Abordagens terapêuticas inovadoras para o controle da endometriose
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Abstract
Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, com abordagem qualitativa, baseada na análise de publicações científicas indexadas nas bases de dados National Library of Medicine (PubMed) e Scientific Electronic Library Online (SciELO). Foram incluídos estudos publicados entre 2020 e 2025, utilizando os descritores “endometriose”, “tratamento da endometriose” e “abordagens inovadoras”, combinados por meio de operadores booleanos quando necessário. Consideraram-se apenas artigos nos idiomas português e inglês, com acesso ao texto completo. Estudos sem relação direta com terapias inovadoras ou que abordavam exclusivamente intervenções cirúrgicas tradicionais foram considerados fora do escopo e excluídos. A seleção dos artigos ocorreu, inicialmente, por meio da triagem de títulos e resumos, para exclusão de duplicatas e de publicações que não apresentavam abordagens terapêuticas inovadoras para a endometriose. Em seguida, realizou-se a leitura crítica do conteúdo completo, sendo selecionados cinco artigos considerados altamente relevantes para o objetivo da pesquisa. A coleta de dados foi realizada de forma manual, mediante leitura integral dos estudos selecionados, e as informações foram organizadas em planilhas para análise qualitativa. Foram extraídos dados referentes ao tipo de abordagem terapêutica inovadora, ao mecanismo de ação proposto, ao modelo de estudo (experimental ou clínico) e às limitações identificadas em cada publicação. Essa sistematização possibilitou uma avaliação crítica comparativa das evidências científicas disponíveis sobre novas estratégias para o controle da endometriose. Resultados: Foram analisados artigos publicados entre 2020 e 2025 que evidenciaram avanços nas terapias inovadoras para o tratamento da endometriose. Entre as terapias farmacológicas, destacam-se os antagonistas do hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH), como o elagolix, que demonstraram eficácia na redução da dor, com menor incidência de efeitos colaterais relacionados à hipoestrogenemia. No campo imunológico, agentes como os anti-fatores de necrose tumoral alfa (anti-TNF-α) e as células T reguladoras mostraram potencial para modular vias inflamatórias envolvidas na progressão da doença. Além disso, o uso da cannabis medicinal foi associado à melhora significativa da dor pélvica crônica e à redução do uso de analgésicos convencionais, com alta aceitação entre as pacientes. Conclusão: A revisão destacou os avanços recentes nas terapias para endometriose, com foco no bem-estar das pacientes. Apesar dos resultados promissores, ainda há falta de estudos robustos e personalizados. Para garantir eficácia e segurança, é necessário compreender melhor as necessidades individuais, visando ao controle da doença e à melhoria da qualidade de vida.
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- last seen: 2026-06-10T17:14:06.276822+00:00
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