Análise do perfil epidemiológico das internações por endometriose no Brasil: um estudo retrospectivo

In: REVISTA DELOS · 2025 · vol. 18(67) , pp. e4953 · doi:10.55905/rdelosv18.n67-010 · W4410120414
article OA: diamond CC0 ⤵ 1 in-corpus citation
AI-generated summary by claude@2026-06, 2026-06-13

This retrospective study analyzed 75,880 Brazilian hospitalizations for endometriosis between 2019-2024, finding the Southeast had the most admissions and deaths, while women aged 40-49 were most affected and elective admissions predominated.

One-sentence paraphrase of the abstract; not a substitute for reading it. No clinical advice. How this works

AI-generated deep summary by claude@2026-06, 2026-06-13 · read from full text

O estudo analisou o perfil epidemiológico das internações por endometriose em mulheres de todas as faixas etárias nas cinco regiões do Brasil entre 2019 e 2024, usando dados do SIH/SUS (variáveis como região, ano, internações, cor/raça, faixa etária, média de permanência, CID-10, custos hospitalares, óbitos, taxa de mortalidade e caráter de atendimento) e complementando com revisão de literatura. Foram registradas 75.880 internações por endometriose no país, com maior proporção no Sudeste (43,1%) e também maior número de óbitos (40), além de gasto hospitalar total mais alto nessa região ($22.298.455). A cor parda apresentou a maior proporção de hospitalizações (47,22%), a faixa etária mais afetada foi 40–49 anos e o Norte teve maior média de internações (2,8 dias), enquanto o caráter eletivo concentrou 78,9% das internações. Como limitação, o trabalho se baseia em internações captadas no SIH/SUS, refletindo o perfil das hospitalizações e custos associados, não necessariamente a prevalência real da doença; This paper is centrally about endometriosis — análise epidemiológica de internações por endometriose no Brasil (2019–2024).

Read from the paper's body, not the abstract. Not a substitute for reading the paper. No clinical advice. How this works

Abstract

A endometriose não é uma doença exatamente conhecida, principalmente no que tange aos padrões e fenótipos geográficos e demográficos da camada feminina vulnerável à esta doença. O objetivo do estudo é analisar o perfil epidemiológico das internações por endometriose em mulheres de todas as faixas etárias das 5 regiões brasileiras entre os anos de 2019 a 2024. Foi realizado um estudo epidemiológico no SIH/SUS, utilizando as variáveis: região, ano processamento, internações, cor/raça, faixa etária, média de permanência, lista morbidade CID-10, valores serviços hospitalares, valor médio interno, dias de permanência, óbitos, taxa de mortalidade, caráter de atendimento. Ademais, realizou-se uma revisão de literatura através da SciELO, Pubmed, Google Acadêmico, LILACS e BVS, utilizando os descritores: endometriose, epidemiologia e Brasil. 75.880 internações ocorreram por Endometriose no Brasil. No Sudeste ocorreu o maior número de internações (43,1%) e óbitos (40), sendo eleita a região com o maior gasto hospitalar total ($22.298.455). A cor parda foi a mais hospitalizada (47,22%). A maior faixa-etária acometida foi entre 40 e 49 anos, sendo o grupo de 80 anos o maior detentor das taxas de mortalidade do país (1,29). O Norte obteve a maior média de internações (2,8 dias), sendo o Sul a região com maior gasto hospitalar médio por paciente. O caráter de atendimento eletivo foi o mais procurado (78,9% dos casos). É essencial estabelecer novas campanhas e diretrizes a fim de informar, diagnosticar precocemente e, com isso, resgatar a qualidade de vida perdida pela endometriose.
Full text 6,578 characters · extracted from oa-doi-fallback · click to expand
- 1660 - 750 - 710 - 710 - 691 Análise do perfil epidemiológico das internações por endometriose no Brasil: um estudo retrospectivo Publicado 2025-05-06 - Nayra da Silva Reis , - Catarina Andrade Garcez Cajueiro , - Rafael Joseph Macedo Paradis , - Camila Reis de Novais , - Miguel Nery Lopes , - Ana Virginia Coelho Santos , - Paulo Henrique Menezes Santana , - Rebeca Gonçalves Farias , - Daniele Rayssa Cavalcanti de Sá Palavras-chave: endometriose, epidemiologia, Brasil, saúde pública Resumo A endometriose não é uma doença exatamente conhecida, principalmente no que tange aos padrões e fenótipos geográficos e demográficos da camada feminina vulnerável à esta doença. O objetivo do estudo é analisar o perfil epidemiológico das internações por endometriose em mulheres de todas as faixas etárias das 5 regiões brasileiras entre os anos de 2019 a 2024. Foi realizado um estudo epidemiológico no SIH/SUS, utilizando as variáveis: região, ano processamento, internações, cor/raça, faixa etária, média de permanência, lista morbidade CID-10, valores serviços hospitalares, valor médio interno, dias de permanência, óbitos, taxa de mortalidade, caráter de atendimento. Ademais, realizou-se uma revisão de literatura através da SciELO, Pubmed, Google Acadêmico, LILACS e BVS, utilizando os descritores: endometriose, epidemiologia e Brasil. 75.880 internações ocorreram por Endometriose no Brasil. No Sudeste ocorreu o maior número de internações (43,1%) e óbitos (40), sendo eleita a região com o maior gasto hospitalar total ($22.298.455). A cor parda foi a mais hospitalizada (47,22%). A maior faixa-etária acometida foi entre 40 e 49 anos, sendo o grupo de 80 anos o maior detentor das taxas de mortalidade do país (1,29). O Norte obteve a maior média de internações (2,8 dias), sendo o Sul a região com maior gasto hospitalar médio por paciente. O caráter de atendimento eletivo foi o mais procurado (78,9% dos casos). É essencial estabelecer novas campanhas e diretrizes a fim de informar, diagnosticar precocemente e, com isso, resgatar a qualidade de vida perdida pela endometriose. Referências - BROND, M, et al. Measures of fetal growth and preterm birth and risk of endometriosis and adenomyosis in adult life: a systematic review and meta-analysis. Acta Obstet Gynecol Scand. 2023 Aug;102(8):986-999. doi: 10.1111/aogs.14594. Epub 2023 Jul 20. PMID: 37475152; PMCID: PMC10378002. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37475152/. Acesso em: 28 abr. 2025. - CARDOSO, J, et al. Epidemiological profile of women with endometriosis: a retrospective descriptive study.Rev. Bras. Saude Mater. Infant. 20 (4) • Oct-Dec 2020., 2020. https://doi.org/10.1590/1806-93042020000400008. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbsmi/a/VvLYZ9XdYDsLjYvYgh9GmgG/?lang=en. Acesso em: 28 mar. 2025. - FEDERAÇÃO BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA (FEBRASGO). Endometriose. São Paulo: FEBRASGO, 2021 (Protocolo FEBRASGO-Ginecologia, n. 78/Comissão Nacional Especializada em Endometriose). Acesso em: 04 abr. 2025. - GUEDES, H. H. G. et al. HOSPITALIZAÇÕES POR ENDOMETRIOSE NO BRASIL (2010-2019): ESTUDO ECOLÓGICO. Temas em Saúde, v. 21, n. 6, 2021. Disponível em: https://temasemsaude.com/wp-content/uploads/2021/12/21605.pdf. Acesso em: 02 mar. 2025. - MORADI Y, SHAMS-EYRANVAND M, KHATERI S, GHARAHJEH S, et al. Revisão sistemática sobre a prevalência de endometriose em mulheres. Índio J Med Res. 2021; 154(3): 446-454. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35345070/. Acesso: 02 abr 2025. - ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Endometriose. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/endometriosis. Organização Mundial da Saúde, 2023. Acesso em: 27 mar. 2025. - PANNAIN, G et al. Perfil epidemiológico e assistência clínica a mulheres com endometriose em um hospital universitário público brasileiro.FEMINA.2022; 50(3):178-83. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1367572. Acesso em: 04 mar. 2025. - PEREIRA, A. S. et al. Metodologia da pesquisa científica. [free e-book]. Santa Maria/RS. Ed. UAB/NTE/UFSM, 2018. Disponível em: https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/15824/Lic_Computacao_Metodologia-Pesquisa-Cientifica.pdf?sequence=1. Acesso em: 05 abr. 2025. - SALOMÉ, D, et al. Endometriose: epidemiologia nacional dos últimos 5 anos. Revista de Saúde. 2020 Jul./Dez.; 11 (2): 39 - 43. Disponível em: http:///C:/Users/Usuario/Downloads/felipemp30,+2427+PL%20(1).pdf. Acesso em: 03 abr. 2025. - SAMPSON, JA. Metastatic or Embolic Endometriosis, due to the Menstrual Dissemination of Endometrial Tissue into the Venous Circulation. Am J Pathol. 1927;3(2):93-110.43. - SARRIA-SANTAMERA, A, et. al. Revisão Sistemática e Meta-Análise de Incidência e Prevalência de Endometriose. Healthcare.2020; 9(1):29). Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33396813/. Acesso em: 28. mar 2025. - SHITSUKA, D. M.; PEREIRA, A. S.; PARREIRA, F. J. R. Metodologia da pesquisa científica. UFSM. 2018. Disponível em: . Acesso em: 05 abr. 2025. - SILVA, C. et. al. Experiências das mulheres quanto às suas trajetórias até o diagnóstico de endometriose.Escola Anna Nery.2021; 25 (4): p. e20200374.https://dx.doi.org/10.1590/2177-9465-ean-2020-0374. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ean/a/NTzvkB8pddYxGKX5xq5ywJb/. Acesso em: 29 mar. 2025. - TENÓRIO, E, et al. Representação epidemiológica das internações por endometriose no Brasil, entre 2018 e 2023. Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 7, n. 1, p. 4963-4975, jan./feb., 2024. DOI:10.34119/bjhrv7n1-404. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/67077/47805. Acesso em: 03 mar. 2025. - TOMASSETI, C et al. An International Terminology for Endometriosis, 2021. J Minim Invasive Gynecol. Revista de Ginecologia Minimamente Invasiva, Volume 28, Edição 11, 1849 - 1859. 2021 Nov;28(11):1849-1859. doi: 10.1016/j.jmig.2021.08.032. Epub 2021 Oct 21. PMID: 34690084. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34690084/. Acesso em: 28 mar. 2025. - ZEGERS-HOCHSCHILD, F et al. Glossário Internacional sobre Infertilidade e Cuidados de Fertilidade. Reprodução Humana , Volume 32, Edição 9, set., 2017, Páginas 1786–1801. https://doi.org/10.1093/humrep/dex234 . Disponível em: https://academic.oup.com/humrep/article/32/9/1786/4049537?login=false. Acesso: 04 abr. 2025 - ZONDERVAN, KT; BECKER, CM; MISSMER, SA. Endometriosis. N Engl J Med. 2020 Mar 26;382(13):1244-1256. doi: 10.1056/NEJMra1810764. PMID: 32212520. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32212520/. Acesso em: 04 mar. 2025.

Text is read by the "Ask this paper" AI Q&A widget below. Extraction quality varies by source — PMC NXML preserves structure cleanly, OA-HTML may include some navigation residue, and OA-PDF can have broken hyphenation. The publisher copy (via DOI) is the canonical version.

My notes (saved in your browser only)

Ask this paper AI returns verbatim quotes from the full text · source: oa-doi-fallback

Answers must be backed by verbatim quotes from this paper's full text. Hallucinated quotes are dropped automatically; if no verbatim passage answers the question, we say so. How this works

Citation neighborhood (sparse)

Too few in-corpus citations on either side for a chart; here are the lists.

Cites (3)

Cited by (1)

References (7)

Cited by (1)

Source provenance

openalex
last seen: 2026-06-10T17:14:06.276822+00:00
License: CC0 · commercial use OK