Terapias complementares no manejo da dor pélvica crônica: uma revisão de literatura

In: Journal Archives of Health · 2024 · vol. 5(3) , pp. e2096 · doi:10.46919/archv5n3espec-409 · W4401214554
article OA: diamond CC0
AI-generated summary by gemini-2.5-flash-lite, 2026-06-07

This literature review evaluated complementary therapies for chronic pelvic pain, finding that pelvic floor physiotherapy, psychological treatments, acupuncture, and neuromodulation are effective, while lifestyle changes and specific pharmacological agents show promise.

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The paper is a literature review evaluating evidence for complementary therapies in managing chronic pelvic pain (DPC) by searching PubMed/MEDLINE from February 2022 to January 2024 across diverse health contexts. It reports that pelvic floor physiotherapy, psychological treatments, acupuncture, and neuromodulation have evidence of effectiveness, while lifestyle changes such as exercise, dietary modifications, and smoking cessation are highlighted despite limited scientific evidence; it also notes promising pharmacologic options including tricyclic antidepressants, gabapentin, and SNRIs/SSRIs, and states that progestogens and GnRH agonists/antagonists are indicated particularly when endometriosis is present. The review emphasizes that the overall role of surgery in DPC remains uncertain and that no well-defined treatment protocol has been established, calling for more evidence-based research. Relevance to endometriosis: it states that progestogens, GnRH agonists and antagonists are indicated especially in the presence of endometriosis, although its main focus is a broad review of complementary therapies for chronic pelvic pain.

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Abstract

A dor pélvica crônica (DPC) é uma condição complexa com diversas etiologias e mecanismos de dor não claramente definidos, abrangendo sintomas como dores menstruais, dor pélvica acíclica e fadiga. Seu tratamento representa um desafio para médicos e pesquisadores, demandando uma abordagem multidisciplinar que envolve tanto terapias farmacológicas quanto não farmacológicas. Avaliar a eficácia das terapias complementares no manejo da dor pélvica crônica, com base em estudos provenientes de diversos contextos de saúde. Para elaboração deste artigo de revisão, foram consultados artigos científicos e de revisão indexados na Medline/PubMED no período de fevereiro de 2022 a janeiro de 2024. Evidências sugerem que a fisioterapia do assoalho pélvico, tratamentos psicológicos, acupuntura e neuromodulação são eficazes no manejo da DPC. Modificações no estilo de vida, como exercícios físicos, mudanças na dieta e cessação do tabagismo, são importantes, apesar da limitada evidência científica. Quanto a terapias farmacológicas, antidepressivos tricíclicos, gabapentina e inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina mostram-se promissores. Progestágenos, agonistas e antagonistas de GnRH são indicados, especialmente na presença de endometriose. No entanto, o papel da intervenção cirúrgica na DPC permanece incerto, exigindo mais estudos. O manejo da DPC demanda uma abordagem multidisciplinar, abarcando terapias farmacológicas e não farmacológicas. Apesar disso, ainda não há um protocolo de tratamento bem definido, ressaltando a necessidade de mais pesquisas baseadas em evidências para melhorar a qualidade de vida das pacientes afetadas por essa condição.
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Terapias complementares no manejo da dor pélvica crônica: uma revisão de literatura DOI: https://doi.org/10.46919/archv5n3espec-409Keywords: dor pélvica crônica, dor pélvica crônica neuropática, terapias complementares, tratamento multidisciplinarAbstract A dor pélvica crônica (DPC) é uma condição complexa com diversas etiologias e mecanismos de dor não claramente definidos, abrangendo sintomas como dores menstruais, dor pélvica acíclica e fadiga. Seu tratamento representa um desafio para médicos e pesquisadores, demandando uma abordagem multidisciplinar que envolve tanto terapias farmacológicas quanto não farmacológicas. Avaliar a eficácia das terapias complementares no manejo da dor pélvica crônica, com base em estudos provenientes de diversos contextos de saúde. Para elaboração deste artigo de revisão, foram consultados artigos científicos e de revisão indexados na Medline/PubMED no período de fevereiro de 2022 a janeiro de 2024. Evidências sugerem que a fisioterapia do assoalho pélvico, tratamentos psicológicos, acupuntura e neuromodulação são eficazes no manejo da DPC. Modificações no estilo de vida, como exercícios físicos, mudanças na dieta e cessação do tabagismo, são importantes, apesar da limitada evidência científica. Quanto a terapias farmacológicas, antidepressivos tricíclicos, gabapentina e inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina mostram-se promissores. Progestágenos, agonistas e antagonistas de GnRH são indicados, especialmente na presença de endometriose. No entanto, o papel da intervenção cirúrgica na DPC permanece incerto, exigindo mais estudos. O manejo da DPC demanda uma abordagem multidisciplinar, abarcando terapias farmacológicas e não farmacológicas. Apesar disso, ainda não há um protocolo de tratamento bem definido, ressaltando a necessidade de mais pesquisas baseadas em evidências para melhorar a qualidade de vida das pacientes afetadas por essa condição. References ALLAIRE, Catherine; YONG, Paul; BAJKAK, Krisztina; NASR-ESFAHANI, Maryam; SINGH, Sukhibir; CHEN, Innie. Guideline No. 445: Management of Chronic Pelvic Pain. Journal of Obstetrics and Gynaecology Canada, v. 46, n. 1, jan. 2024. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jogc.2023.102283 ALVES, D. A. M. B. et al. Prevalence and impact of comorbidities in women with chronic pelvic pain. BrJP, v. 7, p. e20240026, 2024. DOI: https://doi.org/10.5935/2595-0118.20240026-en BARCELOS, P. R. et al. Qualidade de vida de mulheres com dor pélvica crônica: um estudo de corte transversal analítico. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, v. 32, n. 5, p. 247–253, maio 2010. DOI: https://doi.org/10.1590/S0100-72032010000500008 BRITO, G. A. et al. Validation of the Brazilian version of the World Health Organization Disability Assessment Schedule in women with chronic pelvic pain. BrJP, v. 6, n. 4, p. 346–352, out. 2023. DOI: https://doi.org/10.5935/2595-0118.20230091-pt DE OLIVEIRA EISENBERG, Paulo Camilo et al. Acupuntura como terapia integrativa da dor pélvica crônica através da técnica Punho-tornozelo modificada. 2023. DONATTI, Lilian. Intervenção psicológica por meio da terapia cognitivo-comportamental em mulheres com endometriose e dor pélvica crônica. 2023. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo. FELIPE, Andressa Pamplona. Atuação da fisioterapia na dor pélvica crônica feminina: uma revisão. Monografia (graduação). 2020. FERREIRA, Daniele Alves et al. Efetividade da auriculoterapia na dor e funcionalidade de mulheres com dor pélvica crônica. 2018. MALIK, Astha; SINCLAIR, Justin; NG, Cecília MH; SMITH, Carolina A.; ABBOTT, Jason; ARMADURA, Mike. Allied health and complementary therapy usage in Australian women with chronic pelvic pain: a cross-sectional study. Part of Springer Nature, v. 22, n. 37, fev. 2022. DOI: https://doi.org/10.1186/s12905-022-01618-z NOGUEIRA, A. A.; REIS, F. J. C. DOS; POLI NETO, O. B. Abordagem da dor pélvica crônica em mulheres. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, v. 28, n. 12, p. 733–740, dez. 2006. DOI: https://doi.org/10.1590/S0100-72032006001200008 RIBEIRO, Paulo Ayroza; ABDALLA-RIBEIRO, Helizabet Salomão; ERAS, Aline. Dor pélvica crônica. Femina, p. 262-276, 2020. VILLEGAS-ECHEVERRI, Juan Diego et al. Pain Mechanisms in Chronic Pelvic Pain. In: VALOVSKA, Assia T. (ed.). Pelvic Pain Management. Nova Iorque, 2016; edn online, Oxford Academic, 1 de julho de 2016. Disponível em: https://doi.org/10.1093/med/9780199393039.003.0003. Acesso em: 26 maio 2024. DOI: https://doi.org/10.1093/med/9780199393039.003.0003 XINLU, Wang; NING, Ding; YUANJIE, Sun et al. Non-pharmacological therapies for treating chronic pelvic pain in women: A review. Medicine (Baltimore), v. 101, n. 49, dez. 2022. DOI: https://doi.org/10.1097/MD.0000000000031932

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