ASPECTOS CLÍNICOS E ANATOMOPATOLÓGICOS DA ENDOMETRIOSE EXTRAPÉLVICA: UMA REVISÃO DE LITERATURA

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Extrapelvic endometriosis, a rare condition affecting 12% of cases, manifests clinically and anatomopathologically based on implant location, commonly in the GI and urinary tracts, but also including rare sites like the spleen and abdominal wall.

One-sentence paraphrase of the abstract; not a substitute for reading it. No clinical advice. How this works

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This integrative review examined the clinical and anatomopathological features and locations of extrapelvic endometriosis implants using searches in LILACS and PubMed for studies in Portuguese/Spanish/English published from 2020 to 2025, ultimately including 5 studies after an initial 16. It reports that extrapelvic endometriosis is uncommon (12% of cases) and can involve structures such as nerves and lung parenchyma, with the most frequent sites being the gastrointestinal tract and the urinary system, while clinical and histological findings vary by location. Case reports described sites including the umbilicus, bladder, spleen, and abdominal wall endometriosis, with variable symptoms (e.g., umbilical nodules with possible cyclical bleeding; abdominal wall pain intensified during menses; bladder symptoms such as dysmenorrhea, dysuria, and dyspareunia) and histology showing functional endometrial tissue with glands, stroma, hemorrhage, and hemossiderin. The review notes the limitation of scarce evidence and small sample size, and emphasizes that malignant transformation can occur—especially in the ovary and rarely in the abdominal wall—requiring ongoing monitoring. This paper is centrally about endometriosis — it focuses specifically on the clinical and anatomopathological aspects of extrapelvic endometriotic implants.

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Abstract

INTRODUÇÃO: A endometriose é uma condição médica caracterizada pelo crescimento de tecido endometrial funcional fora da cavidade uterina, geralmente na cavidade pélvica. OBJETIVOS: Analisar os aspectos clínicos e anatomopatológicos de implantes endometrióticos extrapélvicos, bem como suas localizações, por meio de uma revisão integrativa da literatura. METODOLOGIA: A pesquisa foi conduzida nas bases de dados LILACS e PubMed, utilizando os descritores “Endometriosis”, “Implants” e “Pathology, Clinical”, além de seus equivalentes em português e espanhol. Incluíram-se estudos observacionais e clínicos publicados entre 2020 e 2025 disponíveis nesses idiomas. Após a seleção inicial de 16 artigos, 5 atenderam aos critérios definitivos. RESULTADOS: A endometriose extrapélvica é rara, representando 12% dos casos, e caracteriza-se pela presença de tecido endometrial funcional fora da cavidade pélvica. Acomete estruturas como nervos e parênquima pulmonar, sendo mais frequente no trato gastrointestinal e sistema urinário. Os achados anatomopatológicos e clínicos variam conforme a localização das lesões. No levantamento bibliográfico, relatos de caso descreveram diferentes locais de implantes endometrióticos: umbigo, bexiga, baço e dois casos de endometriose de parede abdominal. A endometriose umbilical pode ser assintomática ou manifestar um nódulo escuro, edemaciado e doloroso, que ocasionalmente sangra durante a menstruação. Histologicamente, observa-se proliferação dérmica de tecido endometrial funcional, com glândulas tubulares revestidas por células colunares pseudoestratificadas, além de áreas de hemorragia e hemossiderina. A endometriose de parede abdominal apresenta dor periódica que se intensifica na menstruação. Já a endometriose da bexiga, embora acometa um órgão pélvico, é considerada também uma doença extrapélvica e manifesta-se com dismenorreia, disúria e dispareunia. Enquanto a endometriose esplênica, mais rara, causa dor abdominal no quadrante superior com náuseas e vômitos. Histologicamente, há múltiplas estruturas císticas com glândulas endometriais e estroma circundante. Destaca-se, ainda, a possibilidade de transformação maligna, especialmente no ovário e raramente na parede abdominal. Os subtipos mais comuns incluem carcinoma endometrioide e sarcoma, enquanto o carcinoma de células claras é o menos prevalente. CONCLUSÃO: A endometriose extrapélvica manifesta-se conforme a localização dos implantes, com sintomas semelhantes nas formas comuns e atípicos nos casos raros. Anatomopatologicamente, nota-se tecido endometrial ectópico com glândulas, estroma e hemossiderina, frequentemente associado a inflamação crônica. Embora rara, a transformação maligna exige monitoramento contínuo. Assim, a compreensão dos aspectos clínicos e histológicos é essencial, tornando necessárias pesquisas mais abrangentes, pois, apesar das limitações amostrais, os estudos disponíveis ainda são escassos, considerando a relevância do tema. PALAVRAS-CHAVE: Endometriose, Implantes, Patologia Clínica.
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ASPECTOS CLÍNICOS E ANATOMOPATOLÓGICOS DA ENDOMETRIOSE EXTRAPÉLVICA: UMA REVISÃO DE LITERATURA Description INTRODUÇÃO: A endometriose é uma condição médica caracterizada pelo crescimento de tecido endometrial funcional fora da cavidade uterina, geralmente na cavidade pélvica. OBJETIVOS: Analisar os aspectos clínicos e anatomopatológicos de implantes endometrióticos extrapélvicos, bem como suas localizações, por meio de uma revisão integrativa da literatura. METODOLOGIA: A pesquisa foi conduzida nas bases de dados LILACS e PubMed, utilizando os descritores “Endometriosis”, “Implants” e “Pathology, Clinical”, além de seus equivalentes em português e espanhol. Incluíram-se estudos observacionais e clínicos publicados entre 2020 e 2025 disponíveis nesses idiomas. Após a seleção inicial de 16 artigos, 5 atenderam aos critérios definitivos. RESULTADOS: A endometriose extrapélvica é rara, representando 12% dos casos, e caracteriza-se pela presença de tecido endometrial funcional fora da cavidade pélvica. Acomete estruturas como nervos e parênquima pulmonar, sendo mais frequente no trato gastrointestinal e sistema urinário. Os achados anatomopatológicos e clínicos variam conforme a localização das lesões. No levantamento bibliográfico, relatos de caso descreveram diferentes locais de implantes endometrióticos: umbigo, bexiga, baço e dois casos de endometriose de parede abdominal. A endometriose umbilical pode ser assintomática ou manifestar um nódulo escuro, edemaciado e doloroso, que ocasionalmente sangra durante a menstruação. Histologicamente, observa-se proliferação dérmica de tecido endometrial funcional, com glândulas tubulares revestidas por células colunares pseudoestratificadas, além de áreas de hemorragia e hemossiderina. A endometriose de parede abdominal apresenta dor periódica que se intensifica na menstruação. Já a endometriose da bexiga, embora acometa um órgão pélvico, é considerada também uma doença extrapélvica e manifesta-se com dismenorreia, disúria e dispareunia. Enquanto a endometriose esplênica, mais rara, causa dor abdominal no quadrante superior com náuseas e vômitos. Histologicamente, há múltiplas estruturas císticas com glândulas endometriais e estroma circundante. Destaca-se, ainda, a possibilidade de transformação maligna, especialmente no ovário e raramente na parede abdominal. Os subtipos mais comuns incluem carcinoma endometrioide e sarcoma, enquanto o carcinoma de células claras é o menos prevalente. CONCLUSÃO: A endometriose extrapélvica manifesta-se conforme a localização dos implantes, com sintomas semelhantes nas formas comuns e atípicos nos casos raros. Anatomopatologicamente, nota-se tecido endometrial ectópico com glândulas, estroma e hemossiderina, frequentemente associado a inflamação crônica. Embora rara, a transformação maligna exige monitoramento contínuo. Assim, a compreensão dos aspectos clínicos e histológicos é essencial, tornando necessárias pesquisas mais abrangentes, pois, apesar das limitações amostrais, os estudos disponíveis ainda são escassos, considerando a relevância do tema. PALAVRAS-CHAVE: Endometriose, Implantes, Patologia Clínica. Files COMABI_RESUMO 48.pdf Files (253.2 kB) | Name | Size | Download all | |---|---|---| | md5:f8f73c0bc8d3ad0dddc4875f887c31b2 | 253.2 kB | Preview Download |

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