Revisão sistemática: a prevalência de sintomas da endometriose
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Abstract
Objetivo: Definir qual é a prevalência dos sintomas nas mulheres com endometriose. Fontes de dados: A pesquisa foi realizada utilizando as bases de dados United States National Library of Medicine (PubMed), Medical Literature Analysis and Retrievel System Online (MEDLINE), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Scopus, no período de 1º de março de 2024 a 5 de abril de 2024, onde os descritores pesquisados foram: “endometriosis”, “symptoms” e “prevalence”, junto ao operador booleano “and” entre eles. Seleção de estudos: Foram analisados 46 títulos e resumos encontrados na busca eletrônica e posteriormente lidos; os 6 estudos que se enquadraram foram de 2020 e 2024. Para serem incluídos, os artigos deveriam ser de acesso livre, publicados nos últimos 5 anos (2019–2024) e estarem na língua portuguesa ou inglesa. Os artigos excluídos foram: editoriais, artigos que não foram escritos em inglês ou português, relatos de casos e atualizações de protocolos. Coleta de dados: Os estudos foram extraídos a partir de uma rigorosa seleção realizada nas bases de dados, utilizando critérios de inclusão e exclusão citados acima, para uma posterior análise realizada manualmente pelos cinco revisores de forma independente. Resultados: A análise dos estudos mostra que a faixa etária de mulheres com endometriose sintomatologicamente ativas variou entre 16 e 52 anos, chegando a uma média de 34 anos, comprometendo uma faixa etária de mulheres economicamente e reprodutivamente ativas. A prevalência encontra-se sobre a raça branca em comparação à raça negra, sendo o diagnóstico da doença frequentemente atrasado. Portanto, inevitavelmente essas mulheres sofrem com dores e os efeitos a longo prazo dessa patologia, sendo que 71% a 87% das mulheres com dor pélvica crônica padecem de endometriose. Conclusões: Dentre os artigos analisados, temos que os sintomas mais prevalentes nas mulheres que possuem o diagnóstico de endometriose são: dismenorreia, dor pélvica crônica e dispareunia, afetando em sua maioria mulheres da raça branca, em período reprodutivo. Em casos de gravidez espontânea, o risco de aborto aumenta em 80%, enquanto a presença de infertilidade pode chegar a 40%, afetando psicologicamente essas mulheres, sobretudo aquelas com desejo gestacional por tentativas frustradas. Essa doença pode afetar negativamente a qualidade de vida e prejudicar crucialmente o bem-estar social, emocional e sexual, bem como outros domínios, como rotinas diárias e planejamento familiar.
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- last seen: 2026-06-10T17:14:06.276822+00:00
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