ABORDAGENS ATUAIS NO MANEJO DA ENDOMETRIOSE: DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICAS EMERGENTES

In: Asclepius International Journal of Scientific Health Science · 2025 · vol. 4(3) , pp. 150–158 · doi:10.70779/aijshs.v4i3.44 · W4408527240
article OA: diamond CC0

Abstract

Introdução: A endometriose é uma doença ginecológica crônica e frequentemente dolorosa que afeta mulheres em idade reprodutiva. Caracteriza-se pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado em sintomas como dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia e dificuldades para engravidar, sendo complementado por exames de imagem. Com os avanços recentes na pesquisa, novas terapias emergentes têm mostrado promissores resultados no manejo da endometriose. Objetivo: Revisar as abordagens atuais no diagnóstico e tratamento da endometriose. Metodologia: A pesquisa é fundamentada em uma revisão abrangente da literatura existente, para a coleta dos dados, foi utilizada a base de dados PubMed e Scielo, abrangendo estudos entre 2014 a 2024. A pesquisa foi conduzida com os termos “Endometriose”, “Diagnóstico”, “Tratamento", aplicando o operador booleano "AND". Resultados e discussão: A revisão sobre o manejo da endometriose destacou avanços significativos no diagnóstico e nas opções terapêuticas emergentes. Técnicas de imagem, como ressonância magnética e ultrassonografia transvaginal, têm aprimorado o diagnóstico não invasivo, enquanto biomarcadores estão sendo explorados como potenciais ferramentas de apoio. As terapias hormonais continuam sendo a principal abordagem para controle da dor, mas novas opções, como inibidores da aromatase e moduladores seletivos do receptor de estrogênio, têm mostrado promissores resultados com menos efeitos colaterais. A cirurgia laparoscópica permanece importante para casos graves, e terapias complementares, como acupuntura e fisioterapia, oferecem benefícios adicionais no controle dos sintomas. A infertilidade, ainda um desafio significativo, está sendo abordada com tratamentos como a fertilização in vitro, e o manejo multidisciplinar, incluindo apoio psicológico, tem se mostrado crucial para a melhoria da qualidade de vida das pacientes. Conclusão: A endometriose continua sendo uma condição desafiadora, mas os avanços no diagnóstico e nas terapias emergentes oferecem novas perspectivas para o manejo da doença. Embora as terapias hormonais ainda sejam amplamente utilizadas, novas opções, como inibidores da aromatase e moduladores seletivos do receptor de estrogênio, têm mostrado resultados promissores com menos efeitos colaterais. A cirurgia continua sendo necessária para casos graves, mas o manejo multidisciplinar, incluindo terapias complementares e apoio psicológico, é essencial para melhorar a qualidade de vida das pacientes.
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ABORDAGENS ATUAIS NO MANEJO DA ENDOMETRIOSE: DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICAS EMERGENTES DOI: https://doi.org/10.70779/aijshs.v4i3.44Palavras-chave: Endometriose, Diagnóstico, TratamentoResumo Introdução: A endometriose é uma doença ginecológica crônica e frequentemente dolorosa que afeta mulheres em idade reprodutiva. Caracteriza-se pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado em sintomas como dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia e dificuldades para engravidar, sendo complementado por exames de imagem. Com os avanços recentes na pesquisa, novas terapias emergentes têm mostrado promissores resultados no manejo da endometriose. Objetivo: Revisar as abordagens atuais no diagnóstico e tratamento da endometriose. Metodologia: A pesquisa é fundamentada em uma revisão abrangente da literatura existente, para a coleta dos dados, foi utilizada a base de dados PubMed e Scielo, abrangendo estudos entre 2014 a 2024. A pesquisa foi conduzida com os termos “Endometriose”, “Diagnóstico”, “Tratamento", aplicando o operador booleano "AND". Resultados e discussão: A revisão sobre o manejo da endometriose destacou avanços significativos no diagnóstico e nas opções terapêuticas emergentes. Técnicas de imagem, como ressonância magnética e ultrassonografia transvaginal, têm aprimorado o diagnóstico não invasivo, enquanto biomarcadores estão sendo explorados como potenciais ferramentas de apoio. As terapias hormonais continuam sendo a principal abordagem para controle da dor, mas novas opções, como inibidores da aromatase e moduladores seletivos do receptor de estrogênio, têm mostrado promissores resultados com menos efeitos colaterais. A cirurgia laparoscópica permanece importante para casos graves, e terapias complementares, como acupuntura e fisioterapia, oferecem benefícios adicionais no controle dos sintomas. A infertilidade, ainda um desafio significativo, está sendo abordada com tratamentos como a fertilização in vitro, e o manejo multidisciplinar, incluindo apoio psicológico, tem se mostrado crucial para a melhoria da qualidade de vida das pacientes. Conclusão: A endometriose continua sendo uma condição desafiadora, mas os avanços no diagnóstico e nas terapias emergentes oferecem novas perspectivas para o manejo da doença. Embora as terapias hormonais ainda sejam amplamente utilizadas, novas opções, como inibidores da aromatase e moduladores seletivos do receptor de estrogênio, têm mostrado resultados promissores com menos efeitos colaterais. A cirurgia continua sendo necessária para casos graves, mas o manejo multidisciplinar, incluindo terapias complementares e apoio psicológico, é essencial para melhorar a qualidade de vida das pacientes. Referências ALLAIRE, Catherine; BEDAIWY, Mohamed A.; YONG, Paul J. Diagnosis and management of endometriosis. Cmaj, v. 195, n. 10, p. E363-E371, 2023. AMRO, Bedayah et al. New understanding of diagnosis, treatment and prevention of endometriosis. International journal of environmental research and public health, v. 19, n. 11, p. 6725, 2022. BOTELHO, Louise Lira Roedel; DE ALMEIDA CUNHA, Cristiano Castro; MACEDO, Marcelo. O método da revisão integrativa nos estudos organizacionais. Gestão e sociedade, v. 5, n. 11, p. 121-136, 2011. CARDOSO, Jéssica Vilarinho et al. Perfil epidemiológico de mulheres com endometriose: um estudo descritivo retrospectivo. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, v. 20, p. 1057-1067, 2021. FRANÇA, Patricia Ribeiro de Carvalho; LONTRA, Anna Carolina Pereira; FERNANDES, Patricia Dias. Endometriosis: a disease with few direct treatment options. Molecules, v. 27, n. 13, p. 4034, 2022. KONINCKX, Philippe R. et al. Pathogenesis based diagnosis and treatment of endometriosis. Frontiers in endocrinology, v. 12, p. 745548, 2021. MARQUI, Alessandra Bernadete Trovó de. Endometriose: do diagnóstico ao tratamento. Rev. enferm. atenção saúde, p. 97-105, 2014. OLIVEIRA, Jorge Gilmar Amaral de et al. Ultrassonografia transvaginal na endometriose profunda: ensaio iconográfico. Radiologia Brasileira, v. 52, p. 337-341, 2019. PODGAEC, Sérgio et al. Endometriose. Femina, p. 233-237, 2020. ROLLA, Edgardo. Endometriosis: advances and controversies in classification, pathogenesis, diagnosis, and treatment. F1000Research, v. 8, p. F1000 Faculty Rev-529, 2019. ROSA, Julio Cesar et al. Endometriose. Femina, v. 49, n. 3, p. 134-141, 2021. SUKER, Adriana; CRUMP, Jessica; WHITE, Louise. Endometriosis: A review of recent evidence and guidelines. Australian journal of general practice, v. 53, n. 1/2, p. 11-18, 2024. Downloads Publicado Como Citar Edição Seção Licença Copyright (c) 2025 Asclepius International Journal of Scientific Health Science Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License. It is also licensed under a LOCKSS (Lots of Copies Keep Stuff Safe) sistem.

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