ENDOMETRIOSE

In: Ginecologia e Obstetrícia - Edição II · 2023 · pp. 81–87 · doi:10.59290/978-65-81549-94-7.10 · W4377820180
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This paper reviews endometriosis, a chronic estrogen-dependent condition characterized by endometrial tissue outside the uterus, leading to pelvic pain and infertility, with a multifactorial pathophysiology that is not fully understood.

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This chapter describes endometriosis by outlining its estrogen-dependent biology, epidemiology, and leading theories of pathogenesis, including Sampson’s retrograde menstruation model and additional proposed mechanisms such as genetic, immunologic, hormonal, and environmental factors, while noting that retrograde menstruation alone cannot explain disease because it occurs in most women. It summarizes the variable clinical presentation (with chronic pelvic pain and deep dyspareunia as common symptoms), diagnostic features, and commonly cited diagnostic performance of transvaginal ultrasound, along with the need for surgical evaluation/biopsy for definitive diagnosis and the reported delay in diagnosis. It also reviews treatment approaches for pain and disease management, contrasting symptomatic analgesics, hormonal therapies (progestogens, combined contraceptives, GnRH agents, antagonists, aromatase inhibitors), and surgical options, including examples of adverse effects and an explicitly stated selection based on symptom severity, extent/location, reproductive goals, and age. This paper is centrally about endometriosis — it is a narrative overview of endometriosis pathophysiology, clinical features, diagnosis, and treatment.

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81 | P á g i n a Palavras Chave: Endometriose; Saúde da Mulher; Doença Crônica. Capítulo 10 AMANDA RIBEIRO FRANÇA¹ CAIO FERREIRA SOUZA¹ JOANA RIBEIRO FRANÇA2 KAMILLE VICTÓRIA FÉLIX ASSUNÇÃO2 1. Discente - Medicina da Universidade Federal do Amazonas. 2. Discente – Medicina do Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos. ENDOMETRIOSE 10.59290/978-65-81549-94-7.10 82 | P á g i n a INTRODUÇÃO A endometriose é uma condição benigna, crônica e dependente de estrogênio, definida pelo crescimento de tecido semelhante ao endo- métrio fora da cavidade uterina, em locais como peritonio, ovários e septo retrovaginal, e tam - bém em alguns casos no sistema nervoso central e pericárdio. A endometriose é ca racterizada principalmente por dor pélvica e infertilidade. A prevalência dessa patologia é cerca de 20% em mulheres com idade reprodutiva e de 30 a 50% em mulheres inférteis, e apesar de sua relevân - cia clínica, sua fisiopatologia ainda não é total - mente conhecida (NACUL & SPRITZER; 2010). A teoria mais aceita a respeito da fisiopato - logia é a de Sampson, feita em 1927, denomi - nada teoria da implantação. De acordo com esta, durante a menstruação ocorreria o refluxo de te- cido endometrial pelas trompas de f alópio, e logo após esse tecido se implantaria o peritônio e ovário. Ademais, existem fatores genéticos, hormonais ou ambientais que poderiam propi - ciar o desenvolvimento da doença (NACUL; SPRITZER; 2010). Mulheres que têm expressão maior de genes envolvid os com a apoptose ce - lular, por exemplo, c -fos, facilitam a sobrevi - vência e adesão desse tecido no peritônio. Além disso, pesquisas apontam que 5,3% das pacien - tes relatam ter história familiar positiva (NA - CUL & SPRITZER; 2010). A doença apresenta na maioria das vezes sintomas variáveis e inespecíficos. Dor pélvica e infertilidade são os principais, mas as pacien - tes podem apresentar também dismenorreia, queixas urinárias e intestinais. Pacientes com maior grau de escolaridade (segundo e terceiro graus completos), apresen - tam diagnóstico mais precoce, o que indica que mulheres com maior acesso a cuidados médicos têm maior preocupação quando se trata de dor pélvica e infertilidade (MARQUI; 2014). Outrossim, estudos mostram que a endome- triose afeta psicologicamente as mulheres, sendo a depressão relatada em cerca 92% das pacientes e a ansiedade 87,5%, além de interfe- rir na vida sexual das mesmas (MARQUI, 2014). Vale destacar, ainda, que essa doença pode afetar as atividades laborativas das pacien- tes. O objetivo deste estudo foi realizar uma des- crição e discussão mais profunda sobre a endo - metriose, visto que essa é uma patologia de alta prevalência nas mulheres, e que afeta direta - mente sua qualidade de vida, diminuindo a vita- lidade e afetando as relações familiares, sociais e de trabalho. Fisiopatologia Embora a endometriose seja uma doença prevalente, sua patogênese ainda não é comple- tamente esclarecida. Sua fisiopatologia parece ser multifatorial, o que inclui a migração de te - cido endometrial ectópico do útero para a cavi - dade peritoneal, alterações imunológicas, dese - quilíbrio na proliferação e apoptose celular e fa- tores genéticos (GIUDICE, 2010). Foram identificadas regiões genômicas e anormalidades em genes causadores de câncer, como o PIK3CA, KRAS, ARID1A, que tam - bém se associam a endometriose. Essa relação pode ser utilizada para explicar a agressividade de lesões invasivas e profundas em comparação com as lesões peritoneais superficiais (RAHMI- OGLU et al., 2014). Diante das várias teorias propostas para ex - plicar o desenvolvimento da endometriose, acredita-se que mais de uma ocorra para o esta- belecimento clínico da doença. A teoria mais postulada é a da menstruação retrógrada de Sampson, na qual as células endometriais fluem 83 | P á g i n a pelas tubas para a cavidade peritoneal durante o período menstrual. Essa teoria se apoia nos da - dos de que a incidência de endometriose é maior em mulheres com obstruções do trato genital e que consequentemente aumentam o refluxo tu - bário. No entanto, o fato de aproximadamente 90% das mulheres terem menstruação retró - grada e a maioria não evoluir clinicamente com endometriose sugere que outros fatores devem estar envolvidos (VERCELLINI et al., 2014). Outra situação clínica que questiona a teoria de Sampson é a existência de endometriose em meninas antes da menarca. Possíveis explica - ções para essa situação é a existência de restos embrionários mullerianos, que podem ser lesões antecedentes à forma clássica de endometriose e que se tornam clinicamente expressadas devido a sangramento uterino neonatal causado por ex- posição materna (OLIVEIRA et al., 2012). Outros mecanismos alternativos são postu - lados como fontes em potencial de células en - dometriais ectópicas, como células-tronco, ves- tígios embrionários, disseminação linfática ou vascular ou metaplasia de células celômicas (GIUDICE, 2010). Quadro clínico A apresentação da endometriose é variável. Algumas mulheres podem ser assintomáticas, cerca de 3 a 22%, ou cursar com infertilidade, dismenorreia severa, dispareunia profunda, dor pélvica cr ônica, dor ovulat ória, sintomas urinários ou evacuat órios perimenstruais e fa - diga crônica (NACUL & SPRITZER; 2010). O sintoma mais prevalente é a dor pélvica crônica, seguida por dispareunia de profundi - dade, sendo citados, respectivamente 56,8% e 54,7% das pacientes. De acordo com Nacul e Spritzer (2010), para identificar endometriose profunda infiltrativa, a paciente pode apresentar são nodula ções palp áveis no f órnice vaginal posterior ou septo retovaginal, espessamento dos ligamentos uterossacros ou lesões violáceas na vagina. Ao realizar o exame ginecológico, a paci - ente pode queixar -se de dor a mobilização do colo uterino. Pode ser evidenciada a retroversão uterina ou ovários aumentados, entretanto não são específicos de endometriose (NACUL; SPRITZER; 2010). As pacientes acometidas podem também apresentar sintomatologia atípica, como sinais e sintomas de síndrome do cólon irritável, de do - ença inflamatória pélvica e de cistite intersticial. Essas queixas podem surgir a depender da im - plantação dos focos de endometriose, bem como sua profundidade de invasão no tecido acome - tido (NACUL; SPRITZER; 2010). Diagnóstico Atualmente, o diagnóstico definitivo da en - dometriose ocorre por meio da avaliação cirúr - gica, sendo o padrão ouro a videolaparoscopia com biópsia. No entanto, a somatória dos sinto- mas com achados no exame físico, de imagem e laboratoriais possuem alto valor preditivo posi - tivo para o diagnóstico d a doença (NACUL; SPRITZER; 2010). A endometriose tem 4 estágios de acordo com American Society of ReproductiveMedi - cine/ASRM, I (doença mínima), II (leve), III (moderada) e IV (severa). Exames que também contêm boa acurácia são: dosagem de CA -125, interleucina-6, ultrassonografia pélvica transva- ginal e ressonância magnética, entretanto, o di - agnóstico definitivo apenas é feito com laparos- copia (MARQUI; 2014). A dosagem de CA - 125, principalmente quando coletado no pri - meiro ou segundo dia do ciclo menstru al, prin- cipalmente se os valores forem maiores de 100 UL/ml (NACUL; SPRITZER; 2010). Ademais, o diagnóstico de endometriose muitas vezes é atrasado, estima -se que em mé - 84 | P á g i n a dia ele atrase 4 anos para as mulheres com in - fertilidade e 7,4 anos para aquelas com dor pélvica (MARQUI; 2014). Um dos exames mais empregados atual - mente é a ultrassonografia pélvica transvaginal, preferencialmente com preparo intestinal. Essa exame possui alta acurácia, sendo sua sensibili- dade de 94% e especificidade de 98% na identi- ficação de focos de endometriose profunda (NACUL; SPRITZER; 2010). Assim, um resultado negativo pode indicar que a paciente não tenha endometriose devida sua alta especificidade. No entanto, caso o exame seja positivo para endometriose, o trata - mento pode ser instituído sem necessidade de aprofundamento com outros exames (NACUL; SPRITZER; 2010). No entanto, caso qualquer dúvida exista, como massas ovarianas não típicas de endome - trioma, a ressonância magnética passa a ser o exame de escolha, tanto por sua alta acurácia para o diagnóstico de endometriose, permitindo estadiamento e profundidade dos implantes, como também por seu papel no estabelecimento de diagnósticos diferenciais (NACUL; SPRIT - ZER; 2010). Uma outra opção recente de diagnóstico é a ecoendoscopia retal, que possui boa visualiza - ção de alterações sugestivas de doença do septo retovaginal, ligamentos uterossacros ou do re - tossigmoide (NACUL; SPRITZER; 2010). No caso de endometriose urogenital, a uror- ressonância pode ser utilizada como método al- ternativo à urografia excretora para avaliação de dilatações do sistema coletor renal (NACUL; SPRITZER; 2010). Tratamento O tratamento da endometriose e seus sinto - mas necessita de uma escolha terapêutica apoi - ada na gravidade dos sintomas, extensão e loca- lização da doença, desejo de engravidar e idade da paciente (FRANÇA et al., 2022). O tratamento de mulheres com dor associ - ada a endometriose inclui o uso de analgésicos, que agem de forma apenas sintomática, trata - mento hormonal e cirurgia, sendo o tratamento hormonal (contraceptivos combinados, proges - tágenos, agonistas do hormônio liberador de go- nadotrofina (GnRH), antagonistas do GnRH ou inibidores da aromatase) o mais recomendado (BECKER et al., 2022). A terapia hormonal da endometriose su - prime as flutuações dos hormônios gonadotrófi- cos e ovarianos e é comumente apoiada na pro - gesterona, que induz a decidualização das célu- las endometriais, gerando atrofia. Assim, tipica- mente impede a ovulação e a liberação hormo - nal pelos ovários, incluindo o estrogênio, o que remete à redução do desenvolvimento das lesões e da atividade endometrial. Entre os efeitos co - laterais mais comuns tem-se o sangramento va- ginal pesado, secura vaginal, redução de libido, desconforto mamário, insôni a e depressão. (CHAUHAN et al, 2022). A terapia progestogênica, considerada de primeira escolha mesmo que 25% das pacientes não respondam ao tratamento, consiste no uso de contraceptivos orais combinados e progesti - nas e é capaz de inibir a ovulação e a deciduali- zação, redução de lesões e redução de sintomas na maioria das pacientes. Os efeitos adversos mais comuns que podem ocorrer incluem o san- gramento súbito, sensibilidade mamária, náu - seas, cefaleias e alterações de humor (FRANÇA et al., 2022). A ter apia hipoestrogênica (agonistas do GnRH), é a de segunda escolha, e consiste no feedback negativo na hipófise, inibindo gonado- trofinas, o que remete a regulação negativa da 85 | P á g i n a esteroidogênese ovariana, com uso pelas vias parenteral, subcutânea, intramuscular, via spray nasal ou intravaginalmente. Seus sintomas ad - versos incluem sintomas vasomotores, hipotro - fia genital e instabilidade do humor, além de apresentar risco de osteopenia pelo balanço ne - gativo de cálcio (FRANÇA et al., 2022). A terapia hiperandrogênica (danazol ou ges- trinona) inibe a liberação de GnRH, o pico do hormônio luteinizante e a produção ovariana, além de aumentar a testosterona livre, reme - tendo na atrofia de implantes endometrióticos. Pode gerar efeitos androgênicos como sebor - reia, hipertricose, ganho ponderal, aumento de lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e redu- ção de proteínas de alta densidade (HDL), as - sim, não é indicado para tratamentos duradouros (FRANÇA et al., 2022). Os inibidores da aromatase (IA) inibem uma enzima que participa da biossíntese do estrogê - nio, a aromatase P450, provoca a redução das lesões e da dor pélvica. As drogas de 3º geração são capazes de diminuir os níveis séricos de 17β-estradiol em 97 -99% após 24 horas. Pode gerar efeitos adversos com o a perda de cálcio nos ossos, secura vaginal, insônia, sintomas va- somotores, náuseas e cefaleia (FRANÇA et al., 2022). Para o tratamento da infertilidade associada a endometriose, a cirurgia Laparoscópica tem se mostrado favorável como opção para melhora r as taxas de gravidez espontânea. Também pode ser realizado estimulação ovariana com insemi- nação intrauterina (CARSON & KALLEN, 2021). No entanto, quando a endometriose está as- sociada a infertilidade os tratamentos de repro - dução assistida, que inclui i nseminação intrau- terina e fertilização in vitro, podem ser opções terapêuticas (NACUL & SPRITZER, 2010). A escolha do método leva em consideração o grau da doença, envolvimento tubário, a idade da paciente, o tempo de infertilidade e a pre - sença de comorb idade e outros fatores relacio - nados (NACUL & SPRITZER; 2010). Nos casos de endometriose classificada como mínima ou leve, em que a anatomia da pelve está preservada e pelo menos uma trompa está pérvia, a inseminação intrauterina com in - dução da ovulação p arece ser uma terapêutica eficaz. Para isso, a capacitação espermática deve estar acima de 5 milhões/ mL. Esse trata - mento deve ser oferecido por até seis ciclos (NACUL & SPRITZER, 2010). Já no caso de pacientes com idade superior a 35 anos, a fertilização in vitro (FIV), parece ser a melhor opção inicial (NACUL & SPRIT - ZER, 2010). Além da indicação pela idade, a FIV é a te - rapêutica indicada para os casos de endometri - ose mais avançados, como graus 3 e 4, com comprometimento das tubas e também se hou - verem fatores masculinos associados a infertili- dade do casal (NACUL & SPRITZER, 2010). Outra indicação da FIV consiste na refrata - riedade aos outros métodos de fertilização (NA- CUL & SPRITZER, 2010). Os tratamentos cirúrgicos inclui mecanis - mos como a cauterização monopolar, tesouras, lasers e bisturis ultrassônicos (CHAUHAN et al, 2022) e são indicados para sintomas persis - tentes ou quantos os efeitos adversos das terapia se sobressaem aos benéficos (FRANÇA et al,, 2022). Contudo, atualmente não há marcadore s prognósticos que auxiliem na seleção de pacien- tes que se beneficiariam da cirurgia, além de existir a chance de recidiva da doença (BEC - KER et al., 2022). Uma indicação clássica de cirurgia na endo- metriose são os endometriomas sintomáticos ou grandes, visto que não costumam responder sa - tisfatoriamente ao tratamento medicamentoso (NACUL & SPRITZER, 2010). 86 | P á g i n a Em pacientes jovens e com desejo de gestar, a cirurgia conservadora deve ser a primeira es - colha. As opções de cirurgia conservadora in - cluem a exérese da pseudocápsula, drenagem e ablação do cisto ou punção e esvaziamento. É recomendado enviar parte da pseudocápsula para análise histopatológica para confirmação do diagnóstico ou eventuais diagnósticos dife - renciais (NACUL & SPRITZER; 2010). Embora se opte pela cirurgia conservadora, é necessário salientar que a cirurgia excisional está associada com menor recorrência dos sinto- mas de dismenorreia, dispareunia e dor não - menstrual em relação à drenagem e ablação da cápsula (NACUL & SPRITZER, 2010). Quanto a necessidade de reintervenção, as - sim como aumento dos índices de gestação es - pontânea nas pacientes com subfertilidade, a ci- rurgia excisional apresenta melhores dados. O que pode explicar tal fato é que há uma melhor resposta folicular ovariana à estimulação com citrato de clomifeno e gonadotrofinas nas paci - entes que realizaram cirurgia excisional (NA - CUL & SPRITZER; 2010). A ooforectomia deve ser reservada para mu- lheres na perimenopausa e nos casos de recidiva da dor (NACUL & SPRITZER; 2010). Os suplementos dietéticos também podem ser aliados contra a endometriose, por suas ca - racterísticas anti -inflamatórias, antioxidantes, anti proliferativas e imunomoduladoras. Foi constatado que baixos níveis de vitamina D, zinco e vitamina E aumentam o risc o de endo - metriose. Além disso, o ômega 3 e o ácido alfa- lipóico podem melhorar a dor associada à endo- metriose. Ademais, a curcumina, o ômega 3, a N-acetilcisteína (NAC) e a vitamina C mostra - ram-se capazes de reduzir as lesões endometri - óticas (BAHAT et al., 2022). As novas opções de tratamento para a endo- metriose incluem: Elagolix, um antagonista GnRH que suprime parcialmente o estradiol e evita um estado hipoestrogênico; Resveratrol, um polifenol que induz a produção de enzimas antioxidantes; Curcumina , um produto natural extraído da Curcuma longa L., que diminui a transição epitélio -mesenquimal, expressão de ciclo-oxigenase-2 e produção de fator de ne - crose tumoral alfa e interleucina -6; Puerarina, inibidora da enzima aromatase nas células endo- metriais e supressora da adesão e proliferação celular (FRANÇA et al., 2022). 87 | P á g i n a REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BAHAT, P.Y. et al. Dietary supplements for treatment of endometriosis: A review. Acta Bio Medica: Atenei Par - mensis, v. 93, n. 1, 2022. BECKER, C.M. et al. ESHRE guideline: endometriosis. 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