DETERMINANTES DA FALHA DE IMPLANTAÇÃO NA ENDOMETRIOSE: REVISÃO SISTEMÁTICA DA MORFOCINÉTICA EMBRIONÁRIA E RECEPTIVIDADE UTERINA EM CICLOS DE REPRODUÇÃO ASSISTIDA

In: Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação · 2026 · vol. 12(11) , pp. 1–20 · doi:10.51891/rease.v12i11.31344 · W7225229722
Systematic review / meta-analysis OA: diamond CC0
⚙ AI-generated summary by qwen3.7-flash, 2026-11-07 ⓘ

This systematic review of over 1,100 women with endometriosis found that the condition causes significant delays in embryonic morphokinetics and reduces implantation rates, likely due to compromised uterine receptivity and systemic factors like poor sleep quality.

One-sentence paraphrase of the abstract; not a substitute for reading it. No clinical advice. How this works

⚙ AI-generated deep summary by qwen3.7-flash, 2026-11-07 · read from full text ⓘ

This systematic review synthesizes evidence from nine high-quality observational studies to determine how endometriosis impacts reproductive success in assisted reproduction cycles. The analysis reveals that embryos from women with the condition exhibit significant morphokinetic delays, such as slower progression to the expanded blastocyst stage and higher rates of multinucleation. Additionally, the paper identifies a statistically relevant reduction in implantation rates and live birth rates in egg donation models, indicating compromised endometrial receptivity, alongside severe sleep quality deterioration linked to chronic pelvic pain. This paper is centrally about endometriosis — specifically examining its multifactorial detrimental effects on embryo competence, uterine receptivity, and systemic homeostasis during assisted reproductive technology.

Read from the paper's body, not the abstract. Not a substitute for reading the paper. No clinical advice. How this works

Abstract

Objetivo: Sintetizar as evidências científicas sobre como a endometriose compromete o sucesso reprodutivo, analisando os atrasos nos marcos de desenvolvimento embrionário (morfocinética), a redução das taxas de implantação em ciclos de fertilização in vitro (FIV) e a influência de fatores sistêmicos, como a qualidade do sono e a receptividade endometrial. Metodologia: Trata-se de uma revisão sistemática conduzida conforme as diretrizes PRISMA e MOOSE, utilizando a estratégia PECO para a formulação da questão de pesquisa. Foram incluídos estudos observacionais publicados entre 2016 e 2023, após busca nas bases de dados especificadas na metodologia. A qualidade metodológica dos estudos incluídos foi avaliada por meio da Escala de Newcastle-Ottawa (NOS). Resultados: Foram selecionados 9 estudos de alta qualidade, totalizando uma amostra superior a 1.100 mulheres com endometriose e 2.300 controles. A análise morfocinética via time-lapse revelou que embriões de pacientes com a patologia exibem atrasos cronológicos significativos em marcos cruciais, como a extrusão do segundo corpo polar (tPB2), clivagens intermediárias (t5 a t8) e a progressão para blastocisto expandido, que foi cerca de 2 horas superior no grupo exposto. Observou-se também uma taxa de multinucleação elevada (50,0% vs. 44,5% no controle). Embora as taxas de fertilização e nascidos vivos em ciclos autólogos tenham permanecido comparáveis, houve uma redução estatisticamente relevante na taxa de implantação (OR 0,85; IC 95%: 0,74–0,97) e na taxa de nascidos vivos em modelos de doação de óvulos (OR 0,89), sugerindo um comprometimento da receptividade endometrial. Adicionalmente, identificou-se uma deterioração severa na qualidade do sono nessas pacientes (PSQI médio de 10,6 vs. 7,1; p < 0,001), correlacionada à dor pélvica crônica. Conclusão: A endometriose exerce um impacto deletério e multifatorial na função reprodutiva, fundamentado em uma tríplice falha que envolve a competência embrionária, a receptividade uterina e a homeostase sistêmica. Os resultados reforçam a necessidade de protocolos de Reprodução Assistida personalizados e de um manejo clínico multidisciplinar que integre estratégias de higiene do sono e controle da dor para otimizar os desfechos gestacionais.
Full text 2,667 characters · extracted from oa-doi-fallback · click to expand
DETERMINANTES DA FALHA DE IMPLANTAÇÃO NA ENDOMETRIOSE: REVISÃO SISTEMÁTICA DA MORFOCINÉTICA EMBRIONÁRIA E RECEPTIVIDADE UTERINA EM CICLOS DE REPRODUÇÃO ASSISTIDA DOI: https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31344Palavras-chave: Endometriose, Fertilização in vitro, Monitoramento por Time-Lapse, Taxa de ImplantaçãoResumo Objetivo: Sintetizar as evidências científicas sobre como a endometriose compromete o sucesso reprodutivo, analisando os atrasos nos marcos de desenvolvimento embrionário (morfocinética), a redução das taxas de implantação em ciclos de fertilização in vitro (FIV) e a influência de fatores sistêmicos, como a qualidade do sono e a receptividade endometrial. Metodologia: Trata-se de uma revisão sistemática conduzida conforme as diretrizes PRISMA e MOOSE, utilizando a estratégia PECO para a formulação da questão de pesquisa. Foram incluídos estudos observacionais publicados entre 2016 e 2023, após busca nas bases de dados especificadas na metodologia. A qualidade metodológica dos estudos incluídos foi avaliada por meio da Escala de Newcastle-Ottawa (NOS). Resultados: Foram selecionados 9 estudos de alta qualidade, totalizando uma amostra superior a 1.100 mulheres com endometriose e 2.300 controles. A análise morfocinética via time-lapse revelou que embriões de pacientes com a patologia exibem atrasos cronológicos significativos em marcos cruciais, como a extrusão do segundo corpo polar (tPB2), clivagens intermediárias (t5 a t8) e a progressão para blastocisto expandido, que foi cerca de 2 horas superior no grupo exposto. Observou-se também uma taxa de multinucleação elevada (50,0% vs. 44,5% no controle). Embora as taxas de fertilização e nascidos vivos em ciclos autólogos tenham permanecido comparáveis, houve uma redução estatisticamente relevante na taxa de implantação (OR 0,85; IC 95%: 0,74–0,97) e na taxa de nascidos vivos em modelos de doação de óvulos (OR 0,89), sugerindo um comprometimento da receptividade endometrial. Adicionalmente, identificou-se uma deterioração severa na qualidade do sono nessas pacientes (PSQI médio de 10,6 vs. 7,1; p < 0,001), correlacionada à dor pélvica crônica. Conclusão: A endometriose exerce um impacto deletério e multifatorial na função reprodutiva, fundamentado em uma tríplice falha que envolve a competência embrionária, a receptividade uterina e a homeostase sistêmica. Os resultados reforçam a necessidade de protocolos de Reprodução Assistida personalizados e de um manejo clínico multidisciplinar que integre estratégias de higiene do sono e controle da dor para otimizar os desfechos gestacionais. Downloads Downloads Publicado Edição Seção Categorias Licença Atribuição CC BY

Text is read by the "Ask this paper" AI Q&A widget below. Extraction quality varies by source — PMC NXML preserves structure cleanly, OA-HTML may include some navigation residue, and OA-PDF can have broken hyphenation. The publisher copy (via DOI) is the canonical version.

My notes (saved in your browser only)

⚙ Ask this paper AI returns verbatim quotes from the full text · source: oa-doi-fallback ⓘ

Answers must be backed by verbatim quotes from this paper's full text. Hallucinated quotes are dropped automatically; if no verbatim passage answers the question, we say so. How this works

Citation neighborhood (2-hop)

Papers in the corpus that this work cites (lower rings, blue) and that cite this one (upper rings, green). Dot size scales with the paper's in-corpus citation count — bigger dot = more influential within the endo/adeno field. Click a dot to open that paper. Outer rings show 2-hop neighbours — papers reached through the immediate citers/citees. [ collapse to 1-hop ]

References (19)

Source provenance

openalex
last seen: 2026-11-07T06:05:52.158007+00:00
License: CC0 · commercial use OK