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PONTOS-CHAVE
• A endometriose é uma doença benigna comum que pode comprometer a qualidade de vida das mulheres,
bem como sua fertilidade.
• O endometrioma ovariano, uma das formas da doença, pode comprometer a fertilidade das mulheres, além
de poder gerar dor e desconforto.
• A preservação da fertilidade é um ponto-chave a ser considerado no cuidado de mulheres com
endometriose, principalmente aquelas com endometriomas ovarianos.
• Ainda não conhecemos adequadamente a etiopatogenia da doença, bem como o desenvolvimento do
endometrioma ovariano.
• São vários os mecanismos responsáveis pela infertilidade em mulheres com endometriose, incluindo o
aumento da produção de citocinas e quimiocinas, um ambiente hormonal alterado, aumento do estresse
oxidativo e comprometimento da função tubária e espermática. Além disso, os endometriomas podem
interferir na foliculogênese.
RECOMENDAÇÕES
• O tratamento cirúrgico do endometrioma, quando indicado, deve ser preferencialmente realizado com
drenagem e exérese da pseudocápsula.
• Em casos selecionados, técnicas alternativas que preservem melhor a reserva ovariana, tais como drenagem
e escleroterapia ou alcoolização, podem ser realizadas, desde que em comum acordo com a paciente.
• A preservação da fertilidade deve ser um ponto importante a ser considerado no cuidado de mulheres com
endometriose, principalmente aquelas com endometriomas ovarianos.
• As mulheres com endometriomas bilaterais não operados e aquelas que anteriormente tiveram
endometriomas unilaterais removidos e precisam de cirurgia para uma recorrência contralateral devem
ser aconselhadas sobre a preservação da fertilidade e sobre as estratégias disponíveis que incluem
criopreservação de embriões e oócitos.
• Como a idade é o fator de prognóstico mais importante, todas as pacientes devem estar cientes do efeito da
idade em seus planos de fertilidade.
• As mulheres devem ser aconselhadas individualmente sobre os riscos, benefícios e custos envolvidos no
tratamento da doença, incluindo tratamento clínico e cirúrgico e reprodução assistida.
• A abordagem por uma equipe multidisciplinar com expertise em endometriose é fundamental para a
obtenção de melhores resultados.
FEBRASGO POSITION STATEMENT
Tratamento da endometriose
ovariana
Número 1 – 2026
A Comissão Nacional Especializada em Endometriose da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia
e Obstetrícia (Febrasgo) referenda este documento. A produção do conteúdo baseia-se em evidências
científicas sobre a temática proposta, e os resultados apresentados contribuem para a prática clínica.
CONTEXTO CLÍNICO
O endometrioma ovariano é mais bem definido como
um pseudocisto que se origina do tecido endometrial
ectópico dentro do ovário que invagina progressivamen-
te o córtex ovariano. (1) Ele contém um fluido espesso,
castanho, que pode ser referido como “cisto de choco-
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endometriomas de grandes proporções ou em casos
em que percebemos um crescimento importante. Em
mulheres jovens e/ou com endometriomas pequenos,
não seria adequada a indicação cirúrgica.(7) Outro deta-
lhe importante é que a abordagem cirúrgica também
nos daria o diagnóstico definitivo e histopatológico e
impediria uma possível ruptura do cisto, que raramen-
te ocorre, protegendo, assim, a paciente de uma cirur-
gia de urgência.
O tratamento conservador deve ter acompanha -
mento clínico e por imagem, porém o tempo de se-
guimento e seu intervalo é desconhecido. Assim o
tratamento deveria ser individualizado com base nos
tratamentos prévios e no atual e na severidade dos
sintomas e da doença. (7)
Não há consenso na literatura sobre como deveria
ser o acompanhamento dessas mulheres e com qual
frequência. A recomendação é de que a avaliação seja
individualizada, levando em consideração a intensida-
de dos sintomas, os tratamentos anteriores e o desejo
reprodutivo.(8)
Em caso de se indicar a retirada do endometrio-
ma, embora não haja consenso na literatura, segun-
do a Sociedade Europeia de Reprodução Humana e
Embriologia (ESHRE), devemos realizar a cistectomia
(stripping technique).(8) A punção e a aspiração do con-
teúdo por inteiro como método de tratamento parece
ser ineficaz e está associada a alta taxa de recorrência.
E a drenagem seguida da eletrocoagulação do cisto
também se mostrou menos eficaz que a exérese com-
pleta da cápsula do cisto.(9)
ENDOMETRIOMAS E INFERTILIDADE: EXÉRESE
OU NÃO? QUAL A MELHOR CONDUTA PARA
NÃO COMPROMETER A FERTILIDADE?
A avaliação do endometrioma em pacientes inférteis
tem despertado interesse cada vez maior, visto que
não existe consenso de causalidade entre a presen-
ça do endometrioma e a infertilidade. Por outro lado,
vários artigos demonstram a perda do arsenal folicu-
lar, levando a uma perda da reserva ovariana, princi-
palmente em casos de endometriomas bilaterais. (10,11)
Garcia-Velasco e Somigliana (12) relacionaram situa -
ções específicas em relação à possível abordagem
do endometrioma em mulheres que seriam candi-
datas a técnicas de reprodução assistida. Situações
em que a cirurgia com a remoção da cápsula bene-
ficiaria (a favor) ou prejudicaria (contra) constam no
quadro 1.
Recomenda-se que as mulheres com endometrioma
sejam aconselhadas sobre os riscos da função ovariana
reduzida após a cirurgia e a possível perda do ovário. A
decisão de prosseguir com a cirurgia deve ser compar-
tilhada e considerada com cuidado, principalmente se
a mulher teve cirurgia ovariana prévia. (9) Nesses casos,
late”, conteúdo esse composto por sangue metabolizado
e células endometriais. A endometriose é uma doença
muitas vezes de difícil diagnóstico, principalmente em
mulheres assintomáticas. Existe na literatura uma ampla
variação na incidência de endometriose em mulheres
assintomáticas estimada entre 2% e 50%. Entre essas,
17% a 44% teriam endometrioma.(2) A incidência de en-
dometriomas assintomáticos é desconhecida, pois mui-
tas dessas mulheres não procuram tratamento médico.
Estudos demonstram uma associação importante
do endometrioma com endometriose profunda ou in-
filtrativa em outros locais que não o ovário, com qua -
dros dolorosos que não estariam relacionados somen-
te com a presença do endometrioma.(3)
Outra característica importante sobre os endome-
triomas é não existir, em vários casos, uma relação
entre o estágio da endometriose e a severidade dos
sintomas.(4)
O diagnóstico do endometrioma ovariano pode
ser sugerido pela queixa clínica da paciente (dis -
menorreia, dor pélvica crônica, infertilidade) e/ou
suspeitado pelo exame físico, mas sempre deve ser
confirmado pela ultrassonografia (US) transvaginal
ou ressonância magnética (RM) da pelve. A confir -
mação se dá pela inspeção laparoscópica, sendo o
padrão-ouro a confirmação histopatológica.
Com o avanço nas técnicas de imagem, tanto a US
pélvica como a RM da pelve podem ser usadas no diag-
nóstico dos endometriomas. A US realizada por pro-
fissionais com expertise mostrou boa especificidade
(96%) e sensibilidade (93%). A RM apresenta resultados
semelhantes aos da US.(5)
As opções de tratamento incluem a conduta ex -
pectante e terapêutica medicamentosa ou cirúrgica, a
depender da clínica em relação à intensidade dos sin-
tomas e à gravidade da doença, do desejo de gravidez,
da idade da paciente, do tamanho do endometrioma
e de antecedente de cirurgias para o tratamento da
endometriose, principalmente ovariana. (6)
Não existe consenso sobre o melhor tratamento
para os endometriomas ovarianos, clínico ou cirúr -
gico, porém, devido à ineficácia na involução desses
cistos por completo no tratamento clínico, a cirur -
gia muitas vezes se torna necessária. Por outro lado,
a cirurgia carrega um risco bastante aumentado de
comprometimento do tecido ovariano e, por conse-
quência, de redução na reserva ovariana e compro-
metimento do potencial reprodutivo futuro. (6)
ENDOMETRIOMAS ASSINTOMÁTICOS:
COMO CONDUZIR?
Nos casos de mulheres com endometriomas assinto-
máticos, os critérios para a abordagem cirúrgica se ba-
seiam em casos de suspeita de malignidade (US, RM,
marcadores tumorais), mulheres acima de 40 anos,
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Tratamento da endometriose ovariana
a mulher deverá receber orientação sobre preservação
da fertilidade por meio do congelamento de óvulos.(13)
A capacidade de resposta ovariana em ciclos de
fertilização in vitro (FIV) não é afetada em endome-
triomas não operados, sugerindo que a sua presença
pode não afetar fortemente a reserva ovariana. Em
endometriomas menores que 4 cm, a taxa de gravidez
é semelhante em pacientes submetidas a exérese do
endometrioma, em comparação a pacientes não ope-
radas, portanto nesses casos a cirurgia deve ser evi-
tada, principalmente, para preservar os folículos ova -
rianos e, por consequência, a reserva ovariana. (14) Em
casos de endometriomas bilaterais, os critérios para
a abordagem cirúrgica devem ser ainda mais restritos,
pois os riscos de insuficiência ovariana podem chegar
até a 2,4%.(10) Não há recomendação para a realização
de cirurgia do endometrioma com o objetivo de me-
lhorar as taxas de sucesso na FIV. (8)
ENDOMETRIOMAS E ALGIA PÉLVICA:
QUANDO E COMO TRATAR?
A relação entre dor pélvica crônica e endometrioma
não é muito bem estabelecida. (15) Na maioria dos ca -
sos, não é possível relacionar os sintomas somente
ao endometrioma, às aderências periovarianas ou à
endometriose profunda. (2)
A diminuição do tamanho dos endometriomas com
uso de tratamento hormonal varia de 14% a 89%, com
média de 51%, contudo não existem estudos correla -
cionando a supressão hormonal com a dor pélvica crô-
nica em mulheres com endometrioma.(16,17)
O tratamento cirúrgico do endometrioma sintomáti-
co parece ser a primeira opção nas mulheres com prole
constituída.(7) Ele inclui drenagem com ou sem esclero-
terapia, drenagem com diatermo ou laser com vapo-
rização da parede do cisto, drenagem e cistectomia
(stripping technique) e, por fim, o tratamento radical
na forma de histerectomia com ou sem ooforectomia.
Apesar de estudos não controlados demonstrarem
alívio dos sintomas em grande proporção de pacientes
submetidas à cirurgia por endometrioma, (17) uma alta
taxa de recorrência foi observada nesses casos após
a cirurgia.(7)
A drenagem do endometrioma, por laparoscopia ou
por US, está associada com uma alta e rápida taxa de
recorrência e, raramente, são efetivas no alívio dos sin-
tomas.(18,19) Pode estar associada a maior risco de infec-
ção e a aderências pélvicas.(20)
A excisão do endometrioma envolve a drenagem
seguida por exérese da pseudocápsula do cisto (stri-
pping technique). Quando comparada com a drenagem
e a coagulação do endometrioma, a excisão tem a van-
tagem de prover material para o diagnóstico histológi-
co e excluir malignidade, e de ter melhores resultados
em relação à taxa de recorrência, à dismenorreia, à
dispareunia profunda e à dor pélvica não menstrual.(19)
A excisão do endometrioma está associada a uma taxa
de recorrência considerável. Em um estudo com 366 pa-
cientes submetidas a excisão do endometrioma, obser-
vou-se taxa de 11,7% de recorrência diagnosticada pela
US, de 8,2% de uma segunda cirurgia e de 73% de recor-
rência da dor após 48 meses de acompanhamento.(20)
Não existe evidência científica para o uso de medi-
cação hormonal antes da cirurgia do endometrioma.
Embora tais medicações hormonais reduzam o tama -
nho do endometrioma, elas podem induzir fibrose da
cápsula e dificultar a cirurgia, levando, assim, a maior
perda de folículos ovarianos.(21)
Com relação à utilização de análogos do GnRH
após a cirurgia de endometrioma, estudos observa -
ram que a taxa de recorrência foi de 16,5%, em até 36
meses, tanto para o grupo que utilizou a medicação
como para o grupo que não a utilizou, não mostran-
do ser efetiva. (22)
Em relação ao uso de anticoncepcionais orais com-
binados após a cirurgia de endometrioma, os estudos
são conflitantes, mas mostram menor recorrência no
grupo que realizou a cirurgia conservadora (stripping
technique) e, posteriormente, usou anticoncepcionais
de forma contínua ou cíclica.(23,24)
ENDOMETRIOMA E RISCO DE
MALIGNIDADE: MITO OU REALIDADE?
A chance de malignidade diante do diagnóstico de
endometrioma é uma preocupação, mas os estudos
disponíveis indicam que é ela baixa, variando de 0,8%
a 0,9%. Estudos de caso-controle de câncer de ovário
revelam, entretanto, um risco significativamente au-
mentado (9,2% a 20,2%) de tumores serosos e endome-
trioides de baixo grau em mulheres com endometriose.
Nesse contexto, a avaliação ultrassonográfica pode su-
gerir a presença de sinais de malignidade e acompa -
nhamento por ginecologista oncológico.(25)
SUBTIPO SEROSO OU MUCINOSO
As características ultrassonográficas que indicam
malignidade segundo o International Ovarian Tumor
Analysis (IOTA)(25) incluem:
Quadro 1. Consideração na abordagem do endometrioma em
mulheres candidatas à fertilização in vitro
A favor Contra
Cirurgia de endometriose prévia Não Sim
Reserva ovariana Normal Alterada
Sintomas Sim Não
Acometimento ovariano Unilateral Bilateral
Crescimento Sim Estável
Suspeita de malignidade visualizada
na ultrassonografia
Não Sim
Fonte: Adaptada de Garcia-Velasco e Somigliana (2009).(12)
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1. Tumor sólido irregular;
2. Ascite;
3. Pelo menos quatro estruturas papilares;
4. Tumor sólido multilocular irregular com o maior
diâmetro ≥ 100 mm;
5. Fluxo sanguíneo aumentado no exame Doppler.
Por outro lado, as cinco características que sugerem
que uma massa é benigna são:
1. Cisto unilocular;
2. Maior componente sólido < 7 mm;
3. Sombras acústicas;
4. Tumor multilocular regular < 10 mm;
5. Nenhum fluxo sanguíneo detectável no exame
Doppler.
A ESHRE recomenda que as mulheres com endome-
triose devem ser informadas de que não há risco signi-
ficativamente maior de câncer em geral. Embora a en-
dometriose esteja associada a risco maior de câncer de
ovário, mama e tireoide, o aumento do risco absoluto, em
comparação com mulheres da população geral, é baixo.(8)
CONSIDERAÇÕES FINAIS
As indicações e técnicas para a abordagem cirúrgica
dos endometriomas ainda devem ser estabelecidas,
de forma que tenhamos as condutas bem determi-
nadas para cada situação clínica. Os endometriomas
assintomáticos devem ser tratados em mulheres com
idade mais avançada, para confirmar o diagnóstico,
excluir malignidade em casos suspeitos e prevenir
complicações, principalmente rotura dos cistos. Em
mulheres com diagnóstico histológico de endome-
triose, não é aconselhável a remoção dos endome-
triomas assintomáticos, pois a excisão pode diminuir
a função ovariana. Recomenda-se a excisão laparos -
cópica do endometrioma (técnica de stripping) com
cuidado para preservar o tecido ovariano normal, em
vez de fenestração e ablação. Os principais critérios
para realizar o tratamento cirúrgico baseiam-se em
avaliar se a reserva ovariana está intacta, ausência
de cirurgia ovariana prévia, doença unilateral, rápido
crescimento do cisto e dúvida da natureza do cisto.
Por outro lado, convém evitar as cirurgias em casos
com cirurgias prévias para endometriose, reserva
ovariana reduzida e endometriomas bilaterais.
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Como citar:
Tcherniakovsky M, Carneiro MM, Cunha Filho JS, Petta CA, Lino
CA, Castro CL, et al. Tratamento da endometriose ovariana.
Femina. 2026;54(1):25-30.
*Este artigo é a versão em língua portuguesa do trabalho
Treatment of ovarian endometriosis”, publicado na Rev Bras
Ginecol Obstet. 2025;48:e-FPS1.
Marcos Tcherniakovsky
Setor de Videoendoscopia Ginecológica e Endometriose,
Faculdade de Medicina do ABC, Santo André, SP, Brasil.
Márcia Mendonça Carneiro
Departamento de Ginecologia e Obstetrícia, Faculdade de
Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte,
MG, Brasil.
João Sabino Lahorgue da Cunha Filho
Departamento de Ginecologia e Obstetrícia, Universidade
Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil.
Carlos Alberto Petta
Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil.
Clínica Fertilidade & Vida, Campinas, SP, Brasil.
Serviço de Reprodução Assistida, Hospital Sírio-Libanês,
São Paulo, SP, Brasil.
Carlos Augusto Pires Costa Lino
Hospital Aliança, Salvador, BA, Brasil.
Instituto de Perinatologia da Bahia, Salvador, BA, Brasil.
Corival Lisboa Alves de Castro
Hospital Geral de Goiânia, Goiânia, GO, Brasil.
Eduardo Schor
Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo,
São Paulo, SP, Brasil.
Sociedade Brasileira de Endometriose e Cirurgia Minimamente
Invasiva, São Paulo, SP, Brasil.
João Nogueira Neto
Universidade Federal do Maranhão, São Luís, MA, Brasil.
Marco Aurélio Pinho de Oliveira
Faculdade de Ciências Médicas, Universidade do Estado do
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
Maurício Simões Abrão
Divisão de Ginecologia, Hospital Beneficência Portuguesa
de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.
Departamento de Ginecologia e Obstetrícia, Faculdade de
Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.
Omero Benedicto Poli Neto
Departamento de Ginecologia e Obstetrícia, Faculdade de
Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão
Preto, SP, Brasil.
Ricardo de Almeida Quintairos
Núcleo de Endometriose, Hospital Porto Dias, Belém, PA, Brasil.
Sidney Pearce
Centro Universitário Christus, Fortaleza, CE, Brasil.
Helizabet Salomão Abdalla
Faculdade de Ciências Médicas, Santa Casa de São Paulo,
São Paulo, SP, Brasil.
Sergio Podgaec
Departamento de Ginecologia e Obstetrícia, Faculdade de
Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.
Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein,
São Paulo, SP, Brasil.
Julio Cesar Rosa e Silva
Departamento de Ginecologia e Obstetrícia, Faculdade de
Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo,
Ribeirão Preto, SP, Brasil.
Conflitos de interesse:
nada a declarar.
Disponibilidade dos dados:
os autores não disponibilizaram os dados deste artigo em repo-
sitórios antes da submissão.
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Tcherniakovsky M, Carneiro MM, Cunha Filho JS, Petta CA, Lino CA, Castro CL, et al.
Comissão Nacional Especializada em Endometriose da
Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e
Obstetrícia (Febrasgo)
Presidente:
Ricardo De Almeida Quintairos
Vice-presidente:
Marcia Mendonça Carneiro
Secretário:
Carlos Augusto Pires Costa Lino
Membros:
Carlos Alberto Petta
Helizabeth Salomão Abdalla Ayroza Ribeiro
João Nogueira Neto
João Sabino Lahorgue Da Cunha Filho
Julio Cesar Rosa e Silva
Marcia Cristina Franca Ferreira
Marco Aurelio Pinho De Oliveira
Marcos Tcherniakovsky
Mauricio Simoes Abrao
Omero Benedicto Poli Neto
Raquel Papandreus Dibi
Sergio Podgaec
Sidney Pearce Furtado
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