A fertilidade espontânea em mulheres diagnosticadas com endometriose: um embasamento teórico

In: Brazilian Journal of Health Review · 2023 · vol. 6(3) , pp. 12739–12749 · doi:10.34119/bjhrv6n3-337 · W4382798601
article OA: diamond CC0
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This systematic review found that while early-stage endometriosis's link to infertility is not fully understood, pelvic inflammation and adhesions can impair spontaneous fertility in affected women.

One-sentence paraphrase of the abstract; not a substitute for reading it. No clinical advice. How this works

AI-generated deep summary by claude@2026-06, 2026-06-10 · read from full text

The paper aimed to clarify how endometriosis contributes to infertility and to assess what women diagnosed with the condition understand about its relationship to infertility, using a systematic review of literature from 2017 onward (SciELO, LILACS, and PubMed; Portuguese/English/Spanish; keywords “Endometriosis AND Fertility”). From 101 articles found, 20 met the exact topic criteria; it reports that mechanisms—such as altered immune function, impaired folliculogenesis, defective implantation, ovulatory dysfunction, and endometriomas (and, at more advanced stages, severe pelvic adhesions distorting anatomy and impairing oocyte/sperm access)—are not fully consolidated, with an overarching description that pelvic inflammation can disrupt the intra-follicular microenvironment and affect ovarian, tubal, and implantation functions. The authors note controversy: some studies find similar pregnancy rates in ASRM stage I/II compared with women without visible endometriosis, while other evidence (including a long follow-up and comparisons after ablation) suggests significant differences favoring the intervention group, yet conclusions about spontaneous fertility are not definitively established. This paper is centrally about endometriosis — it reviews evidence linking endometriosis to fertility and spontaneous pregnancy outcomes, with particular attention to proposed infertility mechanisms and early-stage controversies.

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Abstract

Introdução: A endometriose é uma doença inflamatória muito relacionada à dor pélvica e infertilidade, que consiste em focos de tecido endometrioide fora da cavidade uterina, se localizando mais comumente nas vísceras abdominais e peritônio. Ainda não se sabe especificamente o mecanismo que resulta na infertilidade das pacientes, mas é consenso afirmar que a endometriose altera a receptividade uterina, a função tubária e a ovariana. Este trabalho objetiva esclarecer o mecanismo de infertilidade na endometriose, evidenciar a fertilidade espontânea nessa patologia e analisar o conhecimento das mulheres diagnosticadas acerca da relação entre a infertilidade e a endometriose. Metodologia: Trata-se de uma revisão sistemática que vasculha a literatura utilizando os seguintes descritores e o operador booleano: “Endometriosis AND Fertility”, nas bases de dados SciELO, Lilacs e Pubmed, considerando os idiomas português, inglês e espanhol, e a data das publicações a partir de 2017. Resultados: Dos 101 artigos encontrados, 20 se adequaram ao entendimento do tema abordado. Dessa forma, o mecanismo fisiopatológico da infertilidade, em especial nos estágios iniciais (I e II da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM)), ainda não é totalmente consolidado na literatura, mas são apresentados algumas teorias que justificam essa complicação, como alteração imunológica, foliculogênese prejudicada, implantação defeituosa, disfunção ovulatória e endometriomas, e nos estágios mais avançados, principalmente, pela formação de aderências pélvicas graves, que distorcem a relação anatômica, limitam o acesso dos oócitos e espermatozóides e alteram a mobilidade das fímbrias. Porém, é sabido que esta patologia é caracterizada por uma inflamação pélvica que pode alterar o mecanismo imunológico nos folículos, prejudicando seu desenvolvimento saudável e favorecendo a superprodução de substâncias e citocinas que afetam a função ovariana, tubária e a implantação de embriões. Ao estabelecer que a infertilidade é uma das principais complicações dessa patologia, pensa-se que a fertilidade espontânea dessas pacientes tende a ser mínima, necessitando frequentemente de tratamento para concepção. Apesar de contraditório, alguns estudos apontam dúvidas quanto à ligação entre a infertilidade e os estágios I e II (ASRM), tendo um resultado semelhante em relação à taxa de gravidez apresentada entre pacientes com endometriose no estágio I e sem endometriose presente. Em contrapartida, outros estudos relatam que apesar da taxa estar em porcentagem próxima, em um acompanhamento por quatorze anos entre mulheres que têm endometriose e aquelas que fizeram ablação completa, a taxa de gravidez teve uma variação significativa, sendo maior no segundo grupo. Sendo assim, mesmo em estágios iniciais e apesar de lacunas na literatura, têm-se evidências de que a endometriose pode afetar a concepção e a fertilização espontânea nessas pacientes não parece ser uma realidade tão próxima. Conclusão: Desta forma, pode-se afirmar que a endometriose está associada a mudanças inflamatórias no microambiente intra-folicular e aderências pélvicas graves que podem levar à infertilidade dessas pacientes. Assim, apesar da necessidade de mais estudos e evidências quanto ao tema, a fertilidade espontânea pode estar presente nas mulheres com endometriose, mas não é a realidade mais prevalente.
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A fertilidade espontânea em mulheres diagnosticadas com endometriose: um embasamento teórico DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv6n3-337Keywords: endometriose, fertilidade, taxa de gravidezAbstract Introdução: A endometriose é uma doença inflamatória muito relacionada à dor pélvica e infertilidade, que consiste em focos de tecido endometrioide fora da cavidade uterina, se localizando mais comumente nas vísceras abdominais e no peritônio. Ainda não se sabe especificamente o mecanismo que resulta na infertilidade das pacientes, mas é consenso afirmar que a endometriose altera a receptividade uterina, a função tubária e ovariana. Este trabalho objetiva esclarecer o mecanismo de infertilidade na endometriose, evidenciar a capacidade nessa patologia e analisar o conhecimento das mulheres diagnosticadas sobre a relação entre a infertilidade e a endometriose. Metodologia: Trata-se de uma revisão sistemática que vasculha a literatura utilizando os seguintes descritores e o operador booleano: “Endometriosis AND Fertility”, nas bases de dados SciELO, Lilacs e Pubmed, considerando os idiomas português, inglês e espanhol, e dados das publicações a partir de 2017. Resultados: Dos 101 artigos encontrados, 20 se adequaram ao entendimento do tema exato. Dessa forma, o mecanismo fisiopatológico da infertilidade, em especial nos pendentes iniciais (I e II da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM)), ainda não é totalmente consolidado na literatura, mas são apresentadas algumas teorias que justificam essa ocorrência, como alteração imunológica , foliculogênese prejudicada, implantação defeituosa, disfunção ovulatória e endometriomas, e nos alcance mais avançado, principalmente, pela formação de aderências pélvicas graves, que distorcem a relação anatômica, limitam o acesso dos oócitos e espermatozóides e alteram a mobilidade das fímbrias. Porém, é sabido que esta patologia é caracterizada por uma inflamação pélvica que pode alterar o mecanismo imunológico nos folículos, prejudicando seu desenvolvimento saudável e favorecendo a superprodução de substâncias e citocinas que atingiram a função ovariana, tubária e implantação de embriões. Ao estabelecer que a infertilidade é uma das principais complicações dessa patologia, pense-se que a fertilidade espontânea desses pacientes tende a ser mínima, necessitando frequentemente de tratamento para concepção. Apesar de contraditório, alguns estudos apontam dúvidas quanto à ligação entre a infertilidade e os ganhos I e II (ASRM), tendo um resultado semelhante em relação à taxa de gravidez entre pacientes com endometriose no estágio I e sem endometriose presente. Em contrapartida, outros estudos relatam que apesar da taxa estar em porcentagem próxima, em um acompanhamento por quatorze anos entre mulheres que têm endometriose e aquelas que fizeram ablação completa, a taxa de gravidez teve uma variação significativa, sendo maior no segundo grupo. Sendo assim, mesmo em emocionantes iniciais e apesar de lacunas na literatura, têm-se evidências de que a endometriose pode afetar a concepção e a fertilização espontânea nessas pacientes não parece ser uma realidade tão próxima. Conclusão: Desta forma, pode-se afirmar que a endometriose está associada a mudanças inflamatórias no microambiente intra-folicular e aderências pélvicas graves que podem levar à infertilidade dessas pacientes. Assim, apesar da necessidade de mais estudos e comprovações quanto ao tema, a fertilidade espontânea pode estar presente nas mulheres com endometriose, References Abreu J, et al. 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