PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE MULHERES EM IDADE REPRODUTIVA COM ENDOMETRIOSE NO BRASIL (2018-2023)

In: Revista Contemporânea · 2024 · vol. 4(3) , pp. e3834 · doi:10.56083/rcv4n3-211 · W4393381157
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This study analyzed Brazilian hospitalization data from 2018-2023 for endometriosis, finding most cases occurred in women aged 20-24 in the Northeast region, despite low mortality.

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The paper studied the epidemiological profile of reproductive-age Brazilian women with endometriosis from 2018 to 2023 using a descriptive, retrospective analysis of DATASUS records, examining total hospitalizations, age distribution, race/color, geographic distribution, mortality rate, and number of deaths. It found that while the number of notified hospitalizations was considerable, deaths remained low in prevalence, and most cases were recorded as urgent, particularly among women aged 20–24 living in Brazil’s Northeast region. A limitation explicitly implied by the design is its reliance on secondary administrative data (DATASUS), which does not necessarily capture cases outside hospital records or verify clinical details, and the study reports that many women had not heard about endometriosis before diagnosis, contributing to diagnostic delay. This paper is centrally about endometriosis — describing Brazil-wide hospitalization and mortality epidemiology for endometriosis between 2018 and 2023.

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Abstract

A endometriose consiste na presença de glândulas e/ou estromas endometriais fora da cavidade uterina, seu sítio normal. Seus sintomas, que ocorrem principalmente durante o período menstrual, se apresentam de modo heterogêneo, podendo ser assintomáticos ou extremamente incapacitantes, razão pela qual internações hospitalares são bastante recorrentes. A doença, muito prevalente entre as mulheres brasileiras, atinge, em média, 15% das mulheres no menacme, das quais cerca de 70% manifestam dor pélvica crônica – a principal queixa. A presente pesquisa, que objetiva descrever como a endometriose e suas variáveis se comportam na população brasileira entre os anos de 2018 e 2023, foi realizada por meio de uma análise descritiva e retrospectiva de informações encontradas no DATASUS, considerando aspectos como: total de internações, faixa etária, cor, distribuição geográfica, taxa de mortalidade e número de óbitos. Observou-se, através de aprofundada verificação dos dados coletados, que, apesar de o número de internações notificadas ter sido considerável, a quantidade de óbitos segue com baixa prevalência. Além disso, constatou-se que a maior parte dos casos manifesta-se em caráter de urgência, entre mulheres de 20 a 24 anos de idade e residentes na região Nordeste. A patologia em questão, apesar de ainda ser considerada benigna, continua representando um grande desafio para os ginecologistas por se tratar de uma doença pouco conhecida, haja vista que a maioria das mulheres afirma nunca ter ouvido falar a respeito até a chegada do diagnóstico. A falta de informação implica, em significativa parte dos casos, atraso no diagnóstico e, assim, inúmeros podem vir a ser os prejuízos à qualidade de vida das pacientes.
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PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE MULHERES EM IDADE REPRODUTIVA COM ENDOMETRIOSE NO BRASIL (2018-2023) DOI: https://doi.org/10.56083/RCV4N3-211Palavras-chave: Endometriose, Mulheres Brasileiras, Internações, DiagnósticoResumo A endometriose consiste na presença de glândulas e/ou estromas endometriais fora da cavidade uterina, seu sítio normal. Seus sintomas, que ocorrem principalmente durante o período menstrual, se apresentam de modo heterogêneo, podendo ser assintomáticos ou extremamente incapacitantes, razão pela qual internações hospitalares são bastante recorrentes. A doença, muito prevalente entre as mulheres brasileiras, atinge, em média, 15% das mulheres no menacme, das quais cerca de 70% manifestam dor pélvica crônica – a principal queixa. A presente pesquisa, que objetiva descrever como a endometriose e suas variáveis se comportam na população brasileira entre os anos de 2018 e 2023, foi realizada por meio de uma análise descritiva e retrospectiva de informações encontradas no DATASUS, considerando aspectos como: total de internações, faixa etária, cor, distribuição geográfica, taxa de mortalidade e número de óbitos. Observou-se, através de aprofundada verificação dos dados coletados, que, apesar de o número de internações notificadas ter sido considerável, a quantidade de óbitos segue com baixa prevalência. Além disso, constatou-se que a maior parte dos casos manifesta-se em caráter de urgência, entre mulheres de 20 a 24 anos de idade e residentes na região Nordeste. A patologia em questão, apesar de ainda ser considerada benigna, continua representando um grande desafio para os ginecologistas por se tratar de uma doença pouco conhecida, haja vista que a maioria das mulheres afirma nunca ter ouvido falar a respeito até a chegada do diagnóstico. A falta de informação implica, em significativa parte dos casos, atraso no diagnóstico e, assim, inúmeros podem vir a ser os prejuízos à qualidade de vida das pacientes. Referências ALVES TS, et al. Endometriose e sua relação com o câncer de ovário: uma revisão integrativa. Pesquisa, Sociedade e Desenvolvimento, 2021; 10(13): e14101320965. DOI: https://doi.org/10.33448/rsd-v10i13.20965 ARAÚJO FWC, SCHMIDT DB. Endometriose um problema de saúde pública: revisão de literatura. Revista Saúde e Desenvolvimento, 2020; 14(18): 24-37. BAETAS BV, et al. Endometriose e a qualidade de vida das mulheres acometidas. Revista Eletrônica Acervo Científico, 2021; 19: e5928. DOI: https://doi.org/10.25248/reac.e5928.2021 CARAN J, et al. Escore embrionário graduado em embriões de mulheres inférteis com e sem endometriose peritoneal. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 2021; 43(1): 28-34. CHALUB JP, et al. Investigação sobre os aspectos nutricionais relacionados à endometriose. Research, Society and Development, 2020; 9(11): e65591110215. DOI: https://doi.org/10.33448/rsd-v9i11.10215 CONCEIÇÃO HN, et al. Endometriose: aspectos diagnósticos e terapêuticos. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 2019; (24): e472. DOI: https://doi.org/10.25248/reas.e472.2019 MORAIS RL, ROSAL MA. Preditores de endometriose em mulheres atendidas em um Hospital Universitário. Jornal de Ciências da Saúde do Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí, 2021; 4(1): 24-39. DOI: https://doi.org/10.26694/jcshuufpi.v4i1.847 ROMANO FB, et al. Recidiva de endometriose após histerectomia: revisão integrativa. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 2021; 13(8): e8545. DOI: https://doi.org/10.25248/reas.e8545.2021 SILVA CM, et al. Experiências das mulheres quanto às suas trajetórias até o diagnóstico de endometriose. Escola Anna Nery, 2021; 25(4): e20200374. DOI: https://doi.org/10.1590/2177-9465-ean-2020-0374 STEFENON LP, BOSSOLANI GDP. Os desafios no diagnóstico e tratamento da endometriose. Revista Saúde Viva Multidisciplinar da AJES, 2020; 3(4): 1. TOMÁS C, METELLO JL. Endometriose e infertilidade - onde estamos? Acta Obstétrica e Ginecológica Portuguesa. 2019; 13(4): 235-241. TORRES JISL, et al. Endometriose, dificuldades no diagnóstico precoce e a infertilidade feminina: Uma Revisão. Research, Society and Development, 2021; 10(6): e6010615661. DOI: https://doi.org/10.33448/rsd-v10i6.15661 YELA DA, et al. Qualidade de vida de mulheres com endometriose profunda: Estudo de corte transversal. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 2020; 42(2): 90-95.

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