Endometriose: Avanços no Diagnóstico, Manejo Terapêutico e Perspectivas para o Controle da Dor e da Infertilidade

In: Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences · 2026 · vol. 8(9) , pp. 1522–1539 · doi:10.36557/2674-8169.2026v8n9p1522-1539 · W7214296638
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This narrative review evaluates recent advances in endometriosis diagnosis and management, emphasizing individualized treatment strategies to control pain and preserve fertility while minimizing invasive interventions.

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This narrative review synthesizes recent advancements in the diagnosis and therapeutic management of endometriosis, focusing on pain control and fertility preservation. It highlights specialized transvaginal ultrasound and magnetic resonance imaging as primary diagnostic tools, while cautioning against routine diagnostic laparoscopy when clinical and imaging evaluations are sufficient. The authors emphasize individualized treatment strategies using hormonal therapies for pain and careful surgical intervention for advanced disease or infertility, noting that ovarian surgery may compromise ovarian reserve. This paper is centrally about endometriosis — specifically detailing diagnostic protocols, hormonal and surgical management options, and implications for pelvic pain and infertility.

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Abstract

Introdução: A endometriose é uma doença ginecológica crônica, inflamatória e estrogênio-dependente, caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina. Apresenta manifestações variadas, destacando-se dismenorreia, dor pélvica crônica, dispareunia, sintomas intestinais e urinários e infertilidade. O impacto sobre a qualidade de vida e a saúde reprodutiva reforça a necessidade de diagnóstico oportuno e tratamento individualizado. Objetivo: Revisar os avanços recentes no diagnóstico e manejo da endometriose, com ênfase no controle da dor e na preservação ou obtenção da fertilidade. Metodologia: Foi realizada revisão narrativa da literatura nas bases PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), priorizando diretrizes, posicionamentos de sociedades médicas e estudos clínicos relevantes. Foram consideradas publicações relacionadas ao diagnóstico por imagem, tratamento hormonal e cirúrgico, dor associada à endometriose e infertilidade. Discussão/Resultados: A investigação deve iniciar-se por avaliação clínica detalhada, considerando características da dor, sintomas associados, exame físico e histórico reprodutivo. A ultrassonografia transvaginal especializada constitui importante ferramenta de primeira linha, enquanto a ressonância magnética pode complementar a avaliação, principalmente na suspeita de doença profunda ou acometimento de órgãos pélvicos. A laparoscopia diagnóstica de rotina não é indicada quando a avaliação clínica e os exames de imagem são adequados. O tratamento deve ser individualizado conforme sintomas, extensão da doença e objetivos reprodutivos. Terapias hormonais, incluindo contraceptivos e progestagênios, são utilizadas principalmente para controle da dor, enquanto procedimentos cirúrgicos devem ser reservados para situações selecionadas, como doença avançada, comprometimento funcional de órgãos ou falha do tratamento clínico. Na infertilidade, fatores como idade, reserva ovariana, duração da infertilidade e presença de alterações tubárias ou masculinas devem orientar a conduta. O tratamento hormonal não aumenta a fertilidade natural, e a cirurgia ovariana deve ser indicada criteriosamente devido ao possível impacto sobre a reserva ovariana. Conclusão: Os avanços diagnósticos permitem abordagem menos invasiva e melhor caracterização da doença. O manejo deve priorizar controle da dor, qualidade de vida e objetivos reprodutivos, com decisões individualizadas e acompanhamento multidisciplinar.
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Endometriose: Avanços no Diagnóstico, Manejo Terapêutico e Perspectivas para o Controle da Dor e da Infertilidade DOI: https://doi.org/10.36557/2674-8169.2026v8n9p1522-1539Palavras-chave: Endometriose; Dor Pélvica; Infertilidade; Diagnóstico por Imagem; Tratamento Hormonal; Saúde Reprodutiva.Resumo Introdução: A endometriose é uma doença ginecológica crônica, inflamatória e estrogênio-dependente, caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina. Apresenta manifestações variadas, destacando-se dismenorreia, dor pélvica crônica, dispareunia, sintomas intestinais e urinários e infertilidade. O impacto sobre a qualidade de vida e a saúde reprodutiva reforça a necessidade de diagnóstico oportuno e tratamento individualizado. Objetivo: Revisar os avanços recentes no diagnóstico e manejo da endometriose, com ênfase no controle da dor e na preservação ou obtenção da fertilidade. Metodologia: Foi realizada revisão narrativa da literatura nas bases PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), priorizando diretrizes, posicionamentos de sociedades médicas e estudos clínicos relevantes. Foram consideradas publicações relacionadas ao diagnóstico por imagem, tratamento hormonal e cirúrgico, dor associada à endometriose e infertilidade. Discussão/Resultados: A investigação deve iniciar-se por avaliação clínica detalhada, considerando características da dor, sintomas associados, exame físico e histórico reprodutivo. A ultrassonografia transvaginal especializada constitui importante ferramenta de primeira linha, enquanto a ressonância magnética pode complementar a avaliação, principalmente na suspeita de doença profunda ou acometimento de órgãos pélvicos. A laparoscopia diagnóstica de rotina não é indicada quando a avaliação clínica e os exames de imagem são adequados. O tratamento deve ser individualizado conforme sintomas, extensão da doença e objetivos reprodutivos. Terapias hormonais, incluindo contraceptivos e progestagênios, são utilizadas principalmente para controle da dor, enquanto procedimentos cirúrgicos devem ser reservados para situações selecionadas, como doença avançada, comprometimento funcional de órgãos ou falha do tratamento clínico. Na infertilidade, fatores como idade, reserva ovariana, duração da infertilidade e presença de alterações tubárias ou masculinas devem orientar a conduta. O tratamento hormonal não aumenta a fertilidade natural, e a cirurgia ovariana deve ser indicada criteriosamente devido ao possível impacto sobre a reserva ovariana. Conclusão: Os avanços diagnósticos permitem abordagem menos invasiva e melhor caracterização da doença. O manejo deve priorizar controle da dor, qualidade de vida e objetivos reprodutivos, com decisões individualizadas e acompanhamento multidisciplinar. Downloads Referências AMERICAN SOCIETY FOR REPRODUCTIVE MEDICINE. Fertility evaluation of infertile women: a committee opinion. Fertility and Sterility, v. 116, n. 5, p. 1255-1265, 2021. ARCOVERDE, F. V. L. et al. Surgery for endometriosis improves major domains of quality of life: a systematic review and meta-analysis. Journal of Minimally Invasive Gynecology, v. 26, n. 2, p. 266-278, 2019. DOI: 10.1016/j.jmig.2018.09.774. BECKER, C. M. et al. ESHRE guideline: endometriosis. Human Reproduction Open, v. 2022, n. 2, hoac009, 2022. DOI: 10.1093/hropen/hoac009. CAPEZZUOLI, T. et al. Long-term hormonal treatment reduces repetitive surgery for endometriosis recurrence. Reproductive BioMedicine Online, v. 42, n. 2, p. 451-456, 2021. DOI: 10.1016/j.rbmo.2020.09.018. FEDERAÇÃO BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA. Endometriose. Femina, v. 53, n. 6, p. 853-858, 2025. Protocolo FEBRASGO de Ginecologia, n. 27. FEDERAÇÃO BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA. 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openalex
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