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A JORNADA DA PACIENTE COM ENDOMETRIOSE NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE: DESAFIOS PARA O DIAGNÓSTICO PRECOCE E ACESSO AO TRATAMENTO NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.56083/RCV6N8-027Palavras-chave:
endometriose, Sistema Único de Saúde, diagnóstico precoce, acesso aos serviços de saúde, saúde da mulher, Atenção Primária à SaúdeResumo
A endometriose é uma doença ginecológica inflamatória crônica, estrogênio-dependente, que acomete cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva e representa um importante problema de saúde pública devido ao impacto na qualidade de vida, fertilidade e custos assistenciais. No Brasil, a jornada da paciente no Sistema Único de Saúde (SUS) permanece marcada por atraso diagnóstico, dificuldades de acesso aos serviços especializados e fragmentação da linha de cuidado. Este estudo teve como objetivo analisar os principais desafios relacionados ao diagnóstico precoce, ao acesso aos exames complementares e às alternativas terapêuticas disponíveis no SUS. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter descritivo e analítico, fundamentada em estudos nacionais e internacionais, documentos oficiais do Ministério da Saúde, da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e diretrizes clínicas nacionais e internacionais. Os resultados evidenciaram que a normalização da dor menstrual, a baixa suspeição clínica, o acesso desigual à ultrassonografia especializada e à ressonância magnética, bem como fragilidades nos sistemas de referência e contrarreferência, prolongam a trajetória diagnóstica e dificultam o acesso ao tratamento oportuno. Embora as diretrizes atuais priorizem o diagnóstico clínico associado aos métodos de imagem e ampliem as possibilidades terapêuticas, persistem limitações estruturais que comprometem a efetividade da assistência. Conclui-se que o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, a capacitação permanente dos profissionais, a ampliação do acesso aos exames especializados e a organização regional da linha de cuidado são estratégias fundamentais para reduzir o atraso diagnóstico, promover a integralidade da assistência e melhorar os desfechos clínicos e a qualidade de vida das mulheres com endometriose.
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