“CIDADANIA CARCERÁRIA” E AÇÃO COLETIVA DOS SOBREVIVENTES DO CÁRCERE: MOBILIZAÇÃO POLÍTICA E PRODUÇÃO DE SENTIDO PÓS ENCARCERAMENTO EM SÃO PAULO

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O presente artigo analisa como mulheres sobreviventes do cárcere em São Paulo transformam experiências individuais de encarceramento em práticas coletivas de resistência e produção de sentido político. Partindo do conceito de cidadania carcerária (Miller & Stuart, 2017), originalmente formulado no contexto estadunidense, o texto propõe um deslocamento analítico situado, explorando seus limites e potencialidades para compreender as dinâmicas brasileiras de punição, exclusão e mobilização política, marcadas por profundas desigualdades raciais, de gênero e de classe. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa e multimétodos, combinando etnografia, observação participante e análise de narrativas biográficas públicas de cinco ativistas: Tempestade, Camila Felizardo, Helen Baum, Mary Jello e Iyá Batia de Oxum. Suas trajetórias, articuladas a coletivos de sobreviventes do cárcere, como a Por Nós, o Coletivo Memórias Carandiru e a Primeira Frente de Sobreviventes do Cárcere, revelam disputas narrativas, reivindicações por reconhecimento e incidência sobre políticas públicas. Argumenta-se que, em São Paulo, a cidadania carcerária assume contornos paradoxais: ao mesmo tempo em que reproduz exclusões, abre espaço para a emergência de práticas insurgentes, nas quais sobreviventes do cárcere constroem saberes situados, disputam narrativas e incidem sobre as políticas públicas e penais  tensionando os limites da cidadania no Brasil contemporâneo.
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“CIDADANIA CARCERÁRIA” E AÇÃO COLETIVA DOS SOBREVIVENTES DO CÁRCERE: MOBILIZAÇÃO POLÍTICA E PRODUÇÃO DE SENTIDO PÓS ENCARCERAMENTO EM SÃO PAULO | SciELO Preprints window.dataLayer = window.dataLayer || []; function gtag(){dataLayer.push(arguments);} gtag('js', new Date()); gtag('config', 'G-3TT8HYRH0Y'); Open Menu Registrar-se Acesso English Español Ir para o conteúdo principal Ir para o menu de navegação principal Ir para o rodapé Preprints Submissão Áreas do Conhecimento Ciências Agrárias Ciências Biológicas Ciências da Saúde Ciências Exatas e da Terra Ciências Humanas Ciências Sociais Aplicadas Engenharias Linguística, letras e artes Educação em Revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz 47º Encontro Anual da ANPOCS 48º Encontro Anual da ANPOCS 49º Encontro Anual da ANPOCS Sobre Sobre o Servidor Declaração de Privacidade Atualizações do Sistema Contato FAQ Ética no SciELO Preprints Avaliação de preprints Anotações em preprints (via Hypothesis) Avalie um preprint Notícias Início / Ciências Humanas Preprint / Versão 1 “CIDADANIA CARCERÁRIA” E AÇÃO COLETIVA DOS SOBREVIVENTES DO CÁRCERE: MOBILIZAÇÃO POLÍTICA E PRODUÇÃO DE SENTIDO PÓS ENCARCERAMENTO EM SÃO PAULO article.authors6a0c477723446 Rosangela Teixeira Gonçalves Universidade de São Paulo image/svg+xml https://orcid.org/0000-0002-7685-4307 Conceptualization Investigation Methodology Writing – Original Draft Preparation Writing – Review & Editing Formal Analysis Supervision DOI: https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15708 Palavras-chave: Cidadania carcerária, Sobreviventes do cárcere, Pós-Encarceramento Resumo O presente artigo analisa como mulheres sobreviventes do cárcere em São Paulo transformam experiências individuais de encarceramento em práticas coletivas de resistência e produção de sentido político. Partindo do conceito de cidadania carcerária (Miller & Stuart, 2017), originalmente formulado no contexto estadunidense, o texto propõe um deslocamento analítico situado, explorando seus limites e potencialidades para compreender as dinâmicas brasileiras de punição, exclusão e mobilização política, marcadas por profundas desigualdades raciais, de gênero e de classe. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa e multimétodos, combinando etnografia, observação participante e análise de narrativas biográficas públicas de cinco ativistas: Tempestade, Camila Felizardo, Helen Baum, Mary Jello e Iyá Batia de Oxum. Suas trajetórias, articuladas a coletivos de sobreviventes do cárcere, como a Por Nós, o Coletivo Memórias Carandiru e a Primeira Frente de Sobreviventes do Cárcere, revelam disputas narrativas, reivindicações por reconhecimento e incidência sobre políticas públicas. Argumenta-se que, em São Paulo, a cidadania carcerária assume contornos paradoxais: ao mesmo tempo em que reproduz exclusões, abre espaço para a emergência de práticas insurgentes, nas quais sobreviventes do cárcere constroem saberes situados, disputam narrativas e incidem sobre as políticas públicas e penais tensionando os limites da cidadania no Brasil contemporâneo. Downloads Os dados de download ainda não estão disponíveis. Biografia do Autor Rosangela Teixeira Gonçalves, Universidade de São Paulo É pesquisadora de Pós-doutorado do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP). Doutora em Ciências Humanas e Sociais pela Universidade Federal do ABC (UFABC). Possui graduação em Ciências Sociais, bacharelado e licenciatura plena (2011) e mestrado em Ciências Sociais (2015) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), campus de Marília. Integra a Rede Mujeres en Seguridad y Defensa en Latinoamérica y el Caribe (Amassuru), articulação internacional de pesquisadoras sobre segurança, defesa e gênero na América Latina. Possui experiência acadêmica nas Ciências Sociais, com ênfase em Sociologia da Violência e Segurança, dedicando-se principalmente aos temas relativos ao sistema prisional, punição, gênero e políticas de segurança pública. PDF Postado 02/04/2026 Como Citar “CIDADANIA CARCERÁRIA” E AÇÃO COLETIVA DOS SOBREVIVENTES DO CÁRCERE: MOBILIZAÇÃO POLÍTICA E PRODUÇÃO DE SENTIDO PÓS ENCARCERAMENTO EM SÃO PAULO. (2026). Em SciELO Preprints . https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15708 Formatos de Citação ACM ACS APA ABNT Chicago Harvard IEEE MLA Turabian Vancouver Baixar Citação Endnote/Zotero/Mendeley (RIS) BibTeX Série Ciências Humanas Copyright (c) 2026 Rosangela Teixeira Gonçalves Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License . .citations-container { overflow-y: auto; overflow-x: hidden; max-height: 1000px; } Plaudit Declaração de dados Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito Aviso de preprints Preprints são manuscritos não avaliados por um periódico científico ou já avaliados mas em processo de publicação. .block_announcements_article:not(:last-child) { padding-bottom: 1.5em; border-bottom: 1px solid; } .block_announcements_article { text-align: left; } .block_announcements #show-all{ font-style: italic; } Notícias SciELO Preprints adota obrigatoriedade de declaração de disponibilização de dados de pesquisa 19 agosto 2025 A partir de 1º de setembro de 2025 os manuscritos submetidos ao SciELO Preprints devem incluir uma declaração de disponibilidade de dados informando sobre onde e como os dados da pesquisa que deram origem ao artigo podem ser acessados. 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