CONTRIBUIÇÕES DOS MÉTODOS DE IMAGEM PARA ANÁLISE E DIAGNÓSTICO DA ENDOMETRIOSE.

In: PLANEJAMENTO E GESTÃO EM SAÚDE DA MULHER 3 · 2025 · pp. 436–448 · doi:10.56161/sci.ed.2025052733b · W4416716874
book-chapter OA: gold CC0
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Abstract

INTRODUCTION: Endometriosis affects a large proportion of women, reducing their quality of life, reproductive function, productivity, and affecting their mental health. I t is therefore necessary to understand the pathology and the use of imaging methods for the anal ysis and diagnosis of endometriosis. OBJECTIVES: To show the pathological findings by ult rasound and MRI, the advantages and disadvantages of each method, and to highlight i n which cases each imaging method is indicated according to the main types presente d by the disease.

Materials and methods

An integrative review of the bibliographi c literature was conducted based on scientific articles available in databases such as SciELO and PubMed. The study was based on the inclusion and exclusion criteria defined by the resea rch, articles with current information on endometriosis, highlighting the most important article s for the study.

Results

AND DISCUSSION: This study included a total of 10 articl es, which showed that MRI is a high-cost, high-precision exam for surgical cases and for identifying deep endometriosis. Transvaginal ultrasound, in turn, stood out as the gold standard for p rimary identification of endometriosis, not only because of its easy access, but also because it is a non- invasive method, and it was also effective in highlighting some cas es of deep endometriosis. Laparoscopy, in turn, has proven to be the main examination for differentiating the types caused by the disease, with emphasis on the detection of peritoneal endometriosis. However, as it is a surgical and invasive technique, it is only used for surgery or confirmati on of peritoneal endometriosis. CONCLUSION: It is clear, therefore, that although each imaging method stands out for identifying each type of endometriosis, they can also be combined for a more conclusive diagnosis. It is worth noting that advances in imaging tests and more comparative studies between diagnostic methods are needed to better identify the disease.

Keywords

Endometriosis, transvaginal ultrasound, magnetic resonance imaging 1 INTRODUÇÃO A endometriose, é uma doença ginecológica que ocorre quando o tecido endometrial (endométrio), que reveste a cavidade do útero, cresce fora da cavidade ute rina. Geralmente a endometriose localiza-se na pelve, porém pode ocorrer acometimento em outras regiões, como: intestino, vias urinárias e diafragma. (STEPHANE et al., 2023). A patologia ocorre quando células do endométrio, que normalmente seriam eliminadas na menstruação, migram para outras regiões do corpo, onde se implantam e prolife ram formando tecido endometrial, isso ocorre principalmente no ovário, peritônio e intestin o (RODRIGUES et al., 2023). 438 Segundo NASCIMENTO et al., (2024) a origem da endometriose ainda não é totalme nte compreendida, algumas teorias se destacam-se. A mais aceita é a teoria do refluxo menstrual de Sampson (1927), que sugere que o fluxo menstrual retorna pelas tubas uterinas e se implanta na cavidade peritoneal, formando lesões endometriais. Outra explicação r elevante é a teoria imunológica, que propõe que alterações no sistema imunológico — influenciadas por f atores ambientais, genéticos e hormonais — levam à desregulação de célula s de defesa, como macrófagos e neutrófilos. Essa disfunção gera inflamação, aumento de citocinas e quimiocinas e, consequentemente, prejuízo à fertilidade, afetando a foliculogênese, a qualidade embrionária e a nidação (VIEIRA et al., 2020). A endometriose pode ser classificada em três tipos: profunda, ovariana e peritoneal. A endometriose ovariana é marcada pela presença de implantes superfi ciais no ovário que modificam sua superfície, resultando na formação de cistos (endometriomas). Já a endometriose profunda, caracteriza-se pela penetração do tecido em mais de 5mm, al cançando a camada muscular da área afetada. A endometriose peritoneal, também chamada de superficial, caracteriza-se por uma fina camada superficial no peritônio (GOUVEA et al ., 2023; RODRIGUES et al., 2024). O diagnóstico da endometriose é realizado inicialmente por meio de avaliações clínicas e de imagem, como ultrassonografia transvaginal e ressonância magnética , e posteriormente pode também ser confirmado por laparoscopia (YURUK et al., 2025). Se faz necessário o estudo do assunto, pois segundo o Ministério da Saúde (2023), a endometriose é uma doença que afeta 10% das mulheres brasileiras. Ta l patologia diminui a qualidade de vida das mulheres, diminui a função reprodutiva, satisfaçã o sexual, reduz a produtividade, com redução de 8 a 10 horas semanais da produtividade semanal, af etando consequentemente a saúde mental e física feminina (VIEIRA et al., 2020). Neste contexto, técnicas de imagem como a ultrassonografia trans vaginal (USTV) e a ressonância magnética (RM) surgiram como ferramentas indispensáveis para a detecção e avaliação da endometriose. Este artigo tem por objetivo descrever os pri ncipais achados patológicos da endometriose pelos exames de ultrassonografia, Ressonância Magnética e Laparoscopia, bem como destacar as diferenças entre métodos de imagem e mostrar as vantagens e desvantagens de cada método e qual o melhor método para iden tificação da endometriose. 2 METODOLOGIA 439 O presente estudo foi feito com base em uma revisão integrativa da literatura, baseada na seleção de artigos para investigar, analisar e coletar dados rel evantes e atuais a respeito da endometriose e os métodos de imagem empregados para identificação da doença. Os artigos utilizados foram encontrados em algumas bases de dados da saúde, como SciELO (The Scientific Eletronic Library Online) e PubMed central, com artigos de língua inglesa e portuguesa. Os critérios de inclusão utilizados foram filtros de intervalos de anos, publicações de (2020-2025). Esse critério de seleção baseou-se na alta cocentração de artigos sobre a temética neste periodo. Os descritores usados para palavras-chaves foram: “Endometriose por ultrassom transvaginal”, “ressonância por endometriose” e “Laparoscopia por endometriose”. A seleção final dos 10 artigos ocorreu porque esses estudos atenderam de forma mais completa aos critérios estabelecidos e apresentaram conteúdos diretam ente alinhados aos objetivos da pesquisa, fornecendo dados atualizados, metodologicamente consist entes e com relevância científica para a compreensão dos métodos de imagem aplic ados ao diagnóstico da endometriose. Esses artigos foram escolhidos por apresentarem evidências cla ras sobre ultrassonografia transvaginal, ressonância magnética e laparoscopia, inc luindo achados patológicos, vantagens, limitações e indicações clínicas de cada ex ame. Além disso,trazem discussões fundamentadas que permitem comparar os diferentes métodos diagnósticos de forma crítica e objetiva, contribuindo para a construção de um panorama co nfiável e coerente com o propósito deste trabalho. Utilizou-se como critérios de exclusão: artigos indisponíveis na íntegr a para leitura; artigos em inglês com siglas de difícil compreensão; publicações a nteriores a 2020; artigos duplicados; textos cuja versão completa não estava disponível em portuguê s ou inglês; materiais incompletos ou com acesso restrito; estudos sobre endometriose torácica; artigos que não abordavam métodos de imagem, como ultrassonografia, ressonância magnéti ca ou laparoscopia; artigos que não tratavam dos principais tipos de endometrioses (peritoneal, ovariana ou profunda); artigos que não continham, no título ou resumo, uma das palavras - chaves utilizadas na busca; e, por fim, aqueles que abordavam exclusivamente o tratamento da endometriose. Após a aplicação dos filtros, foram selecionados os artigos que apresent avam título, resumo e conteúdo relevantes para os objetivos do trabalho. 440 3 RESULTADOS E DISCUSSÕES Após busca nas bases de dados eletrônicas identificou-se 590 artigos no ScieELO e 51.707 artigos na PubMed. Desta forma, depois da leitura, análise e síntese de acordo com os métodos de inclusão e exclusão, resultou-se, então a criteriosa leitura dos artigos e 10 estudos foram selecionados para o desenvolvimento deste trabalho conforme os objeti vos traçados (Figura 1) Figura 1 – Estratéia de triagem e filtragem de artigos conforme os c ritérios de exclusão. Fonte: Elaborado pelas autoras, 2025 Os 17 artigos artigos selecionados foram organizados por título, autores, ano de publicação e os objetivos conforme mostra o Quadro 1. 441 Quadro 1 – Artigos selecionados conforme os critérios de inclusão N Titulo do artigo Autor/ano Objetivo 1 A review of the MRI features of endometriosis: what should be paid attention to during the reporting process? Yuruk et al. (2025) Destacar as principais características da RM na endometriose e fornecer orientações essenciais para radiologistas durante o processo de obtenção de imagens e laudos. 2 Diagnostic Accuracy of Transvaginal Ultrasonography for Endometriosis According to the International Deep Endometriosis Analysis Consensus Mick et al. (2025) Avaliar a precisão diagnóstica da USTV na detecção de endometriose profunda, endometriose ovariana e endometriose superficial, utilizando o consenso da IDEA (Análise Internacional de Endometriose Profunda) e novas definições da Terminologia Internacional para fenótipos de endometriose. 3 Evaluation of surgical results of patients undergoing endometriosis treatment at a tertiary hospital in Belo Horizonte. Cantelli et al. (2024) Avaliar os resultados obtidos em pacientes com diagnóstico endometriose submetidos a tratamento cirúrgico em um hospital terciário no período de janeiro de 2018 a dezembro de 2021. 4 A review of recent evidence and guidelines Crump et al. (2024) Fornecer um resumo das recomendações para o diagnóstico e tratamento da dor e infertilidade associadas à endometriose, a partir das diretrizes mais recentes baseadas em evidências sobre endometriose da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, do Royal Australian College of Obstetricians and Gynaecologists e do National Institute for Health and Care Excellence. 5 Aplicação da ultrassonografia no diagnóstico da endometriose Leite et al. (2024) Avaliar a aplicação da ultrassonografia transvaginal (USTV) no diagnóstico da endometriose. 6 A importancia da ressonância magnética no diagnóstico da endometriose pélvica: uma revisão. Nasciment o et al. (2024) Avaliar o papel da MRI no diagnóstico da endometriose, com base em estudos de artigos com o mesmo objetivo. 7 Avaliação do perfil clínico de pacientes portadoras de endometriose atendidas em um serviço de referência em Belo Horizonte. Ferreira et al. (2024) Identificar o perfil clínico das pacientes atendidas no ambulatório do hospital privado de referência em endometriose e relacioná-lo aos achados do exame físico e aos dados ima-ginológicos. 8 Endometriose Gouvea et al. (2023) Apresentar os tipos de endometrioses 9 O diagnóstico da endometriose pelo exame de ressonares magnética Rodrigues et al. (2023) Descrever como é feito o diagnóstico por imagem da endometriose, além de descobrir quais os desafios encontrados para a realização do exame e quais os preparos necessários para tal. 10 Endometriose: causas, implicações e tratamento da infertilidade feminina através das Técnicas de reprodução assistida Vieira et al. (2020) Explanar a fisiopatologia da endometriose, as formas de diagnóstico e tratamento, bem como as implicações da doença na fertilidade feminina e formas de tratamento através da reprodução assistida. Fonte: Elaborada pelas autoras. Conforme os autores deste estudo, observou-se as seguintes contribuições: No que se refere ao ultrassom transvaginal, Leite et al. (2024) revela que o ultrassom é um exame de imagem não invasivo que possibilita a avaliação dos órgãos geni tais femininos. 442 O exame, segundo o autor, tem capacidade de identificar caracte rísticas especificas da endometriose, como: a presença de aderências e endometriomas, tornando-se o padrão ouro para identificação da doença. No entanto, Rodrigues et al. (2023) revela que a ressonância é considerada superior a USTV por não depender dos conhecimentos do profissional executante e por ser um exame em que analisa-se as lesões depois da realiza ção do exame e não durante ele. Sobre o exame de ultrassom, SILVA; CECATTO JUNIOR et al., (2018) explica por meio da literatura que esta é uma técnica de imagem que utiliza ondas sonoras com alta frequência para criar imagens em tempo real das partes moles do corpo, en quanto para Westbrook et al., (2021), a ressonância Magnética é um exame que usa um campo magnético para captar os prótons de hidrogênio do corpo humano e gerar uma imagens mais detalhada das partes moles. Apesar da USTV depender dos conhecimentos do profissional exec utante, costuma ser o primeiro exame feito quando existe a investigação de inúmeros tipos de patologia, devido o baixo custo e o fácil acesso ao exame (GOES et al., 2018). Dentre os artigos analisados neste estudo, Mick et al . (2025), ao avaliar a precisão diagnóstica da USTV na detecção de endometriose destacou com excelente especificidade que este exame serve para detecção de acometimento de endometriomas, a presentando alta especificidade para o diagnóstico de endometriomas ovarianos, sendo considerado um método confiável na detecção dessas lesões. Contudo, outros estudos, apontam que os res ultados da endometriose profunda nem sempre são facilmente detectáveis na US TV, pois segundo Leite et al., (2024) apesar da USTV ter alta precisão na identificação da endom etriose profunda em regiões como bexiga, reto, e septo retovaginal, ainda possui baixa eficác ia em diagnosticar a endometriose profunda em locais como: perímetro e ligamentos útero-sacrais. A literatura explica tal achado destacando que os endometriomas, ou s eja, sistos ovarianos causados por endometriose ovariana, são melhor identificados por USTV devido a proximidade do transdutor aos ovários, o transdutor emite ondas sonoras e registra o que retorna ao encontrar os tecidos, desta forma, permite identificar o endometrioma de forma detalhada pela proximidade ao transdutor (DANIILDS et al ., 2022). Entretanto, YINS. et al., (2020) retrata que quando se trata de endometriose profunda, que ocorre quando o tecido s emelhante ao endométrio penetra mais de 5 mm abaixo da superfície do peritônio, ou seja, invade profundamente os órgãos e tecidos da pelve, torna-se mais difícil identi ficar a endometriose profunda em exames como o ultrassom por causa da profundidade o que justificaria os achados dos autores supracitados pela literatura. . 443 Referente a Ressonância Magnética, o estudo de Rodrigues et al. (2023) descreve que o exame é feito para aferir o local e profundidade da endometriose com a utilização de imãs de alto campo com 1,5 tesla e 3 teslas, no qual utiliza-se a técnica fast-sat de saturação de gordura, com o objetivo de saturar o hipersinal da gordura para não perder o hipersinal das lesões hemorrágicas, desta forma, é possível destacar lesões hemorrágicas infe riores a 5 mm. Complementando, (Yuruk et al. 2025; Nascimento et al., 2024) descrevem que a ressonância caracteriza a extenção da doença, proporcionando uma avaliação mais precisa para a complexidade da endometriose, evidenciando lesões inferiores a 5 mm. As vantagens descritas pelos autores supracitados se dão pelas características inerentes ao exame, já que a ressonância magnética mostra as camadas inte rnas dos órgãos, destacando o quanto a endometriose profunda penetra, isso ocorre devido seu mapeamento e m planos sagitais, coronais e axiais, permitindo assim mapear a pelve e todas as áreas afetadas de forma mais detalhada (LORUSSO F. et al., 2021; MACIEL C. et al., 2023). Já no que se trata da laparoscopia, Cantelli et al. (2024) revelam que este é um procedimento minimamente invasivo e está relacionado com uma menor res posta endócrina metabólica ao trauma, menor risco de complicações pós-operatórias, menor ri sco e menor tempo de recuperação após o procedimento. No entanto, Gouvea et al. (2023) em seu estudo, explica que a laparoscopia tem um diagnóstico invasivo, apresentando desva ntagem quando comparado a ressonância e ultrassom, uma vez que o procedimento por ser invasivo pode causar complicações, hemorragias, infeções e formação de aderências. Contudo outros autores como Crump et al . (2024) apontam que a detecção da endometriose superficial seria melhor evidenciada por laparoscopia, de vido a dificuldade de identificar tal ramificação da doença em exames de imagem mais a cessíveis e menos ivasivos que a laparoscopia. De forma similar, Mick et al. (2025), afirma que são necessários avanços adicionais nas técnicas de diagnóstico para identificar casos de endom etriose superficial com precisão. A laparoscopia é uma intervenção cirúrgica feita sob anestesia geral que possibilita a visualização direta dos órgãos internos do abdômen e da pélvis através de uma pequena câmera que é introduzida por meio de incisões diminutas na área abdominal (COUT O et al., 2020). A intervenção é especialmente valiosa quando a ressonância e ultrass om não conseguem identificar a patologia por apresentar-se como endometriose peritoneal, que é quando a endometriose se desenvolve na superfície da membrana que reveste a parte interna dos órgãos pélvicos, tornando-se difícil de ser visualizada por métodos de imagem não inva sivos (ALLAIRE C. et al., 2023). Assim, a literatura já tem apontado que a endometriose superficial 444 geralmente tem poucos milímetros, não formam massa e neste sentido, não criam contraste com os tecidos. Aliado ao fato de não possui cistos ou lesões noduláres que seja m fáceis de evidenciar por ultrassom ou ressonância, o que justifica os achados supracitados que apontaram a laparoscopia como referência para diagnóstico da endometriose superfic ial devido as limitações apresentadas pela ressonância e USTV ( PASCOAL et al., 2022; KIDO et al., 2022; YOUSSEF et al., 2024; SANDERS et al., 2024). Entre os resultados encontrados na presente pesquisa, é possível destc ar os seguintes dodos: Quadro-2 Comparativo de Exames para Diagnóstico da Endometriose Critério Exame Especificidade Característica do Exame Vantagens Desvantagens USTV Exame primário para identificação da endometriose ovariana e algumas especificidades da endometriose profunda. Exame de imagem não invasivo que consiste na emissão e recepção de ondas  Baixo custo  Não causa desconforto à paciente  Exame rápido e de fácil acesso  Exame extremamente dependente dos conhecimentos do executante para diagnóstico preciso RM Endometriose ovariana com melhor detalhamento para a endometriose profunda Exame de imagem magnético com alta resolução para diferenciação de patologias  Exame não invasivo.  Não causa desconforto à paciente.  Exame feito para planejamento cirúrgico da endometriose profunda  Difícil acesso  Alto custo Laparoscopia Endometriose peritoneal Pequena cirurgia invasiva para análise de cavidade pélvica  Exame histopatológico para diferenciação dos tipos de endometrioses  Exame invasivo  Gera desconforto  Alto custo, acesso limitado e necessidade de hospital e centro cirúrgico.  Apenas para identificação patológica e para cirurgia. Diante do quadro exposto, foi possível evidenciar que quando se trata da endometriose, não existe um método superior ao outro, mas sim exames específicos para as ramificações da endometriose, visto que a patologia se aloja em regiões especificas e que cada método de exame possui suas vantagens e limitações para identificar os tipos de va rientes da mesma. Nesse 445 sentido, a endometriose se mostra uma patologia complexa e muitas vezes os métodos em si são combinados para melhor avaliação e diagnóstico da doença, a depender do estágio, extensão e tipo de endometriose. Outro ponto de destque está relacionado ao acesso a esses tipos de exam es e os custos envolvidos, haja vista que a ressonancia é um exame mais caro e men os acessível, que não causa desconforto a paciente. Em contrapartida, o ultrassom por não gerar desconforto, ser mais barato e acessível se mostra o primeiro exame feito quando existe suspeita de endometriose, já a laparoscopia por ser um procedimento invasivo e caro, que posteriorment e pode ocasionar desconforto, é usada como planejamento cirúrgico ou para identificação da patologia quando os outros métodos de imagem não chegaram a resultados conclusivos. Para confirmação diagnóstica em pacientes com suspeitas de endometriose , os exames de imagem mais utilizados para confirmação diagnóstica são ultrassom e ressonancia magnética, no entanto o rastreio da lesão por muitas vezes é feit o de forma inadequada, incorreta ou incompleta, o que consequentemente compromete o planejamento de posteriores procedimentos cirúrgicos e clinicos (FERREIRA et al., 2024). Existem barreiras na sociedade para tratar e lidar com a en dometriose, pois esta enfermidade é silenciosa, ocorrendo em muitos casos o reconhecimento t ardio. Além disso, a falta de consciência e entendimento sobre a patologia é uma problemática, seja pela demora em chegar a um diagnóstico conclusivo, seja por intervenções inadequadas e exames inconclusivos. As mulheres levam muitos anos para adquirir diagnóstico preciso após o i nício do desenvolvimento dos sintomas, o que consequentemente leva ao agravamento da doença (VIEIRA et al., 2020). 4 CONCLUSÃO No presente estudo, os métodos de identificação da endometriose, tanto os não invasivos como o ultrassom e ressonância, quanto a laparoscopia que é um método invasivo, mostraram- se extremamente eficientes para identicação e diagnóstico de cada tipo especifico da patologia, no entanto não se pode eleger um único tipo de exame de imagem, tendo em vista a necessidade de se analisar o tipo de endometriose e a pela localização da doenç a que trará limitações aos exames. Os métodos de imagem podem ser combinados entre si quando os exames não são conclusivos, como ocorre na endometriose peritoneal, pois antes de submeter a paciente a um procedimento invasivo, como a laparoscopia, são feitos ultrassom e ressonância. A combinação 446 do ultrassom e a ressonância, também ocorre em casos de endometriose profunda, em que o ultrassom por ter limitações referentes ao local de acometimento não for capaz de identicar com precisão a patologia, nesses casos, é feita a ressonância para identificação. Os exames também são combinados para planejamento cirúrgico, em que o cirúrgião precisa saber o grau de infiltração e a localização exata do acometimento. Neste sentido observa-se que apesar dos avanços nos métodos de imagem para identificação patológica, ainda existem limitaçãoes quanto ao r astreio da endometriose, pricipalmente quanto ao rastreio da endometriose profunda por USTV, e também qua nto a identificação da endometriose superficial por ultrassom e ressonância. É valido destacar que são necessários tais avanços para identificação da patologia de form a mais barata e acessível, sem ter que muitas vezes submeter as mulheres a cirúrgia apenas para identificação da mesma. 5 AGRADECIMENTOS Gostaria de agradecer aos meus pais por acreditarem e m mim, por todo apoio e insentivo. Sou extremamente grat a aos meus amigos Mateus Abreu, Paulo Arrais, Victor Sabino, Maria Clara Abreu e Gabriel Dias por me ajudarem com este artigo. E um agradecimento especial a minha psicóloga Heloisa e a minha orientadora Idna por todos ensinamentos durante essa trajetória. 6 REFERÊNCIAS ALLAIRE, Catherine; BEDAIWY , Mohamed A.; YONG, Paul J. 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