{"paper_id":"41da50ba-cb84-41a9-be82-61a78cfd2c8f","body_text":"| 25 \nFEMINA 2026;54(1):25-30\nPONTOS-CHAVE\n•\t A endometriose é uma doença benigna comum que pode comprometer a qualidade de vida das mulheres, \nbem como sua fertilidade.\n•\t O endometrioma ovariano, uma das formas da doença, pode comprometer a fertilidade das mulheres, além \nde poder gerar dor e desconforto.\n•\t A preservação da fertilidade é um ponto-chave a ser considerado no cuidado de mulheres com \nendometriose, principalmente aquelas com endometriomas ovarianos.\n•\t Ainda não conhecemos adequadamente a etiopatogenia da doença, bem como o desenvolvimento do \nendometrioma ovariano. \n•\t São vários os mecanismos responsáveis pela infertilidade em mulheres com endometriose, incluindo o \naumento da produção de citocinas e quimiocinas, um ambiente hormonal alterado, aumento do estresse \noxidativo e comprometimento da função tubária e espermática. Além disso, os endometriomas podem \ninterferir na foliculogênese.\nRECOMENDAÇÕES\n•\t O tratamento cirúrgico do endometrioma, quando indicado, deve ser preferencialmente realizado com \ndrenagem e exérese da pseudocápsula.\n•\t Em casos selecionados, técnicas alternativas que preservem melhor a reserva ovariana, tais como drenagem \ne escleroterapia ou alcoolização, podem ser realizadas, desde que em comum acordo com a paciente.\n•\t A preservação da fertilidade deve ser um ponto importante a ser considerado no cuidado de mulheres com \nendometriose, principalmente aquelas com endometriomas ovarianos.\n•\t As mulheres com endometriomas bilaterais não operados e aquelas que anteriormente tiveram \nendometriomas unilaterais removidos e precisam de cirurgia para uma recorrência contralateral devem \nser aconselhadas sobre a preservação da fertilidade e sobre as estratégias disponíveis que incluem \ncriopreservação de embriões e oócitos.\n•\t Como a idade é o fator de prognóstico mais importante, todas as pacientes devem estar cientes do efeito da \nidade em seus planos de fertilidade.\n•\t As mulheres devem ser aconselhadas individualmente sobre os riscos, benefícios e custos envolvidos no \ntratamento da doença, incluindo tratamento clínico e cirúrgico e reprodução assistida. \n•\t A abordagem por uma equipe multidisciplinar com expertise em endometriose é fundamental para a \nobtenção de melhores resultados.\nFEBRASGO POSITION STATEMENT\nTratamento da endometriose \novariana\nNúmero 1 – 2026\nA Comissão Nacional Especializada em Endometriose da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia \ne Obstetrícia (Febrasgo) referenda este documento. A produção do conteúdo baseia-se em evidências \ncientíficas sobre a temática proposta, e os resultados apresentados contribuem para a prática clínica. \nCONTEXTO CLÍNICO\nO endometrioma ovariano é mais bem definido como \num pseudocisto que se origina do tecido endometrial \nectópico dentro do ovário que invagina progressivamen-\nte o córtex ovariano. (1) Ele contém um fluido espesso, \ncastanho, que pode ser referido como “cisto de choco-\n\n26 |\nFEMINA 2026;54(1):25-30\nTcherniakovsky M, Carneiro MM, Cunha Filho JS, Petta CA, Lino CA, Castro CL, et al. \nendometriomas de grandes proporções ou em casos \nem que percebemos um crescimento importante. Em \nmulheres jovens e/ou com endometriomas pequenos, \nnão seria adequada a indicação cirúrgica.(7) Outro deta-\nlhe importante é que a abordagem cirúrgica também \nnos daria o diagnóstico definitivo e histopatológico e \nimpediria uma possível ruptura do cisto, que raramen-\nte ocorre, protegendo, assim, a paciente de uma cirur-\ngia de urgência. \nO tratamento conservador deve ter acompanha -\nmento clínico e por imagem, porém o tempo de se-\nguimento e seu intervalo é desconhecido. Assim o \ntratamento deveria ser individualizado com base nos \ntratamentos prévios e no atual e na severidade dos \nsintomas e da doença. (7)\nNão há consenso na literatura sobre como deveria \nser o acompanhamento dessas mulheres e com qual \nfrequência. A recomendação é de que a avaliação seja \nindividualizada, levando em consideração a intensida-\nde dos sintomas, os tratamentos anteriores e o desejo \nreprodutivo.(8)\nEm caso de se indicar a retirada do endometrio-\nma, embora não haja consenso na literatura, segun-\ndo a Sociedade Europeia de Reprodução Humana e \nEmbriologia (ESHRE), devemos realizar a cistectomia \n(stripping technique).(8) A punção e a aspiração do con-\nteúdo por inteiro como método de tratamento parece \nser ineficaz e está associada a alta taxa de recorrência. \nE a drenagem seguida da eletrocoagulação do cisto \ntambém se mostrou menos eficaz que a exérese com-\npleta da cápsula do cisto.(9) \nENDOMETRIOMAS E INFERTILIDADE: EXÉRESE \nOU NÃO? QUAL A MELHOR CONDUTA PARA \nNÃO COMPROMETER A FERTILIDADE?\nA avaliação do endometrioma em pacientes inférteis \ntem despertado interesse cada vez maior, visto que \nnão existe consenso de causalidade entre a presen-\nça do endometrioma e a infertilidade. Por outro lado, \nvários artigos demonstram a perda do arsenal folicu-\nlar, levando a uma perda da reserva ovariana, princi-\npalmente em casos de endometriomas bilaterais. (10,11) \nGarcia-Velasco e Somigliana (12) relacionaram situa -\nções específicas em relação à possível abordagem \ndo endometrioma em mulheres que seriam candi-\ndatas a técnicas de reprodução assistida. Situações \nem que a cirurgia com a remoção da cápsula bene-\nficiaria (a favor) ou prejudicaria (contra) constam no \nquadro 1. \nRecomenda-se que as mulheres com endometrioma \nsejam aconselhadas sobre os riscos da função ovariana \nreduzida após a cirurgia e a possível perda do ovário. A \ndecisão de prosseguir com a cirurgia deve ser compar-\ntilhada e considerada com cuidado, principalmente se \na mulher teve cirurgia ovariana prévia. (9) Nesses casos, \nlate”, conteúdo esse composto por sangue metabolizado \ne células endometriais. A endometriose é uma doença \nmuitas vezes de difícil diagnóstico, principalmente em \nmulheres assintomáticas. Existe na literatura uma ampla \nvariação na incidência de endometriose em mulheres \nassintomáticas estimada entre 2% e 50%. Entre essas, \n17% a 44% teriam endometrioma.(2) A incidência de en-\ndometriomas assintomáticos é desconhecida, pois mui-\ntas dessas mulheres não procuram tratamento médico.\nEstudos demonstram uma associação importante \ndo endometrioma com endometriose profunda ou in-\nfiltrativa em outros locais que não o ovário, com qua -\ndros dolorosos que não estariam relacionados somen-\nte com a presença do endometrioma.(3)\nOutra característica importante sobre os endome-\ntriomas é não existir, em vários casos, uma relação \nentre o estágio da endometriose e a severidade dos \nsintomas.(4)\nO diagnóstico do endometrioma ovariano pode \nser sugerido pela queixa clínica da paciente (dis -\nmenorreia, dor pélvica crônica, infertilidade) e/ou \nsuspeitado pelo exame físico, mas sempre deve ser \nconfirmado pela ultrassonografia (US) transvaginal \nou ressonância magnética (RM) da pelve. A confir -\nmação se dá pela inspeção laparoscópica, sendo o \npadrão-ouro a confirmação histopatológica.\nCom o avanço nas técnicas de imagem, tanto a US \npélvica como a RM da pelve podem ser usadas no diag-\nnóstico dos endometriomas. A US realizada por pro-\nfissionais com expertise mostrou boa especificidade \n(96%) e sensibilidade (93%). A RM apresenta resultados \nsemelhantes aos da US.(5)\nAs opções de tratamento incluem a conduta ex -\npectante e terapêutica medicamentosa ou cirúrgica, a \ndepender da clínica em relação à intensidade dos sin-\ntomas e à gravidade da doença, do desejo de gravidez, \nda idade da paciente, do tamanho do endometrioma \ne de antecedente de cirurgias para o tratamento da \nendometriose, principalmente ovariana. (6)\nNão existe consenso sobre o melhor tratamento \npara os endometriomas ovarianos, clínico ou cirúr -\ngico, porém, devido à ineficácia na involução desses \ncistos por completo no tratamento clínico, a cirur -\ngia muitas vezes se torna necessária. Por outro lado, \na cirurgia carrega um risco bastante aumentado de \ncomprometimento do tecido ovariano e, por conse-\nquência, de redução na reserva ovariana e compro-\nmetimento do potencial reprodutivo futuro. (6)\nENDOMETRIOMAS ASSINTOMÁTICOS: \nCOMO CONDUZIR?\nNos casos de mulheres com endometriomas assinto-\nmáticos, os critérios para a abordagem cirúrgica se ba-\nseiam em casos de suspeita de malignidade (US, RM, \nmarcadores tumorais), mulheres acima de 40 anos, \n\n| 27 \nFEMINA 2026;54(1):25-30\nTratamento da endometriose ovariana\na mulher deverá receber orientação sobre preservação \nda fertilidade por meio do congelamento de óvulos.(13)\nA capacidade de resposta ovariana em ciclos de \nfertilização in vitro (FIV) não é afetada em endome-\ntriomas não operados, sugerindo que a sua presença \npode não afetar fortemente a reserva ovariana. Em \nendometriomas menores que 4 cm, a taxa de gravidez \né semelhante em pacientes submetidas a exérese do \nendometrioma, em comparação a pacientes não ope-\nradas, portanto nesses casos a cirurgia deve ser evi-\ntada, principalmente, para preservar os folículos ova -\nrianos e, por consequência, a reserva ovariana. (14) Em \ncasos de endometriomas bilaterais, os critérios para \na abordagem cirúrgica devem ser ainda mais restritos, \npois os riscos de insuficiência ovariana podem chegar \naté a 2,4%.(10) Não há recomendação para a realização \nde cirurgia do endometrioma com o objetivo de me-\nlhorar as taxas de sucesso na FIV. (8) \nENDOMETRIOMAS E ALGIA PÉLVICA: \nQUANDO E COMO TRATAR?\nA relação entre dor pélvica crônica e endometrioma \nnão é muito bem estabelecida. (15) Na maioria dos ca -\nsos, não é possível relacionar os sintomas somente \nao endometrioma, às aderências periovarianas ou à \nendometriose profunda. (2)\nA diminuição do tamanho dos endometriomas com \nuso de tratamento hormonal varia de 14% a 89%, com \nmédia de 51%, contudo não existem estudos correla -\ncionando a supressão hormonal com a dor pélvica crô-\nnica em mulheres com endometrioma.(16,17)\nO tratamento cirúrgico do endometrioma sintomáti-\nco parece ser a primeira opção nas mulheres com prole \nconstituída.(7) Ele inclui drenagem com ou sem esclero-\nterapia, drenagem com diatermo ou laser com vapo-\nrização da parede do cisto, drenagem e cistectomia \n(stripping technique) e, por fim, o tratamento radical \nna forma de histerectomia com ou sem ooforectomia.\nApesar de estudos não controlados demonstrarem \nalívio dos sintomas em grande proporção de pacientes \nsubmetidas à cirurgia por endometrioma, (17) uma alta \ntaxa de recorrência foi observada nesses casos após \na cirurgia.(7)\nA drenagem do endometrioma, por laparoscopia ou \npor US, está associada com uma alta e rápida taxa de \nrecorrência e, raramente, são efetivas no alívio dos sin-\ntomas.(18,19) Pode estar associada a maior risco de infec-\nção e a aderências pélvicas.(20)\nA excisão do endometrioma envolve a drenagem \nseguida por exérese da pseudocápsula do cisto (stri-\npping technique). Quando comparada com a drenagem \ne a coagulação do endometrioma, a excisão tem a van-\ntagem de prover material para o diagnóstico histológi-\nco e excluir malignidade, e de ter melhores resultados \nem relação à taxa de recorrência, à dismenorreia, à \ndispareunia profunda e à dor pélvica não menstrual.(19) \nA excisão do endometrioma está associada a uma taxa \nde recorrência considerável. Em um estudo com 366 pa-\ncientes submetidas a excisão do endometrioma, obser-\nvou-se taxa de 11,7% de recorrência diagnosticada pela \nUS, de 8,2% de uma segunda cirurgia e de 73% de recor-\nrência da dor após 48 meses de acompanhamento.(20) \nNão existe evidência científica para o uso de medi-\ncação hormonal antes da cirurgia do endometrioma. \nEmbora tais medicações hormonais reduzam o tama -\nnho do endometrioma, elas podem induzir fibrose da \ncápsula e dificultar a cirurgia, levando, assim, a maior \nperda de folículos ovarianos.(21)\nCom relação à utilização de análogos do GnRH \napós a cirurgia de endometrioma, estudos observa -\nram que a taxa de recorrência foi de 16,5%, em até 36 \nmeses, tanto para o grupo que utilizou a medicação \ncomo para o grupo que não a utilizou, não mostran-\ndo ser efetiva. (22)\nEm relação ao uso de anticoncepcionais orais com-\nbinados após a cirurgia de endometrioma, os estudos \nsão conflitantes, mas mostram menor recorrência no \ngrupo que realizou a cirurgia conservadora (stripping \ntechnique) e, posteriormente, usou anticoncepcionais \nde forma contínua ou cíclica.(23,24) \nENDOMETRIOMA E RISCO DE \nMALIGNIDADE: MITO OU REALIDADE?\nA chance de malignidade diante do diagnóstico de \nendometrioma é uma preocupação, mas os estudos \ndisponíveis indicam que é ela baixa, variando de 0,8% \na 0,9%. Estudos de caso-controle de câncer de ovário \nrevelam, entretanto, um risco significativamente au-\nmentado (9,2% a 20,2%) de tumores serosos e endome-\ntrioides de baixo grau em mulheres com endometriose. \nNesse contexto, a avaliação ultrassonográfica pode su-\ngerir a presença de sinais de malignidade e acompa -\nnhamento por ginecologista oncológico.(25)\nSUBTIPO SEROSO OU MUCINOSO\nAs características ultrassonográficas que indicam \nmalignidade segundo o International Ovarian Tumor \nAnalysis (IOTA)(25) incluem:\nQuadro 1. Consideração na abordagem do endometrioma em \nmulheres candidatas à fertilização in vitro  \nA favor Contra\nCirurgia de endometriose prévia Não Sim\nReserva ovariana Normal Alterada\nSintomas Sim Não\nAcometimento ovariano Unilateral Bilateral\nCrescimento Sim Estável\nSuspeita de malignidade visualizada \nna ultrassonografia\nNão Sim\nFonte: Adaptada de Garcia-Velasco e Somigliana (2009).(12)\n\n28 |\nFEMINA 2026;54(1):25-30\nTcherniakovsky M, Carneiro MM, Cunha Filho JS, Petta CA, Lino CA, Castro CL, et al. \n1. Tumor sólido irregular;\n2. Ascite;\n3. Pelo menos quatro estruturas papilares;\n4. Tumor sólido multilocular irregular com o maior \ndiâmetro ≥ 100 mm;\n5. Fluxo sanguíneo aumentado no exame Doppler.\nPor outro lado, as cinco características que sugerem \nque uma massa é benigna são:\n1. Cisto unilocular;\n2. Maior componente sólido < 7 mm;\n3. Sombras acústicas;\n4. Tumor multilocular regular < 10 mm;\n5. Nenhum fluxo sanguíneo detectável no exame \nDoppler.\nA ESHRE recomenda que as mulheres com endome-\ntriose devem ser informadas de que não há risco signi-\nficativamente maior de câncer em geral. Embora a en-\ndometriose esteja associada a risco maior de câncer de \novário, mama e tireoide, o aumento do risco absoluto, em \ncomparação com mulheres da população geral, é baixo.(8)\nCONSIDERAÇÕES FINAIS\nAs indicações e técnicas para a abordagem cirúrgica \ndos endometriomas ainda devem ser estabelecidas, \nde forma que tenhamos as condutas bem determi-\nnadas para cada situação clínica. Os endometriomas \nassintomáticos devem ser tratados em mulheres com \nidade mais avançada, para confirmar o diagnóstico, \nexcluir malignidade em casos suspeitos e prevenir \ncomplicações, principalmente rotura dos cistos. Em \nmulheres com diagnóstico histológico de endome-\ntriose, não é aconselhável a remoção dos endome-\ntriomas assintomáticos, pois a excisão pode diminuir \na função ovariana. Recomenda-se a excisão laparos -\ncópica do endometrioma (técnica de stripping) com \ncuidado para preservar o tecido ovariano normal, em \nvez de fenestração e ablação. Os principais critérios \npara realizar o tratamento cirúrgico baseiam-se em \navaliar se a reserva ovariana está intacta, ausência \nde cirurgia ovariana prévia, doença unilateral, rápido \ncrescimento do cisto e dúvida da natureza do cisto. \nPor outro lado, convém evitar as cirurgias em casos \ncom cirurgias prévias para endometriose, reserva \novariana reduzida e endometriomas bilaterais.\nREFERÊNCIAS \n1. Hachisuga T, Kawarabayashi T. Histopathological analysis of \nlaparoscopically treated ovarian endometriotic cysts with special \nreference to loss of follicles. Hum Reprod. 2002;17(2):432-5. doi: \n10.1093/humrep/17.2.432\n2. Fauconnier A, Chapron C. Endometriosis and pelvic pain: \nepidemiological evidence of the relationship and implications. 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Tratamento da endometriose ovariana. \nFemina. 2026;54(1):25-30.\n*Este artigo é a versão em língua portuguesa do trabalho \nTreatment of ovarian endometriosis”, publicado na Rev Bras \nGinecol Obstet. 2025;48:e-FPS1.\nMarcos Tcherniakovsky      \nSetor de Videoendoscopia Ginecológica e Endometriose, \nFaculdade de Medicina do ABC, Santo André, SP, Brasil.\nMárcia Mendonça Carneiro      \nDepartamento de Ginecologia e Obstetrícia, Faculdade de \nMedicina, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, \nMG, Brasil.\nJoão Sabino Lahorgue da Cunha Filho      \nDepartamento de Ginecologia e Obstetrícia, Universidade \nFederal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil.\nCarlos Alberto Petta      \nUniversidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil. \nClínica Fertilidade & Vida, Campinas, SP, Brasil. \nServiço de Reprodução Assistida, Hospital Sírio-Libanês,  \nSão Paulo, SP, Brasil.\nCarlos Augusto Pires Costa Lino      \nHospital Aliança, Salvador, BA, Brasil.\nInstituto de Perinatologia da Bahia, Salvador, BA, Brasil.\nCorival Lisboa Alves de Castro      \nHospital Geral de Goiânia, Goiânia, GO, Brasil.\nEduardo Schor      \nEscola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, \nSão Paulo, SP, Brasil. \nSociedade Brasileira de Endometriose e Cirurgia Minimamente \nInvasiva, São Paulo, SP, Brasil.\nJoão Nogueira Neto      \nUniversidade Federal do Maranhão, São Luís, MA, Brasil.\nMarco Aurélio Pinho de Oliveira      \nFaculdade de Ciências Médicas, Universidade do Estado do  \nRio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.\nMaurício Simões Abrão      \nDivisão de Ginecologia, Hospital Beneficência Portuguesa  \nde São Paulo, São Paulo, SP, Brasil. \nDepartamento de Ginecologia e Obstetrícia, Faculdade de \nMedicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.\nOmero Benedicto Poli Neto      \nDepartamento de Ginecologia e Obstetrícia, Faculdade de \nMedicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão \nPreto, SP, Brasil.\nRicardo de Almeida Quintairos      \nNúcleo de Endometriose, Hospital Porto Dias, Belém, PA, Brasil.\nSidney Pearce      \nCentro Universitário Christus, Fortaleza, CE, Brasil.\nHelizabet Salomão Abdalla      \nFaculdade de Ciências Médicas, Santa Casa de São Paulo,  \nSão Paulo, SP, Brasil.\nSergio Podgaec      \nDepartamento de Ginecologia e Obstetrícia, Faculdade de \nMedicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.\nSociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein,  \nSão Paulo, SP, Brasil.  \nJulio Cesar Rosa e Silva      \nDepartamento de Ginecologia e Obstetrícia, Faculdade de \nMedicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo,  \nRibeirão Preto, SP, Brasil.\nConflitos de interesse:  \nnada a declarar. \nDisponibilidade dos dados:  \nos autores não disponibilizaram os dados deste artigo em repo-\nsitórios antes da submissão.\n\n30 |\nFEMINA 2026;54(1):25-30\nTcherniakovsky M, Carneiro MM, Cunha Filho JS, Petta CA, Lino CA, Castro CL, et al. \nComissão Nacional Especializada em Endometriose da \nFederação Brasileira de Associações de Ginecologia e \nObstetrícia (Febrasgo)\nPresidente:\nRicardo De Almeida Quintairos\nVice-presidente:\nMarcia Mendonça Carneiro\nSecretário:\nCarlos Augusto Pires Costa Lino\nMembros:\nCarlos Alberto Petta\nHelizabeth Salomão Abdalla Ayroza Ribeiro\nJoão Nogueira Neto\nJoão Sabino Lahorgue Da Cunha Filho\nJulio Cesar Rosa e Silva\nMarcia Cristina Franca Ferreira\nMarco Aurelio Pinho De Oliveira\nMarcos Tcherniakovsky\nMauricio Simoes Abrao\nOmero Benedicto Poli Neto\nRaquel Papandreus Dibi\nSergio Podgaec\nSidney Pearce Furtado","source_license":"CC0","license_restricted":false}