ENDOMETRIOSE E INFERTILIDADE: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA SOBRE A PATOGÊNESE MOLECULAR, IMUNOLÓGICA E SISTÊMICA

In: LUMEN ET VIRTUS · 2026 · vol. 17(60) , pp. e13176 · doi:10.56238/levv17n60-042 · W7161696086
article OA: diamond CC0
AI-generated summary by claude@2026-06, 2026-06-09

This systematic review explored endometriosis-associated infertility by identifying how molecular, immunological, and systemic factors, including estrogen-NK cell dysregulation, exosomes, oxidative stress, and dysbiosis, compromise reproductive capacity.

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The paper is a systematic review assessing recent scientific literature on how endometriosis contributes to female infertility, focusing on molecular, immunological, and systemic mechanisms through the analysis of 23 articles (26 documents). Across included studies, it reports that infertility associated with endometriosis extends beyond mechanical/adhesive barriers and involves disrupted estrogen–uterine NK cell signaling that undermines immune tolerance, producing an endometrium refractory to implantation and linked to early pregnancy loss. It also describes exosome-mediated paracrine effects from ectopic lesions that can drive epithelial-mesenchymal transition, alongside follicular microenvironment stress oxidative impacts that impair oocyte competence. The authors note the multifactorial, network-like nature of the evidence and include considerations of limitations inherent to synthesizing heterogeneous studies, while emphasizing the need for a precision-medicine paradigm combining anatomical and system-level approaches. This paper is centrally about endometriosis — it synthesizes molecular, immunologic, and systemic pathways explaining how endometriosis leads to infertility.

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Abstract

Objetivo: Analisar a produção científica recente sobre a relação entre a patogênese da Endometriose e o desenvolvimento da infertilidade feminina, identificando as principais vias moleculares, imunológicas e estruturais que comprometem a capacidade reprodutiva. Metodologia: Trata-se de uma revisão sistemática focada em delinear as bases celulares e sistêmicas da subfertilidade na endometriose. A pesquisa incluiu a avaliação de 23 artigos científicos (organizados em 26 documentos) selecionados a partir de uma metodologia rigorosa de busca. A extração e análise de dados concentraram-se na fisiopatologia endometrial, imunologia reprodutiva, disbiose e no impacto de comorbidades estruturais e metabólicas. Resultados: A infertilidade associada à endometriose transcende as barreiras mecânicas e aderenciais. Os achados demonstram que a desregulação do eixo entre o estrogênio e as células Natural Killer (NK) uterinas subverte a tolerância imunológica, gerando um endométrio refratário que eleva as falhas de implantação e abortamentos precoces. Constatou-se também que exossomos secretados pelas lesões ectópicas atuam como mensageiros parácrinos, induzindo a transição epitélio-mesenquimal e alterando a integridade celular. Ademais, o microambiente folicular sofre com estresse oxidativo, prejudicando a competência oocitária. Fatores sistêmicos, como a disbiose no eixo intestino-útero e a coexistência de adenomiose ou obesidade, emergem como moduladores críticos que exacerbam o estado inflamatório e reduzem drasticamente as taxas de sucesso, inclusive em ciclos de reprodução humana assistida. Conclusão: Conclui-se que a infertilidade na endometriose é um desfecho multifatorial impulsionado por uma rede intrincada de inflamação local, falha de sinalização celular e desregulação sistêmica. A superação das barreiras concepcionais impõe a necessidade de um paradigma clínico focado na medicina de precisão, que combine o tratamento anatômico com estratégias inovadoras para restaurar o microambiente reprodutivo e a imunotolerância endometrial.
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ENDOMETRIOSE E INFERTILIDADE: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA SOBRE A PATOGÊNESE MOLECULAR, IMUNOLÓGICA E SISTÊMICA DOI: https://doi.org/10.56238/levv17n60-042Palavras-chave: Endometriose, Infertilidade Feminina, Patogênese Molecular, Imunologia Reprodutiva, Microambiente EndometrialResumo Objetivo: Analisar a produção científica recente sobre a relação entre a patogênese da Endometriose e o desenvolvimento da infertilidade feminina, identificando as principais vias moleculares, imunológicas e estruturais que comprometem a capacidade reprodutiva. Metodologia: Trata-se de uma revisão sistemática focada em delinear as bases celulares e sistêmicas da subfertilidade na endometriose. A pesquisa incluiu a avaliação de 23 artigos científicos (organizados em 26 documentos) selecionados a partir de uma metodologia rigorosa de busca. A extração e análise de dados concentraram-se na fisiopatologia endometrial, imunologia reprodutiva, disbiose e no impacto de comorbidades estruturais e metabólicas. Resultados: A infertilidade associada à endometriose transcende as barreiras mecânicas e aderenciais. Os achados demonstram que a desregulação do eixo entre o estrogênio e as células Natural Killer (NK) uterinas subverte a tolerância imunológica, gerando um endométrio refratário que eleva as falhas de implantação e abortamentos precoces. Constatou-se também que exossomos secretados pelas lesões ectópicas atuam como mensageiros parácrinos, induzindo a transição epitélio-mesenquimal e alterando a integridade celular. Ademais, o microambiente folicular sofre com estresse oxidativo, prejudicando a competência oocitária. Fatores sistêmicos, como a disbiose no eixo intestino-útero e a coexistência de adenomiose ou obesidade, emergem como moduladores críticos que exacerbam o estado inflamatório e reduzem drasticamente as taxas de sucesso, inclusive em ciclos de reprodução humana assistida. Conclusão: Conclui-se que a infertilidade na endometriose é um desfecho multifatorial impulsionado por uma rede intrincada de inflamação local, falha de sinalização celular e desregulação sistêmica. A superação das barreiras concepcionais impõe a necessidade de um paradigma clínico focado na medicina de precisão, que combine o tratamento anatômico com estratégias inovadoras para restaurar o microambiente reprodutivo e a imunotolerância endometrial. Downloads Referências RICHANT, G.; LARAKI, I.; HENRIQUE, L.; MUNAUT, C.; NISOLLE, M. Novas terapêuticas na endometriose: uma revisão de tratamentos hormonais, não hormonais e de RNA não codificantes. International Journal of Molecular Sciences, v. 22, n. 19, p. 10498, 2021. DOI: https://doi.org/10.3390/ijms221910498 CAI, X.; LIU, M.; ZHANG, B.; ZHAO, S. J.; JIANG, S. W. Fitoestrógenos para o tratamento da endometriose: descobertas e questões. Pharmaceuticals, v. 14, p. 0, 2021. 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