<!-- Brazil - Síndromes miofasciais: causa comum e subdiagnosticada de dor pélvica crônica em mulheres Síndromes miofasciais: causa comum e subdiagnosticada de dor pélvica crônica em mulheres window.dataLayer = window.dataLayer || []; function gtag(){dataLayer.push(arguments);} gtag('js', new Date()); gtag('config', 'G-MKLVK7B5B6'); .articleTxt{ top: -16px; } .scielo__border-top{ border-top: 1px solid #ccc !important; } @media (max-width: 575.98px) { .articleCtt > .container{ padding-left: 0; padding-right: 0; } .articleCtt .articleTxt{ padding-left: 16px !important; padding-right: 16px !important; } } @media (min-width: 768px){ .scielo__truncate{ display: block; max-width: 285px; } } Menu Brazil Journal list by title Journal list by subject area Search Metrics (abre em nova aba) Sobre o SciELO Brazil Contacts Report error SciELO.org - The SciELO Network (abre em nova aba) National and thematic collections (abre em nova aba) Journal list by title (abre em nova aba) Journal list by subject (abre em nova aba) Search (abre em nova aba) Metrics (abre em nova aba) OAI and RSS (abre em nova aba) About the SciELO Network (abre em nova aba) Contacts (abre em nova aba) Blog SciELO in Perspective (abre em nova aba) (function () { const details = document.getElementById('scieloMainMenu'); if (!details) return; const summary = document.getElementById('scieloMainMenuSummary'); if (!summary) return; document.addEventListener('click', function (event) { if (!details.contains(event.target) && details.open) { details.open = false; } }); document.addEventListener('keydown', function (event) { if (event.key === 'Escape' && details.open) { details.open = false; summary.focus(); } }); })(); Brazil language en English Português Español Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia Mostrar opções launch Submission of manuscripts info About the journal help_outline Política editorial people Editorial Board help_outline Instructions to authors email Contact show_chart Metrics home Table of contents navigate_before previous (indisponível) current next navigate_next Text (PT) Text (Portuguese) PDF Download PDF (Portuguese) article Conteúdo: Text (PT) Text (Portuguese) Download PDF (Portuguese) (abre em nova aba) share Whatsapp BlueSky Mastodon Facebook Mais home Table of contents share Whatsapp BlueSky Mastodon Facebook Mais Text (PT) Text (Portuguese) PDF Download PDF (Portuguese) (abre em nova aba) Editoriais • Rev. Bras. Ginecol. Obstet. 31 (9) • Set 2009 • https://doi.org/10.1590/S0100-72032009000900001 link copiar Síndromes miofasciais: causa comum e subdiagnosticada de dor pélvica crônica em mulheres Myofascial syndrome: a common and underdiagnosed cause of chronic pelvic pain in women Autoria SCIMAGO INSTITUTIONS RANKINGS EDITORIAL Síndromes miofasciais: causa comum e subdiagnosticada de dor pélvica crônica em mulheres Myofascial syndrome: a common and underdiagnosed cause of chronic pelvic pain in women Antonio Alberto Nogueira I ; Omero Benedicto Poli Neto II ; Julio Cesar Rosa e Silva III ; Francisco José Candido dos Reis IV I Professor Doutor do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo USP Ribeirão Preto (SP), Brasil II Professor Doutor do Departamento de Cirurgia e Anatomia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo USP Ribeirão Preto (SP), Brasil III Médico-Assistente do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo USP Ribeirão Preto (SP), Brasil IV Professor-Associado do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo USP Ribeirão Preto (SP), Brasil Correspondência A dor pélvica crônica (DPC) na mulher é uma condição comum e debilitante, com etiologia complexa, usualmente resultante da interação de vários sistemas gastrointestinal, urinário, ginecológico, músculo-esquelético, neurológico e endocrinológico 1 , influenciado ainda por fatores socioculturais e psicológicos 2,3 . Permanece pouco compreendida, gera ansiedade, além de extensivas e repetidas investigações. Pela falta de diagnóstico correto, frequentemente, o tratamento limita-se ao alívio temporário e insatisfatório dos sintomas. Embora os diagnósticos mais comuns das causas de dor pélvica crônica na mulher sejam endometriose, aderências, síndrome do intestino irritável e cistite intersticial/síndrome da bexiga dolorosa, o envolvimento do sistema músculo-esquelético na origem e perpetuação da DPC tem sido cada vez mais demonstrada 4-6 . Em clínicas especializadas no atendimento a mulheres com DPC, é comum encontrar pacientes submetidas a várias cirurgias, com diagnósticos repetidos de endometriose pélvica e aderências como causa de sua dor e que, apesar dos tratamentos realizados, não apresentaram melhora significativa. Após avaliação cuidadosa, não raramente se encontra como causa primária a dor miofascial, envolvendo o assoalho pélvico e a parede abdominal 7,8 . Dificultando ainda mais o diagnóstico, é muito frequente a interação e a sobreposição dos sintomas da dor de origem miofascial e os clássicos achados das síndromes do intestino irritável e cistite intersticial/síndrome da dor vesical. Cerca de 30 a 50% das mulheres com DPC têm comprometimento vesical (é possível ocorrer apenas uma exacerbação dos sintomas envolvidos, normalmente com a micção, como aumento da frequência urinária e sensação dolorosa com o enchimento vesical nessas mulheres com hiperalgesia) 9,10 . A síndrome miofascial abdominal é caracterizada por dor intensa e profunda originada em pontos dolorosos e hipersensíveis, envolvendo músculos e/ou fáscias musculares, podendo causar dor em repouso ou quando estimulados por movimentos (recrutamento das fibras musculares locais) ou compressão local. Diferentes mecanismos fisiopatológicos podem estar envolvidos na origem e manutenção desses pontos dolorosos, entre eles: isquemia, micro e macrotraumas (cirurgias) e infecções-inflamações envolvendo essas estruturas e terminações nervosas locais. De qualquer forma, um elemento comum a todos esses mecanismos é uma reação inflamatória local e, algumas vezes, sistêmica. Ela, por si só, é capaz de deflagrar estímulos nociceptivos e espasmos musculares com isquemia local, manutenção e reverberação do ciclo: espasmo muscular e dor. O espasmo doloroso do assoalho pélvico pode resultar ainda de um reflexo visceromuscular. Esse reflexo patológico ocorre em mulheres com dor pélvica crônica de origem visceral e consiste na liberação de mediadores inflamatórios e neurotransmissores não só no sentido periferia-medula espinhal (sentido drômico), mas também no sentido contrário (sentido antidrômico). Ambos ocorrem na área de representação corporal, seja ele um músculo (reflexo visceromuscular) ou outra víscera (reflexo viscerovisceral), e essa inflamação é chamada de inflamação neurogênica. Isso causa hipertonia muscular, com alteração de função, aparecimento de novos pontos de gatilho, e a dor miofascial se torna uma nova fonte geradora de dor 11 . Essa disfunção "hipertônica" dos músculos do assoalho pélvico está presente em uma grande proporção de pacientes com síndrome da dor vesical/cistite intersticial 12 e com endometriose pélvica. Os ginecologistas devem lembrar que no diagnóstico diferencial de DPC devem ser incluídos a parede abdominal, os músculos do assoalho pélvico, todas as vísceras pélvicas, nervos e ligamentos. O modelo fisiopatológico da DPC é diferente daquele da dor aguda, e a compreensão dos mecanismos envolvidos nesse modelo é necessária para o adequado diagnóstico e tratamento dessas mulheres. A plasticidade das vias de condução da medula espinhal (particularmente o corno dorsal) é, de certa forma, deteriorada frente a estímulos nocivos prolongados (crônicos), e pode resultar em uma significativa alteração no processo de informação sensorial 13,14 . Isso explica a complexidade e a extensão dos sintomas em mulheres com DPC 9 . Concluindo, com base nesses aspectos fisiopatológicos, a DPC deve ser tratada como uma doença complexa, com outras etiologias além de endometriose e aderências pélvicas, muitas vezes sobrepostas, e que necessita de uma intervenção multidisciplinar paciente e duradoura 15 (em função da doença, que é de longa duração), além do uso muito criterioso de procedimentos cirúrgicos que visam a resolver rapidamente o seu problema e, na verdade, causam mais ansiedade e sofrimento. Recebido 30/7/09 Aceito com modificações 28/8/09 Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo USP Ribeirão Preto (SP), Brasil. Referências bibliográficas 1. Howard FM. Chronic pelvic pain. Obstet Gynecol. 2003;101(3):594-611. 2. Savidge CJ, Slade P. Psychological aspects of chronic pelvic pain. J Psychosom Res. 1997;42(5):433-44. 3. Romão AP, Gorayeb R, Romão GS, Poli-Neto OB, dos Reis FJ, Rosa-e-Silva JC, et al. High levels of anxiety and depression have a negative effect on quality of life of women with chronic pelvic pain. Int J Clin Pract. 2009;63(5):707-11. 4. Steege JF. Office assessment of chronic pelvic pain. Clin Obstet Gynecol. 1997;40(3):554-63. 5. Montenegro ML, Gomide LB, Mateus-Vasconcelos EL, Rosa-e-Silva JC, Candido-Dos-Reis FJ, Nogueira AA, et al. Abdominal myofascial pain syndrome must be considered in the differential diagnosis of chronic pelvic pain. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol. In press; 2009. 6. Montenegro ML, Mateus-Vasconcelos EC, Rosa e Silva JC, dos Reis FJ, Nogueira AA, Poli-Neto OB. Postural changes in women with chronic pelvic pain: a case control study. BMC Musculoskelet Disord. 2009;10:82. 7. Almeida EC, Nogueira AA, dos Reis FJ, Rosa e Silva JC. Cesarean section as a cause of chronic pelvic pain. Int J Gynaecol Obstet. 2002;79(2):101-4. 8. Loos MJ, Scheltinga MR, Mulders LG, Roumen RM. The Pfannenstiel incision as a source of chronic pain. Obstet Gynecol. 2008;111(4):839-46. 9. Mayer EA. Clinical implications of visceral hyperalgesia. Contemp Intern Med. 1994;6(7):42-54. 10. Moldwin RM, Fried-Siegel J, Mendelowitz F. Pelvic floor dysfunction and interstitial cystitis. J Urol. 1994;151 Suppl:285A. 11. Mense S. Nociception from skeletal muscle in relation to clinical muscle pain. Pain. 1993;54(3):241-89. 12. Coderre TJ, Katz J, Vaccarino AL, Melzack R. Contribution of central neuroplasticity to pathologic pain: review of clinical and experimental evidence. Pain. 1993;52(3):259-85. 13. Woolf CJ. Evidence for a central component of post-injury pain hypersensitivity. Nature. 1983;306(5944):686-8. 14. Poli-Neto OB, Filho AA, Rosa e Silva JC, Barbosa HF, dos Reis FJ, Nogueira AA. Increased capsaicin receptor TRPV1 in the peritoneum of women with chronic pelvic pain. Clin J Pain. 2009;25(3):218-22. 15. Nogueira AA, Reis FJC, Poli-Neto OB. Abordagem da dor pélvica crônica em mulheres. Rev Bras Ginecol Obstet. 2006;28(12):733-40. Correspondência: Antonio Alberto Nogueira Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo USP Ribeirão Preto (SP), Brasil Avenida Bandeirantes, 3.900 CEP 14049-900 Ribeirão Preto (SP), Brasil E-mail:
[email protected] Datas de Publicação Publicação nesta coleção 22 Out 2009 Data do Fascículo Set 2009 This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License. Autoria .author-card { border-bottom: 1px solid #ccc; padding: 1rem 0; } .author-card:last-child { border-bottom: 0px; } .author-name { font-weight: 600; } .orcid-button { padding-left: 2.5rem; } .modal-body { padding-bottom: 3rem; } .orcid-button::before { content: ""; position: absolute; background-image: url(https://ds.scielo.org/img/logo-orcid.svg); background-repeat: no-repeat; background-size: 1.5em auto; background-position: .5em center; display: block; width: 60px; height: 60px; top: -10px; left: 0; } person Antonio Alberto Nogueira school Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto , Departamento de Ginecologia e Obstetrícia, Ribeirão Preto, São Paulo, Brazil Universidade de São Paulo Brazil Ribeirão Preto, São Paulo, Brazil Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto , Departamento de Ginecologia e Obstetrícia, Ribeirão Preto, São Paulo, Brazil person Omero Benedicto Poli Neto school Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto , Departamento de Cirurgia e Anatomia, São Paulo, Brazil Universidade de São Paulo Brazil São Paulo, Brazil Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto , Departamento de Cirurgia e Anatomia, São Paulo, Brazil person Julio Cesar Rosa e Silva school Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto , Departamento de Ginecologia e Obstetrícia, Ribeirão Preto, São Paulo, Brazil Universidade de São Paulo Brazil Ribeirão Preto, São Paulo, Brazil Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto , Departamento de Ginecologia e Obstetrícia, Ribeirão Preto, São Paulo, Brazil person Francisco José Candido dos Reis school Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto , Departamento de Ginecologia e Obstetrícia, Ribeirão Preto, São Paulo, Brazil Universidade de São Paulo Brazil Ribeirão Preto, São Paulo, Brazil Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto , Departamento de Ginecologia e Obstetrícia, Ribeirão Preto, São Paulo, Brazil SCIMAGO INSTITUTIONS RANKINGS Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto , Departamento de Ginecologia e Obstetrícia, Ribeirão Preto, São Paulo, Brazil Universidade de São Paulo Brazil Ribeirão Preto, São Paulo, Brazil Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto , Departamento de Ginecologia e Obstetrícia, Ribeirão Preto, São Paulo, Brazil Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto , Departamento de Cirurgia e Anatomia, São Paulo, Brazil Universidade de São Paulo Brazil São Paulo, Brazil Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto , Departamento de Cirurgia e Anatomia, São Paulo, Brazil Como citar link copiar function currentDate() { var today = new Date(); var months = ['Janeiro', 'Fevereiro', 'Março', 'Abril', 'Maio', 'Junho', 'Julho', 'Agosto', 'Setembro', 'Outubro', 'Novembro', 'Dezembro'] today.setTime(today.getTime()); return today.getDate() + " " + months[today.getMonth()] + " " + today.getFullYear(); } var citation = 'Nogueira, Antonio Alberto et al. Síndromes miofasciais: causa comum e subdiagnosticada de dor pélvica crônica em mulheres. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia [online]. 2009, v. 31, n. 9 [Acessado CURRENTDATE], pp. 425-426. Disponível em: . Epub 22 Out 2009. ISSN 1806-9339. https://doi.org/10.1590/S0100-72032009000900001.'.replace('CURRENTDATE', currentDate()); document.getElementById('citation').innerHTML = citation; document.getElementById('citationCut').value = citation.replace('<', ' "); more_horiz Ferramentas do artigo file_download PDFs show_chart Metrics image Figuras e tabelas translate Versions and translations link How to cite this article article Related articles location_on Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia Av. Brigadeiro Luís Antônio, 3421, sala 903 - Jardim Paulista, 01401-001 São Paulo SP - Brasil, Tel. (55 11) 5573-4919 - Rio de Janeiro - RJ - Brazil E-mail:
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