Adenomiose: aspectos epidemiológicos, fisiopatológicos e manejo terapêutico

In: Brazilian Journal of Development · 2023 · vol. 9(3) , pp. 9676–9690 · doi:10.34117/bjdv9n3-054 · W4323657789
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Adenomyosis, characterized by ectopic endometrial glands and myometrial changes, occurs in 20-35% of premenopausal women and can cause symptoms like heavy bleeding, pain, and infertility.

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This paper reviews adenomiosis as a benign uterine condition defined by ectopic endometrial glands and stroma with hypertrophic/hyperplastic myometrial changes, summarizing epidemiology, proposed etiologies (invagination, metaplasia, and rupture of the endometrial–myometrial interface), and pathophysiology. It links increased prostaglandin production from ectopic foci, exacerbation by estrogen, and factors such as increased vascularization and signaling molecules to symptoms including menorrhagia, abnormal uterine bleeding, chronic pelvic pain, dysmenorrhea, dyspareunia, and infertility, while noting that about one-third of patients are asymptomatic. Diagnostic approaches are presented as centered on imaging—ultrasound primarily, with MRI when needed—and treatment is described across medical options (NSAIDs, progestagens, IUDs, GnRH agonists) and surgical/minimally invasive options, with the caveat that the etiology is not fully established. This paper is centrally about adenomyosis — epidemiologic, pathophysiological aspects, and therapeutic management of adenomyosis.

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Abstract

A adenomiose é uma condição benigna do útero caracterizada por glândulas endometriais ectópicas, estroma e alterações miometriais hipertróficas e hiperplásicas. Estudos recentes sugerem uma prevalência de 20-35% entre mulheres na menacme. A etiologia da adenomiose ainda não é reconhecida totalmente, porém, existem três teorias etiológicas consideradas mais relevantes, sendo elas: invaginação, metaplasia e ruptura da interface endométrio/miométrio. No que se refere a fisiopatologia da doença, sabe-se que o tecido endometrial normalmente tem a função de produzir prostaglandinas que causam as contrações menstruais. Os focos ectópicos da adenomiose podem aumentar os níveis destas prostaglandinas, o que causa dismenorreia. O estrogênio também pode agravar a doença. Dessa forma, o aumento da vascularização, o aumento da área da superfície endometrial e a produção de moléculas de sinalização celular contribuem para o sangramento menstrual aumentado. Segundo a grande maioria dos estudos atuais, um terço das pacientes que apresentam adenomiose são assintomáticas. Contudo, naquelas pacientes que possuem sintomas, as queixas mais comuns são: menorragia, sangramento uterino anormal, dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia e infertilidade. O diagnóstico da doença gira em torno de exames de imagem, principalmente a ultrassonografia e, quando necessário, a ressonância nuclear magnética. O tratamento da doença pode ser feito de forma clínica, por intermédio de antiinflamatórios não esteroidais, progestágenos, DIU e agonistas de GnRH. Ademais, o tratamento cirúrgico também pode ser uma opção quando a terapêutica clínica não foi eficiente, podendo ser feito a histerectomia total, uma opção mais invasiva e com a ressalva de que a mulher perde sua fertilidade, ou pode-se optar por opções menos invasivas, como adenomiomectomia, histerectomia parcial, ablação térmica por ultrassom ou embolização da artéria uterina.
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Adenomiose: aspectos epidemiológicos, fisiopatológicos e manejo terapêutico DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv9n3-054Keywords: adenomiose, patogênese, tratamentoAbstract A adenomiose é uma condição benigna do útero caracterizada por glândulas endometriais ectópicas, estroma e alterações miometriais hipertróficas e hiperplásicas. Estudos recentes sugerem uma prevalência de 20-35% entre mulheres na menacme. A etiologia da adenomiose ainda não é reconhecida totalmente, porém, existem três teorias etiológicas consideradas mais relevantes, sendo elas: invaginação, metaplasia e ruptura da interface endométrio/miométrio. No que se refere a fisiopatologia da doença, sabe-se que o tecido endometrial normalmente tem a função de produzir prostaglandinas que causam as contrações menstruais. Os focos ectópicos da adenomiose podem aumentar os níveis destas prostaglandinas, o que causa dismenorreia. O estrogênio também pode agravar a doença. Dessa forma, o aumento da vascularização, o aumento da área da superfície endometrial e a produção de moléculas de sinalização celular contribuem para o sangramento menstrual aumentado. Segundo a grande maioria dos estudos atuais, um terço das pacientes que apresentam adenomiose são assintomáticas. Contudo, naquelas pacientes que possuem sintomas, as queixas mais comuns são: menorragia, sangramento uterino anormal, dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia e infertilidade. O diagnóstico da doença gira em torno de exames de imagem, principalmente a ultrassonografia e, quando necessário, a ressonância nuclear magnética. O tratamento da doença pode ser feito de forma clínica, por intermédio de antiinflamatórios não esteroidais, progestágenos, DIU e agonistas de GnRH. Ademais, o tratamento cirúrgico também pode ser uma opção quando a terapêutica clínica não foi eficiente, podendo ser feito a histerectomia total, uma opção mais invasiva e com a ressalva de que a mulher perde sua fertilidade, ou pode-se optar por opções menos invasivas, como adenomiomectomia, histerectomia parcial, ablação térmica por ultrassom ou embolização da artéria uterina. References CELLI, V. et al. MRI and Adenomyosis: What Can Radiologists Evaluate? International Journal of Environmental Research and Public Health, v. 19, n. 10, p. 5840, 11 maio 2022. DASON, E. S.; CHAN, C.; SOBEL, M. Diagnosis and treatment of adenomyosis. Canadian Medical Association Journal, v. 193, n. 7, p. E242–E242, 15 fev. 2021. DONNEZ, J.; DONNEZ, O.; DOLMANS, M.-M. Introduction. Fertility and Sterility, v. 109, n. 3, p. 369–370, mar. 2018. DONNEZ, J.; STRATOPOULOU, C. A.; DOLMANS, M.-M. Uterine Adenomyosis: From Disease Pathogenesis to a New Medical Approach Using GnRH Antagonists. International Journal of Environmental Research and Public Health, v. 18, n. 19, p. 9941, 22 set. 2021. GUNTHER, R.; WALKER, C. Adenomyosis. StatPearls [Internet]. Ilha do Tesouro (FL): StatPearls Publishing; 21 jun 2022. GUO. The Pathogenesis of Adenomyosis vis-à-vis Endometriosis. Journal of Clinical Medicine, v. 9, n. 2, p. 485, 10 fev. 2020. HABIBA, M.; BENAGIANO, G. Classifying Adenomyosis: Progress and Challenges. International Journal of Environmental Research and Public Health, v. 18, n. 23, p. 12386, 25 nov. 2021. KHAN, K. N.; FUJISHITA, A.; MORI, T. Pathogenesis of Human Adenomyosis: Current Understanding and Its Association with Infertility. Journal of Clinical Medicine, v. 11, n. 14, p. 4057, 13 jul. 2022. OSADA, H. Uterine adenomyosis and adenomyoma: the surgical approach. Fertility and Sterility, v. 109, n. 3, p. 406–417, mar. 2018. PROTOPAPAS, A. et al. Adenomyosis: Disease, uterine aging process leading to symptoms, or both? Facts, views & vision in ObGyn, v. 12, n. 2, p. 91–104, 2020. STRATOPOULOU, C. A.; DONNEZ, J.; DOLMANS, M.-M. Conservative Management of Uterine Adenomyosis: Medical vs. Surgical Approach. Journal of Clinical Medicine, v. 10, n. 21, p. 4878, 22 out. 2021. VANNUCCINI, S. et al. Role of medical therapy in the management of uterine adenomyosis. Fertility and Sterility, v. 109, n. 3, p. 398–405, mar. 2018. VANNUCCINI, S.; PETRAGLIA, F. Recent advances in understanding and managing adenomyosis. F1000Research, v. 8, p. 283, 13 mar. 2019.

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