Keywords
Endometriosis; Integrative and complementary practices;
Nursing.
1. INTRODUÇÃO
A endometriose é uma doença inflamatória crônica que acomete
cerca de 10% a 15% das mulheres em idade fértil, caracterizando-se
pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina. Pode
ser classificada conforme localização, extensão e gravidade, estando
associada a um processo inflamatório persistente que, em muitos
casos, evolui de forma assintomática, contribuindo para o atraso no
diagnóstico. (Figueiredo; Bouças, 2025)
Os agravos decorrentes dessa condição impactam diretamente a
vivência das mulheres no contexto biopsicossocial, podendo assumir
caráter incapacitante. A manifestação dos sintomas ocorre
precocemente em grande parte dos casos, especialmente no
período reprodutivo. Entre as principais manifestações clínicas,
destacam-se dor pélvica crônica, dismenorreia progressiva,
dispareunia, dor sacral, disúria, dor ao evacuar e alterações
intestinais, como diarreia ou constipação, além de menorragia e
ovulação dolorosa. (Smolarz; Szy łł o; Romanowicz, 2021)
Essa condição repercute de forma significativa na vida das mulheres,
comprometendo aspectos físicos, emocionais, sociais e reprodutivos.
A intensidade e a recorrência dos sintomas contribuem para
sofrimento contínuo, exigindo adaptações no estilo de vida, como
mudanças alimentares, prática de atividades físicas e
acompanhamento multiprofissional. (alves et al., 2025)
No âmbito laboral, a dor frequentemente compromete a
produtividade e a permanência no trabalho, sendo agravada pela
falta de reconhecimento social da doença. Muitas mulheres
permanecem em atividade mesmo diante do adoecimento, o que
intensifica o desgaste físico e emociona. (Nascimento et al., 2024)
A dor, principal manifestação da endometriose, é definida pela
Associação Internacional para o Estudo da Dor como uma
experiência sensorial e emocional desagradável associada a dano
real ou potencial (Oliveira et al., 2020). Enquanto a dor aguda
corresponde a uma resposta imediata a estímulos nocivos, a dor
crônica característica da endometriose persiste por período superior
a três meses e envolve mecanismos orgânicos, psicofisiológicos e
emocionais, o que torna seu manejo mais complexo. (Vieira; Prinz,
2022; Oliveira et al., 2023)
Diante da natureza crônica da doença e das limitações das
abordagens exclusivamente farmacológicas, observa-se a busca por
estratégias terapêuticas complementares. Nesse contexto,
destacam-se as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde
(PICS), regulamentadas pelo Conselho Federal de Enfermagem por
meio da Resolução nº 739/2024, que propõem um modelo de
cuidado integral, humanizado e centrado na pessoa, estimulando
mecanismos naturais de prevenção, promoção e recuperação da
saúde. (COFEN, 2024)
As PICS foram incorporadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) em
2006 com o objetivo de ampliar as possibilidades terapêuticas e
promover maior autonomia das pacientes. Entre as práticas mais
utilizadas, destacam-se acupuntura, fitoterapia, homeopatia, reiki,
aromaterapia e meditação. Apesar do crescimento das evidências,
fatores como escassez de profissionais capacitados, limitações de
investimento e desigualdades estruturais ainda dificultam sua
ampliação no sistema de saúde. (Nascimento et al., 2025)
Nesse cenário, a Sistematização da Assistência de Enfermagem
(SAE) assume papel essencial na organização do cuidado. A atuação
do enfermeiro deve ocorrer de forma integral e contínua,
contemplando dimensões físicas, emocionais e sociais. Estratégias
como escuta qualificada, apoio psicossocial e educação em saúde
contribuem para a redução do sofrimento e para o fortalecimento da
autonomia das pacientes (Alves et al., 2021).
Diante desse contexto, o presente estudo tem como objetivo
investigar o uso das práticas integrativas e complementares no
manejo da dor em mulheres com endometriose, destacando o
papel da enfermagem na promoção do cuidado integral.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA
2.1. Endometriose e Suas Condições Clínicas
A endometriose é uma condição ginecológica crônica caracterizada
pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina,
podendo acometer estruturas como miométrio e órgãos adjacentes,
incluindo bexiga, ureteres, ovários e trato intestinal. Trata-se de uma
doença estrogênio-dependente, que incide predominantemente
em mulheres em idade reprodutiva, sendo frequentemente
associada a repercussões na fertilidade e na qualidade de vida.
2.1.1. Conceito, Fisiopatologia e Fatores de Risco
Do ponto de vista fisiopatológico, a endometriose está
intrinsecamente relacionada a alterações estruturais e funcionais do
sistema reprodutor feminino. A infertilidade, por exemplo, constitui
uma das principais complicações da doença, sendo decorrente de
modificações na anatomia pélvica, formação de aderências entre
órgãos, cicatrizes nas tubas uterinas, processos inflamatórios
crônicos e alterações imunológicas e hormonais (Wang et al., 2022).
Além disso, fatores de risco diversos têm sido associados ao
desenvolvimento da doença, como oscilações hormonais, menarca
precoce, ciclos menstruais curtos, consumo de álcool e cafeína, bem
como exposição a fatores ambientais. Tais elementos contribuem
para o aumento da predisposição ao surgimento de lesões
endometrióticas, especialmente os endometriomas ovarianos
(Calzada, 2024).
No que se refere à etiologia, a literatura evidencia uma pluralidade
de teorias. Inicialmente, no século XIX, destacava-se a teoria
metaplásica, que sugeria a transformação de células em tecido
endometrial ectópico. Posteriormente, Sampson (1925) propôs a
teoria da menstruação retrógrada, amplamente difundida, segundo
a qual células endometriais viáveis refluxariam pelas tubas uterinas
e se implantariam na cavidade peritoneal. Entretanto, essa teoria
não explica integralmente a doença, uma vez que o refluxo
menstrual ocorre em grande parte das mulheres sem evolução para
endometriose.
Nesse contexto, abordagens mais recentes, como a teoria genética e
epigenética, destacam a influência de fatores hereditários e
alterações na regulação da expressão gênica. Koninckx et al. (2021)
apontam que o processo contínuo de replicação celular, associado a
fatores mutagênicos, pode favorecer o desenvolvimento de focos
endometrióticos, conferindo à doença características semelhantes a
processos neoplásicos, especialmente no que se refere à capacidade
proliferativa e invasiva. Contudo, apesar dos avanços, ainda não há
consenso sobre uma teoria única que explique completamente a
origem da endometriose.
2.1.2. Tipos de Endometriose e Sintomatologia
As lesões endometrióticas ectópicas são compostas por estroma e
glândulas endometriais, sendo classificadas em três principais
formas clínicas: endometriose peritoneal superficial, endometrioma
ovariano e endometriose infiltrativa profunda.
A endometriose peritoneal superficial apresenta prevalência
estimada entre 15% e 50% das mulheres, sendo caracterizada por
lesões classificadas em vermelhas, pretas e brancas, que refletem
diferentes estágios evolutivos da doença. As lesões vermelhas
indicam fase inicial, com alta vascularização; as pretas
correspondem a estágios mais avançados; e as brancas estão
associadas a processos fibróticos e cicatriciais.
O endometrioma ovariano, por sua vez, acomete cerca de 2% a 10%
das mulheres em idade reprodutiva, caracterizando-se pela
formação de cistos ovarianos com conteúdo espesso e de coloração
marrom, conhecidos como “cistos achocolatados”. Sua formação
está relacionada, entre outras hipóteses, à invaginação do córtex
ovariano e à incorporação de focos endometrióticos superficiais
(Dutra et al., 2023).
Já a endometriose infiltrativa profunda é considerada a forma mais
grave da doença, sendo definida pela penetração de lesões abaixo
do peritônio, acometendo estruturas como ligamentos útero-sacros,
septo retovaginal, trato urinário e parede intestinal. Essa forma
apresenta maior potencial invasivo e está associada a sintomas mais
intensos (Imperiale et al., 2023; Temponi et al., 2023).
Dessa forma, observa-se que a endometriose constitui uma
condição complexa e multifatorial, cuja compreensão exige a
integração de diferentes perspectivas teóricas e clínicas,
evidenciando a necessidade de abordagens diagnósticas e
terapêuticas mais abrangentes.
2.2. Abordagens Terapêuticas na Endometriose: Tratamento
Convencional Versus Práticas Integrativas
O manejo da endometriose apresenta caráter desafiador, uma vez
que não há tratamento curativo definitivo, sendo as abordagens
terapêuticas direcionadas principalmente ao controle da dor,
redução da progressão da doença e preservação da fertilidade
(Zondervan et al., 2020; Becker et al., 2022). Nesse contexto,
destacam-se o tratamento convencional e, de forma crescente, as
práticas integrativas e complementares em saúde.
O tratamento convencional baseia-se, predominantemente, em
terapias hormonais e intervenções cirúrgicas. As terapias hormonais,
como contraceptivos orais combinados, progestagênios e análogos
do hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH), atuam na
supressão da atividade estrogênica, reduzindo a proliferação do
tecido endometrial ectópico. Apesar de sua eficácia no controle
sintomático, tais abordagens apresentam limitações importantes,
como efeitos adversos, recorrência dos sintomas após a interrupção
do tratamento e impacto na fertilidade durante o uso (Becker et al.,
2022; Chapron et al., 2019).
No que se refere à abordagem cirúrgica, especialmente a
laparoscopia, esta é indicada em casos de dor refratária ou
comprometimento anatômico relevante. Embora possibilite a
remoção de lesões e melhora clínica inicial, a literatura aponta taxas
consideráveis de recorrência da doença, além de riscos inerentes ao
procedimento. Ademais, observa-se controvérsia quanto ao
momento ideal para indicação cirúrgica, sobretudo em mulheres
que desejam engravidar (Zondervan et al., 2020; Chapron et al., 2019).
Diante dessas limitações, as práticas integrativas e complementares
têm ganhado espaço como estratégias adjuvantes no manejo da
endometriose. Entre as mais investigadas, destacam-se a
acupuntura, intervenções nutricionais, mudanças no estilo de vida e
terapias complementares baseadas em evidências. Estudos recentes
sugerem que a acupuntura pode contribuir para a redução da dor
pélvica por meio da modulação neurofisiológica, enquanto
abordagens nutricionais anti-inflamatórias podem atuar na
regulação hormonal e na redução do estado inflamatório sistêmico
(Armour et al., 2019; Becker et al., 2022).
Entretanto, apesar dos resultados promissores, observa-se uma
importante lacuna na literatura quanto à padronização dos
protocolos dessas terapias, bem como à heterogeneidade
metodológica dos estudos disponíveis. Além disso, ainda há
resistência no meio biomédico quanto à incorporação dessas
práticas como parte do tratamento convencional, frequentemente
associada à limitação de evidências de alto nível (Zondervan et al.,
2020; Armour et al., 2019).
Outro ponto de debate refere-se ao fato de que as práticas
integrativas, embora eficazes na melhora da qualidade de vida e no
controle sintomático, raramente atuam diretamente na regressão
das lesões endometrióticas, o que limita seu uso como terapia
isolada (Becker et al., 2022).
Nesse cenário, evidencia-se que o manejo mais eficaz da
endometriose tende a ser multidimensional, integrando terapias
farmacológicas, intervenções cirúrgicas e práticas integrativas, com
foco na individualização do cuidado. Contudo, a ausência de
diretrizes unificadas que integrem essas abordagens constitui uma
lacuna relevante na literatura contemporânea (Zondervan et al.,
2020; Becker et al., 2022).
Dessa forma, a comparação entre tratamento convencional e
práticas integrativas não deve ser compreendida como excludente,
mas complementar, apontando para a construção de um modelo de
cuidado mais holístico, centrado na paciente e baseado em
evidências científicas atuais (Armour et al., 2019; Becker et al., 2022).
3. METODOLOGIA
Trata-se de um estudo de revisão integrativa da literatura, com
abordagem qualitativa e caráter descritivo-analítico, cujo objetivo foi
analisar o uso das práticas integrativas e complementares no
manejo da dor em mulheres com endometriose, destacando o
papel da enfermagem na promoção do cuidado integral.
A elaboração da questão norteadora foi fundamentada na estratégia
PICo (População, Interesse e Contexto), sendo definida da seguinte
forma: P (População): mulheres com diagnóstico de endometriose; I
(Interesse): práticas integrativas e complementares em saúde; Co
(Contexto): manejo da dor e atuação da enfermagem. A partir dessa
estrutura, formulou-se a seguinte questão: “Quais são as evidências
científicas acerca do uso das práticas integrativas e complementares
no manejo da dor em mulheres com endometriose e qual o papel
da enfermagem na promoção do cuidado integral?”.
A busca dos estudos foi realizada de forma sistematizada nas bases
de dados PubMed, ScienceDirect, LILACS e SciELO. Adicionalmente,
o Google Scholar foi utilizado como ferramenta complementar para
rastreamento adicional da literatura científica. Com a estratégia de
busca conduzida por meio da combinação de descritores
controlados (DeCS/MeSH) e não controlados, nos idiomas português
e inglês. Foram utilizadas as seguintes strings de
busca:“Endometriosis AND Pain AND Complementary Therapies
AND Nursing”
“Endometriosis AND Chronic Pelvic Pain AND Integrative Medicine”
“Endometriose AND dor pélvica AND práticas integrativas AND
enfermagem”
Os termos foram combinados por meio dos operadores booleanos
AND e OR, garantindo maior sensibilidade e especificidade na
recuperação dos estudos.
A coleta de dados foi realizada entre 2025 e 2026, incluindo artigos
publicados entre 2017 e 2025 disponíveis na íntegra, nos idiomas
português, inglês e espanhol, que abordassem o uso das práticas
integrativas e complementares no manejo da dor em mulheres com
endometriose ou condições correlatas. Foram incluídos diferentes
delineamentos metodológicos, como ensaios clínicos randomizados,
revisões sistemáticas, revisões integrativas, estudos qualitativos e
estudos observacionais. Como critérios de exclusão, consideraram-se
estudos duplicados, artigos incompletos, resumos sem acesso ao
texto completo e aqueles que não apresentavam relação direta com
o objetivo proposto.
A seleção dos estudos ocorreu em etapas sequenciais: leitura dos
títulos, análise dos resumos e avaliação na íntegra dos artigos
potencialmente elegíveis, conforme as recomendações do PRISMA,
assegurando transparência, rigor metodológico e reprodutibilidade
do processo. Ao final, 15 estudos atenderam aos critérios
estabelecidos, compondo a amostra final desta revisão. Após a
aplicação dos critérios, os estudos elegíveis foram incluídos para
análise.
Os dados foram extraídos e organizados em quadro sinóptico
contendo: número do estudo, autor/ano, base de dados de origem,
metodologia e principais resultados. A análise foi realizada de forma
descritiva e comparativa, permitindo a identificação de
convergências, divergências e lacunas na literatura.
Para a classificação do nível de evidência, considerou-se a hierarquia
metodológica dos estudos, atribuindo maior robustez a ensaios
clínicos randomizados e revisões sistemáticas, e menor nível a
estudos observacionais e qualitativos. Esse procedimento
possibilitou uma análise crítica mais aprofundada dos achados,
conforme recomendado para revisões integrativas.
Por tratar-se de um estudo baseado em dados secundários de
domínio público, não houve necessidade de submissão ao Comitê
de Ética em Pesquisa, conforme a Resolução nº 510/2016 do
Conselho Nacional de Saúde.
Figura 1: Fluxograma Prisma para seleção dos artigos
Fonte: Elaborado pelas autoras
Tabela 1: Síntese dos estudos sobre práticas integrativas no manejo
da dor
Nº Autor/Ano Base de
dados
(real)
Metodolog
ia
Principais
resultados
(análise crítica)
1 Liang et al.,
2023
PubMed Protocolo
de ensaio
clínico
randomiza
do
O estudo
apresenta uma
estrutura
metodológica
rigorosa, com
delineamento
multicêntri
co
multicêntrico e
controle adequado
de vieses, visando
avaliar a eficácia
da acupuntura em
dor crônica.
Evidencia uma
lacuna relevante
na padronização
dos protocolos
terapêuticos,
destacando a
necessidade de
uniformização
metodológica para
maior
comparabilidade
entre estudos e
fortalecimento da
evidência
científica.
2 Giese et al.,
2023
PubMed /
ScienceDir
ect
Revisão
sistemátic
a com
meta-
análise
Os achados
demonstram
redução
estatisticamente
significativa da dor
pélvica, associada
à melhora da
qualidade de vida.
A meta-análise
reforça a robustez
dos resultados,
indicando forte
nível de evidência
para o uso da
acupuntura como
terapia
complementar.
Contudo, ressalta-
se
heterogeneidade
entre os estudos
incluídos,
especialmente
quanto aos
protocolos de
intervenção.
3 Mikocka-
Walus et
al., 2021
PubMed Ensaio
clínico
randomiza
do
A intervenção
combinando yoga
e terapia
cognitivo-
comportamental
(TCC) evidenciou
redução
significativa da
dor, ansiedade e
custos em saúde.
O estudo reforça o
modelo
biopsicossocial no
manejo da dor
crônica,
demonstrando
que intervenções
integrativas
multimodais
podem ampliar
desfechos clínicos
e econômicos de
forma consistente.
4 Mazur-
Bialy et al.,
2024
PubMed Revisão
narrativa
sistematiza
da
O estudo sintetiza
evidências sobre
terapias holísticas,
incluindo
acupuntura,
intervenções
dietéticas e
práticas de
mindfulness,
demonstrando
que tais
abordagens
atuam como
importantes
adjuvantes ao
tratamento
convencional da
dor crônica. A
análise evidencia
benefícios na
modulação
inflamatória,
redução da dor e
melhora do bem-
estar global.
Contudo, destaca-
se limitação
quanto à ausência
de padronização
metodológica
entre os estudos e
predominância de
evidências de nível
moderado.
5 Silva et al.,
2025
PubMed
/SciELO
Síntese de
diretrizes
clínicas
A publicação
reúne
recomendações
baseadas em
evidências para o
manejo da dor
crônica,
reforçando a
inserção das
práticas
integrativas e
complementares
(PICs) como
componentes
essenciais do
cuidado.
Evidencia-se forte
recomendação
para abordagens
multidisciplinares,
com destaque
para acupuntura,
técnicas mente-
corpo e
intervenções não
farmacológicas. O
estudo fortalece a
translação do
conhecimento
científico para a
prática clínica,
embora a
aplicabilidade
dependa da
capacitação
profissional e da
estrutura dos
serviços de saúde.
6 Silva &
Pereira et
al., 2022
LILACS /
Google
Scholar
Estudo
descritivo
O estudo
evidencia
fragilidades na
assistência de
enfermagem no
contexto da dor
crônica,
especialmente no
que se refere à
abordagem
integral do
paciente. Identifica
lacunas na
formação
profissional
quanto ao uso de
PICs, bem como
limitações
institucionais para
sua
implementação. A
análise aponta
para a
necessidade de
ampliação do
cuidado centrado
no paciente,
incorporando
dimensões
biopsicossociais e
culturais. Destaca-
se ainda a
importância da
educação
permanente em
saúde e da
atuação
multiprofissional
como estratégias
fundamentais para
qualificar a
assistência,
promover maior
adesão
terapêutica e
melhorar os
desfechos clínicos.
7 Magalhães
et al., 2025
LILACS/
Google
Scholar
Revisão
integrativa
O estudo
evidencia que as
práticas
integrativas e
complementares
(PICs)
desempenham
papel estratégico
na promoção da
saúde no contexto
do Sistema Único
de Saúde (SUS),
contribuindo para
a ampliação do
cuidado para além
do modelo
biomédico. Os
achados
demonstram
benefícios na
prevenção de
agravos, redução
de sintomas
crônicos e
fortalecimento do
autocuidado.
Destaca-se a
enfermagem
como agente
facilitador na
implementação
dessas práticas,
atuando na
educação em
saúde, no vínculo
com o paciente e
na coordenação
do cuidado. No
entanto, são
apontados
desafios
estruturais, como
limitação de
recursos e
necessidade de
políticas públicas
mais efetivas para
consolidação das
PICs no SUS.
8 Nasciment
o et al.,
2023
LILACS/
Google
Scholar
Revisão da
literatura
A revisão evidencia
que a
enfermagem
possui papel
central na
operacionalização
do cuidado
integral,
especialmente na
incorporação das
PICs como
estratégias
terapêuticas
complementares.
Os resultados
apontam que a
atuação do
enfermeiro vai
além da
assistência técnica,
envolvendo
dimensões
educativas,
emocionais e
sociais do cuidado.
Observa-se
impacto positivo
na qualidade de
vida dos pacientes,
na adesão ao
tratamento e na
humanização da
assistência.
Entretanto, o
estudo também
destaca a
necessidade de
maior inserção
dessas práticas na
formação
acadêmica e na
capacitação
contínua dos
profissionais.
9 Carvalho
Silva et al.,
2023
LILACS
Google
Scholar
SciELO
Revisão
narrativa
de
literatura
O estudo
demonstra que as
práticas
integrativas
apresentam
eficácia
significativa na
redução da
dismenorreia, com
impacto direto na
dor ginecológica e
na funcionalidade
das pacientes.
Intervenções
como acupuntura,
fitoterapia e
técnicas mente-
corpo mostraram-
se eficazes na
modulação da dor
e na redução do
uso de
medicamentos
analgésicos. Além
disso, os achados
indicam melhora
na qualidade de
vida, no bem-estar
emocional e na
produtividade
diária. A análise
reforça a
relevância das PICs
como alternativa
terapêutica segura
e acessível,
embora destaque
a necessidade de
maior
padronização dos
protocolos e
fortalecimento das
evidências clínicas.
10 Xu et al.,
2017
PubMed Revisão
sistemátic
a com
meta-
análise
A meta-análise
evidencia eficácia
consistente da
acupuntura na
redução da dor
associada à
endometriose,
com resultados
estatisticamente
significativos
quando
comparados a
grupos controle ou
tratamentos
convencionais
isolados. Os
achados sugerem
que a acupuntura
atua na
modulação da dor
por mecanismos
neurofisiológicos,
incluindo liberação
de endorfinas e
regulação de vias
inflamatórias.
Apesar da
robustez dos
resultados, o
estudo aponta
limitações
relacionadas ao
tamanho amostral
reduzido e à
variabilidade dos
protocolos
terapêuticos,
indicando a
necessidade de
ensaios clínicos
mais
padronizados.
11 Armour et
al., 2017
PubMed Protocolo
de ensaio
clínico
randomiza
do
O protocolo
propõe investigar
a eficácia da
acupuntura como
terapia adjuvante
ao tratamento
convencional da
dor associada à
endometriose,
destacando
potencial benefício
na redução da
intensidade da dor
e na melhora da
qualidade de vida.
O estudo
apresenta
delineamento
metodológico
rigoroso, com
controle de vieses
e uso de grupo
placebo (sham
acupuncture),
contribuindo para
o avanço da
evidência
científica na área.
Ressalta-se a
relevância do
estudo para
preencher lacunas
existentes quanto
à padronização
das intervenções e
avaliação de
desfechos clínicos.
12 Li et al.,
2023
PubMed/
ScienceDir
ect
Ensaio
clínico
randomiza
do
placebo-
controlado
O ensaio clínico
demonstra
redução
significativa da dor
em pacientes com
endometriose
submetidas à
acupuntura,
quando
comparadas ao
grupo placebo,
evidenciando alto
nível de evidência
científica. Os
resultados
indicam melhora
não apenas na
intensidade da
dor, mas também
em aspectos
funcionais e na
qualidade de vida.
A utilização de
grupo controle
placebo fortalece a
validade interna
do estudo,
minimizando
vieses e
reforçando a
eficácia específica
da intervenção.
Ainda assim, o
estudo sugere a
necessidade de
acompanhamento
a longo prazo para
avaliação da
sustentabilidade
dos efeitos
terapêuticos.
13 Tarpinian &
Gonçalo-
Mialhe,
2022
Poltal
CAPES
Estudo
qualitativo
O estudo
evidenciou que o
uso de práticas
integrativas e
complementares
(PICs) está
diretamente
associado à
ressignificação da
experiência de
adoecimento em
mulheres com
endometriose,
especialmente em
estágios
avançados. As
participantes
relataram que
terapias como
ginecologia
natural, uso de
plantas
medicinais,
práticas corporais
e abordagens
holísticas
contribuíram para
o fortalecimento
do autocuidado,
maior autonomia
sobre o próprio
corpo e melhor
enfrentamento da
dor crônica.
Observou-se
também impacto
positivo na
dimensão
emocional, com
redução de
sentimentos como
ansiedade,
sofrimento e
impotência frente
à doença. Além
disso, as PICs
favoreceram a
construção de um
vínculo mais ativo
com o processo
terapêutico,
promovendo
protagonismo
feminino no
cuidado. O estudo
destaca ainda que
essas práticas
atuam como
complemento ao
tratamento
biomédico,
ampliando a visão
de saúde para
além do controle
sintomático, e
reforça a
importância da
enfermagem na
escuta qualificada,
acolhimento e
incentivo ao uso
seguro e orientado
dessas
abordagens,
contribuindo para
um cuidado
integral,
humanizado e
centrado na
paciente.
14 Malik et al.,
2022
PubMed/
ScienceDir
ect
Estudo
transversal
(cross-
sectional)
O estudo
identificou alta
prevalência do uso
de terapias
complementares
entre mulheres
australianas com
dor pélvica
crônica, incluindo
acupuntura,
fisioterapia, yoga e
suplementos. As
participantes
relataram melhora
significativa na dor
e no bem-estar
geral. Observou-se
que o uso dessas
práticas ocorre
frequentemente
de forma
concomitante ao
tratamento
convencional,
evidenciando a
busca por
abordagens
integrativas.
Destaca-se ainda a
importância da
orientação
profissional,
especialmente da
enfermagem, para
garantir uso
seguro e eficaz
dessas terapias.
15 Silva et al.,
2024
Portal
CAPES/
Google
Scholar
Revisão de
escopo
O estudo
evidenciou ampla
utilização das
práticas
integrativas, com
destaque para
acupuntura,
fitoterapia, terapias
mente-corpo e
intervenções
nutricionais no
manejo da
endometriose. Os
resultados
indicam redução
da dor, melhora da
qualidade de vida
e maior
autonomia das
pacientes.
Entretanto, foram
identificadas
limitações
importantes, como
heterogeneidade
metodológica,
ausência de
Fonte: Elaborado pelas autoras.
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS
A presente revisão evidencia que as práticas integrativas e
complementares (PICs) têm se consolidado como estratégias
relevantes no manejo da dor em mulheres com endometriose,
especialmente quando incorporadas a um modelo de cuidado
integral. A análise dos estudos incluídos demonstra convergência
quanto aos benefícios dessas práticas na redução da dor pélvica
crônica, no aprimoramento do bem-estar e no fortalecimento do
autocuidado, ainda que com diferentes níveis de evidência e
abordagens metodológicas, o que exige interpretação crítica dos
achados.
No que se refere às intervenções com maior robustez científica, a
acupuntura se destaca como a prática mais investigada e com
evidência mais consistente. Revisões sistemáticas e meta-análises
padronização dos
protocolos e
escassez de
ensaios clínicos
robustos. O estudo
reforça a
necessidade de
integração dessas
práticas no
sistema de saúde
e destaca o papel
da enfermagem
na promoção do
cuidado integral,
educação em
saúde e incentivo
ao autocuidado.
(Xu et al., 2017; Giese et al., 2023) demonstram redução
estatisticamente significativa da dor associada à endometriose,
sendo esses achados reforçados por ensaios clínicos randomizados
(Li et al., 2023), que evidenciam superioridade em relação ao
placebo. Nesse sentido, a acupuntura configura-se como a
intervenção com maior nível de evidência dentro das PICs, embora
ainda haja necessidade de padronização dos protocolos, conforme
apontado por estudos metodológicos (liang et al., 2023; Armour et
al., 2017).
Além da acupuntura, terapias mente-corpo também se destacam
como intervenções eficazes, sobretudo na dimensão psicossocial da
doença. O ensaio clínico demonstra que a combinação de yoga e
terapia cognitivo-comportamental promove redução significativa da
dor, da ansiedade e do impacto funcional, evidenciando que o
manejo da endometriose deve considerar não apenas fatores
biológicos, mas também emocionais e comportamentais. (Mikocka-
Walus et al. 2021)
Outras práticas, como fitoterapia, intervenções nutricionais e
mindfulness, apresentam resultados promissores (Mazur-Bialy et al.,
2024; Silva et al., 2024), porém com menor robustez metodológica. A
heterogeneidade dos estudos, associada à ausência de
padronização dos protocolos e à variabilidade dos desfechos, limita a
generalização dos resultados e indica que essas intervenções,
embora potencialmente benéficas, ainda carecem de evidências
mais consistentes para recomendação ampla.
No âmbito da experiência das pacientes, estudos qualitativos e
transversais (Tarpinian; Gonçalo-Mialhe, 2022; Malik et al., 2022)
ampliam a compreensão dos efeitos das PICs, evidenciando
benefícios que transcendem a dimensão física da dor. Observa-se
ressignificação do adoecimento, fortalecimento do autocuidado e
maior autonomia das mulheres, aspectos que não são plenamente
contemplados pelo modelo biomédico tradicional.
No contexto da prática profissional, destaca-se o papel estratégico
da enfermagem na implementação dessas práticas, especialmente
no âmbito do Sistema Único de Saúde (Magalhães et al., 2025;
Nascimento et al., 2023; Silva; Pereira, 2022). A enfermagem atua na
educação em saúde, na orientação quanto ao uso seguro das PICs e
na promoção do cuidado integral, sendo fundamental para a
articulação entre abordagens convencionais e integrativas. No
entanto, ainda se observa necessidade de maior capacitação
profissional e inserção estruturada dessas práticas nos serviços de
saúde.
Apesar dos avanços, persistem desafios importantes para a
consolidação das PICs na prática clínica. A escassez de ensaios
clínicos randomizados de alta qualidade, a ausência de protocolos
padronizados e a limitada integração dessas práticas nos sistemas
de saúde representam barreiras significativas (Silva et al., 2024).
Esses fatores reforçam a necessidade de investimento em pesquisa,
formação profissional e políticas públicas.
Dessa forma, as práticas integrativas e complementares configuram-
se como estratégias promissoras no manejo da dor em mulheres
com endometriose, especialmente quando utilizadas de forma
complementar ao tratamento convencional. Entretanto, sua
incorporação deve ser orientada por evidências científicas
consistentes e integrada à prática profissional. Nesse cenário, a
enfermagem assume papel central na consolidação de um modelo
de cuidado integral, contribuindo para uma assistência mais
resolutiva, humanizada e centrada nas necessidades das pacientes.
Concomitantemente a presente revisão evidencia que as práticas
integrativas e complementares (PICs) vêm sendo amplamente
utilizadas no manejo da dor em mulheres com endometriose,
demonstrando resultados positivos tanto na redução da dor pélvica
quanto na melhora da qualidade de vida. De modo geral, os estudos
analisados apontam que essas práticas atuam como estratégias
complementares ao tratamento convencional, especialmente em
uma condição crônica e multifatorial como a endometriose (Giese et
al., 2023; Silva et al., 2024).
Entre as intervenções investigadas, a acupuntura se destaca como a
prática com maior respaldo científico. Revisões sistemáticas e meta-
análises demonstram redução significativa da dor associada à
endometriose, sendo esses achados corroborados por ensaios
clínicos randomizados que evidenciam superioridade em relação ao
placebo (Xu et al., 2017; Li et al., 2023). Além disso, estudos
metodológicos indicam a necessidade de padronização dos
protocolos terapêuticos, evidenciando que, apesar de eficaz, a
prática ainda está em processo de consolidação científica (Liang et
al., 2023; Armour et al., 2017).
As terapias mente-corpo, como yoga e terapia cognitivo-
comportamental, também apresentaram resultados relevantes,
especialmente na redução de sintomas psicológicos associados à
dor crônica. Evidências apontam melhora significativa na ansiedade,
no impacto emocional e na qualidade de vida das pacientes,
reforçando a necessidade de uma abordagem ampliada no
tratamento da endometriose. (Mikocka-Walus et al., 2021)
Outras práticas integrativas, como fitoterapia, intervenções
nutricionais e mindfulness, demonstraram benefícios no controle da
dor e na promoção do bem-estar geral. No entanto, os estudos
apresentam heterogeneidade metodológica, o que limita a
comparação entre os resultados e a consolidação de evidências
robustas. (Mazur-Bialy et al., 2024; Silva et al., 2024)
No âmbito da experiência das pacientes, observa-se que o uso das
PICs vai além dos efeitos clínicos, promovendo ressignificação do
processo de adoecimento, fortalecimento do autocuidado e maior
autonomia das mulheres. Estudos qualitativos e transversais
evidenciam que essas práticas contribuem para uma vivência mais
positiva da doença e maior engajamento no tratamento. (Tarpinian;
Gonçalo-Mialhe, 2022; Malik et al., 2022)
No contexto da assistência em saúde, destaca-se o papel da
enfermagem na implementação dessas práticas, especialmente na
promoção da saúde, educação do paciente e orientação quanto ao
uso seguro das PICs. A atuação do enfermeiro mostra-se
fundamental para a integração dessas práticas ao cuidado
convencional e para a construção de uma assistência mais
humanizada (Magalhães et al., 2025; Nascimento et al., 2023; Silva;
Pereira, 2022).
Além disso, evidências apontam que as PICs também apresentam
impacto positivo em outras manifestações da dor ginecológica,
como a dismenorreia, ampliando sua aplicabilidade clínica (Carvalho
Silva et al., 2023). Estudos observacionais reforçam ainda a alta
adesão das pacientes a essas práticas, embora indiquem a
necessidade de maior orientação profissional (Armour et al., 2022).
Apesar dos benefícios observados, ainda existem desafios
importantes para a consolidação das PICs na prática clínica,
incluindo a escassez de ensaios clínicos de alta qualidade, a ausência
de protocolos padronizados e a limitada inserção dessas práticas nos
serviços de saúde. Esses fatores evidenciam a necessidade de maior
investimento em pesquisa e políticas públicas que favoreçam sua
integração ao sistema de saúde (Silva et al., 2024).
Dessa forma, as práticas integrativas e complementares configuram-
se como estratégias promissoras no manejo da dor em mulheres
com endometriose, devendo ser utilizadas de forma complementar
ao tratamento convencional. Sua incorporação na prática clínica,
aliada à atuação da enfermagem, contribui para a promoção de um
cuidado integral, mais eficaz e centrado nas necessidades das
pacientes.
5. CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS
A presente revisão evidenciou que as práticas integrativas e
complementares configuram estratégias relevantes e promissoras
no manejo da dor em mulheres com endometriose, com destaque
para a acupuntura, que apresenta maior robustez científica, e para
as terapias mente-corpo, que ampliam o cuidado para além da
dimensão física da doença. De modo geral, essas práticas
contribuem para a redução da dor pélvica crônica, para o
aprimoramento do bem-estar e para o fortalecimento do
autocuidado, aspectos fundamentais no enfrentamento de uma
condição complexa e multifatorial.
Entretanto, apesar dos avanços, a heterogeneidade metodológica
dos estudos, a ausência de padronização dos protocolos e a
limitação de ensaios clínicos de alta qualidade ainda representam
desafios para a consolidação dessas práticas na clínica. Tais lacunas
evidenciam a necessidade de maior investimento em pesquisas
rigorosas que subsidiem sua incorporação baseada em evidências.
Nesse contexto, destaca-se o papel fundamental da enfermagem na
promoção do cuidado integral, atuando na educação em saúde, na
orientação quanto ao uso seguro das práticas integrativas e na
articulação entre abordagens convencionais e complementares.
Assim, a inserção qualificada dessas práticas nos serviços de saúde,
especialmente no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), mostra-
se essencial para a construção de uma assistência mais humanizada,
resolutiva e centrada nas necessidades das mulheres com
endometriose.
Além disso, do ponto de vista prático, os achados desta revisão
indicam a necessidade de elaboração e implementação de
protocolos clínicos que incorporem as práticas integrativas como
estratégias adjuvantes no manejo da dor, bem como o
fortalecimento de políticas públicas que ampliem o acesso a essas
terapias no SUS. A capacitação dos profissionais de enfermagem
para atuação nessas abordagens também se configura como
elemento-chave para garantir segurança, eficácia e integralidade do
cuidado.
Por fim, reforça-se que a integração entre saberes científicos e
práticas integrativas não apenas amplia as possibilidades
terapêuticas, mas também contribui para a consolidação de um
modelo de cuidado mais abrangente, no qual a mulher é
reconhecida como protagonista do seu processo de saúde-doença.
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1 Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto Centro
Universitário Santa Terezinha- CEST Campus São Luís– MA, Brasil.
Orcid: https://orcid.org/0009-0004-0873-0320. E-mail: acesse o artigo
original para visualizar o e-mail
2 Discente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto Centro
Universitário Santa Terezinha- CEST Campus São Luís– MA, Brasil.
Orcid: https://orcid.org/0009-0008-3720-6383. E-mail: acesse o artigo
original para visualizar o e-mail
3 Docente do Curso Superior de Enfermagem do Instituto Centro
Universitário Santa Terezinha- CEST Campus São Luís– MA, Brasil.
Orcid: https://orcid.org/0000-0002-4703-0536. E-mail: acesse o artigo
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