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Tendência temporal das internações hospitalares por endometriose e transtornos mentais e comportamentais em mulheres em idade reprodutiva no Brasil: estudo ecológico com dados do SIH/DATASUS (2015-2025)
DOI:
https://doi.org/10.52641/cadcajv11i4.2309Palavras-chave:
endometriose, transtornos mentais, hospitalização, epidemiologia, saúde da mulherResumo
A endometriose é uma doença ginecológica inflamatória crônica associada à dor pélvica persistente, infertilidade e redução da qualidade de vida. Evidências recentes indicam associação entre endometriose e maior ocorrência de transtornos mentais, especialmente ansiedade e depressão, o que reforça a necessidade de compreender o comportamento epidemiológico dessas condições. Este estudo teve como objetivo analisar a tendência temporal das internações hospitalares por endometriose e por transtornos mentais e comportamentais em mulheres em idade reprodutiva no Brasil, no período de 2015 a 2025. Trata-se de um estudo ecológico, descritivo, de série temporal, realizado com dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), disponibilizados pelo Departamento de Informática do SUS (DATASUS). Foram incluídas internações de mulheres de 15 a 49 anos com diagnóstico de endometriose (CID-10: N80) e transtornos mentais e comportamentais (CID-10: F00–F99), com destaque para episódios depressivos (F32), transtornos de ansiedade (F41) e reações ao estresse grave e transtornos de adaptação (F43). As taxas de internação foram calculadas por 100.000 mulheres, utilizando estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período analisado, registraram-se 110.333 internações por endometriose e 65.776 por transtornos mentais em mulheres em idade reprodutiva. Observou-se tendência geral de aumento das internações ao longo da série temporal, com redução no ano de 2020 e crescimento nos anos subsequentes. Conclui-se que houve aumento das internações por ambas as condições no Brasil, evidenciando a relevância do monitoramento epidemiológico e do fortalecimento de estratégias de atenção integral à saúde da mulher.
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