Estimulação elétrica nervosa transcutânea para a dor e qualidade de vida em mulheres com endometriose: Uma revisão narrativa

In: Fisioterapia Brasil · 2025 · vol. 26(5) , pp. 2522–2534 · doi:10.62827/fb.v26i5.1095 · W4415476907
article OA: diamond CC0

Abstract

Introdução: A endometriose é uma doença ginecológica crônica caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio que cresce fora da cavidade uterina, frequentemente associada à dor pélvica crônica, o que pode acometer a qualidade de vida. Objetivo: Sumarizou-se as evidências científicas sobre as intervenções de estimulação elétrica transcutânea nervosa (TENS) utilizadas para o controle da dor e melhora da qualidade de vida em mulheres acometidas por endometriose. Métodos: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura. Considerou-se estudos realizados em mulheres com endometriose (≥ 18 anos), que utilizaram a TENS como intervenção e que avaliaram a dor e/ou qualidade de vida. Todos os idiomas foram considerados. As fontes de informação consideradas foram a CINAHL, EMBASE, Google Acadêmico, LILACS, MEDLINE, PEDro, Web of Science, Cybertesis, NDLTD (via Global ETD Search), OATD, Clinical Trials e Cochrane CENTRAL, desde o início até maio de 2022. Resultados: Foram selecionados 3 estudos, de um total de 246 registros encontrados, com uma amostra somada de 165 participantes com endometriose. Os artigos utilizaram a TENS convencional, TENS acupuntura e TENS burst. Conclusão: As intervenções com TENS apresentam a região lombossacral como local de aplicação, frequência de 2 a 85 Hz, intensidade ajustada a um limite tolerável pela paciente a nível sensitivo, duração do pulso de ~75μs a ~260μs, no modo contínuo com duração de 20 a 30 minutos por sessão. Tais parâmetros proporcionaram resultados significativos para mulheres com endometriose profunda, pois, além de aumentar a tolerância à dor logo nas primeiras sessões, melhoram consequentemente a qualidade de vida.
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Estimulação elétrica nervosa transcutânea para a dor e qualidade de vida em mulheres com endometriose: Uma revisão narrativa DOI: https://doi.org/10.62827/fb.v26i5.1095Palavras-chave: Endometriose; Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea; Dor Pélvica; Qualidade de Vida.Resumo Introdução: A endometriose é uma doença ginecológica crônica caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio que cresce fora da cavidade uterina, frequentemente associada à dor pélvica crônica, o que pode acometer a qualidade de vida. Objetivo: Sumarizou-se as evidências científicas sobre as intervenções de estimulação elétrica transcutânea nervosa (TENS) utilizadas para o controle da dor e melhora da qualidade de vida em mulheres acometidas por endometriose. Métodos: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura. Considerou-se estudos realizados em mulheres com endometriose (≥ 18 anos), que utilizaram a TENS como intervenção e que avaliaram a dor e/ou qualidade de vida. Todos os idiomas foram considerados. As fontes de informação consideradas foram a CINAHL, EMBASE, Google Acadêmico, LILACS, MEDLINE, PEDro, Web of Science, Cybertesis, NDLTD (via Global ETD Search), OATD, Clinical Trials e Cochrane CENTRAL, desde o início até maio de 2022. Resultados: Foram selecionados 3 estudos, de um total de 246 registros encontrados, com uma amostra somada de 165 participantes com endometriose. Os artigos utilizaram a TENS convencional, TENS acupuntura e TENS burst. Conclusão: As intervenções com TENS apresentam a região lombossacral como local de aplicação, frequência de 2 a 85 Hz, intensidade ajustada a um limite tolerável pela paciente a nível sensitivo, duração do pulso de ~75μs a ~260μs, no modo contínuo com duração de 20 a 30 minutos por sessão. Tais parâmetros proporcionaram resultados significativos para mulheres com endometriose profunda, pois, além de aumentar a tolerância à dor logo nas primeiras sessões, melhoram consequentemente a qualidade de vida. 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