretas (pretas, depósitos de hemossiderina, azuis): ___% \nEndometriose adicional: _________________________________________ \nUsar em caso de trompas\ne ovários normaisE D\n \nUsar em caso de trompas\ne ovários anormaisE D  \n \n \n\n55 \n \n \nAnexo B - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (gr upo controle \nHCFMUSP) \n \nContinua \n\n56 \n \n \nContinuação do Anexo B - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido \n(grupo controle HCFMUSP) \n \nContinua  \n\n57 \n \n \nContinuação do Anexo B - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido \n(grupo controle HCFMUSP) \n \nContinua \n \n\n58 \n \n \nConclusão do Anexo B - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (grupo \ncontrole HCFMUSP) \n \n\n59 \n \n \nANEXO C - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (grupo endometriose- \nHCFMUSP) \n \nContinua \n\n60 \n \n \nContinuação do A nexo C - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido \n(grupo endometriose- HCFMUSP) \n \nContinua \n\n61 \n \n \nContinuação do A nexo C - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido \n(grupo endometriose- HCFMUSP) \n \nContinua \n\n62 \n \n \nConclusão do Anexo C - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (grupo \nendometriose- HCFMUSP) \n \n\n63 \n \n \nAnexo D - Termo d e C onsentimento Livre e Esclarecido (grupo controle – \nUFC) \n \nContinua \n\n64 \n \n \nConclusão do Anexo D - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (grupo \ncontrole – UFC) \n \n\n65 \n \n \nAnexo E - Parecer consubstanciado  da Comissão de Ética para Análise de \nProjetos de Pesquisa (CAPPesq- HCFMUSP) \n \nContinua \n\n66 \n \n \nContinuação do A nexo E - Parecer consubstanciado da Comissão de Ética \npara Análise de Projetos de Pesquisa (CAPPesq- HCFMUSP) \n \nContinua \n\n67 \n \n \nConclusão do Anexo E - Parecer consubstanciado da Comissão de Ética para \nAnálise de Projetos de Pesquisa (CAPPesq- HCFMUSP) \n \n\n68 \n \n \nAnexo F - Parecer consubstanciado da Comissão de Ética para Análise de \nProjetos de Pesquisa (CAPPesq- UFC) \n \nContinua \n\n69 \n \n \nContinuação do A nexo F - Parecer consubstanciado da Comissão de Ética \npara Análise de Projetos de Pesquisa (CAPPesq- UFC) \n \nContinua \n\n70 \n \n \nContinuação do A nexo F - Parecer consubstanciado da Comissão de Ética \npara Análise de Projetos de Pesquisa (CAPPesq- UFC) \n \nContinua \n\n71 \n \n \nConclusão do Anexo F - Parecer consubstanciado da Comissão de Ética para \nAnálise de Projetos de Pesquisa (CAPPesq- UFC) \n \nContinua \n\n72 \n \n \nAnexo G - Questionário para coleta de dados das pacientes incluídas no \nestudo \n \nContinua \n\n73 \n \n \nContinuação do A nexo G - Questionário para coleta de dados d as pacientes \nincluídas no estudo \n \nContinua \n\n74 \n \n \nContinuação do Anexo G- Questionário para coleta de dados das pacientes \nincluídas no estudo \n \nContinua \n\n75 \n \n \nConclusão do A nexo G - Questionário para coleta de dados das pacientes \nincluídas no estudo \n \n\n76 \n \nContinua \nAnexo H  \nTabela –S1  Lista de proteínas diferencialmente expressas no \nendométrio de mulheres com endometriose (todos os grupos) \nIdentificação \nProgenesis Código UniProt Anova (p-valor) Fold-change \nde expressão \nP0DME0 SETSIP 0,04 3,47 \nQ9UQ35 SRRM2 0,02 3,32 \nQ13938 CAPS 0,0000295 3,04 \nC9J386 H2AFV 0,03 3 \nQ15424 SAFB 0,01 2,99 \nQ14247 CTTN 0,03 2,5 \nQ96FJ2 DYNLL2 0,05 2,18 \nQ7Z2K5 HBB 0,03 2,05 \nO43633 CHMP2A 0,04 2,01 \nP38159 RBMX 0,02 1,94 \nA0A0D9SEM4 SRSF4 0,00859 1,87 \nQ53SS8 PCBP1 0,02 1,85 \nP11142 HSPA8 0,04 1,82 \nP38398 BRCA1 0,05 1,8 \nA0A024R9D7 DECR1 0,05 1,8 \nB7Z570 SRSF1 0,02 1,78 \nO43491 EPB41L2 0,02 1,77 \nP09496-2 CLTA 0,00545 1,76 \nQ14151 SAFB2 0,02 1,72 \nF8W1K5 CNPY2 0,05 1,7 \nP69892 HBG2 0,04 1,7 \nF8VRV5 DYNLL1 0,00538 1,68 \nD6RFM3 HNRNPH1 0,03 1,64 \nE9PP76 CCS 0,05 1,62 \nC9JL85 MTPN 0,04 1,61 \nQ14980-2 NUMA1 0,00637 1,6 \nB4DEA3 RAD23B 0,00123 1,59 \nP11021 HSPA5 0,05 1,51 \nQ01105-3 SET 0,04 1,51 \nQ01082 SPTBN1 0,00869 -1,51 \nC9JV77 AHSG 0,02 -1,59 \nQ8NHQ9 DDX55 0,02 -1,59 \n  \nB7Z4L7 RBM39 0,03 -1,59 \nP02768 ALB 0,05 -1,6 \nP21291 CSRP1 0,04 -1,6 \nQ92599-3  0,01 -1,6 \n    \n\n77 \n \n \n \nConclusão da Tabela –S1  Lista de proteínas diferencialmente \nexpressas no endométrio de mulheres com endometriose (todos os \ngrupos) \nIdentificação \nProgenesis Código UniProt Anova (p-valor) Fold-change \nde expressão \nQ58FF7 HSP90AB3P 0,04 -1,61 \nB4E1B2 TF 0,02 -1,62 \nB3KMK3 NUP155 0,03 -1,63 \nQ7Z406-2 MYH14 0,00181 -1,64 \nP01024 C3 0,00766 -1,65 \nQ9UL89 IGHV1-69 0,02 -1,68 \nB4DRR0 KRT6A 0,03 -1,73 \nQ1L857 CP 0,03 -1,75 \nP00918 CA2 0,02 -1,77 \nP10323 ACR 0,03 -1,78 \nB1AHL2 FBLN1 0,04 -1,95 \nP01625 IGKV4-1 0,05 -2,05 \nG3V113 UBE2V2 0,0093 -2,12 \nQ5T985 ITIH2 0,01 -2,31 \nQ96P66 GPR101 0,05 -2,54 \nQ9NPP6 IGH 0,000799 -2,9 \nO14645 DNALI1 0,01 -3,36 \nQ14508-2 WFDC2 0,02 -3,51 \nQ16352 INA 0,04 -3,52 \nB4E3V1 DDAH1 0,00768 -3,75 \nQ6N094 IGHG1 0,00694 -3,76 \nQ8WXA3-2 RUFY2 0,05 -3,82 \nB4DW90 SF3A3 0,05 -3,95 \nP02788-2 LTF 0,03 -5,32 \nP16188 HLA-A 0,02 -5,9 \nP01591 JCHAIN 0,02 -9,53 \nP01833 PIGR 0,01 -14,03 \nP03973 SLPI 0,02 -16,83 \nQ8NB25 FAM184A 0,04 -29,97 \nQ8TDL5 BPIFB1 0,01 -39,16 \nFONTE: Software Progenesis QI (Nonlinear Dynamics, Newcastle upon Tyne, UK).  \nTeste estatístico: análise de variância anova (p <0,05).  \n \n\n78 \n \nContinua \nAnexo I \nTabela S2 - Lista de proteínas diferencialmente expressas no endométrio de \nmulheres com endometriose (estádio II, fase menstrual proliferativa) \nIdentificação \nProgenesis Código UniProt Anova (p-valor) Fold-change de \nexpressão \nB4DRE8 EEF2 0,01 140,32 \nP25815 S100P 0,04 33,12 \nE9PK47 PYGL 0,04 7,41 \nV9HWB4 HSPA5 0,04 6,62 \nQ9Y2T3 GDA 0,000874 6,36 \nF8VP67 KRT8 0,05 5,8 \nQ9UBQ0 VPS29 0,04 3,87 \nE9KL44 HADHA 0,03 3,44 \nA0A140VK27 LTA4H 0,02 3,4 \nB9EGR5 MGA 0,03 3,4 \nP08727 KRT19 0,00613 3,39 \nH3BQF1 APRT 0,03 3,37 \nB4DVU9 HSPA1A/HSPA1B 0,02 3,3 \nQ9BV28 TUBB3 0,00918 3,28 \nB3KXN4 WDR1 0,02 3,25 \nA8K2H4 CTSB 0,03 3,18 \nB4DPZ4 ARHGAP1 0,00253 3,15 \nU3KQK0 HIST1H2BN 0,05 3,12 \nF5GXY2 LDHA 0,02 3,08 \nP28838 LAP3 0,03 3,01 \nP46940 IQGAP1 0,04 3 \nR4GN08 ARPC4 0,05 2,98 \nA0A286SD59 DDX39B 0,05 2,98 \nA0A087WYR3 TPD52L2 0,05 2,95 \nQ5S4N1 DDX3X 0,02 2,9 \nF8VRP1 CS 0,03 2,86 \nB7Z268 SSBP1 0,04 2,82 \nK7EQ86 KIAA0100 0,04 2,67 \nB4DJQ8 CTSC 0,02 2,61 \nQ08211 DHX9 0,03 2,55 \nQ53HU8 VIM 0,01 2,53 \nA6NH27 ZWINT 0,04 2,52 \nH7BXZ5 KALRN 0,03 2,5 \nV9HW31 ATP5F1B 0,02 2,48 \nF8W180 MYL6 0,04 2,41 \nF6UXX1 SYNCRIP 0,02 2,41 \nQ53G76 ACTB 0,00892 2,36 \nQ15181 PPA1 0,03 2,33 \nV9HVZ4 GAPDH 0,02 2,32 \nA0A0U1RRM4 PTBP1 0,04 2,32 \nB2R7W4 HNRNPR 0,04 2,29 \nP37802 TAGLN2 0,03 2,29 \n\n79 \n \nContinua \nContinuação da Tabela S2 - Lista de proteínas diferencialmente expressas no \nendométrio de mulheres com endometriose (estádio II, fase menstrual \nproliferativa) \nIdentificação \nProgenesis Código UniProt Anova (p-valor) Fold-change de \nexpressão \nA0A024R4F1 ENO1 0,01 2,28 \nQ59GX5 LCP1 0,02 2,25 \nQ969H8 MYDGF 0,04 2,25 \nQ5T0R1 CAP1 0,00342 2,2 \nQ9H799 CPLANE1 0,01 2,2 \nQ9NUV1 CNDP2 0,03 2,17 \nF5H823 RAP1B 0,02 2,17 \nF5H5D3 TUBA1C 0,04 2,16 \nP09651 HNRNPA1 0,01 2,12 \nQ96GW1 HSP90B1 0,05 2,08 \nV9HWK2 VCL 0,00557 2,08 \nA0A024R5K1 CORO1B 0,04 2,07 \nE7EMB3 CALM1 0,05 2,06 \nA8MW50 LDHB 0,03 2,05 \nQ15019 SEPT2 0,05 2,04 \nA2A274 ACO2 0,00322 2,02 \nQ9HAP1 VCP 0,05 2 \nA8K0G3 AP2B1 0,03 1,99 \nP09211 GSTP1 0,05 1,99 \nP30044 PRDX5 0,02 1,99 \nP52209 PGD 0,02 1,97 \nP60174 TPI1 0,03 1,95 \nA0A1B0GVG2 ASAH1 0,05 1,88 \nB4DLV7 GDI2 0,02 1,86 \nV9HW62 GLO1 0,02 1,83 \nK7EM20 YWHAE 0,00982 1,83 \nB4DY04 YWHAQ 0,01 1,8 \nO75396 SEC22B 0,05 1,78 \nA0A0B4J1R6 TKT 0,05 1,78 \nQ53FF5 NSFL1C 0,04 1,67 \nQ9H4N8 YWHAH 0,02 1,55 \nP02753 RBP4 0,00724 -1,7 \nP25311 AZGP1 0,05 -1,87 \nA5PL27 CP 0,03 -2,04 \nA0A0K0Q2Z1 SERPINC1 0,02 -2,04 \nP02790 HPX 0,02 -2,19 \nP01861 IGHG4 0,03 -2,19 \nP15531 NME1 0,04 -2,26 \nV9HWA9 C3 0,00874 -2,28 \nQ2F831 YWHAZ 0,00678 -2,35 \nQ96CD0 FBXL8 0,02 -2,43 \nV9HWF6 ORM1 0,00803 -2,55 \nB1AHL2 FBLN1 0,04 -2,59 \nA0A286YEY4 IGHG2 0,02 -2,62 \nE9PGN7 SERPING1 0,04 -2,62 \nQ68DS3 CLEC3B 0,03 -2,66 \n\n80 \n \nContinua \nConclusão da Tabela S2 - Lista de proteínas diferencialmente expressas no \nendométrio de mulheres com endometriose (estádio II, fase menstrual \nproliferativa) \nIdentificação \nProgenesis Código UniProt Anova (p-valor) Fold-change de \nexpressão \nB3KS79 SERPINA3 0,02 -5,04 \nA0A024R6I7 SERPINA1 0,02 -7,76 \nJ3QSB4 RPL13 0,03 -8,78 \nF8VVI6 CPM 0,0064 -15,09 \nQ8IX02 LTF 0,04 -32,87 \nQ9Y6R7 FCGBP 0,00999 -42,71 \nA7Y9J9 MUC5AC 0,03 -72,44 \nFONTE: Software Progenesis QI (Nonlinear Dynamics, Newcastle upon Tyne, UK). \nTeste estatístico: análise de variância anova (p <0,05). \n \n \n\n81 \n \nContinua \nAnexo J \n \n \nTabela S3 - Lista de proteínas diferencialmente expressas no endométrio de \nmulheres com endometriose (estágio IV, fase menstrual proliferativa) \nIdentificação \nProgenesis Código UniProt Anova (p-valor) Fold-change de \nexpressão \nQ9H444 CHMP4B 0,000176 145,2 \nL7RDA5 DES 0,00153 72,02 \nB4DRS1 MATR3 0,000373 59,05 \nB4DVS4 ECH1 0,000171 58,52 \nQ9P1D9 EIF3I 0,0000145 53,28 \nP55290 CDH13 0,00191 49,03 \nP48059 LIMS1 0,0000897 48,29 \nL0R5C4 POTEG 0,00648 42,36 \nF8WD80 UBE2F 0,00000438 38,07 \nP14209 CD99 0,00559 30,24 \nD3DTX7 COL1A1 0,000405 25,14 \nP15531 NME1 0,00352 21,36 \nP0C0S5 H2AFZ 0,00214 18,69 \nO75367 H2AFY 0,00674 17,2 \nQ16778 HIST2H2BE 0,00149 15,68 \nB3KRY3 LAMP1 0,00145 14,01 \nQ5TEC6 HIST2H3PS2 0,00401 13,74 \nP62913 RPL11 0,000348 12,62 \nC9J0K6 SRI 0,0034 11,31 \nD6R9A6 HMGB2 0,01 11,16 \nA8MTJ3 GNAT3 0,02 10,72 \nH0YIB4 SRSF9 0,00453 10,67 \nB5MBZ8 PPP1R7 0,02 10,34 \nP16401 HIST1H1B 0,01 9,8 \nH3BRG4 UQCRC2 0,00612 9,54 \nH7C040 AGR3 0,02 9,53 \nP43686 PSMC4 0,00989 8,5 \nQ9BT78 COPS4 0,03 8,11 \nC9JQ41 CCDC58 0,00473 7,95 \nQ16777 HIST2H2AC 0,000158 7,74 \nQ6FGH9 DYNLL1 0,02 7,25 \nO75369 FLNB 0,02 7,2 \nA0A140T936 VARS 0,02 6,99 \nP10412 HIST1H1E 0,03 6,75 \nP31930 UQCRC1 0,01 6,54 \nA0A024RDQ0 HSPH1 0,04 6,45 \nQ6IBG1 MYL9 0,04 6,45 \nB4E312 TAF15 0,04 6,44 \nQ5SQT3 H2AFY2 0,04 6,4 \nA0A087X2D0 SRSF3 0,03 6,4 \nQ15233 NONO 0,01 6,23 \nS5DU27 HLA-C 0,03 5,88 \nA8KAQ5 SNRNP70 0,00943 5,82 \nP07360 C8G 0,05 5,71 \n\n82 \n \nContinua \nContinuação da Tabela S3 - Lista de proteínas diferencialmente expressas \nno endométrio de mulheres com endometriose (estágio IV, fase menstrual \nproliferativa) \nIdentificação \nProgenesis Código UniProt Anova (p-valor) Fold-change de \nexpressão \nB4DDR3 API5 0,02 5,68 \nQ96FJ2 DYNLL2 0,03 5,67 \nQ7Z4Y4 AK3 0,04 5,64 \nP38117 ETFB 0,00372 5,56 \nF8WES2 MTAP 0,00114 5,45 \nA2A3R6 RPS6 0,03 5,41 \nH7BZ35 DARS 0,03 5,4 \nC9JSU1 LRRFIP2 0,04 5,34 \nA0A024RAE4 CDC42 0,00416 5,26 \nH3BLU7 AKR7A2 0,03 5,24 \nQ9UBT2 UBA2 0,01 5,2 \nP62316 SNRPD2 0,00103 5,11 \nC9JXB8 RPL24 0,02 5,08 \nB3KSG0 ISYNA1 0,00622 5,06 \nA0A140TA33 TNXB 0,02 5,06 \nB4DZP5 DDB1 0,05 5,01 \nQ59H57 FUS 0,05 4,95 \nQ5T7C4 HMGB1 0,04 4,87 \nQ8WX93 PALLD 0,02 4,85 \nP55795 HNRNPH2 0,02 4,62 \nO00264 PGRMC1 0,01 4,61 \nO14561 NDUFAB1 0,03 4,59 \nP17987 TCP1 0,03 4,56 \nC9J712 PFN2 0,04 4,47 \nB7Z4B7 FHL1 0,006 4,44 \nQ59FA2 SRSF1 0,00289 4,44 \nQ9Y265 RUVBL1 0,00323 4,43 \nA0A0S2Z377 ANXA6 0,02 4,4 \nJ3QL05 SRSF2 0,04 4,38 \nH0YJB9 RTRAF 0,03 4,36 \nQ6FHM6 SNU13 0,02 4,35 \nQ9BSV4 SFPQ 0,00682 4,34 \nF2Z388 RPL35 0,04 4,3 \nA6NLN1 PTBP1 0,02 4,28 \nE9KL35 RACK1 0,01 4,28 \nK7EL21 CAPS 0,03 4,27 \nQ6LEE2 PCBD1 0,03 4,24 \nQ9Y3U8 RPL36 0,04 4,24 \nP23396 RPS3 0,02 4,23 \nD6RGI3 SEPT11 0,00855 4,23 \nH7C233 SUCLG1 0,05 4,14 \nA0A0S2Z3W7 ITPA 0,02 4,02 \nE9PCY7 HNRNPH1 0,02 3,99 \nB4DNM8 P3H1 0,000502 3,99 \nQ9BTQ7 RPL23 0,03 3,93 \n    \n\n83 \n \nContinua \nContinuação da Tabela S3 - Lista de proteínas diferencialmente expressas \nno endométrio de mulheres com endometriose (estágio IV, fase menstrual \nproliferativa) \nIdentificação \nProgenesis Código UniProt Anova (p-valor) Fold-change de \nexpressão \nD6W539 HADHB 0,02 3,88 \nQ59EY4 SEPT7 0,00406 3,86 \nA0A024QZV0 TXNDC5 0,00436 3,84 \nP31948 STIP1 0,03 3,8 \nP49411 TUFM 0,05 3,79 \nQ53GL5 IDH2 0,03 3,78 \nJ3QLI9 SNRPD1 0,03 3,78 \nP61160 ACTR2 0,04 3,76 \nF6RFD5 DSTN 0,02 3,75 \nQ0VGD6 HNRNPR 0,00591 3,73 \nF5GYN4 OTUB1 0,03 3,73 \nV9HW31 ATP5F1B 0,01 3,7 \nB2R959 HNRNPL 0,02 3,7 \nQ14568 HSP90AA2P 0,00829 3,7 \nQ9Y266 NUDC 0,02 3,7 \nP62241 RPS8 0,04 3,7 \nQ53XJ5 FKBP2 0,05 3,69 \nA0A087WUK2 HNRNPDL 0,02 3,69 \nK7EMD6 SGTA 0,04 3,65 \nP62318 SNRPD3 0,02 3,65 \nE5RIW3 TBCA 0,02 3,65 \nQ8TB01 CKAP4 0,00391 3,63 \nP35268 RPL22 0,02 3,62 \nP68363 TUBA1B 0,01 3,61 \nP20674 COX5A 0,02 3,6 \nP31939 ATIC 0,03 3,59 \nA0A024RCM3 DDX39B 0,02 3,58 \nG8JLA2 MYL6 0,01 3,58 \nB7ZAR1 CCT5 0,01 3,57 \nP37108 SRP14 0,05 3,57 \nQ96CN7 ISOC1 0,03 3,56 \nV9HVX6 ALDH1A1 0,04 3,55 \nQ03252 LMNB2 0,01 3,55 \nB4DZ08 ACO2 0,05 3,54 \nP29373 CRABP2 0,03 3,5 \nP30049 ATP5F1D 0,02 3,49 \nK7EKP1 APOC1 0,05 3,48 \nB4DY09 ILF2 0,05 3,48 \nV9HW53 DDAH2 0,05 3,47 \nO94788 ALDH1A2 0,00383 3,42 \nQ92688 ANP32B 0,04 3,41 \nA0A024R8Q1 GAA 0,02 3,41 \nA0A024R4K3 MDH2 0,03 3,41 \nB3KSQ7 DBN1 0,04 3,39 \nB2R5U1 SND1 0,02 3,39 \nD6R9P3 HNRNPAB 0,04 3,36 \n\n84 \n \nContinua \nContinuação da Tabela S3 - Lista de proteínas diferencialmente expressas \nno endométrio de mulheres com endometriose (estágio IV, fase menstrual \nproliferativa) \nIdentificação \nProgenesis \nIdentificação \nProgenesis \nIdentificação \nProgenesis \nIdentificação \nProgenesis \nQ5CAQ5 HSP90B1 0,04 3,36 \nP39019 RPS19 0,05 3,34 \nP50454 SERPINH1 0,00691 3,32 \nA0A0U4BW16 MYH9 0,02 3,31 \nP24666 ACP1 0,00142 3,29 \nB4DUQ1 HNRNPK 0,03 3,29 \nH3BPC4 UBE2I 0,0078 3,28 \nB5MCX3 SEPT2 0,00878 3,26 \nQ71U36 TUBA1A 0,02 3,25 \nA0A087X0X3 HNRNPM 0,04 3,24 \nE9PJD9 RPL27A 0,03 3,23 \nQ08211 DHX9 0,00322 3,22 \nQ60FE6 FLNA 0,04 3,22 \nB2R5W2 HNRNPC 0,04 3,22 \nQ7Z612 RPLP1 0,04 3,2 \nQ59GL1 SYNCRIP 0,01 3,19 \nQ9Y3Z3 SAMHD1 0,02 3,18 \nQ13263 TRIM28 0,05 3,18 \nQ562R1 ACTBL2 0,03 3,17 \nE7EX53 RPL15 0,0079 3,17 \nP62873 GNB1 0,03 3,14 \nP52209 PGD 0,00144 3,14 \nQ16762 TST 0,03 3,12 \nQ53GC7 CAPZA2 0,00273 3,1 \nF8W1A4 AK2 0,04 3,09 \nP07437 TUBB 0,02 3,09 \nV9HWB5 PPA1 0,04 3,08 \nD6RAW0 UBE2D3 0,00121 3,07 \nA8K6Y1 PA2G4 0,04 3,06 \nB8ZZU8 ELOB 0,04 3,05 \nQ14240 EIF4A2 0,03 3,04 \nP02461 COL3A1 0,04 3,03 \nP49458 SRP9 0,04 3,03 \nP05455 SSB 0,01 3,03 \nQ96IR1 RPS4X 0,00447 3,01 \nB4DHX4 GDI1 0,04 3 \nB7Z972 PCMT1 0,00365 2,99 \nP63261 ACTG1 0,02 2,97 \nP07195 LDHB 0,03 2,97 \nQ9NTK5 OLA1 0,01 2,96 \nO43396 TXNL1 0,05 2,96 \nB3KQ51 PPP2CA 0,04 2,94 \nA0A024RAI1 ACTR3 0,01 2,93 \nA0A087WTP3 KHSRP 0,03 2,92 \nB4DPW9 PLS3 0,02 2,92 \nO60701 UGDH 0,04 2,91 \n\n85 \n \nContinua \nContinuação da Tabela S3 - Lista de proteínas diferencialmente expressas \nno endométrio de mulheres com endometriose (estágio IV, fase menstrual \nproliferativa) \nIdentificação \nProgenesis \nIdentificação \nProgenesis \nIdentificação \nProgenesis \nIdentificação \nProgenesis \nP50395 GDI2 0,00142 2,9 \nB4E1T4 SFRP4 0,04 2,9 \nP31942 HNRNPH3 0,02 2,86 \nA0A0S2Z4G7 NPM1 0,02 2,85 \nH0YNW5 DUT 0,03 2,84 \nP28838 LAP3 0,03 2,83 \nB4DVZ8 LTA4H 0,01 2,82 \nP50914 RPL14 0,05 2,81 \nB4DU58 CAPG 0,03 2,79 \nB4DL49 CTSB 0,03 2,77 \nP14618 PKM 0,01 2,77 \nQ9Y490 TLN1 0,02 2,77 \nB4DDB6 HNRNPA3 0,04 2,76 \nV9HW41 UBE2N 0,05 2,76 \nB4DH02 HSPA4 0,05 2,75 \nQ6IPN6 EEF1A1 0,04 2,74 \nV9HVZ4 GAPDH 0,03 2,73 \nP07900 HSP90AA1 0,03 2,73 \nV9HWE9 GSTP1 0,03 2,72 \nH3BQZ7 HNRNPUL2-BSCL2 0,02 2,72 \nP61970 NUTF2 0,02 2,72 \nA0A024RDF4 HNRNPD 0,02 2,71 \nB1Q3B3 FTL 0,04 2,69 \nF8VZ49 HNRNPA1 0,02 2,67 \nA0A024R4F1 ENO1 0,02 2,66 \nA4D177 CBX3 0,03 2,65 \nQ9Y3I0 RTCB 0,04 2,65 \nB3KTA3 FSCN1 0,03 2,64 \nB4DKN9 RHOA 0,0079 2,6 \nP22314 UBA1 0,03 2,6 \nP27824 CANX 0,04 2,59 \nQ9UPN1 PPP1CC 0,05 2,59 \nH0YN26 ANP32A 0,02 2,58 \nA0A024R3X4 HSPD1 0,02 2,58 \nF6WIT2 PTPA 0,00964 2,58 \nB4DX14 ALDH9A1 0,03 2,56 \nP13639 EEF2 0,04 2,54 \nP78417 GSTO1 0,03 2,53 \nQ9H2U2 PPA2 0,02 2,53 \nA8K7F6 EIF4A1 0,05 2,51 \nK7EK07 H3F3A/H3F3B 0,00872 2,5 \nB4DDZ5 HADHA 0,01 2,47 \nV9HWB9 LDHA 0,05 2,46 \nX6RJP6 TAGLN2 0,02 2,45 \nP68402 PAFAH1B2 0,01 2,39 \nA0A024QYX3 RBM3 0,02 2,38 \n\n86 \n \nContinua \nConclusão da Tabela S3 - Lista de proteínas diferencialmente expressas no \nendométrio de mulheres com endometriose (estágio IV, fase menstrual \nproliferativa) \nIdentificação \nProgenesis \nIdentificação \nProgenesis \nIdentificação \nProgenesis \nIdentificação \nProgenesis \nB4DNR3 ABHD14B 0,02 2,37 \nV9HW80 VCP 0,04 2,36 \nF8W020 NAP1L1 0,04 2,35 \nD3DQ69 SERBP1 0,05 2,35 \nA0A1B0GW44 CTSD 0,05 2,34 \nO95994 AGR2 0,01 2,33 \nA8K590 ILF3 0,03 2,33 \nP63208 SKP1 0,03 2,33 \nP27348 YWHAQ 0,02 2,33 \nQ2Q9B7 G6PD 0,03 2,32 \nA0A024R694 ACTN1 0,03 2,31 \nB7Z3S4 HDAC1 0,02 2,3 \nA0A024R1U4 RAB5C 0,04 2,28 \nQ04760 GLO1 0,02 2,27 \nP62258 YWHAE 0,03 2,2 \nP63241 EIF5A 0,04 2,16 \nP13010 XRCC5 0,03 2,14 \nA4QPB0 IQGAP1 0,03 2,13 \nQ86V81 ALYREF 0,04 2,11 \nA0A024R442 DNPEP 0,05 2,1 \nQ04917 YWHAH 0,03 2,08 \nE7END7 RAB1A 0,03 2,05 \nQ6ZN40 TPM1 0,03 2 \nP61981 YWHAG 0,000772 1,83 \nV9HWA9 C3 0,03 -1,43 \nP06727 APOA4 0,02 -2,68 \nB4DPP6 ALB 0,00686 -6,18 \nH0Y6A4 PAEP 0,05 -18,22 \nFONTE: Software Progenesis QI (Nonlinear Dynamics, Newcastle upon Tyne, UK). \nTeste estatístico: análise de variância anova (p <0,05). \n \n\n87 \n \nContinua \nAnexo K \n \n \nTabela S4 - Lista de proteínas diferencialmente expressas no endométrio \nde mulheres com endometriose (estádio II, fase menstrual secretora) \nIdentificação \nProgenesis Código UniProt Anova (p-valor) Fold-change de \nexpressão \nA0A087WWY3 FLNA 0,05 207,18 \nB4DUP0 EEF1G 0,04 129,03 \nA0A024RCA7 RPLP2 0,00109 125,76 \nP67809 YBX1 0,00322 68,47 \nQ7Z532 OGN 0,03 43,16 \nF2Z2S8 RPS3 0,03 38,27 \nQ6IA16 NUCKS1 0,03 34,28 \nP08727 KRT19 0,04 33,6 \nD6R9A6 HMGB2 0,01 33,24 \nA0A024RDG1 USO1 0,00676 32,27 \nH0Y704 ZNF185 0,01 27,89 \nA0A024QZV0 TXNDC5 0,02 24,95 \nC9JMJ2 SFRP4 0,02 23,54 \nP49411 TUFM 0,02 18,89 \nH0YEG8 NUCB2 0,01 17,13 \nS4R457 HNRNPK 0,000427 16,55 \nH0YAG8 ADH5 0,04 16 \nQ53GL6 RALY 0,02 15,56 \nB4DLL8 GPNMB 0,02 14,82 \nA0A0C4DGM1 TPSAB1/TPSB2 0,03 13,7 \nD6R991 MATR3 0,01 13,49 \nQ59G24 SUB1 0,02 12,58 \nB2R4M6 S100A9 0,02 12,27 \nQ16643 DBN1 0,02 11,75 \nQ8NDV3 SMC1B 0,04 11,4 \nQ6NZI2 CAVIN1 0,02 11,36 \nB4DLP5 TXNDC11 0,04 11,09 \nB7Z6S8 RPL14 0,02 11,03 \nQ9Y6R7 FCGBP 0,01 10,52 \nA0A090N8Y2 PDIA4 0,01 10,29 \nJ3QR68 HP 0,03 9,62 \nB4DHY1 HNRNPH3 0,03 9,5 \nQ53EU7 NDRG1 0,02 9,41 \nB2RTX2 PALLD 0,04 9,25 \nQ5D6A5 GSTP1 0,03 8,89 \nP08670 VIM 0,01 8,48 \nB2R9V7 SOD3 0,03 8,45 \nB7Z4W4 RAD23B 0,01 8,36 \nE5RIP1 RPS20 0,0096 8,31 \nV9HWP0 APCS 0,0098 8,07 \nJ3QLE5 SNRPN 0,02 8,07 \nP02792 FTL 0,01 8,03 \nG8JLJ2 SOD2 0,03 8,03 \nP28072 PSMB6 0,02 7,94 \n\n88 \n \nContinua \nContinuação da Tabela S4 - Lista de proteínas diferencialmente expressas no \nendométrio de mulheres com endometriose (estádio II, fase menstrual secretora) \nIdentificação \nProgenesis \nIdentificação \nProgenesis \nIdentificação \nProgenesis \nIdentificação \nProgenesis \nA0A087WTP3 KHSRP 0,00711 7,21 \nQ6NZ44 FTH1 0,000614 7,1 \nG3V5M2 PNP 0,01 7,1 \nQ5TA02 GSTO1 0,0043 6,77 \nQ59FU3 FUBP1 0,03 6,57 \nE9PPU6 NAGK 0,05 6,41 \nQ8NAG3 TPM3 0,04 6,38 \nA0A024R5H0 BANF1 0,03 6,2 \nA0A024QZJ6 MYH11 0,02 6,2 \nA7BI36 RRBP1 0,05 6,2 \nF8VRK0 TUBA1B 0,00612 6,1 \nE9PB61 ALYREF 0,00617 6,04 \nH0YDS0 UBQLN1 0,04 6,02 \nD3DWL0 PLEC 0,04 5,98 \nP54687 BCAT1 0,00812 5,95 \nA0A1B0GV06 ASAH1 0,05 5,88 \nB2R4F3 ARHGDIB 0,04 5,84 \nB4DLX5 PTPA 0,00342 5,83 \nB3KY04 KCTD12 0,05 5,76 \nB4E3Q9 VCL 0,03 5,32 \nQ96HX0 TUBB4B 0,02 5,3 \nP67936 TPM4 0,03 5,13 \nQ0P5N8 TMSB10/TMSB4X 0,03 5,12 \nQ69YR8 GSN 0,04 5,1 \nP05787 KRT8 0,02 5,06 \nK7ELL7 PRKCSH 0,02 5,06 \nO14950 MYL12B 0,02 5,04 \nG8JLB6 HNRNPH1 0,04 4,94 \nQ53FV4 LUM 0,00645 4,73 \nA0A0J9YXB8 PSAP 0,04 4,62 \nQ06830 PRDX1 0,00902 4,59 \nI6L965 KRT18 0,04 4,56 \nC9JYS8 NONO 0,03 4,53 \nP08236 GUSB 0,03 4,49 \nP00747 PLG 0,03 4,45 \nP63261 ACTG1 0,00656 4,43 \nA0A024R1A3 UBA1 0,01 4,35 \nH0YKP3 TPM1 0,05 4,28 \nO00193 C11orf58 0,04 4,18 \nQ59FA2 SRSF1 0,01 4,17 \nB4E1B2 TF 0,21 4,17 \nO43707 ACTN4 0,03 4,12 \nF8VPP1 AK2 0,04 4,11 \nB4DHX4 GDI1 0,05 4,11 \nP23246 SFPQ 0,07 4,09 \nA0A0C4DGQ5 CAPNS1 0,04 3,98 \nP13010 XRCC5 0,01 3,98 \n\n89 \n \nContinua \nContinuação da Tabela S4 - Lista de proteínas diferencialmente expressas no \nendométrio de mulheres com endometriose (estádio II, fase menstrual secretora) \nIdentificação \nProgenesis \nIdentificação \nProgenesis \nIdentificação \nProgenesis \nIdentificação \nProgenesis \nB4DHR1 CALR 0,04 3,9 \nK7EMN2 PGD 0,04 3,89 \nQ5T7C4 HMGB1 0,03 3,84 \nP60174 TPI1 0,03 3,82 \nV9HW44 PAFAH1B2 0,01 3,75 \nB3KQK3 CALU 0,05 3,69 \nA0A087WXP0 AZU1 0,03 3,67 \nV9GYG2 AKR1A1 0,05 3,66 \nP55072 VCP 0,01 3,65 \nQ6IBN6 CBX1 0,02 3,61 \nP29966 MARCKS 0,05 3,6 \nQ09666 AHNAK 0,13 3,57 \nA8K2H4 CTSB 0,03 3,57 \nF2Z393 TALDO1 0,04 3,54 \nQ56G89 ALB 0,01 3,52 \nQ6EEV6 SUMO4 0,02 3,48 \nD6RC06 HINT1 0,05 3,41 \nO95678 KRT75 0,03 3,35 \nB4E022 TKT 0,03 3,35 \nA0A024R5Z9 PKM 0,05 3,21 \nG3V361 CALM1 (includes others) 0,04 3,16 \nH6VRG1 KRT1 0,02 3,12 \nA8K6U7 HNRNPUL1 0,04 3,01 \nE7EX29 YWHAZ 0,05 2,97 \nP10599 TXN 0,03 2,93 \nQ9UNU2 C4A/C4B 0,03 2,92 \nA0A140VK69 GOT1 0,05 2,91 \nP50395 GDI2 0,04 2,87 \nQ4JM47 AGR2 0,04 2,86 \nP62318 SNRPD3 0,03 2,78 \nA0A0U4BW16 MYH9 0,02 2,75 \nA0A087WT59 TTR 0,01 2,69 \nG3V5Z7 PSMA6 0,00882 2,3 \nP01871 IGHM 0,03 2,25 \nH0YM50 ANXA2 0,06 2,24 \nQ09028 RBBP4 0,02 2,24 \nB2RE56 PPIA 0,02 2,04 \nP00367 GLUD1 0,18 2 \nQ68CN4 IGHG1 0,13 1,61 \nQ8IZI0 HBB 0,84 1,19 \nA0A1S5UZ07 TLN1 0,69 1,02 \nA0A087WTT1 PABPC1 0,29 -1,53 \nA0N071 HBD 0,05 -1,84 \nA0A024R8S5 P4HB 0,55 -1,93 \nP27105 STOM 0,03 -2,33 \nV9HW26 ATP5F1A 0,02 -2,46 \nB4E216 C3 0,00639 -2,56 \n\n90 \n \nContinua \nConclusão da Tabela S4 - Lista de proteínas diferencialmente expressas no \nendométrio de mulheres com endometriose (estádio II, fase menstrual secretora) \nIdentificação \nProgenesis \nIdentificação \nProgenesis \nIdentificação \nProgenesis \nIdentificação \nProgenesis \nO14979 HNRNPDL 0,38 -3,13 \nV9HVZ4 GAPDH 0,04 -3,5 \nP04040 CAT 0,05 -3,94 \nP02647 APOA1 0,09 -3,97 \nP35754 GLRX 0,00245 -4,94 \nP02790 HPX 0,01 -7,52 \nV9HWE3 CA1 0,04 -8,35 \nP02671 FGA 0,006 -8,87 \nQ9Y3Z3 SAMHD1 0,2 -8,94 \nV9HWJ7 LCP1 0,01 -9,47 \nA0A024RA52 PSMA2 0,04 -18,88 \nV9GYM3 APOA2 0,00567 -34,97 \nFONTE: Software Progenesis QI (Nonlinear Dynamics, Newcastle upon Tyne, UK). \nTeste estatístico: análise de variância anova (p <0,05). \n \n\n91 \n \nContinua \nAnexo L \n \n \nTabela S5 – Lista de proteínas diferencialmente expressas no endométrio de \nmulheres com endometriose (estádio IV, fase menstrual secretora)   \nIdentificação \nProgenesis Código UniProt Anova (p-valor) Fold-change de \nexpressão \nB0AZU6 HSPA4 0,00727 81,61 \nA8K3W9 HSP90AB1 0,01 61,35 \nH0YLA2 SRP14 0,03 51,07 \nQ1KSF8 TUBB 0,04 40,41 \nQ71VF9 SPTB 0,02 35,02 \nF8W180 MYL6 0,04 34,74 \nV9HVZ4 GAPDH 0,01 33,36 \nP06748 NPM1 0,02 28,73 \nH6VRG1 KRT1 0,03 25,23 \nP35527 KRT9 0,01 10,27 \nE9PF18 HADH 0,01 9,87 \nA0A024R3X4 HSPD1 0,04 9,32 \nQ9H7K8 CNDP2 0,03 7,72 \nE2DRY6 ENO1 0,03 6,8 \nQ15084 PDIA6 0,15 4,06 \nQ53T09 XRCC5 0,21 2,05 \nA0A0K2BMD8 HBA1/HBA2 0,44 1,97 \nP02768 ALB 0,15 1,71 \nQ53GK6 ACTB 0,3 1,61 \nB4DEF7 HSPA5 0,42 1,42 \nQ14473 HBB 0,06 -2,19 \nB7Z8B6 ITIH1 0,04 -2,43 \nV9HW31 ATP5F1B 0,05 -2,66 \nQ68CN4 IGHG1 0,04 -4,12 \nP02787 TF 0,02 -4,27 \nA0A0G2JMB2 IGHA2 0,03 -4,72 \nQ59GR5 BPGM 0,02 -6,54 \nA5PL27 CP 0,05 -15,38 \nP01833 PIGR 0,01 -36,59 \nX6R9L0 DNAJC3 0,02 -87,71 \nP55072 VCP 0,02 -99,18 \nV9HWA9 C3 0,000697 -131,39 \nFONTE: Software Progenesis QI (Nonlinear Dynamics, Newcastle upon Tyne, UK). \nTeste estatístico: análise de variância anova (p <0,05). \n \n\n92 \n \nContinua \nAnexo M \nTabela S6 - Redes de interação mais significativas das proteínas \ndiferencialmente expressas em pacientes com endometriose.  \nGrupo de \npacientes com \nendometriose \n \nProteínas da \nrede de \ninteração \n \nTotal de \nproteínas da \nrede \n \nProteínas da \namostra \n \nDoenças e vias \nfuncionais \n \n \nTodos \n \n \nAGT,AHSG,AL\nB,APOH,BIRC5,\nCCND1,CLU,CP,\nCYBA,DDAH1,EL\nANE,F3,FBLN1,H\nNF1A,HSF1,HSP\nA8,IGF2R,IGFBP\n2,IL7R,ITGAM,IT\nGB2,JAK1,LMNA,\nLTF,MYH14,NUM\nA1,OSCAR,PCB\nP1,SLPI,SRSF1,\nTGFB1,TLR3,TN\nF,VEGFA,miR-\n146a-5p \n \n20 \n \n12 \n \nSinalização e \ninteração célula-a-\ncélula, \ndesenvolvimento e \nfunção do sistema \nhematológico, tráfico \nde células imunes \n \nBRCA1,CCL5,C\nCS,CTDP1,CXC\nL1,CXCL8,CYP\n1A1,E2F3,EIF4\nG1,ELANE,HBB\n,HIF1A,HLA-\nA,HMGA2,HNR\nNPH1,HSPA5,IF\nNG,IGFBP3,Imu\nnoglobulina,JAK\n1,KIR,KRT6A,M\nTPN,NANOG,O\nSCAR,PIGR,PT\nGER2,PTGER4,\nRAD51,RBBP8,\nRNA polimerase \nII,SET,TLR3,TP\n63,WFDC2 \n \n17 \n \n11 \n \nResposta Inflamatória, Lesão \ndo Organismo e \nAnormalidades, Câncer \n \n\n93 \n \nContinua \n \nContinuação da Tabela S6 - Redes de interação mais significativas das proteínas \ndiferencialmente expressas em pacientes com endometriose \nGrupo de \npacientes com \nendometriose \n \nProteínas da \nrede de \ninteração \n \nTotal de \nproteínas da \nrede \n \nProteínas da \namostra \n \nDoenças e vias funcionais \n \nEndometriose, \nestádio II, fase \nproliferativa \nASAH1,ATP5F1\nB,Akt,C3,CD28,\nCD3,CS,CTSB,\nCTSC,Creb,ELA\nNE,ENO1,ERK1\n/2,HSP90B1,HS\nPA5,IQGAP1,Ig\nG,KLK6,LCP1,L\nDHB,LDL,MAP3\nK7,MUC5AC,M\nYD88,NME1,NR\nG1,RAP1B,RBP\n4,SERPINA1,SE\nRPINA3,TCR,T\nPI1,VCP,VIM,Y\nWHAZ \n \n36 \n \n22 \n \nMovimento Celular, Câncer, \nDoença Gastrointestinal \n \nCALM1,CCL2,C\nCL5,CCND1,CD\nKN1A,CELF1,C\nOL18A1,CXCL1\n2,ELAVL1,ERK1\n/2,ETV5,FH,GLI\n1,GSTP1,HADH\nA,HNRNPA1,H\nNRNPR,IL15,IL1\nB,Jnk,KRT18,K\nRT19,KRT8,LD\nHA,MGA,NFE2L\n2,NOS3,PGD,PI\nK3CA,PTBP1,R\nPL13,TGFBR2,\nTKT,TLR4,TNF\nSF10 \n \n17 \n \n13 \n \nDesenvolvimento Celular, \nCrescimento Celular e \nProliferação, \nDesenvolvimento de \nÓrgãos \n \n\n94 \n \nContinua \n \nContinuação da Tabela S6 - Redes de interação mais significativas das proteínas \ndiferencialmente expressas em pacientes com endometriose. \nGrupo de \npacientes com \nendometriose \n \nGrupo de \npacientes com \nendometriose \n \nGrupo de \npacientes com \nendometriose \n \nGrupo de \npacientes com \nendometriose \n \nGrupo de pacientes com \nendometriose \n \nEndometriose, \nestádio IV, fase \nproliferativa \n26s \nProteasome,AC\nTR2,ACTR3,Akt\n,C3,COL3A1,CT\nSB,CTSD,Creb,\nDES,DNA-\nPK,ERK1/2,FSC\nN1,HMGB1,HS\nP90AA1,HSP90\nB1,HSPD1,Hsp\n90,IQGAP1,LA\nMP1,LDL,LIMS\n1,NFkB \n(complexo),NME\n1,NPM1,PI3K \n(complexo),PPP\n2CA,RHOA,RP\nL15,RPS6,STIP\n1,TCR,VCP,Veg\nf,XRCC5 \n \n31 \n \n24 \n \nComprometimento Celular, \nResposta Inflamatória, \nCâncer \n \nAK2,APOA4,Akt\n,CBL,CCL22,CC\nL3,CCND2,CD3,\nCDC42,CXCL11\n,CXCR4,ECH1,\nEEF2,GRM1,HN\nRNPK,IDH2,LD\nHB,MAPK14,M\nDH2,MYC,NFKB\n1,NFKBIA,NFkB \n(complex),PA2G\n4,PLCG1,PTK2\nB,RBL1,RBL2,R\nPL22,RPS3,RP\nS4X,RUVBL1,T\nCR,TUFM,UQC\nRC1 \n \n17 \n \n16 \n \nCiclo Celular, \nDesenvolvimento  Função \ndo Tecido Conjuntivo, \nDoenças Infecciosas \n \n\n95 \n \nContinua \n \nContinuação da Tabela S6 - Redes de interação mais significativas das proteínas \ndiferencialmente expressas em pacientes com endometriose \nGrupo de \npacientes com \nendometriose \n \nGrupo de \npacientes com \nendometriose \n \nGrupo de \npacientes com \nendometriose \n \nGrupo de \npacientes com \nendometriose \n \nGrupo de pacientes com \nendometriose \n \nEndometriose, \nestádio II, fase \nsecretora \nANXA2,APOA1,\nAPOA2,Actin,A\nkt,C3,C4A/C4B,\nCALR,ERK1/2,F \nActin,FLNA,GS\nN,HMGB1,HP,H\nPX,IgG,KRT18,\nLCP1,LDL,LUM\n,MARCKS,MYH\n11,MYL12B,NO\nNO,OGN,P38 \nMAPK,PLEC,PL\nG,PPIA,PSMB6,\nSFPQ,VCL,VIM,\nYWHAZ,hemog\nlobina \n \n42 \n \n27 \n \nFunção e Manutenção \nCelular, Lesão do \nOrganismo e \nAnormalidades, Doença \nCardiovascular \n \nACTN4,ANXA2,\nARHGDIB,CAL\nM1,CASP1,CAS\nP14,CCL22,CD1\n63,CD28,CELF1\n,CXCL11,CXCL\n12,CXCL9,ELAV\nL1,GPNMB,GU\nSB,HNRNPDL,\nHNRNPK,IL13,I\nL1B,IL2,KHSRP\n,LGALS1,MRC1,\nMYL12B,PDLIM\n1,PKM,PRDX1,\nPRKCZ,RHOA,\nSRSF1,TF,TMS\nB10/TMSB4X,T\nP53COR1,ZNF1\n85 \n \n20 \n \n16 \n \nMovimento Celular, \nDesenvolvimento e \nFunção do Sistema \nHematológico, Tráfico de \nCélulas Imunitárias \n \n\n96 \n \nContinua \n \nConclusão da Tabela S6 - Redes de interação mais significativas das proteínas \ndiferencialmente expressas em pacientes com endometriose \nGrupo de \npacientes com \nendometriose \n \nGrupo de \npacientes com \nendometriose \n \nGrupo de \npacientes com \nendometriose \n \nGrupo de \npacientes com \nendometriose \n \nGrupo de pacientes com \nendometriose \n \nEndometriose, \nestádio IV, fase \nsecretora \nACTB,APOH,A\nPP,ATP5F1B,C\n3,C3AR1,CASP\n10,CD46,CDH1,\nCFLAR,ENO1,E\nRK1/2,HADH,H\nBA1/HBA2,HSF\n1,HSP90AB1,H\nSPA5,HSPA8,H\nSPD1,IFNG,IL1\n0,IL13,IL17A,IL1\nB,IL7,ITGB2,LD\nL,MYL6,PARP1,\nPDIA6,SERPIN\nA1,TCR,TLR3,T\nLR4,TUBB \n \n21 \n \n12 \n \nMovimento Celular, \nResposta Inflamatória, \nDoenças Infecciosas \n \n26s \nProteasome,AL\nB,APOH,BPGM,\nCEBPB,CFTR,C\nLU,CP,CXCL12,\nCXCL5,CXCL8,\nEIF2AK2,GAPD\nH,HBB,Hsp70,I\nL15,ITGB2,KRT\n1,MBL2,NEIL2,\nNFkB \n(complexo),NPM\n1,PARP1,PIGR,\nRNA polimerase \nII,SMAD7,TF,TL\nR3,TP53,TP63,\nVCP,XRCC5,let-\n7a-5p,mir-\n128,mir-204 \n \n19 \n \n11 \n \nResposta Inflamatória, \nLesão do Organismo e \nAnormalidades, Ciclo \nCelular \n \n     \nFONTE:  Ingenuity Pathway Analysis (IPA; Ingenuity Systems, Redwood City, CA, USA) \n \n\n97 \n \nContinua \nAnexo N  \n \nTabela S7 - Principais genes reguladores das proteínas diferencialmente \nexpressas em pacientes do grupo com endometriose (fase proliferativa, estádio II)    \nGene \nregulador Tipo de molécula p- valor de \nsobreposição \nProteínas diferencialmente \nexpressas \nmir-122 microRNA 1,11E-06 ARHGAP1,CS,IQGAP1,SEPT2,TPD\n52L2,VIM \nIL15 citocina 8,26E-06 ENO1,GAPDH,LDHA,PGD,TKT,TPI\n1 \nTCR complexo 9,61E-06 ATP5F1B,CS,CTSB,ENO1,LDHB,N\nME1,SERPINA3,TPI1 \nMDM4 enzima 1,68E-05 KRT8,SSBP1,VIM \nNEIL2 enzima 6,71E-05 ACTB,GAPDH \nHNRNPU transportador 6,71E-05 ACTB,GAPDH \nSERPINA1 outros 1,31E-04 HSP90B1,HSPA5,VCP \nHFE receptor \ntransmembrana 1,34E-04 HSP90B1,HSPA5 \nC3AR1 receptor acoplado a \nproteína G 3,32E-04 C3,HSPA5 \nELANE peptidase 4,64E-04 CTSB,MUC5AC \nLDL complexo 5,14E-04 C3,HSP90B1,HSPA5 \nPOLR2A enzima 6,16E-04 ACTB,GAPDH \nFH enzima 7,90E-04 LDHA,TKT \nESRRA receptor nuclear \nligante dependente 1,43E-03 LDHA,LDHB \nGNA12 enzima 1,46E-03 IQGAP1,VCL,VIM \nCDH1 outros 2,58E-03 ACTB,VIM \nNR1H4 receptor nuclear \nligante dependente 2,91E-03 LDHA,TPI1 \nNANOG regulador de \ntranscrição 3,23E-03 HSPA1A/HSPA1B,SEC22B,YWHAE \nSFTPA2 outros 4,76E-03 HSPA5 \nKDM4B enzima 4,76E-03 VIM \nMSX2 regulador de \ntranscrição 4,76E-03 VIM \nKISS1 outros 4,76E-03 GSTP1 \nIL1B citocina 5,23E-03 C3,LCP1,MUC5AC,SERPINA3 \nCDKN1A kinase 5,32E-03 CTSB,VIM \nCSF1 citocina 6,26E-03 HSP90B1,HSPA5 \nPPARG receptor nuclear \nligante dependente 6,77E-03 MUC5AC,RBP4 \nNFE2L2 regulador de \ntranscrição 6,77E-03 PGD,TKT \nAlpha 1 \nantitrypsin grupo 9,50E-03 CTSB \n\n98 \n \nContinua \nContinuação da Tabela S7 - Principais genes reguladores das proteínas \ndiferencialmente expressas em pacientes do grupo com endometriose (fase \nproliferativa, estádio II)    \nGene \nregulador Tipo de molécula p- valor de \nsobreposição \nProteínas diferencialmente \nexpressas \nSOX4 regulador de \ntranscrição 9,50E-03 VIM \nmir-940 microRNA 9,50E-03 ARHGAP1 \nNR1H2 receptor nuclear \nligante dependente 9,50E-03 C3 \nNOS3 enzima 9,50E-03 GSTP1 \nTIMP3 outros 9,50E-03 VIM \nHNF1A regulador de \ntranscrição 9,96E-03 ALB,SERPINA1,SERPING1 \nSMARCA4 regulador de \ntranscrição 1,01E-02 GAPDH,GSTP1 \nIL13 citocina 1,04E-02 C3,CTSC,LTA4H,MUC5AC \nCTNNB1 regulador de \ntranscrição 1,18E-02 SERPINA1,SERPINA3,VIM \nCACNA1C canal iônico 1,42E-02 ENO1 \nZDHHC2 enzima 1,42E-02 VIM \nPTPN23 fosfatase 1,42E-02 VIM \nWDR5 enzima 1,42E-02 VIM \nGAB2 outros 1,42E-02 MUC5AC \nmir-124 microRNA 1,42E-02 PTBP1 \nlet-7a-5p (and \nother miRNAs \nw/seed \nGAGGUAG) \nmicroRNA maduro 1,42E-02 VIM \nACE peptidase 1,42E-02 LDHA \nCD99 outros 1,42E-02 TUBB3 \nLh complexo 1,61E-02 ACTB,ARHGAP1,ARPC4,VCL \nmiR-122-5p \n(miRNAs \nw/seed \nGGAGUGU) \nmicroRNA maduro 1,71E-02 CS,TPD52L2 \nIgG complexo 1,76E-02 ASAH1,CTSC,HSPA5 \nTnf receptor grupo 1,89E-02 C3 \nN-cor grupo 1,89E-02 GSTP1 \nCTNND1 outros 1,89E-02 VIM \nDAB2IP outros 1,89E-02 VIM \nFOXA2 regulador de \ntranscrição 1,89E-02 ALB \nMTUS1 outros 1,89E-02 VIM \nEGFR kinase 1,94E-02 HSPA5,VIM \nELAVL1 outros 2,11E-02 CALM1 (includes others),RPL13 \nIL6 citocina 2,19E-02 ORM1,SERPINA3 \nERVW-1 outros 2,36E-02 HSPA5 \nSLC9A3R1 outros 2,36E-02 KRT19 \n\n99 \n \nContinua \nContinuação da Tabela S7 - Principais genes r eguladores das proteínas \ndiferencialmente expressas em pacient es do grupo com endometriose (fase \nproliferativa, estádio II)    \nGene \nregulador Gene regulador Gene \nregulador Gene regulador \nGPI enzima 2,36E-02 VIM \nATF6 regulador de \ntranscrição 2,36E-02 HSPA5 \nFHIT enzima 2,36E-02 VIM \nCUL7 enzima 2,36E-02 VIM \nMAPK7 kinase 2,36E-02 VIM \nSRF regulador de \ntranscrição 2,46E-02 CAP1,VCL \nCXCL12 citocina 2,55E-02 ARPC4,SSBP1 \nESR2 receptor nuclear \nligante dependente 2,82E-02 GSTP1 \nNRG1 fator de crescimento 2,82E-02 MUC5AC \nPDE4B enzima 2,82E-02 MUC5AC \nCTCF regulador de \ntranscrição 2,82E-02 MUC5AC \nDNAJB6 regulador de \ntranscrição 2,82E-02 VIM \nPPID enzima 2,82E-02 VIM \nSF1 regulador de \ntranscrição 2,82E-02 MYL6 \nTHY1 outros 3,29E-02 VIM \nSIN3A regulador de \ntranscrição 3,29E-02 GSTP1 \nFGF7 fator de crescimento 3,29E-02 APRT \nAREG fator de crescimento 3,32E-02 C3,SSBP1 \nNEUROG1 regulador de \ntranscrição 3,32E-02 C3,LCP1 \nFSH complexo 3,40E-02 ACTB,ARHGAP1,ARPC4,VCL \nPADI2 enzima 3,75E-02 VIM \nDANCR outros 3,75E-02 VIM \nTNF cytokine 4,16E-02 C3,CTSC,MUC5AC,SEC22B,VCL \nJAK grupo 4,20E-02 VIM \nWWC1 regulador de \ntranscrição 4,20E-02 VIM \nFZD8 receptor acoplado a \nproteína G 4,20E-02 VIM \nRLIM en 4,20E-02 VIM \nTGFB1 enzima 4,62E-02 ALB,SERPINA1,VIM \nPPARD receptor nuclear \nligante dependente 4,66E-02 YWHAE \nCCAT1 outros 4,66E-02 VIM \n\n100 \n \nContinua \n \nConclusão da Tabela S7 - Principais genes reguladores das proteínas \ndiferencialmente expressas em pacientes do grupo com endometriose (fase \nproliferativa, estádio II)    \nGene \nregulador Gene regulador Gene \nregulador Gene regulador \nTGFA fator de crescimento 4,66E-02 MUC5AC \nTCF grupo 4,74E-02 SERPINA1,SERPINA3 \n    \nNota: O objetivo do p-valor de sobreposição é identificar os reguladores transcricionais que são \ncapazes de explicar as mudanças observadas na expressão gênica. O p-valor de sobreposição \nmede se existe uma sobreposição estatisticamente significativa entre os genes do conjunto de \ndados e os genes, que são regulados por um regulador de transcrição. O mesmo é calculado \nusando o Teste Exato de Fisher. Significância é atribuída a valores de p <0,01. \n\n101 \n \nContinua \nAnexo O \nTabela – S8 - Principais genes reguladores das proteínas diferencialmente \nexpressas em pacientes do grupo com endometriose (fase proliferativa, estádio \nIV) \nGene \nregulador Tipo de molécula p- valor de \nsobreposição \nProteínas diferencialmente \nexpressas \nTCR complex 4,76E-12 AK2,APOA4,ATP5F1B,CTSB,ECH1,E\nNO1,FLNA,HSPD1,IDH2,LAMP1,LDH\nB,MDH2,NME1,PA2G4,RPL15,RPL22\n,RPS3,RPS4X,TUFM,UQCRC1 \nmir-122 MicroRNA 0,000000253 G6PD,IQGAP1,LMNB2,NUDC,NUTF2\n,PKM,PPP2CA,RBM3,SEPT2 \nHSF1 regulador de \ntranscrição \n0,00000604 CBX3,EIF4A2,HNRNPA3,HSP90AA1,\nHSPH1,RAB5C,RPL22,SERPINH1 \nADGRG3 receptor acoplado a \nproteína G \n0,000157 CDC42,RHOA \nLh complexo 0,000255 ACTN1,ACTR2,GNB1,PGRMC1,RAB\n1A,RAB5C,STIP1,TLN1,TPM1,TUBA1\nA \nIL15 citocina 0,000267 ENO1,G6PD,GAPDH,LDHA,PGD,PK\nM,RPS6 \nESRRA receptor nuclear \nligante dependente \n0,000395 COL1A1,LDHA,LDHB \nGATA4 regulador de \ntranscrição \n0,00048 COL1A1,COL3A1,DES,MYH9,TPM1 \nAR receptor nuclear \nligante dependente \n0,000572 ACTR3,CKAP4,GDI1,NAP1L1,PLS3 \nSATB1 regulador de \ntranscrição \n0,000794 ACTG1,ACTN1,CTSD,HSP90AA1,ILF\n3,RPLP1 \nSMAD3 regulador de \ntranscrição \n0,000933 C3,COL1A1,COL3A1,DDB1 \nHAND2 regulador de \ntranscrição \n0,00104 COL1A1,COL3A1,DES,TPM1 \nTBX5 regulador de \ntranscrição \n0,00104 COL1A1,COL3A1,DES,TPM1 \nRUNX1 regulador de \ntranscrição \n0,00116 ALB,MYH9,MYL9 \nFSH complexo 0,00153 ACTN1,ACTR2,GNB1,PGRMC1,RAB\n1A,RAB5C,STIP1,TLN1,TPM1,TUBA1 \n\n102 \n \nContinua \nContinuação da Tabela – S8 - Principais genes reguladores das proteínas \ndiferencialmente expressas em pacientes do grupo com endometriose (fase \nproliferativa, estádio IV) \nGene \nregulador Tipo de molécula p- valor de \nsobreposição \nProteínas diferencialmente \nexpressas \nDRAP1 regulador de \ntranscrição \n0,0022 GAPDH,HIST1H1B,ILF2 \nAIF1 outros 0,00227 COL1A1,COL3A1 \nSF1 regulador de \ntranscrição \n0,00227 COL1A1,MYL6 \nELAVL1 outros 0,00283 FLNA,KHSRP,RACK1,RPS6 \nPRMT1 enzima 0,00316 FTL,HSP90AA1 \nSIN3A regulador de \ntranscrição \n0,00316 COL1A1,GSTP1 \nTMPO outros 0,00316 COL1A1,COL3A1 \nNFE2L2 regulador de \ntranscrição \n0,0041 FTL,G6PD,PGD \nCARM1 regulador de \ntranscrição \n0,00418 FTL,HSP90AA1 \nMYOCD regulador de \ntranscrição \n0,00438 COL1A1,COL3A1,DES,TPM1 \nSMARCA4 regulador de \ntranscrição \n0,0074 GAPDH,GSTP1,TUBB \nHOXA13 regulador de \ntranscrição \n0,00952 ALDH1A1,ENO1 \n26s \nProteasome \ncomplexo 0,0111 CTSB,CTSD,LAMP1 \nlet-7 microRNA 0,0116 EIF4A1,NAP1L1,PA2G4,PKM \nActin grupo 0,0125 FLNA \nF Actin complexo 0,0125 FLNA \nGREM1 outros 0,0125 COL1A1 \nKISS1 outros 0,0125 GSTP1 \nLAMTOR1 outros 0,0125 RHOA \nPACS2 outros 0,0125 HLA-C \nTRPV4 canal iônico 0,0125 RHOA \nmiR-133a-3p \n(and other \nmiRNAs \nw/seed \nUUGGUCC) \nmicroRNA maduro 0,0125 FSCN1 \nmiR-183-5p \n(miRNAs \nw/seed \nAUGGCAC) \nmicroRNA maduro 0,0125 IDH2 \n\n103 \n \nContinua \nContinuação da Tabela – S8 - Principais genes reguladores das proteínas \ndiferencialmente expressas em pacientes do grupo com endometriose (fase \nproliferativa, estádio IV) \nGene \nregulador Gene regulador Gene \nregulador Gene regulador \nmiR-196a-5p \n(and other \nmiRNAs \nw/seed \nAGGUAGU) \nmicroRNA maduro 0,0125 COL1A1 \nmir-133 microRNA 0,0125 FSCN1 \nRBL1 regulador de \ntranscrição \n0,0148 DDB1,PA2G4 \nGNA12 enzima 0,0211 IQGAP1,PPP1CC,RHOA \nERG regulador de \ntranscrição \n0,0221 APOC1,DBN1,DSTN,FLNB,HMGB1 \nHNF1A-AS1 outros 0,0233 HIST2H2BE,HMGB2 \nAlpha 1 \nantitrypsin \ngrupo 0,0249 CTSB \nCSNK1A1 kinase 0,0249 HNRNPC \nDDR1 kinase 0,0249 COL1A1 \nELP2 outros 0,0249 HSPA4 \nMBD2 regulador de \ntranscrição \n0,0249 G6PD \nNOS3 enzima 0,0249 GSTP1 \nNR1H2 receptor nuclear \nligante dependente \n0,0249 C3 \nTAZ enzima 0,0249 CDC42 \nTSIX outros 0,0249 COL1A1 \nmir-196 microRNA 0,0249 COL1A1 \nCXCL12 citocina 0,0275 CANX,HNRNPD,SSBP1 \nSERPINA1 outros 0,0281 HSP90B1,VCP \nAHR receptor nuclear \nligante dependente \n0,0334 COL1A1,COL3A1 \nACE peptidase 0,0372 LDHA \nCACNA1C canal iônico 0,0372 ENO1 \nHNRNPU transportador 0,0372 GAPDH \nIRX1 regulador de \ntranscrição \n0,0372 HIST2H2BE \nKAT5 regulador de \ntranscrição \n0,0372 SRSF2 \nMRTFA regulador de \ntranscrição \n0,0372 MYL9 \nNEIL2 enzima 0,0372 GAPDH \nmir-124 microRNA 0,0372 PTBP1 \n\n104 \n \nContinua \nConclusão da Tabela – S8 - Principais genes reguladores das proteínas \ndiferencialmente expressas em pacientes do grupo com endometriose (fase \nproliferativa, estádio IV) \nGene \nregulador Gene regulador Gene \nregulador Gene regulador \nmir-665 microRNA 0,0372 KHSRP \nAREG fator de \ncrescimento \n0,0396 C3,HIST2H2BE,SSBP1 \nNANOG regulador de \ntranscrição \n0,0429 COL3A1,HNRNPH1,YWHAE \nHDAC1 regulador de \ntranscrição \n0,0478 COL1A1,GSTP1 \nFOXA2 regulador de \ntranscrição \n0,0492 ALB \nHFE receptor \ntransmembranda \n0,0492 HSP90B1 \nN-cor grupo 0,0492 GSTP1 \nTHBS4 outros 0,0492 COL3A1 \nTnf receptor grupo 0,0492 C3 \nZBTB7B regulador de \ntranscrição \n0,0492 COL1A1 \nmir-145 microRNA 0,0492 FSCN1 \nNota: O objetivo do p-valor de sobreposição é identificar os reguladores transcricionais que são \ncapazes de explicar as mudanças observadas na expressão gênica. O p-valor de sobreposição \nmede se existe uma sobreposição estatisticamente significativa entre os genes do conjunto de \ndados e os genes, que são regulados por um regulador de transcrição. O mesmo é calculado \nusando o Teste Exato de Fisher. Significância é atribuída a valores de p <0,01. \n \n\n105 \n \nContinua \nAnexo P \n \nTabela S9 - Principais genes reguladores das proteínas diferencialmente \nexpressas em pacientes do grupo com endometriose (fase secretora, estádio II)    \nGene regulador Tipo de molécula \np- valor de \nsobreposiçã\no \nProteínas \ndiferencialmente \nexpressas \nNFE2L2 \nregulador de \ntranscrição 7,01E-10 \nFTH1,FTL,PGD,PRDX1,\nSOD2,TALDO1,TKT \nMDM4 enzima 9,82E-07 KRT8,P4HB,SOD2,VIM \nCARM1 \nregulador de \ntranscrição 2,29E-05 FTH1,FTL,KRT1 \nIL15 citocina 1,10E-04 \nGAPDH,PGD,PKM,TAL\nDO1,TKT,TPI1 \nGLI1 \nregulador de \ntranscrição 1,87E-04 \nKRT19,NES,S100A9,TU\nFM \nTCR complexo 2,53E-04 \nAK2,CTSB,FLNA,GLUD\n1,RPS3,TALDO1,TPI1,T\nUFM \nBTG2 \nregulador de \ntranscrição 3,35E-04 CAT,SOD2 \nS100A10 outros 8,30E-04 ANXA2,PLG \nDNAJB6 \nregulador de \ntranscrição 8,30E-04 KRT18,VIM \nPRMT1 enzima 1,16E-03 FTH1,FTL \nTHY1 outros 1,16E-03 NES,VIM \nKRT14 outros 2,70E-03 KRT1,KRT18,KRT8 \nEFNA5 kinase 3,38E-03 KRT1,KRT18,KRT75 \nCCL5 citocina 3,63E-03 PLEC,PNP,TUBB4B \nEFNA4 kinase 3,88E-03 KRT1,KRT18,KRT75 \nEFNA3 kinase 3,88E-03 KRT1,KRT18,KRT75 \nELAVL1 outros 5,34E-03 \nCALM1 (includes \nothers),FLNA,KHSRP \nGNA12 enzima 5,34E-03 MYH11,VCL,VIM \nHNF1A \nregulador de \ntranscrição 5,39E-03 \nALB,APCS,APOA2,GOT\n1 \nKDM1A enzima 5,55E-03 HBB,KRT18 \nSRF \nregulador de \ntranscrição 6,71E-03 MYH11,TUBB4B,VCL \nEFNA2 kinase 6,71E-03 KRT1,KRT18,KRT75 \nEFNA1 outros 7,08E-03 KRT1,KRT18,KRT75 \nRUNX1 \nregulador de \ntranscrição 7,12E-03 ALB,MYH9 \nSNAI1 \nregulador de \ntranscrição 7,12E-03 KRT18,KRT8 \nActin grupo 7,54E-03 FLNA \nBeta Secretase grupo 7,54E-03 NES \n    \n    \n    \n    \n\n106 \n \nContinua \nContinuação da Tabela S9 - Principais genes reguladores d as proteínas \ndiferencialmente expressas em pacientes do grupo  com endometrio se (fa se \nsecretora, estádio II)    \nGene regulador Gene regulador Gene \nregulador Gene regulador \nF Actin complexo 7,54E-03 FLNA \nKDM4B enzima 7,54E-03 VIM \nMSX2 \nregulador de \ntranscrição 7,54E-03 VIM \nKISS1 outros 7,54E-03 GSTP1 \nSUPT16H \nregulador de \ntranscrição 9,81E-03 HNRNPK,KRT8 \nSSRP1 \nregulador de \ntranscrição 9,81E-03 HNRNPK,KRT8 \nCDKN1A kinase 1,29E-02 CTSB,VIM \nAlpha 1 \nantitrypsin grupo 1,50E-02 CTSB \nJINK1/2 grupo 1,50E-02 PLG \nSOX4 \nregulador de \ntranscrição 1,50E-02 VIM \nBCL11A \nregulador de \ntranscrição 1,50E-02 HBB \nNR1H2 \nligand-dependent \nnuclear receptor 1,50E-02 C3 \nNOS3 enzima 1,50E-02 GSTP1 \nHEYL \nregulador de \ntranscrição 1,50E-02 MYH11 \nPAX6 \nregulador de \ntranscrição 1,50E-02 KRT1 \nPIK3C2B kinase 1,50E-02 KRT1 \nTIMP3 outros 1,50E-02 VIM \nAPOC3 transportador 1,50E-02 APOA1 \nlet-7 microRNA 1,59E-02 BCAT1,PKM,VIM \nTP63 \nregulador de \ntranscrição 1,75E-02 \nFUBP1,GAPDH,KHSRP,\nKRT1,TPM1 \nPRL citocina 1,98E-02 CTSB,KRT19,SAMHD1 \nOLFM2 outros 2,24E-02 MYH11 \nNEIL2 enzima 2,24E-02 GAPDH \nCACNA1C canal iônico 2,24E-02 ANXA2 \nZDHHC2 enzima 2,24E-02 VIM \nPTPN23 fosfatase 2,24E-02 VIM \nWDR5 enzima 2,24E-02 VIM \nHEY2 \nregulador de \ntranscrição 2,24E-02 MYH11 \nPDGFRB kinase 2,24E-02 MYH11 \nKL enzima 2,24E-02 SOD2 \nmir-665 microRNA 2,24E-02 KHSRP \n    \n    \n    \n    \n    \n    \n\n107 \n \nContinua \nContinuação da Tabela S9 - Principais genes reguladores das proteínas \ndiferencialmente expressas em pacientes do grupo com endometriose (fase \nsecretora, estádio II)    \nGene regulador Gene regulador Gene \nregulador Gene regulador \nlet-7a-5p (and \nother miRNAs \nw/seed \nGAGGUAG) microRNA maduro 2,24E-02 VIM \nSP4 \nregulador de \ntranscrição 2,24E-02 SOD2 \nHNRNPU transportador 2,24E-02 GAPDH \nTFAP2C \nregulador de \ntranscrição 2,24E-02 SOD2 \nSMARCA4 \nregulador de \ntranscrição 2,41E-02 GAPDH,GSTP1 \nIL1B citocina 2,47E-02 C3,GUSB,LCP1,SOD2 \nSATB1 \nregulador de \ntranscrição 2,81E-02 ACTG1,GLRX,HBB \nERK1/2 grupo 2,98E-02 C3,CALR,PSMB6 \nTnf receptor grupo 2,98E-02 C3 \nN-cor grupo 2,98E-02 GSTP1 \nAPLN outros 2,98E-02 CAT \nCTNND1 outros 2,98E-02 VIM \nDAB2IP outros 2,98E-02 VIM \nNKX2-3 \nregulador de \ntranscrição 2,98E-02 MYH11 \nHFE \nreceptor \ntransmembrana 2,98E-02 TF \nBCL2 transportador 2,98E-02 NES \nFOXA2 \nregulador de \ntranscrição 2,98E-02 ALB \nCD69 \nreceptor \ntransmembrana 2,98E-02 S100A9 \nSMO \nreceptor acoplado a \nproteína G 2,98E-02 HBB \nMTUS1 outros 2,98E-02 VIM \nCDKN2A \nregulador de \ntranscrição 3,01E-02 TPM1,VIM \nHMG20A \nregulador de \ntranscrição 3,71E-02 KRT18 \nSLC9A3R1 outros 3,71E-02 KRT19 \nGPI enzima 3,71E-02 VIM \nFHIT enzima 3,71E-02 VIM \nCUL7 outros 3,71E-02 VIM \nMAPK7 kinase 3,71E-02 VIM \n \n \n \n \n \n \n    \n\n108 \n \nContinua \nConclusão da Tabela S9 - Principais genes reguladores das proteínas \ndiferencialmente expressas em pacientes do grupo com endometriose (fase \nsecretora, estádio II)    \nGene regulador Gene regulador Gene \nregulador Gene regulador \nTFAP2B \nregulador de \ntranscrição 3,71E-02 SOD2 \nC3AR1 \nreceptor acoplado a \nproteína G 4,44E-02 C3 \nESR2 \nreceptor nuclear ligante \ndependente 4,44E-02 GSTP1 \nIL22 citocina 4,44E-02 KRT1 \nEIF3A outros 4,44E-02 RAD23B \nPPID enzima 4,44E-02 VIM \nFSH complexo 4,47E-02 \nGOT1,KRT18,TLN1,TP\nM1,VCL \nLh complexo 6,78E-02 KRT18,TLN1,TPM1,VCL \nNota: O objetivo do p-valor de sobreposição é identificar os reguladores transcricionais \nque são capazes de explicar as mudanças observadas na expressão gênica. O p-valor \nde sobreposição mede se existe uma sobreposição estatisticamente significativa entre \nos genes do conjunto de dados e os genes, que são regulados por um regulador de \ntranscrição. O mesmo é calculado usando o Teste Exato de Fisher. Significância é \natribuída a valores de p <0,01. \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n\n109 \n \nContinua \nAnexo Q   \n \n \nTabela S10 - Principais genes reguladores das proteínas diferencialmente \nexpressas em pacientes do grupo com endometriose (fase secretora, \nestádio IV) \nGene \nregulador \nTipo de \nmolécula \np- valor de \nsobreposição \nProteínas diferencialmente \nexpressas \nHNRNPU transportador 0,00000685 ACTB,GAPDH \nNEIL2 enzima 0,00000685 ACTB,GAPDH \nHFE receptor de \nmembrana 0,0000137 HSPA5,TF \nC3AR1 receptor acoplado \na proteína G 0,0000342 C3,HSPA5 \nPOLR2A enzima 0,0000636 ACTB,GAPDH \nTCR complexo 0,000332 ATP5F1B,ENO1,HADH,HSPD1 \nSERPINA1 outros 0,000471 HSPA5,VCP \nIL15 citocina 0,000481 BPGM,ENO1,GAPDH \nSMARCA4 regulador de \ntranscrição 0,0011 GAPDH,TUBB \nLDL complexo 0,00117 C3,HSPA5 \nADGRV1 receptor acoplado \na proteína G 0,00154 HBA1/HBA2 \nCYP2C9 enzima 0,00154 HBA1/HBA2 \nSFTPA2 outros 0,00154 HSPA5 \nBCL11A regulador de \ntranscrição 0,00307 HBB \nELP2 outros 0,00307 HSPA4 \nNR1H2 \nreceptor nuclear \ndependente de \nligante \n0,00307 C3 \nPAX6 regulador de \ntranscrição 0,00307 KRT1 \nPIK3C2B kinase 0,00307 KRT1 \nCACNA1C canal iônico 0,0046 ENO1 \nFOXA2 regulador de \ntranscrição 0,00613 ALB \nSMO receptor acoplado \na proteína G 0,00613 HBB \nTnf receptor grupo 0,00613 C3 \nATF6 regulador de \ntranscrição 0,00766 HSPA5 \nERVW-1 outros 0,00766 HSPA5 \nIL22 citocina 0,00919 KRT1 \nSF1 regulador de \ntranscrição 0,00919 MYL6 \nCARM1 regulador de \ntranscrição 0,0122 KRT1 \n\n110 \n \nContinua \nConclusão da Tabela S10 - Principais genes reguladores das proteínas \ndiferencialmente expressas em pacientes do grupo com endometriose \n(fase secretora, estádio IV) \nGene \nregulador Gene regulador Gene \nregulador Gene regulador \nRARB \nreceptor nuclear \ndependente de \nligante \n0,0138 KRT1 \nTINCR outros 0,0138 KRT1 \nSTAU1 transportador 0,0153 KRT1 \nTAL1 regulador de \ntranscrição 0,0153 HBB \nEPO citocina 0,0168 TF \nHOXA13 regulador de \ntranscrição 0,0183 ENO1 \nFGFR2 kinase 0,0198 KRT1 \nATM kinase 0,0213 ACTB \nCD46 outros 0,0228 C3 \nKDM1A enzima 0,0228 HBB \nCDH1 outros 0,0243 ACTB \nRNA \npolymerase II complexo 0,0258 HBB \nRUNX1 regulador de \ntranscrição 0,0258 ALB \nOSM citocina 0,0273 HSPA5 \nDRAP1 regulador de \ntranscrição 0,0318 GAPDH \nTP63 regulador de \ntranscrição 0,0373 GAPDH,KRT1 \nCSF1 citocina 0,0377 HSPA5 \nESR1 \nreceptor nuclear \ndependente de \nligante \n0,0407 C3 \nNota: O objetivo do p-valor de sobreposição é identificar os reguladores transcricionais \nque são capazes de explicar as mudanças observadas na expressão gênica. O p-valor \nde sobreposição mede se existe uma sobreposição estatisticamente significativa entre \nos genes do conjunto de dados e os genes, que são regulados por um regulador de \ntranscrição. O mesmo é calculado usando o Teste Exato de Fisher. Significância é \natribuída a valores de p <0,01. \n \n \n \n\n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n8. REFERÊNCIAS \n______________________________________________________________ \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n\n112 \n \n \n8. Referências \n \n1. Giudice LC, Kao LC. Endometriosis. Lancet. 2004;364(9447):1789-99. \n2. von Theobald P, Cottenet J, Iacobelli S, Quantin C. Epidemiology of \nEndometriosis in France: A Large, Nation-Wide Study Based on Hospital \nDischarge Data. Biomed Research International. 2016:6. \n3. Janssen EB, Rijkers ACM, Hoppenbrouwers K, Meuleman C, D'Hooghe \nTM. Prevalence of endometriosis diagnosed by laparoscopy in adolescents with \ndysmenorrhea or chronic pelvic pain: a systematic review. 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