Canabinóides no controle da dor da endometriose: relato de caso com óleo rico em Tetrahidrocanabinol (THC)

In: Brazilian Journal of Medical and Health Sciences · 2025 · vol. 1(1) · doi:10.64597/6ctvbz67 · W4416801446
article OA: hybrid CC0
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A 39-year-old woman with refractory endometriosis experienced significant pain relief, improved quality of life, and normalized sleep after treatment with a THC-rich Cannabis oil.

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O artigo relata o caso de uma paciente de 39 anos com dismenorreia intensa desde a adolescência, sintomas gastrointestinais e diagnóstico previamente incorreto, cujo diagnóstico de endometriose profunda foi confirmado por imagem com múltiplos focos e distorções anatômicas. Após falha de tratamento convencional e uso prolongado de opioides, a paciente iniciou em junho de 2024 óleo medicinal de Cannabis sativa full spectrum contendo THC (15 mg/mL) e CBD (5 mg/mL), titulado até cinco gotas noturnas. Houve melhora significativa referida da dor, do sono, da dispareunia, do humor e do trânsito intestinal, com normalização do sono e melhora global da qualidade de vida nos instrumentos WHOQOL-BREF e PSQI-PT; o uso foi suspenso no pós-operatório por desejo gestacional. O paper relata resultados de um único relato, sem disponibilização de dados e sem controle experimental, e isso limita a generalização. This paper is centrally about endometriosis — a utilização de óleo rico em THC/CBD para controle de dor e desfechos associados em uma paciente com endometriose refratária.

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Abstract

A endometriose é uma doença inflamatória crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora do útero, associada a dor pélvica, dismenorreia, dispareunia e infertilidade, impactando significativamente a qualidade de vida. Apesar das terapias hormonais, cirúrgicas e analgésicas, muitos casos permanecem refratários. Relata-se uma paciente de 39 anos com dismenorreia intensa desde a adolescência, sintomas gastrointestinais e diagnóstico incorreto de síndrome dos ovários policísticos por cerca de duas décadas. O diagnóstico de endometriose profunda foi confirmado por imagem, evidenciando múltiplos focos e distorções anatômicas. Após falha de tratamento convencional e uso prolongado de opioides, introduziu-se, em junho de 2024, óleo medicinal de Cannabis sativa L. (full spectrum: 15 mg/mL de THC e 5 mg/mL de CBD), titulado até cinco gotas noturnas. A paciente relatou melhora significativa da dor, do sono, da dispareunia, do humor e do trânsito intestinal, possibilitando a suspensão dos analgésicos convencionais. Avaliações pelo WHOQOL-BREF e PSQI-PT mostraram melhora global da qualidade de vida e normalização do sono. O uso foi suspenso no pós-operatório devido a desejo gestacional. O caso reforça o potencial terapêutico da Cannabis sativa L. como adjuvante eficaz e seguro na endometriose refratária, destacando a necessidade de mais estudos clínicos.
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Canabinóides no controle da dor da endometriose: relato de caso com óleo rico em Tetrahidrocanabinol (THC) DOI: https://doi.org/10.64597/6ctvbz67Palavras-chave: Endometriose, Cannabis Medicinal, Dor pélvica crônica, Sistema endocanabinoide, Terapia AdjuvanteResumo A endometriose é uma doença inflamatória crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora do útero, associada a dor pélvica, dismenorreia, dispareunia e infertilidade, impactando significativamente a qualidade de vida. Apesar das terapias hormonais, cirúrgicas e analgésicas, muitos casos permanecem refratários. Relata-se uma paciente de 39 anos com dismenorreia intensa desde a adolescência, sintomas gastrointestinais e diagnóstico incorreto de síndrome dos ovários policísticos por cerca de duas décadas. O diagnóstico de endometriose profunda foi confirmado por imagem, evidenciando múltiplos focos e distorções anatômicas. Após falha de tratamento convencional e uso prolongado de opioides, introduziu-se, em junho de 2024, óleo medicinal de Cannabis sativa L. (full spectrum: 15 mg/mL de THC e 5 mg/mL de CBD), titulado até cinco gotas noturnas. A paciente relatou melhora significativa da dor, do sono, da dispareunia, do humor e do trânsito intestinal, possibilitando a suspensão dos analgésicos convencionais. Avaliações pelo WHOQOL-BREF e PSQI-PT mostraram melhora global da qualidade de vida e normalização do sono. O uso foi suspenso no pós-operatório devido a desejo gestacional. O caso reforça o potencial terapêutico da Cannabis sativa L. como adjuvante eficaz e seguro na endometriose refratária, destacando a necessidade de mais estudos clínicos. Referências 1. Parazzini F, et al. Epidemiology of endometriosis and its comorbidities. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol. 2017;209:3–7. doi:10.1016/j.ejogrb.2016.04.021 DOI: https://doi.org/10.1016/j.ejogrb.2016.04.021 2. Reid R, et al. 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