Diagnóstico e manejo cirúrgico da endometriose vesical: uma revisão integrativa da literatura.

OA: green CC0
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This integrative review analyzes bladder endometriosis diagnosis and surgical management, identifying MRI as the preferred imaging modality and minimally invasive partial cystectomy as the definitive treatment for infiltrative or refractory cases.

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This integrative review examines the diagnostic and surgical management of bladder endometriosis, a rare but significant extragenital manifestation of the disease. The authors analyzed recent literature to establish magnetic resonance imaging as the preferred diagnostic tool for assessing deep infiltrating lesions and ureteral proximity. Key findings indicate that while hormonal therapies offer temporary symptom control, partial cystectomy via minimally invasive techniques remains the definitive treatment for refractory cases due to lower recurrence rates. This paper is centrally about endometriosis — specifically focusing on the diagnosis and surgical excision of deep infiltrating bladder lesions.

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Abstract

Introdução: A endometriose é uma doença inflamatória crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, podendo acometer, além do sistema reprodutor, diferentes órgãos. O trato urinário representa uma localização incomum da doença, sendo a bexiga o órgão mais frequentemente afetado. Embora rara, a endometriose vesical pode ocasionar sintomas urinários, dor pélvica e prejuízo significativo à qualidade de vida, além de representar um desafio diagnóstico devido à inespecificidade das manifestações clínicas. Nesse contexto, a abordagem cirúrgica desempenha papel fundamental no tratamento da doença e na confirmação diagnóstica dos casos selecionados, tornando relevante a revisão das evidências mais recentes sobre o tema. Objetivos: Analisar as evidências recentes sobre o diagnóstico e o manejo cirúrgico da endometriose vesical. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura sobre o diagnóstico e o manejo cirúrgico da endometriose vesical. A busca foi realizada nas bases PubMed, Scopus e SciELO utilizando os descritores "Bladder Endometriosis", "Endometriosis" e "Surgical Treatment", combinados pelos operadores booleanos AND e OR. Foram incluídos artigos publicados entre janeiro de 2023 e julho de 2026, nos idiomas português e inglês. Após aplicação dos critérios de elegibilidade, quatro estudos compuseram a amostra final. Resultados: A endometriose vesical corresponde a cerca de 70-85% dos casos de acometimento urinário por endometriose. O diagnóstico baseia-se na associação entre sintomas como dor suprapúbica, disúria e polaciúria cíclicas e exames de imagem. A ressonância magnética destacou-se como exame de escolha na endometriose infiltrativa profunda, permitindo avaliar o comprometimento vesical, a proximidade dos óstios ureterais e a extensão da doença, contribuindo para a definição da estratégia cirúrgica e para a redução de complicações intraoperatórias. Em relação ao tratamento, a terapia hormonal, incluindo o dispositivo intrauterino liberador de levonorgestrel e agonistas do GnRH, mostrou-se eficaz no controle temporário dos sintomas, sendo o levonorgestrel associado a melhor perfil de eficácia e segurança. Entretanto, devido à elevada recorrência após tratamento conservador, a cistectomia parcial permanece como o tratamento de escolha para pacientes com doença infiltrativa, sintomas intensos ou refratariedade ao tratamento clínico. As abordagens minimamente invasivas, como a laparoscopia e a cirurgia robótica, apresentaram baixa recidiva e baixa necessidade de reintervenção. Conclusão: A endometriose vesical é a principal manifestação urinária da doença e permanece um desafio diagnóstico devido à inespecificidade dos sintomas. A ressonância magnética é fundamental para o diagnóstico e a definição da conduta terapêutica, enquanto a cistectomia parcial por via minimamente invasiva constitui o tratamento definitivo de escolha nos casos infiltrativos ou refratários ao tratamento clínico, associando-se a melhores desfechos e menor recorrência. Universidade Potiguar (UnP)
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Diagnóstico e manejo cirúrgico da endometriose vesical: uma revisão integrativa da literatura. Description Introdução: A endometriose é uma doença inflamatória crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, podendo acometer, além do sistema reprodutor, diferentes órgãos. O trato urinário representa uma localização incomum da doença, sendo a bexiga o órgão mais frequentemente afetado. Embora rara, a endometriose vesical pode ocasionar sintomas urinários, dor pélvica e prejuízo significativo à qualidade de vida, além de representar um desafio diagnóstico devido à inespecificidade das manifestações clínicas. Nesse contexto, a abordagem cirúrgica desempenha papel fundamental no tratamento da doença e na confirmação diagnóstica dos casos selecionados, tornando relevante a revisão das evidências mais recentes sobre o tema. Objetivos: Analisar as evidências recentes sobre o diagnóstico e o manejo cirúrgico da endometriose vesical. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura sobre o diagnóstico e o manejo cirúrgico da endometriose vesical. A busca foi realizada nas bases PubMed, Scopus e SciELO utilizando os descritores "Bladder Endometriosis", "Endometriosis" e "Surgical Treatment", combinados pelos operadores booleanos AND e OR. Foram incluídos artigos publicados entre janeiro de 2023 e julho de 2026, nos idiomas português e inglês. Após aplicação dos critérios de elegibilidade, quatro estudos compuseram a amostra final. Resultados: A endometriose vesical corresponde a cerca de 70-85% dos casos de acometimento urinário por endometriose. O diagnóstico baseia-se na associação entre sintomas como dor suprapúbica, disúria e polaciúria cíclicas e exames de imagem. A ressonância magnética destacou-se como exame de escolha na endometriose infiltrativa profunda, permitindo avaliar o comprometimento vesical, a proximidade dos óstios ureterais e a extensão da doença, contribuindo para a definição da estratégia cirúrgica e para a redução de complicações intraoperatórias. Em relação ao tratamento, a terapia hormonal, incluindo o dispositivo intrauterino liberador de levonorgestrel e agonistas do GnRH, mostrou-se eficaz no controle temporário dos sintomas, sendo o levonorgestrel associado a melhor perfil de eficácia e segurança. Entretanto, devido à elevada recorrência após tratamento conservador, a cistectomia parcial permanece como o tratamento de escolha para pacientes com doença infiltrativa, sintomas intensos ou refratariedade ao tratamento clínico. As abordagens minimamente invasivas, como a laparoscopia e a cirurgia robótica, apresentaram baixa recidiva e baixa necessidade de reintervenção. Conclusão: A endometriose vesical é a principal manifestação urinária da doença e permanece um desafio diagnóstico devido à inespecificidade dos sintomas. A ressonância magnética é fundamental para o diagnóstico e a definição da conduta terapêutica, enquanto a cistectomia parcial por via minimamente invasiva constitui o tratamento definitivo de escolha nos casos infiltrativos ou refratários ao tratamento clínico, associando-se a melhores desfechos e menor recorrência. Universidade Potiguar (UnP) Notes Files resumo-013.pdf Additional details Related works - Is part of - 10.5281/zenodo.594755 (DOI)

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