Endometriose: fisiopatologia e manejo terapêutico

In: Brazilian Journal of Development · 2022 · vol. 8(11) , pp. 74540–74558 · doi:10.34117/bjdv8n11-255 · W4309824137
article OA: diamond CC0
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Endometriosis, affecting 10% of reproductive-aged women, is a chronic, estrogen-dependent inflammatory condition causing pain and infertility, diagnosed via transvaginal ultrasound and laparoscopy with histopathology.

One-sentence paraphrase of the abstract; not a substitute for reading it. No clinical advice. How this works

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The paper reviews the pathophysiology and therapeutic management of endometriosis, describing it as an estrogen-dependent chronic inflammatory condition characterized by ectopic endometrial tissue outside the uterine cavity. It summarizes epidemiology and symptom patterns across reproductive-age women and discusses proposed etiopathogenic contributors (congenital, environmental, genetic, autoimmune, immunologic, and endocrine), while noting that genetic risk involves regulatory DNA sequences affecting gene transcription. For diagnosis, it states that transvaginal ultrasonography is a first-line imaging tool and that laparoscopy with histopathologic confirmation is the gold standard, with CT limited to specific scenarios; the paper does not identify novel limitations beyond the inherent constraints of a narrative review. This paper is centrally about endometriosis — it focuses on endometriosis pathophysiology and therapeutic management, including diagnostic and treatment approaches.

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Abstract

A endometriose é definida como a presença anormal de tecido endometrial fora da cavidade uterina, manifestando-se como uma condição inflamatória crônica, benigna, estrogênio-dependente e grande causadora de dor e infertilidade. Essa afecção atinge cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva e afeta mais de 170 milhões de mulheres no mundo, apresentando seu pico de incidência entre 25 e 45 anos de idade e a sua prevalência aumenta em mulheres com dismenorreia, infertilidade e/ou dor pélvica. Os mecanismos dessa condição não são completamente conhecidos, mas entre eles, coexistem fatores etiológicos, congênitos, ambientais, genéticos, autoimunes, imunológicos e endócrinos. A sintomatologia da endometriose é diversa, porém, destaca-se dor pélvica crônica, dismenorreia e infertilidade. A anamnese e o exame físico dessa patologia revelam queixa principal de dor, em suas mais variadas durações, formas e localidades, sendo primariamente citadas dor pélvica cíclica, dismenorreia, dor periovulatória, dor pélvica crônica não cíclica, dispareunia posicional ou permanente, disquezia e disúria. Os fatores genéticos mais comuns relacionados ao risco de endometriose estão localizados em sequências reguladoras de DNA, que acabam por alterar a regulação da transcrição gênica. A ultrassonografia transvaginal é um exame básico no diagnóstico da endometriose, sendo uma ferramenta investigativa e técnica de imagem de primeira linha em pacientes com suspeita de tal afecção. A tomografia computadorizada não detém papel na avaliação de rotina da endometriose, exceto em poucos e particulares cenários. A laparoscopia com confirmação simultânea no exame histopatológico é o padrão ouro para o diagnóstico. As terapêuticas possíveis são o controle de sintomas, melhora da qualidade de vida das pacientes, manutenção da fertilidade, redução da recorrência e das abordagens cirúrgicas. A abordagem cirúrgica, ainda que não seja a indicação primária, tem extrema valia e o método usado varia conforme a clínica do paciente, sendo a videolaparoscopia o método preferencial de tratamento.
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Endometriose: fisiopatologia e manejo terapêutico Endometriosis: pathophysiology and therapeutic management DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv8n11-255Keywords: diagnóstico, Endometriose, etiologia, etiopatogenia, tratamentoAbstract A endometriose é definida como a presença anormal de tecido endometrial fora da cavidade uterina, manifestando-se como uma condição inflamatória crônica, benigna, estrogênio-dependente e grande causadora de dor e infertilidade. Essa afecção atinge cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva e afeta mais de 170 milhões de mulheres no mundo, apresentando seu pico de incidência entre 25 e 45 anos de idade e a sua prevalência aumenta em mulheres com dismenorreia, infertilidade e/ou dor pélvica. Os mecanismos dessa condição não são completamente conhecidos, mas entre eles, coexistem fatores etiológicos, congênitos, ambientais, genéticos, autoimunes, imunológicos e endócrinos. A sintomatologia da endometriose é diversa, porém, destaca-se dor pélvica crônica, dismenorreia e infertilidade. A anamnese e o exame físico dessa patologia revelam queixa principal de dor, em suas mais variadas durações, formas e localidades, sendo primariamente citadas dor pélvica cíclica, dismenorreia, dor periovulatória, dor pélvica crônica não cíclica, dispareunia posicional ou permanente, disquezia e disúria. Os fatores genéticos mais comuns relacionados ao risco de endometriose estão localizados em sequências reguladoras de DNA, que acabam por alterar a regulação da transcrição gênica. A ultrassonografia transvaginal é um exame básico no diagnóstico da endometriose, sendo uma ferramenta investigativa e técnica de imagem de primeira linha em pacientes com suspeita de tal afecção. A tomografia computadorizada não detém papel na avaliação de rotina da endometriose, exceto em poucos e particulares cenários. A laparoscopia com confirmação simultânea no exame histopatológico é o padrão ouro para o diagnóstico. As terapêuticas possíveis são o controle de sintomas, melhora da qualidade de vida das pacientes, manutenção da fertilidade, redução da recorrência e das abordagens cirúrgicas. A abordagem cirúrgica, ainda que não seja a indicação primária, tem extrema valia e o método usado varia conforme a clínica do paciente, sendo a videolaparoscopia o método preferencial de tratamento. References BRICHANT, G. et al. New Therapeutics in Endometriosis: A Review of Hormonal, Non-Hormonal, and Non-Coding RNA Treatments. International Journal of Molecular Sciences, v. 22, n. 19, p. 10498, 28 set. 2021. BROI, M. G. D.; FERRIANI, R. A.; NAVARRO, P. A. Ethiopathogenic mechanisms of endometriosis-related infertility. JBRA Assisted Reproduction, 2019. BULUN, S. E. et al. Endometriosis. Endocrine Reviews, v. 40, n. 4, p. 1048–1079, 17 abr. 2019. DELLA CORTE, L. et al. The Burden of Endometriosis on Women’s Lifespan: A Narrative Overview on Quality of Life and Psychosocial Wellbeing. International Journal of Environmental Research and Public Health, v. 17, n. 13, p. 4683, 29 jun. 2020. FOTI, P. V. et al. Endometriosis: clinical features, MR imaging findings and pathologic correlation. Insights into Imaging, v. 9, n. 2, p. 149–172, 15 fev. 2018. GORDTS, S.; KONINCKX, P.; BROSENS, I. Pathogenesis of deep endometriosis. Fertility and Sterility, v. 108, n. 6, p. 872-885.e1, dez. 2017. KALAITZOPOULOS, D. R. et al. Treatment of endometriosis: a review with comparison of 8 guidelines. BMC Women’s Health, v. 21, n. 1, 29 nov. 2021. KONINCKX, P. R. et al. Pathogenesis Based Diagnosis and Treatment of Endometriosis. Frontiers in Endocrinology, v. 12, 25 nov. 2021. LEONARDI, M. et al. Endometriosis and the Urinary Tract: From Diagnosis to Surgical Treatment. Diagnostics, v. 10, n. 10, p. 771, 30 set. 2020. ROLLA, E. Endometriosis: advances and controversies in classification, pathogenesis, diagnosis, and treatment. F1000Research, v. 8, p. 529, 23 abr. 2019. SAUNDERS, P. T. K.; HORNE, A. W. Endometriosis: Etiology, pathobiology, and therapeutic prospects. Cell, v. 184, n. 11, p. 2807–2824, maio 2021. SINGH, S. S. et al. Surgical Outcomes in Patients With Endometriosis: A Systematic Review. Journal of Obstetrics and Gynaecology Canada, v. 42, n. 7, p. 881-888.e11, jul. 2020. SMOLARZ, B.; SZYŁŁO, K.; ROMANOWICZ, H. Endometriosis: Epidemiology, Classification, Pathogenesis, Treatment and Genetics (Review of Literature). International Journal of Molecular Sciences, v. 22, n. 19, p. 10554, 29 set. 2021. VANNUCCINI, S. et al. Hormonal treatments for endometriosis: The endocrine background. Reviews in Endocrine and Metabolic Disorders, v. 23, n. 3, p. 333–355, 17 ago. 2021. WANG, Y.; NICHOLES, K.; SHIH, I.-M. The Origin and Pathogenesis of Endometriosis. Annual Review of Pathology: Mechanisms of Disease, v. 15, n. 1, p. 71–95, 24 jan. 2020.

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