Fístula tardia entre cúpula vaginal pós-histerectomia total e cavidade abdominal: revisão de literatura

In: Revista da Faculdade de Ciências Médicas de Sorocaba · 2019 · vol. 21 · W2991648581
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This case report details a rare instance of a late vaginal stump fistula to the abdominal cavity secondary to an ovarian endometrioma, managed with dienogest, which reduced the endometrioma and stopped symptoms.

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This literature review addresses late-onset fistulas between the vaginal vault after total hysterectomy and the abdominal cavity, reporting four previously described cases and adding a new case. The included literature and case describe delayed genital bleeding mimicking cyclic menses after years following total hysterectomy, with endometriosis proposed as the mechanism, including ovarian endometrioma and probable peritoneal–vaginal fistulization; the case used MRI findings and subsequent dienogest treatment, with gradual endometrioma volume reduction and cessation of bleeding after about two years. The authors note that such complications are extremely rare and emphasize that iatrogenic implantation of endometrial tissue should be considered in the differential diagnosis once other causes are excluded, though the rarity limits generalizability. This paper is centrally about endometriosis — it reviews and reports delayed vaginal vault–abdominal fistula following hysterectomy attributed to endometriosis-related endometrioma and bleeding.

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Abstract

INTRODUCAO : A histerectomia total e a cirurgia realizada por via abdominal e/ou vaginal, que remove a totalidade uterina, culmina com a fixacao e sintese total da cupula vaginal com os ligamentos uterinos. Sangramentos irregulares ou ciclicos semelhantes a fluxos menstruais, nestas pacientes histerectomizadas sao raros e associados a endometriose com implantes e/ou fistulizacoes peritoniais na cupula vaginal, com subsequente eliminacao sanguinea pela vulva. A literatura tem poucos casos citados. OBJETIVO : Realiza-se a revisao de literatura pertinente de fistula tardia entre a cupula vaginal pos-histerectomia total e a cavidade abdominal, com 4 casos descritos, aos quais associa-se o relato atual. RELATO : paciente 44 anos, histerectomia total ha 07 anos (mioma uterino), sangramento genital tardio simulando perdas menstruais, apos 02 anos de cirurgia. RNM de 2017 identificou volumoso endometrioma ovariano E (641,6 cm3), com provavel fistulizacao peritonio-vaginal. Em 2018 apos tentativas frustradas: cirurgica, em virtude de multiplas aderencias pelvicas e de contraceptivos orais, optou-se idealmente por ser medicada com dienogeste. Em 2019 observa-se gradual reducao volumetrica do endometrioma (volume = 143 cm3), e a interrupcao dos sangramentos genitais ha 60 dias. O caso continua em acompanhamento. DISCUSSAO : A endometriose e doenca cronica, em cerca de 10% das mulheres entre sua menarca e a menopausa e apresenta etiologia e patogenese ainda controversas. O tratamento clinico compreende o uso de progestagenos como o acetato de medroxiprogesterona, noretindrona, dienogeste, sistema intrauterino com levonorgestrel e/ou analogos agonistas do GnRH. Muito embora as complicacoes analisadas sejam extremamente raras, a implantacao iatrogenica de tecido endometrial, deva ser considerada no diagnostico diferencial, de quadros hemorragicos tardios em pacientes que tenham sido histerectomizadas, quando outros diagnosticos tenham sido excluidos. Em outro raciocinio, em virtude da natureza destas lesoes poderem ter alta e significante recorrencia, o tratamento preferencial como qualquer endometriose extra pelvica, e a sua remocao cirurgica. CONCLUSAO : Apresentou-se este relato de caso pela sua extrema raridade, a valorizacao da queixa dolorosa pelvica associando-se aos sangramentos genitais periodicos sugerindo conteudos menstruais, a grande dimensao do endometrioma ovariano, e, tambem, a conducao do caso voltado para o acompanhamento direcionado a sua real patologia.
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Fístula tardia entre cúpula vaginal pós-histerectomia total e cavidade abdominal: revisão de literatura Palavras-chave: endometriose, sangramento, fístulaResumo INTRODUÇÃO: A histerectomia total é a cirurgia realizada por via abdominal e/ou vaginal, que remove a totalidade uterina, culmina com a fixação e síntese total da cúpula vaginal com os ligamentos uterinos. Sangramentos irregulares ou cíclicos semelhantes a fluxos menstruais, nestas pacientes histerectomizadas são raros e associados a endometriose com implantes e/ou fistulizações peritoniais na cúpula vaginal, com subsequente eliminação sanguínea pela vulva. A literatura tem poucos casos citados. OBJETIVO: Realiza-se a revisão de literatura pertinente de fístula tardia entre a cúpula vaginal pós-histerectomia total e a cavidade abdominal, com 4 casos descritos, aos quais associa-se o relato atual. RELATO: paciente 44 anos, histerectomia total há 07 anos (mioma uterino), sangramento genital tardio simulando perdas menstruais, após 02 anos de cirurgia. RNM de 2017 identificou volumoso endometrioma ovariano E (641,6 cm3), com provável fistulização peritônio-vaginal. Em 2018 após tentativas frustradas: cirúrgica, em virtude de múltiplas aderências pélvicas e de contraceptivos orais, optou-se idealmente por ser medicada com dienogeste. Em 2019 observa-se gradual redução volumétrica do endometrioma (volume = 143 cm3), e a interrupção dos sangramentos genitais há 60 dias. O caso continua em acompanhamento. DISCUSSÃO: A endometriose é doença crônica, em cerca de 10% das mulheres entre sua menarca e a menopausa e apresenta etiologia e patogênese ainda controversas. O tratamento clínico compreende o uso de progestágenos como o acetato de medroxiprogesterona, noretindrona, dienogeste, sistema intrauterino com levonorgestrel e/ou análogos agonistas do GnRH. Muito embora as complicações analisadas sejam extremamente raras, a implantação iatrogênica de tecido endometrial, deva ser considerada no diagnóstico diferencial, de quadros hemorrágicos tardios em pacientes que tenham sido histerectomizadas, quando outros diagnósticos tenham sido excluídos. Em outro raciocínio, em virtude da natureza destas lesões poderem ter alta e significante recorrência, o tratamento preferencial como qualquer endometriose extra pélvica, é a sua remoção cirúrgica. CONCLUSÃO: Apresentou-se este relato de caso pela sua extrema raridade, à valorização da queixa dolorosa pélvica associando-se aos sangramentos genitais periódicos sugerindo conteúdos menstruais, à grande dimensão do endometrioma ovariano, e, também, à condução do caso voltado para o acompanhamento direcionado a sua real patologia.Downloads Publicado Como Citar Edição Seção Licença Os autores no momento da submissão transferem os direitos autorais, assim, os manuscritos publicados passam a ser propriedade da revista. O conteúdo do periódico está licenciado sob uma Licença Creative Commons 4.0, esta licença permite o livre acesso imediato ao trabalho e que qualquer usuário leia, baixe, copie, distribua, imprima, pesquise ou vincule aos textos completos dos artigos, rastreando-os para indexação, passá-los como dados para o software, ou usá-los para qualquer outra finalidade legal.

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