O Impacto Biopsicossocial e os Desafios do Diagnóstico e Tratamento da Endometriose
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OA: green
CC0
Abstract
A endometriose, termo introduzido por John A. Sampson em 1927, é uma condição crônica que afeta significativamente a saúde física e mental das mulheres, sendo diagnosticada principalmente com o auxílio da laparoscopia desde 1960. Estima-se que acometa de 6% a 10% das mulheres em idade reprodutiva e apresente um quadro clínico variado, com sintomas como dismenorreia, dispareunia, dor pélvica, disúria e infertilidade, além de potencial impacto negativo na qualidade de vida, nas relações interpessoais e no bem-estar psicológico. A doença é classificada em três tipos: endometriose superficial, ovariana e profunda, esta última a forma mais grave, com penetração tecidual superior a 5 mm, podendo afetar órgãos como bexiga e intestino. Seu diagnóstico é desafiador devido à variabilidade dos sintomas e à ausência de sinais específicos, o que frequentemente resulta em diagnósticos tardios. Os fatores de risco incluem hereditariedade, alterações uterinas e menstruação retrógrada. O tratamento é multifatorial e pode envolver hormônios, intervenções cirúrgicas e terapias alternativas para o alívio sintomático. A identificação precoce é fundamental para mitigar o impacto biopsicossocial da endometriose e melhorar a qualidade de vida das pacientes.
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