Impactos da Endometriose em paciente com útero didelfo associada à puberdade precoce: relato de caso

In: Brazilian Journal of Health Review · 2023 · vol. 6(6) , pp. 27478–27488 · doi:10.34119/bjhrv6n6-075 · W4388698317
article OA: diamond CC0
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This case report describes a pre-menarcheal patient with a didelphys uterus and precocious puberty who was diagnosed with and surgically treated for endometriosis.

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This case report describes the diagnosis of endometriosis in an 8-year-old schoolgirl with precocious puberty, presenting with menarche-associated metrorrhagia and severe premenstrual abdominal and lumbar pain that required repeated emergency analgesics and partially improved with intravenous scopolamine. Pelvic ultrasound suggested an endometrioma, and MRI further characterized uterine didelfus with hematometra, a right unilocular ovarian cyst, and left hydrosalpinx; diagnostic videohysteroscopy failed due to uterine bifurcation, and exploratory laparotomy was performed with drainage of left-sided hematometra and lysis of left tubal adhesions, after which dismenorrhea improved. In the same year, the patient later developed polymenorrhea with shorter cycles and increased menstrual flow, for which an oral contraceptive was prescribed to improve symptoms. The paper’s key caveat is that it is a single-patient report without generalizable diagnostic or treatment comparisons. This paper is centrally about endometriosis — it uses a pediatric uterine didelfus case with precocious puberty to illustrate diagnostic imaging and surgical management in severe pelvic pain.

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Abstract

A endometriose é caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, representando cerca de 10% de mulheres em menacme. Nesse sentido, este relato de caso objetiva descrever o diagnóstico de endometriose em uma escolar com a anormalidade mulleriana. Relato de caso: Paciente KPDS, sexo feminino, apresentou, aos 8 anos, menarca associada a metrorragia, dor abdominal e lombar pré-menstrual de forte intensidade, relatando recorrentes idas ao pronto-atendimento para administração de analgésicos e escopolamina endovenosos com melhora parcial. Paciente apresenta fluxo menstrual de 7 dias com presença de coágulos e uso de 20 absorventes por dia, associado a absenteísmo escolar de 2 dias. Paciente manteve quadro de metrorragia por 2 anos. Foi realizada ultrassonografia pélvica, que mostrou imagem sugestiva de endometrioma. Realizou ainda a ressonância nuclear magnética, que mostrou útero didelfo, hematometra em cavidade endocervical esquerda, cisto unilocular em ovário direito com maior eixo 4,3 cm e hidrossalpinge de tuba uterina esquerda. No mesmo ano, foi indicado uma videohisteroscopia diagnóstica, não sendo bem-sucedida devido à bifurcação uterina. O procedimento foi convertido em laparotomia exploratória onde foi drenado hematometra em hemiútero esquerdo e descolamento de aderências tubárias esquerdas. No pós-operatório, paciente evoluiu com remissão da dismenorreia. Em dezembro de 2022, evoluiu com polimenorreia, encurtamentos dos ciclos menstruais e aumento do fluxo menstrual, sendo prescrito anticoncepcional oral para melhora do quadro clínico. Discussão: Dismenorreia e dor pélvica refratárias ao uso de AINES levantam suspeição de endometriose, sendo os exames complementares de imagem indicados e, posteriormente, a laparoscopia é considerada, visando à excisão de focos de tecidos extra-uterinos. A presença de anormalidades congênitas do sistema reprodutor é rara em pacientes com endometriose, porém é um fator predisponente de dismenorreia. A paciente em questão necessitou de intervenção cirúrgica com o objetivo de visualizar aderências e corrigi-las. A faixa etária pediátrica, por ser um raro achado, merece exames de imagem para detecção de comorbidades e conduta intervencionista em razão do prejuízo da qualidade de vida relacionado à dor pélvica intensa. Conclusão: A endometriose é um achado raro na faixa etária pediátrica, devendo ser tratada com intervenção cirúrgica se refratária à medicação. Deve-se, ainda, suspeitar de más formações genitais e fornecer orientações gerais sobre possíveis recorrências no decorrer do período reprodutivo.
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Impactos da Endometriose em paciente com útero didelfo associada à puberdade precoce: relato de caso DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv6n6-075Keywords: Endometriose, anormalidades congênitas, puberdade precoce, dismenorreia, dor pélvicaAbstract A endometriose é caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, representando cerca de 10% de mulheres em menacme. Nesse sentido, este relato de caso objetiva descrever o diagnóstico de endometriose em uma escolar com a anormalidade mulleriana. Relato de caso: Paciente KPDS, sexo feminino, apresentou, aos 8 anos, menarca associada a metrorragia, dor abdominal e lombar pré-menstrual de forte intensidade, relatando recorrentes idas ao pronto-atendimento para administração de analgésicos e escopolamina endovenosos com melhora parcial. Paciente apresenta fluxo menstrual de 7 dias com presença de coágulos e uso de 20 absorventes por dia, associado a absenteísmo escolar de 2 dias. Paciente manteve quadro de metrorragia por 2 anos. Foi realizada ultrassonografia pélvica, que mostrou imagem sugestiva de endometrioma. Realizou ainda a ressonância nuclear magnética, que mostrou útero didelfo, hematometra em cavidade endocervical esquerda, cisto unilocular em ovário direito com maior eixo 4,3 cm e hidrossalpinge de tuba uterina esquerda. No mesmo ano, foi indicado uma videohisteroscopia diagnóstica, não sendo bem-sucedida devido à bifurcação uterina. O procedimento foi convertido em laparotomia exploratória onde foi drenado hematometra em hemiútero esquerdo e descolamento de aderências tubárias esquerdas. No pós-operatório, paciente evoluiu com remissão da dismenorreia. Em dezembro de 2022, evoluiu com polimenorreia, encurtamentos dos ciclos menstruais e aumento do fluxo menstrual, sendo prescrito anticoncepcional oral para melhora do quadro clínico. Discussão: Dismenorreia e dor pélvica refratárias ao uso de AINES levantam suspeição de endometriose, sendo os exames complementares de imagem indicados e, posteriormente, a laparoscopia é considerada, visando à excisão de focos de tecidos extra-uterinos. A presença de anormalidades congênitas do sistema reprodutor é rara em pacientes com endometriose, porém é um fator predisponente de dismenorreia. A paciente em questão necessitou de intervenção cirúrgica com o objetivo de visualizar aderências e corrigi-las. A faixa etária pediátrica, por ser um raro achado, merece exames de imagem para detecção de comorbidades e conduta intervencionista em razão do prejuízo da qualidade de vida relacionado à dor pélvica intensa. Conclusão: A endometriose é um achado raro na faixa etária pediátrica, devendo ser tratada com intervenção cirúrgica se refratária à medicação. Deve-se, ainda, suspeitar de más formações genitais e fornecer orientações gerais sobre possíveis recorrências no decorrer do período reprodutivo. References AS-SANIE, Sawsan; SHIM, Jessica. Endometriosis in adolescents: Diagnosis and treatment. UpToDate, [s. l.], 19 abr. 2023. Disponível em: https://www.uptodate.com/contents/endometriosis-in-adolescents-diagnosis-kand-treatment. Acesso em: 30 maio 2023. CROWLEY, Clare Margaret; BOTROS, Karim; HEGAZY, Ibrahim Fawzy; O‘DONNELL, Edward. Uterine didelphys: diagnosis, management and pregnancy outcome. BMJ case reports, [s. l.], p. 1-4, 29 de mar 2021. DOI https://doi.org/10.1136/bcr-2021-242233. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC8009243/ DA COSTA, Rafael Emídio Da Costa; NETO, Francisco Caetano Rosa Neto; COSTA, Camila Luz Costa; TEIXEIRA, João Paulo Cavalcante Roriz; CINTRA, Thais Reggiani; DE SOUZA, Izabela Luíza de Azevedo; GOMES, Demétrio Antônio Gonçalves da Silva. 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