Full text
35,712 characters
· extracted from
oa-pdf
· click to expand
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-
saude/ciencias-da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/1605
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-
saude/ciencias-da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/2076
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-
saude/ciencias-da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/2087
E D I T O R A L
Diretor-Presidente
Profa. Dra. Carla Viana Dendasck
Organizadores
Carla Viana Dendasck
Anísio Francisco Soares
Cláudio Alberto Gellis de Mattos Dias
Débora Teixeira da Cruz
Marcia Rodrigues Dos Santos
Denilson Carlos Ferreira Lopes
Sabrynna Brito Oliveira
Enrico Jardim Clemente Santos
Izael Oliveira Silva
Fernanda Vicioni Marques
Paulo Cesar Gonçalves de Azevedo Filho
Darlan Tavares dos Santos
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-
saude/ciencias-da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/2087
Mesa Editorial
Alfredo Cesar Antunes
Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG
Anísio Francisco Soares
Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE
Antonio Luiz da Silva
Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência –
FUNAD e Instituto dos Cegos da Paraíba – ICPAC – Adalgisa Cunha
Claudio Alberto Gellis de Mattos Dias
Instituto Federal do Amapá – IFAP
Daniela da Silva Santos
Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ
Darlan Tava res dos Santos
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-
saude/ciencias-da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/2087
Debora Teixeira da Cruz
Centro Universitário Unigran Capital – Campo Grande – MS
Denilson Carlos Ferreira Lopes
Academia da Força Aérea
Eliane Silva e Silva
Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Estado do Pará –
Hemopa e Secretaria de Educação do Estado do Pará – SEDUC/PA
Elisandra Villela Gasparetto Sé
Empresa Almaviva do Brasil e Grupo de Pesquisa COGITES do
Laboratório de Neurolinguística do Ins tituto de Estudos da Linguagem
da UNICAMP
Enrico Jardim Clemente Santos
CELLTROVET
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-
saude/ciencias-da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/2087
Fabio Peron Carballo
Universidade do Estado de Minas Gerais – UEMG – Unidade
Divinópolis
Fabio Rodrigo Ferreira Gomes
Centro Universitário Ítalo brasileiro e Universidad e Municipal de São
Caetano do Sul – USCS
Felipe Camargo Munhoz
Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos – ITPAC
Fernanda Ribeiro Martins
Faculdade UNIS São Lourenço mantida pela Fundação de Ensino e
Pesquisa do Sul de Minas – FEPESMIG
Fernanda Vicioni Marques
Universidade de São Paulo, Faculdade de Odontologia de Ribeirão
Preto – FORP/USP
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-
saude/ciencias-da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/2087
Givanildo de Oliveira Santos
Secretaria Estadual de Educação do estado de Goiás, Instituto de
Capacitação Profissional – ICPsCursos e Centro Univer sitário
UniMauá
Guilherme de Andrade Ruela
Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF – Campus Avançado
Governador Valadares e Faculdade Presidente Antônio Carlos de
Governador Valadares
Inez Silva de Almeida
Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ
Izael Oliveira Silva
Centro Educacional Pesquisa Robótica e Inovação -CEPRI/SEMED de
São Miguel dos Campos/AL e Secretaria Estadual de Educação de
Alagoas SEDUC/AL 2° GERE
João Carlos Moreno de Azevedo
Universidade Veiga de Almeida -RJ – UVA
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-
saude/ciencias-da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/2087
João Italo Fortaleza de Melo
Universidad San Sebastián – San Lorenzo – Paraguai – UASS
José Aderval Aragão
Universidade Federal de Sergipe – UFS
José Felipe Costa da Silva
Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN
Juliana Mara Flores Bicalho
Faculdade UNA
Luiza Rayanna Amorim de Lima
Universidade de Pernambuco – UPE
Marcia Rodrigues dos Santos
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, UNIRIO, RJ
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-
saude/ciencias-da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/2087
Maria do Rosário de Fátima Brandão de Amorim
Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE
Maria Luzinete Alves Vanzeler
Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) – Departamento de
Ciências Básicas em Saúde (DCBS) – Faculdade de Medicina (FM)
Marina de Oliveira Cardoso Macedo
Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia. Program a de
Engenharia de Materiais – Teresina e Universidade Estadual do
Maranhão – Anexo de Saúde – Caxias -MA
Marina Matos de Moura Faíco
Centro universitário de Caratinga – UNEC e Fundação Educacional
de Caratinga – FUNEC
Paulo Cesar Gonçalves de Azevedo F ilho
Instituto Federal do Maranhão – IFMA
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-
saude/ciencias-da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/2087
Patrick Rodrigues Fleury Cabral
Universidade de Cuiabá – UNIC
Renato Araujo da Costa
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará
Rosane de Fatima Zanirato Lizarelli
Instituto de Física de São Carlos – USP
Sabrynna Brito Oliveira
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG
Assistentes
Sara Stefanie de Oliveira
Ayla Beatriz Viana Lino Dendasck
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-
saude/ciencias-da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/2090
S U M Á R I O
1. ATUALIZAÇÃO EM EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS DE
PROTOCOLOS FISIOTERÁPICOS PARA O TRATAMENTO
DO TORCICOLO CONGÊNITO
Fernanda Ribeiro Marins
Marcelo Limborço -Filho
2. O ESTADO DA ARTE DA BIOFOTÔNICA
Adriana Schapochnik
Karina Alexandra Batista da Silva Freitas
Karina Jullienne de Oliveira Souza
Rosimeire Fernandes da Matta
Sandra Batista da Costa
Rosane de Fátima Zanirato Lizarelli
3. MALOCLUSÃO UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA
Priscila Pinto Brandão de Araújo
Carlos Eduarde Bezerra Pascoal
Diana Aparecida Athayde Fernandes
Fabiane Louly Baptista Santos Silva
4. A TOXINA BOTULÍNICA TIPO A NO TRATAMENTO DAS
LINHAS FACIAIS HIPERCINÉTICAS
Vicente Alberto Lima Bessa
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-
saude/ciencias-da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/2090
5. REFLEXÕES SOBRE OS IMPACTOS PSICO -SOCIAIS DA
SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA
ADQUIRIDA NA VIDA DOS PACIENTES
Pedro Henrique Tostes Braga
Maria Bernardina Cupertino
Denise Monteiro da Silva
Sabrynna Brito Oliveira
6. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS DE SÍFILIS
GESTACIONAL E SÍFILIS CONGÊNITA NO PERÍODO DE
2017 A 2021 NO ESTADO DE SÃO PAULO
Stefane Santos de Jesus Pitanga
Larissa Santos Machado
Larissa Da Hora de Souza
Márcia Rodrigues dos Santos
7. MODULAÇÃO ESTROGÊNICA DA DOR RELACIONADA À
ENDOMÉTRIO
Marina Matos de Moura Faíco
8. CARACTERÍSTICAS DE PACIENTES OBSTÉTRICAS
ADMITIDAS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
Patrícia Saraiva Araújo
Priscila Ferreira Saraiva
Gilson Rogerio Becil de Oliveira
Jiovania Barbosa Maklouf de Oliveira
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-
saude/ciencias-da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/2090
9. USO DO ANIS ESTRELADO COMO ANALGÉSICO E NOS
TRANSTORNOS GÁSTRICOS EM AD ULTOS E CRIANÇAS
Marílice Winckler de Oliveira
Larissa Alves de Oliveira
João Ítalo Fortaleza de Melo
10. HÉRNIA DIAFRAGMÁTICA CONGÊNITA: UMA BREVE
REVISÃO DA LITERATURA
José Aderval Aragão
Matheus Jhonnata Santos Mota
Victor Petersen Dantas Moreno
Iapunira Catarina Sant’Anna Aragão
Felipe Matheus Sant’Anna Aragão
Bárbara Costa Lourenço
Vera Lúcia Correa Feitosa
Francisco Prado Reis
11. SÍNDROME DE BURNOUT: SINTOMAS, MÉTODOS
DIAGNÓSTICOS, ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO E
TRATAMENTOS
Maria Luzinete Alves Vanzeler
Laís Santana Gonçalves
12. UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LIDERANÇA EM
ENFERMAGEM NO BRASIL
Marcia Rodrigues Dos Santos
Carla Ferreira Rodrigues Dias Barros
Luciana Pinheiro Barbosa da Silva
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-
saude/ciencias-da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/2092
A P R E S E N T A Ç Ã O
“Lembre-se que as pessoas podem tirar tudo de você, menos
o seu conhecimento”. Iniciando com essa afirmação de Albert
Einstein, convidamos a todos para expandir o próprio e levar ao colega
um pouco mais desse bem tã o precioso.
A Revista Núcleo do Conhecimento, por meio da Mesa
Editorial Ciências da Saúde, permite que leigos, estudantes e
profissionais tenham contato com o que há de mais recente em
desenvolvimento de conhecimento científico nacional. As mentes que
estão por trás de cada capítulo podem não serem reconhecidas na rua,
e aqui cabe a nossa missão, expor ao país as pesquisas em
desenvolvimento, para benefício maior sempre de nossa sociedade, e
desenvolvimento como nação.
Dessa forma, nossa equipe trabalha ar duamente para trazer a
você, leitor, nosso compromisso com a expansão do conhecimento,
para que isso se torne uma cultura frente a demais outras, atualizando -
se com fontes de conhecimento confiáveis.
A leitura desse conteúdo contribui para o aprimoramento de
seu capital intelectual, que são as informações e experiências obtidas
por toda a vida por cada indivíduo. Então, aperta as fivelas da poltrona
e aproveite o voo no conhecimento.
Com carinho e sabedoria, Profa.
Dra. Fernanda Vicioni Marques.
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/2092
Modulação estrogênica da dor relacionada à endometriose
101
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-saude/ciencias-
da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/1747
7 . M O D U L A Ç Ã O E S T R O G Ê N I C A D A D O R
R E L A C I O N A D A À E N D O M E T R I O S E
Marina Matos de Moura Faíco 1
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/1747
I N T R O D U Ç Ã O
A endometriose caracteriza -se pela observação do tecido
endometrial fora da cavidade uterina, na região pélvica e tecidos
adjacentes ao útero, e pode desencadear sintomas que variam de
dismenorreia a dores pélvicas intensas e infertilidade. Um sintoma
chave na suspeita da doença é o surgimento ou a exacerbação de
dismenorreia refratária ao tratamento convencional.
Tem sido observada forte associação entre dor pélvica
crônica e endometriose. Apesar disso, a etiologia, a fisiopatologia e as
vias nociceptivas qu e desencadeiam os sintomas de dor na
endometriose permanecem não compreendidas, o que tem resultado
em intervenções terapêuticas não efetivas que comprometem a
qualidade de vida e a fertilidade da mulher.
A IASP ( International Association for the Study of Pain)
define a dor como uma experiência emocional, com sensação
desagradável, associada à lesão tecidual presente, potencial ou
descrita como tal 43. Sendo assim, eis que a dor por si só poderia
Modulação estrogênica da dor relacionada à endometriose
102
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-saude/ciencias-
da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/1747
estabelecer uma interação cérebro -corpo através do estresse qu e
provoca.
Entretanto, o estresse “inflamatório periférico” – descrito na
endometriose – e a potência de sintomas clínicos como a dor crônica
podem por sua vez induzir a resposta à doença, a qual pode ser
intitulada “inter -relação corpo -cérebro” (Figura 1)
(TARIVERDIAN et al., 2007; WANG et al., 2021).
Tal relação pode subsequentemente perpetuar a percepção do
estresse e disparar a liberação de hormônio liberador de corticotropina
(CRH) pelo sistema nervoso central (SNC) e dar início a alterações no
comportamento, através da circulação aumentada de citocinas que
cruzam a barreira hematoencefálica ou pela estimulação de vias
aferentes vagais pelas citocinas pró -inflamatórias peritoneais
(TARIVERDIAN et al., 2007; KONINCKX et al., 2021).
A percepção do estress e agrava a angiogênese e a inflamação
peritoneal, a dor crônica e a infertilidade em pacientes com
endometriose via circuitos neurais envolvendo as catecolaminas,
CRH, fator de crescimento neural (NGF), substância P (SP), e
peptídeo relacionado com o gene da calcitonina (CGRP); isto pode ser
referido como “inter -relação cérebro -corpo-cérebro” já que envolve a
resposta central ao estresse. Como resultado, observa -se um ciclo
vicioso “cérebro -corpo-cérebro” nas pacientes que sofrem com a
endometriose (TARIVER DIAN et al. , 2007; MARQUARDT et al .,
2019; WANG et al., 2021).
Modulação estrogênica da dor relacionada à endometriose
103
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-saude/ciencias-
da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/1747
Figura 1. Cenário hipotético para endometriose: a “inter -relação
cérebro–corpo-cérebro”
BBB: barreira hematoencefálica, CGRP: peptídeo
relacionado com o gene da calcitonina, CRH: hormônio liberador de
corticotropina, NGF: fator de crescimento neural, SP: substância P.
Fonte: Tariverdian et al. 2007.
Modulação estrogênica da dor relacionada à endometriose
104
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-saude/ciencias-
da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/1747
Existem evidências da modulação de vias ne uronais no SNC
pelos estrogênios. Duas classes de receptores estrogênicos α e β são
expressos em regiões específicas do cérebro. Outros receptores
localizados na membrana plasmática auxiliam na regulação da cascata
de sinalização intracelular e mediam efe itos rápidos que não envolvem
ativação genômica. Algumas ações estrogênicas no SNC são
potencialmente relevantes para o processamento da cognição, por
exemplo (BRYAN et al ., 2010; MARQUARDT et al ., 2019;
CHANTALAT et al., 2020; WANG et al., 2021).
Pesquisa s em animais demonstraram a existência de
receptores estrogênicos em regiões corticais e cerebelares, no
hipocampo, no hipotálamo, no sistema límbico e na amígdala. A
interação dos hormônios sexuais com receptores intracelulares resulta
em alterações genôm icas que incluem a modificação da sequência de
transcrição de genes que regulam a síntese e o metabolismo de
neurotransmissores e que modulam os receptores do fator de
crescimento neural. Além disso, observa -se uma ação não -genômica
que se dá em nível da m embrana celular, permitindo a modulação de
sistemas que regulam a serotonina ( down-regulation dos receptores 5 -
HT2), a noradrenalina ou a dopamina (ROCCA et al. , 2010;
MARQUARDT et al., 2019).
Os estrogênios ainda acentuam a plasticidade sináptica, o
crescimento neurítico, neurogênese hipocampal e a potenciação a
longo-prazo, eventos importantes para o processamento da memória
episódica e para a modulação nociceptiva. Esses hormônios
influenciam vários sistemas neurotransmissores, incluindo o da
Modulação estrogênica da dor relacionada à endometriose
105
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-saude/ciencias-
da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/1747
acetilcolin a (importante no processamento da memória), da
serotonina, da noradrenalina e do glutamato. Neurônios colinérgicos
na região frontal do cérebro expressam receptores estrogênicos, e a
administração de estrogênios acentua/melhora a função colinérgica
após oo forectomia (HENDERSON, 2008; BRYAN et al ., 2010;
ROCCA et al., 2010; BULUN et al., 2019; WANG et al., 2021).
A dor crônica é uma condição frequente em mulheres,
geralmente caracterizada pela persistência apesar da remoção do
estímulo causal ou dor que surge na ausência de qualquer dano
detectável (HASSAN et al., 2014; GUYNTON & HALL, 2021). Uma
vez que a prevalência de dor crônica nas mulheres é maior entre a
puberdade e menopausa, ou seja, durante a vida reprodutiva, acredita -
se que os hormônios ovaria nos possam ser responsáveis por este
evento. Estudos têm demonstrado que a diversidade de sintomas
dolorosos crônicos relatados pelas mulheres pode ser atribuída às
flutuações dos hormônios ovarianos durante o ciclo menstrual
(HASSAN et al ., 2014; BULUN et al., 2019; KONINCKX et al .,
2021).
Evidências apontam que a severidade da dor relatada pelas
mulheres varia conforme a fase do ciclo menstrual. Relata -se aumento
da severidade da dor pélvica crônica conforme se observa redução
abrupta dos níveis de estrog ênios (Figura 2). No entanto, tais estudos
utilizaram diferentes metodologias e não podem ser levados em
consideração para se formar um consenso (HASSAN et al ., 2014;
CHANTALAT et al., 2020; KONINCKX et al., 2021).
Modulação estrogênica da dor relacionada à endometriose
106
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-saude/ciencias-
da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/1747
Figura 2. Esquema sumarizando as alteraç ões nos níveis de
estrogênios e score de dor conforme as variações de um ciclo
menstrual típico baseado na revisão de literatura realizada por
Hassan et al., 2014
Fonte: Hassan et al., 2014.
Embora o mecanismo exato pelo qual os hormônios ovarianos
participam da modulação da dor permaneça incerto, tais hormônios,
especialmente os estrogênios, desempenham função em algumas vias
de transmissão dos estímulos dolorosos como fibras nervosas
aferentes as quais modulam a transdução de sinais e transmissão dos
estímulos nociceptivos; na substância gelatinosa da medula espinhal,
que constitui o portão de modulação da nocicepção, onde se
expressam receptores de estrogênios que se modificam conforme
Modulação estrogênica da dor relacionada à endometriose
107
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-saude/ciencias-
da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/1747
flutuações na síntese hormonal durante o ciclo menstrual; e, em
regiões do cérebro que modulam a nocicepção onde se expressam
receptores de estrogênio (substância cinzenta periaquedutal, tálamo,
amigdala) (HASSAN et al ., 2014; BULUN et al. , 2019; GUYNTON
& HALL, 2021; WANG et al., 2021).
Além disso, os hormônios ovarianos podem afetar a
percepção da dor pela modulação de diversos neurotransmissores
incluindo: serotonina, dopamina, beta endorfinas e ácido gama -
aminobutírico (GABA). A interação entre estrogênios e GABA
(Figura 3) tem sido demonstrada como uma das mais importantes
interações na modulação da dor, com os estrogênios modulando a
síntese e liberação do GABA, produção e up regulation dos receptores
GABAérgicos, assim como modulando a afinidade deste horm ônio
pelos receptores (MCCARTHY, 2008; HASSAN et al ., 2014;
CHANTALAT et al., 2020; WANG et al., 2021).
Modulação estrogênica da dor relacionada à endometriose
108
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-saude/ciencias-
da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/1747
Figura 3. Esquema ilustrando a interação GABA/estrogênios em
nível do SNC
Fonte: McCarthy, 2008.
A complexa interação entre flutuação dos níveis dos
hormônios ovarianos durante o ciclo menstrual parece refletir
sintomas em mulheres relacionados ao SNC, como migrânea/cefaleia
decorrente da queda súbita de estrogênios durante o ciclo menstrual,
que tende a desaparecer após a meno pausa, quando os níveis de
estrogênios, assim como as flutuações hormonais, diminuem
Modulação estrogênica da dor relacionada à endometriose
109
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-saude/ciencias-
da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/1747
(PINKERTON et al ., 2010; STOVNER et al ., 2011;
MARQUARDT et al., 2019).
Embora acometam partes diferentes do corpo da mulher, a
endometriose e a migrânea/cefaleia, são inf luenciadas pelos
hormônios sexuais femininos. Fatores fisiológicos como elevados
níveis de estrogênios e/ou aumento da sensibilidade estrogênica tem
sido utilizado para explicar a maior prevalência de migrânea/cefaleia
em mulheres durante a menacme, assim como ocorre com a
endometriose. Ainda, considerando que a menstruação seria pré -
requisito para o desenvolvimento da endometriose e que as flutuações
hormonais relacionadas ao ciclo menstrual são o gatilho para disparar
os ataques de migrânea/cefaleia nas m ulheres, parece aceitável que a
menarca precoce seria fator comum entre ambas as desordens
(STOVNER et al ., 2011; BULUN et al ., 2019; KONINCKX et al .,
2021).
A dor pélvica pode apresentar diversas causas e pode ser
difícil diferenciá -la da dor causada pela endometriose. Não existe
ainda uma relação estabelecida entre a lesão (número, tamanho e
infiltração) e a dor. Se a endometriose é a causa, o tratamento pode ser
realizado com analgésicos, terapia hormonal e/ou cirurgia. Apesar
disso, frequentemente a dor retorna, e parece não necessariamente
relacionada ao retorno de lesões endometrióticas (STRATTON &
BERKLEY, 2010; BOURDEL et al., 2014; WANG et al., 2021).
Por outro lado, a recorrência de lesões endometrióticas parece
não estar associada ao retorno da do r; à produção de estrogênios ou
outros fatores pró -inflamatórios, imunológicos, angiogênicos ou
Modulação estrogênica da dor relacionada à endometriose
110
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-saude/ciencias-
da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/1747
neurogênicos que, provavelmente causam a dor pélvica crônica
(STRATTON & BERKLEY, 2010; KONINCKX et al ., 2021). Isso
tem sido observado em mulheres que necessit am ser reoperadas pelo
retorno dos sintomas dolorosos. Nem todas essas mulheres, durante a
segunda intervenção cirúrgica (laparoscópica), apresentam novas
lesões endometrióticas, refletindo uma independência do SNC na
modulação da dor e sugerindo que a dor pode ser devida a outro fator
que não a endometriose (STRATTON & BERKLEY, 2010;
BULUN et al., 2019; KONINCKX et al., 2021).
Modulação estrogênica da dor relacionada à endometriose
111
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-saude/ciencias-
da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/1747
Figura 3. Desequilíbrio neuroendócrino -imunológico na
Endometriose
AAb = auto anticorpos, Ach = acetilcolina, CGRP = peptídeo
relacionado com o gene da calcitonina, CRH = hormônio liberador de
corticotropina, E = estrogênios, E2 = estradiol, Hb = hemoglobina, HO
= heme oxigenase, IL = interleucina, HLA = antígeno leucocitário
humano, IFN-γ = interferon-γ, KIR = receptor inibidor de células natural
killer, M-CSF = fator de estimulação de colônias de macrófagos, MCP -
1 = proteína quimiotática de monócitos, MHC-I = complexo principal de
Modulação estrogênica da dor relacionada à endometriose
112
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-saude/ciencias-
da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/1747
histocompatibilidade classe-I, MMP = metaloproteinase da matriz, NGF
= fator de crescimento neural, NK = células natural killer, P =
progesterona, PAR-2 = receptor ativado por protease tipo -2, PGE(2) =
prostaglandina E(2), pHP hepatoglobulina peritoneal, RANTES =
Regulada sob ativação, expressa e secretada por células T normais,
sCD23 = CD23 solúvel, SCF = fator de célula tronco, sICAM -1 =
molécula de adesão intercelular -1 solúvel, SP = substância P,TGF -β =
fator de transformação de crescimento beta, TH = tirosina hidroxilase,
TNF-α = fator de necrose tumoral alfa;, VEGF = fator de crescimento
endotelial vascular. Fonte: Tariverdian et al., 2007.
A figura 3, ilustra a complexa resposta neuroendócrino -
imunológica que ocorre no tecido endometrial ectópico. Destaque -se
a interação das terminações nervosas com os fatores infla matórios
(TARIVERDIAN et al ., 2007; KONINCKX et al ., 2021). Essa
resposta parece coerente para explicar a manutenção dos sintomas
dolorosos apesar do tratamento cirúrgico das lesões endometrióticas.
Algumas situações clínicas de pacientes com dor deixam
claro que o cérebro pode gerar dor na ausência de impulsos periféricos
dos nociceptores ou da medula espinhal, por exemplo, a dor de
membro fantasma. A nocicepção é a detecção de lesão tecidual por
transdutores especializados, os nociceptores, que podem ser alterados
por mudanças neurais ou inflamatórias. Os mediadores inflamatórios
agem em sinergismo, aumentando a sensibilidade dos nociceptores,
com consequente redução de seu limiar de excitabilidade (GUYNTON
& HALL, 2021; KONINCKX et al., 2021).
Modulação estrogênica da dor relacionada à endometriose
113
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-saude/ciencias-
da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/1747
Na endometr iose, como descrito acima, tanto a persistência
do estímulo hormonal para manutenção do ciclo vicioso que resulta
em inflamação crônica como a estimulação/desenvolvimento de
inervação própria nos implantes de endométrio ectópico poderia agir
como mediadore s algogênicos locais e explicar a manutenção e/ou
recorrência do quadro doloroso apesar da intervenção terapêutica.
Por outro lado, considerando a expressão de receptores
estrogênicos no SNC e a provável modulação exercida por estes
hormônios na neurotrans missão nociceptiva, mesmo após a remoção
da lesão endometriótica, as vias nervosas poderiam se manter
sensibilizadas e perpetuar a manifestação dolorosa.
A inflamação parece ter ainda outro papel sobre os nervos
periféricos. Nociceptores silentes, uma clas se de aferentes primários
não mielinizados que normalmente não são sensíveis a estímulos
térmicos e mecânicos intensos, em presença de sensibilização
inflamatória ou química, tornam -se responsivos, despolarizando -se
vigorosamente, mesmo na ausência de estí mulo (GUYNTON &
HALL, 2021; KONINCKX et al ., 2021). Talvez, este seja o
mecanismo pelo qual a denominada inflamação neurogênica resultaria
na variedade de sintomas dolorosos e na persistência destes, mesmo
após a excisão das lesões na endometriose.
Assim, há de se considerar que provavelmente, além da
diversidade de fatores etiológicos envolvidos na fisiopatogênese da
endometriose, o envolvimento do SNC via modulação hormonal
estrogênica direta ou indireta da nocicepção contribuiria para a
Modulação estrogênica da dor relacionada à endometriose
114
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-saude/ciencias-
da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/1747
dificuldad e no estabelecimento da adequada intervenção
terapêutica para a doença e as manifestações associadas como a dor
pélvica crônica (DJOKOVIC & CALHAZ -JORGE, 2014; BULUN et
al., 2019; KONINCKX et al., 2021).
Apesar dos inúmeros estudos sobre a patogênese da
endometriose, permanece não estabelecida a etiologia das lesões,
sendo provável que uma combinação de diversos mecanismos e a
interação entre eles contribua para o início e desenvolvimento da
doença (Figura 4) (DJOKOVIC & CALHAZ -JORGE, 2014).
Modulação estrogênica da dor relacionada à endometriose
115
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-saude/ciencias-
da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/1747
Figura 4. Esquema demonstrando a dependência estrogênica na
correlação entre Endometriose e Dor Pélvica Crônica
Fonte: Adaptado de Djokovic & Calhaz-Jorge, 2014.
Modulação estrogênica da dor relacionada à endometriose
116
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-saude/ciencias-
da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/1747
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Existem evidências da modulação de vias neuronais no SNC
pelos estrogênios. Agindo em seus receptores α e β em diferentes
regiões cerebrais, os estrogênios interferem na modulação sináptica e
neurotransmissão colinérgica, noradrenérgica, serotoninérgica,
glutamatérgica, gabaérgica entre outros, desempenhando diferentes
funções, inclusive na modulação das vias nociceptivas. Estudos tem
demonstrado que a diversidade de sintomas crônicos dolorosos
relatados pelas mulheres pode ser atribuída às flutuações dos
hormônios ovarianos durante o ciclo menstrual.
No entanto, de uma forma ou de outra se observa o
estabelecimento de um quadro inflamatório crônico que é influenciado
pelas variações dos hormônios sexuais femininos e que resulta em
constante manifestação dol orosa nas mulheres acometidas pela
doença, inclusive em dor pélvica crônica.
O conceito de que a queda abrupta ou a redução dos níveis de
estrogênio aumentaria a severidade da dor sugere que além dos efeitos
na sensibilização das terminações nervosas, quer pela modulação
direta quer pela manutenção da resposta inflamatória crônica na
endometriose, as variações nos níveis deste hormônio desencadeiam
ou disparam sintomas dolorosos diversos.
Em se tratando dos implantes endometrióticos, a dor parece
ocorrer in dependente das lesões e pode realmente ser decorrente de
modulação exercida pelos estrogênios nas terminações nervosas
envolvidas na modulação e processamento das informações
Modulação estrogênica da dor relacionada à endometriose
117
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-saude/ciencias-
da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/1747
nociceptivas. Tanto, que a ablação da inervação uterina e a
neurectomia pré -sacral, dois procedimentos cirúrgicos que avançaram
com a intervenção pélvica laparoscópica, interrompem a maioria das
fibras nervosas sensoriais na região pélvica e nem sempre promovem
benefícios nas mulheres que sofrem com dor pélvica crônica.
As evidências d e participação estrogênica na modulação
periférica e central das vias nociceptivas devem ser consideradas
durante a abordagem terapêutica. Uma provável interação “cérebro -
corpo-cérebro” parece justificar, pelo menos em parte, a perpetuação
dos sintomas dol orosos relacionados à endometriose. As terapias
alternativas, em especial a acupuntura, que demonstra resultados
bastante satisfatórios no tratamento da dor pélvica crônica ilustra bem
tal possibilidade.
Embora não se possa estabelecer como, as evidências
sugerem que existe correlação estreita e importante entre a
endometriose e a dor pélvica crônica quer do ponto de vista clínico ou
terapêutico. Os estrogênios, envolvidos no estabelecimento e
desenvolvimento de ambas as condições, parece ser o eixo desta
correlação.
INFORMAÇÕES SOBRE OS AUTORES
1 Mestre e Doutora em Fisiologia pela UFMG, Médica Ginecologista
e Obste tra. ORCID: https://orcid.org/0000 -0003-4694-7008.
Currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/5256973785497421.
Modulação estrogênica da dor relacionada à endometriose
118
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-saude/ciencias-
da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/1747
REFERÊNCIAS
AGARWAL N, SUBRAMANIAN A. Endometriosis – Morphology,
Clinical Presentations and Molecular Pathology. Journal of
Laboratory Physicians . 2010; 2(1): 1 -9.
BOURDEL N, ALVES J, PICKERING G, RAMILO I, ROMAN H,
CANIS M. Systematic review of endometriosis pain assessment: how
to choose a scale? Human Reproduction Update . 2014, 0 (0): 1 –17.
doi:10.1093/humupd/dmu046
BRYAN KJ, MUDD JC, RICHARDSON SL, CHANG J, LEE H,
ZHU X, SMITH MA, CASADESUS G. Downregulation of Serum
Gonadotropins is as Effective as Estrogen Replacement at Improving
Menopause -Associated Cognitive Deficits. J Neurochem . 2010;
112(4): 870 –881.
BULUN SE, YILMAZ BD, SISON C, MIYAZAKI K, BERNARDI
L, LIU S, KOHLMEIER A, YIN P, MILAD M, WEI J.
Endometriosis. Endocr Rev. 2019 Aug 1;40(4):1048 -1079. doi:
10.1210/er.2018 -00242.
CHANTALAT E, VALERA MC, VAYSSE C, NOIRRIT E,
RUSIDZE M, WEYL A, VERGRIETE K, BUSCAIL E, LLUEL P,
FONTAINE C, ARNAL JF, LENFANT F. Estrogen Receptors and
Endometriosis. Int J Mol Sci . 2020 Apr 17;21(8):2815. doi:
10.3390/ijms21082815.
DJOKOVIC D, CALHAZ -JORGE C. Angiogenesis as a Therapeutic
Target in Endometriosis. Acta Med Port . 2014; 27(4):489 -497.
GUYTON AC, HALL JE. Tratado de Fisiologia Médica . 2021. 14
ed. Editora Elsevier, Rio de Janeiro.
Modulação estrogênica da dor relacionada à endometriose
119
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-saude/ciencias-
da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/1747
HASSAN S, MUERE A, EINSTEIN G. Ovarian hormones and
chronic pain: A comprehensive review. Pain. 2014. S0304 -
3959(14)00386 -8. doi: 10.1016/j.pain.2014.08.027.
HENDERSON VW. Cognitive Changes After Menopause: Influence
of Estrogen. Clin Obstet Gynecol . 2008; 51(3): 618 –626.
MCCARTHY MM. Estradiol and the Developing
Brain. Physiological Reviews . 2008 Vol. 88(1): 91-134.
KONINCKX PR, FERNANDES R, USSIA A, SCHINDLER L,
WATTIEZ A, AL -SUWAIDI S, AMRO B, AL -MAAMARI B,
HAKIM Z, TAHLAK M. Pathogenesis Based Diagnosis and
Treatment of Endometriosis. Front Endocrinol (Lausanne). 2021
Nov 25;12:745548. doi: 10.3389/fendo.2021.745548.
MARQUARDT RM, KIM TH, SHIN JH, JEONG JW. Progesterone
and Estrogen Signaling in the Endometrium: What Goes Wrong in
Endometriosis? Int J Mol Sci . 2019 Aug 5;20(15):3822. doi:
10.3390/ijms20153822.
PINKERTON JV, GUICO -PABIA CJ, TAYLOR HS. Menstrual
cycle-related exacerbation of disease. Am J Obste t Gynecol . 2010;
202(3): 221 –231.
ROCCA WA, GROSSARDT BR, SHUSTER LT. Oophorectomy,
Menopause, Estrogen, and Cognitive Aging: The Timing
Hypothesis. Neurodegenerative Dis . 2010; 7:163 –166.
STOVNER LJ, ÆGIDIUS K, Linde M. Endometriosis and
Headache. Curr Pa in Headache Rep. 2011; 15:415 –419.
STRATTON P, BERKLEY KJ. Chronic pelvic pain and
endometriosis: translational evidence of the relationship and
implications. Human Reproduction Update . 2011; 17(3): 327 –346.
Modulação estrogênica da dor relacionada à endometriose
120
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/livros/ciencias-da-saude/ciencias-
da-saude-jan-fev-2023
DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/livros/1747
TARIVERDIAN N, THEOHARIDES TC, SIEDENTOPF F,
GUTIÉRREZ G, JESCHKE U, RABINOVICH GA, BLOIS SM,
ARCK PC. Neuroendocrine –immune disequilibrium and
endometriosis: an interdisciplinary approach. Semin Immunopathol .
2007; 29:193 –210.
WANG Y, NICHOLES K, SHIH IM. The Origin and Pathogenesis of
Endometriosis. Annu Rev Pathol . 2020 Jan 24;15:71 -95. doi:
10.1146/annurev -pathmechdis -012419-032654.
Text is read by the "Ask this paper" AI Q&A widget below.
Extraction quality varies by source — PMC NXML preserves structure
cleanly, OA-HTML may include some navigation residue, and OA-PDF can
have broken hyphenation. The publisher copy
(via DOI)
is the canonical version.