Abstract
Objective: To report a case of atypical manifestation of intestinal endometriosis that
simulated Crohn’s disease, highlighting the diagnostic challenges given the over -
lap of clinical and radiological manifestations between the two pathologies. Case
presentation: A 45-year-old woman with long-standing cyclical abdominal pain that
intensified in 2022, associated with diarrhea, vomiting, and symptoms suggestive of
intestinal obstruction. Initial examinations (colonoscopy, enterotomography) sho -
wed findings compatible with penetrating Crohn’s disease. However, complementary
investigation with pelvic resonance revealed lesions compatible with extensive en -
dometriosis, including ileal and perianal involvement. Diagnostic confirmation was
obtained by histopathology of surgical material (appendectomy and oophorectomy),
which showed ectopic endometrial tissue in the terminal ileum and ovary, confirming
intestinal endometriosis. Conclusion: Intestinal endometriosis can mimic Crohn’s di-
sease, especially in cases with strictures, fistulas and transmural inflammation of
the terminal ileum. Differentiation between these conditions requires detailed clinical
evaluation, attention to cyclical symptoms, use of imaging methods such as magnetic
resonance imaging and histopathological confirmation. Early recognition is essential
for adequate management and improvement of the patient’s quality of life.
Manifestação atípica de endometriose intestinal simulando doença de Crohn: relato de caso
Atypical manifestation of bowel endometriosis simulating Crohn’s disease: case report
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INTRODUÇÃO
A endometriose é definida como uma doença inflamató-
ria crônica, caracterizada pela presença de tecido seme-
lhante ao endométrio (endometrium-like tissue) fora do
útero, levando a fibrose e a alterações inflamatórias. Por
se tratar de uma doença estrogênio-dependente, é mais
frequentemente encontrada em mulheres na idade fér-
til. Estima-se que a prevalência mundial, varie entre 2%
e 10% da população feminina geral, o que representa
cerca de 176 a 190 milhões de mulheres, com percen-
tual superior de cerca de 50% naquelas portadoras de
infertilidade.(1-3) No Brasil, a prevalência é semelhante,
com estimativa de cerca de 8 milhões de mulheres aco-
metidas.(4)
A etiologia da endometriose é multifatorial, envolven-
do elementos genéticos, epigenéticos, hormonais e imu-
nológicos, que levam à implantação e à sobrevivência
do tecido endometrial ectópico fora da cavidade uterina,
por meio da biossíntese local aumentada de estrogênio
e tendência progressiva de resistência à progesterona.(1,5)
A teoria da menstruação retrógrada é considerada um
mecanismo etiopatogênico importante; todavia, outros
fatores como transição epitelial-mesenquimal e respos-
tas imunológicas alteradas, como tendência ao estresse
oxidativo devido a disfunção mitocondrial e atividade de
células natural killers desreguladas, podem representar,
do mesmo modo, contribuição significativa no desenvol-
vimento da doença.(6-9)
A endometriose está associada a sintomas debili-
tantes, como dor pélvica e infertilidade, e pode impac -
tar significativamente a qualidade de vida das pacien-
tes. Embora a laparoscopia permaneça como método
diagnóstico padrão-ouro para confirmação histopato-
lógica da endometriose, atualmente há consenso entre
os especialistas envolvidos no diagnóstico e manejo da
doença de que a propedêutica invasiva deve ser reserva-
da para situações em que os resultados de imagem são
negativos e/ou quando o tratamento empírico não ob-
teve sucesso ou foi inadequado.(2) Assim, o mapeamento
dos focos de endometriose por meio de protocolos de-
dicados, feitos por meio de ultrassonografia ou por res-
sonância magnética, representam o recurso diagnóstico
mais utilizado atualmente e de grande acurácia, o que é
endossado pelas maiores entidades científicas da área,
como a Sociedade Mundial de Endometriose, o Colégio
Americano de Obstetras e Ginecologistas e a Sociedade
Europeia de Embriologia da Reprodução Humana, que
recomendam os estudos de imagem tanto para diagnós-
tico como planejamento do tratamento.(2,10)
A doença inflamatória intestinal (DII) designa um gru-
po de distúrbios inflamatórios crônicos que inclui a re-
tocolite ulcerativa (RCU) e a doença de Crohn (DC), com
prevalência de cerca de 59,25 casos por 100.000 habitan-
tes (com intervalo de incerteza entre 52,78 e 66,47) em
2019.(11) Manifesta-se, sobretudo, na segunda ou terceira
década de vida e é caracterizada por uma resposta imu-
ne excessiva e desproporcional à mucosa e à microbiota
intestinais em indivíduos geneticamente suscetíveis. A
DII é uma condição crônica e potencialmente incapaci-
tante, levando a hospitalizações frequentes e impacto
significativo na qualidade de vida dos pacientes porta -
dores.(12)
A DC é caracterizada por inflamação transmural que
pode afetar todo o trato gastrointestinal, da boca ao
ânus, comumente, envolvendo o íleo terminal e o cólon,
não raramente, em primodiagnóstico, apresentando-se
com complicações como estenoses, abscessos ou fístu-
las.(13) Em contraste, a RCU manifesta-se com inflamação
na mucosa, que, tipicamente, começa no reto e progri-
de proximalmente pelo cólon, de forma contínua e sem
acometimento de delgado, não ultrapassando a válvula
ileocecal, embora ileíte de refluxo seja possível.(12,13)
A incidência da DC varia de 3 a 20 casos por 100.000
habitantes, com maiores prevalências reportadas na
América do Norte e na Europa Ocidental, embora a inci-
dência esteja aumentando na Ásia e na América do Sul.(13)
Clinicamente, a DC se manifesta por meio de sintomas
como dor abdominal, diarreia com presença de elemen-
tos anormais (muco, pus e/ou sangue), perda de peso
não intencional, prostração, náuseas, vômitos e hemato-
quezia. Ainda, manifestações extraintestinais, como ar -
trite, distúrbios cutâneos e uveíte, também podem estar
presentes.(13) Entretanto, nem sempre os sintomas são
claros, podendo ser semelhantes aos de outras condi-
ções de dor abdominal crônica, suscitando investigação
pormenorizada para propiciar o diagnóstico adequado,
considerando possíveis diferenciais.
O diagnóstico diferencial entre endometriose e DC
em casos com apresentações atípicas pode ser desa -
fiador, devido à sobreposição de sintomas e achados
clínicos semelhantes em alguns casos. Ambas as condi-
ções podem apresentar dor abdominal, diarreia, perda
de peso e obstrução intestinal, especialmente quando
a endometriose afeta o íleo terminal, simulando a DC.(14)
Embora a literatura não forneça um número exato de
casos descritos, é importante destacar que a endome-
triose intestinal, especialmente no íleo terminal, é uma
condição rara. A endometriose intestinal pode corres -
ponder a 12%-15% dos casos, enquanto o envolvimento
ileocecal é ainda menor, com incidência de cerca de 4,1%
entre os casos de acometimento intestinal. (15) Ademais,
endometrioma perianal isolado, que comumente pode
se confundir com o diagnóstico de DC, devido à possibi-
lidade de apresentação fistulizante, corresponde a uma
entidade rara da endometriose, com cerca de 22 casos
descritos na literatura.(16)
Assim, o objetivo deste estudo é descrever um caso
de manifestação atípica de endometriose simulando DC.
RELATO DE CASO
Paciente do sexo feminino, 45 anos, casada, professora,
apresenta-se com quadro de dor em andar inferior do ab-
dome, em cólica, há vários anos, que ocorria no período
Costa DD, Malveira CT, Mota EB
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perimenstrual, com mudança do padrão em maio/2022,
tornando-se mais intensa, periumbilical, acompanhada
de vômitos, lipotimia e necessidade de analgesia ve-
nosa, frequente, mas não mensal. Concomitantemente,
nesse período, iniciou com diarreia, até quatro episó-
dios por dia, Bristol 7, sem elementos anormais, com alí-
vio da dor após dejeção.
Na história pregressa, referiu diagnóstico de endo-
metriose infiltrativa há 10 anos, com relato de foco in-
testinal, sendo feito tratamento hormonal; fazia acom-
panhamento irregular com ginecologista. Ainda, referiu
tratamento prévio para esquistossomose. Foram solici-
tados exames laboratoriais e colonoscopia para prope-
dêutica inicial de rastreio de condições infectoparasi-
tárias e doenças estruturais ou inflamatória intestinal
que pudessem justificar os sintomas apresentados pela
paciente.
Exames laboratoriais de 08/2022 indicaram perfil e
função hepática, TSH e T4L, colesterol e triglicérides:
dentro da normalidade. Sorologias virais (HBV, CMV e
HIV) e VDRL: negativos. Antiendomísio e antitransgluta -
minase tecidual IgA: negativos (dosagem de IgA dentro
da normalidade). Exame parasitológico de fezes (três
amostras) e coprocultura: negativos. Sudam III: 10%. PCR,
VHS e ANCA: negativos. Calprotectina fecal realizada na
ocasião com valor de 24 mcg/g (10/2022).
Colonoscopia (07/2022), realizada sob boas condições
de preparo, demonstrou fístula com orifício externo a
2 cm da borda anal e interno posterior, justo à borda
anal; reto com edema e enantema discretos; segmen-
tos colônicos sem alterações; válvula ileocecal com es -
tenose; introduzido aparelho com dificuldade; íleo com
presença de enantema, friabilidade e estenose, não se
conseguindo progredir o aparelho (Figura 1).
O exame histopatológico das biópsias colhidas na
ocasião da colonoscopia indicou: íleo – erosão e alte-
rações regenerativas, infiltrado linfoplasmocitário com
neutrófilos, presença de eosinófilos; cólon – arquitetu-
ra preservada, lâmina própria com vasos congestos e
infiltrado linfoplasmocitário moderado com acúmulos
linfoides, presença de eosinófilos; reto – infiltrado linfo-
plasmocitário com alguns eosinófilos, congestão e ede-
ma. Granulomas envolvendo ovos de S. mansoni.
Assim, devido à permanência de dúvida diagnóstica,
foi solicitada enterotomografia (07/2022), que revelou
achados de DII em atividade, com massa inflamatória
ileocecal, múltiplas fístulas enteroentéricas e estreita -
mentos luminais segmentares, sem dilatação significati-
va a montante, sem coleções associadas. Esses achados
favoreceram a possibilidade de DC penetrante (trans -
mural). Além disso, foram identificados espessamentos
murais com realce anômalo segmentares esparsos no
restante do íleo, indicando processo inflamatório em
atividade, sem estreitamento luminal ou alterações me-
sentéricas (Figura 2).
Desse modo, considerou-se como hipóteses diag -
nósticas DC de delgado estenosante e penetrante;
endometriose infiltrativa ou esquistossomose. Seguiu-se
a investigação com ressonância de pelve com ênfase em
canal anal (11/2022), que revelou sinais de extenso en-
volvimento pélvico por endometriose, caracterizados por:
tecido em “manto” nas regiões vesicouterina, retrocervi-
cal e retrouterina, infiltrando superficialmente o miomé-
trio e cúpula vaginal, aderindo-se aos ovários e afetando
o fundo de saco posterior. Foram observados hidrossal-
pinge bilateral, endometriomas nos ovários e uma mas-
sa na fossa ilíaca direita que envolveu o apêndice e o
íleo terminal, reduzindo sua luz. Na região perianal, havia
um cisto multiloculado à esquerda comprimindo o canal
anal, sem comunicação com o intestino, sugerindo foco
de endometriose em localização atípica (Figura 3).
Nota: Imagem de colonoscopia evidenciando válvula ileocecal estenosada
com sinais inflamatórios – presença de enantema, friabilidade da mucosa
e estreitamento do lúmen no íleo terminal, impedindo a progressão do
aparelho. Também foi identificada fístula perianal, com orifício externo
próximo à borda anal.
Figura 1. Colonoscopia com achados sugestivos de estenose
ileocecal
Nota: Imagem de enterotomografia demonstrando espessamento de parede
ileocecal, massa inflamatória, presença de múltiplas fístulas enteroentéricas
e estreitamentos segmentares, compatível com processo inflamatório
transmural, inicialmente sugestivo de doença de Crohn.
Figura 2. Enterotomografia com evidências de espessamento
ileocecal
Nota: Imagem de ressonância magnética da pelve evidenciando extensa
infiltração por endometriose pélvica, com acometimento do fundo de saco
posterior, ovários, miométrio, cúpula vaginal e íleo terminal – incluindo
massa na fossa ilíaca direita comprimindo o lúmen intestinal. Também há
cisto multiloculado perianal à esquerda.
Figura 3. Ressonância de pelve com achados de endometriose
invasiva
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A paciente evoluiu em 12/2022 com abdome agudo
(dor abdominal intensa, vômitos, distensão abdominal
e diarreia), e foi realizada tomografia computorizada de
abdome, que verificou sinais de espessamento parietal
mucoso com realce de segmento de alça delgado, par -
cialmente distendido; pequena quantidade de líquido
livre na cavidade, destacando-se na fossa ilíaca direita e
formação hipodensa adjacente ao ceco, com densifica -
ção de gordura adjacente – sugerindo apendicite. Foi rea-
lizado tratamento cirúrgico com sapingo-ooforectomia
direita e apendicectomia ipsilateral videolaparoscópica.
O exame anatomopatológico das peças cirúrgicas re-
velou endometriose apendicular e endometriose ovaria-
na, conduzindo o diagnóstico de manifestação atípica
de endometriose simulando DC.
DISCUSSÃO
A endometriose intestinal, particularmente no íleo, pode
causar inflamação local, aderências, estenoses e angu-
lações, manifestações que, de modo semelhante, podem
ser observadas na DC. Entretanto, o padrão cíclico de sin-
tomas, principalmente representados por dismenorreia
e dispareunia, relacionados ao período perimenstrual,
fortalece a endometriose como diagnóstico diferencial
entre mulheres em idade reprodutiva.(14,17)
Por outro lado, a DC pode ser complicada por este-
noses múltiplas e fístulas internas, que podem ser con-
fundidas com endometriose intestinal, especialmente
quando há sintomas cíclicos,(17) dificultando a diferencia-
ção entre as condições. A presença de sintomas cíclicos
associados ao ciclo menstrual sugere endometriose, mas
não é exclusivo dela, devendo outras condições serem
apreciadas no espectro de diagnósticos diferenciais.(14)
O diagnóstico diferencial entre endometriose e DC
faz-se necessário devido à condução terapêutica distin-
ta e ao manejo direcionado para cada condição. Casos
de manifestações semelhantes entre as enfermidades
dificultando o diagnóstico são reportados na literatura.
De modo semelhante ao apresentado neste estudo,
uma mulher de 42 anos recebeu o diagnóstico de DC
obstrutiva, baseado em tomografia computadorizada
abdominal com contraste oral que demonstrava qua -
dro de espessamento do íleo terminal com estenose,
compressão do ceco e dilatação proximal das alças do
intestino delgado. Tendo em vista o quadro obstrutivo,
necessitou-se de cirurgia de emergência, em que foram
realizadas ressecções simultâneas do íleo-ceco e do
reto superior, com anastomose término-terminal entre
o cólon sigmoide e o reto. O exame histológico revelou
endometriose transmural com envolvimento da gordura
pericólica em ambas as amostras.(18)
Teke et al. (2008) (19) publicaram o relato de caso de
uma paciente que apresentava sintomas cíclicos de su-
boclusão intestinal associados ao período menstrual por
três anos, incluindo dor abdominal, náuseas e perda de
peso. Inicialmente, foi diagnosticada com endometriose
intestinal e tratada com contraceptivos orais, sem me-
lhora significativa. Devido à persistência dos sintomas,
foi realizada laparotomia exploratória, que revelou múl-
tiplas estenoses no íleo terminal e fístulas internas. Foi
realizada hemicolectomia direita e ressecção parcial do
íleo distal. A análise histopatológica confirmou o diag -
nóstico de DC, sem evidência de tecido endometrial ec-
tópico.(19)
Um estudo retrospectivo analisou uma série de 100
casos de endometriose profunda, submetidos a trata -
mento cirúrgico para ressecção dos focos na cavidade
pélvica. Identificou-se que 75 casos apresentaram ape-
nas focos de endometriose sem outras alterações his -
tológicas, 22 casos mostraram alterações arquiteturais
focais sem inflamação significativa e 3 casos exibiram
alterações inflamatórias e arquiteturais marcantes na
mucosa, dificultando o diagnóstico diferencial com DII.
Desse modo, é posto que os clínicos considerem a pos-
sibilidade de endometriose em mulheres com sintomas
semelhantes à DII, especialmente na ausência de um
diagnóstico prévio de endometriose.(20)
Assim, a diferenciação entre as doenças é importante
e pode ser auxiliada por exames de imagem e histopa -
tologia. A ressonância magnética possui papel relevante
nesse cenário, permitindo o mapeamento dos focos de
endometriose e diferenciando as lesões com compo-
nente fibrótico, hemorrágico e estromal, além de apon-
tar complicações como obstrução intestinal. Entretanto,
a confirmação diagnóstica será firmada pela análise
histológica, já que a detectação de tecido endometrial
diferencia a endometriose da DC, que se caracteriza por
inflamação transmural e granulomas não caseosos.(19)
Em resumo, a avaliação cuidadosa dos sintomas, da
história clínica e dos achados de imagem, conjuntamen-
te com o exame histopatológico, é essencial para dife-
renciar entre endometriose intestinal e DC em apresen-
tações atípicas.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A diferenciação entre endometriose e doença de Crohn
em casos com apresentações atípicas se mostra desa -
fiadora, especialmente quando a endometriose compro-
mete o íleo terminal, região comumente afetada pela
doença de Crohn. A sobreposição de sintomas, como dor
abdominal, perda de peso e alterações intestinais, tor -
na essencial a atenção aos detalhes clínicos, incluindo
possíveis sintomas perimenstruais, e ao contexto repro-
dutivo das pacientes. Nesses casos, a investigação por
exames de imagem, especialmente a ressonância mag -
nética, somada à avaliação histopatológica, tem papel
fundamental na detecção de tecido endometrial ectó-
pico, característico da endometriose, diferenciando-o
da inflamação transmural e granulomas presentes na
doença de Crohn.
A análise histopatológica é essencial no diagnós -
tico diferencial, pois confirma a presença de tecido
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endometrial em casos de endometriose e identifica
achados característicos da doença de Crohn. Assim, uma
abordagem multidisciplinar, que inclua ginecologia, gas-
troenterologia e radiologia, é recomendada para garan-
tir um diagnóstico preciso e adequado manejo clínico. O
reconhecimento precoce e a diferenciação correta entre
essas condições são fundamentais para o tratamento
direcionado e a melhora na qualidade de vida das pa -
cientes, especialmente considerando o impacto funcio-
nal e emocional associado.
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