Dispareunia profunda 1 ano após cirurgia minimamente invasiva de endometriose
dissertation
OA: green
CC0
Abstract
A endometriose é uma doença crônica associada à dor pélvica e infertilidade, que afeta a vida das mulheres em diversos aspectos como as relações sociais, sexualidade e saúde mental. O tratamento cirúrgico pode auxiliar no tratamento de diferentes tipos de dores relacionadas à endometriose, mas as consequências do procedimento em mulheres que não apresentavam dor antes da cirurgia normalmente não são reportadas. Este estudo observacional multidisciplinar do tipo série de casos avaliou 195 casos consecutivos de mulheres sexualmente ativas que foram submetidas a cirurgia de endometriose para infertilidade ou dor persistente em uma instituição privada especializada em cirurgia minimamente invasiva. O objetivo do estudo foi avaliar as alterações na dispareunia profunda um ano após cirurgia minimamente invasiva para endometriose. De um total de 259 mulheres elegidas para o estudo, 195 atenderam aos critérios de inclusão/exclusão e completaram o acompanhamento clínico de 12 meses após a cirurgia. Usando uma escala verbal numérica (EVN) de 11 pontos (0-10), as mulheres foram agrupadas de acordo com a intensidade da dispareunia profunda relatada antes da cirurgia: AUSENTE (EVN = 0), LEVE (1 ≤ EVN ≤ 3), MODERADA (4 ≤ EVN ≤ 6), e INTENSA (EVN ≥ 7). Em uma análise inicial, houve melhora significativa após 1 ano e quase metade das mulheres com dispareunia profunda (NRS>0) tornou se livre deste sintoma (NRS=0). No grupo AUSENTE (N=87), 11 mulheres reportaram dispareunia profunda 6 meses após a cirurgia, mas apenas 1 persistiu com esse sintoma no seguimento de 1 ano, condição denominada Dispareunia Profunda De Novo. Nos grupos MODERADA (N=41) e INTENSA, a melhora da dispareunia profunda 12 meses após a cirurgia foi significativa (P7) ser beneficiada pela cirurgia com diminuição do escore ≥ 3 pontos é de 82,2% (IC95%: 72,4-92,0), enquanto o risco de uma mulher sem dispareunia profunda (EVN=0) permanecer sem este sintoma após a cirurgia é de 70,1% (IC95%: 60,3-79,2). Uma análise detalhada dos casos com desfechos desfavoráveis permitiu identificar que o desenvolvimento da dispareunia profunda nos primeiros 6 meses após a cirurgia pode estar relacionado à manipulação cirúrgica do septo retovaginal e vagina, o que não foi comum nos casos que desenvolveram dispareunia profunda 12 meses após a cirurgia.
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Source provenance
- openalex
- last seen: 2026-06-10T17:14:06.276822+00:00
License: CC0
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