A JORNADA DA PACIENTE COM ENDOMETRIOSE NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE: DESAFIOS PARA O DIAGNÓSTICO PRECOCE E ACESSO AO TRATAMENTO NO BRASIL

In: Revista Contemporânea · 2026 · vol. 6(8) , pp. e10931 · doi:10.56083/rcv6n8-027 · W7202192603
article OA: diamond CC0
AI-generated summary by qwen3.7-flash, 2026-08-13

This narrative review analyzes diagnostic and treatment challenges for endometriosis in Brazil's public health system, identifying barriers like delayed diagnosis and unequal access to specialized imaging as key factors compromising patient care.

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This narrative review examines the barriers to early diagnosis and treatment access for endometriosis patients within Brazil’s Unified Health System. The authors identify that normalization of menstrual pain, low clinical suspicion, and unequal access to specialized imaging significantly delay diagnosis and fragment care pathways. Structural limitations in referral systems and primary care capacity are highlighted as major obstacles to effective management despite existing clinical guidelines. This paper is centrally about endometriosis — specifically analyzing systemic challenges in diagnosis and treatment access within the Brazilian public health context.

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Abstract

A endometriose é uma doença ginecológica inflamatória crônica, estrogênio-dependente, que acomete cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva e representa um importante problema de saúde pública devido ao impacto na qualidade de vida, fertilidade e custos assistenciais. No Brasil, a jornada da paciente no Sistema Único de Saúde (SUS) permanece marcada por atraso diagnóstico, dificuldades de acesso aos serviços especializados e fragmentação da linha de cuidado. Este estudo teve como objetivo analisar os principais desafios relacionados ao diagnóstico precoce, ao acesso aos exames complementares e às alternativas terapêuticas disponíveis no SUS. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter descritivo e analítico, fundamentada em estudos nacionais e internacionais, documentos oficiais do Ministério da Saúde, da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e diretrizes clínicas nacionais e internacionais. Os resultados evidenciaram que a normalização da dor menstrual, a baixa suspeição clínica, o acesso desigual à ultrassonografia especializada e à ressonância magnética, bem como fragilidades nos sistemas de referência e contrarreferência, prolongam a trajetória diagnóstica e dificultam o acesso ao tratamento oportuno. Embora as diretrizes atuais priorizem o diagnóstico clínico associado aos métodos de imagem e ampliem as possibilidades terapêuticas, persistem limitações estruturais que comprometem a efetividade da assistência. Conclui-se que o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, a capacitação permanente dos profissionais, a ampliação do acesso aos exames especializados e a organização regional da linha de cuidado são estratégias fundamentais para reduzir o atraso diagnóstico, promover a integralidade da assistência e melhorar os desfechos clínicos e a qualidade de vida das mulheres com endometriose.
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A JORNADA DA PACIENTE COM ENDOMETRIOSE NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE: DESAFIOS PARA O DIAGNÓSTICO PRECOCE E ACESSO AO TRATAMENTO NO BRASIL DOI: https://doi.org/10.56083/RCV6N8-027Palavras-chave: endometriose, Sistema Único de Saúde, diagnóstico precoce, acesso aos serviços de saúde, saúde da mulher, Atenção Primária à SaúdeResumo A endometriose é uma doença ginecológica inflamatória crônica, estrogênio-dependente, que acomete cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva e representa um importante problema de saúde pública devido ao impacto na qualidade de vida, fertilidade e custos assistenciais. No Brasil, a jornada da paciente no Sistema Único de Saúde (SUS) permanece marcada por atraso diagnóstico, dificuldades de acesso aos serviços especializados e fragmentação da linha de cuidado. Este estudo teve como objetivo analisar os principais desafios relacionados ao diagnóstico precoce, ao acesso aos exames complementares e às alternativas terapêuticas disponíveis no SUS. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter descritivo e analítico, fundamentada em estudos nacionais e internacionais, documentos oficiais do Ministério da Saúde, da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e diretrizes clínicas nacionais e internacionais. Os resultados evidenciaram que a normalização da dor menstrual, a baixa suspeição clínica, o acesso desigual à ultrassonografia especializada e à ressonância magnética, bem como fragilidades nos sistemas de referência e contrarreferência, prolongam a trajetória diagnóstica e dificultam o acesso ao tratamento oportuno. Embora as diretrizes atuais priorizem o diagnóstico clínico associado aos métodos de imagem e ampliem as possibilidades terapêuticas, persistem limitações estruturais que comprometem a efetividade da assistência. Conclui-se que o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, a capacitação permanente dos profissionais, a ampliação do acesso aos exames especializados e a organização regional da linha de cuidado são estratégias fundamentais para reduzir o atraso diagnóstico, promover a integralidade da assistência e melhorar os desfechos clínicos e a qualidade de vida das mulheres com endometriose. Referências ANDRES, Marina Paula et al. Surgical complexity, disease severity, and direct healthcare costs of endometriosis in the Brazilian Public Health System: a cross-sectional analysis. Journal of Minimally Invasive Gynecology, v. 33, n. 3, p. 316-324, 2026. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jmig.2025.12.008. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jmig.2025.12.008 BIEŃ, Agnieszka; RZOŃCA, Ewa; ZARAJCZYK, Marta; IWANOWICZ PALUS, Grażyna. Quality of life in women with endometriosis: a cross sectional survey. Quality of Life Research, v. 29, p. 2669-2677, 2020. DOI: https://doi.org/10.1007/s11136-020-02515-4. 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