O IMPACTO DO TRATAMENTO COM NEUROMODULADORES NA ENDOMETRIOSE

In: Revista ft · 2024 · vol. 29(140) , pp. 40–41 · doi:10.69849/revistaft/ni10202411102140 · W4404214864
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Abstract

A endometriose é uma condição ginecológica que afeta uma significativa proporção de mulheres em idade reprodutiva, caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina. Essa patologia está associada a sintomas debilitantes, como dor pélvica crônica, dismenorreia e infertilidade, o que impacta negativamente a qualidade de vida das pacientes. O tratamento da endometriose é complexo e envolve diversas abordagens, entre elas o uso de neuromoduladores, que têm se mostrado promissores no manejo da dor crônica. O presente trabalho busca explorar o impacto desses medicamentos na redução da dor associada à endometriose. Os neuromoduladores, incluindo antidepressivos como a amitriptilina e anticonvulsivantes como a gabapentina, atuam no sistema nervoso central e interferem na percepção da dor. Estudos demonstram que a amitriptilina é eficaz na redução da dor pélvica, provavelmente devido à sua ação nos neurotransmissores serotonina e noradrenalina. A gabapentina também apresentou resultados positivos na diminuição da dor em mulheres com endometriose. Embora esses medicamentos ofereçam benefícios, a presença de efeitos colaterais, como sonolência e ganho de peso, pode comprometer a adesão ao tratamento. Portanto, a monitorização cuidadosa e a educação das pacientes são fundamentais para maximizar os resultados. Além disso, a combinação de neuromoduladores com hormonioterapia tem mostrado potencial em melhorar o controle da dor e a qualidade de vida das pacientes, propondo uma abordagem integrada e multidisciplinar no manejo da endometriose. Os neuromoduladores representam uma opção terapêutica eficaz no tratamento da dor crônica associada à endometriose, embora mais pesquisas sejam necessárias para otimizar essas estratégias e estabelecer diretrizes claras.

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