Endometriose: revisão sistemática de literatura sobre fisiopatologia, quadro clínico, diagnóstico e tratamento

In: Brazilian Journal of Health Review · 2025 · vol. 8(1) , pp. e77313 · doi:10.34119/bjhrv8n1-298 · W4407166163
article OA: diamond CC0

Abstract

A endometriose é uma patologia ginecológica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, em locais como ovários, tubas uterinas, ligamentos redondos e uterossacros. Em casos mais avançados, a endometriose pode acometer intestino e bexiga. Acredita-se que o principal mecanismo envolvido seja a menstruação retrógrada, em que o sangue menstrual, contendo células endometriais, reflui para a cavidade pélvica, implantando-se em locais ectópicos. Outros fatores, tais como genéticos, imunológicos e ambientais, podem também contribuir para o desenvolvimento da doença. O quadro clínico varia amplamente, podendo ser assintomático ou grave. Os principais sintomas são dismenorreia, dispareunia profunda, infertilidade e dor pélvica crônica. O diagnóstico da endometriose é clínico, mas exige confirmação por exames de imagem. A ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal, em que é feito um verdadeiro mapeamento da doença na pelve, e a ressonância magnética de pelve com contraste são os exames utilizados para o diagnóstico. Todavia, a laparoscopia com biópsia é o padrão-ouro, mas por ser um método invasivo, não é muito utilizado. O tratamento da endometriose pode ser clínico ou cirúrgico, dependendo da gravidade dos sintomas e da intenção reprodutiva da paciente. As abordagens incluem: tratamento medicamentoso; anti-inflamatórios não esteroides (AINEs); hormonioterapia; inibidores da aromatase e tratamento cirúrgico. A escolha do tratamento vai depender da idade da paciente, gravidade dos sintomas, desejo reprodutivo e resposta aos tratamentos anteriores.

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