Trabalho e endometriose: saúde e doença das mulheres diante das contradições do capitalismo

In: Revista Eletrônica de Ciência Administrativa · 2025 · vol. 24(3) , pp. 408–433 · doi:10.21529/recadm.2025016 · W7104851860
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This narrative review analyzed the relationship between work and endometriosis, finding that work demands and the need to maintain employment exacerbate women's health and productivity despite pain.

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The article discusses contradictions in work relationships experienced by women with endometriosis, using a narrative review analyzed through historical and dialectical materialism. Across four thematic domains—stigma, the link between work hours and clinical worsening, productivity demands, and the subjectivation of work—it reports that workloads contribute to deteriorating physical and mental health, while many women continue working in the labor market or at home despite pain due to job maintenance needs and responsibility for reproductive work. A caveat is that, as a narrative review, the paper synthesizes existing literature rather than presenting new empirical data, and its findings are organized interpretively around the selected themes. This paper is centrally about endometriosis — it focuses on how women with endometriosis experience work, health, and suffering under capitalism.

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Abstract

O objetivo deste artigo consistiu em discutir as contradições inerentes às relações de trabalho às quais estão submetidas as trabalhadoras acometidas pela endometriose. Patologia que tem sido estudada quanto aos seus aspectos incapacitantes na força de trabalho e que acomete sete milhões de mulheres apenas no Brasil. Partimos de uma Revisão Narrativa que relacionasse trabalho e endometriose. O tratamento preliminar culminou em quatro temas: a) estigmatização da patologia, b) a relação entre as jornadas de trabalho e a piora do quadro clínico, c) a produtividade, e d) Subjetivação do trabalho. Tais temas foram analisados à luz do materialismo histórico e dialético. Aponta-se que as cargas de trabalho contribuem para deterioração da saúde da mulher, que se percebe impelida a continuar trabalhando, no mercado ou em casa, mesmo com episódios de dor, diante da necessidade de manutenção do emprego e de se sentir responsável pelo trabalho reprodutivo. Por fim, destacamos como a venda da força de trabalho, por um lado, é um meio para que a mulher com endometriose possa participar da vida social e reproduzir sua existência, enquanto, por outro lado, tem sido um meio de sofrimento físico e mental que, devido às altas cargas, tendem a reduzir sua capacidade de vida e trabalho.
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Trabalho e endometriose: saúde e doença das mulheres diante das contradições do capitalismo Texto completo: PDFResumo O objetivo deste artigo consistiu em discutir as contradições inerentes às relações de trabalho às quais estão submetidas as trabalhadoras acometidas pela endometriose. Patologia que tem sido estudada quanto aos seus aspectos incapacitantes na força de trabalho e que acomete sete milhões de mulheres apenas no Brasil. Partimos de uma Revisão Narrativa que relacionasse trabalho e endometriose. O tratamento preliminar culminou em quatro temas: a) estigmatização da patologia, b) a relação entre as jornadas de trabalho e a piora do quadro clínico, c) a produtividade, e d) Subjetivação do trabalho. Tais temas foram analisados à luz do materialismo histórico e dialético. Aponta-se que as cargas de trabalho contribuem para deterioração da saúde da mulher, que se percebe impelida a continuar trabalhando, no mercado ou em casa, mesmo com episódios de dor, diante da necessidade de manutenção do emprego e de se sentir responsável pelo trabalho reprodutivo. Por fim, destacamos como a venda da força de trabalho, por um lado, é um meio para que a mulher com endometriose possa participar da vida social e reproduzir sua existência, enquanto, por outro lado, tem sido um meio de sofrimento físico e mental que, devido às altas cargas, tendem a reduzir sua capacidade de vida e trabalho. Palavras-chave Referências Batista, R. C. G., Ferreira, C. A. A., Carolino, A. R., & Nunes, S. C. (2023). Mulher negra com deficiência no brasil: análise a partir da teoria crítica da raça. Revista de Administração FACES Journal, 22(2), 1-19. Bell, R. J., Robinson, P. J., Skiba, M. A., Islam, R. M., Hemachandra, C., & Davis, S. R. (2023). 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