O impacto das terapias não farmacológicas na dismenorreia em pacientes com endometriose
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Abstract
Objetivo: Avaliar, criticamente, o efeito das terapias não farmacológicas na dismenorreia em pacientes com endometriose, buscando uma alternativa ou um complemento ao uso de anti-inflamatórios e analgésicos. Fonte de dados: Foram analisados ensaios clínicos controlados randomizados, publicados nos últimos 5 anos (2019–2024) na base de dados United States National Library of Medicine (PubMed) utilizando os termos “endometriosis”, “pain” e “therapies”, com suas respectivas variáveis dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), no período de 10/04/2024 a 14/04/2024. Seleção de estudos: Encontrou-se 4.828 artigos partindo da frase utilizada. Posteriormente, utilizando os filtros “5 years”, “Humans”, “Female”, “English” e “Randomized Controlled Clinical Trial”, restaram 73 artigos. Após a leitura, foram excluídos 67 ensaios clínicos controlados randomizados que utilizaram métodos farmacológicos, desviaram do tema ou não apresentaram evidências científicas suficientes, restando 6 selecionados para o escopo dessa revisão. Coleta de dados: Foram avaliados os seguintes fatores: dismenorreia mensurada por escala analógica visual (VAS), qualidade de vida (por meio da Health related quality of life – HRQoL) e marcadores de estresse oxidativo. As medidas não farmacológicas testadas foram: intervenções psicológicas (58 participantes entre 18–47 anos); suplementação de vitaminas C e E (60 participantes entre 15–45 anos); suplementação de ômega 3 e vitamina D (69 participantes entre 12–25 anos); exercício físico aeróbico e pélvico (22 participantes entre 18–45 anos); uso diário de 20 mg de melatonina (40 participantes entre 18–50 anos) e eletroestimulação transcutânea (40 participantes entre 18–50 anos). Resultados: A suplementação de vitamina C e vitamina E diminuíram os marcadores de estresse oxidativo. No entanto, as suplementações com ômega 3 e vitamina D não mostraram resultado significativo na dor, nem tampouco a melatonina. As sessões de eletroestimulação foram significadas para alívio pontual da dor. Exercícios físicos monitorados digitalmente mostram-se mais eficazes que a realização não monitorada de exercícios. A abordagem psicológica mostrou-se eficaz para melhora da qualidade de vida, mas não no manejo da dismenorreia. Conclusões: Entre as medidas não farmacológicas avaliadas, a suplementação de vitamina C e E, através da diminuição do estresse oxidativo, resultou em uma diminuição estatisticamente significativa na dismenorreia, medida pela escala VAS. A estimulação elétrica transcutânea teve resultados positivos no alívio pontual da dor, sendo uma alternativa ao uso de anti-inflamatórios, porém, o acesso a esse método é limitado. Abordagens como sessões de terapia e de exercício físico são fundamentais para melhora da qualidade de vida, mostrando a necessidade de uma abordagem ampla e interdisciplinar da paciente com endometriose.
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