Keywords
Endometriosis, transvaginal ultrasound, magnetic resonance imaging
1 INTRODUÇÃO
A endometriose, é uma doença ginecológica que ocorre quando o tecido endometrial
(endométrio), que reveste a cavidade do útero, cresce fora da cavidade ute rina. Geralmente a
endometriose localiza-se na pelve, porém pode ocorrer acometimento em outras regiões, como:
intestino, vias urinárias e diafragma. (STEPHANE et al., 2023).
A patologia ocorre quando células do endométrio, que normalmente seriam eliminadas na
menstruação, migram para outras regiões do corpo, onde se implantam e prolife ram formando
tecido endometrial, isso ocorre principalmente no ovário, peritônio e intestin o (RODRIGUES
et al., 2023).
438
Segundo NASCIMENTO et al., (2024) a origem da endometriose ainda não é totalme nte
compreendida, algumas teorias se destacam-se. A mais aceita é a teoria do refluxo menstrual de
Sampson (1927), que sugere que o fluxo menstrual retorna pelas tubas uterinas e se implanta
na cavidade peritoneal, formando lesões endometriais. Outra explicação r elevante é a teoria
imunológica, que propõe que alterações no sistema imunológico — influenciadas por f atores
ambientais, genéticos e hormonais — levam à desregulação de célula s de defesa, como
macrófagos e neutrófilos. Essa disfunção gera inflamação, aumento de citocinas e quimiocinas
e, consequentemente, prejuízo à fertilidade, afetando a foliculogênese, a qualidade embrionária
e a nidação (VIEIRA et al., 2020).
A endometriose pode ser classificada em três tipos: profunda, ovariana e peritoneal. A
endometriose ovariana é marcada pela presença de implantes superfi ciais no ovário que
modificam sua superfície, resultando na formação de cistos (endometriomas). Já a endometriose
profunda, caracteriza-se pela penetração do tecido em mais de 5mm, al cançando a camada
muscular da área afetada. A endometriose peritoneal, também chamada de superficial,
caracteriza-se por uma fina camada superficial no peritônio (GOUVEA et al ., 2023;
RODRIGUES et al., 2024).
O diagnóstico da endometriose é realizado inicialmente por meio de avaliações clínicas
e de imagem, como ultrassonografia transvaginal e ressonância magnética , e posteriormente
pode também ser confirmado por laparoscopia (YURUK et al., 2025).
Se faz necessário o estudo do assunto, pois segundo o Ministério da Saúde (2023), a
endometriose é uma doença que afeta 10% das mulheres brasileiras. Ta l patologia diminui a
qualidade de vida das mulheres, diminui a função reprodutiva, satisfaçã o sexual, reduz a
produtividade, com redução de 8 a 10 horas semanais da produtividade semanal, af etando
consequentemente a saúde mental e física feminina (VIEIRA et al., 2020).
Neste contexto, técnicas de imagem como a ultrassonografia trans vaginal (USTV) e a
ressonância magnética (RM) surgiram como ferramentas indispensáveis para a detecção e
avaliação da endometriose. Este artigo tem por objetivo descrever os pri ncipais achados
patológicos da endometriose pelos exames de ultrassonografia, Ressonância Magnética e
Laparoscopia, bem como destacar as diferenças entre métodos de imagem e mostrar as
vantagens e desvantagens de cada método e qual o melhor método para iden tificação da
endometriose.
2 METODOLOGIA
439
O presente estudo foi feito com base em uma revisão integrativa da literatura, baseada
na seleção de artigos para investigar, analisar e coletar dados rel evantes e atuais a respeito da
endometriose e os métodos de imagem empregados para identificação da doença. Os artigos
utilizados foram encontrados em algumas bases de dados da saúde, como SciELO (The
Scientific Eletronic Library Online) e PubMed central, com artigos de língua inglesa e
portuguesa.
Os critérios de inclusão utilizados foram filtros de intervalos de anos, publicações de
(2020-2025). Esse critério de seleção baseou-se na alta cocentração de artigos sobre a temética
neste periodo. Os descritores usados para palavras-chaves foram: “Endometriose por ultrassom
transvaginal”, “ressonância por endometriose” e “Laparoscopia por endometriose”.
A seleção final dos 10 artigos ocorreu porque esses estudos atenderam de forma mais
completa aos critérios estabelecidos e apresentaram conteúdos diretam ente alinhados aos
objetivos da pesquisa, fornecendo dados atualizados, metodologicamente consist entes e com
relevância científica para a compreensão dos métodos de imagem aplic ados ao diagnóstico da
endometriose. Esses artigos foram escolhidos por apresentarem evidências cla ras sobre
ultrassonografia transvaginal, ressonância magnética e laparoscopia, inc luindo achados
patológicos, vantagens, limitações e indicações clínicas de cada ex ame. Além disso,trazem
discussões fundamentadas que permitem comparar os diferentes métodos diagnósticos de forma
crítica e objetiva, contribuindo para a construção de um panorama co nfiável e coerente com o
propósito deste trabalho.
Utilizou-se como critérios de exclusão: artigos indisponíveis na íntegr a para leitura;
artigos em inglês com siglas de difícil compreensão; publicações a nteriores a 2020; artigos
duplicados; textos cuja versão completa não estava disponível em portuguê s ou inglês;
materiais incompletos ou com acesso restrito; estudos sobre endometriose torácica; artigos que
não abordavam métodos de imagem, como ultrassonografia, ressonância magnéti ca ou
laparoscopia; artigos que não tratavam dos principais tipos de endometrioses (peritoneal,
ovariana ou profunda); artigos que não continham, no título ou resumo, uma das palavras -
chaves utilizadas na busca; e, por fim, aqueles que abordavam exclusivamente o tratamento da
endometriose.
Após a aplicação dos filtros, foram selecionados os artigos que apresent avam título,
resumo e conteúdo relevantes para os objetivos do trabalho.
440
3 RESULTADOS E DISCUSSÕES
Após busca nas bases de dados eletrônicas identificou-se 590 artigos no ScieELO e
51.707 artigos na PubMed. Desta forma, depois da leitura, análise e síntese de acordo com os
métodos de inclusão e exclusão, resultou-se, então a criteriosa leitura dos artigos e 10 estudos
foram selecionados para o desenvolvimento deste trabalho conforme os objeti vos traçados
(Figura 1)
Figura 1 – Estratéia de triagem e filtragem de artigos conforme os c ritérios de exclusão.
Fonte: Elaborado pelas autoras, 2025
Os 17 artigos artigos selecionados foram organizados por título, autores, ano de publicação
e os objetivos conforme mostra o Quadro 1.
441
Quadro 1 – Artigos selecionados conforme os critérios de inclusão
N Titulo do artigo Autor/ano Objetivo
1
A review of the MRI features
of endometriosis: what should
be paid attention to during the
reporting process?
Yuruk et
al. (2025)
Destacar as principais características da RM na
endometriose e fornecer orientações essenciais
para radiologistas durante o processo de obtenção
de imagens e laudos.
2
Diagnostic Accuracy of
Transvaginal Ultrasonography
for Endometriosis According
to the International Deep
Endometriosis Analysis
Consensus
Mick et al.
(2025)
Avaliar a precisão diagnóstica da USTV na
detecção de endometriose profunda, endometriose
ovariana e endometriose superficial, utilizando o
consenso da IDEA (Análise Internacional de
Endometriose Profunda) e novas definições da
Terminologia Internacional para fenótipos de
endometriose.
3
Evaluation of surgical results
of patients undergoing
endometriosis treatment at a
tertiary hospital in Belo
Horizonte.
Cantelli et
al. (2024)
Avaliar os resultados obtidos em pacientes com
diagnóstico endometriose submetidos a
tratamento cirúrgico em um hospital terciário no
período de janeiro de 2018 a dezembro de 2021.
4 A review of recent evidence
and guidelines
Crump et
al. (2024)
Fornecer um resumo das recomendações para o
diagnóstico e tratamento da dor e infertilidade
associadas à endometriose, a partir das diretrizes
mais recentes baseadas em evidências sobre
endometriose da Sociedade Europeia de
Reprodução Humana e Embriologia, do Royal
Australian College of Obstetricians and
Gynaecologists e do National Institute for Health
and Care Excellence.
5
Aplicação da ultrassonografia
no diagnóstico da
endometriose
Leite et al.
(2024)
Avaliar a aplicação da ultrassonografia
transvaginal (USTV) no diagnóstico da
endometriose.
6
A importancia da ressonância
magnética no diagnóstico da
endometriose pélvica: uma
revisão.
Nasciment
o et al.
(2024)
Avaliar o papel da MRI no diagnóstico da
endometriose, com base em estudos de artigos
com o mesmo objetivo.
7
Avaliação do perfil clínico de
pacientes portadoras de
endometriose atendidas em um
serviço de referência em Belo
Horizonte.
Ferreira et
al. (2024)
Identificar o perfil clínico das pacientes atendidas
no ambulatório do hospital privado de referência
em endometriose e relacioná-lo aos achados do
exame físico e aos dados ima-ginológicos.
8 Endometriose Gouvea et
al. (2023) Apresentar os tipos de endometrioses
9
O diagnóstico da endometriose
pelo exame de ressonares
magnética
Rodrigues
et al.
(2023)
Descrever como é feito o diagnóstico por imagem
da endometriose, além de descobrir quais os
desafios encontrados para a realização do exame e
quais os preparos necessários para tal.
10
Endometriose: causas,
implicações e tratamento da
infertilidade feminina através
das Técnicas de reprodução
assistida
Vieira et
al. (2020)
Explanar a fisiopatologia da endometriose, as
formas de diagnóstico e tratamento, bem como as
implicações da doença na fertilidade feminina e
formas de tratamento através da reprodução
assistida.
Fonte: Elaborada pelas autoras.
Conforme os autores deste estudo, observou-se as seguintes contribuições:
No que se refere ao ultrassom transvaginal, Leite et al. (2024) revela que o ultrassom é
um exame de imagem não invasivo que possibilita a avaliação dos órgãos geni tais femininos.
442
O exame, segundo o autor, tem capacidade de identificar caracte rísticas especificas da
endometriose, como: a presença de aderências e endometriomas, tornando-se o padrão ouro
para identificação da doença. No entanto, Rodrigues et al. (2023) revela que a ressonância é
considerada superior a USTV por não depender dos conhecimentos do profissional executante
e por ser um exame em que analisa-se as lesões depois da realiza ção do exame e não durante
ele.
Sobre o exame de ultrassom, SILVA; CECATTO JUNIOR et al., (2018) explica por
meio da literatura que esta é uma técnica de imagem que utiliza ondas sonoras com alta
frequência para criar imagens em tempo real das partes moles do corpo, en quanto para
Westbrook et al., (2021), a ressonância Magnética é um exame que usa um campo magnético
para captar os prótons de hidrogênio do corpo humano e gerar uma imagens mais detalhada das
partes moles. Apesar da USTV depender dos conhecimentos do profissional exec utante,
costuma ser o primeiro exame feito quando existe a investigação de inúmeros tipos de patologia,
devido o baixo custo e o fácil acesso ao exame (GOES et al., 2018).
Dentre os artigos analisados neste estudo, Mick et al . (2025), ao avaliar a precisão
diagnóstica da USTV na detecção de endometriose destacou com excelente especificidade que
este exame serve para detecção de acometimento de endometriomas, a presentando alta
especificidade para o diagnóstico de endometriomas ovarianos, sendo considerado um método
confiável na detecção dessas lesões. Contudo, outros estudos, apontam que os res ultados da
endometriose profunda nem sempre são facilmente detectáveis na US TV, pois segundo Leite
et al., (2024) apesar da USTV ter alta precisão na identificação da endom etriose profunda em
regiões como bexiga, reto, e septo retovaginal, ainda possui baixa eficác ia em diagnosticar a
endometriose profunda em locais como: perímetro e ligamentos útero-sacrais.
A literatura explica tal achado destacando que os endometriomas, ou s eja, sistos
ovarianos causados por endometriose ovariana, são melhor identificados por USTV devido a
proximidade do transdutor aos ovários, o transdutor emite ondas sonoras e registra o que retorna
ao encontrar os tecidos, desta forma, permite identificar o endometrioma de forma detalhada
pela proximidade ao transdutor (DANIILDS et al ., 2022). Entretanto, YINS. et al., (2020)
retrata que quando se trata de endometriose profunda, que ocorre quando o tecido s emelhante
ao endométrio penetra mais de 5 mm abaixo da superfície do peritônio, ou seja, invade
profundamente os órgãos e tecidos da pelve, torna-se mais difícil identi ficar a endometriose
profunda em exames como o ultrassom por causa da profundidade o que justificaria os achados
dos autores supracitados pela literatura. .
443
Referente a Ressonância Magnética, o estudo de Rodrigues et al. (2023) descreve que
o exame é feito para aferir o local e profundidade da endometriose com a utilização de imãs de
alto campo com 1,5 tesla e 3 teslas, no qual utiliza-se a técnica fast-sat de saturação de gordura,
com o objetivo de saturar o hipersinal da gordura para não perder o hipersinal das lesões
hemorrágicas, desta forma, é possível destacar lesões hemorrágicas infe riores a 5 mm.
Complementando, (Yuruk et al. 2025; Nascimento et al., 2024) descrevem que a ressonância
caracteriza a extenção da doença, proporcionando uma avaliação mais precisa para a
complexidade da endometriose, evidenciando lesões inferiores a 5 mm.
As vantagens descritas pelos autores supracitados se dão pelas características inerentes
ao exame, já que a ressonância magnética mostra as camadas inte rnas dos órgãos, destacando
o quanto a endometriose profunda penetra, isso ocorre devido seu mapeamento e m planos
sagitais, coronais e axiais, permitindo assim mapear a pelve e todas as áreas afetadas de forma
mais detalhada (LORUSSO F. et al., 2021; MACIEL C. et al., 2023).
Já no que se trata da laparoscopia, Cantelli et al. (2024) revelam que este é um
procedimento minimamente invasivo e está relacionado com uma menor res posta endócrina
metabólica ao trauma, menor risco de complicações pós-operatórias, menor ri sco e menor
tempo de recuperação após o procedimento. No entanto, Gouvea et al. (2023) em seu estudo,
explica que a laparoscopia tem um diagnóstico invasivo, apresentando desva ntagem quando
comparado a ressonância e ultrassom, uma vez que o procedimento por ser invasivo pode causar
complicações, hemorragias, infeções e formação de aderências.
Contudo outros autores como Crump et al . (2024) apontam que a detecção da
endometriose superficial seria melhor evidenciada por laparoscopia, de vido a dificuldade de
identificar tal ramificação da doença em exames de imagem mais a cessíveis e menos ivasivos
que a laparoscopia. De forma similar, Mick et al. (2025), afirma que são necessários avanços
adicionais nas técnicas de diagnóstico para identificar casos de endom etriose superficial com
precisão.
A laparoscopia é uma intervenção cirúrgica feita sob anestesia geral que possibilita a
visualização direta dos órgãos internos do abdômen e da pélvis através de uma pequena câmera
que é introduzida por meio de incisões diminutas na área abdominal (COUT O et al., 2020). A
intervenção é especialmente valiosa quando a ressonância e ultrass om não conseguem
identificar a patologia por apresentar-se como endometriose peritoneal, que é quando a
endometriose se desenvolve na superfície da membrana que reveste a parte interna dos órgãos
pélvicos, tornando-se difícil de ser visualizada por métodos de imagem não inva sivos
(ALLAIRE C. et al., 2023). Assim, a literatura já tem apontado que a endometriose superficial
444
geralmente tem poucos milímetros, não formam massa e neste sentido, não criam contraste com
os tecidos. Aliado ao fato de não possui cistos ou lesões noduláres que seja m fáceis de
evidenciar por ultrassom ou ressonância, o que justifica os achados supracitados que apontaram
a laparoscopia como referência para diagnóstico da endometriose superfic ial devido as
limitações apresentadas pela ressonância e USTV ( PASCOAL et al., 2022; KIDO et al., 2022;
YOUSSEF et al., 2024; SANDERS et al., 2024).
Entre os resultados encontrados na presente pesquisa, é possível destc ar os seguintes
dodos:
Quadro-2 Comparativo de Exames para Diagnóstico da Endometriose
Critério
Exame
Especificidade Característica do
Exame
Vantagens Desvantagens
USTV Exame primário
para identificação
da endometriose
ovariana e
algumas
especificidades da
endometriose
profunda.
Exame de
imagem não
invasivo que
consiste na
emissão e
recepção de ondas
Baixo custo
Não causa
desconforto à
paciente
Exame rápido e de
fácil acesso
Exame extremamente
dependente dos
conhecimentos do
executante para
diagnóstico preciso
RM Endometriose
ovariana com
melhor
detalhamento
para a
endometriose
profunda
Exame de
imagem
magnético com
alta resolução
para diferenciação
de patologias
Exame não invasivo.
Não causa
desconforto à
paciente.
Exame feito para
planejamento
cirúrgico da
endometriose
profunda
Difícil acesso
Alto custo
Laparoscopia Endometriose
peritoneal
Pequena cirurgia
invasiva para
análise de
cavidade pélvica
Exame
histopatológico para
diferenciação dos
tipos de
endometrioses
Exame invasivo
Gera desconforto
Alto custo, acesso
limitado e
necessidade de
hospital e centro
cirúrgico.
Apenas para
identificação
patológica e para
cirurgia.
Diante do quadro exposto, foi possível evidenciar que quando se trata da endometriose,
não existe um método superior ao outro, mas sim exames específicos para as ramificações da
endometriose, visto que a patologia se aloja em regiões especificas e que cada método de exame
possui suas vantagens e limitações para identificar os tipos de va rientes da mesma. Nesse
445
sentido, a endometriose se mostra uma patologia complexa e muitas vezes os métodos em si
são combinados para melhor avaliação e diagnóstico da doença, a depender do estágio, extensão
e tipo de endometriose.
Outro ponto de destque está relacionado ao acesso a esses tipos de exam es e os custos
envolvidos, haja vista que a ressonancia é um exame mais caro e men os acessível, que não
causa desconforto a paciente. Em contrapartida, o ultrassom por não gerar desconforto, ser mais
barato e acessível se mostra o primeiro exame feito quando existe suspeita de endometriose, já
a laparoscopia por ser um procedimento invasivo e caro, que posteriorment e pode ocasionar
desconforto, é usada como planejamento cirúrgico ou para identificação da patologia quando
os outros métodos de imagem não chegaram a resultados conclusivos.
Para confirmação diagnóstica em pacientes com suspeitas de endometriose , os exames
de imagem mais utilizados para confirmação diagnóstica são ultrassom e ressonancia
magnética, no entanto o rastreio da lesão por muitas vezes é feit o de forma inadequada,
incorreta ou incompleta, o que consequentemente compromete o planejamento de posteriores
procedimentos cirúrgicos e clinicos (FERREIRA et al., 2024).
Existem barreiras na sociedade para tratar e lidar com a en dometriose, pois esta
enfermidade é silenciosa, ocorrendo em muitos casos o reconhecimento t ardio. Além disso, a
falta de consciência e entendimento sobre a patologia é uma problemática, seja pela demora em
chegar a um diagnóstico conclusivo, seja por intervenções inadequadas e exames inconclusivos.
As mulheres levam muitos anos para adquirir diagnóstico preciso após o i nício do
desenvolvimento dos sintomas, o que consequentemente leva ao agravamento da doença
(VIEIRA et al., 2020).
4 CONCLUSÃO
No presente estudo, os métodos de identificação da endometriose, tanto os não invasivos
como o ultrassom e ressonância, quanto a laparoscopia que é um método invasivo, mostraram-
se extremamente eficientes para identicação e diagnóstico de cada tipo especifico da patologia,
no entanto não se pode eleger um único tipo de exame de imagem, tendo em vista a necessidade
de se analisar o tipo de endometriose e a pela localização da doenç a que trará limitações aos
exames.
Os métodos de imagem podem ser combinados entre si quando os exames não são
conclusivos, como ocorre na endometriose peritoneal, pois antes de submeter a paciente a um
procedimento invasivo, como a laparoscopia, são feitos ultrassom e ressonância. A combinação
446
do ultrassom e a ressonância, também ocorre em casos de endometriose profunda, em que o
ultrassom por ter limitações referentes ao local de acometimento não for capaz de identicar com
precisão a patologia, nesses casos, é feita a ressonância para identificação. Os exames também
são combinados para planejamento cirúrgico, em que o cirúrgião precisa saber o grau de
infiltração e a localização exata do acometimento.
Neste sentido observa-se que apesar dos avanços nos métodos de imagem para
identificação patológica, ainda existem limitaçãoes quanto ao r astreio da endometriose,
pricipalmente quanto ao rastreio da endometriose profunda por USTV, e também qua nto a
identificação da endometriose superficial por ultrassom e ressonância. É valido destacar que
são necessários tais avanços para identificação da patologia de form a mais barata e acessível,
sem ter que muitas vezes submeter as mulheres a cirúrgia apenas para identificação da mesma.
5 AGRADECIMENTOS
Gostaria de agradecer aos meus pais por acreditarem e m mim, por todo apoio e insentivo. Sou extremamente grat a aos meus
amigos Mateus Abreu, Paulo Arrais, Victor Sabino, Maria Clara Abreu e Gabriel Dias por me ajudarem com este artigo. E um
agradecimento especial a minha psicóloga Heloisa e a minha orientadora Idna por todos ensinamentos durante essa trajetória.
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