Abstract
Hormonal Replacement Therapy (HRT), which began in the 70's has been
changing constantly in order to propiciate better quality of life to women in the
climacterium. It has been observed that many altemative treatments, drugs, doses and
administration were studied to reduce the impact of side-effects and the number of
contraindications to the use ofHRT. There are well-defined benefits, but we still need
more time to evaluate the real security ofHRT in specific situations.
The main objective of this work is to study the response of the endometrial
behavior under the action o f percutaneous natural oestrogen associated with the natural
progesterona via the vagina of slightly or moderately hypertense women.
The secondary objectives are: the evaluation of the effectiveness of the
hormonal replacement scheme used, through the blood leveis of the follicle stimulating
hormone (FSH), luteinising hormone (LH) and oestradiol; the study of the variability
of weight through the index of corporeal mass (ICM) as well as the investigation on
the presence o f vaginal bleeding.
Twenty women in the post-menopause period, slightly or moderately
hipertense, and previously stabilized with amlodipine, used the 17 f3 percutaneous
oestradiol (1.5 mg/day) associated with the natural micronized progesterone (100
mg/day), via the vagina, in a sequencial scheme of 21128 days, during 12 months. The
endometrium was analysed before the begining of the HRT, in the 6 and 12 month of
the treatment through a transvaginal pelvic ultrasound (TVS) and diagnostic
histeroscopy with biopsy followed by a histologic study. The gonadotrophins and the
oestradiol were collected before the begining ofthe treatment in the 3, 6, 9, 12 months
and 3 months after its ending; they were analysed using comercial dosage kits. The
xii
vaginal bleeding was recorded whenever it happened and analised at the end of the
study. The index of corporeal mass was calculated from the measurements of weight
and height before the begining of the treatment and at the end of the 12 month period.
The endometrium appeared atrophic in 95% of the patients before the begining
ofthe treatment without changes in 55% of them at the end of the treatment. The other
patients displayed variations between a proliferative and a secretoty endometrium, but
no cases of hyperplasia or endometrial cancer were diagnosed. The endometrial width
measured with TVS did not show changes throughout the treatment. The diagnostic
histeroscopy showed the presence of pollyps in the uterus of 5 patients, but the
endometrium displayed a width smaller than 4 mm throughout the treatment.
Gonadotrophins' leveis showed significant reduction, which was larger for the FSH
than for the LH; this resulted valid throughout the treatment. Oestradiol leveis
displayed a statistically significant increase during the period of the medication. The
index of corporeal mass did not vary significantly. As for the vaginal bleeding we
observed the presence of two groups: "rare or absent" and "frequent". "When compared
against each other we noticed that only the ICM was statistically larger in the group
with "frequent" bleeding.
Therefore the use o f this scheme o f hormonal replacement caused an increase in
oestradiollevels, a decrease in the gonadotrophins leves and did not change the ICM.
Vaginal bleeding was present in 70% of the patients classified in the "frequent" group
and in 30% ofthose in the "rare or absent" group.
Despite the histologic changes in the endometrium during this hormone
replacement scheme, no pathological changes, like hiperplasia and endometrial cancer,
were noticed.
Xlll
(
UFRGS
lm.ü. B2sic:t~s di!! S&~~d®
BibHoteca
1 INTRODUÇÃO
1.1 HISTÓRICO DA TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL
O início da terapia de reposição hormonal data de meados de 1970, quando às
mulheres pós-menopáusicas foram prescritos estrogênios sem contraposição da
progesterona. Inicialmente o esquema utilizado era cíclico, com três semanas de uso
diário de estrogênio e uma semana de intervalo, durante o qual poderia ocorrer
sangramento uterino (WHITEHEAD & FRASER, 1987). Em 1975 surgrram os
primeiros relatos associando o uso do estrogênio isolado com um aumento na
incidência de carcinoma endometrial (SMITH et a/., 1975; ZIEL & FINKLE, 1975;
MACK et a/., 1976). Estudos de caso controle e de coorte não deixaram dúvidas em
relação à associação estrogênios/câncer endometrial e evidenciaram uma relação direta
entre a dose e o tempo de uso (GRAMER & KNAPP, 1979). Outros estudos não só
vieram confirmar os achados iniciais como também demonstraram um aumento na
incidência de sangramento vaginal anormal, aumento do número de curetagens uterinas
e um aumento na prevalência cumulativa de histerectomias chegando a atingir valores
de 28,2% em mulheres que usavam o estrogênio contra 5,3% nas que não o faziam
(BRINTON, HOOVER, 1993).
Porém, se por um lado os estudos epidemiológicos mostraram as desvantagens
em relação a este tipo de reposição, também mostraram os aspectos positivos
concluindo que o câncer de endométrio nas mulheres que usavam os estrogênios era
predominantemente de grau 1 com diagnóstico precoce em estágio 1 e com uma menor
invasão miometrial (CHU, SCHWEID, WEISS, 1982), o que implicava diretamente
numa taxa de sobrevida maior quando comparado com as mulheres com câncer
endometrial que não os usavam (COLLINS, ALLEN, DONNER, 1980).
1 INTRODUÇÃO 2
Conseqüentemente, reduzindo a dose do estrogênio reduziria o grau de estímulo
do mesmo minimizando o risco de hiperplasia e carcinoma endometrial, porém,
estudos de Christensen (CHRISTENSEN et al., 1982) nesta mesma época definem a
importância do uso dos estrogênios em relação a prevenção da osteoporose e a
conservação da massa óssea na pós-menopausa, como também as doses adequadas do
mesmo para que esta seja realmente efetiva. Assim, a dose adequada em relação à
proteção óssea ficou definida como 2 mg de valerato de estradiol e O, 625mg de
estrógeno conjugado diário (CHRISTIANSEN et al., 1980; (CHRISTENSEN et al.,
1982). Porém, apesar da diminuição das dosagens estrogênicas ambos ainda são
capazes de levar a uma proliferação endometrial (WHITEHEAD, 1978).
A partir daí foram investigadas estratégias para reduzir o risco de carcinoma
endometrial associado aos estrogênios exógenos. Em 1986 Gambrell publica o seu
estudo sobre o Teste da Progesterona prévio ao uso da terapia estrogênica
demonstrando que o mesmo tinha a capacidade de diagnosticar precocemente lesões
precursoras do câncer endometrial (GAMBRELL, 1986). No mesmo estudo realizado
no Wildorf Hall USAF Medicai Center, é demonstrado de forma conclusiva, não só o
efeito protetor endometrial da progesterona quando associado aos estrogênios, mas
também a menor incidência de câncer de endométrio em relação às mulheres que não
fazem a terapia de reposição hormonal.
Estudos histológicos prospectivos demonstraram que a incidência de
hiperplasia em mulheres pós-menopáusicas recebendo terapia estrogênica sem
contraposição com progesterona foi de 15 a 30%. Quando o progestogênio foi
associado durante 7 dias a cada mês houve uma redução significativa para 3% a 4%
(WHITEHEAD, 1978). Studd e colaboradores estenderam o uso desta para 10 dias no
mês reduzindo a incidência para 2% (STUDD et al., 1978), porém o máximo efeito
protetor foi obtido ao usar o progestogênio durante 12 a 13 dias a cada mês (STUDD
et al., 1978; WHITEHEAD et al., 1982).
Se por um lado a ação do progestogênio determina beneficios inquestionáveis
em relação ao endométrio, também pode trazer desvantagens, contrapondo-se aos
efeitos benéficos dos estrogênios na redução do risco de morte por doença cardíaca
(
(
(
(
(
(
(
(
1 INTRODUÇÃO 3
isquêmica (ROSS et ai., 1981) tanto em relação aos efeitos sobre lipoproteínas quanto
em relação aos efeitos diretos sobre os vasos. Isto toma importante não somente
determinar a ação biológica dos diferentes tipos de estrogênios sobre o endométrio da
mulher menopáusica mas também o tempo, a característica e o efeito da dose mínima
efetiva dos progestogênios.
Os progestogênios derivados da nor testosterona, aumentam a concentração da
insulina plasmática, refletindo uma diminuição da sensibilidade à insulina com
diminuição da tolerância à glicose (SPELLACY, BUHI, BURK 1975, 1981). Da
mesma forma, também diminuem a concentração da fração da lipoproteína de alta
densidade (HDL) plasmática (BRADLEY et ai., 1978; LARSSON-COHN et ai.,
1981). Ambos são considerados efeitos adversos potencialmente graves uma vez que a
incidência de doença cardiovascular está inversamente relacionada com a
concentração desta lipoproteína. Assim, a redução do HDL colesterol é mais
pronunciada nos progestogênios derivados da 19-nortestosterona do que nos derivados
da 17-a-hidroxiprogesterona (GUNNAR et ai., 1979). No que se refere à
hiperinsulinemia, esta é considerada fator de risco cardiovascular em especial por sua
ação de estímulo à proliferação de células musculares lisas da parede vascular.
A cardiopatia coronariana representa a principal causa de morte em mulheres
climatéricas nos países industrializados, sendo que a hipertensão arterial sistêmica
constitui-se num dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença
coronariana aterosclerótica. Estudos observacionais mostram claramente que a TRH
leva a uma redução na incidência de isquemia e acidente cardiovascular
(CHRISTENSEN et ai., 1982), resultados estes conseguidos através da manutenção de
um perfil lipídico favorável no plasma (W ALSH et ai., 1991 ), inibição da oxidação das
lipoproteínas (SACK, RADER, CANNON, 1994), efeitos vasomotores sobre a
coronária (GILLIGAN, QUYYUMI, CANNON, 1994) e o sistema arterial sistêmico
(BOURNE et ai., 1990), efeitos antagonistas sobre o cálcio (COLLINS et ai., 1993) e
aumento na atividade fibrinolítica (KROON, SIL VERSTOLPE, TENGBORG, 1994).
Embora a TRH possa reduzir o risco de eventos cardiovasculares, seu uso em
mulheres hipertensas na pós-menopausa ainda não é comum, provavelmente devido
(
! \
(
I INTRODUÇÃO 4
aos achados anteriores de prevalência aumentada da hipertensão nas usuárias de
anticoncepcionais orais combinados com estrogênio e progestogênio. Contudo, estudos
epidemiológicos tem demonstrado que a elevação da P A está relacionada ao uso dos
estrógenos orais, o mesmo não acontecendo com a reposição através de estrogênios
naturais de uso transdérmico ou percutâneo (TEODORA et al., 1999; WENDER,
VITOLA, SPRITZER, 1997) . Da mesma forma, os efeitos dos progestogênios tem
relação direta com suas características químicas. O acetato de medroxiprogesterona
(MP A), além de ter um efeito vasoconstritor sobre a parede arterial pode também ter
efeito sobre a função cardíaca o qual não é observado com o uso da progesterona
natural. (ROSANO et a/., 1996).
1.2 ENDOMÉTRIO
A cavidade uterina apresenta-se recoberta pelo endométrio, que apesar de a
recobrir em toda a sua extensão apresenta respostas hormonais diferenciadas de acordo
com o local anatômico do órgão. Assim, o segmento uterino inferior ou ístmo é menos
responsivo aos hormônios esteróides ao contrário do corpo uterino onde o endométrio
apresenta uma resposta exuberante às trocas hormonais (DALLENBACH-HELWEGG,
1987). O endométrio apresenta uma camada superficial que é pouco responsiva aos
hormônios esteróides, uma camada funcional que traduz as trocas ocorridas durante as
fases proliferativa e secretora e uma camada basal, responsável pela regeneração.
A camada funcional, durante a fase secretora, sob a ação do estrogênio mas
principalmente da progesterona, divide-se em "stratum compactum" que apresenta um
estroma denso com glândulas retas e finas e o "stratum spongiosum", logo abaixo
desta, onde ocorre o maior grau de responsividade hormonal, traduzindo a intensa
modificação do padrão estromal e glandular característico desta fase (MAZUR &
KURMAN, 1995).
A camada basal (stratum basa/e ), é o local de regeneração da camada funcional,
e não apresenta modificações cíclicas, assim como não descama durante a
menstruação. As glândulas apresentam-se fracamente proliferativas exceto na gravidez,
(
(
(
(
1 INTRODUÇÃO 5
quando tomam-se secretoras, mostrando wna aparência inativa em wn estroma denso
irrigado por artérias espirais (HELLER 1994).
As características histológicas do endométrio mudam de acordo com a idade
cronológica da mulher, apresentando características próprias em cada fase. Assim, no
período pós nascimento imediato, pode· apresentar wn aspecto proliferativo em
resposta à passagem hormonal materna, retomando após à wna fase inativa que
permanece durante toda a inf'ancia.
Após a maturação do etxo hipotálamo-hipófise-ovariano, a mulher passa a
apresentar ciclos menstruais regulares como reflexo de sua produção hormonal
adequada, ciclos ovulatórios, passando a apresentar três fases endometriais bem
distintas dentro do ciclo menstrual, quais sejam: endométrio proliferativo, endométrio
secretor e endométrio menstrual. Os critérios foram bem estabelecidos pelo clássico
trabalho de Noyes e colaboradores em 1950 quando dataram as modificações
endometriais baseados em wn conceito de wn ciclo padrão de 28 dias, onde o primeiro
dia corresponde ao primeiro dia da menstruação, com a ovulação ocorrendo no 14° dia
do ciclo e com o início das modificações pós-ovulatórias no 16° dia (NOYES,
HERTIG, ROCK, 1950).
Com a diminuição do conteúdo folicular ao longo dos anos, os ovários vão
diminuindo gradativamente sua produção hormonal até a parada definitiva dos ciclos
menstruais. A resposta a nível endometrial é de uma atrofia, onde não se observa mais
as camadas superficiais permanecendo apenas a camada basal. Apesar do endométrio
tomar-se fracamente proliferativo (inativo) ou atrófico, ele não perde a sua capacidade
de resposta aos hormônios esteróides.
(
(
(
1 INTRODUÇÃO 6
1.3 PROGESTERONA E PROGESTOGÊNIOS
Os progestogênios podem dividir-se em basicamente duas classes:
Derivados da 17 a.-hidroxiprogesterona. Seu principal representante é o
acetato de medroxiprogesterona, contém 21 átomos de carbono em sua estrutura e
apresentam um espectro de atividade·· semelhante ao do hormônio endógeno, os quais
são freqüentemente utilizados em associação aos estrogênios na terapia de reposição
hormonal.
Derivadas da 19-nortestosterona os quais historicamente tem sido os
compostos associados aos estrogênios na composição dos contraceptivos orais.
Por muitos anos, a progesterona natural não pôde ser usada clinicamente por via
oral devido sua rápida inativação pelo figado e sua pobre biodisponibilidade
(MORVILLE, et a/., 1982), até que estudos demonstraram que a progesterona
micronizada era prontamente absorvida quando administrada por via oral e que esta
rota oferecia melhores alternativas quando comparada com outras vias de
administração (KINCL, CIACCIO, BENAGIANO, 1978; FERRE et al., 1984;
MAXSON & HARGROVE, 1985).
Porém, a partir do clássico estudo de Whitehead publicado em 1980, onde é
demonstrada a absorção e o metabolismo da progesterona micronizada, surgem as
primeiras perspectivas de seu uso clínico. Quanto à absorção, os autores demonstram
que somente 25% da dose ingerida via oral aparece na circulação periférica. Após a
absorção, ocorre a conversão para 3 a.-glicuronide-pregnanediol, 20-a.
dihidro:xiprogesterona e 17-a.-dihidro:xiprogesterona. A 20-a.-dihidroxiprogesterona é o
seu metabólito ativo, e tem a capacidade de atingir tecidos alvos como o endométrio.
Porém não é feita nenhuma menção neste estudo quanto à dose ideal antiproliferativa
em endométrio previamente tratado com estrogênio (WHITEHEAD et a/., 1980).
LANE et al. (1983) e MAXSON & HARGROVE (1985) demonstram que pelo menos
200 mg/dia durante 10 dias devem ser usados para antagonizar os efeitos proliferativos
estrogênicos a nível endometrial. Porém, a medida que a progesterona oral
micronizada passou a ser utilizada em larga escala para uma variedade de problemas
(
c
(
(
(
(
c
(
(
(
(
(
('
c
(
'·
(
(
(
(
c
(
(
c
(
c
(
(
(
(
c c
c
(
(
(
c
1 JNTRODUÇÃO 7
clínicos, alguns efeitos colaterais importantes da mesma foram observados. Efeitos
menores como sedativos e hipnóticos (SEYLE, 1942), e efeitos de maior importância
como vertigens e sonolência (LIGNIERES & VINCENS, 1982; DENNERSTEIN et
ai., 1985), os quais manifestam-se gradativamente de acordo com a ·via de
administração e a dose utilizada. Doses de 100mg/dia já podem apresentar sonolência
quando administrados por via ··oral, porém esta não é observada quando a via de
administração é vaginal (ARAFAT et ai., 1988; SPRITZER et ai., 1996).
NILllJS & JOHANSSON (1971) demostraram a absorção da progesterona
natural quando aplicada por via vaginal comparando-a com as vias reta! e
intramuscular. A administração intravaginal de um supositório de 100 mg produz a
concentração sérica máxima de 13,5 ng/ml quatro horas após a aplicação, reduzindo
se gradualmente nas próximas oito horas, permanecendo ainda acima dos níveis da
fase folicular após as primeiras 24 horas. Os autores sugerem ainda que, para a
manutenção de níveis plasmáticos estáveis compatíveis com a fase lútea, a aplicação
deveria ser repetida a cada 12 horas. Mais tarde GLAEZENER, BAILEY, HULL
(1985) e colaboradores estudam a efetividade da administração vaginal da
progesterona comparando o veículo utilizado na composição dos supositórios e
concluem que os supositórios à base de manteiga de cacau utilizados por Nilius
apresentam uma liberação mais rápida da substância quando comparado com
supositórios à base de polietileno glicol e de cera. Concluem que as doses são
diferentes para atingir os mesmos níveis plasmáticos, pois a liberação do hormônio
faz-se de maneira diferente, indicando que com este último a aplicação diária possa ser
efetiva. Estes estudos baseiam-se na comparação de níveis plasmáticos em relação à
fase lútea e não da ação dos mesmos sobre o endométrio.
1.4 ESTROGÊNIOS
Os estrogênios tem como principais indicações o uso nos anticoncepcionais
orais e na terapia de reposição hormonal. As considerações farmacológicas nestas
indicações são substancialmente diferentes principalmente no que diz respeito à
estrutura química dos estrogênios utilizados e as doses empregadas. Nos
)
I r
I \
(
1 INTRODUÇÃO 8
anticoncepcionais orais o estrogênio mais freqüentemente utilizado é o etinil estradiol
enquanto na TRH a preferência é para o estrogênio natural, 17 f3 estradiol, e seus
derivados, ou ésteres de estrona os quais apresentam uma potência menor. Assim, as
doses utilizadas são menores do que na anticoncepção oral. Apesar dos efeitos
adversos apresentarem mna relação com a dose e tipo de estrogênio, a incidência
destes também estará relacionada com a via de administração dos mesmos. Embora os
estrogênios encontrem-se disponíveis para praticamente todas as vias de
administração, a terapia de reposição hormonal tem sido realizada pelas vias oral,
transdérmica, percutânea e mais recentemente pelos implantes subcutâneos.
O 17 f3-estradiol é o estrogênio natural mais importante porém por si só não é
utilizado freqüentemente por via oral pois devido ao seu extenso metabolismo
intestinal e hepático pela primeira passagem apresenta uma baixa biodisponibilidade.
Porém, na forma micronizada que permite uma ampla absorção toma-se efetivo por
esta via (MARTIN, BURNIER GREANEY, 1972; ENGLUND & JOHANSSON,
1981). O estradiol quando administrado por via oral é convertido para estrona no
intestino e no figado levando a concentrações plasmáticas elevadas desta e
conseqüentemente uma razão estrona/estradiol maior do que 1, não restabelecendo a
condição pré menopáusica onde esta razão é inferior a 1 (ENGLUND &
JOHANSSON, 1981; TOWSEND et ai., 1981).
Outros estrogênios sintéticos tais como as preparações com estrogênios
conjugados também podem ser utilizados por esta via porém mesmo respeitando a
especificidade da absorção da droga também apresentam primeira passagem hepática e
com isto a razão estrona!estradiol fmal será maior do que 1.
A administração do estradiol via transdérmica, ao evitar a primeira passagem
hepática, reduz o impacto na síntese de proteínas promovendo uma liberação hormonal
mais lenta, com uma distribuição sistêmica e níveis plasmáticos mais constantes
quando comparado com a via oral. Desta forma, apresentam um perfil endocrinológico
mais natural onde a estrona não predomina sobre o estradiol. Desde seu inicio os
"patches" vem sofrendo aprimoramento na sua confecção no sentido de diminuírem a
incidência de reações cutâneas. Porém, mesmo com os adesivos matriciais onde o
(
(
(
(
1 INTRODUÇÃO 9
hormônio encontra-se dentro de uma fina camada adesiva e não mrus em um
reservatório, estes efeitos ainda não foram totalmente eliminados.
Para evitar as desvantagens dos "patches", foi desenvolvido uma aplicação não
oclusiva do gel contendo o 17 13-estradiol, para aplicação percutânea. O gel com
formulação hidroalcoólica apresenta· como ingrediente ativo o estradiol o qual é
absorvido através da pele enquanto o componente alcoólico é rapidamente evaporado.
Estudos de JÃRVINEN et ai. (1997), definiram o impacto na absorção relacionado ao
tamanho da área de aplicação do mesmo. A maior absorção do estradiol quando
aplicado em pequenas áreas está relacionada com um maior gradiente de concentração
deste na pele o que aumenta a difusão do esteróide através da superficie em direção as
camadas mais profundas e à circulação sistêmica (SCHEUPLEIN & BLANK, 1971 ).
Concluem que a melhor absorção do estradiol foi alcançada quando aplicado em áreas
de 200 cm2 e 400 cm2. Da mesma forma, estudaram o efeito da limpeza da pele com
água após a aplicação do gele o seu efeito sobre a absorção. Concluíram que após 30
minutos da aplicação do gel o uso de água e sabões não mais interferiram nos níveis
plasmáticos do estradiol.
Poucos estudos estão disponíveis quanto ao local ideal para a aplicação da
droga, uma vez que a absorção das drogas de uma maneira geral depende de inúmeros
fatores, muitos deles, praticamente não estudados. Baseado em um dos fatores que
diz que a taxa de penetração através da pele é inversamente relacionada a sua
espessura (IDSON, 1975), a maioria dos estudos utilizando o estradiol na forma de gel
o aplicam na porção mediai das coxas. Outros locais freqüentemente utilizados são o
abdome, entre a cicatriz umbilical e a inserção dos pelos pubianos e a face anterior do
antebraço.
(
1 INTRODUÇÃO 10
1.5 OBJETIVOS
Baseado nos estudos apresentados, a Unidade de Endocrinologia Ginecológica
do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCP A), elaborou um protocolo de pesquisa
de terapia de reposição hormonal utilizando estrogênio natural percutâneo associado a
progesterona natural via vaginal em mulheres pós menopáusicas hipertensas leves ou
moderadas. Este es:tudo mul~disciplinar, que durou_ doze ~eses, teve por objetivos o
estudo da variação da pressão arterial, do perfil lipídico, do metabolismo ósseo e do
comportamento endometrial.
Os objetivos desta dissertação de mestrado são:
1. Estudo do endométrio ao longo dos doze meses de tratamento para a
avaliação:
1.1 Clínica, através da ocorrência de sangramentos
1.2 Ultra-sonográ:fica, através da espessura endometrial
1.3 Histeroscópica, para estudo da cavidade uterina
1.4 Anatomopatológica, através de biópsias endometriais
2. Avaliar a efetividade do esquema de reposição hormonal utilizado através
dos níveis séricos de FSH, LH e estradiol.
3. Análise da variabilidade do peso corporal através do IM C.
(
(
c
2 PACIENTES E MÉTODOS
2.1 DELINEAMENTO DE PESQUISA
Ensaio clínico não controlado (com controle tipo antes e depois).
2.1.1 Fator em Estudo
Terapia de reposição hormonal com 17 ~ estradiol percutâneo na dose de 1,5
mg/dia associado a 100 mg/dia de progesterona natural micronizada, via vaginal, em
regime cíclico de 21128 dias.
2.1.2 Desfecho Principal
Modificações endometriais ao longo dos 12 meses de tratamento, avaliadas
através de estudo anátomo-patológico.
2.1.3 Desfechos Secundários
- Sangramento vaginal.
- Variações dos níveis séricos de estradiol, hormônio folículo estimulante e
hormônio luteinizante.
- Modificações da espessura endometrial avaliadas por ultra-sonografia.
- Alterações da cavidade uterina e endometrial por histeroscopia.
-Diferenças entre os índices de massa corpórea pré e pós-tratamento.
{
\
(
(
c
(
(
\
(
(
\
(
{
\
(
(
(
(
(
2 PACIENTES E MÉTODOS 12
2.2 PACIENTES
Vinte mulheres climatéricas pós-menopáusicas e com hipertensão arterial
leve ou moderada encaminhadas dos ambulatórios de ginecologia do HCP A e do
ambulatório de climatério do Hospital Matemo Infantil Presidente Vargas de Porto
- ~ -·---··---··-~--o··--· ----- ·-·-- --· ·'•··~~-···- -··•- --·-· -<>-- ... -.--,-. ·~··-- '····---~""" -- -·~---~-·-• • - • - • •• -·- -
Alegre (HMIPV) foram selecionadas para fazer parte do presente protocolo de
pesquisa da Unidade de Endocrinologia Ginecológica do HCP A, segundo os
critérios de inclusão e exclusão descritos abaixo:
2.2.1 Critérios de Inclusão
1. Menopausa natural há pelo menos 1 ano.
2. Presença de útero e ovários.
3. Hipertensão leve a moderada ( sistólica ?!: 140 e < 180 e diastólica ?!:
90 e< 110 mmHg ).
4. Sintomas Climatéricos.
2.2.2 Critérios de Exclusão
1. Hipertensão severa ( sistólica ?!: 180 e diastólica ?!: 11 O nnnHg).
2. Diabete Mellitus.
3. Doença Tromboembólica.
4. Índice de massa corpórea superior a 32 Kg/m2•
5. História ou evidência de hiperplasia ou câncer endometrial ou mamário.
6. Uso de qualquer medicamento hormonal nos últimos 3 meses.
7. Uso de medicamentos hormonais de depósito nos últimos 6 meses.
2.2.3 Fluxograma
Primeiramente, as pacientes foram submetidas a anamnese , exame fisico
geral e ginecológico incluindo palpação das mamas e coleta de exame
citopatológico de colo uterino. A seguir, as pacientes foram submetidas à suspensão
gradativa dos medicamentos anti-hipertensivos em uso durante um período de 15
dias permanecendo então sem medicação pelo mesmo espaço de tempo (wash-out
(
(
(
(
(
(
\
(
(
(
(
(
c
(
2 PACIENTES E MÉTODOS 13
period) a fim de detenninar especificamente o grau de hipertensão. Durante estas
quatro semanas as pacientes foram examinadas semanalmente na UEG onde foram
realizadas as medidas da freqüência cardíaca e pressão arterial na posição supina e
ortostática após um período de repouso minimo de 15 minutos. Todas as pacientes
foram orientadas a controlar a pressão arterial durante o intervalo das suas visitas
hospitalares e caso apresentassem níveis de pressão sistólica;?: 180 mmHg e pressão
diastólica ;?: 140 mmHg deveriam dirigir-se ao setor de emergência do HCPA.
Nenhuma paciente apresentou níveis de hipertensão que necessitasse atendimento
de urgência.
Na quarta semana, após a confirmação da presença de HAS leve ou
moderada, foram solicitados os exames laboratoriais, de imagem e histológico
abaixo descritos e iniciada a medicação anti-hipertensiva. A droga utilizada foi a
amlodipina, em uma dose inicial de 5 mg/dia, V.O. sendo esta aumentada
semanalmente até a estabilização da pressão arterial sistólica abaixo de 140 mmHg e
a pressão arterial diastólica abaixo de 90 mmHg. A partir deste momento, a
posologia foi mantida fixa para cada paciente durante todo o período de tratamento
e iniciada a terapia de reposição hormonal.
Durante o tratamento as pacientes foram avaliadas clinicamente, todos os
meses. Os exames laboratoriais foram repetidos aos 3, 6, 9, 12 meses de tratamento
e 3 meses após a suspensão do mesmo. A ultra-sonografla pélvica transvaginal, a
histeroscopia diagnóstica e a biópsia endometrial foram repetidas aos 6 meses e ao
final dos 12 meses de tratamento.
2.2.4 Tratamento Hormonal
O 17-B estradiol, Oestrogel® (Besins-Iscovesco, France) foi administrado
via percutânea, em forma de gel hidroalcoólico contendo 0,6 mg de 17 f3 estradiol
por grama , na dose de 1,5mg (2,5 mg de gel) por dia, em regime cíclico de 21 I 28
dias, durante 12 meses. As pacientes foram orientadas para aplicá-lo na região
abdominal, entre a cicatriz umbilical e a inserção dos pelos pubianos, ou na face
(
(
(
(
(
(
(
2 PACIENTES E MÉTODOS 14
anterior do braço, preferentemente no mesmo horário e à noite. Orientação
específica foi dada para que não houvesse contato da área medicada com as mamas.
A progesterona natural micronizada, Utrogestan® (Besins-Iscovesco,
F rance), em forma de comprimido de 100 mg, foi utilizada por via vaginal em
regime cíclico de 21 I 28 dias, durante 12 meses. As pacientes foram orientadas
para que aplicassem o comprimido de progesterona natural no fundo vaginal, à noite
e que permanecessem deitadas por pelo menos três horas após a aplicação do
mesmo.
(
(
(
(
(
(
(
r·
~
(
(
(
(
r \
(
c
c
(
(
(
(
(
c c
c
(
2 PACIENTES E MÉTODOS 15
2.3 MÉTODOS
2.3.1 Exames Laboratoriais
Os exames laboratoriais solicitados foram colesterol total, HDL, lipoproteína
de baixa densidade (LDL), triglicerídeos, transaminase glutâmico oxalacética
--(TGG}; · transamiÍutse-glutâtniarpirúVicà--trGP); fosfatase ·1llc~tfA-}, ·potássio~-
-- _b~!!lªtó_çritq,._~b~mpglobina, ativi!Iacle._ de renina plasmática (.ARf), a!d.()_sterona, anti-
trombinalll, estradiol, uréia, creatinina, bilirrnbina total (BT), bilirrubina direta
(BD), glicemia jejum, glicemia após 2h da ingestão de 75g de glicose, FSH e LH.
2.3.2 Exames de Imagem
F oram realizados ultra-sonografia pélvica transvaginal, mamo grafia bilateral,
densitometria óssea e ecocardiograma.
2.3.3 Exame da Cavidade Uterina para Avaliação Histológica do Endométrio
Foi realizado histeroscopia diagnóstica seguida de biópsia endometrial.
2.3.4 Outros Exames
Exame de fundo de olho e eletrocardiograma.
2.3.5 Coleta de Sangue e Preparo das Amostras
Todas as pacientes foram orientadas a dirigirem-se à Unidade de
Endocrinologia Ginecológica (UEG) às 7:30 horas, em jejum de pelo menos 12
horas quando todas as coletas eram realizadas. Após, o material coletado era
encaminhado ao Laboratório de Bioquímica do Hospital de Clínicas de Porto
Alegre, onde o sangue era centrifugado a 3000 rpm durante 10 min e o soro
estocado em frasco a - 20° C até a data das dosagens hormonais.
(
(
(
í
\
(
('
\
(
(
I
\
2 PACIENTES E MÉTODOS 16
2.3.6 Dosagens Hormonais
2.3.6.1 Hormônio Folículo Estimulante e Hormônio Luteinizante
As amostras de soro foram encaminhadas ao Laboratório de
Radioimunoensaio do HCP A onde foram dosados os hormônios FSH e LH pelo
método Ensaio Imunorradiométrico (IRMA) cujo fabricante é a BIODATA de
origem italiana. O controle de qualidade para a dosagem dos referidos hormônios
pode ser observada na Tabela I.
TABELA 1. Controle de qualidade para a dosagem do FSH e LH
Hormônio Perfil Intra-ensaio Perfil Entre-ensaio
CV dose baixa 15,7% CV dose baixa 18,9%
FSH CV dose média 8,1% CV dose média 12,7%
CV dose alta 8,2% CV dose alta 10,8%
CV dose baixa 15,7% CV dose baixa 18,9%
LH CV dose média 7,9% CV dose média 12,7%
CV dose alta 7,9% CV dose alta 10,9%
2.3. 6.2 Estradiol
O estradiol também foi dosado no Laboratório de Radioimunoensaio do
HCP A pela técnica de Fluor- imunoensaio a tempo de resolução (DELFIA) tendo
como fabricante W ALLAC e país de origem a Finlândia. A Tabela 2 mostra o
controle de qualidade utilizado na dosagem do estradiol.
(
(
(
\
(
(
(
(
2 PACIENTESEMÉTODOS l7
TABELA 2. Controle de qualidade para a dosagem do estradiol
Hormônio PERFIL INTRA-ENSAIO Perfil Entre-ensaio
CV dose baixa 12,5% CV dose baixa 21,0%
ESTRADIOL CV'dose média 5,5% CV dose média 13,0%
CV dose alta 9,6% CV dose alta 12,7%
2.3. 7 Ultra-Sonografia Pélvica Transvaginal
As medidas da espessura endometrial foram realizadas sempre pelo mesmo
ultra-sonografista, tendo sido utilizado um aparelho de ultra-som da marca Toshiba,
modelo Sonolayer SSH- 140 A com sonda transvaginal de 6 MHZ de freqüência.
O exame foi realizado após a paciente ter esvaziado a bexiga, em posição de
exame ginecológico e precedido por um exame pélvico bimanual. O transdutor foi
protegido por um condom não lubrificado sendo a seguir recoberto por uma pequena
quantidade de gel.
O endométrio é identificado ao longo do eixo longitudinal do útero em um
plano onde a cavidade endometrial é observada desde o canal cervical até a borda
do fundo uterino. Neste plano a maior espessura endometrial é medida através da
marcação das bordas mais externas do limite entre a mais alta ecogenicidade
endometrial e a área hipoecogênica subjacente que representa a camada mais interna
hipovascularizada do miométrio.
2.3.8 Histeroscopia Diagnóstica
Todas as histeroscopias foram realizadas pelo autor, com um histeroscópio
de Hamou cuja camisa externa mede 5 mm de diâmetro e com uma ótica de 30
graus. A fonte de iluminação foi de luz fria, da marca Storz com 150W. A distensão
da cavidade uterina foi realizada com gás carbônico através de insuflador,
Microhisteroflator da marca Storz, em volume que variou entre 12ml- 45ml/min e
2 PACIENTES E MÉTODOS 18
pressão que não ultrapassou 90 mmHg. A maioria dos procedimentos ( 44 exames)
foram realizados sem necessidade de qualquer tipo de anestesia. Em 7 pacientes foi
foi realizado anestesia local, via paracervical, injetando-se 1 O m1 de lidocaína a 1%,
5ml em cada lado da cérvice (às 4 e 8 h). Seis exames foram realizados sob sedação
anestésica endovenosa com fentanil 50-1 OOug, seguido de propofol 1-4 mg!Kg/peso
e ventilação sob máscara quando necessário. Todos os procedimentos realizados
foram registrados em um protocolo onde consta a descrição detalhada do canal
cervical, cavidade uterina, aspecto endometrial e óstios tubários. Nos casos de
pólipos ou miomas endometriais estes foram biopsiados de forma dirigida e
encaminhados para estudo anátomo-patológico. A exérese definitiva dos mesmos
deu-se após o término do estudo.
O exame histeroscópico teve como objetivo o diagnóstico de patologias
intracavitárias, principalmente a identificação de áreas endometriais de crescimento
suspeito ao longo da terapia de reposição hormonal. Assim, seguiu-se uma
seqüência na realização do exame, quais sejam: estudo da mucosa endocervical, da
morfologia uterina, das regiões comuais e dos orificios tubários, do aspecto
macroscópico da mucosa endometrial seguido da medida de sua espessura e
finalmente da reavaliação do ístmo uterino e do estudo morfológico do canal
cervical.
O endométrio apresenta uma variação específica do ponto de vista
macroscópico segundo a fase do ciclo em que se encontre durante o menacme, o que
permite uma classificação histeroscópica própria. No período pós menopáusico e na
vigência de terapia de reposição hormonal combinada estas fases deixam de existir,
levando à necessidade de uma classificação mais simplificada que inclui as
categorias de endométrio atrófico, proliferativo e secretor (Tabela 3). A imagem
fotográfica dos três principais achados histeroscópicos pode ser observada na
Figura 1.
(
(
I
\
(
(
2 PACIENTES E MÉTODOS 19
TABELA 3. Critérios para classificação endometrial ao exame histeroscópico
Endométrio
ATRÓFICO
PROLIFERATIVO
SECRETOR
Características
Cavidade reduzida
-'Coloração branco amaiêlada-'ou amarelo ocré~ -opãco.
Superficie lisa e uniforme com ausência de vasos e orifícios
glandulares. Raros cistos de retenção.
Espessura endometrial ausente.
Endométrio hipotrófico de coloração avermelhada.
Zonas de pontilhado glandular ou cistos de retenção não
uniforme, sugerindo endométrio proliferativo inicial porém com
irregularidades na superficie.
Espessura endometrial inferior a 3 mm.
Presença de glândulas dilatadas de pequeno a médio tamanho,
esparsas, com fase de maturação desigual, superficie irregular
que podem contactar-se entre si. Endométrio de base amarelada,
brilhante, aveludado.
Espessura de 5 mm.
Adaptado de NJCOLA U, R.L. Tratado y Atlas de Histeroscopia, 1990.
(
(
',
(
(
(
(A)
(B)
(C)
FIGURA 1. Imagens fotográficas referentes a achado hlsteroscópico de endométrio
atrófico (A), proliferativo (B) e secretor (C).
(
2 PACIENTES E MÉTODOS UFRGS 21
2.3.9 Biópsia de Endométrio
A biópsia de endométrio foi realizada sempre na terceira semana de
tratamento de acordo com os parâmetros abaixo citados:
-· -···Quando ahisteroscopia diagnóstica identificou uma área de· maior relevância
·macroscópica-na cavidade uterina a biópsia foi realizada -de-fonna-dirigida através
de uma pinça específica para biópsia da marca Storz, com abertura de 3 mm.
Quando a histeroscopia diagnóstica apresentou um endométrio sem qualquer
relevância macroscópica, a biópsia foi realizada através de uma cureta fenestrada do
tipo Sims, número O, coletando material de quatro quadrantes específicos: face
anterior do corpo uterino, face posterior do corpo uterino, parede lateral esquerda do
corpo uterino e parede lateral direita do corpo uterino.
2.3.10 Avaliação Histológica
2.3.1 0.1 Inclusão e Corte
As amostras fixadas em formaldeído foram desidratadas em etano! a
concentrações crescentes, variando de 70% a 99% (6 x 60 min cada), depois imersas
em xilol (2 x 60 min) e em duas parafinas a 60° (2 x 60). A seguir foram incluídas
em blocos de parafina. Os blocos foram resfriados a cerca de -10° C e seccionados
num micrótomo em cortes de 4 micras de espessura que, dispostos num banho
aquecido, foram delicadamente transferidos para as lâminas de vidro. A seguir, as
lâminas foram aquecidas em estufa a 60° C por 20 min para deixar escorrer o
excesso de parafma dos cortes histológicos. Uma lâmina de cada paciente foi
submetida à coloração de rotina por hematoxilina-eosina para permitir a datação
histológica do endométrio.
2.3.10.2 Datação das Biópsias Endometriais
As amostras endometriais coradas por hematoxilina-eosina foram analisadas
individualmente pelo autor e pela patologista segundo os critérios de Noyes para
datação histológica. As principais características observadas foram o formato do
epitélio luminar, o tamanho, densidade e formato das glândulas endometriais, a
(
(
2 PACIENTES E MÉTODOS 22
esp~~sw,:~ 4~1lsi9.ª5-l~ ___ e __ grau . de edema do estroma, a _ pre~ença . de vacúolos
periféricos no epitélio glandular e de secreção na luz das glândulas. Os critérios
correspondentes a cada fase do ciclo menstrual estão sintetizados na Tabela 4.
-~-----TABE:CA4~Cntéifos- pã.ra dataÇão da biópsia· end.ol:netrial
Endométrio
Proliferativo Inicial
Proliferativo Intermediário
Proliferativo tardio
Periovulatório ou de Interfase
Secretor inicial
Secretor intermediário
Secretor tardio
Endométrio Menstrual
Características
Poucas glândulas retas com epitélio luminar, cúbico
num estroma fusiforme e edemaciado. Artérias espirais
retas e com parede fina.
-Maior número de glândulas levemente tortuosas.
Estroma fusiforme e edemaciado. Epitélio luminar -
pseudoestratificado e com inúmeras mitoses.
Presença de glândulas endometriais tortuosas com
epitélio luminar, altamente estratificado e estroma
denso.
Glândulas tortuosas com vacuolização subnuclear focal
e figuras mitóticas abundantes. Presença de glândulas
com vacuolização subnuclear difusa.
Glândulas tortuosas com vacuolização subnuclear
difusa, algumas com pseudoestratificação, outras com
vacuolização uniforme. Figuras mitóticas variáveis.
Estroma edemaciado e não decidualizado.
Glândulas tortuosas com epitélio luminar secretor não
vacuolizado e com secreção luminar. Estroma
edemaciado, não decidualizado.
Glândulas tortuosas, com epitélio luminar secretor não
vacuolizado. Estroma com graus variados de pré
decidualização, iniciando ao redor das arteriolas
espiraladas -14° dia pós ovulação - Menstruação
eminente e extensas zonas de hemorragia estremai,
intersticial estão presentes. Glândulas secretoras com
exaustão da secreção.
Camada compacta desintegra-se e vêem-se mumeras
áreas de hemorragia. Glândulas endometriais com
aspecto estrelado e com exaustão da secreção. Dia 2
ou 3 - desintegração da compacta e da maior parte da
esponJosa.
Adaptado de Noyes et a/. Dating the endometrial biopsy. Fertil. Steri/, 1950.
(
(
(
(
(
(
(
(
(
2 PACIENTES E MÉTODOS 23
2.3.11 Índi~e d~ M~s~a Corpórea
O índice de massa corpórea foi calculado pela fórmula peso (kg)/altura (m2).
2.3.12 Análise Estatística
2.3.12.1 Montagem do Banco de Dados
Todas as informações obtidas foram armazenadas em um banco de dados
diretamente no pacote estatístico SPSS (Statistica/ Package for Social Sciences,
versão 8.0) onde foram realizadas a limpeza dos dados (verificação e correção de
erros).
Após a elaboração do banco de dados foi realizada uma conferência manual
de todas as informações do protocolo de registro de todas as participantes do estudo.
2.3.12.2 Apresentação das Variáveis
As variáveis contínuas (idade, idade da menopausa, tempo de amenorréia,
índice de massa corpórea e espessura endometrial) com distribuição simétrica foram
medidas através da média e desvio padrão.
As variáveis contínuas com distribuição assimétrica (FSH, LH e estradiol)
foram descritas através da mediana e amplitude.
As variáveis: biópsia de endométrio, avaliação histeroscópica, com
sangramento e sem sangramento no intervalo da TRH e com sangramento e sem
sangramento durante a TRH são variáveis categóricas, descritas sob a forma de
proporções.
2.3.12.3 Transformações de Variáveis
Os resultados da avaliação histeroscópica foram codificados uma vez que
cada paciente poderia apresentar diagnósticos diferentes ao longo dos 12 meses de
tratamento. Assim, foram criadas 5 categorias, quais sejam:
O - pacientes que não realizaram exame histeroscópico
1 - Endométrio atrófico
(
(
(
(
(
(
(
(
F
\ ..
f \
(
(
\
c
(
(
'··
(
{.
\
(
c
(
(
(
c··
(
c
(·.
(
( ..
(
2 PACIENTES E MÉTODOS
2 - Endométrio. proliferativo
3 - Endométrio secretor
4 - Endométrio patológico
2-1-
Da· mesma forma os resultados das biópsias endometriais ( anátomo
patológico) também .foram codificados em 7 categorias: .
1- Endométrio atrófico ·.,
2-
3-
4-
5-
6-
Endométrio proliferativo inicial
Endométrio proliferativo intermediário
Endométrio proliferativo tardio
Endométrio secretor inicial
Endométrio secretor tardio
7- Endométrio patológico
A avaliação do sangramento vaginal, no intervalo da medicação e durante o
uso do mesmo, consistiu em variáveis dicotômicas com a mesma codificação:
O - Ausência de sangramento vaginal-- ~ ..
I - Presença de sangramento vaginal
2.3.12.4 Descrição Inicial na Linha de Base
A verificação de pressupostos de normalidade e igualdade das variâncias foi
realizada com tabelas de freqüência para todas as variáveis de interesse e gráficos
(histogramas, diagramas de caixa e de barras). Adicionalmente, esta fase serviu para
identificar possíveis erros de amplitude.
O estradiol foi a única variável que apresentou valores muito extremos, que
foram todos conferidos contra a fonte original. Durante a análise, foi realizada uma
correção eliminando estes valores extremos, não tendo havido diferença nas
comparações que utilizavam a variável em sua forma bruta. Todas as análises
apresentadas neste trabalho consideram, portanto, a segunda forma (variável bruta).
(
(
(
(
(
(
\
2 PACIENTES E MÉTODOS 25
2.3.12. 5 Comparações Entre os Grupos
Para as variáveis contínuas com distribuição normal foi utilizado o teste t
pareado (dois momentos).
Às variáveis contínuas com distribuição muito assimétrica (FSH, LH e
Estradiol) foram aplicados testes não paramétricos: teste de·Friedman (para cinco
momentos diferentes) e~Wilcoxon (para dois momentos).
Na comparação entre os dois grupos (com sangramento e sem sangramento)
foi utilizado o teste de Mann-Whitney para hormônios (FSH, LH e estradiol) e
Teste t Student para as demais variáveis.
Para estas comparações, foi considerado um alfa critico de 0,05.
2.3.13 Considerações Éticas
O protocolo do presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética do
Hospital de Clínicas de Porto Alegre, processo número 94124 de novembro de
1994. As pacientes foram devidamente informadas sobre os objetivos do estudo e
após assinaram o termo de consentimento.
3 RESULTADOS
3.1 DESCRIÇÃO DA POPULAÇÃO ESTUDADA.
O estudo incluiu vinte mulheres com idades variando entre 48 e 67 anos (57±
5,0 anos), que tiveram menopausa natural entre os 41 e 62 anos (50 ± 5 anos) cujo
tempo de amenorréia variou entre 1 e 25 anos (mediana de 4) e o índice de massa
corpórea entre 21,0 e 37,2 Kg/m2 (27,8 ± 4,0 Kg/m2 ).
As características clínicas, perfil hormonal e espessura endometrial das 20
mulheres que participaram do estudo antes do início da TRH estão descritas na
Tabela 5 e 6.
3.2 VARIAÇÕES DAS CONCENTRAÇÕES HORMONAIS
A Figura 2 representa a variação das concentrações de FSH antes do início da
terapia de reposição hormonal, durante os meses 3, 6, 9 e 12 de tratamento e após três
meses do término do mesmo. A avaliação inicial mostrou uma concentração mediana
de 71,05 mUI/ml (6,3 - 151,0 mUI!ml) a qual após o terceiro mês de tratamento
mostrou uma redução para 27,25 mUI!ml (0,9- 91,0 mUI!ml), no sexto mês 25,70
mUI/ml (0,7 - 96,5 mUI/ml), no nono mês 30,25 mUI/ml (3,0 - 84,0 mUI/ml), no
décimo segundo mês 26,15 mUI/ml (2,3 - 84,4 mUI/ml) e retomando aos valores
iniciais após três meses do término da TRH, com uma mediana de 73,20 mUI/ml (44,4
- 115,0 mUI/ml).
Observa-se que desde os pnmerros três meses de tratamento houve uma
diminuição importante dos níveis de FSH, porém com significância estatística nos
meses 6, 9 e 12 (p<0,001) Após o terceiro mês do término do tratamento os níveis
honnonais voltam a elevar-se a valores semelhantes aos anteriores ao uso da TRH.
3 RESULTADOS 27
TABELA 5. Características clínicas das pacientes sob uso de amlodipina antes da
terapia de reposição hormonal.
Paciente Idade ld. Men TempoMen IMC PAS sup PASort PAD sup PADort
(anos) (anos) (anos) •. (Kg/m2) (mmHg) (mmHg) (mmHg) (mmHg)
1 61 41 20 24,6 142,6 141,2 85,2 88,4
2 63 51 12 34 159,7 143,2 90,7 82,2
3 61 51 10 25,5 163,7 150,2 81,5 80,2
4 50 48 2 32,6 119,3 119,3 82,6 80,0
5 67 42 25 30 163,4 159,7 94,7 90,1
6 59 57 2 26,3 145,0 133,5 89,0 82,5
( 7 60 50 10 30,8 167,1 159,5 98,6 100,5 \
8 54 53 1 28,6 146,0 136,3 96,0 90,0
9 56 54 2 26,5 131,7 128,8 86,3 92,8
10 64 62 2 26,5 160,5 152,4 101,4 98,6
11 49 47 2 23,4 136,6 136,0 83,0 85,3
12 56 54 2 29,7 155,2 146,2 83,0 74,2
13 64 52 12 28 152,0 136,6 77,3 75,0
14 48 43 5 21 142,0 134,2 81,5 74,8
15 59 45 14 26,4 120,6 114,3 77,3 79,3
16 54 51 3 22,7 130,0 133,4 78,0 75,4
17 56 49 7 27,1 137,1 129,1 90,6 86,6
18 59 50 9 37,2 129,0 132,3 85,2 84,8
19 54 52 2 24,9 155,1 142,0 95,1 87,4
20 49 47 2 30,5 132,0 133,0 85,0 87,5
Id. Men: idade de menopausa; Tempo Men: tempo de menopausa; IMC: índice de massa corpórea; PAS
sup: pressão arterial sistólica, supina; PAS ort: pressão arterial sistólica, ortostática; P AD sup: pressão
arterial diastólica, supina; P AD ort: pressão arterial diastólica, ortostática
(
3 RESULTADOS 28
(
TABELA 6. Perfil hormonal e espessura endometrial antes do tratamento de reposição
hormonal.
Paciente Estradiol (ng/ml) FSH (mUI!ml) LH (mUI/ml) Espes. end (mm)
1 6,2 151 48,3 6
2 10,9 44,5 15,5 2
3 14,3
(
21,7 12,3 4
4 16,6 76,8 28,6 3,5
5 10,2 68,6 14,2 4
6 5 60,5 24,5 4
7 6,9 100 21,1 9
8 5 76 23,4 5
9 6 67,2 28,3 4
10 7,8 91,6 18,1 8
11 23,1 82,4 36,5 7
12 14,5 50,9 26,6 4
13 13,7 61,8 29,1 3,5
14 10 80 39,3 2
15 12 76,8 38,9 7
16 1,9 138 58 7
17 9,6 6,3 9 5
18 11,9 51,4 15,5 5
19 11,5 73,5 41,5 4
20 5 50 18,5 7
Espes. end: espessura endometrial
(
(
(
(
(
(
(
(
(
(
(
(
\
3 RESULTADOS
mUI/ml
~r-----------------------------------------~
o o
o o
-m~--------~~----------------~~--------~ o 3 +3 meses
sem tratamento
FIGURA 2. Níveis séricos de FSH antes do início da TRH, aos 3, 6, 9, 12 meses de
tratamento e 3 meses após a suspensão do mesmo.
t (p < 0,001 em relação ao tempo 0).
29
A Figura 3 apresenta a variabilidade dos níveis séricos de LH no tempo zero,
pré tratamento, durante os meses 3, 6, 9 e 12 da terapia de reposição hormonal e 3
meses após o término desta. Os níveis hormonais pré-tratamento corresponderam a
uma mediana de 25,55 mUI/ml (9,0- 58,0 mUI/ml), reduzindo para 7,80 mUI/ml (0,1-
31,0 mUI/ml) após os primeiros três meses de tratamento, 10,05 mUI/ml (0,7-37,2
mUI!ml) ao sexto mês, 13,90 mUI/ml (1, 1-31,0 mUI/ml) no nono mês e 11,80 mUI/ml
(1,0-58,1 mUI/ml) aos doze meses. No terceiro mês após o término da TRH os valores
de LH subiram para níveis correspondentes a uma mediana de 30,00 mUI!ml (19,1-
162,0 mUI/ml).
Constata-se que após o terceiro mês de tratamento a concentração de LH já
apresenta um diminuição a qual toma-se estatisticamente significativa aos seis meses e
(
(
(
(
(
3 RESULTADOS 30
aos doze meses da reposição hormonal (p < 0,005). No terceiro mês após o término da
TRH os níveis de LH voltam a subir de forma significativa.
mUI/ml
~~------------------------------------------~
o
-m~--~------------~~----~------------~--~ o 3 9 12 ~ +3 meses
sem tratamento
FIGURA 3. Concentrações séricas de LH antes do início da TRH, aos 3, 6, 9, 12
meses de tratamento e 3 meses após a suspensão do mesmo.
~ (p < 0,05 em relação ao tempo 0).
Na Figura 4, pode-se observar a variação dos níveis séricos do estradiol antes
do início da terapia de reposição hormonal, durante a mesma nos meses 3, 6, 9 e 12 e
no terceiro mês após o término do tratamento. O valor antes de iniciar a TRH foi de
uma mediana de 10,10 pgl ml (1,9- 23,1 pglml), elevando-se para 67,30 pglml (12,0-
429,0 pg/ml) após o terceiro mês de reposição hormonal, para 94,30 pg/ml (9,4- 334,0
pglml) aos 6 meses, 84,85 pglml (15,4- 321,0 pglml) aos 9 meses e 94,05 pglml (30, 1
- 725,0 pglml) aos 12 meses. Após o terceiro mês do término do tratamento os níveis
séricos do estradiol baixam para uma mediana de 21,40 pglml (5,0- 61,6 pglml).
O aumento do estradiol foi estatisticamente significativo dos 3 meses aos 12
meses de tratamento (p< 0,001).
3 RESULTADOS 31
Na Figura 4, pode-se observar a variação dos níveis séricos do Estradiol antes
do início da terapia de reposição hormonal, durante a mesma nos meses 3, 6, 9 e 12 e
no terceiro mês após o término do tratamento. O valor antes de iniciar a TRR foi de
uma mediana de 10,10 pg/ ml (amplitude de 1,9-23,1 pg/ml), elevando-se para 67,30
pg/ml (amplitude de 12;0 - 429,0 pg/ml) após o terceiro mês de reposição hormonal,
para 94,30 pg/ml (amplitude de 9,4 - 334,0 pg/ml) aos 6 meses, 84,85 pg/ml
(amplitude de 15,4 - 321,0 pg/ml) aos 9 meses e 94,05 pg/ml (amplitude de 30,1 -
725,0 pg/ml) aos 12 meses. Após o terceiro mês do término do tratamento os níveis
séricos do estradiol baixam para uma mediana de 21,40 pg/ml (amplitude de 5,0-61,6
pg/ml).
O aumento do Estradiol foi estatisticamente significativo dos 3 meses aos 12
meses de tratamento (p< 0,001).
pglml
800~--------------------------------------------~
o
o
o
o o
o
-~~---,~-----r------,-----~r-----~------~--~ o 12 ~ +3
sem tratamento
meses
FIGURA 4. Variabilidade dos níveis séricos de estradiol antes do início da TRH, 3, 6,
9, 12 meses de tratamento e 3 meses após a suspensão do mesmo.
i (p < 0,001 em relação ao tempo 0).
(
(
\
(
(
\
(
3 RESULTADOS 32
( 3.3 AVALIAÇÃO DA ESPESSURA ENDOMETRIAL
(
A medida ultra-sonográfica da espessura endometrial está representada na
Figura 5, sendo que a mesma foi medida antes do início da terapia de reposição
honnonal e durante os 6 e 12 meses após o início da mesma. A espessura média do
endométrio foi de 5,05 ± 0,43mm antes de iniciar a TRH, passando para 5,53 ± 0,53
mm aos 6 meses de tratamento e 5, 77 ± 0,54 mm ao fmal dos 12 meses, não tendo
apresentado modificação estatisticamente significativa.
mm
~~------------------------------------------------------------------------------------~
12
10
O L-_._____. __________________ ~-----------------------~
o 6 12 meses
FIGURA 5. Avaliação ecográfica da espessura endometrial antes do início da
TRH, aos 6 meses e 12 meses de tratamento.
3.4 A V ALIAÇÃO HISTEROSCÓPICA DA CAVIDADE UTERINA
A histeroscopia diagnóstica foi realizada três vezes durante a pesqmsa. A
primeira, antes do início da terapia de reposição hormonal, a segunda aos 6 meses e a
terceira ao fmal dos 12 meses de tratamento.
Conforme demonstra a Figura 6-A, no tempo Inicial 6 (30%) pacientes não
realizaram o procedimento porém foram submetidas a biópsia de endométrio conforme
(
c
(
\
(
(
(
(
3 RESULTADOS 33
critérios previamente estabelecidos. Das demais 14 pacientes, 13 ( 65%) apresentaram
endométrio do tipo atrófico e 1 ( 5%) endométrio com características proliferativas.
Aos seis meses de tratamento (Fig. 6-B) todas as pacientes foram submetidas ao
procedimento sendo que 13 ( 65%) apresentaram endométrio atrófico enquanto que 5
(25%) passaram a apresentar um endométrio do tipo proliferativo e 2 (1 0%)
endométrio com características secretoras.
Ao final dos 12 meses de tratamento (Fig. 6-C) em 12 (60%) pacientes foi
diagnosticado endométrio atrófico, em 7 (35%) endométrio proliferativo e 1 (5%)
endométrio de aspecto secretor.
Cinco pacientes apresentaram pólipo endometrial ao exame histeroscópico
inicial não tendo apresentado modificações macroscópicas e histológicas no decorrer
dos 12 meses da terapia de reposição honnonal. Após o término do tratamento as cinco
pacientes foram submetidas a polipectomia por via histeroscópica com comprovação
anátomo-patológica.
A
65%
l•sem exame • Atrófico OProliferatlvo I
S%
c
B I• Secretor • Atrófico D Proliferativo I
65%
60%
FIGURA 6. Achados endometriais sob visão histeroscópica (A) Antes de iniciar a TRH. (B)
Aos 6 meses. (C) Aos 12 meses de tratamento.
(
(
(
3 RESULTADOS
3.5 A V ALIAÇÃO HISTOLÓGICA DAS BIÓPSIAS ENDOMETRIAIS
As biópsias de endométrio foram realizadas em todas as pacientes e em todos os
tempos previstos no protocolo de pesquisa. Após o início da TRH a biópsia foi
realizada na vigência da terceira semana de reposição· hormonal. A Tabela 7 descreve
os achados para o tempo inicial ( correspondeu as biópsias realizadas antes do início do
tratamento) aos 6 meses e aos 12 meses de terapia de reposição hormonal.
As biópsias realizadas antes do início do tratamento apresentaram diagnóstico
histológico de endométrio atrófico em 95% das vezes correspondendo a 19 pacientes
sendo que em 1 ( 5%) paciente o diagnóstico foi de endométrio proliferativo inicial.
Aos 6 meses de tratamento 11 (55%) pacientes permaneceram com o
endométrio atrófico, enquanto que 4 (20%) apresentaram endométrio do tipo
proliferativo inicial, 1 ( 5%) endométrio proliferativo intermediário, 2 ( 1 O%) com
endométrio proliferativo tardio e 2 ( 10%) com endométrio do tipo secretor tardio (em
descamação ).
Ao término dos 12 meses de tratamento 11 (55%) pacientes apresentaram
diagnóstico de endométrio atrófico, 7 (35%) pacientes diagnosticou-se endométrio do
tipo proliferativo inicial, 1(5%) proliferativo intermediário, 1 (5%) paciente com
endométrio secretor inicial.
3.6 VARIAÇÃO DO ÍNDICE DE MASSA CORPÓREA
O índice de massa corpórea, representado na Figura 7, foi de 27,81 ± 3,96
Kg/m2 antes do início da TRH e 28,08 ± 4,68 no fmal dos 12 meses do mesmo, não
apresentando modificações estatisticamente significativas.
3.7 AVALIAÇÃO DO PADRÃO DE SANGRAMENTO
A Figura 8-A representa o comportamento das 20 mulheres quanto a presença
ou não de sangramento durante a terapia de reposição hormonal. O sangramento que
ocorreu no intervalo da medicação foi considerado como "sangramento de privação"
enquanto o que ocorreu na vigência da mesma foi denominado como "escape".
(
(
(
(
(
(
(
(
(
(
(
(
(
(
(
(
c
(
c
(
(
c c
(
(
(
3 RESULTADOS 35
Como mostra a figura 8-A, 14 pacientes apresentaram algum tipo de
sangramento em três ocasiões ou mais, independentemente se esta ocorreu no intervalo
da medicação ou durante o uso da mesma. Estas pacientes foram consideradas como
apresentat1do sangramento "freqüente".
As 6 .. pacientes ·que sangraram 2 vezes ou menos durante todQ o tratamento
foram consideradas como apresentando sangramento "raro ou ausente".
No grupo "freqüente" (14 pacientes), a paciente que sangrou menos apresentou
quatro "sangramentos de privação" e um "escape" enquanto a que sangrou mrus vezes
apresentou onze "sangramentos de privação" e nove "escapes".
Das 6 pacientes do grupo "raro ou ausente " duas não sangraram durante todo o
tratamento, duas apresentaram um "sangramento de privação", uma apresentou dois
"sangramentos de privação" e uma teve apenas um "escape".
A Figura 8-B compara os dois grupos ( "freqüente" e "raro ou ausente") quanto
ao sangramento de privação analisando a idade das pacientes, o índice de massa
corpórea e o tempo de menopausa. As pacientes do grupo "freqüente" apresentaram
uma idade média de 58,1 ± 1,3 anos, um IMC de 29,1 ± 1,1 Kg/m2 e um tempo médio
de menopausa de 6,3 ± 1,3 anos. As pacientes do grupos "raro ou ausente"
apresentaram uma idade média de 55,0 ± 2,6 anos, um IMC de 24,6 ± 1,1 Kg/m2 e um
tempo médio de menopausa de 3,8 ± 1,3 anos. Ao compararmos os dois grupos para as
variáveis do estudo, apenas o índice de massa corpórea foi estatisticamente diferente
(p< 0,05).
TABELA 7. Avaliação histológica das biópsias endometriais antes de iniciar a TRH
(inicial), aos 6 meses e 12 meses de tratamento.
Tempo Atrófico Proliferativo Secretor
Inicial Intermediário Tardio Inicial Intermediário Tardio
Inicial 19 1
6 meses 11 4 1 2 2
12 meses 11 7 1 1
Total 41 12 2 2 1 2
3 RESULTADOS
IMC
m~----------------------------------------------------~
O•
roL---------------,---------------------~--------------~
6 12 meses
FIGURA 7. Representação do índice de massa corpórea antes do início da
TRH e ao término dos 12 meses de tratamento.
36
FIGURA 8. (A)- Apresentação do padrão de sangramento das 20 pacientes ao longo dos 12 meses de tratamento.
(B)- Comparação entre os grupos que apresentaram sangramento "freqüente" e "raro ou ausente"
quanto a idade, imc e anos pós-menopausa.
(
(
(
{
\
4 DISCUSSÃO
Os dados apresentados neste trabalho fazem parte de um estudo mais amplo que
buscou caracterizar um esquema de reposição hormonal com hormônios naturais e em
doses específicas como alternativa para pacientes com fatores de risco cardiovascular,
no caso, a hipertensão arterial sistêmica. Neste sentido, os dados referentes aos
aspectos cardiovasculares e alterações metabólicas foram já apresentados (SPRITZER
et a/.1996, SPRITZER et al., 1998 ) e demonstraram a segurança deste esquema de
TRH sobre níveis pressóricos, concentrações séricas de lipídios e avaliação
ecocardiográfica.
No presente estudo, procuramos avaliar especificamente a efetividade deste
esquema de TRH do ponto de vista clínico e hormonal, bem como testar se a adição da
progesterona natural micronizada, nas doses utilizadas, permitiria uma contraposição
efetiva do estímulo proliferativo endometrial ao estradiol percutâneo.
A amostra do estudo incluiu vinte mulheres com idades variando entre 48 e 67
anos (57 + 5,0 anos), que tiveram menopausa natural entre os 41 e 62 anos (50± 5
anos) cujo tempo de amenorréia variou entre I e 25 anos (mediana de 4) e todas com
útero e ovários íntegros. Esta amostra apresenta uma heterogeneidade quanto a idade
das pacientes, a idade da menopausa e o tempo de amenorréia incluindo assim
pacientes em pós-menopausa recente e tardia quando comparado com estudos prévios
que utilizaram o 17 p estradiol percutâneo (LYNERAS et al., 1981; MAUVAIS
JARVIS et al., 1982; HOLST et al., 1983; DE LIGNIERES et al., 1986; MORJANI et
al., 1991; SCOTT et al., 1991; OSÓRIO, VITOLA, SPRITZER, 1992). Em relação ao
índice de massa corpórea, 1 O pacientes apresentaram-se dentro dos parâmetros de
normalidade (até 27 Kg/m2 ), 5 pacientes foram classificadas como-sobrepeso (27-30
(
(
l
(
(
(
(
(
(
'
(
(
(
(
(
(
(
\
(
(
(
4 DISCUSSÃO 39
Kg/m2) e 5 pacientes foram consideradas obesas (>30 Kg/m2). Como característica
específica e comum a todas, apresentavam hipertensão leve a moderada, controladas
por amlodipina ao iniciar a terapia de reposição hormonal. Estas características são
semelhantes a estudos previamente realizados, incluindo mulheres hipertensas, onde o
17 ~ estradiol percutâneo foi utilizado (PHILIPPE et ai., 1993; L YNERAS et ai.,
1981, HOLST et ai, 1983, WENDER, VITOLA, SPRITZER, 1997).
Assim, o 17 ~ estradiol percutâneo, na dose de 1,5 mg/dia foi associado à
progesterona natural micronizada, via vaginal, 100 mg/dia, em forma sequencial de
21128 dias, durante 12 meses. No que se refere à dose de 17 ~ estradiol percutâneo,
estudos prévios realizados em mulheres normotensas demonstraram que a terapia de
reposição com estrogênio natural por via não oral não modificou ou até reduziu os
níveis tensionais ( HASSAGER et ai.,1987). Mais recentemente, nosso grupo de
pesquisa confirmou os mesmos achados numa amostra de mulheres climatéricas
hipertensas tratadas durante 3 meses (OSÓRIO, VITOLA, SPRITZER, 1992;
WENDER, VITOLA, SPRITZER, 1997).
A utilização de progestogênios no tratamento de reposição hormonal do
climatério associada aos estrogênios é amplamente difundida, embora haja
controvérsias sobre as vantagens I riscos das diferentes moléculas. Pouco é conhecido
sobre o uso de progesterona natural em doses menores do que 200 mg/dia durante 12-
14 dias/mês, em relação à proteção do endométrio, embora sua inocuidade sobre os
aspectos metabólicos e cardiovasculares esteja bem estabelecida ( PEPI TRIAL, 1995;
GUNNAR et ai., 1979; ROSANO et ai., 1996).
DE LIGNIERES et ai. (1986), estudaram de forma comparativa os efeitos
metabólicos de estrogênios conjugados por via oral e 17 ~ estradiol percutâneo
associados ao acetato de medroxiprogesterona ou progesterona micronizada. Os
autores demonstraram que a progesterona micronizada, na dose de 200 mg/d durante
15 dias, não reduzia o efeito benéfico dos estrogênios conjugados sobre os lipídios e
frações como acontece com o MP A. Entretanto, no grupo que utilizou o 17 ~ estradiol
percutâneo ocorreu uma redução destes efeitos metabólicos com a adição de
progesterona micronizada ao tratamento estrogênico. Por esta razão, tratando-se de
(
(
(
(
(
(
(
(
(
(
\
(
/
\
(
\
(
4 DISCUSSÃO 40
pacientes com maior risco cardiovascular, procurou-se utilizar uma dose mensal de
progesterona micronizada menor em cerca de 25% que a dose tradicional.
A dose de 100 mg/dia, por via oral, foi utilizada por GILLET et al. (1994),
PHILLIPE et a/. (1993), NILLIUS & JOHANSSON (1971) e GLAEZENER, BAILEY,
HULL ( 1985) com a intenção de diminuir os efeitos colaterais da progesterona
micronizada, uma vez que na dose preconizada até então por LANE (1989), estes
podem ser .de grande importância. Aproximadamente 30% das pacientes apresentam
sonolência (WIITTEHEAD, HILLARD, CROOK, 1990), e outros como vertigens (DE
LIGNIERES & VINCENS, 1982), efeitos hipnóticos (ARAFAT et a/., 1988) e
síndrome de tensão pré-menstrual "like" com mastalgia, edema, ansiedade,
irritabilidade e depressão (WHITEHEAD, HILLARD, CROOK, 1990). Estes efeitos
são minimizados com a utilização da via vaginal, principalmente o efeito hipnótico.
A TRH utilizando estrogênios naturais por via não oral vem sendo usada há
cerca de 10 anos. Vários estudos, como os de HASSENGER e/ al. (1987), MORJANI
et a/. (1991) e SCOTT et a/. (1991), tem mostrado a efetividade do uso do 17 J3
estradiol administrado pela via percutânea quanto ao aumento dos níveis séricos de
estradiol e a diminuição dos níveis de gonadotrofinas. SITRUK-WARE (1986),
utilizando a via de administração percutânea na dose diária de 1,5mg de 17 J3 estradiol
sob forma de gel, demonstrou concentrações séricas de E2 que variaram entre 50 a 11 O
pg/ml. Nossos achados confirmam estes estudos sendo que o efeito inibitório máximo
do 17 J3 estradiol sobre a secreção do FSH no presente trabalho deu-se nos meses 6, 9
e 12 (p < 0,001) após o início da TRH. O LH também apresentou uma diminuição
desde os primeiros três meses de tratamento, porém a diminuição máxima deu-se aos 9
e 12 meses (p < O, 005). O estradiol apresentou aumento estatisticamente significativo
(p < O, 00 1) desde os primeiros 3 meses de tratamento, atingindo níveis que
correspondem a fase folicular em mulheres no menacme. Ao avaliarmos isoladamente
as dosagens do estradiol, observamos que 7 dosagens foram muito elevadas em relação
às demais, chegando a atingir um máximo de 725,0 pg/ml. Uma das explicações para
este achado pode estar relacionada ao local de aplicação do gel. As pacientes foram
orientadas para aplicarem o gel na região abdominal, entre a cicatriz umbilical e a
(
(
(
(
(
(
(
(
(
(
iH b li o hHH~
inserção dos pelos pubianos, ou na face anterior do braço, preferentemente no mesmo
horário e à noite. É possível que ao aplicarem o gel o fizeram em uma região do braço
muito próximo ao local da punção venosa para a coleta do sangue, assim como em
horário diferente do previamente determinado, de forma que alterou o resultado dos
mesmos. Este achado e justificativa também é relatado em outro estudo prévio
(HIRVONEN, 1997).
A relação estrona : estradiol, um marcador do efeito biológico do estrogênio
utilizado em TRH, não pôde ser analisada uma vez que por razões técnicas a estrona
não pôde ser dosada.
Em relação ao índice de massa corpórea não houve modificação
estatisticamente significativa quando as pacientes foram comparadas antes e após o
término do tratamento. Estes achados vêm confmnar os resultados do PEPI TRIAL
(1995), que contou com a participação de 875 mulheres e analisou os efeitos do
estrogênio e do estrogênio associado à progesterona sobre os fatores de risco para
doença cardiovascular em mulheres pós-menopáusicas. Cinco grupos de mulheres
foram estudadas de forma que o grupo I usou placebo; o grupo 11, estrógeno eqüino
conjugado (CEE), 0,625 mg/dia; o grupo III, CEE 0,625 mg/dia mais MPA 10 mg/dia
durante 12 dias do mês; o grupo IV, CEE 0,625 mg/dia mais MPA 2,5mg/dia contínuo
e o grupo V, CEE 0,625 mg/dia mais progesterona micronizada cíclica, 200 mg/dia
durante 12 dias no mês. Após 3 anos de estudo concluíram que todas as mulheres
ganharam peso sendo que as mulheres que usaram placebo apresentaram um ganho
médio maior (2, 1 Kg) do que as mulheres que utilizaram a TRH. Entre as pacientes
que utilizaram medicação hormonal, o menor ganho médio (0, 7 kg) ocorreu nas que
utilizaram o CEE 0,625 mg/dia, contínuo, porém não houve diferença estatisticamente
significativa entre as que utilizaram os outros esquemas de reposição.
A análise do endométrio das vinte pacientes em estudo foi realizado através de
uma associação de métodos diagnósticos. Assim, a ultra-sonografia pélvica
transvaginal, a histeroscopia diagnóstica seguida de biópsia e o estudo anátomo
patológico, considerado o padrão ouro, foram os métodos utilizados.
(
(
(
(
(
(
(
(
(
(
(
4 DISCUSSÃO 42
A medida da espessura endometrial pela ultra-sonografia transvaginal dá-se pela
facilidade da colocação do transdutor de alta freqüência o mais próximo possível do
útero, permitindo assim uma melhor resolução. Após a identificação do eixo
longitudinal do útero, do canal cervical ao fundo uterino, escolhe-se o local de maior
espessura endometrial para ser medido. O marcador do ultra-som é colocado em ambas
bordas externas do endométrio altamente ecogênico junto ao limite da área
hipoecogênica que representa a borda interna hipovascular do miométrio, e então
realizada a medida incluindo o conteúdo da cavidade (KARLSSON et a/., 1994;
LEHTOVIRTA et al., 1987; GRANBERG et al., 1988).
As medidas da espessura endometrial pela ultra-sonografia pélvica transvaginal
das 20 mulheres do nosso estudo, não apresentaram modificações estatisticamente
significativas quando comparadas nos tempos O, antes de iniciar o tratamento, aos 6 e
12 meses de TRH.
Desde que a ultra-sonografia transvaginal para a medida da espessura
endometrial foi aceita como um método para excluir a patologia do endométrio, houve
a necessidade de se estabelecer um ponto de corte a partir do qual este risco é baixo.
Trabalhos iniciais de mulheres assintomáticas na pós-menopausa foram publicados
relacionando este ponto de corte como sendo de 3,2 mm de espessura (GRANBERG et
al., 1991; OSMERS, VÓLKSEN, SCHAUER, 1990; NASRI et al., 1991; VARNER et
al., 1991). Em um estudo randomizado de 364 mulheres pós-menopáusicas sem uso de
qualquer medicação honnonal (GRANBERG et a/1996), 328 (90%) mulheres tinham
um endométrio ::::;; 4 mm, 25 (7%) tinham uma espessura entre 5 a 7 mm, e 11 (3%)
tinham uma espessura endometrial ~ 8 mm. Utilizando os mesmos pontos de corte para
mulheres pós-menopáusicas na vigência de TRH foi, respectivamente, 49%, 42% e
9%. A critica a esta publicação é que não foi realizado nenhum tipo de investigação
citológica ou histológica do endométrio para confrontar os achados. Atualmente,
baseado em estudos de mulheres com sangramento pós-menopáusico onde a ultra
sonografia e a amostragem endometrial por curetagem uterina foram realizados, aceita
se como normal, a espessura endometrial de até 4 mm. A análise estatística para o
cálculo de probabilidade de patologia endometrial mostrou um risco de 5,5% quando o
(
\
(
(
4 DISCUSSÃO 43
endométrio mediu s 4 mm de espessura passando para 8,5% quando esta foi s 5 mm
(KARLSSON et a/., 1995). Com base nestes dados sugere-se como rastreamento de
patologia endometrial em pacientes na pós-menopausa sem sangramento a medida
endometrial ultra-sonográfica de 5 mm ou menos (GRANBERG et a/., 1996).
A histeroscopia diagnóstica seguida de biópsia diagnosticou pólipo endometrial
em 5 (~?!'~-p~ci':~!e,s~ Quando comparado este achado individualmente com a medida
da espessura endometrial pela ultra-sonografia inicial apenas uma paciente teve
endométrio de 4 mm e que correspondeu na avaliação histeroscópica ao menor pólipo
diagnosticado, medindo menos do que 5 mm em seu maior diâmetro. As outras quatro
pacientes apresentaram um endométrio inicial que variou entre 5 a 8 mm de espessura.
A espessura inicial do endométrio não diferiu significativamente entre as pacientes
com e sem pólipo. Todos os pólipos tiveram diagnóstico de benignidade pelo exame
anátomo-patológico e foram ressecados por via histeroscópica após o término do
tratamento pois apesar da malignização de um pólipo endometrial ser bastante rara, em
tomo de 0,6% (SALM, 1972), estudos têm demonstrado uma correlação significativa
entre a presença de pólipos endometriais e sangramento uterino (SUGIMOTO, 1975)
assim como câncer de endométrio (PETTERSSON et a/., 1985; ARMENIA, 1967).
Apesar da histeroscopia não ser o método mais adequado para a medida da
espessura do endométrio, esta pode ser realizada com maior precisão quando este
medir menos de 5 mm, uma vez que a forma de medi-lo é através da comparação
entre o diâmetro da óptica utilizada (5mm) com a altura do endométrio. Ao contrário
da ultra-sonografia, em todas as histeroscopias realizadas o endométrio foi menor do
que 4 mm de espessura. Mesmo após o 6~ e o 12~ mês de TRH, o mesmo permaneceu
atrófico, observando-se apenas a presença de glândulas mais ou menos dilatadas,
distantes, não formando um tecido de continuidade, localizadas principalmente nas
paredes anterior e posterior do corpo uterino, e mais próximas do fundo. Este achado,
que não encontra concordância com o exame ultra-sonográfico, pode ser explicado
através de trabalho realizado por KARLSSON et a/. (1994), onde foi comparada a
medida da espessura endometrial por ultra-sonografia transvaginal com a medida
endometrial feita pelo patologista imediatamente após a histerectomia. O principal
c ..
c
(
(
c
( ..
(
('
(
(
(
(.
(
c
(
c
(''
c
(
(
(
c
(
c
(
(
(
\,
(
c
c
(
(
4 DISCUSSÃO 44
fator de discordância deu-se pelo fato de que a TVS para medir a espessura
endometrial, utilizando a medida entre as duas bordas, inclui a cavidade uterina e seu
conteúdo, como a ·presença de fluídos e processos expansivos como pólipos e
miomas. Da mesma forma que o :patologista, respeitando as diferenças de técnica, na
histeroscopia diagnóstica a medida da espessura endometrial também não inclui o
conteúdo da cavidade uterina, explicando assim a :não concordância entre os dois
métodos.
Após o término do exame histeroscópico diagnóstico, foi realizada a biópsia de
endométrio de todas as pacientes. Quando se encontrava uina zona de maior relevância
macroscópica, esta era biopsiada de forma dirigida seguida de reavaliação
histeroscópica. Quando a histeroscopia não mostrava nenhum local
macroscopicamente diferente, a biópsia era feita com uma cureta do tipo Sims, número
O, na parede uterina anterior, parede uterina posterior, parede lateral direita e parede
lateral esquerda do corpo uterino. A escolha da histeroscopia diagnóstica para a
identificação do local mais adequado para a realização da biópsia, foi baseada em
vários estudos que demonstraram achados falso-negativos entre 2 e 6% para
diagnóstico de câncer endometrial e hiperplasia de endométrio quando esta coleta foi
realizada por curetagem uterina (MAC KENZIE, BffiBY, 1978; GRIMES, 1982;
WORD, GRA VLEE, WIDEMAN, 1958; VUOP ALA, 1977; STOCK & KANBOUR,
1975). Uma das razões para esta baixa acurácia em diagnosticar patologia endometrial
pela curetagem uterina foi demonstrada por SOTCK & KANBOUR (1975). Eles
provaram que em aproximadamente 60% das mulheres submetidas a curetagem uterina
previamente à histerectomia, menos da metade da cavidade uterina era curetada. Isto
também é verdadeiro para métodos menos invasivos, tais como a coleta de endométrio
pela cureta de Vabra ou Pipelle (KOONINGS, MOVER, GRIMES, 1990; VUOPAiA,
1977).
A avaliação histológica mostrou que antes do início do tratamento 19 pacientes
tinham endométrio atrófico, enquanto uma apresentara endométrio proliferativo. Aos 6
meses de TRH, 11 pacientes permaneciam com endométrio atrófico, 4 pacientes com
endométrio proliferativo inicial, uma paciente com proliferativo intermediário, 2
(
(
4 DISCUSSÃO 45
pacientes com proliferativo tardio e 2 pacientes com endométrio secretor tardio,
mostrando uma resposta endometrial ao esquema hormonal utilizado. Ao término dos
12 meses de tratamento, 11 pacientes apresentaram endométrio atrófico, 7 pacientes
endométrio proliferativo inicial, uma paciente proliferativo intermediário e uma
paciente endométrio secretor inicial.
Se compararmos somente o tempo inicial com o término do tratamento,
constatamos que 11 (55%) pacientes encerraram o estudo com endométrio atrófico.
Destas, 6 (30%) pacientes permaneceram com atrofia endometrial durante todo o
estudo, enquanto 5 (25%) pacientes apesar de terem apresentado modificações
histológicas aos 6 meses também atrofiaram o endométrio até o término do tratamento.
As outras 9 pacientes apresentaram modificações histológicas que mudaram de
diagnóstico aos 6 e 12 meses da terapia de reposição, porém não foi observado em
nenhuma paciente uma evolução endometrial progressiva no sentido endométrio
atrófico, para endométrio proliferativo inicial e endométrio proliferativo tardio. Da
mesma forma nenhuma biópsia diagnosticou qualquer tipo de hiperplasia endometrial
ou câncer de endométrio. A ausência de uma evolução proliferativa progressiva sugere
a ação biológica protetora da progesterona na inibição do efeito proliferativo do
estradiol a nível endometrial.
GILLET et a/. (1994) e PHILIPPE et a/. (1993), utilizaram dois esquemas
semelhantes de reposição hormonal com o estradiol percutâneo 1,5mg/dia associado a
progesterona micronizada 100 mg/dia, por via oral, em forma seqüencial de 21:28 dias
e 25 dias calendário/mês. O estudo de Gillet observou 98 pacientes, durante 6 meses
de tratamento, sendo que 87 destas utilizaram a medicação no esquema de 25 dias
calendário/mês, enquanto nas 11 restantes o esquema foi 21:28 dias. No trabalho
multicêntrico de Philippe, foram acompanhadas 78 pacientes, durante um período que
variou entre 5 e 13 meses, sendo que 71 utilizaram o esquema de 25 dias
calendário/mês e 7 o esquema 21 :28 dias. Ambos trabalhos diferem do nosso protocolo
quanto ao tempo de duração, a avaliação endometrial por ultra-sonografia prévia e
durante o tratamento e a biópsia endometrial que foi coletada por cureta de Novak ou
pipeta de Cornier, somente uma vez, em média aos 6 meses após o início da TRH. A
(
(
\.
f \
(
\
4 DISCUSSÃO 46
avaliação histológica endometrial de ambos estudos também obedeceu uma
classificação diferente da nossa. Levando em consideração o número de mitoses I 1000
células glandulares e a medida do diâmetro glandular o endométrio foi classificado em
4 grupos: endométri() atrófico ou sub atrófico, quiescente ou inativo, pouco ativo e
secretor marginal. A avaliação de ambos estudos não mostrou diferença entre os
esquemas utilizados e foi: endométrio atrófico I sub atrófico 3,8%, endométrio inativo
61,5%, endométrio pouco ativo 23,1% e endométrio secretor parcial 7,7%. Em 3,8%
dos exames o material foi insuficiente ou inadequado. Nenhum caso de hiperplasia ou
câncer endometrial foi diagnosticado, assim como, nenhum endométrio atingiu o nível
de proliferação de uma fase proliferativa tardia de um ciclo normal. Apesar das
diferenças com o nosso trabalho, a avaliação histológica endometrial demonstrou que a
progesterona micronizada em doses baixas, na forma utilizada, contrapõe de forma
eficiente a proliferação endometrial induzida pelo estradiol. O PEPI TRIAL ( 1996),
com duração de 3 anos, avaliou os efeitos da TRH sobre a histologia endometrial em
mulheres na pós-menopausa, comparando o uso de placebo, uso contínuo de CEE
0,625 mg/dia, CEE 0,625 mg/dia associado a 10 mg/dia de MPA durante 12 dias/mês,
CEE 0,625 mg/dia associado a MP A 2,5 mg/dia contínuo e CEE 0,625 mg/dia
associado a 200 mg/dia de progesterona micronizada durante 12 dias/mês. Todos os
grupos foram submetidos a biópsia de endométrio antes do início do esquema proposto
e uma vez ao ano nos 3 anos seguintes. Os resultados demonstraram a presença de
algum tipo de hiperplasia em 62,2% das pacientes que usaram o CEE 0,625mg/dia, ao
término do terceiro ano. Quando analisadas estas pacientes isoladamente ao longo dos
3 anos a hiperplasia foi diagnosticada em 21,0% no primeiro ano, 24,4% no segundo e
16,8% no terceiro ano de tratamento. Quando comparado o grupo de pacientes que
usou placebo ou qualquer outro esquema de estrogênio e progesterona acima descrito,
a incidência de hiperplasia foi menor do que 2%. Concluem que os esquemas
utilizados de estrogênio e progesterona foram efetivos em preverur a hiperplasia
endometrial. Citam também que outros estudos utilizando o CEE 0,625 mg/dia
associado a MPA na dose de 5mg/dia e 10 mg/dia, durante 14 dias/mês, também
conferem a mesma proteção, assim como, a associação desta dosagem estrogênica com
(
(
(
\
(
(
(
(
(
(
4 DISCUSSÃO 47
2,5 mg ou 5 mg/dia dado de forma contínua, durante 1 ano (WOODRUFF & PICKAR,
1994).
Quando avaliamos o padrão de sangramento, as 20 mulheres do estudo podem
ser divididas em dois grupos, quais sejam: sangramento "freqüente" e sangramento
"raro ou ausente". Do_ grupo freqüente, fizeram parte 14 (70%) pacientes as quais
apresentaram algum tipo de sangramento em três ocasiões ou mais, independente se
este ocorreu no intervalo da medicação ou durante o uso da mesma. Apenas uma
paciente apresentou somente sangramentos de privação sendo que as demais também
apresentaram sangramento de escape.
O grupo "raro ou ausente", contou com 6 (30%) pacientes que sangraram 2
vezes ou menos durante todo o tratamento. Destas, somente 2 pacientes apresentaram
amenorréia.
Ao compararmos os dois grupos para as variáveis do estudo, apenas o índice de
massa corpórea foi estatisticamente diferente (p< 0,05).
Esta diferença pode ser associada ao fato das pacientes mms obesas
apresentarem uma diminuição da proteína ligadora de hormônios sexuais (SHBG), e
com isso, um aumento do estradiollivre, que efetivamente é o estrogênio mais ativo.
Outra hipótese, associa-se ao fato das pacientes obesas apresentarem uma maior
quantidade de tecido adiposo onde ocorre a aromatização periférica dos hormônios
produzidos pelos ovários e supra-renais elevando assim os níveis séricos de estrona.
Quando comparamos os nossos resultados com os estudos de GILLET et al.
(1994) e PHILIPPE et al. (1993), também encontramos diferenças. Gillet refere
ausência de sangramento cíclico ou escape em 73,3% das pacientes aos 3 meses de
TRH e 82, 1% ao término dos 6 meses. Philippe demonstrou uma incidência de
amenorréia em 92,3% e 91,6% das pacientes aos 3 e 6 meses de tratamento
respectivamente. A incidência de escape diminuiu gradativamente do 1 o ao 6° mês de
tratamento atingindo 8,2% ao término deste. Conclui Philippe que a resposta
endometrial obtida com este esquema de reposição hormonal correlaciona-se com a
presença gradativa de amenorréia.
(
(
f
\
(
4 DISCUSSÃO 48
Apesar de não dispormos dos dados em relação ao IMC das pacientes dos
referidos estudos é bem possível que esta variável, como demonstrado anteriormente,
possa de alguma forma ter contribuído para a maior incidência de sangramento no
nosso estudo, uma vez que 10 (50%) pacientes encontram-se na faixa entre sobre peso
'J -·-
(5) e obesidade (5). Assim, com um nível estrogênico mais elevado induzindo um
efeito proliferativo mais persistente ou mais intenso sobre o endométrio necessitamos
de um tempo mais prolongado para que a progesterona se contraponha a esta ação e
consequentemente leve à atrofia endometrial e amenorréia.
Para entendermos melhor os sangramentos de privação ou de escape, asst.m
como a proteção endometrial alcançada durante a terapia de reposição hormonal
seqüencial que utilizamos, estudos posteriores necessitam ser realizados levando em
consideração as inúmeras variáveis que podem interferir no desencadeamento deste.
Assim, MOYER et a/. (1993) e DE LIGNIERES & DE MOYER (1993), demonstram
que a redução máxima da taxa de mitoses obtidas após o 1 0.!! dia de exposição a
progesterona está associada à ausência de crescimento endometrial cíclico e a
regressão do endométrio, assim como a uma secreção marginal e uma maior freqüência
de amenorréia. Uma maturação secretora completa do endométrio acompanhada de
sangramentos cíclicos não é necessária para prevenir um câncer endometrial DE
LIGNIERES & DE MOYER,1993). Porém a dose mínima eficaz e a duração da
administração do progestogênio são importantes quando se pensa em terapia de
reposição hormonal a longo prazo.
Por outro lado, a avaliação do endométrio nos estudos apresentados com este
esquema de reposição hormonal, é feita levando-se em consideração apenas o estudo
qualitativo baseado no exame histológico das amostras endometriais, necessitando de
estudos complementares que realizem a análise bioquímica e morfométrica celular.
Baseado na avaliação qualitativa da histologia endometrial que dispomos,
consideramos que a progesterona micronizada administrada em doses baixas pode
limitar de forma eficaz a proliferação endometrial induzida pelo estrogênio, não
necessariamente levando a uma atrofia. Este pensamento encontra subsídio nas
palavras de GAMBRELL (1977) quando diz:
(
(
(
(
(
(
4 DISCUSSÃO 49
"No sangramento pós-menopáusico em endométrio tratado honnonalmente, o
endométrio secretor ou proliferativo, pode ser encontrado e é considerado benigno se
em ausência de hiperplasia ou atipia endometrial ".
(
5 CONCLUSÕES
1. Estudo do endométrio
1.1 O sangramento vaginal "freqüente", caracterizado por três ou mais
episódios de sangramento de privação ou escape em 12 meses, esteve
presente em 70% das pacientes. Este grupo de pacientes apresentou um
índice de massa corpórea maior quando comparado com as pacientes que
apresentaram sangramento "raro ou ausente" (30%), duas vezes ou
menos. Quando comparados os níveis de Estradiol, FSH e LH destes dois
grupos, não houve diferenças estatisticamente significativas.
1.2 A espessura endometrial pela ultra-sonografia pélvica transvaginal não
demonstrou modificações significativas ao longo do tratamento.
1.3 A histeroscopia diagnóstica demonstrou em 5 pacientes a presença de
pólipos na cavidade uterina. O exame histológico destes confirmou o
achado histeroscópico assim como sua benignidade. A medida da
espessura endometrial por esta técnica manteve-se abaixo de 4 mm
durante todo o tratamento.
1.4 O exame histológico das biópsias endometriais demonstrou que antes do
início da reposição hormonal 90% eram atróficas. Ao término do
tratamento, 55% permaneciam atróficas enquanto as demais apresentaram
modificações entre endométrio proliferativo e secretor. Nenhum caso de
hiperplasia ou câncer de endométrio foi diagnosticado.
I
51
2 O uso do 17 f3 estradiol percutâneo associado à progesterona natural, via
vaginal, nas doses prescritas, reduziu os níveis séricos das gonadotrofmas,
demonstrando boa absorção do estradiol por esta via de administração
através do efeito de retroalimentação negativa sobre o FSH e LH. Os níveis
plasmáticos do estradiol aumentaram, atingindo valores de mulheres no
menacme durante os 12 meses de tratamento, reforçando a boa absorção do
estrogênio por esta via de administração.
3 O índice de massa corpórea não se alterou durante o período de tratamento.
4 Os dados desse estudo indicam que este esquema de terapia de reposição
hormonal foi efetivo e seguro do ponto de vista endometrial durante o
período de tratamento observado.
(
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. ARAFAT, E.S.; HARGROVE, J.T.; MARSON, W.S.; DESIDERIO, D.M.;
WENTZ, A.C.; ANDERSON, R.N. Sedative and hypnotic effects of oral
administration of micronized progesterone may be mediated through its
metabolites. Am. J. Obstet GynecoL,159:1203-09, 1988.
2. ARMENIA, C. S .. Sequential relationship between endometrial polyps and
carcinoma ofthe endometrium. Obstet. GynecoL, 30:524,1967.
3. BRINTON L. A.; HOOVER R.N., and The Endometrial Cancer Collaborative
Group. Estrogen replacement therapy and endometrial cancer risk: unresolved
issues. Obstet Gynecol., 81:265-271,1993.
4. BOURNE. T.; HILLARD, T.C.; WHITEHEAD, M.I.; CROOK. D.; CAMPBELL.
S .. Oestrogens, arterial status and postmenopausal women. Lancet, 335:1470-
71,1990.
5. BRADLEY, D.D.; WINGERD. S.; PETITTI, D.B.; DRAUSS, R.M.;
RAMCHARAN, S .. Serum high density lipoprotein cholesterol in women using
oral contraceptives, estrogens and progestins. N. EngL J. Med., 299:17-20,1978.
6. CARLSON, L.A. & ERICSSON, M. Quantitative and qualitative lipoprotein
analysis part II. Studies in male survivers of myocardial infaction. Atherosclerosis,
27:433, 1975.
7. CHRISTENSEN, M.S.; HAGEN, C .. ; CHRISTIANSEN, C., et al. Dose-response
evaluation of cyclic oestrogen/gestation in postmenopausal women. Am. J. Obstet
GynecoL, 144:873,1982.
8. CHRISTIANSEN, C.; CHRISTENSEN, M.S.; MCNAJR P., et al. Prevention of
early postmenopausal bone loss: controlled 2-year study in 315 normal females.
Eur. J. Clin. lnvest., 10:273,1980.
9. CHU, J.; SCHWEID, A.l.; WEISS, N.S .. Survival among women with endometrial
cancer: a comparison o f estrogens users and non-users. Am. J. Obstet. GynecoL,
143:569,1982.
10. COLINS, J.; ALLEN, L.H.; DONNER A .. Oestrogen use and survival in
endometrial cancer. Lancet, 2:961,1980.
11. COLLINS, P.; ROSANO, G.M.C.; JIANG, C.; SINDSA Y, D.; SARREL, P.M.;
POOLE-WILSON, P.A .. Hipothesis: cardiovascular protection by estrogen-a
calcium antagonist effect? Lancet, 341:1264-65,1993.
12. DALLENBACH-HELLWEG, G,. Histopathology ofthe Endometrium. 4a ed.
New York: Springer-Verlag, 1987.
13. DE LIGNIERES, B. & DE MOYER, D.L.. Influence of Sex hormones on
hyperplasia I carcinoma risks. In: Lobo R. Treatment o f the Posmenopausal
Woman. New York: Raven Press, 1993.
14. DE LIGNIERES, B.; BASDEV ANT, A.; THOMAS, G.; THALABARD, J.C.;
BODARD, C.M.; CONARD, J.; GUYENE, T.T.; MAIRON, N.; CORVEL, P.;
GUY-GRAND, B.; MAUVAIS-JARVIS, P.; SITRUK-WARE, R .. Biological
effects of estradiol 17 f3 in postmenopausal women: oral versus percutaneous
administration. JournaL Clin. EndocrinoL Metab., 62:536-41,1986.
53
15. DE LIGNIERES, B.; VINCENS, M .. Differential effecs of exogenous estradiol and
progesterone on mood in postmenopausal women: individual dose/effect
relationship. Maturitas, 4:67-72,1982.
16. DENNERSTEIN, L.; SPENCER-GARNER, C.; GOTTS, G.; BROWN, J.B.;
SMITH, M.A.; BURROWS, G.D .. Progesterone and the premenstrual syndrome: a
double-blind crossovertrial. BMJ, 290:1617-21,1985.
17.ENGLUND, D.E. & JOHANSSON, E.D.B .. Oral versus vaginal absorption in (sic)
oestradiol in postmenopausal women. Effects of different particle sizes. Ups. J.
Med. Sei., 86:297-307,1981.
18.FERRE, F.; UZAN, M.; JANSSENS, Y., et ai. Oral administration ofmicronized
natural progesterone in late human pregnancy:effects ofprogesterone and estrogen
concentration in the plasma, placenta and myometrium. Am. J. Obstet. GynecoL,
148:26,1984.
19. GAMBRELL Jr, R.D .. Prevention of endometrial cancer with progestogens.
Maturitas, 8:159,1986.
20. GAMBRELL, R .. Postmenopausal bleeding. Clin. Obstet. GynecoL, 4(1): 129-
43,1977.
21. GILLET, J.Y.; FAGUER, B.; ANDRÉ, G.; MAGNIN, G.; LIGNIERES, B.;
PHILIPPE, E.. Recherche dún traitement hormonal substitutif "sans regi e" ave c la
progestérone micronisée orale. J. GynecoL Obstei. BioL Reprod., 23:407-
412,1994.
22. GILLIGAN, D.M.; QUYYUMI, A.A.; CANNON, R.O .. Effects ofphysiological
leveis of estrogen on coronary vasomotor function in postmenopausal women.
Circulation, 89:52-60,1994.
23. GLAEZENER, C.M.A.; BAILEY, I.; HULL, M.G.R .. Effectiveness ofvaginal
administration ofprogesterone. Br. J. Obstet. GyneacoL, 92:364-68,1985.
24. GORDON, T.; CASTELLI, W.P.; HJORTLAND, MC.; DANNEL, W.B.;
DAUBER, T. R .. High density liporpotein as a protective factor against coronary
heart disease. Am. J. Med., 62:707,1977.
25. GRAMER, D.W.; KNAPP, R. C .. Review of epidemiologic studies of endometrial
cancer and exogenous estrogen. Obstet. GynecoL, 54:521,1979.
54
26. GRANBER,G.S.; WIKLAND, M.; KARLSSON B.; et al. Endometrial thickness as
measured by endovaginal ultrasound for identifying endometrial abnormality. Am.
J. Obstet. GynecoL, 164:47-52,1991.
27. GRANBERG, S.; FRIBERG, L.G.; NORSTRÕM, A., et al. Endovaginal
ultrasound scanning ofwomen with postmenopausal bleeding. J. Ultrasound Med.,
7(suppl.10):283, 1988.
28.FLEISCHERA C.; MANNING F. A.; JEANTY P.; ROMERO R. Transvaginal
sonography ofuterine and endometrial disorders. In.: GRANBERG, S.;
KARLSSON, B.; WIKLAND, M.; GULL B Sonography in Obstetrics and
Gynecology: Principies & Practice. 5a ed. Detróit: Prentice-Hall Intemation Inc.,
42, 1996.
29. GRIMES, D .. Dilation and curettage: A reappraisal. Am. J. Obstet. GynecoL,
142:1-6,1982.
30. GRANBERG, S.; K.ARLSSON, B.; WIKLAND, M.; GULL B Sonography in
Obstetrics and Gynecology: Principies & Practice. In:Transvaginal sonography of
uterine and endometrial disorders. 5a ed. Detróit: Prentice-Hall Intemation Inc., 42,
p 864, 1996
31. GUNNAR, S.; ANDERS, G.; GÕRAN, S.; ALA V AR, S .. Lipid metabolic studies
in oophorectomized women. Effects ofthree different progestogens. Acta Med.
Scand., (Suppl.88):89-95,1979.
32. HARGROVE, J.T.; MAXSON, W.S.; WENTZ, A.C.; BURNETT, L.S ..
Menopuasal hormone replacement therapy with continuous daily oral micronized
estradiol and progesterone. Obstet. GynecoL , 73:606-12,1989.
33. HASSAGER, C.; STROM, V.; GUYENE, T.T.; CHRISTIANSEN, C. The long
term effect of oral and percutaneous estradiol on plasma renin substrate and blood
pressure. Circulation, 76:753-8, 1987.
(
34. HELLE~ D.S .. The normal endometrium. In: The Endometrium: A
Clinicopathologic Approach. New York: lgaku-Shoin Medicai Publishers, Inc.,
1994. p.56-75
35. HENDERSON, B.E.; PAGANINI-HILL, A.; ROSS, R.E .. Decreased mortality in
users of estrogen replacement terapy. Arch. lntern. Med.,l51:75-87,1991.
36.HILLARD, T.C.; SIDDLE, N.C.; WHITEHEAD, M.I.. Continuous combined
conjugated equine estrogen-progestogen therapy:effects of medroxy-progesterone
acetate and norethindrone acetate on bleeding pattems and endometrial histologic
diagnosis. Am. J. Obstet. GynecoL,167:l-7,l992.
37.HIRVONEN, E.; LAMBERG-ALLARDT, C.; LANKINEN, K.S.; GEURTS, P.;
WILÉN-ROSENQVIST, G,. Transdermal oestradiol gel in the treatment ofthe
climacterium: a comparison with oral therapy. Br. J. Obstet. GynaecoL,
104(Suppl.16): 19-25, 1997.
38. HOLST, J.; CAJANDE~ S.; CARLSTROM, K.; DAMBE~ M.G.; VON
SCHOULTZ, B.. Percutaneous estrogen replacement therapy: effects on
circulating estrogens, gonadotropins and prolactin. Acta Obstet. GynecoL Scand.,
62:49-53, 1983.
39.HOLST, J.; KOSKELA, 0.; VON SCHOULTZ, B .. Endometrial fmdings
following curettage in 20 18 women according to age and indications. Ann. Chir.
GynaecoL, 72:274-77, 1983.
40.IDSON, B .. Percutaneous Absorption. J. Pharm. ScL, 64(6):901-24,1975.
41. JÃRVINEN, A.; GRANANDE~ M.; NYKÃNEN, S.; LAINE, T.; GEURTS,
P.;VTITANEN, A .. Steady-state pharmacokinetics of oestradiol gel in post
menopausal women: effects of apllication area and washing. Br. J. Obstet.
GynaecoL 104(Suppl.16): 14-18, 1997.
55
42. KARLSSON, B.; GRANBERG, S.; RIDELL, B., et al. Endometrial thickness as
measured by transvaginal sonography. Interoberser variation. J. Ultrasound Obstet.
GynecoL, 4:320-25,1994.
43.KARLSSON, B.; GRANBERG.S.; WIDLAND, M., et ai. Transvaginal sonography
o f the endometrium in postmenopausal women to identify endometrial abnormality:
A Nordic multi-center study. Am. J. Obstet. GynecoL, 172(5):1488-94, 1995.
44. KINCL, F.A.; CIACCIO, L.A.; BENAGIANO, G .. Increasing oral bioavailability
ofprogesterone by formulation. J. Steroid. Biochem., 9:83, 1978.
45. KOONINGS, P.; MOYE~ D.; GRIMES, D .. A randomized clinicai trial
comparing Pipelle and Tis-U-Trap for endometrial biopsy. Obstet. GynecoL,
75:293-95,1990.
(
56
46. KROON, U.B.; SIL VERSTOLPE, G.; TENGBORN, L.. The effects oftransdermal
estradiol and oral conjugates estrogens on haemostasis variables. Thromb.
Haemost., 34:457-62, 1994.
47.LANE, G .. The use ofProgestogens in Postmenopausal Women. (Thesis)
University of London, 1989.
48. LANE, G.; SIDDLE, N.C.; RYDE~ T.A.; PRYSE-DA VIES, J.; KING, R.J.;
WHITEHEAD, M.I.. Dose dependent effects of oral progesterone on oestrogenised
postmenopausal endometruim. BM J., 287:1241-45, 1983.
49. LARSSON-COHN, U.; F AHRAEUS, L.; W ALLENTIN, L.; ZADO~ G ..
Lipoprotein changes may be minimized by proper composition of a combined oral
contraceptive. FertiL SteriL, 35:172-79, 1981.
50.LEHTOVIRTA, P.; CACCIATORE, B.; WAHLSTRÚM, T., et al. Ultrasonic
assessment of endometrial cancer invasion. J. Clin. Ultrasound., 15:519-24,1987.
51. LEWIS, B.; CHAIT, A.; OAKLEY, C.M.O.; WOOTON, I.D.P.; KRIKLE~ D.M.;
ONITIRI, A.; SIGURDSOSON, G.; FEBRUARY, A .. Serum lipoprotein
abnormalities in patients with ischemic heart disease: Comparisons with a control
population. B M J, 3:489,1974.
52. L YNERAS, S.; CARLSTROM, K.; BACKSTROM, T.; VON SCHOUL TZ, B.
A comparison of serum oestrogens leveis after percutaneous and oral
administration ofoestradiol-17B. Br. J. Obstet. GynaecoL, 88:181-87, 1981.
53.MAC KENZIE, I. & BIBBY, J .. Criticai assessment ofdilatation and curettage en
1029 women. Lancet, 2:566-68,1978.
54. MACK, T.; PIKE, M.; HENDERSON, B., et al: Estrogens and endometrial cancer
in a retirement community. N. EngL J. Med., 294:1262, 1976.
55. MAGOS, A.L.; BRINCAT, M.; STUDD, J.W.W.; WARDLE, P.; SCHLESINGE~
P.; O'DOWD, T .. Amenorrhea and endometrial atrophy with continuous oral
estrogen and progestogen therapy in postmenopausal women. Obstet. GynecoL,
65:496-99, 1985.
56. MARTIN, P.L.; BURNIE~ A.M.; GREANEY, M.O .. Oral menopausa! therapy
using 17 J3 micronized estradiol. Obstet. GynecoL, 39:771-74, 1972.
57. MAUV AIS-JARVIS, P.; ELKIK, F.; GOMPEL, A.; MERCIER-BODARD, C.;
KUTTEN, F.; GUYENNE, P.N.; CORVOL, P .. Effects ofpercutaneous estradiol
and conjugated estrogens on the levei of plasma proteins and triglycerides in
postmenopausal women. Am. J. Obstet. Gyneco/.,143:388-92, 1982.
58. MAXSON, W.S. & HARGROVE, J.T .. Bioavailability of oral micronized
progesterone. FertiL SteriL, 44:622, 1985.
57
59. MAZUR, M. T. & KURMAN, R.J .. Normal endometrium and infertility evaluation.
In: _. Diagnosis of Endometrial Biopsies and Curettings. A practical
Approach. New York: Springer-Verlang, 1995. p. 2:7-31
60. MORJANI, S.; DUPONT, A.; LABRIE, F.; DE LIGNIERES, B.; CUSAN, L.;
DUPONT, P.; MAILLOU:X, J.; LUPIEN, P.J .. Changes in plasma lipoprotein and
apolipoprotein composition in relation to oral versus percutaneous administration
of estrogen alone or in cyclic·association with utrogestan in menopausa! women. J.
Clin. EndocrinoL Metab., 73:373-79, 1991.
61. MORVILLE, R.; DRA Y, F.; REYNIER, J.; BARRAT, J .. Biodisponsibilite de la
progesterone naturelle administree par voie orale. Mesure des concentrations du
steroide dans le plasma léndometre et le tissu mmammaire. J. GynecoL Obstet.
BioL Reprod. (Paris) 11:355, 1982.
62. MOYER, D.L.; DE LIGNIERES, B.; DRIGUEZ, P.; PEZ, J.P .. Prevention of
endometrial hyperplasia by progesterone during long-term estradiol replacement.
FertiL SteriL, 59:992-97, 1993.
63.NASRI, M.; SHEPHERD, J.; SETCHELL, M.; et ai. Sonographic depiction of
postmenopausal endometrium with transabdominal and transvaginal scanning.
Ultrasound Obstet. GynecoL, 1 :279-83, 1991.
64. NILLIUS, S.J & JOHANSSON, E.D.B .. Plasma leveis ofprogesterone after
vaginal, rectal or intramuscular administration o f progesterone. Am. J. Obstet.
GynecoL, 110:470-77, 1971.
65. NOYES, R.W.; HERTIG, A .. ; ROCK, J .. Dating the endometrial biopsy. FertiL
SteriL, 1:3-25, 1950.
66. OSMERS, R.; VOLKSEN, M.; SCHAUER, A .. Vaginosonography for early
detection of endometrial carcinoma? Lancet, 335:1569-71, 1990.
67. OSORIO, M.C.; VITOLA, D.; SPRITZER, P.M .. Uso do gel de estradiol-17f3
percutâneo no tratamento substitutivo de pacientes pós-menopáusicas hipertensas.
Arq. Bras. EndocrinoL Metab., 36/2:40-3,1992.
68. PEPI TRIAL. Effects of estrogen or estrogenlprogestin regimens on heart disease
risk factors in postmenopausal women. JAMA, 273(3): 199-208, 1995.
69. PEPI TRIAL. Effects o f hormone replacement therapy on endometrial histology in
postmenopausal women. JAMA, 275(5) 370-375,1996.
70. PETTERSSON, B.; ADAMI, H.; LINDGREN, A., et ai. Endometrial polyps and
hyperp1asia as risk factors for endometrial carcinoma. Acta Obstet. GynecoL
Scand., 64:653, 1985.
71.PHILIPPE, E.; FAGUER, B.; ENGELMAN, A.; CHARPIN, C.; LOUBIERE, R.;
MASCAREL, A.; LEDUC, F.; DUPIN, P.H.; HEMET, J.L.; VAUZELLE, B. P.;
PAGES B. A.; LENNE, Y.; LAGUILLAUMIE, B.; LIGNIERES, B.; GILLET,
58
J. Y .. L' endometre sous traitement hormonal substitutif de la ménopause par
estradiol percutané et progestérone micronisée à faible dose. Pathologica, 85:475-
78, 1993.
72.ROSANO, G.M.C.; SARREL, P.M.; CHIERCHIA, S.L.; MORGANI, G.L.;
DONA TO, P.; ERMINI, M.; LEONARDO, F.; SONTAG, G.; BEALE, C.;
COLLINS, P .. Medroxyprogesterone acetate but nor natural progesterone reverses
the effect of estradiol17- beta upon exercise induced myocardial ischemia. A
double-blind cross-over study. lfh International Congress on the Menopause, 3-7
November 1996, Sydney, Australia. Abstract Book, F126, 1996.
73.ROSS, R.K.; PAGANINI-HILL, A.; MACK, T.M.; ARTHUR, M.; HENDERSON,
B.E .. Menopausa! oestrogen therapy and protection from death from ischaemic
heart disease. Lancet, 1: 858-60, 1981.
74. SACK, M.N.; RADER, D.J.; CANNON, R. O .. Oestrogen and inhibition of
oxidation of low-density lipoproteins in post-menopausal women. Lancet, 343:269-
70, 1994.
7 5. SALM, R .. The incidence and significance of early carcinoma in endometrial
polyps. J. PathoL, 108:47, 1972.
76. SCHEUPLEIN, R.J. & BLANK J H. Permeability ofSkin. PhysioL Rev.,51:702-
42, 1971.
77. SCOTT, R.T.; ROSS, B.; ANDERSON, C.; ARCHER, D.F .. Pharmacokinetics of
percutaneous estradiol: A crossover study using a gel and a transdermal system in
comparison with oral micronized estradiol. Obstet. GynecoL, 77:758-64, 1991.
78. SEYLE, H. Correlations between the chemical structure and the pharmacological
actions ofthe steroids. Endocrinology, 30:437-53, 1942.
79. SITRUK-W ARE, R. Peri et post-menopause. In. JARVIS M, W ARE S. Médecine
de la Reproduction. 2a. ed. Paris: Flammarion Médecine-Sciences, 1986. p. 449.
80. SMITH, D.C.; PRENTICE, R.; THOMSON, D., et ai. Association of exogenous
estrogens and endometrial cancer. N. EngL J. Med., 293:1164, 1975.
81. SPELLACY, W.N.; BUHI, W.C.; BURK, S.A .. Effects ofnorenthindrone on
carbohydrate and lipid metabolism. Obstet GynecoL, 46:560-63, 1975.
59
82. SPRITZER P. M., ODERICH G., VITOLA D., WENDER M. C. 0., SISSON DE
CASTRO J. A., VILODRE L.C.V., MAGALHÃES J. A., RUSCHEL S .. Effects of
percutaneous 1713 estradiol and vaginal micronized progesterone replacement
therapy in ~postmenopausal women with systemic arterial hipertension. Annals of
10th International Congress ofEndocrinology- ICE 96. São Francisco, USA,
1996.
83. SPRITZER P.M.; VITOLA D.; WENDER M.C.O.; RUSCHEL S.; VILODRE
L.C.V. Metabolic effects ofpercutaneous 1713 estradiol and vaginal micronized
progesterone in hiperlipidemic postmenopausal women. Gynecological
Endocrinology, 12(suppl.2):FC75, 1998.
84. SPELLACY, W.N.; BUHI, W.C.; BURK, S.A .. Proscpective studies of
carbohydrate metabolism in "normal "women using norgestrel for eighteen months.
FertiL SteriL, 35:167-71, 1981.
85. STOCK, R. & KANBOUR, A .. Prehysterectomy curettage. Obstet GynceoL,
45:537-41, 1975.
86. STUDD, J.W.W.; THOM, M.H.; PATERSON, M.E.L., et ai. The Prevention and
Treatment of Endometrial Pathology in Postmenopausal Women Receiving
Exogenous Oestrogens. Lancaster, England: MTP Press Ltd., 1978.
87. SUGIMOTO, 0 .. Hysteroscopic diagnosis of endometrial carcinoma. Am. J.
Obstet. GynecoL, 121:105-13, 1975.
88. TEODORA, B.A.; DRAGAN, B.; JELENA, M.; GORDANA, M.P .. O efeito da
terapia de reposição hormonal na função diastólica ventricular esquerda em
mulheres na pós-menopausa hipertensas e normotensas. Maturitas, 1:31-38, 1999.
89. TOWSEND, P.T.; DYER, G.I.; YOUNG, 0.; WHITEHEAD, M.I.; COLLINS,
W.P .. The absoprtion and metabolism of oral oestradiol, oestrone and oestriol. Br.
/. Obstet GynaecoL, 88:846-52, 1981.
90. V ARNER, R.; SPARKS, J.; CAMERON, C., et ai. Transvaginal sonography ofthe
endometrium in postmenopausal women. Obstet GynecoL, 78:195-99, 1991.
91. VUOPALA, S. Diagnostic accuracy and clinicai applicability of cytological and
histological methods for investigating endometrial carcinoma. Acta Obstet.
GynecoL Scand., 70(suppl):22-25, 1977.
92. W ALSH, B.W.; SCHIFF, I.; ROSNER, B.; GREENBERG, L.; RA VNIKAR, V.;
SACKS, F .M .. Effect o f postmenopausal estrogen replacement on the concentration
and metabolism ofplasma lipoproteins. N. EngL J. Med., 325:1196-204, 1991.
' :(
(
93. WENDER O.M.C.; VITOLA, D.; SPRITZER P.M .. Percutaneous 17 f3 estradiol
replacement therapy in hipertensive portmenopausal women. Braz. J. M ed. Biol
Res., 30:1047-53, 1997.
60
94. WHITEHEAD, M.I. & FRASER D .. The effects of estrogens and progestogens on
the endometrium. Obstet. GynecoL Clin. North Am., 14(1):299-319, 1987.
95. WHITEHEAD, M.I .. The effects of oestrogens and progestogens on the
postmenopausal endometrium. Maturitas, 1:87, 1978.
96. WHITEHEAD, M.I.; HILLARD, T.C.; CROOK, D .. The role and use of
progestogens. Obstet. Gynecol, 75(4-suppl):59S-75S, 1990.
97. WHITEHEAD, M.I.; KING, R.J.B.; MCQUEEN, J.; CAMPBELL, S .. Endometrial
histology and biochemistry in climateric women during oestrogen and
oestrogen/progestogen therapy. J. R. Soe. Med., 72:322-27, 1979.
98. WHITEHEAD, M.I.; TOWNSEND, P.T.; PRYSE-DA VIES, J., et ai. Effects of
various types and dosages of progestogens on the postmenopausal endometrium. J.
Reprod. Med., 27:539, 1982.
99. WHITEHEAD, M.I.; TOWSEND, P.T.; GILL, D.K.;COLLINS, W.P.;
CAMPBELL, S .. Absorption and metabolism of oral progesterone. Brit. Med. J.,
3:825-27, 1980.
100. WOODRUFF, J.D.; PICKAR J.H .. Incidence of endometrial hyperplasia in
postmenopausal women taking conjugated estrogens (Premarin) with
medroxyprogesterone acetate or conjugated estrogens alone. Am. J. Obstet.
Gynecol., 170: 1213-23, 1994.
101. WORD, B.;GRAVLEE, C.; WIDEMAN, G .. The fallacy ofsimple uterine
curettage. Obstet. Gynecol, 12:642-48, 1958.
I 02. ZIEL, H. & FINKLE, W .. Increase risk of endometrial carcinoma among users
ofconjugated estrogens. N. Engl J. Med., 293:1167, 1975.
ANEXOS
1 - Banco de Dados
2 - Consentimento Informado
3 - Protocolo de Pesquisa
1. Banco de Dados
c:\windows\spss\tese\gustavo.sav
nome registro idade polipo sint sdur altura tamenor peso1 I
i
1 492793.5 61 2,00 1 1 147 20 i 53,2 i
I
2 493181.2 63 2,00 1 o 146 12 72,5!
I
3 128.9 61 2,00 o o 151 10 58,1 !
4 590788.6 50 2,00 1 1 163 2 I 86,7:
I
5
I
152535.1 67 2,00 1 1 151 25 68,5 i
6 106695 59 1,00 1 1 157 2 I
64,8 i
7 261190.3 60 2,00 1 1 153 10 72,0!
8 167787.1 54 2,00 o o 156 1 69,5:
I
9 314476.3 56 2,00 1 o 160 2 I 67,9 i
10 509535.5 64 1,00 o o 160 2 678! ' I
11 546417.7 49 1,00 o o 160 2 60 0 I
'
12 600547.4 56 2,00 1 1 159 2 75,0
13 3450.4 64 2,00 1
i
1 164 12 75,31
14 207358.3 48 2,00 o o 153 5 491 ! ' I
15 193555 59 2,00 1 o 163 14 70,2 i
16 434947.8 54 1,00 o o 152 3 I 52,5 I
17 395052.4 56 2,00 1 o 163 7 ! 72,0 i
18 590952.8 59 1,00 1 1 150 9 83,71
19 536148 54 2,00 1 1 154 2 59,0
20 443809.9 49 2,00 1 1 160 2 78,0 i
( 1-1
( c:\windows\spss\tese\gustavo.sav
peso2 imc1 imc2 estarea idmenop protocol espes esp1 esp2
1 52,0 24,6 24,1 507 41 10 6,0 4,0 5,0
2 72,8 34,0 34,2 1781 51 8 2,0 5,0 3,0
3 62,0 25,5 27,2 575 51 7 4,0 7,0 7,0
4 85,0 32,6 32,0 1921 48 12 3,5 3,0 6,0 I
5 69,5 30,0 30,5 1051 42 19 4,0 7,0 7,0
6 67,2 26,3 27,3 817 57 13 4,0 5,6 4,5
7 75,2 30,8 32,1 1906 50 5 9,0 3,0 2,0
8 72,3 28,6 29,7 237 53 14 5,0 4,0 5,0
9 66,5 26,5 26,0 693 54 6 4,0 7,0 8,0
( 10 66,4 26,5 25,9 237 62 2 8,0 12,0 4,0
( 11 59,5 23,4 23,2 261 47 1 7,0 8,0 9,0
12 71,0 29,7 28,1 883 54 15 4,0 5,0 5,0
13 76,0 28,0 28,3 1639 52 16 3,5 ' 2,0
14 49,0 21,0 20,9 914 43 20 2,0 3,0 3,0
15 69,7 26,4 26,2 I 45 22 7,0 5,0 10,0
16 53,5 22,7 23,2 2354 51 4 7,0 6,0 4,0 I
(
( 17 70,7 27,1 26,6 1256 49 9 5,0 7,0 7,0
18 94,8 37,2 42,1 858 50 11 5,0 ' 8,0
19 59,0 24,9 24,9 2321 52 21 4,0 5,0 10,0
20 75,0 30,5 29,3 784 47 18 7,0 3,1 6,0
(
(
(
(
(
c
(
c
( 1-2
(
c
(
(
(
(
I
\
(
\
(
(
\
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
dfsh
-69,8
-42,2
11,2
-70,5
-47,0
-42,4 ...
-72,1
-17,9
-32,3
-45,2
2,0
-37,1
-30,6
-42,7
-52,4
-83,3
16,0
-27,0
-67,8
-42,4
fsh fsh1
151,0 91,0
44,5 2,9
21,7 29,9
76,8 28,8
68,6 27,2
. 60,5. 16,9
100,0 16,0
76,0 58,1
67,2 41,3
91,6 ,9
82,4 85,7
50,9 14,9
61,8 27,3
80,0 41,4
76,8 18,9
138,0 37,7
6,3 28,8
51,4 19,7
73,5 13,2
50,0 5,1
c:\windows\spss\tese\gustavo.sav
fsh2 fsh3 fsh4 fsh5 dlh Ih
96,5 76,8 81,2 112,0 -7,3 48,3
,7 3,0 2,3 ' -14 15 5 i
' :
21,0 29,0 32,9 ' -2,3 12,3
I
' i
12,7 14,0 6,3 73,6 -27 28,6:
I
16,8 21,1 21,6 59,3 3,4 14,2 i
15,8. 39,8 18,1 ........ 49,7 · ... -11 .24,5 ;
23,8 27,9 114,0 -12
I
' 21,1 i
'
63,4 44,2 58,1 80,1 34,7
I
23,4:
I
25,7 51,2 34,9 52,8 -16
I
28,3;
I
72,0 47,0 46,4 45,3 26,3 18 1 f
' I
77,4 84,0 84,4 ' -9,1 36,5 r
16,6 13,4 13,8 44,4 -23 26,61
30,0 25,5 31,2 55,3 -3,7 i 29,1 !
I
44,6 36,6 37,3 74,9 -27 39 3! ' i
43,0 36,3 24,4 74,8 -33
i
38,9 1
39,2 48,6 54,7 115,0 -42 58,0 1
18,6 20,2 22,3 76,0 -5,9 gol
' !
22,4 31,5 24,4 54,6 -4,0 15,5[
34,5 16,8 5,7 73,2 -41 41,5 I
23,8 11,4 7,6 45,7 -17 18,51
1-3
c:\windows\spss\tese\gustavo.sav
lh1 lh2 lh3 lh4 lh5 de2 e2 e3
1 30,9 ' 31,0 41,0 40,8 82,2 6,2 19,5
2 1,3 ,7 1,1 1,9 ' 118,1 10,9 139,0
3 10,1 16,0 14,9 10,0 ' 57,3 14,3 51,4
4 11,0 4,1 2,0 1,6 26,7 681,4 16,6 93,2
5 16,7 - 12,2 14,1 17,6 41,4 164,8 10,2 64,6
6 3,0 5,9 18,8 13,6 23,6 181,0 5,0 70,0
7 3,2 ' 5,4 9,1 56,5 225,1 6,9 125,0
8 15,9 37,2 26,0 I 58,1 19,1 31,2 5,0 12,0
9 29,7 11,5 20,5 . 12,1 22,4 170,0 6,0 42,2
10 ,1 28,2 13,7 44,4 40,1 22,3 7,8 13,5
11 31,0 27,3 27,0 27,4 ' 8,1 23,1 23,2
12 5,2 6,2 5,4 3,7 30,1 34,3 14,5 22,8
13 26,2 26,3 27,6 25,4 26,6 34,2 13,7 141,0
14 13,5 8,0 4,8 . 12,5 30,0 57,2 10,0 25,8
15 5,5 25,4 15,7 6,2 162,0 128,0 12,0 224,0
16 17,6 8,6 13,2 15,9 30,0 97,8 1,9 144,0
17 2,5 2,1 2,0 3,1 32,1 55,4 ' 9,6 140,6
18 4,3 6,9 16,9 11,5 20,1 43,8 11,9 47,0
19 2,5 13,7 8,7 1,0 35,2 713,5 11,5 164,0
20 ,9 8,1 4,2 1,3 22,1 443,0 5,0 429,0
1-4
c:\windows\spss\tese\gustavo.sav
e4 e5 e6 e? e2medio hscO hsc6 hsc12
1 10,0 92,3 88,4 15,7 52,6 1 1
2 194,0 191,0 129,0 ' 163,3 1 1
3 44,2 53,3 71,6 ' 55,1 1 1 1
4 160,0 319,0 698,0 35,1 317,6 1 1
5 117,0 76,2 175,0 55,0 108,2 1 2 1
6 91,4 15,4 186,0 23,8 90,7 1 2 1
7 ' 219,0 232,0 5,0 ' 2 3 2
8 9,4 37,0 36,2 22,9 23,7 1 1 1
9 39,4 58,6 176,0 11,5 79,1 1 2 2
10 25,7 21,0 30,1 36,6 22,6 1 1 1
11 14,0 22,7 31,2 ' 22,8 1 1
12 124,0 .. 116,0 48,8 61,6 77,9 1 1 2
13 334,0 40,7 47,9 21,4 140,9 1 1 2
14 94,3 146,0 67,2 20,0 83,3 1 2 1
15 64,9 100,0 140,0 32,1 132,2 1 1
16 308,0 282,0 99,7 10,0 208,4 2 2
17 131,0 110,0 65,0 12,0 111,7 1 1 1
18 136,0 69,2 55,7 29,9 77,0 1 1 2
19 223,0 321,0 725,0 20,0 358,3 1 3 2
20 22,4 77,4 448,0 12,0 244,2 1 1 2
1-5
c:\windows\spss\tese\gustavo.sav
beO be6 be12 filter_$
1 1 1 1 1
2 1 1 1 1
3 1 1 1 1
4 1 1 5 1
5 1 3 2 1
6 1 1 1 o
7 2 6 2 1
8 1 1 1 1
- ..
9 1 2 1 1
10 1 1 1 o
11 1 1 1 o
12 1 1 3 1
13 1 1 1 1
14 1 4 1 1
15 1 2 2 1
16 1 2 2 o
17 1 1 2 1
18 1 4 1 o
19 1 6 2 1
20 1 2 2 1
1-6
(
(
(
(
f \
(
(
f \
(
(
(
(
\
(
\
(
(
(
/
\
(
(
(
(
[~
\
(
(
(
2. Consentimento Informado
Unidade de Endocrinologia Ginecológica - HCP A
Serviço de Endocrinologia
CONVITE PARA PARTICIPAR DO ESTUDO SOBRE TRATAMENTO DA
MENOPAUSAEMPACIENTES IDPERTENSAS
Além do atendimento assistencial, este ambulatório - a Unidade de
Endócrinologia Ginecológica de HCP A - também se preocupa em pesquisar
novos métodos de diagnóstico e tratamento. Temos várias pesquisas em
andamento e gostaríamos de convidá-la para participar do projeto sobre
tratamento da menopausa em pacientes hipertensas. Os sintomas decorrentes
da menopausa bem como a prevenção da osteoporose geralmente são tratados
com hormônios femininos por via oral. Entretanto, em mulheres que
apresentam níveis elevados de pressão arterial o tratamento convencional pode
ser contra-indicado. Preocupados com isso, estudamos uma forma alternativa
de tratamento que tem se mostrado eficaz nesta situação ( menopausa e
hipertensão). Como este é o seu caso, solicitamos sua concordância em
participar do estudo. As vantagens deste tratamento são:
1 o. A segurança: os medicamentos em estudo não são novos, sendo
utilizados há alguns anos para corrigir outros distúrbios hormonais da mulher.
2° A tolerabilidade: sendo drogas conhecidas, sabemos que são bem
toleradas pelas pacientes.
Estas drogas não estão disponíveis no Brasil e são comercializadas
na Europa, em especial, na França, com o nome de "Estrogel" e "Utrogestan".
Você deverá utilizar a medicação conforme orientação da equipe médica da
Unidade de Endocrinologia Ginecológica do HCP A, pelo período de um ano,
junto com o tratamento anti-hipertensivo e será reavaliada periodicamente.
Poderá ocorrer sangramento vaginal ao final de um ciclo de tratamento,
especialmente nos primeiros meses.
Participando do estudo você não será submetida a nenhum exame
extra, além daqueles que são rotineiros para o controle de casos como o seu.
Se você decidir participar do estudo deverá assinar este documento. Caso
queira retirar-se, estará livre para fazê-lo em qualquer momento que desejar.
Participando ou não do estudo, você receberá tratamento e continuará sendo
acompanhada da mesma forma neste ambulatório.
Eu............................................................................................... após ler estas
normas, concordo com seus termos.
Porto Alegre .................................................................. .
(
\ '
{
\ '
I
\ -·
(
(
(
f
\.
(
(
(
(
(
(
(
c
(
(
(
(
(
(
(
c
(
(
3. Protocolo de Pesquisa
UNIDADE DE ENDOCRINOLOGIA GINECOLÓGICA
HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE
PROTOCOLO: CLIMATÉRIO E HAS
Identificação
Data da I" consulta: ...... ./ .... ./ .... . Protocolo No.: ........... ..
Protocolo do HCPA No.: .................................. ..
Nome: .............................................................. .. Idade: ........... .
Endereço: ........................................................... .
Anamnese
Antecedentes gineco-obstétricos
Menarca:................................. Sexarca: .................... .
Ciclos menstruais nos últimos 3 anos: ................................................................. .
Histerectomia: (S) (N) Data: ................. ..
Outra cirurgia ginecológica: (S) (N)
Qual?............................................................................. Data: ......................... .
Amenorréia desde: ....................................................... .
Gesta: ........... Para: ............ Cesariana:....... Aborto: ..................... .
Tratamento prévio (0): nenhum (1) hormonal (2) outros
Qual? .......................................................................................................................... .
Duração: ............................................................................................................. .
Antecedentes Cardiovasculares
Sabe ser hipertensa desde: ................................................... ..
A I . - , . va taçao prevta: .......................................................................................................... .
Tratamento: ................................................................................................................. .
Outras patologias ou
I. -comp tcaçoes: .................................................................................................... ..
Antecedentes Gerais
(O) Nenhum (1) DM (2) Dislipidemia (3) Neoplasias (4) Ortopédicos (5) Miomas
( 6) Varizes (7 Flebite (8) Cirurgias.
Cirurgias,
qurus: ................................................................................................ : .................. .
c
(
(
Outros: ................................................................................................................ .
Antecedentes Familiares
(1) Neoplasia.
Quais: ............................................................................................................ .
(2) HAS (3) DM (4) Dislipidemias (5) Cardiopatia (6) Outros
Outros: ................................................................................................................. .
Exame Físico
Geral
'Peso: ...................... Altura: ...................... IMC: ......................... .
M d.d d PA e I a a lt na primeira consu a
Posição da medida 1· medida 2· medida
PA (supina)
P A ( ortostática)
Extremidades
Varizes: (O) Sem varizes (1) Varizes superficiais
Edema: (O) Sem edema (1) Edema ................ (+em4)
(3) Com cacifo
Média
FC
FC
(2) Varizes calibrosas
(2) Sem cacifo
Fundoscopia: ....................................................................................................... .
Ginecológico
Mamas: (O) Normal (1) Nódulos (2) Displásicas (3) Outros
Vulva: (O) Normal (1) Lesões (2) Atrofia de mucosa (3) Outros
Vagina: (O) Normal (1) Secreções (2) Seca (3) Sem pregas (4) Outros
Cérvix: (O) Normal (1) Ectopia (2) Apagado (3) Outros
Útero: (O) Normal (1) Volume aumentado (2) Volume diminuído (3) Outros
Anexos: (O) Impalpáveis (1) Palpáveis
Observações: ..................................................................................................... .
E C 1 t xames omp emen ares
Exame solicitado Avaliação inicial 6 meses 12 meses
ECG
Ecocardiograma
Raio X de tórax
Mamo grafia
CP de colo uterino
Biópsia endométrio
(
(
(
(
{
\
(
(
(
(
(
(
(
I Eco transvaginal
Exame
solicitado
ColesTotal
Triglicerideos
HDL/LDL
TGO
TGP
FA
BT
BD
Creatinina
Uréia
K
Hemograma
Glicemia2h
FSH
LH
El
E2
Sub. Renina
Aldosterona
ATrombina 111
Avaliação 3 meses 6 meses 9 meses 12 meses 3 mese~
inicial após TRH
(
(
(
(
c
(
(
(
(
(
(
(
(
Terapia de Reposição Hormonal
Medicação: Oestrogel e Utrogestan, 21 dias mês
Data início:.......................... Data frm: ...................... .
PLANILHA DE CONTROLE DA MEDIDA DA PRESSÃO ARTERIAL
Sem anti-hipertensivo P A, Supina ( FC ) P A, Ortostática ( FC )
1
2
3
4
5
6
7
A_Q_ós Amlodipina
1
2
3
4
5
6
De O - 3 meses de TRH
1
2
3
4
5
6
De 3 - 6 meses de TRH
1
2
3
4
5
6
De 6 - 9 meses de TRH
1
' \ ..
C.
(
(
(
(
(
{
'
(
(
(
(
(
c c
c
(
c
(
(
c
(,
(
\
(
2
3
4
De 9 - 12 meses de TRH
1
2
3
4
5
6
De 9 - 12 meses de TRH
1
2
3
4
5
6
(
' '
r \_
(
(
(
(
{-
'
(
(
\
(
(
(
(
(
(
(
(
(
(
(
(
(
Protocolo de Histeroscopia
LAUDO DE HISTEROSCOPIA
Nome: ...................................................................................................... .
Idade: .......................... .
Endereço: ................................................................................. ~.:.:: .... : ................. .
Registro:....................... Data: ........ -.................. ; ..
In.dicação: ............................................................................................................ ..
Ecografia: ( I I ) Útero: ............................................................... .
Endométrio: ...................... .
OD: ............................................................... .
OE: ............................................................... .
HSG: ............................................................................................................................. .
DUM: .................... Dia do ciclo:....................... Tempo de menopausa: ............ ..
Gesta:............... Para:......... Cesária:............ Aborto:........... Cureta: ............ .
LT: ........... .
Anestesia: Não ( )
Canal:
Paracervical: ( ) Geral: ( )
Cavidade: ........................................................................................................ ~ ............. .
H. t tn' 1s erome a: ........................................ ..
Endométrio: 20mm ( )
OTD: ............................................................... .
OTE: ............................................................... .
Conclusão:
1 ........................................................................................................................... .
2 .......................................................................................................................... .
Biópsia: Sim ( ) Não ( ) Cureta ( )