Endometriose no Brasil: perfil epidemiológico das internações nos últimos dez anos (2013-2022)

In: Brazilian Journal of Health Review · 2023 · vol. 6(3) , pp. 9484–9495 · doi:10.34119/bjhrv6n3-087 · W4378975674
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This study analyzed 119,467 hospitalizations for endometriosis in Brazil between 2013-2022, finding most occurred in white women aged 40-49, with an average stay of 2.4 days, predominantly in the Southeast region.

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This Brazilian observational descriptive study used DATASUS hospitalization data to characterize the epidemiologic profile of admissions for endometriosis between 2013 and 2022, examining totals by year, race/skin color, age group, average length of stay, and deaths. Across the decade, 119,467 hospitalizations were recorded, with the highest number in 2015 (15,061), the greatest contribution from the Southeast region (49,898), the highest count among white patients (44,507), and the most hospitalizations in the 40–49 years age group, while the mean length of stay was 2.4 days. The paper reports that the hospitalization pattern “oscillates” over time, but it does not explicitly discuss major limitations of using secondary administrative data in the provided text. This paper is centrally about endometriosis — it quantifies and describes the nationwide hospitalization epidemiology in Brazil from 2013–2022.

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Abstract

Introdução: Endometriose é uma doença crônica que afeta entre até 10% das mulheres em idade reprodutiva. Definida pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, essa doença causa um processo inflamatório na pelve que pode levar à fibrose e formação de aderências. Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico das internações por endometriose no Brasil nos últimos dez anos (2013-2022). Métodos: Trata-se de um estudo transversal, observacional, descritivo, de caráter quantitativo, no qual os dados foram obtidos a partir do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS. As variáveis pesquisadas foram: total de internações, cor/raça, faixa etária, média de permanência e óbitos. O período da pesquisa foi delimitado entre os anos de 2013 e 2022. Resultados: Foram registradas 119.467 internações por endometriose entre 2013 e 2022. O maior número foi registrado no ano de 2015, 15.061. A região sudeste apontou o maior número de internações, 49.898. A cor/raça branca registrou 44.507 internações. A faixa etária com maior número de hospitalizações foi a de 40 a 49 anos. A média de permanência foi de 2,4 dias. Conclusão: As internações por endometriose desenham uma curva que oscila ao longo dos anos no Brasil. O perfil epidemiológico das internações foi caracterizado por mulheres brancas na faixa etária de 40 a 49 anos. A média de permanência das internações foi de 2,4 dias e a região com maior número de casos foi a região sudeste.
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Endometriose no Brasil: perfil epidemiológico das internações nos últimos dez anos (2013-2022) DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv6n3-087Keywords: endometriose, internações, perfil epidemiológicoAbstract Introdução: Endometriose é uma doença crônica que afeta entre até 10% das mulheres em idade reprodutiva. Definida pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, essa doença causa um processo inflamatório na pelve que pode levar à fibrose e formação de aderências. Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico das internações por endometriose no Brasil nos últimos dez anos (2013-2022). Métodos: Trata-se de um estudo transversal, observacional, descritivo, de caráter quantitativo, no qual os dados foram obtidos a partir do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS. As variáveis pesquisadas foram: total de internações, cor/raça, faixa etária, média de permanência e óbitos. O período da pesquisa foi delimitado entre os anos de 2013 e 2022. Resultados: Foram registradas 119.467 internações por endometriose entre 2013 e 2022. O maior número foi registrado no ano de 2015, 15.061. A região sudeste apontou o maior número de internações, 49.898. A cor/raça branca registrou 44.507 internações. A faixa etária com maior número de hospitalizações foi a de 40 a 49 anos. A média de permanência foi de 2,4 dias. Conclusão: As internações por endometriose desenham uma curva que oscila ao longo dos anos no Brasil. O perfil epidemiológico das internações foi caracterizado por mulheres brancas na faixa etária de 40 a 49 anos. A média de permanência das internações foi de 2,4 dias e a região com maior número de casos foi a região sudeste. References ALVES, Vitória dos Santos Buzaglo; DA SILVA, Antônia Stefanny Costa; SAMPAIO, Susy Mota Nascimento. Desafios para o diagnóstico precoce da endometriose e a importância do acompanhamento da equipe de enfermagem. Research, Society and Development, v. 11, n. 13, p. e211111335501-e211111335501, 2022. ARAÚJO, Mísia Milhomem de. Endometriose: a importância da identificação precoce e do acompanhamento de enfermagem. 2017. BRASIL, Ministério da Saúde. Banco de dados do Sistema Único de Saúde – DATASUS. Disponível em: http://www.datasus.gov.br. BELLELIS, Patrick et al. Epidemiological and clinical aspects of pelvic endometriosis: series of cases. Revista da Associacao Medica Brasileira, v. 56, p. 467-471, 2010.BUCHALLA, Cassia Maria; CARDOSO, Maria Regina Alves. Principais desenhos de estudos epidemiológicos. ALDRIGHI, JM; BUCHALLA CM; CARDOSO, MRA Epidemiologia dos agravos à saúde da mulher. São Paulo: Atheneu, p. 9-25, 2005. CORNILLIE, Freddy J. et al. Deeply infiltrating pelvic endometriosis: histology and clinical significance. Fertility and sterility, v. 53, n. 6, p. 978-983, 1990.PODGAEC, Sérgio et al. Manual de endometriose. Federaçao Brasileira das Associaçoes de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), v. 1, p. 1-104, 2014. DUARTE, A. N.; RIGHI, M. G. A associação entre endometriose e infertilidade feminina: uma revisão de literatura. Acta Elit Salutis-AES, v. 4, n. 1, 2021. FALCONE, Tommaso; FLYCKT, Rebecca. Clinical management of endometriosis. Obstetrics & Gynecology, v. 131, n. 3, p. 557-571, 2018. FEDERAÇÃO BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA (FEBRASGO). Tratado de ginecologia. Rio de Janeiro: Revinter; 2000. HELBIG, Martina et al. Does nutrition affect endometriosis?. Geburtshilfe und Frauenheilkunde, v. 81, n. 02, p. 191-199, 2021.MADDERN, Jessica et al. Pain in endometriosis. Frontiers in cellular neuroscience, v. 14, p. 590823, 2020. LIU, Shimeng et al. Serdar E. Bulun, Bahar D. Yilmaz, Christia Sison, Kaoru Miyazaki, Lia Bernardi. 2019. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Endometriose. São Paulo: FEBRASGO, 2021 (Protocolo FEBRASGO-Ginecologia, n. 78/Comissão Nacional Especializada em Endometriose). OSMANLIOĞLU, Şeyma; SANLIER, Nevin. The relationship between endometriosis and diet. Human Fertility, p. 1-16, 2021. REDWINE, David B.; WRIGHT, Jeremy T. Laparoscopic treatment of complete obliteration of the cul-de-sac associated with endometriosis: long-term follow-up of en bloc resection. Fertility and sterility, v. 76, n. 2, p. 358-365, 2001. ROULLIER, Chloé et al. General practitioners and endometriosis: level of knowledge and the impact of training. Journal of Gynecology Obstetrics and Human Reproduction, v. 50, n. 10, p. 102227, 2021. SAUNDERS, Philippa TK; HORNE, Andrew W. Endometriosis: Etiology, pathobiology, and therapeutic prospects. Cell, v. 184, n. 11, p. 2807-2824, 2021. SOUSA, Tatiane R et al. Prevalência dos sintomas da endometriose.: Revisão Sistemática. CES Medicina, v. 29, n. 2, p. 211-226, 2015. WANG, Yeh; NICHOLES, Kristen; SHIH, Ie-Ming. The origin and pathogenesis of endometriosis. Annual Review of Pathology: Mechanisms of Disease, v. 15, p. 71-95, 2020.

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openalex
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