A endometriose e sua realidade epidemiológica no Nordeste Brasileiro

In: Medicina (Ribeirão Preto) · 2024 · vol. 57(2) · doi:10.11606/issn.2176-7262.rmrp.2024.214123 · W4405510444
article OA: diamond CC0
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This study mapped endometriosis hospitalizations in Northeast Brazil from 2012-2021, identifying 32,465 cases with declining prevalence and highlighting Ceará, Maranhão, and Rio Grande do Norte as having the highest rates.

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The paper studied the prevalence and sociodemographic profile of hospitalizations due to endometriosis across the Brazilian Northeast, using an observational, cross-sectional epidemiologic design based on Hospital Information System data. From 2012–2021, the authors reported 32,465 hospital admissions for endometriosis, with the highest prevalences in Ceará, Maranhão, and Rio Grande do Norte, and the peak occurring in 2012 followed by a decline through 2020. Hospitalizations were most common among adult women aged 20–59, those identified as parda, and in both elective and urgent care contexts, with more care in private establishments and total expenditures of R$ 23,812,361. The authors note a limitation in interpreting the decline, suggesting it may reflect subdiagnosis and undertreatment, and calling for complementary studies to clarify why hospitalizations decreased. This paper is centrally about endometriosis — it maps the epidemiological reality of hospitalizations for endometriosis in Brazil’s Northeast and interprets trends potentially driven by underdiagnosis/undertreatment, informing endometriosis burden in that region.

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Abstract

Fundamentos: A endometriose é uma condição na qual tecido semelhante ao endométrio, o revestimento do útero, se desenvolve fora da cavidade uterina. O processo de investigação diagnóstica pode ser prolongado, pois exige muita atenção do médico às diversas manifestações clínicas que o quadro pode apresentar, sendo doença altamente prevalente subdiagnosticada e subtratada que causa repercussões negativas na saúde da mulher. Objetivo: Mapear a prevalência e o perfil socioeconômico das internações hospitalares por endometriose nas Unidades Federativas da região Nordeste. Métodos: Estudo epidemiológico, observacional e transversal, utilizando dados do Sistema de Informações Hospitalares, do número de internações por endometriose em mulheres, na região Nordeste, de 2012 a 2021. Resultados: Foram notificadas 32.465 internações por endometriose, tendo os estados do Ceará, Maranhão e Rio Grande do Norte as maiores prevalências. O pico de hospitalizações ocorreu no ano de 2012, sucedido de um declínio até o ano de 2020. A predominância ocorre na faixa etária adulta (20 a 59 anos), na raça parda, no caráter de atendimento eletivo, em caráter de urgência, em estabelecimentos privados e o valor gasto no atendimento totalizou R$ 23.812.361. Conclusão: Identificou-se uma redução de hospitalizações por endometriose na região, podendo esse resultado estar relacionado ao subdiagnóstico e ao subtratamento da doença. Por tanto, fazem-se necessários estudos complementares que esclareçam os motivos do declínio.
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A endometriose e sua realidade epidemiológica no Nordeste Brasileiro DOI: https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.rmrp.2024.214123Palavras-chave: Endometriose, Epidemiologia, Saúde pública, Estudos transversaisResumo Fundamentos: A endometriose é uma condição na qual tecido semelhante ao endométrio, o revestimento do útero, se desenvolve fora da cavidade uterina. O processo de investigação diagnóstica pode ser prolongado, pois exige muita atenção do médico às diversas manifestações clínicas que o quadro pode apresentar, sendo doença altamente prevalente subdiagnosticada e subtratada que causa repercussões negativas na saúde da mulher. Objetivo: Mapear a prevalência e o perfil socioeconômico das internações hospitalares por endometriose nas Unidades Federativas da região Nordeste. Métodos: Estudo epidemiológico, observacional e transversal, utilizando dados do Sistema de Informações Hospitalares, do número de internações por endometriose em mulheres, na região Nordeste, de 2012 a 2021. Resultados: Foram notificadas 32.465 internações por endometriose, tendo os estados do Ceará, Maranhão e Rio Grande do Norte as maiores prevalências. O pico de hospitalizações ocorreu no ano de 2012, sucedido de um declínio até o ano de 2020. A predominância ocorre na faixa etária adulta (20 a 59 anos), na raça parda, no caráter de atendimento eletivo, em caráter de urgência, em estabelecimentos privados e o valor gasto no atendimento totalizou R$ 23.812.361. Conclusão: Identificou-se uma redução de hospitalizações por endometriose na região, podendo esse resultado estar relacionado ao subdiagnóstico e ao subtratamento da doença. Por tanto, fazem-se necessários estudos complementares que esclareçam os motivos do declínio. Downloads Referências Marfil AA, Castillo EB, García RM, Guevara NML, Mazheika M. Epidemiology of Endometriosis in Spain and Its Autonomous Communities: A Large, Nationwide Study. 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openalex
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