Endometriose com esquistossomose: um relato de caso

In: Journal of Medical and Biosciences Research · 2025 · vol. 2(6) , pp. 1027–1031 · doi:10.70164/jmbr.v2i6.1059 · W7117165682
article OA: hybrid CC0
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This case report describes a patient with deep endometriosis who was incidentally diagnosed with Schistosoma eggs in the colon wall during laparoscopic surgery, highlighting the need to consider schistosomiasis in endemic regions.

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This case report describes a female patient presenting with severe, refractory dysmenorrhea and deep dyspareunia who underwent videolaparoscopy for suspected endometriosis. Imaging revealed deep infiltrating endometriosis affecting the uterosacral ligaments, ovaries, and sigmoid colon, leading to surgical intervention which resulted in uneventful recovery. Postoperative histopathology confirmed endometriotic lesions and incidentally identified Schistosoma eggs within the colonic muscular wall, highlighting a rare co-occurrence of these conditions. The authors emphasize that in endemic regions, schistosomiasis should be considered as a differential or comorbid diagnosis when managing pelvic pain and infertility associated with endometriosis. This paper is centrally about endometriosis — specifically the diagnostic challenge posed by its coexistence with intestinal schistosomiasis.

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Abstract

A endometriose é uma doença crônica que acomete principalmente mulheres jovens, caracterizada por dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia e infertilidade. O diagnóstico envolve exame físico detalhado e métodos de imagem, como ultrassonografia transvaginal e ressonância magnética, sendo a videolaparoscopia o padrão-ouro, por permitir confirmação diagnóstica e tratamento simultâneo. Relata-se o caso de paciente do sexo feminino com dismenorreia intensa (10/10), refratária ao tratamento clínico, vida sexual ativa com dispareunia profunda, ciclos menstruais irregulares com metrorragia e desejo reprodutivo, sem gestações prévias. A ressonância magnética de pelve evidenciou focos de endometriose profunda envolvendo a serosa da parede posterior do colo e corpo uterino, ovários bilateralmente e parede anterior do sigmoide, a 14 cm da margem anal. Diante da refratariedade clínica, optou-se por abordagem cirúrgica por videolaparoscopia. A paciente evoluiu sem intercorrências, recebendo alta hospitalar no quarto dia pós-operatório. No acompanhamento ambulatorial, o exame anatomopatológico confirmou focos de endometriose e identificou, de forma incidental, ovos de Schistosoma sp. na parede muscular do cólon. A discussão ressalta que o tratamento da endometriose deve ser individualizado, considerando idade, desejo gestacional, gravidade dos sintomas, extensão da doença e riscos cirúrgicos. A videolaparoscopia, embora eficaz, pode acarretar complicações como lesões iatrogênicas, redução da reserva ovariana e aderências. Em regiões endêmicas, a esquistossomose deve ser considerada como diagnóstico associado, pois pode causar manifestações gastrointestinais e geniturinárias, incluindo infertilidade. A coexistência de endometriose e parasitoses intestinais pode dificultar o diagnóstico e impactar o manejo clínico.
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Endometriose com esquistossomose: um relato de caso DOI: https://doi.org/10.70164/jmbr.v2i6.1059Keywords: Endometriose; Dor pélvica crônica; Esquistossomose.Abstract A endometriose é uma doença crônica que acomete principalmente mulheres jovens, caracterizada por dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia e infertilidade. O diagnóstico envolve exame físico detalhado e métodos de imagem, como ultrassonografia transvaginal e ressonância magnética, sendo a videolaparoscopia o padrão-ouro, por permitir confirmação diagnóstica e tratamento simultâneo. Relata-se o caso de paciente do sexo feminino com dismenorreia intensa (10/10), refratária ao tratamento clínico, vida sexual ativa com dispareunia profunda, ciclos menstruais irregulares com metrorragia e desejo reprodutivo, sem gestações prévias. A ressonância magnética de pelve evidenciou focos de endometriose profunda envolvendo a serosa da parede posterior do colo e corpo uterino, ovários bilateralmente e parede anterior do sigmoide, a 14 cm da margem anal. Diante da refratariedade clínica, optou-se por abordagem cirúrgica por videolaparoscopia. A paciente evoluiu sem intercorrências, recebendo alta hospitalar no quarto dia pós-operatório. No acompanhamento ambulatorial, o exame anatomopatológico confirmou focos de endometriose e identificou, de forma incidental, ovos de Schistosoma sp. na parede muscular do cólon. A discussão ressalta que o tratamento da endometriose deve ser individualizado, considerando idade, desejo gestacional, gravidade dos sintomas, extensão da doença e riscos cirúrgicos. A videolaparoscopia, embora eficaz, pode acarretar complicações como lesões iatrogênicas, redução da reserva ovariana e aderências. Em regiões endêmicas, a esquistossomose deve ser considerada como diagnóstico associado, pois pode causar manifestações gastrointestinais e geniturinárias, incluindo infertilidade. A coexistência de endometriose e parasitoses intestinais pode dificultar o diagnóstico e impactar o manejo clínico. References BAFORT C et al. Laparoscopic surgery for endometriosis. Cochrane Database SystRev 2020; 10:CD011031. STRICKLAND GT. Gastrointestinal manifestations of schistosomiasis. Gut 1994; 35:133 Downloads Published How to Cite Issue Section License Copyright (c) 2025 Journal of Medical and Biosciences Research This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.

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