{"paper_id":"ec68ed86-4a28-4724-9bfd-5e431c78f819","body_text":"O conteúdo dos artigos e seus dados em sua forma, correção e confiabilidad e são de \nresponsabilidade exclusiva dos autores, inclusive não representam ne cessariamente a posição \noficial do SCISAUDE. Permitido o download da obra e o compartilhamento desde  que sejam \natribuídos créditos aos autores, mas sem a possibilidade de alterá -la de nenhuma forma ou \nutilizá-la para fins comerciais. \nTodos os manuscritos foram previamente submetidos à avaliação cega pel os pares, membros \ndo Conselho Editorial desta Editora, tendo sido aprovados para a publicação com  base em \ncritérios de neutralidade e imparcialidade acadêmica. \n \n \n  LICENÇA CREATIVE COMMONS \nA editora detém os direitos autorais pela edição e projeto gráfico. Os autores detêm os direitos \nautorais dos seus respectivos textos. PLANEJAMENTO E GESTÃO EM SAÚDE DA \nMULHER 3 de \nSCISAUDE está licenciado com uma Licença Creative Commons - \nAtribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional. (CC BY-NC-ND 4.0). Baseado \nno trabalho disponível em https://www.scisaude.com.br/catalogo/planejamento-e-gestao-em-\nsaude-da-mulher-3/80  \n \n \n \n2025 by SCISAUDE \nCopyright © SCISAUDE \nCopyright do texto © 2025 Os autores \nCopyright da edição © 2025 SCISAUDE \nDireitos para esta edição cedidos ao SCISAUDE pelos autores. \nOpen access publication by SCISAUDE \n \n\n\n \n \nPLANEJAMENTO E GESTÃO EM SAÚDE DA MULHER 3 \n \nORGANIZADORES \n \nMe. Iara Nadine Vieira da Paz Silva \nhttp://lattes.cnpq.br/3158922554159966 \nhttps://orcid.org/0000-0002-5027-200X \n \nDr. Avelar Alves da Silva \nhttp://lattes.cnpq.br/8204485246366026 \nhttps://orcid.org/0000-0002-4588-0334 \n \nEsp. Lennara Pereira Mota \nhttp://lattes.cnpq.br/3620937158064990 \nhttps://orcid.org/0000-0002-2629-6634 \n \nDra. Karla Heline Pereira de Mesquita \nhttp://lattes.cnpq.br/7023779756131558  \n \nEsp. Ana Carolina Alves de Andrade Silva \nhttp://lattes.cnpq.br/9106650655468678  \nhttps://orcid.org/0009-0006-1371-256X  \n \nEditor chefe \nPaulo Sérgio da Paz Silva Filho \n \nProjeto gráfico \nLennara Pereira Mota \n \nDiagramação: \nPaulo Sérgio da Paz Silva Filho \nLennara Pereira Mota \n \nRevisão: \nOs Autores \n \n \n\n \n \n \nConselho Editorial \nAna Flavia de Oliveira Ribeiro Elane da Silva Barbosa Juliane Maguetas Colombo Pazzanese \nAna Florise Morais Oliveira Francine Castro Oliveira Júlia Maria do Nascimento Silva \nAndré de Lima Aires Giovanna Carvalho Sousa Silva Kaline Malu Gerônimo Silva dos Santos \nAngélica de Fatima Borges Fernandes Heloísa Helena Figuerêdo Alves Laíza Helena Viana \nCamila Tuane de Medeiros Jamile Xavier de Oliveira Leandra Caline dos Santos \nCamilla Thaís Duarte Brasileiro JEAN CARLOS LEAL CARVALHO DE \nMELO FILHO Lennara Pereira Mota \nCarla Fernanda Couto Rodrigues João Paulo Lima Moreira Luana Bastos Araújo \nDaniela de Castro Barbosa Leonello Juliana britto martins de Oliveira Maria Isabel Soares Barros \nDayane Dayse de Melo Costa Juliana de Paula Nascimento Maria Luiza de Moura Rodrigues \nMaria Vitalina Alves de Sousa Raissa Escandiusi Avramidis Wesley Romário Dias Martins \nMaryane Karolyne Buarque \nVasconcelos Renata Pereira da Silva Wilianne da Silva Gomes \nPaulo Sérgio da Paz Silva Filho Sannya Paes Landim Brito Alves Willame de Sousa Oliveira \nMayara Stefanie Sousa Oliveira Suellen Aparecida Patricio Pereira Naila Roberta Alves Rocha \nMichelle Carvalho Almeida Thamires da Silva Leal \nNeusa Camilla Cavalcante Andrade \nOliveira \nMárcia Farsura de Oliveira  \n \n \n \n \n \n \n \n\n \n \n \n \n \n \n \n \n10.56161/sci.ed.20250527 \n \n \n978-65-85376-68-6 \n \n \n \n \nSCISAUDE \nTeresina – PI – Brasil \nscienceesaude@hotmail.com \nwww.scisaude.com.br \n \n\n\n \n \n \n \nAPRESENTAÇÃO \n \nÉ com grande satisfação que apresentamos o eBook \" PLANEJAMENTO E GESTÃO \nEM SAÚDE DA MULHER 3\", uma obra essencial para todas as mulheres que desejam \nentender melhor o funcionamento do seu corpo, cuidar da saúde e viver de forma plena e \nequilibrada. \nEste eBook foi cuidadosamente elaborado para oferecer informações acess íveis e \nbaseadas em evidências científicas, cobrindo temas fundamentais pa ra a saúde feminina em \ntodas as fases da vida. Desde a puberdade até a menopausa, passando pela maternidade e os \ndesafios do envelhecimento, nosso eBook aborda com profundidade e clareza os principa is \naspectos da saúde da mulher.  \nQuestões como saúde reprodutiva, prevenção de doenças, bem-estar mental e \nemocional, nutrição, exercícios físicos e cuidados preventivos são tratad os de forma \nabrangente, permitindo que você tome decisões informadas sobre sua saúde. Alé m disso, o \neBook oferece dicas práticas e orientações que podem ser facilmente i ntegradas ao seu dia a \ndia, ajudando você a adotar hábitos saudáveis e prevenir problemas futuros.  \nQueremos empoderar as mulheres com conhecimento, promovendo uma vida mais \nsaudável e feliz. Este eBook é indicado tanto para mulheres que des ejam cuidar melhor de si \nmesmas quanto para profissionais da saúde que buscam aprofundar seus  conhecimentos sobre \no universo feminino. Com uma linguagem clara e objetiva, ele se torna uma  leitura \nindispensável para quem se preocupa com o bem-estar e a qualidade de vida.  \nBoa Leitura!!! \n \n \n \n \n \n \n\n \n \n \nSumário \n \nCAPÍTULO 1 ............................................................................................................................ 9 \nPLANEJAMENTO REPRODUTIVO E DIREITOS SEXUAIS: OPORTUNIDADES E \nDESAFIOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA .............................................................................. 9\n \nCAPÍTULO 2 .......................................................................................................................... 19 \nVIOLÊNCIA DOMÉSTICA E SUA INFLUÊNCIA NA SAÚDE DE GESTANTES E \nCRIANÇAS: UM PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA.................................................... 19\n \nCAPÍTULO 3 .......................................................................................................................... 28 \nCUIDADO INTEGRAL E INTERDISCIPLINARIDADE: A FORÇA DAS EQUIPES \nMULTIPROFISSIONAIS NA SAÚDE COLETIVA .......................................................... 28\n \nCAPÍTULO 4 .......................................................................................................................... 39 \nSAÚDE MENTAL DA MULHER COMO UMA QUESTÃO DE SAÚDE COLETIVA 39 \nCAPÍTULO 5 .......................................................................................................................... 48 \nAMOR, SEXO E ENVELHER: UMA EXPERIÊNCIA DE UM GRUPO \nTERAPÊUTICO OCUPACIONAL COM IDOSAS INSTITUCIONALIZADAS .......... 48\n \nCAPÍTULO 6 .......................................................................................................................... 63 \nENTRE O SOFRIMENTO MATERNO E O DESENVOLVIMENTO INFANTIL: UMA \nREVISÃO SOBRE DEPRESSÃO PÓS-PARTO ................................................................ 63\n \nCAPÍTULO 7 .......................................................................................................................... 73 \nJOGO DE TABULEIRO COMO FERRAMENTA DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE \nSOBRE INCONTINÊNCIA URINÁRIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA ...................... 73\n \nCAPÍTULO 8 .......................................................................................................................... 84 \nPERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA MALÁRIA NO ESTADO DO PARÁ- UMA \nANÁLISE DOS ANOS 2023 E 2024 ..................................................................................... 84\n \nCAPÍTULO 9 .......................................................................................................................... 94 \nTENDÊNCIAS DE CESÁRIAS NO ESTADO DO PARÁ DURANTE 2018 A 2023: \nANÁLISE POR REGIÃO ..................................................................................................... 94\n \nCAPÍTULO 10 ...................................................................................................................... 101 \nA REPRODUÇÃO ASSISTIDA COMO ALTERNATIVA PARA A MATERNIDADE \nAPÓS DOENÇA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL: UMA REVISÃO \nINTEGRATIVA ................................................................................................................... 101\n \nCAPÍTULO 11 ...................................................................................................................... 113 \nATENÇÃO HUMANIZADA À VINCULAÇÃO MÃE BEBÊ NO CONTEXTO DA \nAMAMENTAÇÃO: PERSPECTIVAS PARA PRÁTICA EM SAÚDE ........................ 113\n \nCAPÍTULO 12 ...................................................................................................................... 125 \nDESAFIOS ENFRENTADOS PELOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM NO \nMANEJO DA SÍFILIS GESTACIONAL: REVISÃO DE LITERATURA ................... 125\n \nCAPÍTULO 13 ...................................................................................................................... 140 \n\n \n \nHORA OURO: OS BENEFÍCIOS DO PRIMEIRO CONTATO ENTRE MÃE E \nNEONATO ............................................................................................................................ 140\n \nCAPÍTULO 14 ...................................................................................................................... 160 \nSUPLEMENTAÇÃO UNIVERSAL DE CÁLCIO PARA GESTANTES NO BRASIL: \nEVIDÊNCIAS, DESAFIOS E IMPLICAÇÕES ............................................................... 160\n \nCAPÍTULO 15 ...................................................................................................................... 173 \nATIVIDADES EXTENSIONISTAS SOBRE SEXUALIDADE, FUNÇÃO, PRÁTICAS E \nPOSIÇÕES SEXUAIS NA GESTAÇÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIA .................... 173\n \nCAPÍTULO 16 ...................................................................................................................... 182 \nATUAÇÃO DO PROFISSIONAL DE FISIOTERAPIA NAS DISFUNÇÕES SEXUAIS \nFEMININA ........................................................................................................................... 182 \nCAPÍTULO 17 ...................................................................................................................... 197 \nATUAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NA PREVENÇÃO DE LACERAÇÕES \nPERINEAIS EM PARTO VIA VAGINAL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA ........... 197\n \nCAPÍTULO 18 ...................................................................................................................... 212 \nUSO DE MEDIDAS NÃO FARMACOLÓGICAS MATERNAS NO ALÍVIO DA DOR \nDOS RECÉM-NASCIDOS: REVISÃO INTEGRATIVA ............................................... 212\n \nCAPÍTULO 19 ...................................................................................................................... 227 \nUSO TERAPÊUTICO DA CURCUMINA NA MELHORA DA ENDOMETRIOSE: \nUMA REVISÃO ................................................................................................................... 227\n \nCAPÍTULO 20 ...................................................................................................................... 240 \nAS PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NO CUIDADO À SAÚDE \nDA MULHER ....................................................................................................................... 240\n \nCAPÍTULO 21 ...................................................................................................................... 250 \nFATORES DESENCADEANTES DO DESMAME PRECOCE NO BRASIL: UMA \nREVISÃO NARRATIVA .................................................................................................... 250\n \nCAPÍTULO 22 ...................................................................................................................... 265 \nENTRE ESPELHOS PARTIDOS E ALGORITMOS: A INFLUÊNCIA DOS \nDISCURSOS DA MACHOSFERA NA SUBJETIVIDADE ADOLESCENTE ............. 265\n \nCAPÍTULO 23 ...................................................................................................................... 284 \nMETODOLOGIAS DECOLONIAIS NA IDENTIFICAÇÃO DE VIOLÊNCIAS \nRACIAIS E DE GÊNERO CONTRA MULHERES NEGRAS ....................................... 284\n \nCAPÍTULO 24   .................................................................................................................... 304 \nVIVÊNCIAS TERAPÊUTICAS:  PRÁTICA TERAPÊUTICA OCUPACIONAL \nGRUPAL NA UNIDADE DE CUIDADO INTERMEDIÁRIO NEONATAL CANGURU\n ................................................................................................................................................ 304\n \nCAPÍTULO 25   .................................................................................................................... 320 \nMETODOLOGIAS DECOLONIAIS NA IDENTIFICAÇÃO DE VIOLÊNCIAS \nRACIAIS E DE GÊNERO CONTRA MULHERES NEGRAS ....................................... 320\n \nCAPÍTULO 26   .................................................................................................................... 339 \n\n \n \nALTERAÇÕES NA FUNÇÃO SEXUAL DE GESTANTES DE RISCO HABITUAL: \nESTUDO TRANSVERSAL ................................................................................................. 339\n \nCAPÍTULO 27  ..................................................................................................................... 353 \nINTERVENÇÕES NUTRICIONAIS NO TRATAMENTO E SINTOMATOLGIA DE \nMULHERES PORTADORAS DA SÍNDROME DO OVÁRIO POLICÍSTICO .......... 353\n \nCAPÍTULO 28   .................................................................................................................... 367 \nO PAPEL DA ENFERMEIRA NO ALEITAMENTO MATERNO COM MÃES EM \nDEPRESSÃO PÓS-PARTO: REVISÃO DE LITERATURA ......................................... 367\n \nCAPÍTULO 29   .................................................................................................................... 378 \nATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NA EDUCAÇÃO EM SAÚDE RELACIONADA AO \nCÂNCER DE MAMA: REVISÃO INTEGRATIVA ........................................................ 378\n \nCAPÍTULO 30  ..................................................................................................................... 394 \nEDUCAÇÃO EM SAÚDE NA SALA DE ESPERA DO PRÉ-NATAL \nESPECIALIZADO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA ................................................ 394\n \nCAPÍTULO 31  ..................................................................................................................... 404 \nCARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS DOS ÓBITOS MATERNOS \nOCORRIDOS NO BRASIL, 2013–2023 ............................................................................ 404\n \nCAPÍTULO 32  ..................................................................................................................... 419 \nATUAÇÃO E PERCEPÇÃO DO(A) PSICÓLOGO(A) DIANTE DA VIOLÊNCIA \nPSICOLÓGICA CONTRA A MULHER E DO GASLIGHTING .................................. 419\n \nCAPÍTULO 33 ...................................................................................................................... 436 \nCONTRIBUIÇÕES DOS MÉTODOS DE IMAGEM PARA ANÁLISE E \nDIAGNÓSTICO DA ENDOMETRIOSE. ......................................................................... 436\n \n \n \n \n \n\n \n \n436 \nCAPÍTULO 33  \nCONTRIBUIÇÕES DOS MÉTODOS DE IMAGEM PARA \nANÁLISE E DIAGNÓSTICO DA ENDOMETRIOSE.  \nContributions of imaging methods to the analysis and diagnosis of \nendometriosis. \n \n10.56161/sci.ed.2025052733b \n \n \nNicássia Alves Rodrigues \nGraduanda em Tecnologia em Radiologia   \nInstituição: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí \nEndereço: Teresina, Piauí, Brasil \nE-mail: nicassiaalves20@gmail.com \n \nIdna de Carvalho Barros Taumaturgo \nDoutora em Biologia Celular e Molecular Aplicada à Saúde, \nInstituição: Instituto Federal do Piauí (IFPI) \nEndereço: Teresina, Piauí, Brasil \nE-mail: idnabarros@gmail.com  \n \n \nRESUMO \n \nINTRODUÇÃO: A endometriose afeta grande parte das mulheres, diminuindo a qualidade vida, \nfunção reprodutiva, produtividade e afetando a saúde mental, se faz neces sário entender sobre \na patologia e o uso dos métodos de imagem para análise e diagnóstico  da endometriose. \nOBJETIVOS: Mostrar os achados patológicos por ultrassom e ressonância, va ntagens e \ndesvantagens que cada método traz, evidenciar em que casos cada mé todo de imagem é \nindicado de acordo com os principais tipos apresentados pela doença. MATÉRIAIS  E \nMÉTODOS: Procede-se a revisão integrativa da literatura bibliográfica feita a partir de artigos \ncientíficos disponíveis nas bases de dados, como SciELO e PubMe d. O estudo foi feito com \nbase nos critérios de inclusão e exclusão delimitados pela pesquisa, art igos com informações \natuais sobre a endometriose, evidenciando os artigos mais importantes par a o estudo. \nRESULTADOS E DISCUSSÃO: O presente estudo teve um total de 10 art igos, dos quais \nobserva-se que a ressonância se mostrou-se um exame de alto custo e de alta precisão para casos \ncirúrgicos e para identicicação da endometriose profunda. A ultrassom transvaginal, por sua vez \ndestacou-se como padão ouro para identificação primária da endometriose, não só pelo fácil \nacesso ao exame, mas também por ser um método não invasivo, mostrou-se também eficaz para \nevidenciar alguns casos de endometriose profunda. A laparoscopia por sua vez , mostrou-se o \nprincipal exame para diferenciação dos tipos ocasionados pela doença, c om destaque a \nevidenciação da endometriose peritoneal, no entanto por ser uma técnica cirúr gica e invasiva, \nsó é usada para cirúrgia ou confirmação da endometriose peritoneal.  CONC LUSÃO: Fica \nevidente, portanto, que apesar de cada método de imagem se destacar para identificação de cada \n\n \n \n437 \ntipo de endometriose, eles também podem ser combinados para um diagnóstico mais \nconclusivo. Vale ressaltar que são necessários avanços nos exames de  imagem e mais estudos \ncomparativos entre os métodos de diagnóstico para melhor identificação da doença.  \n \nPalavras-chave: Endometriose, ultrassom transvaginal, ressonância magnética. \n \n \nABSTRACT \n INTRODUCTION: Endometriosis affects a large proportion of women, reducing their quality \nof life, reproductive function, productivity, and affecting their mental health. I t is therefore \nnecessary to understand the pathology and the use of imaging methods for the anal ysis and \ndiagnosis of endometriosis. OBJECTIVES: To show the pathological findings by ult rasound \nand MRI, the advantages and disadvantages of each method, and to highlight i n which cases \neach imaging method is indicated according to the main types presente d by the disease. \nMATERIALS AND METHODS: An integrative review of the bibliographi c literature was \nconducted based on scientific articles available in databases such as SciELO and PubMed. The \nstudy was based on the inclusion and exclusion criteria defined by the resea rch, articles with \ncurrent information on endometriosis, highlighting the most important article s for the study. \nRESULTS AND DISCUSSION: This study included a total of 10 articl es, which showed that \nMRI is a high-cost, high-precision exam for surgical cases and for identifying deep \nendometriosis. Transvaginal ultrasound, in turn, stood out as the gold standard for p rimary \nidentification of endometriosis, not only because of its easy access, but also because it is a non-\ninvasive method, and it was also effective in highlighting some cas es of deep endometriosis. \nLaparoscopy, in turn, has proven to be the main examination for differentiating the types caused \nby the disease, with emphasis on the detection of peritoneal endometriosis. However, as it is a \nsurgical and invasive technique, it is only used for surgery or confirmati on of peritoneal \nendometriosis. CONCLUSION: It is clear, therefore, that although each imaging method stands \nout for identifying each type of endometriosis, they can also be combined for a more conclusive \ndiagnosis. It is worth noting that advances in imaging tests and more comparative studies \nbetween diagnostic methods are needed to better identify the disease.  \nKeywords: Endometriosis, transvaginal ultrasound, magnetic resonance imaging \n \n1 INTRODUÇÃO \n \nA endometriose, é uma doença ginecológica que ocorre quando o tecido endometrial  \n(endométrio), que reveste a cavidade do útero, cresce fora da cavidade ute rina. Geralmente a \nendometriose localiza-se na pelve, porém pode ocorrer acometimento em outras regiões, como: \nintestino, vias urinárias e diafragma. (STEPHANE et al., 2023). \n        A patologia ocorre quando células do endométrio, que normalmente seriam eliminadas na \nmenstruação, migram para outras regiões do corpo, onde se implantam e prolife ram formando \ntecido endometrial, isso ocorre principalmente no ovário, peritônio e intestin o (RODRIGUES \net al., 2023). \n\n \n \n438 \n        Segundo NASCIMENTO et al., (2024) a origem da endometriose ainda não é totalme nte \ncompreendida, algumas teorias se destacam-se. A mais aceita é a teoria do refluxo menstrual de \nSampson (1927), que sugere que o fluxo menstrual retorna pelas tubas uterinas e se implanta \nna cavidade peritoneal, formando lesões endometriais. Outra explicação r elevante é a teoria \nimunológica, que propõe que alterações no sistema imunológico — influenciadas por f atores \nambientais, genéticos e hormonais — levam à desregulação de célula s de defesa, como \nmacrófagos e neutrófilos. Essa disfunção gera inflamação, aumento de citocinas e quimiocinas \ne, consequentemente, prejuízo à fertilidade, afetando a foliculogênese, a qualidade embrionária \ne a nidação (VIEIRA et al., 2020). \n         A endometriose pode ser classificada em três tipos: profunda, ovariana  e peritoneal. A \nendometriose ovariana é marcada pela presença de implantes superfi ciais no ovário que \nmodificam sua superfície, resultando na formação de cistos (endometriomas). Já a endometriose \nprofunda, caracteriza-se pela penetração do tecido em mais de 5mm, al cançando a camada \nmuscular da área afetada. A endometriose peritoneal, também chamada  de superficial, \ncaracteriza-se por uma fina camada superficial no peritônio (GOUVEA et al ., 2023; \nRODRIGUES et al., 2024). \n O diagnóstico da endometriose é realizado inicialmente por meio de avaliações clínicas \ne de imagem, como ultrassonografia transvaginal e ressonância magnética , e posteriormente \npode também ser confirmado por laparoscopia (YURUK et al., 2025). \nSe faz necessário o estudo do assunto, pois segundo o Ministério da Saúde (2023), a \nendometriose é uma doença que afeta 10% das mulheres brasileiras. Ta l patologia diminui a \nqualidade de vida das mulheres, diminui a função reprodutiva, satisfaçã o sexual, reduz a \nprodutividade, com redução de 8 a 10 horas semanais da produtividade semanal, af etando \nconsequentemente a saúde mental e física feminina (VIEIRA et al., 2020).   \nNeste contexto, técnicas de imagem como a ultrassonografia trans vaginal (USTV) e a \nressonância magnética (RM) surgiram como ferramentas indispensáveis para a detecção e \navaliação da endometriose. Este artigo tem por objetivo descrever os pri ncipais achados \npatológicos da endometriose pelos exames de ultrassonografia, Ressonância Magnética e \nLaparoscopia, bem como destacar as diferenças entre métodos de imagem  e mostrar as \nvantagens e desvantagens de cada método e qual o melhor método para iden tificação da \nendometriose. \n \n2 METODOLOGIA \n\n \n \n439 \n \nO presente estudo foi feito com base em uma revisão integrativa da literatura, baseada \nna seleção de artigos para investigar, analisar e coletar dados rel evantes e atuais a respeito da \nendometriose e os métodos de imagem empregados para identificação da doença. Os artigos \nutilizados foram encontrados em algumas bases de dados da saúde, como SciELO (The \nScientific Eletronic Library Online) e PubMed central, com artigos de língua inglesa e \nportuguesa. \nOs critérios de inclusão utilizados  foram filtros de intervalos de anos, publicações de \n(2020-2025). Esse critério de seleção baseou-se na alta cocentração de artigos sobre a temética \nneste periodo. Os descritores usados para palavras-chaves foram: “Endometriose por ultrassom \ntransvaginal”, “ressonância por endometriose” e “Laparoscopia por endometriose”. \nA seleção final dos 10 artigos ocorreu porque esses estudos atenderam de  forma mais \ncompleta aos critérios estabelecidos e apresentaram conteúdos diretam ente alinhados aos \nobjetivos da pesquisa, fornecendo dados atualizados, metodologicamente consist entes e com \nrelevância científica para a compreensão dos métodos de imagem aplic ados ao diagnóstico da \nendometriose. Esses artigos foram escolhidos por apresentarem evidências cla ras sobre \nultrassonografia transvaginal, ressonância magnética e laparoscopia, inc luindo achados \npatológicos, vantagens, limitações e indicações clínicas de cada ex ame. Além disso,trazem \ndiscussões fundamentadas que permitem comparar os diferentes métodos diagnósticos de forma \ncrítica e objetiva, contribuindo para a construção de um panorama co nfiável e coerente com o \npropósito deste trabalho. \nUtilizou-se como critérios de exclusão: artigos indisponíveis na íntegr a para leitura; \nartigos em inglês com siglas de difícil compreensão; publicações a nteriores a 2020; artigos \nduplicados; textos cuja versão completa não estava disponível em portuguê s ou inglês; \nmateriais incompletos ou com acesso restrito; estudos sobre endometriose torácica; artigos que \nnão abordavam métodos de imagem, como ultrassonografia, ressonância magnéti ca ou \nlaparoscopia; artigos que não tratavam dos principais tipos de endometrioses (peritoneal, \novariana ou profunda); artigos que não continham, no título ou resumo, uma das palavras -\nchaves utilizadas na busca; e, por fim, aqueles que abordavam exclusivamente o tratamento da \nendometriose.  \nApós a aplicação dos filtros, foram selecionados os artigos que apresent avam título, \nresumo e conteúdo relevantes para os objetivos do trabalho.  \n \n \n\n \n \n440 \n \n \n3 RESULTADOS E DISCUSSÕES  \n \nApós busca nas bases de dados eletrônicas identificou-se 590 artigos no ScieELO e \n51.707 artigos na PubMed. Desta forma, depois da leitura, análise e síntese de acordo com os \nmétodos de inclusão e exclusão, resultou-se, então a criteriosa leitura dos artigos e 10 estudos \nforam selecionados para o desenvolvimento deste trabalho conforme os objeti vos traçados \n(Figura 1) \n \n       Figura 1 – Estratéia de triagem e filtragem de artigos conforme os c ritérios de exclusão.    \n \nFonte: Elaborado pelas autoras, 2025 \n \n        Os 17 artigos artigos selecionados foram organizados por título, autores, ano de publicação \ne os objetivos conforme mostra o Quadro 1. \n  \n\n\n \n \n441 \n \nQuadro 1 – Artigos selecionados conforme os critérios de inclusão \nN Titulo do artigo Autor/ano Objetivo \n1 \nA review of the MRI features \nof endometriosis: what should \nbe paid attention to during the \nreporting process? \nYuruk et \nal. (2025) \nDestacar as principais características da RM na \nendometriose e fornecer orientações essenciais \npara radiologistas durante o processo de obtenção \nde imagens e laudos. \n2 \nDiagnostic Accuracy of \nTransvaginal Ultrasonography \nfor Endometriosis According \nto the International Deep \nEndometriosis Analysis \nConsensus \nMick et al. \n(2025) \nAvaliar a precisão diagnóstica da USTV na \ndetecção de endometriose profunda, endometriose \novariana e endometriose superficial, utilizando o \nconsenso da IDEA (Análise Internacional de \nEndometriose Profunda) e novas definições da \nTerminologia Internacional para fenótipos de \nendometriose. \n3 \nEvaluation of surgical results \nof patients undergoing \nendometriosis treatment at a \ntertiary hospital in Belo \nHorizonte. \nCantelli et \nal. (2024) \nAvaliar os resultados obtidos em pacientes com \ndiagnóstico endometriose submetidos a \ntratamento cirúrgico em um hospital terciário no \nperíodo de janeiro de 2018 a dezembro de 2021. \n4 A  review of recent evidence \nand guidelines \nCrump  et \nal. (2024) \nFornecer um resumo das recomendações para o \ndiagnóstico e tratamento da dor e infertilidade \nassociadas à endometriose, a partir das diretrizes \nmais recentes baseadas em evidências sobre \nendometriose da Sociedade Europeia de \nReprodução Humana e Embriologia, do Royal \nAustralian College of Obstetricians and \nGynaecologists e do National Institute for Health \nand Care Excellence. \n5 \nAplicação da ultrassonografia \nno diagnóstico da \nendometriose \nLeite et al. \n(2024) \nAvaliar a aplicação da ultrassonografia \ntransvaginal (USTV) no diagnóstico da \nendometriose. \n6 \nA importancia da ressonância \nmagnética no diagnóstico da \nendometriose pélvica: uma \nrevisão. \nNasciment\no et al. \n(2024) \nAvaliar o papel da MRI no diagnóstico da \nendometriose, com base em estudos de artigos \ncom o mesmo objetivo. \n7 \nAvaliação do perfil clínico de \npacientes portadoras de \nendometriose atendidas em um \nserviço de referência em Belo \nHorizonte. \nFerreira et \nal. (2024) \nIdentificar o perfil clínico das pacientes atendidas \nno ambulatório do hospital privado de referência \nem endometriose e relacioná-lo aos achados do \nexame físico e aos dados ima-ginológicos. \n8 Endometriose Gouvea et \nal. (2023) Apresentar os tipos de endometrioses \n9 \nO diagnóstico da endometriose \npelo exame de ressonares \nmagnética \nRodrigues \net al. \n(2023) \nDescrever como é feito o diagnóstico por imagem \nda endometriose, além de descobrir quais os \ndesafios encontrados para a realização do exame e \nquais os preparos necessários para tal. \n10 \nEndometriose: causas, \nimplicações e tratamento da \ninfertilidade feminina através \ndas Técnicas de reprodução \nassistida \nVieira et \nal. (2020) \nExplanar a fisiopatologia da endometriose, as \nformas de diagnóstico e tratamento, bem como as \nimplicações da doença na fertilidade feminina e \nformas de tratamento através da reprodução \nassistida. \nFonte: Elaborada pelas autoras. \n \n            Conforme os autores deste estudo, observou-se as seguintes contribuições: \nNo que se refere ao ultrassom transvaginal, Leite et al. (2024) revela que  o ultrassom é \num exame de imagem não invasivo que possibilita a avaliação dos órgãos geni tais femininos. \n\n \n \n442 \nO exame, segundo o autor, tem capacidade de identificar caracte rísticas especificas da \nendometriose, como: a presença de aderências e endometriomas, tornando-se o padrão ouro \npara identificação da doença. No entanto, Rodrigues et al. (2023) revela que a ressonância é \nconsiderada superior a USTV por não depender dos conhecimentos do profissional executante \ne por ser um exame em que analisa-se as lesões depois da realiza ção do exame e não durante \nele. \nSobre o exame de ultrassom, SILVA; CECATTO JUNIOR et al., (2018) explica por \nmeio da literatura que esta é uma técnica de imagem que utiliza ondas sonoras com alta \nfrequência para criar imagens em tempo real das partes moles do corpo, en quanto para \nWestbrook et al., (2021), a ressonância Magnética é um exame que usa um campo magnético \npara captar os prótons de hidrogênio do corpo humano e gerar uma imagens mais detalhada das \npartes moles. Apesar da USTV depender dos conhecimentos do profissional exec utante, \ncostuma ser o primeiro exame feito quando existe a investigação de inúmeros tipos de patologia, \ndevido o baixo custo e o fácil acesso ao exame (GOES et al., 2018). \nDentre os artigos analisados neste estudo, Mick et al . (2025), ao avaliar a precisão \ndiagnóstica da USTV na detecção de endometriose destacou com excelente especificidade que \neste exame serve para detecção de acometimento de endometriomas, a presentando alta \nespecificidade para o diagnóstico de endometriomas ovarianos, sendo considerado um método \nconfiável na detecção dessas lesões. Contudo, outros estudos, apontam que os res ultados da \nendometriose profunda nem sempre são facilmente detectáveis na US TV, pois segundo Leite \net al., (2024) apesar da USTV ter alta precisão na identificação da endom etriose profunda em \nregiões como bexiga, reto, e septo retovaginal, ainda possui baixa eficác ia em diagnosticar a \nendometriose profunda em locais como: perímetro e ligamentos útero-sacrais.  \nA literatura explica tal achado destacando que os endometriomas, ou s eja, sistos \novarianos causados por endometriose ovariana, são melhor identificados por USTV devido a \nproximidade do transdutor aos ovários, o transdutor emite ondas sonoras e registra o que retorna \nao encontrar os tecidos, desta forma, permite identificar o endometrioma de  forma detalhada \npela proximidade ao transdutor (DANIILDS et al ., 2022). Entretanto, YINS. et al., (2020) \nretrata que quando se trata de endometriose profunda, que ocorre quando o tecido s emelhante \nao endométrio penetra mais de 5 mm abaixo da superfície do peritônio, ou seja, invade \nprofundamente os órgãos e tecidos da pelve, torna-se mais difícil identi ficar a endometriose \nprofunda em exames como o ultrassom por causa da profundidade o que justificaria os achados \ndos autores supracitados pela literatura. .  \n\n \n \n443 \n Referente a Ressonância Magnética, o  estudo de Rodrigues et al. (2023) descreve que \no exame é feito para aferir o local e profundidade da endometriose com a utilização de imãs de \nalto campo com 1,5 tesla e 3 teslas, no qual utiliza-se a técnica fast-sat de saturação de gordura, \ncom o objetivo de saturar o hipersinal da gordura para não perder o hipersinal das lesões \nhemorrágicas, desta forma, é possível destacar lesões hemorrágicas infe riores a 5 mm. \nComplementando, (Yuruk et al. 2025; Nascimento et al., 2024) descrevem que a ressonância \ncaracteriza a extenção da doença, proporcionando uma avaliação mais precisa para a \ncomplexidade da endometriose, evidenciando lesões inferiores a 5 mm. \n As vantagens descritas pelos autores supracitados se dão pelas características inerentes \nao exame, já que a ressonância magnética mostra as camadas inte rnas dos órgãos, destacando \no quanto a endometriose profunda penetra, isso ocorre devido seu mapeamento e m planos \nsagitais, coronais e axiais, permitindo assim mapear a pelve e todas as áreas afetadas de forma \nmais detalhada (LORUSSO F. et al., 2021; MACIEL C. et al., 2023).  \n            Já no que se trata da laparoscopia, Cantelli et al. (2024) revelam que este é um \nprocedimento minimamente invasivo e está relacionado com uma menor res posta endócrina \nmetabólica ao trauma, menor risco de complicações pós-operatórias, menor ri sco e menor \ntempo de recuperação após o procedimento. No entanto, Gouvea et al. (2023) em seu estudo, \nexplica que a laparoscopia tem um diagnóstico invasivo, apresentando desva ntagem quando \ncomparado a ressonância e ultrassom, uma vez que o procedimento por ser invasivo pode causar \ncomplicações, hemorragias, infeções e formação de aderências. \nContudo outros autores como Crump et al . (2024) apontam que a detecção da \nendometriose superficial seria melhor evidenciada por laparoscopia, de vido a dificuldade de \nidentificar tal ramificação da doença em exames de imagem mais a cessíveis e menos ivasivos \nque a laparoscopia. De forma similar, Mick et al. (2025), afirma que são necessários avanços \nadicionais nas técnicas de diagnóstico para identificar casos de endom etriose superficial com \nprecisão.  \nA laparoscopia é uma intervenção cirúrgica feita sob anestesia geral  que possibilita a \nvisualização direta dos órgãos internos do abdômen e da pélvis através de uma pequena câmera \nque é introduzida por meio de incisões diminutas na área abdominal (COUT O et al., 2020). A \nintervenção é especialmente valiosa quando a ressonância e ultrass om não conseguem \nidentificar a patologia por apresentar-se como endometriose peritoneal, que é quando a \nendometriose se desenvolve na superfície  da membrana que reveste a parte interna dos órgãos \npélvicos, tornando-se difícil de ser visualizada por métodos de imagem não inva sivos \n(ALLAIRE C. et al., 2023). Assim, a literatura já tem apontado que a endometriose superficial \n\n \n \n444 \ngeralmente tem poucos milímetros, não formam massa e neste sentido, não criam contraste com \nos tecidos. Aliado ao fato de não possui cistos ou lesões noduláres que seja m fáceis de \nevidenciar por ultrassom ou ressonância, o que justifica os achados supracitados que apontaram \na laparoscopia como referência para diagnóstico da endometriose superfic ial devido as \nlimitações apresentadas pela ressonância e USTV ( PASCOAL et al., 2022; KIDO et al., 2022; \nYOUSSEF et al., 2024; SANDERS et al., 2024). \n Entre os resultados encontrados na presente pesquisa, é possível destc ar os seguintes \ndodos: \nQuadro-2 Comparativo de Exames para Diagnóstico da Endometriose \n         Critério \nExame \nEspecificidade Característica do \nExame \nVantagens Desvantagens \nUSTV Exame primário \npara identificação \nda endometriose \novariana e \nalgumas \nespecificidades da \nendometriose \nprofunda. \nExame de \nimagem não \ninvasivo que \nconsiste na \nemissão e \nrecepção de ondas \n Baixo custo \n \n Não causa \ndesconforto à \npaciente \n \n Exame rápido e de \nfácil acesso \n Exame extremamente \ndependente dos \nconhecimentos do \nexecutante para \ndiagnóstico preciso \nRM Endometriose \novariana com \nmelhor \ndetalhamento \npara a \nendometriose  \nprofunda \nExame de \nimagem \nmagnético com \nalta resolução \npara diferenciação \nde patologias \n Exame não invasivo. \n \n Não causa \ndesconforto à \npaciente. \n \n Exame feito para \nplanejamento \ncirúrgico da \nendometriose \nprofunda \n Difícil acesso \n \n Alto custo \nLaparoscopia Endometriose \nperitoneal \nPequena cirurgia \ninvasiva para \nanálise de \ncavidade pélvica \n Exame \nhistopatológico para \ndiferenciação dos \ntipos de \nendometrioses \n Exame invasivo \n \n Gera desconforto  \n \n Alto custo, acesso \nlimitado e \nnecessidade de \nhospital e centro \ncirúrgico. \n \n Apenas para \nidentificação \npatológica e para \ncirurgia.  \n \nDiante do quadro exposto, foi possível evidenciar que quando se trata da endometriose, \nnão existe um método superior ao outro, mas sim exames específicos para  as ramificações da \nendometriose, visto que a patologia se aloja em regiões especificas e que cada método de exame \npossui suas vantagens e limitações para identificar os tipos de va rientes da mesma. Nesse \n\n \n \n445 \nsentido, a endometriose se mostra uma patologia complexa e muitas vezes  os métodos em si \nsão combinados para melhor avaliação e diagnóstico da doença, a depender do estágio, extensão \ne tipo de endometriose.  \nOutro ponto de destque está relacionado ao acesso a esses tipos de exam es e os custos \nenvolvidos, haja vista que a ressonancia é um exame mais caro e men os acessível, que não \ncausa desconforto a paciente. Em contrapartida, o ultrassom por não gerar desconforto, ser mais \nbarato e acessível se mostra o primeiro exame feito quando existe suspeita de endometriose, já \na laparoscopia por ser um procedimento invasivo e caro, que posteriorment e pode ocasionar \ndesconforto, é usada como planejamento cirúrgico ou para identificação da patologia quando \nos outros métodos de imagem não chegaram a resultados conclusivos. \nPara confirmação diagnóstica em pacientes com suspeitas de endometriose , os exames \nde imagem mais utilizados para confirmação diagnóstica são ultrassom e  ressonancia \nmagnética, no entanto o rastreio da lesão por muitas vezes é feit o de forma inadequada, \nincorreta ou incompleta, o que consequentemente compromete o planejamento de posteriores \nprocedimentos cirúrgicos e clinicos (FERREIRA et al., 2024). \nExistem barreiras na sociedade para tratar e lidar com a en dometriose, pois esta \nenfermidade é silenciosa, ocorrendo em muitos casos o reconhecimento t ardio. Além disso, a \nfalta de consciência e entendimento sobre a patologia é uma problemática, seja pela demora em \nchegar a um diagnóstico conclusivo, seja por intervenções inadequadas e exames inconclusivos. \nAs mulheres levam muitos anos para adquirir diagnóstico preciso após o i nício do \ndesenvolvimento dos sintomas, o que consequentemente leva ao agravamento da doença \n(VIEIRA et al., 2020). \n \n4 CONCLUSÃO  \n \nNo presente estudo, os métodos de identificação da endometriose, tanto os não invasivos \ncomo o ultrassom e ressonância, quanto a laparoscopia que é um método invasivo, mostraram-\nse extremamente eficientes para identicação e diagnóstico de cada tipo especifico da patologia, \nno entanto não se pode eleger um único tipo de exame de imagem, tendo em vista a necessidade \nde se analisar o tipo de endometriose e a pela localização da doenç a que trará limitações aos \nexames. \nOs métodos de imagem podem ser combinados entre si quando os exames não são \nconclusivos, como ocorre na endometriose peritoneal, pois antes de submeter a  paciente a um \nprocedimento invasivo, como a laparoscopia, são feitos ultrassom e ressonância. A combinação \n\n \n \n446 \ndo ultrassom e a ressonância, também ocorre em casos de endometriose profunda, em que o \nultrassom por ter limitações referentes ao local de acometimento não for capaz de identicar com \nprecisão a patologia, nesses casos, é feita a ressonância para identificação. Os exames também \nsão combinados para planejamento cirúrgico, em que o cirúrgião precisa saber o grau de \ninfiltração e a localização exata do acometimento. \nNeste sentido observa-se que apesar dos avanços nos métodos de imagem  para \nidentificação patológica, ainda existem limitaçãoes quanto ao r astreio da endometriose, \npricipalmente quanto ao rastreio da endometriose profunda por USTV, e também qua nto a \nidentificação da endometriose superficial por ultrassom e ressonância. É valido destacar que \nsão necessários tais avanços para identificação da patologia de form a mais barata e acessível, \nsem ter que muitas vezes submeter as mulheres a cirúrgia apenas para identificação da mesma. \n \n5 AGRADECIMENTOS \n   \nGostaria de agradecer aos meus pais por  acreditarem e m mim, por todo apoio e insentivo. Sou extremamente grat a aos meus \namigos Mateus Abreu, Paulo Arrais, Victor Sabino, Maria Clara Abreu e Gabriel Dias por me ajudarem com este artigo. E um \nagradecimento especial a minha psicóloga Heloisa e a minha orientadora Idna por todos ensinamentos durante essa trajetória.  \n \n6 REFERÊNCIAS \n \n \nALLAIRE, Catherine; BEDAIWY , Mohamed A.; YONG, Paul J. Diagnosis and management \nof endometriosis. Journal de l’Association medicale canadienne [Canadian Medical \nAssociation journal], v. 195, n. 10, p. E363–E371, 2023. \n \nBENACERRAF, Beryl;ௗGOLDSTEIN, Stevenௗ; ௗGROSZMANN, Yvetteௗ. 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