Ressonância magnética na endometriose do trato urinário baixo: ensaio iconográfico

In: Radiologia Brasileira · 2009 · vol. 42(3) , pp. 193–197 · doi:10.1590/s0100-39842009000300013 · W2046650601
article OA: diamond CC0 ⤵ 1 in-corpus citation
AI-generated summary by claude@2026-06, 2026-06-08

This iconographic essay illustrates the main magnetic resonance imaging findings of endometriosis involvement in the lower urinary tract, a rare manifestation of this common disease.

One-sentence paraphrase of the abstract; not a substitute for reading it. No clinical advice. How this works

AI-generated deep summary by claude@2026-06, 2026-06-21 · read from full text

This iconographic essay reviews MRI protocols and illustrates key MRI findings for lower urinary tract endometriosis, focusing on bladder, ureter, and urethral region involvement in the context of deep endometriosis. The authors describe high-resolution, multi-planar MRI performed during the menstrual period to better detect hemorrhagic foci, with bladder medium distension and specific T1/T2 sequences and optional gadolinium for enhancing peritoneal/serosal surfaces; they report literature-derived diagnostic performance for bladder endometriosis (sensitivity 88%, specificity 98.9%, PPV 88%, NPV 98.9%, accuracy 97.9%). Major limitations are that the work is primarily illustrative rather than an original diagnostic study, and it relies on described/quoted performance metrics and specific exam conditions (e.g., menstrual timing) that may not generalize. This paper is centrally about endometriosis — specifically MRI findings and imaging approach for lower urinary tract (bladder/ureter) involvement in deep endometriosis.

Read from the paper's body, not the abstract. Not a substitute for reading the paper. No clinical advice. How this works

Abstract

Endometriose é definida como a presença de tecido endometrial funcionante fora da cavidade endometrial e do miométrio. É uma doença comum, de causas multifatoriais, porém o envolvimento do trato urinário baixo é raro. A ressonância magnética tem elevada sensibilidade, especificidade e acurácia no diagnóstico da endometriose do trato geniturinário baixo, principalmente por permitir a identificação das lesões de permeio a aderências e a avaliação da extensão das lesões subperitoneais. Neste estudo são ilustrados, sob a forma de ensaio iconográfico, os principais achados à ressonância magnética do envolvimento por endometriose do trato urinário baixo.
Full text 16,907 characters · extracted from oa-pdf · 2 sections · click to expand

Keywords

Magnetic resonance imaging; Endometriosis; Infertility; Genitourinary tract; Bladder; Urethra. Resumo

Abstract

* Trabalho realizado nas Clínicas de Diagnóstico Por Imagem (CDPI) e Multi-Imagem, Rio de Janeiro, RJ, e no Centro de Diag- nóstico por Imagem Fátima Digittal, Nova Iguaçu, RJ,Brasil. 1. Médico Radiologista Estagiário das Clínicas de Diagnóstico Por Imagem (CDPI) e Multi-Imagem, Médico Radiologista do Hos- pital Naval Marcílio Dias (HNMD), Rio de Janeiro, RJ, Brasil. 2. Médicos Radiologistas das Clínicas de Diagnóstico Por Imagem (CDPI) e Multi-Imagem, Rio de Janeiro, RJ, e do Centro de Diagnóstico por Imagem Fátima Digittal, Nova Iguaçu, RJ, Brasil. 3. Médica Radiologista Estagiária das Clínicas de Diagnóstico Por Imagem (CDPI) e Multi-Imagem, Rio de Janeiro, RJ, Médica Radiologista do Centro de Diagnóstico por Imagem Fátima Digittal, Nova Iguaçu, RJ, Brasil. 4. Médicas Radiologistas das Clínicas de Diagnóstico Por Imagem (CDPI) e Multi-Imagem, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Endereço para correspondência: Dr. Cláudio Márcio Amaral de Oliveira Lima. Rua Silva Rabelo, 154/503, Ed. Barcelona, Méier. Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 20735-080. E-mail: [email protected] / cmaolima @gmail.com Recebido para publicação em 14/2/2009. Aceito, após revi- são, em 4/5/2009. mais sensível do que a ultrassonografia transvaginal para demonstrar o envolvi- mento da muscular e delinear a relação da lesão com as estruturas adjacentes, quando do planejamento cirúrgico (8). O objetivo deste trabalho é apresentar, sob a forma de ensaio iconográfico, os principais achados à RM do envolvimento do trato urinário baixo por endometriose profunda. PROTOCOLOS DE RM A obtenção de imagens de RM adequa- das para a avaliação de pacientes com sus- peita de endometriose do trato urinário baixo deve seguir protocolos específicos. Em nosso serviço, o exame é realizado no período menstrual, pela maior possibi- lidade de identificação de focos hemorrá- gicos, facilitando assim a caracterização te- cidual dessas lesões. A bexiga deve estar sob média repleção, uma vez que vazia ou acentuadamente distendida dificulta a ade- quada identificação de pequenas lesões. Lima CMAO, Coutinho EPD, Ribeiro EB, Domingues MNA, Junqueira FP, Coutinho Jr AC. Ressonância magnética na endo- metriose do trato urinário baixo: ensaio iconográfico. Radiol Bras. 2009;42(3):193–197. Endometriose é definida como a pre- sença de tecido endometrial funcionante fora da cavidade endometrial e do miomé- trio (2–4). É doença comum, de causas multi- fatoriais, que acomete 7% a 10% da popu- lação geral. O envolvimento geniturinário responde por 1% a 3% dos casos, acome- tendo mais comumente mulheres entre 25 e 40 anos de idade (5). A endometriose pro- funda é uma entidade específica, histologi- camente definida quando o foco ectópico invade o peritônio em mais de 5 mm de pro- fundidade, em geral envolvendo os liga- mentos uterossacros, o intestino, o septo re- tovaginal e o trato urinário (6). O diagnóstico clínico é difícil e baseia- -se na história, exame físico, laparoscopia e biópsia das lesões suspeitas(6,7). A resso- nância magnética (RM) é um método não invasivo que permite avaliação multipla- nar, com alta resolução espacial e capaci- dade de caracterização tecidual, sem radia- ção ionizante ou uso de meio de contraste iodado. A RM possui acurácia elevada para o diagnóstico das lesões da bexiga, sendo 0100-3984 © Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem INTRODUÇÃO Embora a maioria das lesões expansivas da bexiga sejam neoplasias epiteliais, existe uma variedade de doenças não neoplásicas que pode cursar como espessamento parie- tal focal ou difuso da bexiga, simulando malignidade, como a endometriose (1). 194 Lima CMAO et al. Radiol Bras. 2009 Mai/Jun;42(3):193–197 Utilizam-se, ainda, imediatamente anterior ao exame, antiespasmódico venoso (butil- brometo de escopolamina) e, mais recente- mente, a introdução de gel aquoso vaginal (50 ml) e solução salina retal (250 ml), a para facilitar a identificação de outros fo- cos de endometriose profunda, em especial na região retrocervical, ligamentos uteros- sacros e parede retal, em possível associa- ção. A introdução de gel aquoso vaginal e solução salina retal não ocasiona descon- forto considerável, do ponto de vista álgico e/ou social, apesar do período menstrual. Não foi solicitado às pacientes nenhum preparo intestinal. As sequências utilizadas são pesadas em T1 no plano axial (TR: 589; TE: 10; FOV: 240; espessura: 3 mm; intervalo: 10%; matriz: 256 × 256), pesadas em T1 com su- pressão de gordura nos planos sagital e axial (TR: 706; TE: 14; FOV: 250; espes- sura: 5 mm; intervalo: 45%; matriz: 230 × 256) e pesadas em T2 nos planos sagital, coronal e axial (TR: 3.610; TE: 108; FOV: 240; espessura: 3,5 mm; intervalo: 10%; matriz: 384 × 326). Após a administração venosa de gadolínio é feita sequência pe- sada em T1 com supressão de gordura nos planos sagital e axial. O meio de contraste pode ser útil no estudo das lesões da parede abdominal, por realçar as superfícies peri- toneais/serosas circunjacentes aos focos de endometriose profunda (8), muito provavel- mente devido ao intenso processo inflama- tório associado à endometriose. Nos casos de acometimento ureteral podem ser utili- zadas técnicas de urorressonância, para melhor caracterização anatômica da urete- ro-hidronefrose, em razão do maior campo de visão e do efeito urográfico. ACHADOS DE RM O envolvimento do espaço vesicoute- rino revela-se pelas formações nodulares com baixo sinal nas sequências pesadas em T2, geralmente aderidas à superfície ute- rina anterior, formando um ângulo obtuso com a parede da bexiga (4,5) (Figura 1). A endometriose vesical pode ser de na- tureza intrínseca, envolvendo primaria- mente a musculatura (detrusor), ou extrín- seca, quando as lesões do espaço vesicoute- rino com comprometimento das superfícies serosas/peritoneais invadem a parede da bexiga. A parede vesical pode apresentar espessamento difuso ou focal predominan- temente hipointenso na sequência pesada em T2, relacionado ao componente fibró- tico, substituindo o sinal próprio da mus- culatura (detrusor). Eventualmente, podem ser observadas, de permeio a estas áreas, focos hiperintensos em T2, que correspon- dem a glândulas endometriais ectasiadas, com conteúdo hemático ou não (5,6) (Figura 2). É incomum a invasão da mucosa em casos de endometriose vesical, e o exame de RM pode demonstrar alterações mesmo em casos de pacientes assintomáticas e com cistoscopia normal (9). A RM tem grande importância no diag- nóstico da endometriose vesical (sensibi- lidade de 88%, especificidade de 98,9%, valor preditivo positivo de 88%, valor pre- ditivo negativo de 98,9% e acurácia de 97,9%), principalmente por permitir a identificação das lesões submucosas, in- clusive com cistoscopia normal e associa- ções com outros focos subperitoneais e/ou de permeio a aderências extensas (2). Em acordo com a literatura, no presente traba- lho identificou-se sinal de ressonância va- riável e grande frequência de focos hemor- rágicos de permeio a essas lesões, prova- velmente pela realização do exame no pe- ríodo menstrual, e ainda acentuada predi- leção pela parede posterior e o dômus da bexiga. O envolvimento ureteral pela endome- triose, assim como no envolvimento vesi- cal, pode ser de natureza intrínseca ou ex- trínseca, sendo esta última quatro vezes mais frequente. Na doença intrínseca, o tecido endometrial ectópico infiltra direta- mente a muscular, a lâmina própria ou o lúmen ureteral e provavelmente origina-se por disseminação venosa ou linfática. No envolvimento extrínseco, o tecido endome- trial invade apenas a adventícia ureteral ou o tecido conectivo adjacente e tem provável origem a partir do envolvimento ovariano, Figura 1. Imagens pesadas em T2 nos planos coronal (A), sagital (B) e axial (C) e pesada em T1 com supressão de gordura no plano sagital (D) mostram lesão hipointensa em T2, na região do septo vesico- vaginal e da parede posterior da bexiga (setas), com focos hiperintensos em T1 com supressão de gor- dura, indicativos de sangramento (ponta de seta), compatível com endometriose profunda. 195 RM na endometriose do trato urinário baixo Radiol Bras. 2009 Mai/Jun;42(3):193–197 Figura 2. Imagens pesadas em T2 nos planos sagital (A) e axial (B) e pesada em T1 com supressão de gordura no plano axial (C) evidenciam espessamento focal hipointenso em T2 da parede póstero-lateral direita da bexiga (setas longas), com diminutos focos de sangramento de permeio, evidenciados na sequência pesada em T1 com supressão de gordura (ponta de seta). Há também formação nodular de contorno irregular e limites mal definidos , hipointensa em T2 (componente de fibrose), em situação extraperitoneal, envolvendo o compartimento posterior, interessando os ligamentos uterossacros, a região retrocervical e o septo retovaginal (setas curtas). ligamento largo ou uterossacro. A presença de tecido fibrótico/cicatricial sem o envol- vimento endometriótico verdadeiro do ure- ter também pode ser classificada como en- volvimento extrínseco (5,6). A endometriose comumente envolve o ureter pélvico (Figura 3). A maioria das mu- lheres acometidas encontra-se no período pré-menopausa(5,6). A obstrução ureteral (Figura 4) pode ser lenta e progressiva, eventualmente implicando falência re- nal(10). O acometimento intrínseco do ure- ter é raro, sendo a fibrose periureteral, as- sociada ou não a focos de sangramento, o achado mais frequente. Figura 3. Imagens pesadas em T2 nos planos axial ( A) e sagital ( C) e pesada em T1 com supressão de gordura no plano axial ( B) evidenciam processo aderencial pélvico com ovários medializados, sem plano de clivagem definido entre si, bem como com o teto vesical (setas curtas ), e imagem de contorno irregular e limites mal definidos, hipointensa em T2 (componente de fibrose), em situação retroperitoneal, envolvendo a porção distal do ureter pélvico esquerdo (setas tracejadas), determinando uretero-hidronefrose a montante (setas longas). Na sequência pesada em T1 com supressão de gordura destaca-se foco de sangramento de permeio a esta área (ponta de seta). Em E, urorressonância mostrando estenose ureteral distal com foco de sangramento adjacente (setas amarelas). Em D, cistoscopia mostrando endometriose profunda e fibrose periureteral. 196 Lima CMAO et al. Radiol Bras. 2009 Mai/Jun;42(3):193–197 Figura 4. Imagens pesadas em T2 nos planos sagital ( A), coronal (B) e axial (C,D,E) e imagem de urorressonância (F) mostrando estenose ureteral distal, relacionada a imagem de contorno irregular e limites mal definidos, hipointensa em T2, envolvendo o ureter pélvico esquerdo (setas curtas) e determinando importante dilatação pielocaliciana (asterisco) e ureteral a montante (setas abertas), compatível com endometriose ureteral extrínseca. As imagens na sequência pesada em T2 no plano axial mostram, em C (plano acima da estenose), a dilatação ureteral, e em E (plano abaixo da estenose), o ureter de configuração anatômica (setas longas). O estudo dinâmico renal após administração do gadolínio (não exibido) mostrou retardo de concentração e eliminação renal do meio de contraste venoso. Figura 5. Imagens pesadas em T2 nos planos sa- gital (A) e axial (C), pesada em T1 no plano axial (B) e pesada em T1 com supressão de gordura no plano axial (D) mostram imagem alongada, de li- mites definidos e contorno regular, com sinal hi- perintenso em T1 e em T1 com supressão de gor- dura, e levemente hipointenso em T2, circundando parcialmente a uretra (setas), com conteúdo he- mático e/ou proteico, podendo corresponder a divertículo uretral ou ainda a endometriose. O envolvimento uretral é raro, usual- mente com lesão periuretral que simula di- vertículos (Figura 5), com conteúdo hemá- tico ou não(10). Muitas vezes, focos de en- dometriose profunda são observados si- multaneamente em sítios distintos, entre eles a região retrocervical, os ligamentos uterossacros, os septos retovaginais e ve- sicovaginal e outras vísceras ocas (4–6) (Fi- gura 6). O padrão ouro para o tratamento é a ressecção completa dessas lesões. É muito importante a avaliação pré-operatória, sen- do esta, em geral, limitada em relação aos dados clínicos e ultrassonográficos (6,7). A RM tem grande importância no diag- nóstico da endometriose do trato urinário 197 RM na endometriose do trato urinário baixo Radiol Bras. 2009 Mai/Jun;42(3):193–197 baixo, com elevada sensibilidade, especi- ficidade, acurácia e valor preditivo positivo, principalmente por permitir a identificação das lesões subperitoneais e/ou de permeio a aderências extensas, e ainda demonstrar e avaliar a extensão das lesões subperito- neais e/ou viscerais, não visíveis à laparos- copia e/ou cistoscopia. Agradecimentos Ao Dr. Romeu Côrtes Domingues, pelo estímulo e por tornar possível este e outros estudos científicos, e ao Dr. Emerson L. Gasparetto, pela ajuda. REFERÊNCIAS 1. Wong-You-Cheong JJ, Woodward PJ, Manning MA, et al. From the archives of the AFIP: Inflam- matory and nonneoplastic bladder masses: radio- logic-pathologic correlation. Radiographics. 2006;26:1847–68. 2. Bazot M, Darai E, Hourani R, et al. Deep pelvic endometriosis: MR imaging for diagnosis and prediction of extension of disease. Radiology. 2004;232:379–89. 3. Generao SE, Keene KD, Das S. Endoscopic di- agnosis and management of ureteral endometrio- sis. J Endourol. 2005;19:1177–9. 4. Coutinho Jr AC, Lima CMAO, Coutinho EPD, et al. Ressonância magnética na endometriose pél- vica profunda: ensaio iconográfico. Radiol Bras. 2008;41:129–34. Figura 6. Imagens pesadas em T2 nos planos sagital (A) e axial (B) e pesadas em T1 com supressão de gordura no plano axial (C) mostram espessamento focal hipointenso em T2, da parede póstero-lateral esquerda da bexiga (setas curtas), com diminutos focos de sangramento de permeio (ponta de seta). Há também formação nodular de contorno irregular e limites mal definidos, hipointensa em T2, em situação retroperitoneal, envolvendo o ligamento uterossacro direito (setas longas), não se evidenciando plano de clivagem definido entre o colo uterino e a parede anterior do reto. Destaca-se ainda endometrioma ova- riano (asterisco). 5. Deval B, Danoy X, Buy JN, et al. Bladder en- dometriosis. Apropos of 4 cases and review of the literature. Gynecol Obstet Fertil. 2000;28:385–90. 6. Comiter CV . Endometriosis of the urinary tract. Urol Clin North Am. 2002;29:625–35. 7. Woodward PJ, Sohaey R, Mezzetti TP Jr. En- dometriosis: radiologic-pathologic correlation. Radiographics. 2001;21:193–216. 8. Ghattamaneni S, Weston MJ, Spencer JA. Imag- ing in endometriosis. Imaging. 2007;19:345–68. 9. Del Frate C, Girometti R, Pittino M, et al. Deep retroperitoneal pelvic endometriosis: MR imag- ing appearance with laparoscopic correlation. Radiographics. 2006;26:1705–18. 10. Prasad SR, Menias CO, Narra VR, et al. Cross- sectional imaging of the female urethra: technique and results. Radiographics. 2005;25:749–61.

Text is read by the "Ask this paper" AI Q&A widget below. Extraction quality varies by source — PMC NXML preserves structure cleanly, OA-HTML may include some navigation residue, and OA-PDF can have broken hyphenation. The publisher copy (via DOI) is the canonical version.

My notes (saved in your browser only)

Ask this paper AI returns verbatim quotes from the full text · source: oa-pdf

Answers must be backed by verbatim quotes from this paper's full text. Hallucinated quotes are dropped automatically; if no verbatim passage answers the question, we say so. How this works

Citation neighborhood

Papers in the corpus that this work cites (lower rings, blue) and that cite this one (upper rings, green). Dot size scales with the paper's in-corpus citation count — bigger dot = more influential within the endo/adeno field. Click a dot to open that paper. [ expand to 2 hops ] — adds papers reached through this work's immediate citers/citees. Heavier; up to 60 extra dots.

References (10)

Cited by (1)

Source provenance

openalex
last seen: 2026-06-10T17:14:06.276822+00:00
License: CC0 · commercial use OK