ENDOMETRIOSE INFILTRATIVA PÉLVICA: CONCEITOS ATUAIS E
ACHADOS À RESSONÂNCIA MAGNÉTICA
Pelvic Infiltrative Endometriosis: Current Concepts and Findings on Magnetic
Resonance Imaging
Geilly Carvalho Costa Santos
Graduando em Medicina pela Universidade de Rio Verde (UniRV)
Email:
[email protected]
Isabella Torres Furbino Malafaia
Graduando em Medicina pela Universidade de Rio Verde (UniRV)
Email:
[email protected]
Ivair Antônio Freitas Guimarães Júnior
Graduando em Medicina pela Universidade de Rio Verde (UniRV)
Email:
[email protected]
RESUMO
Introdução: A endometriose é uma condição ginecológica caracterizada pela presença de
tecido endometrial fora do útero, que afeta principalmente os ovários e os ligamentos útero -
sacros. Atualmente, o diagnóstico da endometriose é pautado preferencialmente em abordagens
não invasivas, com destaque a história clínica, resposta terapêutica e exames de imagem para
identificação de possíveis lesões endometrióticas. A ressonância magnética (RM) se destaca na
identificação dessa condição, especialmente na endometriose infiltrativa profunda. Objetivos:
Este estudo tem o intuito de destacar as vantagens e os desafios do uso da ressonância magnética
no diagnóstico e manejo da endometriose infiltrativa profunda. Metodologia: Revisão
bibliográfica integrativa em que a busca ativa para o estudo foi realizada nas bases de dados
Scielo, Pubmed e Google Acadêmico a partir dos descritores: Endometriose Pélvica,
Endometriose Infiltrativa Profunda e Ressonância Magnética. Resultados e discussão: A
endometriose é uma doença crônica que tem como sintomatologia mais comuns a dispareunia,
dismenorreia, dor pélvica crônica e até mesmo a infertilidade. O diagnóstico precoce é
fundamental para melhora da qualidade de vida das pacientes, sendo os exames de imagem
ferramentas essenciais. Segundo a Teoria da Implantação ou Mestastática de Sampson, a
endometriose ocorre devido a um refluxo de tecido endometrial, que ocorre durante a
menstruação, através das tubas uterinas. De acordo com a localização anatômica acometida,
pode-se dividir a endometriose em três subtipos: endometriose superficial, com acometimento
de ovários e peritônio; endometrioma, com cistos ovarianos nas profundidades das gônadas;
endometriose profunda ou infiltrativa, com lesões nodulares e infiltração peritoneal maior qu e
5mm acometendo, mais comumente, septo retovaginal, reto, bexiga, ligamentos uterinos e
vagina. Dentre os exames de imagem disponíveis, os mais utilizados são a RM e a
ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal. A RM tem se destacado por ser um método
não invasivo, proporciona uma rápida aquisição de imagens em múltiplos planos, permite
visualização simultânea de todos os órgãos pélvicos e oferece alta precisão e especificidade na
detecção dos focos da endometriose infiltrativa pélvica. A RM most rou-se eficaz na detecção
de endometriose profunda, principalmente no acometimento dos ligamentos uterossacros, septo
retovaginal, reto e bexiga. A sensibilidade deste método de imagem tem se mostrado superior,
identificando lesões subperitoneais e aderências não visíveis à laparoscopia. Entretanto, ainda
há desafios no que se refere à utilização da RM no processo diagnóstico da endometriose devido
à heterogeneidade das possíveis lesões desta condição. Conclusão: Em pacientes com
endometriose pélvica profunda, em que os exames físico e ultrassonográfico mostraram -se
pouco elucidativos para a definição diagnóstica, a RM revela-se imprescindível para identificar
e avaliar possíveis lesões subperitoneais e de permeio à aderências. Devido sua alta capacidade
de caracterização tecidual, este método de imagem é al tamente recomendado para avaliação e
manejo de pacientes com endometriose pélvica profunda.
Palavras-chave: Endometriose pélvica, Endometriose infiltrativa profunda e Ressonância
Magnética.
REFERÊNCIAS
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REQUEIJO, Márcio José Rosa; GOTARDELO, Mariana Vilela Borges Vilefort.
ENDOMETRIOSE INFILTRATIVA PÉLVICA: ACHADOS À RESSONÂNCIA
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2022.
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