SÍNDROME DA ENDOMETRIOSE TORÁCICA

In: Ginecologia e Obstetrícia - Edição XIII · 2024 · pp. 15–22 · doi:10.59290/978-65-6029-154-6.3 · W4402626445
OA: gold CC0
⚙ AI-generated summary by qwen3.7-flash+body, 2026-10-18 ⓘ

This chapter reviews thoracic endometriosis, a rare condition where ectopic endometrial tissue affects the pleura and lungs, often associated with pelvic disease, and discusses pathogenic theories including retrograde menstruation, celomic metaplasia, and lymphatic dissemination.

One-sentence paraphrase of the abstract; not a substitute for reading it. No clinical advice. How this works

⚙ AI-generated deep summary by qwen3.7-flash, 2026-10-18 · read from full text ⓘ

This chapter provides a comprehensive overview of thoracic endometriosis syndrome, detailing its pathophysiology through theories such as retrograde menstruation and celomic metaplasia. It outlines the clinical presentation, which frequently includes catamenial pneumothorax and hemoptysis, alongside diagnostic strategies involving imaging and histological confirmation via VATS or laparoscopy. The text further discusses management options, emphasizing hormonal therapy as first-line treatment and surgical intervention for refractory cases. This paper is centrally about endometriosis — specifically the rare thoracic manifestation known as thoracic endometriosis syndrome.

Read from the paper's body, not the abstract. Not a substitute for reading the paper. No clinical advice. How this works

Full text 20,942 characters · extracted from oa-pdf · click to expand
15 | P á g i n a Palavras-Chave: Endometriose Torácica; Ginecologia; Medicina. Capítulo 3 BRUNO HENRIQUE CUNHA BARBOSA¹ JULIANA FERNANDES AREAL CARRIZO2 JONAS RODRIGUES BERNARDO3 GUILHERME MOURA LIMA VERDE4 1. Graduação em Medicina pelo Centro Universitário de Brasília. 2. Discente – Medicina pela Universidade do Oeste Catarinense. 3. Graduação em Medicina pelo Centro Universitário de Patos. 4. Graduação em Medicina pelo Centro Universitário UNINOVAFAPI. SÍNDROME DA ENDOMETRIOSE TORÁCICA 16 | P á g i n a INTRODUÇÃO Imagine um cenário onde o tecido endome- trial, normalmente restrito ao útero, se aventura além de suas fronteiras habituais. Essa é a rea - lidade da endometriose torácica (ET), uma con- dição rara e intrigante. O tecido endometrial ec- tópico pode surgir na cavidade torácica, inva - dindo locais como a pleura, o parênquima pul - monar e até mesmo a árvore traqueobrônquica. Este fenômeno não é apenas um desvio anatô - mico, mas um universo de manifestações clíni- cas, também conhecido por vários nomes: en - dometriose diafragmática, endometriose extra - genital ou endometriose broncopulmonar (AGOSSOU et al., 2023; SOARES et al., 2021). As mulheres em idade reprodutiva são as mais frequentemente atingidas por essa condi - ção, especialmente aquelas que já convivem com a endometriose pélvica. Curiosamente, en- tre 50% a 85% das mulheres diagnosticadas com a síndrome de endometriose torácica tam- bém apresentam endometriose pélvica, criando uma interligação surpreendente entre as regiões pélvica e torácica (SOARES et al., 2021). Embora rara, a endometriose torácica não deve ser subestimada. Suas implicações clíni - cas são complexas e o impacto na qualidade de vida das pacientes é profundo, tornando essen - cial o reconhecimento e a compreensão dessa condição por parte dos profissionais de saúde e das próprias pacientes (SOARES et al., 2021). Fisiopatologia A endometriose torácica apresenta um enigma para a medicina devido à sua patogê - nese multifatorial e ainda não totalmente com - preendida. Esta condição se manifesta quando tecido semelhante ao endométrio se instala na cavidade torácica, incluindo a pleura, o parên - quima pulmonar e a árvore traqueobrônquica (CRINER et al., 2021). A teoria mais conhecida para explicar a pa- togênese da endometriose é a da menstruação retrógrada. Segundo essa teoria, células endo - metriais migram de forma retrógrada através das trompas de Falópio para a cavidade perito - neal, onde se implantam nas superfícies perito- neais. A circulação do fluido peritoneal con - tendo essas células flui da pelve através da go - teira paracólica direita para o hemidiafragma direito. É aqui que as células podem se implan- tar na superfície do diafragma ou migrar através dele, utilizando aberturas congênitas ou adqui - ridas, para alcançar a cavidade pleural. Esta te- oria é corroborada pela observação de que a en- dometriose é nove vezes mais provável de ocor- rer no hemidiafragma direito do que no es - querdo, devido à obstrução proporcionada pe - los ligamentos falciformes e frenocólico (LAMCEVA et al ., 2023; MONNIN et al., 2023). Outra teoria proposta é a metaplasia celô - mica, que sugere que a endometriose surge pela transformação das células mesoteliais que re - vestem a pleura e as superfícies peritoneais em glândulas endometriais e estroma. Este pro - cesso de metaplasia pode ser influenciado pelo estrogênio, como evidenciado por estudos que mostram a presença de endometriose em paci - entes com síndrome de Mayer -Rokitansky- Küster-Hauser, que não possuem endométrio funcional, e em pacientes do sexo masculino que recebem altas doses de estrogênio. No en- tanto, essa teoria não explica adequadamente a endometriose torácica pleural, as lesões bron - copulmonares ou a predileção pelo lado direito na maioria dos casos (LAMCEVA et al., 2023; CRINER et al., 2021). 17 | P á g i n a A teoria da disseminação linfática e hema - togênica, ou metástase benigna, propõe que os implantes endometriais ectópicos resultam da disseminação de células endometriais através do sistema linfático ou hematogênico. Esta teo- ria pode explicar a presença de lesões endome- triais broncopulmonares, que geralmente se apresentam bilateralmente, em contraste com as lesões diafragmáticas e pleurais, que têm uma predileção pelo lado direito. Evidências adicio- nais para esta teoria vêm de relatos de lesões endometrióticas em locais distantes do corpo, incluindo cérebro e ossos, sugerindo a capaci - dade das células endometriais de viajar e se im- plantar em locais remotos (JERMAN et al ., 2020; LAGANÀ et al., 2019). A prostaglandina F2-alfa, um mediador in - flamatório, contrai os bronquíolos e a vascula - tura, e está presente no plasma durante a mens- truação. A circulação aumentada de prostaglan- dina F2-alfa durante a menstruação pode levar à constrição dos bronquíolos e vasos sanguí - neos, resultando na ruptura alveolar de bolhas e bolhas subpleurais previamente formadas, con- tribuindo para o pneumotórax catamenial (NEZHAT et al., 2019). A patogênese do pneumotórax catamenial, uma complicação frequente da endometriose torácica, envolve várias hipóteses interligadas: • Passagem Transdiafragmática de Ar: Ar peritoneal pode passar do trato genital para a ca- vidade peritoneal através das trompas de Faló - pio e alcançar o espaço pleural por meio de aberturas no diafragma, facilitado pela pressão intratorácica negativa. • Descamação de Implantes Endometri - ais: Implantes endometriais na pleura visceral podem descamar, resultando em vazamento de ar. • Ruptura Alveolar Induzida por Prosta - glandina: A constrição bronquiolar induzida por prostaglandinas ou obstrução por implantes endometriais bronquiolares pode levar à ruptura alveolar (ROUSSET et al., 2014). Clínica A endometriose torácica pode se manifestar com uma variedade de sintomas clínicos, de - pendendo da localização das lesões endometri - óticas na cavidade torácica. Esses sintomas po- dem variar desde assintomáticos até graves, im- pactando significativamente a qualidade de vida das pacientes. Geralmente, os sintomas aparecem entre 24 horas antes e 72 horas após o início da menstruação, se forem catameniais. No entanto, também há relatos de sintomas não catameniais, que ocorrem durante o período pe- riovulatório e após relações sexuais. A localiza- ção anatômica das lesões influencia a natureza dos sintomas, com uma maior frequência de ca- sos no lado direito do corpo, embora lesões no lado esquerdo e bilaterais também sejam obser- vadas (VELAGAPUDI & EGAN, 2021). Endometriose diafragmática A endometriose no diafragma geralmente se apresenta com dor no ombro direito. Outros sintomas podem incluir dor no peito ou no qua- drante superior direito, dispneia, tosse, dor no braço e no pescoço, e hemoptise (SOARES et al., 2021). Doença pleural A endometriose pleural pode se manifestar como pneumotórax, que é a apresentação mais comum da síndrome da endometriose torácica. O pneumotórax catamenial ocorre de forma re- corrente em relação à menstruação e é caracte- 18 | P á g i n a rizado por sintomas semelhantes ao pneumotó- rax espontâneo, como dor torácica pleurítica, tosse e falta de ar. A predominância do lado di- reito é notável, e a dor referida na região peri - escapular ou no pescoço pode estar presente de- vido à irritação diafragmática (PORCEL et al., 2023; CRINER et al., 2021). Além do pneumotórax, o hemotórax é outra manifestação da doença pleural, ocorrendo quando há acúmulo de sangue na cavidade pleural. Este pode ser agudo e maciço, exigindo drenagem de emergência, ou crônico. Os sinto- mas do hemotórax são semelhantes aos do pneumotórax (PORCEL et al., 2023). Doença parenquimatosa A doença parenquimatosa pode se apresen- tar como hemoptise, que é a expectoração de sangue, recorrente em relação à menstruação. Nódulos pulmonares também podem ser uma manifestação da ET, muitas vezes sendo assin - tomáticos e detectados incidentalmente em exa- mes de imagem (CRINER et al., 2021). Outras manifestações clínicas Outras manifestações clínicas relatadas in - cluem dor torácica catamenial, hérnia diafrag - mática relacionada à endometriose e derrame pleural relacionado à endometriose. Em uma re- visão de literatura com 480 pacientes, as dife - renças entre apresentações catameniais e não catameniais foram notáveis: dor no peito, pneu- motórax e dispneia. Além disso, hemoptise foi relatada em dismenorreia e dor pélvica, embora com menor frequência (SELCUKI et al., 2022). Diagnóstico O diagnóstico da ET é um desafio clínico que requer uma alta suspeição, especialmente em mulheres em idade fértil que apresentam sintomas torácicos recorrentes associados ao ci- clo menstrual. A suspeita deve ser elevada em pacientes que relatam dismenorreia e dispareu- nia, junto com sintomas torácicos que ocorrem entre 24 horas antes e 72 horas após o início da menstruação, caracterizando um padrão cata - menial. No entanto, a presença de sintomas no período intermenstrual não deve excluir o diag- nóstico, mes mo na ausência de endometriose pélvica previamente diagnosticada (VELAGA- PUDI & EGAN, 2021). A avaliação inicial inclui uma história clí - nica detalhada e exame físico. A radiografia de tórax é frequentemente o primeiro exame de imagem realizado, útil para identificar pneumo- tórax, hemotórax e outros sinais de patologia to- rácica. A tomografia computadorizada (TC) é indicada para confirmar pneumotórax ou hemo- tórax não detectados na radiografia, avaliar he- moptise recorrente ou detectar outros sinais de endometriose torácica. A ressonância magné - tica (RM) é particularmente útil para a detecção de le sões diafragmáticas, que podem ser difí - ceis de visualizar com outros métodos de ima- gem (CHEHADE et al ., 2023; MOFFATT & MITCHELL, 2002). Procedimentos diagnósticos e histológicos Na ausência de achados em exames de ima- gem ou em casos de episódios recorrentes de pneumotórax em pacientes em idade fértil, a avaliação por meio de procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos, como a videolaparos - copia e a cirurgia toracoscópica videoassistida (VATS), deve ser considerada. Estes procedi - mentos permitem a visualização direta e a ob - tenção de amostras para confirmação histoló - gica, que é o padrão ouro para o diagnóstico de- finitivo. A confirmação histológica requer a identificação de estroma endometrial e glându- las, ou apenas estroma, com coloração positiva para receptores de estrogênio e progesterona nas lesões torácicas (CHEHADE et al., 2023). 19 | P á g i n a Outros métodos diagnósticos Embora a broncoscopia possa ser útil para confirmar a hemoptise e localizar o sangra - mento, sua utilidade no diagnóstico da endome- triose torácica é limitada, pois os implantes en- dometriais são frequentemente encontrados pe- rifericamente. Níveis elevados de CA -125 po- dem sugerir a presença de endometriose, mas este teste não é recomendado como diagnóstico de rotina para a endometriose (SCHRAGER et al., 2013; VELAGAPUDI & EGAN, 2021). Características Diagnósticas A revisão sistemática de estudos observaci- onais indica que o pneumotórax catamenial é predominantemente observado no pulmão di - reito em 93% dos casos. A laparoscopia revelou endometriose diafragmática e/ou nódulos em 89% dos casos, com confirmação histopatoló - gica positiva em 39% a 87,5% das pacientes es- tudadas (GIL & TULANDI, 2020). TRATAMENTO O manejo da ET envolve uma combinação de terapias médicas e cirúrgicas. A terapia hor- monal é considerada a primeira linha de trata - mento, semelhante ao manejo da endometriose pélvica. Em casos de doença refratária ou recor- rente, ou quando o tratamento médico não é to- lerado, a cirurgia combinada com terapia hor - monal pós-operatória por 6 a 12 meses deve ser considerada (SOARES et al., 2021). Terapia hormonal Os análogos do hormônio liberador de go - nadotrofina (GnRH) são frequentemente utili - zados como tratamento inicial para a ET (SOA- RES et al., 2021). Alternativas incluem contra- ceptivos orais, progestinas, danazol e inibidores de aromatase. Estudos de caso demonstraram a eficácia desses tratamentos na redução dos sin- tomas torácicos: • Nafarelina intranasal e acetato de leuprorrelina subcutâneo: Tratamento bem -su- cedido de hemoptise catamenial em uma paci - ente de 28 anos (HOPE -GILL & PRATHIBA, 2003). • Triptorelina subcutânea: Eficaz no trata- mento de pneumotórax catamenial em uma pa- ciente de 38 anos (AKAL & KARA, 2002). • Acetato de leuprolide intramuscular: Reduziu os sintomas torácicos em uma paciente de 26 anos com endometriose pulmonar (KOI - ZUMI et al., 1999). Intervenções cirúrgicas A cirurgia é indicada em casos de doença resistente, intolerância ao tratamento médico, ou quando a qualidade de vida da paciente está significativamente comprometida. Uma abor - dagem multidisciplinar, envolvendo cirurgiões torácicos e ginecológicos, é recomendada para tratar lesões torácicas e pélvicas simultanea - mente, se possível (SOARES et al., 2021; CRI- NER et al., 2021). • Videotoracoscopia Assistida (VATS): Padrão ouro para o diagnóstico e tratamento da ET, especialmente para pneumotórax catame - nial. A VATS permite a visualização e remoção direta das lesões endometriais (CIRIACO et al., 2022). • Videolaparoscopia: Utilizada para ava - liar a presença de lesões endometrióticas no di- afragma e pode ser combinada com VATS para uma avaliação mais completa (CIRIACO et al., 2022). • Salpingo-ooforectomia bilateral com ou sem histerectomia: Considerada em pacientes que não desejam mais fertilidade futura, em - bora essa abordagem não trate os implantes en- dometriais dormentes que podem se tornar ati - vos com a administração de estrogênio exógeno (CIRIACO et al., 2022). 20 | P á g i n a O tratamento eficaz da ET frequentemente requer uma colaboração entre ginecologistas, pneumologistas e cirurgiões torácicos. A com - binação de intervenção cirúrgica com terapia hormonal pós-operatória tem mostrado ser efi - caz na redução da recorrência e no controle dos sintomas. Estudos mostram que a terapia hor - monal pós -operatória, incluindo o uso de GnRHa e estrogênio -progesterona, é adotada em 61% dos casos, com uma taxa de recorrên - cia geral de 27% (BRICELJ et al., 2017). Apesar dos desafios, um diagnóstico pre - coce e um manejo adequado permitem que mui- tas pacientes mantenham uma qualidade de vida satisfatória. O avanço contínuo das pesquisas promete melhorias futuras no tratamento, po - tencializando o prognóstico com terapias mais eficazes e menos invasivas. As pacientes devem ser monitoradas regularmente para ajustar o tra- tamento conforme necessário e prevenir a re - corrência da doença (CHEHADE et al., 2023). Prognóstico e recorrência O prognóstico da endometriose torácica é altamente variável e depende de múltiplos fato- res, incluindo a extensão da doença, a eficácia do tratamento inicial e a adesão a terapias de longo prazo. A interrupção da terapia hormonal médica para endometriose está associada a uma alta taxa de recorrência. Estudos mostram que a recorrência é um desafio significativo, com ta - xas relatadas de cerca de 27% após tratamento cirúrgico e/ou hormonal de pneumotórax cata - menial (BRICELJ et al., 2017; NEZHAT et al., 2019). A terapia hormonal é crucial para a gestão a longo prazo da ET. No entanto, a interrupção dessa terapia frequentemente resulta em alta taxa de recorrência. A síndrome da endometri - ose torácica catamenial, em particular, está as - sociada a um risco aumentado de recorrência após o tratamento inicial em comparação com a apresentação não catamenial. Estudos de coorte indicam que o risco de recorrência de hemop - tise é relativamente baixo em pacientes tratadas com agonistas do hormônio liberador de gona - dotrofina (GnRHa) seguidos de contraceptivos orais combinados (NEZHAT et al., 2019; DAI et al., 2021). Apesar dos desafios, um diagnóstico pre - coce e um manejo adequado permitem que mui- tas pacientes mantenham uma qualidade de vida satisfatória. O avanço contínuo das pesquisas promete melhorias futuras no tratamento, po - tencializando o prognóstico com terapias mais eficazes e menos invasivas (CHEHADE et al., 2023). As pacientes devem ser monitoradas re- gularmente para ajustar o tratamento conforme necessário e prevenir a recorrência da doença. 21 | P á g i n a REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AGOSSOU, M. et al. Thoracic Endometriosis Syndrome (TES) in Martinique, a French West Indies Island. Journal of Clinical Medicine, v. 12, n. 17, p. 5578, 2023. Doi: 10.3390/jcm12175578 AKAL, M. & KARA, M. Nonsurgical treatment of a catamenial pneumothorax with a Gn -RH analogue. Respiration, v. 69, n. 3, p. 275-276, 2002. Doi: 10.1159/000063634. BRICELJ, K. et al. Catamenial pneumothorax since introduction of video-assisted thoracoscopic surgery: A systematic review. Wiener Klinische Wochenschrift, v. 129, p. 717-726, 2017. Doi: 10.1007/s00508-017-1237-4. CHEHADE, A.E.H. et al. Thoracic endometriosis presenting as hemopneumothorax. Monaldi Archives for Chest Di - sease, v. 93, n. 3, 2023. Doi: 10.4081/monaldi.2022.2401 CIRIACO, P. et al. Treatment of thoracic endometriosis syndrome: a meta-analysis and review. The Annals of Thoracic Surgery, v. 113, n. 1, p. 324-336, 2022. Doi: 10.1016/j.athoracsur.2020.09.064. CRINER, R. N. et al. Lung diseases unique to women. Clinics in chest medicine, v. 42, n. 3, p. 507 -516, 2021. Doi: 10.1016/j.ccm.2021.04.014. DAI, Y. et al. Thoracic endometriosis presented as catamental hemoptysis: a case series of a rare disease. Current Me- dical Research and Opinion, v. 37, n. 4, p. 685-691, 2021. Doi: 10.1080/03007995.2021.1885363. GIL, Y. & TULANDI, T. Diagnosis and treatment of catamenial pneumothorax: a systematic review. Journal of Mini- mally Invasive Gynecology, v. 27, n. 1, p. 48-53, 2020. Doi: 10.1016/j.jmig.2019.08.005. HOPE-GILL, B. & PRATHIBHA, B. Catamenial haemoptysis and clomiphene citrate therapy. Thorax, v. 58, n. 1, p. 89, 2003. Doi: 10.1136/thorax.58.1.89. JERMAN, L.F. et al. The lymphatic system in endometriosis: a pilot study of endometrial -like cells and immune cell populations in lymph nodes associated with deep infiltrating bowel lesions. Reproductive Sciences, v. 27, p. 977 -987, 2020. Doi: 10.1007/s43032-020-00171-0. KOIZUMI, T. et al. Successful use of gonadotropin-releasing hormone agonist in a patient with pulmonary endometri- osis. Respiration, v. 66, n. 6, p. 544-546, 1999. Doi: 10.1159/000029433. LAGANÀ, A.S. et al. The pathogenesis of endometriosis: molecular and cell biology insights. International journal of molecular sciences, v. 20, n. 22, p. 5615, 2019. Doi: 10.3390/ijms20225615. LAMCEVA, J. et al. The main theories on the pathogenesis of endometriosis. International journal of molecular scien- ces, v. 24, n. 5, p. 4254, 2023. Doi: 10.3390/ijms24054254. MOFFATT, S.D. & MITCHELL, J.D. Massive pleural endometriosis. European journal of cardio -thoracic surgery, v. 22, n. 2, p. 321-323, 2002. Doi: 10.1016/s1010-7940(02)00277-4. MONNIN, N. et al. Endometriosis: update of pathophysiology,(epi) genetic and environmental involve - ment.Biomedicines, v. 11, n. 3, p. 978, 2023. Doi: 10.3390/biomedicines11030978. NEZHAT, C. et al. Thoracic endometriosis syndrome: a review of diagnosis and management. JSLS: Journal of the Society of Laparoendoscopic Surgeons, v. 23, n. 3, 2019. Doi: 10.4293/JSLS.2019.00029 PORCEL, J.M. et al. Pleural effusion secondary to endometriosis: A systematic review. The American Journal of the Medical Sciences, 2023. Doi: 10.1016/j.amjms.2023.08.003. 22 | P á g i n a ROUSSET, P. et al. Thoracic endometriosis syndrome: CT and MRI features. Clinical Radiology, v. 69, n. 3, p. 323 - 330, 2014. Doi: 10.1016/j.crad.2013.10.014. SCHRAGER, S. et al. Evaluation and treatment of endometriosis. American family physician, v. 87, n. 2, p. 107 -113, 2013. PMID: 23317074 SELCUKI, N.F.T. et al. Thoracic endometriosis: a review comparing 480 patients based on catamenial and noncatame- nial symptoms. Journal of Minimally Invasive Gynecology, v. 29, n. 1, p. 41 -55, 2022. Doi: 10.1016/j.jmig.2021.08.005. SOARES, T. et al. Diaphragmatic endometriosis and thoracic endometriosis syndrome: a review on diagnosis and tre - atment. Hormone Molecular Biology and Clinical Investigation, v. 43, n. 2, p. 137 -143, 2021. Doi: 10.1515/hmbci - 2020-0066. VELAGAPUDI, R.K. & EGAN, J.P. Thoracic endometriosis: a clinical review and update of current and evolving diagnostic and therapeutic techniques. Current Pulmonology Reports, v. 10, p. 22-29, 2021. Doi: 10.1007/s13665-021- 00269-z

Text is read by the "Ask this paper" AI Q&A widget below. Extraction quality varies by source — PMC NXML preserves structure cleanly, OA-HTML may include some navigation residue, and OA-PDF can have broken hyphenation. The publisher copy (via DOI) is the canonical version.

My notes (saved in your browser only)

⚙ Ask this paper AI returns verbatim quotes from the full text · source: oa-pdf ⓘ

Answers must be backed by verbatim quotes from this paper's full text. Hallucinated quotes are dropped automatically; if no verbatim passage answers the question, we say so. How this works

Citation neighborhood (no data yet)

We don't have any in-corpus citations linked to this paper yet. This is a recent paper (2024) — citers typically take a year or two to land, and the OpenAlex reference graph may still be filling in.

Source provenance

openalex
last seen: 2026-06-10T17:14:06.276822+00:00
License: CC0 · commercial use OK