{"paper_id":"fbd5897e-653a-428f-9237-21aecde5b2ef","body_text":"Diagnóstico e manejo cirúrgico da endometriose vesical: uma revisão integrativa da literatura.\nDescription\nIntrodução: A endometriose é uma doença inflamatória crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, podendo acometer, além do sistema reprodutor, diferentes órgãos. O trato urinário representa uma localização incomum da doença, sendo a bexiga o órgão mais frequentemente afetado. Embora rara, a endometriose vesical pode ocasionar sintomas urinários, dor pélvica e prejuízo significativo à qualidade de vida, além de representar um desafio diagnóstico devido à inespecificidade das manifestações clínicas. Nesse contexto, a abordagem cirúrgica desempenha papel fundamental no tratamento da doença e na confirmação diagnóstica dos casos selecionados, tornando relevante a revisão das evidências mais recentes sobre o tema.\nObjetivos: Analisar as evidências recentes sobre o diagnóstico e o manejo cirúrgico da endometriose vesical.\nMétodos: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura sobre o diagnóstico e o manejo cirúrgico da endometriose vesical. A busca foi realizada nas bases PubMed, Scopus e SciELO utilizando os descritores \"Bladder Endometriosis\", \"Endometriosis\" e \"Surgical Treatment\", combinados pelos operadores booleanos AND e OR. Foram incluídos artigos publicados entre janeiro de 2023 e julho de 2026, nos idiomas português e inglês. Após aplicação dos critérios de elegibilidade, quatro estudos compuseram a amostra final.\nResultados: A endometriose vesical corresponde a cerca de 70-85% dos casos de acometimento urinário por endometriose. O diagnóstico baseia-se na associação entre sintomas como dor suprapúbica, disúria e polaciúria cíclicas e exames de imagem. A ressonância magnética destacou-se como exame de escolha na endometriose infiltrativa profunda, permitindo avaliar o comprometimento vesical, a proximidade dos óstios ureterais e a extensão da doença, contribuindo para a definição da estratégia cirúrgica e para a redução de complicações intraoperatórias. Em relação ao tratamento, a terapia hormonal, incluindo o dispositivo intrauterino liberador de levonorgestrel e agonistas do GnRH, mostrou-se eficaz no controle temporário dos sintomas, sendo o levonorgestrel associado a melhor perfil de eficácia e segurança. Entretanto, devido à elevada recorrência após tratamento conservador, a cistectomia parcial permanece como o tratamento de escolha para pacientes com doença infiltrativa, sintomas intensos ou refratariedade ao tratamento clínico. As abordagens minimamente invasivas, como a laparoscopia e a cirurgia robótica, apresentaram baixa recidiva e baixa necessidade de reintervenção.\nConclusão: A endometriose vesical é a principal manifestação urinária da doença e permanece um desafio diagnóstico devido à inespecificidade dos sintomas. A ressonância magnética é fundamental para o diagnóstico e a definição da conduta terapêutica, enquanto a cistectomia parcial por via minimamente invasiva constitui o tratamento definitivo de escolha nos casos infiltrativos ou refratários ao tratamento clínico, associando-se a melhores desfechos e menor recorrência.\nUniversidade Potiguar (UnP)\nNotes\nFiles\nresumo-013.pdf\nAdditional details\nRelated works\n- Is part of\n- 10.5281/zenodo.594755 (DOI)","source_license":"CC0","license_restricted":false}