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ANAIS DO III CONGRESSO LUSO-BRASILEIRO DE SAÚDE COLETIVA (ON-LINE) –
RESUMOS SIMPLES
164
A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO DA ENDOMETRIOSE INTESTINAL: UM RELATO
DE CASO
Vanêssa Araújo Jacobina Brito1; Matheus Jacobina Brito Passos2.
DOI: 10.47094/IIICOLUBRASC.2025/RS/7
RESUMO
Introdução: A endometriose acomete cerca de 15% das mulheres entre 25-45 anos, numa
estimativa de mais de 6 milhões de brasileiras. Cerca de 5% a 37% das pacientes com
endometriose têm endometriose intestinal. Ela acontece quando células do endométrio se
desenvolvem na cavidade peritoneal, e implantam-se em outros órgãos. Exames específicos
para a pesquisa de endometriose são ressonância magnética e ultrassonografia com preparo
intestinal. Objetivo: Relatar o caso de uma paciente atendida por gastroenterologista. com
endometriose intestinal. Metodologia: As informações relatadas foram obtidas por revisão
de prontuário de uma paciente com endometriose intestinal, revisão de dados do Pubmed
e revistas médicas- Febrasgo e BJIHS. Resultados: Paciente de 28 anos, com diarréia
recorrente há dois meses, dor e distensão abdominal. Em última crise, apresentou fezes com
muco e sangue. Ao exame, apresentou-se eutrófica, eupneica e afebril. Abdome distendido,
sem sinal de irritação peritonial. Foram orientados analgésicos, probiótico e investigação
diagnóstica. Retorna uma semana após com resultados: hemograma, ferro, ferritina, glicemia,
função hepática e renal, normais; anticorpo antitransglutaminase Iga negativo. Colonoscopia
evidenciou cólon esquerdo aderido e com relevo mucoso sugerindo endometriose. O
exame foi interrompido a 35cm da borda anal pelo risco de perfuração. Exame patológico
mostrou mucosa de intestino grosso com alterações glandulares regenerativas, foco de
fibrose e congestão em lâmina própria, agregados linfóides. Ressonância pélvica mostrou
tecido endometriótico retro cervical uterino e em origem do ligamento uterossacro esquerdo
com processo aderencial infiltrativo sobre o sigmóide e diminuto endometrioma ovariano
esquerdo. Foi encaminhada para acompanhamento ginecológico. A forma gastrointestinal
da endometriose apresenta distensão e dor abdominal, constipação/diarréia, hematoquezia
cíclica. O reto e o sigmóide são os segmentos mais afetados, particularmente a região mais
próxima à parte posterior do útero e ao fundo da vagina. Complicações mais comuns são
sangramentos, aderências pélvicas e obstrução intestinal. Para casos mais leves, terapias
hormonais ajudam na remissão da doença, mas casos mais graves demandam tratamento
cirúrgico. Conclusão: A endometriose intestinal deve ser considerada como etiologia
em mulheres com queixas gastrointestinais, pois quando diagnosticada e submetida a
tratamento, suas complicações podem ser evitadas e a qualidade de vida reestabelecida
nas pacientes portadoras desta patologia.
PALAVRAS-CHAVE: Endométrio. Diarreia. Mulheres.
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